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RESUMO: O presente artigo é resultado parcial das atividades realizadas durante a execução do projeto Gestão financeira para Pequenas Empresas, com objetivo de maximizar os resultados financeiros de uma empresa a partir do controle, análise e planejamento das suas das suas movimentações financeiras. É proposto um modelo de gestão financeira para micro e pequenas empresas (MPE´s), visando monitorar as atividades financeiras da empresa. Tais atividades têm no controle financeiro, instrumento que pode influenciar em sua continuidade empresarial. Segundo o SEBRAE, 64% das MPE´s encerram suas atividades até o sexto ano de vida. Empresas que se apoiam em tecnologias de gestão, com processo de controle sistemático, tendem a reverter a tendência dessa mortalidade precoce. As Micro e Pequenas Empresas, nos primeiros anos de atividade, necessitam operar com modelos de gestão, e de visualização de resultados que possam orientá-las quanto aos resultados gerados por suas ações empresariais. O objetivo é proporcionar visão estratégica compatível com registro e informações capazes de indicar os caminhos para assegurar sua continuidade empresarial. Utilizou-se o método do estudo de caso, que se limita ao estudo de um mesmo fenômeno, em uma mesma organização. Este estudo se caracterizou como exploratório e descritivo. A implementação desse modelo de gestão deve gerar uma racionalização de processos operacionais, aliados a melhor estrutura, com vistas à obtenção de uma cadeia produtiva eficiente. Este modelo está consubstanciado em um fluxo de caixa, com a aplicação prática dos conceitos de hierarquização das decisões, que pode determinar prioridades e monitoramento dos resultados estratégicos.

Palavras-chave: Gestão Financeira, Micro e Pequenas Empresas, Estratégia.

ABSTRACT: This article is a partial result of the activities carried out during the execution of the Small Business Financial Management project, in order to maximize the financial results of a company based on the control, analysis and planning of its financial operations. A financial management model for micro and small companies (MPEs) is proposed, aiming to monitor the financial activities of the company. Such activities have in the financial control, instrument that can influence in its business continuity. According to SEBRAE, 64% of MPE's end their activities until the sixth year of life. Companies that rely on management technologies, with a process of systematic control, tend to revert the trend of this early mortality. The Micro and Small Companies, in the first years of activity, need to operate with models of management, and visualization of results that can guide them as to the results generated by their business actions. The objective is to provide strategic vision compatible with registration and information capable of indicating the ways to ensure its business continuity. The method of the case study was used, which is limited to the study of the same phenomenon, in the same organization. This study was characterized as exploratory and descriptive. The implementation of this management model should generate a rationalization of operational processes, together with the best structure, in order to obtain an efficient production chain. This model is embodied in a cash flow, with the practical application of the hierarchical concepts of decisions, which can determine priorities and monitor strategic results.
Keywords: Financial Management, Micro and Small Businesses, Strategy.
1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

As micro e pequenas empresas sofrem intença concorrência com as grandes corporações, além de ficarem expostas no mundo dos negócios, elas ainda devem se preocupar com os riscos operacionais e financeiros, isso acontece devido a situações no cotidiano da empresa, as situações internas são possíveis de ser controladas, diferente do que acontece com aquelas que estão no ambiente externo da empresa em que o gestor tem pouca capacidade de interferência, como por exemplo, questões relativas ao senário macro econômico que afeta negativamente suas vendas.

Segundo André Charone Tavares Lopes (2002), a gestão de tributos é um dos fatores primordiais para o sucesso de qualquer empreendimento no Brasil. Não é atoa que a carga tributária é uma das principais dificuldades apontadas pelos empresários, pois, de fato, a voracidade do fisco, velha conhecida do povo Brasileiro, trás graves impactos à operacionalização de qualquer empresa e é um dos principais componentes do chamado “Custo Brasil”.

Nas empresas os custos são gastos ligados à produção ou comercialização de bens ou serviços e as despesas gastos relacionados com a administração da empresa, vendendo ou não a empresa vai obter esses gastos.

