Instituto de desenvolvimento educacional do alto uruguai



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RESUMO: O objetivo desse trabalho é refletir sobre a importância do brincar, do brinquedo e da brincadeira no desenvolvimento infantil em seus aspectos cognitivos e emocionais, trabalhando também a interação com o meio em que vive e desenvolvendo a coordenação motora. Este estudo baseou-se em uma pesquisa bibliográfica e em pesquisa de campo, onde se utilizaram as seguintes palavras- chave: brincar; brinquedo; brincadeira; pedagogo e educação. Baseou-se em uma construção através de sites como: Google e Scielo sendo os dois em língua portuguesa, do período de 2005 á 2017, também no conteúdo trabalhado em sala de aula. A partir disso percebe-se que muitas vezes esse assunto é deixado de lado, assim não colaborando para a formação completa da criança, onde a mesma não desenvolve fatores importantes para sua vida social.
Palavras-chave: Brincar. Brinquedo. Brincadeira. Pedagogo. Educação.
ABSTRACT: The objective of this work is to reflect about the importance of to play, of toys and child’s play in children’s development in their aspects cognitive and emotional, as well as the interaction with the environment in which they live and develop motor coordination. his study was based on a bibliographical research and field research, where the following keywords were used: play; toy; play; pedagogue and education. It was based on a construction through sites like: Google and Scielo being the two in Portuguese language of the period from 2005 to 2017, also in the content worked in the classroom. From this it is noticed that often this subject is left aside so not collaborating for the complete formation of the child, where it does not develop important factors for their social life childlike.
Keywords: Playing. Toy. Child. Pedagogue. Education.

 Discentes do Curso de Pedagogia, Nível II 2017/2- Faculdade IDEAU – Getúlio Vargas/RS.

² Docentes do Curso de Pedagogia, Nível II 2017/2 - Faculdade IDEAU – Getúlio Vargas/RS.

*E-mail para contato: thaismuscope@gmail.com

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Segundo Barros (2008), a educação infantil no Brasil compreende o atendimento de crianças de 0 á 6 anos, em creches e pré escolas, sendo um direito firmado pela Constituição Federal de 1988. Desde a aprovação da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996, a educação infantil passa a ser definida como a primeira etapa da Educação Nacional.

A Constituição Federal de 1988 visa a igualdade de condições e acesso às escolas por todas as crianças, a liberdade de aprender, criar e imaginar, a gratuidade do ensino público em espaços oficiais, valorização dos profissionais de ensino, qualidade de ensino, piso nacional salarial para profissionais da educação pública, dentre outros (BRASIL, 1988).

No Brasil, a partir da segunda metade do século XIX, por causa da industrialização no país as mulheres começaram a trabalhar fora de casa e por isso começaram a surgir às creches, que tinham como objetivo auxiliar essas mulheres (RAMOS 2006).

As primeiras creches foram se constituindo com o intuito de atender basicamente as crianças de classe menos favorecida, ou seja, os filhos de operárias. O atendimento que as crianças recebiam era confundindo com aquele prestado nos asilos e orfanatos (RAMOS 2006).

A implantação da industrialização no Brasil, a participação das mulheres no mercado de trabalho e a chegada dos imigrantes europeus fizeram com que os movimentos operários ganhassem força. Eles reividicavam melhores condições de trabalho e a criação de instituições de educação para seus filhos (PASCHOAL; MACHADO 2009).

Para diminuir a força dos operários em seus movimentos foram sendo criadas vilas operárias, clubes esportivos, creches e escolas, pois além de diminuir a força dos operários as mães produziriam mais e melhor, afinal seus filhos estariam sendo cuidados (OLIVEIRA, 1992).

Segundo Vigotsky (1989), é nos primeiros anos de vida da criança que a educação infantil contribui para o desenvolvimento do pensamento lógico e também o desenvolvimento da imaginação da mesma. A partir disto, percebe-se que se torna mais fácil o aprendizado e a interação da criança com o mundo a sua volta. Ela aprende a perceber processos mais complexos e resolver os mesmos.

Dourado (2017) ressalta que a educação infantil nem sempre teve destaque na formação da criança. Surgiu apenas para suprir necessidades dos pais e das crianças em diversos aspectos do campo familiar. Não há mais espaço para quem pensa dessa forma, deve-se enxergar a educação infantil como uma ferramenta essencial no desenvolvimento infantil, obtendo assim um sucesso no processo educacional.

