História Ensino Médio, 1° Ano



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História Ensino Médio, 1° Ano.

Conteúdo revisional referente ao decorrer do período medieval na Europa...

Por volta do século III, o império romano passou por uma enorme crise econômica e política.

A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo, retiraram recursos que seriam investidos no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola.

Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas e passaram a sofrer invasões dos povos bárbaros.

Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares. 


http://amora2012povoseculturas.pbworks.com/f/1352383493/imperio%20romano%20batalha.jpg.Acesso em 24/07/2015...

História, 1° Ano – Ensino Médio O fim do Império Romano e a formação do feudalismo (Idade Média)

História, 1° Ano – Ensino Médio O fim do Império Romano e a formação do feudalismo (Idade Média)

A Crise Econômica e Militar

http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/03/queda-de-constantinopla.jpg.Acesso em 24/07/2015

https://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/06/roma-moeda-romana-index13axx.gif. Acesso em 24/07/2015

No ano de 395, o imperador Teodósio, com o objetivo de facilitar a administração e a defesa de todo o seu território, resolve dividir o império em:

-Império Romano do Ocidente, com capital em Roma.

-Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.

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https://historia10.files.wordpress.com/2008/12/imperioromano.gif

Quem são os Bárbaros?

Povos originários da Ásia (hunos). Leste europeu (eslavos). Norte da Europa (Germânicos).

Os Germânicos eram subdivididos em: Visigodos, Ostrogodos, Burgúndios, Vikings, Vândalos, Suevos, Lombardos, Francos, etc...

Formaram reinos instáveis de curta duração. Eram rivais: disputavam entre si os mesmos territórios.

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http://2.bp.blogspot.com/_LbLAOOWv3i4/TNH0snh0vVI/AAAAAAAACSU/f_4vTEzna_M/s400/e8013c8389733891669db7190a711d3c.jpg. Acesso em 24/07/2015

Os Bárbaros



Cultura Germânica: Organização social.

Estrutura Familiar bastante sólida;

Prezavam por valores: honra, fidelidade conjugal, lealdade...

Não possuíam um código de leis escrito.

Decisões jurídicas: Duelos ou Ordálios.

http://2.bp.blogspot.com/joRughKB89Y/UCWAJ46z5NI/AAAAAAAAOAw/GvwjXQCJIh0/s400/Barbaros+01.jpg. Acesso em 25/07/2015

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Cultura Germânica: Economia.

Predominava a atividade agrícola;

Produziam principalmente cereais, (aveia e o trigo) e trabalhavam também com a pecuária.

Alguns viviam da pilhagem (saques);

http://www.colegioweb.com.br/wp-content/uploads/13987.jpg.Acesso em 25/07/2015

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Cultura Germânica: Religião.

A Religão era Politeísta;

Adoração fundamentada nas forças da natureza.

Não construíam templos: Rituais realizados ao ar-livre.

Ofereciam como sacrifício animais e até humanos.

http://www.uniblog.com.br/img/posts/imagem17/174984.bmp

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O IMPÉRIO CAROLÍNGIO

  • Entre os diversos reinos que ocupavam a atual Europa, durante os séculos IV e VIII, um deles buscou criar condições para formar um império: o Reino dos Francos ou Reino Carolíngio, localizado na região da Gália (atual França).

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Francos

A Construção de um Império

Na Formação e Expansão do Reino Franco atuaram Soberanos de Duas Dinastias: a Merovíngia, que governou do Século V ao Século VIII, e a Carolíngia, que governou nos Séculos VIII e IX. Vejamos cada uma delas.

Merovíngios:

A organização política dos Francos em um Reino teve inicio em meados do Século V, com a unificação de suas diversas tribos.

Clóvis é considerado um dos Unificadores dos Francos, tendo reinado entre 482 e 511. Ele seria Neto de Meroveu, o lendário fundador da Dinastia Merovíngia, cuja real existência é incerta.

Em seu Governo, Clóvis prometeu a expansão dos domínios do Reino Franco e, mais tarde, converteu-se ao Catolicismo, fazendo de seu Reino um forte aliado da Igreja Católica.

Clóvis teve vários sucessores, mas a partir de 639 a Dinastia Merovíngia entrou em Crise. Em grande parte, as funções do Rei eram desempenhadas por um Alto Funcionário da Corte – o Prefeito do Palácio, também chamado de Mordomo do Paço.

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Francos

Um desses Prefeitos do Palácio foi Carlos Martel.