Segundo Chiavenato (2008), Nesse momento o empresário deve saber quanto de produto ou serviço deve vender para que suas receitas sejam iguais as suas despesas, encontrando então o ponto de equilíbrio da empresa, e a previsão de vendas com as estimativas de situações futuras, com processo de fazer forecasting com coleta de informações, análise de informações e elaboração de estimativa para tornar mais fácil.

De acordo com FABRETTI, (2006) As empresas podem tributar o seu resultado adotando as bases para o cálculo do imposto de renda da pessoa jurídica e contribuição social sobre o lucro líquido. O regime especial de arrecadação não é um tributo ou um sistema tributário, mas uma forma de arrecadação unificada.

No regime tributário Simples Nacional – Regime tributário diferenciado, aplicável às Microempresas e às Empresas de Pequeno Porte, com faturamento anual máximo de R$ 3.600.000,00. A empresa paga mensalmente todos os tributos em um único documento de arrecadação. Desta forma, o pagamento unificado compreende o IRPJ, a CSLL, o PIS, a COFINS, o IPI, o ICMS e o ISS.

Conforme Ford (1919), responsabilidade social e a ética estão presentes nos negócios desde o século XIX, a preocupação com os princípios éticos, valores morais e um concerto abrangente de cultura é necessária para que estabeleçam critérios e parâmetros adequados para atividades empresariais socialmente responsáveis.

Segundo ASHLEY (2005), Tem-se discutido com muita frequência sobre ética, valores morais e culturas, mas falta explicitá-los de forma mais sistemática que por um lado muitas organizações tentam estabelecer padrões de éticas e responsabilidade sociais em suas atividades e formas de gestão, e por outro lado tem demonstrado o interesse por meios de acadêmicos, buscando explicitar de que forma a ética e a responsabilidade social deveriam ser implantadas dentro das organizações.



Hoje em dia as organizações precisam ser atenciosas não só as suas responsabilidades econômicas e legais, mas também em suas responsabilidades éticas, morais e sociais. Valores morais dizem respeito a crenças pessoais sobre o comportamento eticamente correto ou incorreto, quanto em parte do próprio indivíduo quanto em relações aos outros. A moral pode ser vista como um conjunto de valores e regras de comportamento que as coletividades sejam elas nações ou grupos sociais ou até mesmo organizações que julgarem corretos e desejáveis.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 PROGRAMAÇÃO DA PRODUÇÃO

Conforme Tubino (2000), a Programação da Produção estabelece em curto prazo quanto e quando comprar, com base no plano mestre de produção (PMP) e nos registros de controle de estoque. Se o Plano de Produção providenciou os itens necessários, e o PMP gerou um plano-mestre de produção viável, não deverá ocorrer nenhum tipo de problemas de capacidade ao decorrer do programa de produção sequenciado. De acordo Chiavenato (2008), fala que programar a produção é mostrar quando devem ser realizadas as tarefas de operações de produção e qual a quantidade deverá ser feita contendo os itens: o quê, quanto, quando e onde.


2.2 PREVISÃO DE DEMANDA E SUA CLASSIFICAÇÃO

A previsão de demanda exerce uma função de grande importância nas organizações em geral, como explicitado por Gerber et. Al (2013), ao enunciar que a previsão de demanda é o ponto inicial do planejamento de atividades como fluxo de caixa, planejamento da produção entre outras, sendo utilizada com mais frequência em empresas que tratam de bens de consumo, já Veiga, Veiga e Duclós (2010) afirmam que uma boa previsão de demanda pode proporcionar à empresa uma vantagem competitiva, visto que sua utilização auxilia na tomada de decisão, no entanto, por se tratar de uma ferramenta gerencial e lidar com projeções, seu resultado não é exato, sendo assim, cabe ao gestor, segundo Carvalho (2011) buscar informações como o desempenho passado da organização e até mesmo o ambiente socioeconômico e político do país e do cenário internacional para chegar a uma previsão mais próxima o possível do real. Existem divergências entre alguns autores em relação à qualificação dos métodos de previsão de demanda, enquanto Gomes (2011) afirma que existem quatro modelos de previsão, sendo eles o qualitativo, o de séries temporais, o causal e o de simulação, Carvalho (2010) afirma a existência do método qualitativo e do quantitativo, mas em contra partida, afirma a existência de um modelo que pode ser considerado como a combinação de ambos. Veiga, Veiga e Duclós (2010) indicam a utilização de modelos quantitativos quando o ambiente é volátil, ou seja, a demanda histórica e a intuição do gestor não são o suficiente para se fazer uma boa previsão, e sobre os modelos mistos, Box, Jenkins e Reinsel (2011) afirmam que sua utilização é indicada quando se deseja alcançar maior flexibilidade e ajuste às séries temporais.