Por meio disto, o brincar, o brinquedo e a brinquedeira entram com um papel fundamental no desenvolvimento da criança, para que a mesma aprenda a dividir, compartilhar experiências e interegir com o mundo a sua volta.
2 DESENVOLVIMENTO
Nesta parte do trabalho será detalhado o referencial teórico, a metodologia empregada e os resultados encontrados. Contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado do estudo.
2.1 Referencial Teórico
2.1.1 O Brincar no desenvolvimento infantil.
Como Fantacholi (2013) explica, ao longo da história da humanidade, foram inúmeros autores que se interessaram pela questão do brincar, o brinquedo e a brincadeira. O dicionário Ferreira (2003, p. 45) define o brincar da seguinte forma: “Brincar é divertir-se, entreter-se, recrear-se”. Por isso, o brincar deve ser muito importante na vida das crianças.

Já Oliveira (2000) acredita que o brincar não significa apenas recrear, mas desenvolver-se, pois brincando a criança desenvolve capacidades muito importantes, como a memória, a imaginação, a concentração e a criatividade.O brincar é de extrema importância para o desenvolvimento das crianças. A partir das brincadeiras, elas conhecem o mundo, desenvolvem a comunicação, e também as insere no contexto social. As brincadeiras auxiliam nos aspectos motor, cognitivo, afetivo/emocional e social.

É necessário demonstrar para criança que ela deve desenvolver sua imaginação enquanto brinca, com os brinquedos ou com os colegas, com materiais educativos e que lhe tragam algum crescimento intelectual de alguma forma. Mas não basta apenas deixar a criança brincar, deve-se instigar a mesma a descobrir, motivar e suprir suas necessidades e dificuldades do dia-a-dia (NAVARRO, 2009).

Segundo Brogére (2001, p. 105), “A criança não brinca em uma ilha deserta. Ela brinca com as substancias materiais e imateriais que lhe são propostas, ela brinca com o que tem na mão e com o que tem na cabeça”.

O brincar é uma atividade difícil de ser definida, mas pode-se caracterizá-la como social e livre. Não é possível obrigar ninguém a brincar, pois possuem regras e muitas situações criadas pelos participantes. É uma atividade que mais predomina na infância, e é onde as crianças começam a aprender.

Segundo Oliveira (2000), o ato de brincar é um processo de socialização.Sendo assim, a criança aprende a criar vínculos de afetividade e harmonia com os demais. Á partir desse processo de socialização, a criança aprende que só consegue brincar com o próximo havendo diálogo para considerar as regras da mesma, somente assim dando inicio a atividade.

Para a criança, o brincar é a atividade principal do dia-a-dia. Tem grande importância porque dá a ela o poder de tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si, aos outros e o mundo, de repetir ações que lhe gerem prazer, de dividir, expressar seu individualismo e identidade por meio de varias linguagens, de usar o corpo, os sentidos, os movimentos, de solucionar alguns problemas e criar outros.

Ao brincar, a criança experimenta o poder de explorar o mundo dos objetos, das pessoas, da natureza e da cultura, para compreendê-lo e expressá-lo por meio de variadas linguagens. Mas é no plano da imaginação que o brincar se destaca pela mobilização dos significados. Enfim, sua importância se relaciona com a cultura da infância, que coloca a brincadeira como ferramenta para a criança se expressar, aprender e se desenvolver (OLIVEIRA, 2000).


A pouca qualidade da educação infantil pode estar relacionada com a oposição que alguns estabelecem entre o brincar livre e o dirigido. É preciso desconstruir essa visão equivocada para pensar na criança inteira, que, em sua subjetividade, aproveita a liberdade que tem para escolher um brinquedo para brincar e a mediação do adulto ou de outra criança, para aprender novas brincadeiras (KISHIMOTO, 1996, p. 1).
Nem uma criança nasce sabendo brincar, ela tem a necessidade aprender, por meio de interações com outras crianças e com os adultos. Ela descobre, em contato com objetos e brinquedos, certo formas de uso desses materiais. Observando outras crianças e as intervenções da professora, ela aprende novas brincadeiras e suas regras. Depois que aprende, exerce sua autonomia podendo reproduzir ou até recriar novas brincadeiras. Desta maneira, ela vai garante a circulação e preservação da cultura lúdica (OLIVEIRA, 2000)
2.1.2 O brinquedo no desenvolvimento infantil.
Como diz Kishimoto (1994), o brinquedo é o objeto de auxilio nas brincadeiras, sendo imaginário ou concreto. Á partir disto, a criança se torna capaz de criar qualquer tipo de situação de entretenimento. Mas, alguns professores encontram dificuldades de utilizar os brinquedos como material pedagógico para o ensino em sala de aula.

