História da índia antiga



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HISTÓRIA DA ÍNDIA ANTIGA

A Índia se divide em quatro grandes regiões: o Himalaia; as planícies fluviais do norte; o planalto do Decan; e os Ghats oriental e ocidental, baixas cadeias montanhosas paralelas ao litoral sul.

O Himalaia se estende ao longo das margens norte e leste do subcontinente indiano, prolongando-se pela borda nordeste do país. Com as montanhas mais altas do mundo, é a única região da Índia onde as temperaturas alcançam ponto de congelamento.

Localizadas ao sul do Himalaia estão as planícies fluviais do norte, uma das maiores do mundo. A região compreende a maior parte da área regada pelos rios Indo, Ganges e Brahmaputra. É nos vales férteis dos rios Indo e Ganges, dois dos maiores rios da Índia, que, desde os primórdios da civilização indiana, concentra-se a maior parte da população do país.

Localizado ao sul das planícies está o planalto do Decan, estendendo-se desde o sul do rio Narmada até as colinas de Nilgiri e Palni. O Decan é um enorme planalto rodeado por montanhas, com clima normalmente seco. Os fazendeiros da região contam com as monções para obter água. As monções são ventos periódicos que cruzam o sul da Ásia. No verão, esses ventos frios e úmidos, vindo do sudoeste, encontram-se com a massa de ar que vem do Oceano Índico, trazendo fortes chuvas.

Estimativas sobre as antigas populações da Índia são extremamente difíceis de encontrar, mas acredita-se que por volta de 500 a.C. viviam na Índia aproximadamente 2,5 milhões de habitantes. Isto representava provavelmente um quarto da população mundial, na época.




Himalaia

A Índia drávida: a primeira civilização do vale do Indo

Na década de 1920, arqueólogos encontraram no vale do rio Indo os restos de duas grandes cidades que chamaram de Mohenjo-Daro e Harapa. Acreditaram tratar-se de vestígios da primeira grande civilização indiana: os drávidas ou dravidianos (povo de pele morena).

As ruínas encontradas indicam que ambas as cidades foram cuidadosamente planejadas: edifícios sólidos, ruas de traçado uniforme e um elaborado sistema de drenagem. As casas eram, geralmente, grandes e tinham os primeiros sistemas de esgoto. Indicavam também que os habitantes de Mohenjo-Dara e Harapa eram politeístas (adoravam vários deuses) e tinham um profundo respeito pela natureza. Plantavam frutas e grãos e criavam animais domésticos. Os habitantes da península indiana foram um dos primeiros povos a cultivar algodão para produzir roupas e utilizavam um sistema de medidas e pesos para pesar produtos agrícolas e metais preciosos. Seus artesãos fabricavam tijolos e cerâmicas e trabalhavam os metais preciosos. Com a argila faziam brinquedos para as crianças.

Como muitas civilizações antigas, os comerciantes usavam sinetes feitos de pedra ou argila para assinar seus contratos. Estes sinetes são as únicas evidências do tipo de escrita existente, à época, no Vale do rio Indo. A escrita de Harapa não foi decifrada, até os dias de hoje. Mas, através dos enormes celeiros e casas e da ausência de palácios, bem como da proliferação de figuras religiosas, deduziu-se que se tratava de uma sociedade de sacerdotes, mercadores e agricultores.Os mercadoresvendiam roupas de algodão, grãos e turquesas, ao longo da costa até o Golfo Pérsico. Mercadorias típicas de Harapa foram encontradas na Mesopotâmia e referências textuais sugerem que por volta de 2.300 a.C. seus comerciantes estiveram em contato com as civilizações do Oriente Médio.




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