2.3 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA PRODUÇÃO

O planejamento estratégico busca maximizar os resultados das operações e minimizar os riscos nas tomadas de decisões das empresas. Os impactos de suas decisões são de longo prazo e afetam a natureza e as características das empresas no sentido de garantir o atendimento de sua missão. Para efetuar um planejamento estratégico, a empresa deve entender os limites de suas forças e habilidades no relacionamento com o meio ambiente, de maneira a criar vantagens competitivas em relação â concorrência, aproveitando-se de todas as situações que lhe trouxerem ganhos (TUBINO, D.F., 2007).

Com base na definição da missão/visão corporativa, existem três níveis hierárquicos dentro de uma empresa onde se encontram estratégias de planejamento: o nível corporativo, o nível da unidade de negócios e o nível funcional. O nível corporativo define estratégias globais, a estratégia corporativa, apontando as áreas de negócios nas quais a empresa irá participar e a organização e distribuição dos recursos para cada uma destas áreas ao longo do tempo, com decisões que não podem ser descentralizadas. O nível da unidade de negócios é uma subdivisão do nível corporativo, no caso de a empresa atuar com unidades de negócios semi-autônomas. Cada unidade de negócios terá uma estratégia de negócios, também chamada de estratégia competitiva, definindo como o seu negócio compete no mercado, o desempenho esperado, e as estratégias que deverão ser conduzidas pelas áreas operacionais para sustentar tal posição. O terceiro nível é o da estratégia funcional. Nesse nível, estarão associadas às políticas de operação das diversas áreas funcionais da empresa, consolidando as estratégias corporativa e competitiva (TUBINO, D.F., 2007)
2.4 ARRANJO FÍSICO

O Arranjo físico busca aproveitar de forma ideal o espaço físico da empresa, organizando máquinas, equipamentos, pessoas, informação e departamentos, tendo em vista implantar um fluxo do processo produtivo com fluência harmoniosa e evolutiva e, assim, evitar qualquer desperdício ou custos adicionais. Para Olivério (1985) o Arranjo Físico é um estudo sistemático que procura uma combinação ótima das instalações industriais que concorrem para a produção, dentro de um espaço disponível.

O Layout possui como alguns objetivos, de acordo com Villar (2004): aumentar o moral e satisfação no trabalho; incrementar a produção; reduzir as demoras; economizar o espaço; reduzir o manuseio; aumentar a utilização do equipamento, mão-de-obra e serviços; reduzir o material em processo; reduzir o tempo de manufatura e reduzir os custos indiretos. Além dos objetivos, o Arranjo Físico contempla alguns princípios fundamentais, tais como o da integração; da mínima distância; obediência ao fluxo de operações, evitando retrocessos, interrupções e cruzamentos na seqüência do fluxo produtivo; uso das três dimensões; satisfação e segurança e o princípio da flexibilidade (VILLAR, 2004).

Há quatro tipos básicos de Arranjo Físico, que segundo Slack et al (1999), são: arranjo físico posicional (onde máquinas, equipamentos, materiais e pessoas se movimentam para o produto ao longo do processo, ex.: cirurgia de coração); por produto ou linear (onde a disposição de máquinas e equipamentos obedece ao fluxo do processo produtivo, ex.: montagem de automóveis); Arranjo Físico funcional (onde máquinas e processos que realizam operações semelhantes são alocados no mesmo ambiente, ex.: uma biblioteca municipal) e o arranjo físico celular (caracteriza-se pelo agrupamento de todas as máquinas usadas na fabricação de um determinado grupo ou família de produtos, funcionando como mini-fábricas). Decidido o tipo de Arranjo Físico geral, dá-se início ao processo de projeto, que é uma forma mais detalhada de alocação dos materiais, inclusive a posição de cada máquina. O mercado científico oferece várias metodologias para o projeto do Arranjo Físico, tais como: Mutter (1978), Slack (1999), Olivério (1985).