Propõe-se, segundo o autor, a substituição de objetos antigos, como por exemplo, mapas e cartazes, por um material que traga momentos de descobertas e que venha proporcionar às crianças a busca por suas próprias respostas, e que o professor consiga utilizar esse material em atividades lúdicas dentro de sala de aula, com brincadeiras ou jogos.


No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além de seu comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que ela é na realidade. Como no foco de uma lente de aumento, o brinquedo contem todas as tendências do desenvolvimento sobre forma condensada, sendo ele mesmo, uma grande fonte de desenvolvimento (VIGOTSKI, 2007, p. 134).
Segundo Kishimoto (1994), os brinquedos devem ser utlizados conforme a faixa etária de cada criança, pois os mesmos possuem indicação de idade por conta de peças que muitas vezes podem ser ingeridas por crianças muito pequenas. Os pais devem redobrar a atenção quando é dado jogos com peças pequenas para crianças com idade inferior á cinco anos, pois as mesmas ainda estão na fase da descoberta e por isso muitas vezes por conta da curiosidade acabam colocando essas peças na boca, orelhas ou nariz causando os acidentes domésticos.

Os brinquedos podem também fazer parte de um imaginário pré-existente, como em séries de televisão, filmes de ficções científicas envolvendo robôs, contos de fadas com princesas e bruxas más, piratas, índios e vilões. Quando representam o imaginário, os mesmos expressam personagens em formas de bonecos, animais, máquinas e monstros mecânicos (KISHIMOTO, 1994).


2.1.3 A brincadeira


De acordo com Chaves (2014), com o avanço da tecnologia as brincadeiras vieram perdendo seu espaço. As crianças perderam o interesse em brincadeiras de antigamente, apenas se interessam por jogos virtuais, videogames e brinquedos eletrônicos. Perdeu-se o encanto por brincadeiras de roda, com interação entre os colegas.

Um fator que contribuiu para a perda de interesse das crianças por essas brincadeira é a falta de interesse dos pais, a comunicação entre os mesmos com seus filhos diminuiu por conta do exesso da jornada de trabalho. Eles passam menos tempo junto com seus filhos, não participam e nem os ensinam as brincadeiras. Para eles, torna-se muito mais prático e viável proporcionar ao filho um equipamento eletrônico, ao invés de incentivar o mesmo a criar novas brincadeiras sem o uso da tecnologia (BÖHM, 2014).

É por meio das brincadeiras que as crianças aprendem a fazer suas escolhas, compartilhar suas experiências e vivenciar suas dificuldades. Como afirma Bueno (2010), a brincadeira faz parte do mundo infantil, faz parte da formação intelectual da criança,epor meio disso ela compartilha seus momentos mais criativos com os demais.

Sabendo que a criança aprende brincando, a partir disso os educadores devem utilizar mais brincadeiras no meio pedagógico como um recurso de aprendizagem. Teixeira (2010) diz que por meio de brincadeiras as crianças aprendem regras básicas de convívio, aprendemfomas de socialização com o meio a sua volta, sendo assim, descobrindo-se. Brincando com outras crianças, aprende que é necessário respeitar e buscar aprendizados com o próximo, que também se torna necessário que a criança compreenda que ela não é única, pois as regras básicas se aplicam a todos que estão no meio.

Segundo Böhm (2014), as brincadeiras deixaram de ser apenas um passatempo, tornaram-se educativas e um meio pedagógico de ensino-aprendizagem. Existem brincadeiras que envolvem a música, utilizada não somente para diversão, mas também para diversas funções como em peças teatrais, danças artísticas, corais e como auxilio no desenvolvimento da coordenação motora, e pode ser utilizada em diversas idades.

De acordo com Vygotsky (1989, p. 130):


A brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de um problema, sob a orientação de um adulto ou um companheiro mais capaz.
O educador tem papel fundamental no ensino das brincadeiras. Como diz Böhm (2014), a brincadeira muitas vezes torna-se por meio dos educadores algo fútil, deixa de ser utilizada para transmitir conhecimentos e haver interação entre as crianças. O educador deve ter em mente que é à partir dessas interações que ocorrem nas brincadeiras que a criança desenvolve sua parte social, e é de fundamental importância para o desenvolvimento da mesma e o conhecimento do mundo que a cerca.
2.1.4 O papel do educador infantil como guardião do brincar, do brinquedo e da brincadeira
Como diz Teixeira (2017), o brincar estimula muito a aprendizagem, por isso, é um preciso que o educador seja a favor do lúdico. Se os professores não se interessarem pelo lúdico, muitas vezes não terão o resultado desejado na educação das crianças. O educador deve ter criatividade, entusiasmo, alegria e principalmente atenção.