Que governou de 714 a 741 e conquistou prestígio, entre outros motivos, por ter Comandado o Exército franco que deteve o avanço dos Muçulmanos sobre a Europa, na Batalha de Poitiers em 732.

Carolíngios:

Após a morte de Carlos Martel, seu Poder Político foi herdado por seu filho Pepino, o Breve.

Em 751, Pepino destronou o último Rei Merovíngio e fundou a Dinastia Carolíngia, que governou nos Séculos VIII e IX.

Pepino foi reconhecido pelo Papa como Rei dos Francos.

Em troca, lutou conta os Lombardos, Povo Germânico que ameaçava

o Poder da Igreja Católica.

Vitorioso, Pepino doou ao Papa as terras que conquistou no Reino da Itália.

Formou-se, então, o Patrimônio de São Pedro, que se tornou o Estado da Igreja Católica.

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Francos
  • Formação do Império Carolíngio

  • Após a morte de Pepino, sucedeu-se no trono seu filho Carlos Magno, que governou durante 46 anos, de 768 a 814.

    Em seu governo, os Francos submeteram diversos povos germânicos e conquistaram um vasto território, constituindo o Império Franco ou Carolíngio.

    Com isso Carlos Magno adquiriu considerável poder na Europa Central, chegando a receber do papa Leão III o título de Imperador do Novo Império Romano do Ocidente, em 800.

    Pretendia-se reviver a antiga Unidade do Mundo Ocidental, agora sob o comando de um Imperador Cristão.

    Além disso, a Igreja Católica desejava a proteção de um

    Soberano Cristão que possibilitasse a

    Expansão do Cristianismo.

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Império Carolíngio

Império Carolíngio
  • O Governo de Carlos Magno

  • O Império Carolíngio não tinha uma Capital Fixa. Sua sede era o lugar onde se encontrava o Imperador e sua Corte.

    Em geral, Carlos Magno permanecia por mais tempo na cidade de Aquisgrã, em seu palácio com fontes de águas termais – quentes.





    Organização Administrativa

    Para administrar o vasto Império, Carlos Magno estabeleceu uma série de normas escritas, conhecidas como Capitulares, que funcionava como Leis.

    Essas normas reuniam os Usos e Costumes do Império.

    Carlos Magno contou também com o auxílio de inúmeros Funcionários e Nobres, como os Condes – responsáveis pelos condados, e os Marqueses – responsáveis pelos territórios situados nas fronteiras do Império, isto é, as Marcas.

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Império Carolíngio...
        • Esses Nobres tinham a função de convocar e organizar as tropas, cobrar tributos e zelar pela manutenção de estradas e pontes, entre outras tarefas.

        • Assim, os Nobres passaram a exercer também o Poder Local.
        • Muitas vezes, Condes e Marqueses recebiam essas terras do Imperador em beneficium, ou seja, num sistema em que podiam desfrutar das terras doadas em troca da Fidelidade e da Prestação de Serviços – principalmente obrigações militares – ao Monarca.
        • Havia também os Missi-dominici, inspetores do Rei que viajavam pelo território para controlar as atividades dos diversos Administradores Locais.

Carlos Magno

Império Carolíngio
    • Renascimento Carolíngio

    • Guerreiro audacioso, Carlos Magno dedicou-se principalmente às atividades militares, permanecendo analfabeto até a idade adulta.

      Como administrador, no entanto, preocupou-se em promover o Desenvolvimento Cultural do Império Franco.

      Assessorado por intelectuais, Carlos Magno estimulou a abertura de Escolas e Mosteiros, e protegeu artistas.

      Esse estímulo – que abrangeu as letras, as artes plásticas e a educação, alcançando grande vigor em meados do Século IX – é chamado pelos historiadores de Renascimento Carolíngio ou Renascença Carolíngia.

      Além de incentivar a produção cultural, o Renascimento Carolíngio contribuiu para a preservação e transmissão da cultura da Antiguidade Clássica, ao promover a tradução e a cópia de Manuscritos Antigos.

      Grande parte do conhecimento que temos hoje da Literatura da Antiguidade Greco-Romana deve-se ao trabalho de cópia dos Escribas desse período.

Império Carolíngio
    • Fragmentação do Império Carolíngio

    • Depois da morte de Carlos Magno, em 814, seu filho Luís I, o Piedoso, assumiu o poder. Apesar de uma série de problemas políticos, como a excessiva influência do Clero sobre o Rei, o Império ainda se manteve unido.