2.5 PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO

As atividades do planejamento e controle da produção (PCP) são exercidas nos três níveis hierárquicos de planejamento e controle das atividades produtivas de um sistema de produção. No nível estratégico, onde são definidas as políticas estratégicas de longo prazo da empresa, o planejamento e controle da produção (PCP) participa da formulação do Planejamento Estratégico da Produção, gerando um Plano de Produção. No nível tático, onde são estabelecidos os planos de médio prazo para a produção, o PCP desenvolve o Planejamento-Mestre da Produção, obtendo o Plano-Mestre de Produção (PMP). No nível operacional, onde são preparados os programas de curto prazo de produção e realizado o acompanhamento dos mesmos, o PCP prepara a Programação da Produção administrando estoques, sequenciando, emitindo e liberando as Ordens de Compras, Fabricação e Montagem, além de executar o Acompanhamento e Controle da Produção (BARROS,J.R.F. e TUBINO,D.F.;1998).



2.6 ÉTICA, MORAL E RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA NO TERCEIRO MILÊNIO

Muito se tem escrito sobre ética, valores, moral e cultura, mas ainda falta explicitá-los de forma mais sistemática. Por outro lado, tentativas por parte de determinadas organizações de estabelecer padrões de ética e responsabilidade social em suas atividades e formas de gestão, muitas vezes, tem se limitado a criar códigos de ética. Por outro lado, muitos trabalhos acadêmicos também se interessam mais pelo aspecto instrumental de conceitos como ética ou moralidade, portanto explicitar de que forma prática eles deveriam ser promovidos e até mesmo implantados dentro das organizações. Parece licito afirmar, então, que hoje em dia as organizações precisam estar atentas para não apenas as suas responsabilidades econômicas e legais, mas também suas responsabilidades éticas, morais e sociais. Responsabilidades éticas correspondem a atividades, práticas, politicas e comportamentos esperados (no sentido positivo) ou proibidos (no sentido negativo) por membros da sociedade, apesar de não codificados em leis. Essas responsabilidades éticas correspondem a valores morais específicos. Valores morais dizem respeito às crenças pessoais sobre comportamento eticamente correto ou incorreto, tanto por parte do próprio individuo quanto com relação aos outros. (ASHLEY et al. Pag 04).


2.7 ÉTICA COMO INSTRUMENTO PARA A TOMADA DE DECISÕES

Mesmo sabendo que estamos em processo de re-significação da ideia, comumente aceita, de que não existe relação possível entre ética e negócios, em nossa sociedade esse processo ainda esta no começo. Essa situação provoca eclosão de problemas éticos relacionados aos consumidores, aos empregados, aos concorrentes, aos fornecedores e ao governo, traduzidos, na prática, no descaso as leis trabalhistas e fiscais, aos direitos do consumidor ou preservação do meio ambiente, apenas para citarmos alguns. (PASSOS, ELIZETE pag. 98).

A ética é tradicionalmente entendida como um estudo ou uma reflexão cientifica ou filosófica, e eventualmente até tecnológica, sobre costumes ou ações humanas. Mas também chamamos de ética a própria vida, quando conforme os costumes considerados corretos, que pode ser própria realização de um tipo de comportamento. (EM VALLS, 1992, p. 7).

2.8 MERCADO DE CAPITAIS

O mercado de capitais pode ser definido como um conjunto de instituições que negociam com títulos e valores mobiliários, objetivando a canalização dos recursos dos agentes compradores para os agentes vendedores. Ou seja, o mercado de capitais representa um sistema de distribuição de valores mobiliários que tem o propósito de viabilizar a capitalização das empresas e dar liquidez aos títulos emitidos por elas (PINHEIRO, 2005).