Deve observar seus alunos enquanto brincam, para que o mesmo avalie se é preciso ter mais conhecimento teórico ou prático para trabalhar com determinada turma. No ato do brincar, o educador consegue encontrar problemas como, comportamentos diferentes, conflitos emocionais e cognitivos, dificuldades em exercer a atividade proposta, medo de relacionar-se com os demais colegas, entre outros (TEIXEIRA, 2017).

Segundo Fidencio (2013), o educador que percebe a importância da brincadeira na aprendizagem da criança, cria espaços e ações que possibilitam a criança a desenvolver-se e progredir. Quando o professor estrutura uma brincadeira, organiza o espaço e os brinquedos para as crianças, está estimulando a criança a se desafiar e possibilitando o brincar de forma mais desenvolvida e criativa.

Durante a brincadeira, quando o professor intervir, contribui para influenciar na qualidade da brincadeira, desde que os materiais oferecidos sejam dinâmicos e que possam estimular e desafiar a criança. No brincar livre, cabe a criança estabelecer as regras e dar rumo e sentido a brincadeira. A criança tem a possibilidade de interagir com o restante do grupo e expor suas opiniões e ideias, vivenciando e aprendendo com situações diversas que ocorrem durante a brincadeira.


2.1.5 Teoria do Desenvolvimento de Jean Piaget
Jean Piaget (1975), dividiu o desenvolvimento humano em períodos de acordo com o desenvolvimento de novas qualidades de pensamento. Todos os indivíduos passam por esses períodos na mesma sequência, porém o início e o término de cada período depende das características biológicas e dos fatores educacionais e sociais.

  • Sensório-motor: de 0 à 2 anos. A criança conhece o mundo pela manipulação, por volta dos 5 meses a criança consegue coordenadar o movimento das mãos e dos olhos, pegar objetos adquirindo novos hábitos. No final do período a criança é capaz de usar um instrumento como meio para atingir os objetos.

  • Pré-operatório: 2 à 7 anos. Apesar de estarem juntas as crianças realizam produções individuais. Neste período o que de mais importante acontece é o aparecimento da linguagem, que ira trazer modificações nos aspectos intelectual, afetivo e social. Com o aparecimento da linguagem o desenvolvimento do pensamento se acelera mas o repertório verbal continua imitativo e sem domínio das palavras.

  • Operatório concreto: 7 à 11 anos. A capacidade de reflexão é exercida à partir de situações concretas, este é o início da construção lógica, isto é, a capacidade de estabelecer relações que permitam pontos de vistas diferentes no plano afetivo será capaz de cooperar com os outros, trabalhar em grupo e ao mesmo tempo ter autonomia pessoal, passando a organizar seus valores morais, aparece ainda a vontade como qualidade superior.

No plano intelectual surgem as operações físicas e mentais dirigidas para o fim e para o início. Outra característica é exercer habilidades e capacidades a partir de objetos reais, concretos, isto é, pensar antes de agir, considerar vários pontos de vista, recuperar o passado e antecipar o futuro. As crianças escolhem seus amigos entre meninos e meninas, sendo que no final desse período a grupalização com o sexo oposto diminui aquele amor que tinha pelo adulto, agora nessa fase passa a enfrentá-lo.

  • Operatório formal: 11 anos em diante. A contestação é a marca desse período, ocorre a passagem do pensamento concreto para o formal, abstrato, isto é, o adolescente realiza as operações no plano das ideias sem necessitar de referências concretas. Cria teorias sobre o mundo principalmente nos aspectos que gostaria de mudar.

O livre exercício da reflexão permite ao adolescente inicialmente submeter o mundo real as teorias do seu pensamento e posteriormente a uma aceitação da regra. Aparentemente é antissocial, se afasta da família e não aceita conselhos dos adultos. No aspecto afetivo, vive conflitos, deseja libertar-se do adulto mas depende dele. O grupo de amigos é referencial, determina vocabulário, vestimentas e o comportamento. Os interesses são diversos e mutáveis sendo que a estabilidade chega com a idade adulta (PIAGET, 1975).
2.2 Metodologia
A prática pedagógica foi realizada no dia 13 de setembro de 2017, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Padre Manoel da Nóbrega, situada no município de Getúlio Vargas-RS. A professora regente da turma, Ingrid Kravos apresentou a turma do Pré B composta por 24 alunos, dos quais estavam presentes 21 alunos.