      Com a morte de Luís I, em 840, seus três filhos – Carlos, Luís e Lotário – passaram a Disputar o Poder, travando um desgastante conflito interno.

      Pelo Tratado de Verdun, assinado em 843, eles estabeleceram a Paz, dividindo entre si o Território Carolíngio.

      A divisão do Poder Real entre os filhos de Luís I foi acompanhada de crescente independência e autonomia dos Administradores Locais.



O enfraquecimento do Império se deu com rebeliões, falta de dinheiro.

Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc.

Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.

O Fim do Império Romano

História, 1° Ano – Ensino Médio O fim do Império Romano e a formação do feudalismo (Idade Média)

https://cleofas.com.br/wp-content/uploads/2015/11/crise-do-imperio-romano-historia.jpg



IDIOMA: LATIM.

DIREITO: LEIS.

FORMAS DE GOVERNO: REPÚBLICA, SENADO, ETC.

MATEMÁTICA.

ARQUITETURA.

Herança Romana

Algarismos Romanos

http://www.dicaslegais.net/wpcontent/uploads/2010/08/numerosRomanos3-full.jpg

História, 1° Ano – Ensino Médio O fim do Império Romano e a formação do feudalismo (Idade Média)

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

Conceito de Idade Média
  • A Idade Média, também conhecida como Período Medieval, corresponde ao período da história europeia que se inicia com a desintegração do Império Romano do Ocidente séc. V e que finda no séc. XV.
  • As principais características da Idade Média foram a chegada dos povos bárbaros (germânicos), a consolidação do feudalismo e a expansão do cristianismo, na figura da igreja católica.

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

Alta Idade Média e Baixa Idade Média
  • A Idade Média pode ser dividida em duas fases principais:
  • a Alta Idade Média que se estende desde a formação dos reinos germânicos no séc. V até à consolidação do feudalismo entre os séc. IX e XII; e
  • a Baixa Idade Média, que dura até ao séc. XV, e que se caracterizou pelo crescimento das cidades, expansão territorial e forte desenvolvimento do comércio e também enfraquecimento do poder da igreja.

Sistema político, econômico e social que predominou na Idade Média (século. V ao XV) e que baseava-se em relações servis de produção...
  • O feudalismo tem inicio com as invasões germânicas (bárbaras ), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa)...
  • As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado (nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos. 

Feudalismo

http://www.sohistoria.com.br/ef2/medieval/index_clip_image003.jpg.Acesso em 26/07/2015

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)


  • O feudalismo vem da fusão de duas cultura as: germânicas e as romanas.
  • O elemento principal da cultura germânica era o comitatus (suserania e vassalagem).
  • O elemento principal da cultura romana era o colonato (servilismo).
  • - Comitatus: é uma relação da sociedade feudal entre o suserano e o vassalo baseadas na honra e lealdade, onde o chefe guerreiro doa terras (feudo) aos seus guerreiros em troca destes feitos...
  • - Colonato: os servos surgem como uma forma de suprimir a falta de escravos nos campos romanos. O grande proprietário de terras arrendava lotes de sua propriedade e em troca recebia dos colonos parte da produção...

  • Portanto, após a queda do Império Romano ocorreu o surgimento do modo de produção feudal.

Feudalismo

https://encryptedtbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSsqYo_mK4jqb8mYXSYJeF0jv_P1MPVNINS_Q-1yzPs8pWkkND_2g. Acesso em 26/07/2015

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)



Feudalismo Organização Econômica.

ECONOMIA: - agrária e rural. - auto-suficiente. - feudo: unidade de produção 

  propriedade feudal ou senhorial. - pouco uso de moeda. - comércio reduzido  localizado. - baixo nível técnico. - sistema trienal de rotação de culturas: preservação do solo.

https://encryptedtbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRR8_bUILHemmnKhOasvCwtNgQAZfCagfIthiwbo_0vb3qOQLwigA. Acesso em 26/07/2015

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

Divisões do Feudo:
    • Manso senhorial: Compunha metade das terras agriculturáveis do feudo e tudo que ali era produzido pelos servos era de domínio dos senhores feudais, encontrava-se o Castelo e eram terras de uso exclusivo do senhor. O trabalho realizado nessa área ocorria de 3 a 4 dias por semana e consistia na corveia...
    • Manso servil: Composto pelas áreas destinadas a produção de alimentos para os próprios servos. Cada servo recebia uma gleba (lote) onde produzia o próprio sustento. Todavia, parte desta produção era repassada aos senhores feudais para o pagamento das demais obrigações servis (talha, banalidades, dízimo)...
    • Terras comunais: Áreas de uso comum, tanto por senhores quanto servos, para pastagens, lenha, madeiras, assim como os bosques, pastos e lagos...Nos bosques e florestas os senhores feudais praticavam a caça, prática vetada aos servos...