As operações no mercado de capitais usualmente são de longo prazo e podem envolver a compra de participação acionária no empreendimento. Nesse mercado, os principais títulos negociados são os representativos do capital de empresas (ações) ou de empréstimos feitos via mercado por empresas (debêntures conversíveis, bônus de subscrição etc.) sem participação de intermediários bancários (CAVALCANTI; MISUMI, 2001, p.19).

Além disso, nesse mercado as operações são em geral efetuadas diretamente entre poupadores e tomadores, de modo que a instituição financeira não atua, em regra, como parte na operação, mas como auxiliar, e cobra uma comissão por facilitar a realização dos negócios. A instituição financeira não capta nem empresta recursos em nome próprio; ela ajuda o tomador a captar recursos diretamente (ANDREZO; SIQUEIRA, 2006).



2.9 FUNÇÃO DO MERCADO DE CAPITAIS

Andrezo e Siqueira (2006), relatam que o investimento e a poupança constituem o cerne de todo o sistema financeiro. Poupança é definida como a parte da rengrda não consumida. O indivíduo racional concorda em trocar um poder de consumo presente e certo por um poder de consumo futuro e incerto, se houver a expectativa de que este será maior que o primeiro. Por outro lado, a utilização dos recursos poupados, próprios ou de terceiros para ampliar a capacidade produtiva representa um ato de investimento. Em uma economia moderna é possível dividir os agentes econômicos em dois grupos, no que se refere ao processo poupança-investimento:

• unidades econômicas superavitárias ou poupadores: aqueles que apresentam desejo de investir inferior à capacidade de poupança, ou seja, possuem recursos em excesso;

• unidades econômicos deficitárias ou tomadores: aqueles que apresentam desejo de investir superior à capacidade de poupança, ou seja, necessitam de recursos.

Verifica-se, portanto que a função dos mercados financeiros e de capitais é possibilitar que os agentes econômicos sejam colocados em contato, direto ou indireto, a um custo mínimo e com as menores dificuldades possíveis. Ao fazer isso, esses mercados possibilitam um aproveitamento das oportunidades em toda a economia, resultando em um aumento geral da produtividade, da eficiência e do bem-estar da sociedade (ANDREZO; SIQUEIRA, 2006, p. 4-5).
3 PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

Planejamento tributário nada mais é que o Planejamento Empresarial tendo com objetivo os tributos e os reflexos na organização, visando obter economia de impostos. Segundo Latorraca (2000 p. 58), “costuma-se denominar de planejamento tributário a atividade empresarial que, desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva, projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis”.

Conforme a Consultoria Trevisan, “gerenciar impostos é administrar custos – particularmente no Brasil, cujo sistema tributário além de complexo, passa por freqüentes alterações, acrescentando dificuldades imprevistas para o gerenciamento dos negócios”.

Para Alves (2006 p. 02): “planejamento tributário é a atividade que, feita de maneira exclusivamente preventiva, prevê, coordena e projeta atos e negócios com o objetivo de determinar qual é o meio menos oneroso para a realização destes mesmos atos e negócios”.

De acordo com Fabretti (2006, p. 32): “O estudo feito preventivamente, ou seja, antes da realização do fato administrativo, pesquisando-se seus efeitos jurídicos e econômicos e as alternativas legais menos onerosas, denomina-se Planejamento Tributário, que exige antes de tudo, bom senso do planejador”.

Planejamento Tributário é como uma técnica gerencial que visa projetar as operações industriais, os negócios mercantis e as prestações de serviços, visando conhecer as obrigações e os encargos fiscais inseridos em cada uma das respectivas alternativas legais pertinentes para, mediante meios e instrumentos legítimos, adotar aquela que possibilita a anulação, redução ou adiantamento do ônus fiscal. (BORGES 2002, p. 152).