Primeiramente a professora Ingrid iniciou a aula normalmente, conversando com eles sobre como estava o dia, cantaram uma canção referente aos dias da semana e foi feito a escolha do ajudante do dia. Após isso, as crianças foram levadas até o pátio onde foram apresentadas as acadêmicas que realizariam as atividades do dia.

Cada acadêmica apresentou-se de forma individual e após as crianças também apresentaram-se dizendo seus nomes e idade. Ao final das apresentações, as crianças foram divididas em pequenos grupos e as mesmas acompanharam cada acadêmica até seu respectivo brinquedo, onde as mesmas explicaram as regras e organizaram as crianças para o início das atividades.

Primeiro brinquedo: Jogo das argolas. Foram confeccionados 5 litros decorados e 10 argolas, ambos com materiais recicláveis. Separou-se as crianças em duplas onde cada uma ficou com 5 argolas. O objetivo da brincadeira era arremessar as argolas nos litros e ver quem pontuava mais, desenvolvendo a atenção, a habilidade motora e a integração entre as crianças.

Segundo brinquedo: Jogo do Dado. Confeccionou-se um dado numérico (de 1 à 6) e uma passarela composta por dez casas, aonde cada uma delas era numerada e uma era um ponto de interrogação. As crianças tinham que jogar o dado e pular quantas casas fosse determinado pela numeração do dado. Se caísse na casa onde houvesse a interrogação, elas teriam que responder uma pergunta relacionada aos animais. A brincadeira serviu para o desenvolvimento da coordenação motora, distinção dos números básicos, integração e conhecimentos gerais.

Terceiro brinquedo: Caixa surpresa. Foram produzidas duas caixas decoradas onde foram colocados alguns objetos e feito um buraco pelo qual a criança colocava a mão e tentava adivinhar por meio do tato o que era, desenvolvendo assim um dos cinco sentidos (tato) e a imaginação.

Quarto brinquedo: Caixa labirinto. Confeccionou-se uma caixa onde foram fixados diversos rolos de papel formando assim um labirinto. Utilizou-se uma bola de gude que era posta no início da caixa e a criança deveria levá-la até o final da caixa passando por dentro dos rolos que formavam o labirinto. A atividade colaborou no desenvolvimento da coordenação motora.

Quinto brinquedo: Twistter. Em um tecido branco, foram pintados diversos círculos divididos em quatro cores, e confeccionado dois dados, um dado com as cores que estavam no tecido e outro que continha figuras que representavam mãos e pés, direitos e esquerdos. Cada criança deveria jogar os dois dados e colocar o membro na cor que o dado apresentava, desenvolvendo a lateralidade e a coordenação motora.

Após a realização das atividades, convidaram as acadêmicas a participarem do intervalo das crianças e também conhecer a sala de aula. Por fim, as mesmas agradeceram e despediram-se das crianças e da professora regente.
2.3 Análise dos Resultados
A recepção por parte da direção e professora regente foi calorosa e agradável. As crianças interagiram com muito carinho participando de todas aas atividades propostas, demonstrando interesse, agilidade e inteligência. A professora também participou das brincadeiras realizadas.

A experiência foi muito positiva para as acadêmicas, agregando diversos conhecimentos e apresentando o mundo da escola para as mesmas. Houveram algumas dificuldades com alguns alunos que não estavam interegindo e se negaram a participar de algumas atividades, mas após uma conversa os mesmos cederam e brincaram.

A professora apresentou a sala da turma, mostrou algumas atividades realizadas por ela, explicou e compartilhou experiências de sua jornada naquela turma. Foi entregue uma lembrança a professora e aos alunos ali presentes. No momento da despedida houve muito carinho por parte das crianças e questionamentos de quando as acadêmicas voltariam à escola.

Percebendo a importância da brincadeira, do brinquedo e do brincar na formação infantil, as acadêmicas buscaram ressaltar o quanto isso afeta no desenvolvimento das crianças. Como diz Nallin (2005, p. 10), “Brincar não significa apenas recriar, é muito mais, pois é uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo”. Sendo assim, buscou-se mostrar como as crianças interegiram com os brinquedos mostrando a forma como elas vêem o mundo.



Na sequência, algumas fotos das atividades realizadas, tiradas pelas acadêmicas:

Foto 1: Jogo das Argolas

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