Feudalismo Organização Econômica.

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

Feudalismo Organização Econômica – Ilustração...

Feudalismo Estrutura Política...

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)
  • Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).

https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRpDacrfleN3Ue7LPnf6TCkDVRn4FXVWqqxCFd_3O-QxEk7RKrw4w. Acesso em 28/07/2015

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)
    • Organização da Sociedade: - A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. - ...

    • - Estamental (posição social definida pelo nascimento, mas não por critérios religiosos como na Índia).

      - Poder vinculado à posse e extensão da terra.

      - Laços de dependência pessoal: SUSERANIA e VASSALAGEM

      SENHOR e SERVO.

-> CLERO: terra + poder político + poder ideológico (salvação)... - O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo...;

-> NOBREZA: terra + poder político (defesa)... - A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses...;

-> SERVOS: obrigações (corvéia, talha, banalidades, tostão de Pedro, dízimo, mão-morta, ...) - A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais...;

-> VILÕES: quase servos, porém com menos obrigações... - o vilão era um descendente de camponeses livres, e, assim, poderia deixar o feudo se o quisesse. Tal como os servos, os vilões deviam, aos senhores, o pagamento da talha e a corveia...;

História, 1° Ano – Ensino Médio. Período Medieval (Idade Média/Feudalismo)
  • Corvéia: Trabalho gratuito dos servos, na agricultura, construções (pontes, fortificações)...
  • Banalidades: imposto pago pela utilização da infra-estrutura do feudo (moinho, forno, celeiro...).
  • Talha: porcentagem (quase sempre a metade) entregue ao senhor pela produção no manso servil.
  • Mão-morta: imposto pago pela morte do chefe da família, se caso continuassem utilizando as terras.
  • Capitação: imposto anual pago individualmente ao senhor feudal.

  • Os servos também eram obrigados a prestar serviço militar em caso de guerras e dar hospitalidade ao seu senhor.

Obrigações pagas pelos servos

http://reporteralagoas.com.br/novo/wp-content/uploads/2014/02/Tribunal_penal_na_Idade_Media.jpg. Acess em 28/07/2015

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)
  • Igreja Católica reforçava: o papel da nobreza é a proteção material da sociedade.
  • Relações Suserania e Vassalagem:

  • Suserano: era o nobre que doava um “beneficium” (feudo) a um outro nobre.

    Vassalo: Era o nobre que recebia o benefício e fazia um juramento de fidelidade ao suserano.

VIDA BOA, ERA A VIDA DA NOBREZA...

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

Instituições política

» O suserano – protegia o vassalo de forma militar e jurídica. Tinha o direito de se apossar do feudo caso o vassalo morresse sem herdeiros. Podia também impedir o casamento do vassalo com uma pessoa que lhe fosse infiel.

» O vassalo - devia prestar ao suserano serviço militar, libertá-lo caso fosse aprisionado por inimigos e etc. Mas o vassalo não era um servo. A relação vassalo-suserano era um pacto militar.

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)
  • Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média.
  • A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia.

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Religião...

“O senhor feudal tinha o poder local, o rei na prática, tinha poderes limitados, já a Igreja tinha o poder universal”.

Proprietária de 1/3 das terras da Europa. Influenciava a vida e o comportamento das pessoas.

Função da Igreja Católica

https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcT57fv0EopWFQUZJIc1mDbNah5_DSHYhDX9EBRJQN-ynORzGdRz

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

Os monges responsáveis pela cópia a mão de livros era chamada de copistas.

Universidades: surgiram na baixa idade média (séc. XI ao XV). Mestres e estudantes em torno de uma cidade específica, destacava-se pelo ensino de determinada disciplina.

Oxford na Inglaterra e Coimbra em Portugal são instituições deste período.

Organização da Igreja Católica...

http://webmilk.com.br/wp-content/uploads/2015/07/monaquismoescritor.jpg

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

Tribunal da Inquisição: instrumento utilizado pela Igreja para impor seus valores e suas idéias ao conjunto da sociedade, normatizando o comportamento social.

o Tribunal do Santo Ofício (séc. XII), já perseguia, matava e torturava hereges.