3.1 SIMPLES NACIONAL

De acordo com a Secretaria da Receita Federal Brasileira, o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) é um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido previsto na Lei Complementar n° 123, de 14/12/2006, aplicável às Microempresas e às Empresas de Pequeno Porte, a partir de 01/07/2007, destinado às empresas com receita bruta anual de até R$ 3.600.000,00. Consideram-se microempresa ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei 10.406, de janeiro de 2002 (Código Civil Brasileiro), devidamente registrados no registro de empresas mercantis ou 7 no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que dentro dos limites da receita bruta previstos na legislação.

O Simples Nacional implica no recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, denominado DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), no qual se refere aos tributos: IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS, INSS (cota patronal), ICMS e ISS, quando necessários. Esta guia deverá ser recolhida até o vigésimo dia do mês subseqüente ao da competência do fato gerador.

Todos os Estados e Municípios participam obrigatoriamente do Simples Nacional e sua opção poderá ser feita no ato da abertura da empresa ou até o último dia do mês de janeiro de cada exercício. Dependendo da atividade da empresa, esse regime é economicamente mais benéfico que os demais, mas especialmente os prestadores de serviços devem ficar atentos, pois dependendo do serviço que é prestado o lucro presumido pode ser mais vantajoso.


3.2 LUCRO PRESUMIDO

O lucro presumido é a forma optativa de tributação simplificada para determinação da base de cálculo do Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL) das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas a apurar o lucro real.

A partir de 2003, a pessoa jurídica cuja receita bruta total, no ano-calendário anterior, tenha sido igual ou inferior a R$ 48.000.000,00 ou a R$ 4.000.000,00 multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a doze meses, poderá optar por este regime de tributação.

No regime do lucro presumido são quatro os tipos de impostos federais incidentes sobre o faturamento, que devem ser recolhidos pelo DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), dentre eles o PIS e a COFINS, que devem ser apurados mensalmente, e o IRPJ e a CSLL cuja apuração deverá ser feita trimestralmente, caso optado.

O lucro presumido é regime de tributação onde a base de cálculo é obtida por meio de aplicação de percentual definido em lei, sobre a receita bruta. Como o próprio nome diz, trata- se de presunção de lucro. Para esse regime, existem algumas vantagens relativas às obrigações acessórias, pois o fisco federal dispensa as empresas enquadradas nesse regime, para fins de cálculo e recolhimento dos tributos, da escrituração contábil, desde que seja mantido o Livro Caixa.

Em princípio, todas as pessoas jurídicas podem optar por este regime de tributação, salvo aquelas obrigadas à apuração do Lucro Real. Contudo, para verificar se esse é o regime mais benéfico, é necessário realizar simulações, pois caso a empresa tenha valores consideráveis de despesas dedutíveis para o IRPJ, é muito provável que o lucro real seja mais econômico.


3.3 LUCRO REAL

Para Silva (2006, p.01): “Lucro Real é o lucro líquido do período, apurado com observância das normas das legislações comercial e societária, ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas pela legislação do Imposto de Renda.” Essa forma de tributação está ao alcance de qualquer empresa, ou seja, todas as empresas, independente de seu ramo de atividade ou do seu porte, podem optar pela tributação com base no lucro real, a legislação define apenas as que estão obrigadas a fazerem esta opção, e essas pessoas jurídicas são definidas pelo art. 246 do Decreto 3.000, de 1999.

Os impostos Federais incidentes nas empresas que apuram o Lucro Real são basicamente os mesmos do Lucro Presumido: PIS, COFINS, IRPJ e CSLL, sendo também os dois primeiros apurados mensalmente sobre o faturamento e os dois últimos anualmente ou trimestralmente, tendo como base o Lucro Líquido contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações permitidas ou autorizadas pelo Regulamento do Imposto de Renda.

Uma das vantagens da opção pelo lucro real é que ele é o único regime de tributação que permite o gozo dos diversos incentivos fiscais estabelecidos pela legislação do Imposto de Renda.

Por fim, é preciso salientar que não há um tipo de regime de tributação que seja mais benéfico para a totalidade das empresas. Cada pessoa jurídica deve considerar suas particularidades, meios de operação, e tipos de atividade que desenvolve, para conseguir vislumbrar a forma mais econômica de tributação, lembrando que uma vez formalizada a opção perante a Receita Federal, esta é irretratável durante todo o ano-calendário.
3.4 Principios Constitucionais Tributários

Pode o principio ser definido como regra básica, implícita ou explicita, que pela sua grande generalidade, ocupa uma posição de destaque no mundo do direito, vinculado o entendimento e a aplicação dos atos normativos ate os mandamentos constitucionais.


3. PONTO DE EQUILÍBRIO

Para Jiambalvo (2002), o ponto de equilíbrio é uma das principais ferramentas para a analise do custo volume lucro. Define ainda Jiambalvo (2002), o ponto de equilíbrio como sendo o numero de unidades que precisam ser vendidas para uma empresa atingir o equilíbrio, ou seja ter um resultado que não implique em lucro ou prejuízo mas sim um resultado zero. O ponto de equilíbrio representa o nível de volume de vendas ou a receita necessária para que a empresa iguale os seus gastos totais (Custos e Despesas). O ponto de equilíbrio poderá ser determinado tanto em quantidade quanto em receita total conforme veremos mais adiante.

“Devemos ressaltar que o conceito de equilíbrio em Economia é similar ao conceito da Física, em que a situação de equilíbrio só se altera se outro fator ocorrer, tirando o corpo da inércia inicial. Em vista disso, há quem aconselhe o uso da denominação Ponto de Ruptura – do inglês break-even-point.” (Bruni 2002, p. 246).
3.5 ALAVANCAGEM OPERACIONAL

A Alavancagem operacional pode ser entendida como a capacidade de uma empresa em utilizar-se de “variações” nos custos fixos para aumentar os efeitos da variação em vendas sobre o Lucro operacional. Estes custos fixos não variam com o volume da produção, e devem ser remunerados pelas receitas geradas, esta capacidade de remunerar os custos fixos pode ser entendida em uma das configurações da MS “margem de contribuição” ou “contribuição marginal”, (TEIXEIRA, 1993).


4 METODOLOGIA

Como metodologia utilizada, foi feito uma pesquisa qualitativa, com uma das sócias responsáveis de uma Padaria que prefere manter-se anônima.

Foi aplicado uma entrevista para o levantamento de dados no dia 4 de maio de 2017 com a finalidade de obtermos um parâmetro da gestão financeira na pequena empresa. O presente trabalho foi desenvolvido para analisarmos as formas de como a empresa administra o seu desenvolvimento conforme as atualidades e responsabilidades, entendendo seus fundamentos e técnicas que a contabilidade e a administração oferecem nos dias de hoje.

Optamos pela entrevista para obtenção de melhores resultados, que possui capacidade para observarmos melhor situações diante do entrevistado, que por sua vez teve liberdade para responder sobre o assunto, que utilizamos com questões de forma simples e aplicamos perguntas direcionadas para a parte financeira e ética, da empresa, com um entendimento sobre a gestão na pequena empresa, considerando os recursos e dados prestados pela mesma.


4 RESULTADOS E ANÁLISE

Para a melhor compreensão do tema em questão foram escolhidas perguntas relevantes e esclarecedoras sobre a gestão financeira na pequena empresa e seus complementares. Na primeira questão, foi abordado qual o fator primordial para administrar a empresa? Obteve-se a seguinte resposta: cohecimento e um dos principais fatores para mim, para oferecer qualidade e proceder ativo na fabricação do objetivo principal em primeiro plano.

Posteriormente na segunda indagação foram quais os passos fundamentais para o crescimento da empresa? Verificou-se que o melhor é otimizar o tempo hábil, buscando economia em gastos obsoletos e trabalhar com os melhores produtos do mercado visando melhorias e a qualidade criando um ambiente propicio a inovação sempre mais e melhor, superando os desafios com novas práticas.

Dando seguimento, a empresa possui aplicações financeiras? Quais benefícios e como surgiu a ideia? Foi constatado que sim, existe a necessidade de desenvolvimento para posição atual e posições futuras trazendo um beneficio de serem realizadas e desafiadoras, e a ideia já vinha sendo amadurecida com outras gestões anteriores a minha empresa.