Em 1252: é institucionalizado o Tribunal da Inquisição, pelo Papa Inocêncio IV na bula Ad extirparda.

Auto-de-fé: cerimônia pública que comprovava perante a todos o poder da Igreja.

Na Península Ibérica: os judeus foram os alvos preferenciais, principalmente pela questão econômica.

A INQUISIÇÃO MEDIEVAL...

http://revistavilanova.com/wp-content/uploads/2014/02/Tribunal-Eclesi%C3%A1stico-da-Inquisi%C3%A7%C3%A3o.jpg

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

Pintura:

Concentrou-se na representação humanizada de santos e divindades. Destacam-se os italianos Giotto e Cimabue.

Música:

Música Sacra: com o canto gregoriano (melodia simples e suave cantada em uníssono por várias vozes.

Música Popular: Trovadores e Menestréis

Literatura:

Poesia épica exaltando a ação dos cavaleiros em prol da cristandade

Poesia lírica exaltando o amor cortês dos cavaleiros em relação ás suas damas

Ciência e Filosofia:

Roger Bacon introduziu a observação da natureza e a experimentação como método básico do conhecimento científico.

Santo Agostinho e São Tomás de Aquino tinham como interesse harmonizar a fé cristã com a razão.

Cultura

História, 1° Ano – Ensino Médio Período Medieval (Idade Média/ Feudalismo)

O IMPÉRIO BIZANTINO

  • O Império Bizantino ou Império Romano do Oriente, cuja capital era Constantinopla, hoje, Istambul (atual Turquia), teve sua origem em 395, quando o imperador Teodósio dividiu o Império Romano em duas partes.
  • Ao contrário do ocidente, o Império do Oriente resistiu aos ataques bárbaros, sobrevivendo como Império independente até 1453, quando caiu sob o domínio dos turcos otomanos.

Em decorrência da posição geográfica, sua cultura foi uma junção de elementos orientais e ocidentais.

  • A língua grega, o respeito ao imperador e a religião cristã eram reflexos da cultura helenística.
  • Por outro lado, a interferência do estado na economia, a subordinação da Igreja ao Estado e o aparecimento de heresias marcaram a influência da cultura oriental sobre o povo bizantino.

A ORGANIZAÇÃO DO IMPÉRIO

  • À frente do Estado estava o imperador ou basileu, que tinha poder absoluto e teocrático (representante de Deus na terra).
  • O imperador era ao mesmo tempo chefe político e religioso, acreditando- se inspirado e assistido por Deus. A subordinação da Igreja ao estado denomina-se cesaropapismo.

O GOVERNO DE JUSTINIANO (527 565) – auge do Império




a) Expansão do império: um de seus objetivos era recuperar as terras e reconstruir o antigo Império Romano, por isso realizou campanhas militares no norte da África, na Itália e na península Ibérica.

No norte da África, um exército de 15.000 homens, comandados pelo general Belisário

(533) enfrentou e derrotou os vândalos, que

dominavam a região.

Na Itália, em 534, os bizantinos conseguiram derrotar o reino dos Ostrogodos e, posteriormente, tomaram o sul da Península Ibérica que estava nas mãos dos visigodos.

b) O Direito: a maior realização de Justiniano foi a revisão e codificação do Direito Romano, onde ele convocou o principais juristas bizantinos, que sob a orientação de Triboniano, publicaram o Corpus Júris Civilis (Código de Direito Civil), que era dividido em quatro partes:

  • Código, reunião das leis romanas publicadas desde o governo de Adriano;
  • Digesto, compilação dos trabalhos de jurisprudência;
  • Novelas, os decretos de Justiniano e seus sucessores;
  • Institutas, espécie de manual de Direito para uso dos estudiosos.
  • A Revolta de Nika: foi uma revolta de grande parte da população de Constantinopla, que estava descontente com os pesados tributos e a forma agressiva como eles eram cobrados. A revolta teve início no hipódromo da cidade e após oito dias de luta, os rebeldes foram derrotados pelo general Belisário, que matou mais de trinta mil pessoas.

  • d) A realização de inúmeras construções públicas, entre elas a Igreja de santa Sofia.

    e) Preocupado em aumentara a segurança do Império e exaltar sua imagem, Justiniano mandou construir numerosas fortalezas, estradas, pontes, hospitais, banhos públicos e centenas de igrejas.

e) Compilação pelos sábios bizantinos obras históricas, filosóficas e literárias criados pelos gregos e romanos.