Na quarta questão indagamos qual a relação do Planejamento Orçamentário com os custos da empresa? obteve-se uma boa resposta em avaliar recursos, estabelecer a melhor relação custo\ beneficio.

Quando questionado sobre qual a estratégia utilizada para a diminuição em relação aos fatores de riscos do mercado? A entrevistada relatou que para a Padaria, avaliar o impacto das ações nos negócios da empresa identificando oportunidades e riscos seria melhor forma, fazendo a gestão das metas e da rotina, garantindo a entrega dos resultados e das responsabilidades que a elas compete.

Finalizando a aborgem foi questionado, qual relação existente entre a empresa e a sociedade, sobre ética e responsabilidade social? Busco sempre o diálogo e o relacionamento com nossa comunidade, agindo de forma ética e de acordo com as leis do município.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS

PASSOS, Elizete, 2010, Ética nas Organizações, Editora Atlas S/A São P aulo, 1ª Edição, 2004, 6ª reimpressão.

ASHLEY etal, 2005, Ética e Responsabilidade Social nos Negócios, 2ª Edição, Editora Saraiva.

FABRETTI, Laudio Camargo – Contabilidade Tributária. Atlas, 2015

ANJOS, Cezinha – Gestão Financeira na Micro e Pequena Empresa-Disponível em: <http://www.asseinfo.com.br/blog/gestao-financeira-para-micro-e-pequenas-empresas/>. Acesso em: 03 de mar. 2017, 16h35min.



Contabilidade Tributária. Disponível em:

. Acesso em: 20 de mar. 2017, 11h55min.

Ética nas Organizações. Disponível em: . Acesso em: 02 de abr. 2017, 14h33min.

Gestão Financeira para Micro e Pequenas empresas. Disponível em: . Acesso em: 13 de mar. 2017, 15h48min.

Gestão Financeira na Pequena Empresa. Disponível em: . Acesso em: 20 de mar. 2017, 10h30min.

Mundo dos Bancos – SFN. Disponível em:.

Acesso em: 23 de mar. 2017, 10h02min.

http://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STO_206_221_27520.pdf

http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2007_tr570429_0377.pdf

http://dvl.ccn.ufsc.br/congresso/anais/2CCF/20080810175743.pdf

http://dvl.ccn.ufsc.br/congresso/anais/2CCF/20080810175743.pdf

http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART468.pdf
Apêndice

Instituto de Desenvolvimento de Bagé

Faculdade Ideau – Bagé/RS
Caro entrevistado, o presente questionário tem como objetivo o auxílio na elaboração do PATP (Projeto de Aperfeiçoamento Teórico Prático) do 5º Semestre/2017 do curso Bacharelado em Ciências Contábeis/ Administração das Faculdades Ideau, que visa analisar “A Gestão Financeira na Pequena Empresa”. Contamos com sua colaboração para o desenvolvimento do nosso trabalho, respondendo de forma simples às questões abordadas.

QUESTIONÁRIO:


  1. Qual o fator primordial para administrar a empresa?

  2. Quais os passos fundamentais para o crescimento da empresa?

  3. A empresa possui aplicações financeiras? Quais benefícios e como surgiu a ideia?

  4. Qual a relação do Planejamento Orçamentário com os custos da empresa?

  5. Qual a estratégia utilizada para a diminuição em relação aos fatores de riscos do mercado?

  6. A empresa tem ou faz parte de algum projeto de Responsabilidade Social? Quais são:

  7. Como é visto o Termo “Responsabilidade Social”?

  8. Qual a relação existente entre a empresa e a sociedade, sobre ética e responsabilidade social?

  9. Conceitue o que é ética para empresa?

  10. Por quem é feito os cálculos tributários, e qual é o sistema usado?

  11. Como é feito o planejamento tributário na gestão financeira da empresa?



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Projeto de Aperfeiçoamento Teórico e Prático – Bagé – RS – Brasil



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