  • Escreveram enciclopédias que continham importantes conhecimentos em diversos campos da ciência.
  • Guardadas e conservadas nos mosteiros bizantinos, essas obras exerceram grande influência sobre a história e a cultura do ocidente.
  • Após o governo de Justiniano, as fronteiras do Império começaram a ser ameaçadas por vários povos bárbaros. Em 1453, os turcos otomanos tomaram Constantinopla, pondo fim ao Império Bizantino.

A ECONOMIA BIZANTINA

  • Devido a posição geográfica de sua capital, tiveram como base de sua economia o comércio, com importantíssimas rotas comerciais entre Oriente e Ocidente.
  • Comercializavam especiarias (cravo, canela, pimenta-do- reino, gengibre, noz moscada e açúcar), artigos de luxo (tecidos finos, jóias, imagens religiosas, perfumes, couro, peles, pedras preciosas, tapetes, vinhos e objetos de arte), eram armazenadas em Constantinopla e, posteriormente distribuídas na Europa por comerciantes italianos.
  • Havia intervenção do estado na economia, impondo regulamentos ao comércio e à indústria (dedicada especialmente aos artigos de luxo) e reservado para si o monopólio da cunhagem de moedas.

A SOCIEDADE

  • Existiam grandes disparidades sociais com o predomínio do imperador e sua corte. Ela estava assim dividida:
  • Elite: banqueiros, grandes mercadores, donos de oficinas, grandes proprietários de terra e altos funcionários públicos;
  • Camadas intermediárias: pequenos comerciantes, artesãos funcionários subalternos e rendeiros;
  • Camadas pobres: trabalhadores urbanos, servos;
  • Escravos: pequena quantidade usados nas construções de grandes obras públicas e nos serviços domésticos.

A RELIGIÃO

  • A religião dominante era a cristã, mesclando elementos orientais e ocidentais.
  • O imperador era considerado sucessor dos apóstolos, a forma de governo era teocrática e despótica.
  • Devido á submissão da Igreja ao estado e a interferência dos imperadores nos assuntos religiosos gerou sérios problemas entre os imperadores e os papas.
  • Em 726, o imperador Leão III, proibiu a adoração de imagens sagradas, os ícones e determinou sua destruição, a referida heresia ficou conhecida como Iconoclasta.
  • Os monges reagiram, organizando várias manifestações contra o governo, em resposta, o imperador ordenou a destruição de centenas de pinturas e esculturas religiosas. O papa condenou energicamente a destruição dos ícones.

O CISMA DO ORIENTE

  • A partir daí as divergências entre o papado e o patriarcado acabaram por provocar em 1054, a separação definitiva das duas Igrejas, que recebeu o nome de Cisma do Oriente, surgindo assim a Igreja Católica Apostólica Romana liderada pelo papa e a Igreja católica Ortodoxa, liderada pelo patriarca de Constantinopla.

A CULTURA

  • Foi influenciada pela cultura grega e oriental, sendo o grego a língua predominante.
  • Na produção literária, mantiveram o elo de ligação com a cultura grega, pois mantiveram a poesia e a retórica, o cristianismo também deixou marcas de religiosidade na literatura.
  • Na pintura, os ícones em metal, madeira ou em mosaicos, são apreciadas até os nossos dias, como relíquias da humanidade.
  • Na escultura, destacam-se estatuetas de marfim de cunho religioso.
  • Na arquitetura, suas obras caracterizam-se pela riqueza e ornamentação e pelo predomínio de cúpulas nas construções, o que lhes dão o caráter suntuoso.

Decadência do Império Bizantino


Após a morte de Justiniano em 565, o Império entrou num processo de decadência, interrompido apenas por poucas décadas de prosperidade. Entre as razões de seu declínio citamos:
  • Enorme gastos militares para defender as fronteiras, constantemente ameaçadas por germanos, persas e árabes;
  • As violentas disputas pelo poder entre civis e militares;
  • A intolerância religiosa e a incompetência de vários de seus governantes;
  • O final político do império ocorreu em 1453, quando os turcos otomanos comandados pelo sultão Maomé II dirigiram um ataque fulminante e Constantinopla, vencendo sua resistência com balas de canhão, armamento moderníssimo naquela época.


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