Hernani Guimarães de Andrade Diretor presidente do Instituto Brasileiro de pesquisas psicobiofísicas (ibpp) Tese oferecida ao IX congresso internacional de Psicosintesis, no período de 5 a 10 de agosto de1971, em Buenos Aires, Argentina



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Hernani Guimarães de Andrade

Diretor presidente do Instituto Brasileiro de pesquisas

psicobiofísicas (IBPP)

Tese oferecida ao IX  congresso internacional de Psicosintesis , no período de 5 a 10

de agosto de1971, em Buenos Aires, Argentina.

Ao Wallace Leal V. Rodrigues,

Dedico esta modesta obra.

Especial agradecimento do autor ao professor Agenor Pegado e à Srta Hashizume, pela

valiosa colaboração prestada na preparação dos originais, em inglês e português, e ao prof.

Henrique Rodrigues pelo inestimável trabalho de divulgação, no Brasil e no estrangeiro, das

idéias contidas na presente obra.

iNDÍCE

O fato Psi e suas implicações--------------------------------------------------8

A questão da sobrevivência----------------------------------------------------11

A natureza arcaica da função-Psi e sua provável participação na

evolução biológica--------------------------------------------------------------14

O Psi-campo e a Psi-matéria---------------------------------------------------17

O modelo organizador biológico (MOB) e o campo biomagnético (CBM)-22

Características genéricas do MOB e do CBM--------------------------------25

A natureza corpuscular da Psi-matéria-------------------------------------29

A reencarnação como mecanismo natural da evolução biológica------33

Conclusão-------------------------------------------------------------------------35

Entrevista - primeira vigília---------------------------------------------------37

Segunda vigília-------------------------------------------------------------------46


PREFÁCIO DA EDITORA:

É curioso notar que a foto de Einstein, uma das mais

preciosas peças do “Brain trust” internacional,

- Seja aquela em que um fotografo ao mesmo tempo

indiscreto, rápido e feliz, como um afilhado-dos-Deuses

consegui fixar do Homem do grande teorema, com a língua de

fora, e a cândida expressão de uma criança que lambe um

picolé, escorrendo dos seus cabelos alvoroçados para os

sulcos do rosto tão marcado pelo tempo quanto pelo muro das

lamentações.

Desse modo o bicho-sagrado, que é sábio, fica perto do

povo, torna-se “gente”, e todo mundo vê com ternura o

retrato que, ao invés do ridículo, tem doação e paz; ou

então o olhar triste do Oppenheimer, morrendo de

arrependimento, e que dá vontade de por assentado no colo

de uma camponesa de augusto colo, capaz de confiar-lhe que

o seu descaminho não pôs tudo a perder, pois se ouvirmos

atentamente captaremos o murmúrio da vida imortal, até

mesmo nas folhas brotando da grama ignorada, tal qual Walt

Whitman a canta.

A quase maioria dos homens dotados de Inteligência de

escol, é assim – Constituída de seres simples, que nunca

olharam para anúncios luminosos, destituídas de preocupação

em relação a si mesmas, higienizadas de sofisticação, - O

grande recurso de que se valem as estrelas-de-europel, para

escamotear a opinião pública, - Mas que vão com seus modos

distraídos, e os fulgores de sua mente, empurrando os

horizontes, clareando os caminhos para que a história não

se perca nos escuros descaminhos.

Nessas linhas de fortes tinturas franciscanas se encontra o

autor da tese que estamos apresentando ao leitor, Hernani

Guimarães de Andrade, a respeito dos quais vários dos

eminentes da pesquisa do paranormal, nos Estados Unidos,


Inglaterra e Alemanha, já nos escreveram tecendo elogiosas

considerações.

Mas, quem o vê não se apercebe disso: E é preciso o

contacto intimo com sua obra para se avaliar – No campo

quase despovoado do raciocínio exato, - As distâncias que

alcança esse homem que se desmitifica, empregando sua verve

(Sério como Buster Keaton) e um mundo lúdico para afugentar

os pavores de quem se aproxima da ciência marcada pelas

ameaças do “Planeta dos macacos”, do “Frahreneiht 8” ou da

“Epopéia do Espaço” e cujo o olhar brilha de confiança e

destemor ao tratar da cibernética. Humilde, julga-se uma

espécie de autor maldito, - Não de uma maneira

baudeleriana, é claro!, embora esteja vendo suas obras

ganharem edições em línguas estrangeiras e seja, sem

dúvida, exatamente o grande trunfo que o Brasil pode

exportar na área da literatura mais quente e movimentada de

nosso tempo, isto é: A do “Psi”, compondo entre cientistas

como Puharich, Stevenson, Banerjee, Eisenbud, Koestler e

todos esses homens maravilhosos que estão liquidando os

falsos dogmas da ciência ou da religião, até aqui

intocáveis.

Como o leitor vai ter neste livro, um encontro com

Hernani enquanto cientistas-de-um-futuro-que-já-começou,

convidamo-lo para se acomodar para assistir uma conversa

que vamos ter simplesmente com o “homem”, que sonhou o

“instituto Brasileiro de Psicobiofísica”, o “IPPP” e



construiu o tensionador espacial electromagnético.

O FATO PSI E SUAS IMPICAÇÕES

Em 30 de janeiro de 1930, a “American Association

for the Advancement of Science (A.A.A.C) aceitou a

afiliação da “Parapsychological Association (P.A).

Este importante evento representa o longo e penoso

esforço, legado a efeito por um grupo

relativamente pequeno de cientistas, visando

estabelecer a verdade dos fenômenos ditos

paranormais.

Partindo de uma inexplicável e sistemática

discriminação,o estudos e investigações dos

fenômenos paranormais exigiram cerca de um século

para serem reconhecidos oficialmente pela ciência.

Atualmente, tem-se como fato comprovado

cientificamente a realidade da telepatia, da

clarividência, da precognição e da psicosinésia. A

ciência reconhece, portanto que o homem possui

faculdades cuja classificação escapa às categorias

materiais convencionais. Do mesmo modo, ficou

definitivamente estabelecida a realidade dos

fenômenos paranormais que, por suas

características, fogem também ás explicações em

base das leis conhecidas vigentes.

Tais descobertas e afirmações científicas tem

conseqüências profundamente revolucionárias e

inquietantes, e vêm alterar decisivamente os

nossos conceitos acerca da natureza do homem e do

universo, suscitando inúmeras questões de

importância transcendente para o cidadão comum, e,

sobretudo, para o cientista e o filósofo. Se no

homem analisa-se a Função-Psi, função esta

paranormal, nele e mesmo nos demais seres vivos,

uma outra natureza paranormal? Se na composição do

homem existe uma natureza paranormal, não poderia

este componente subtrair-se á lei normal da

destruição da após á morte física? Estas e outras

indagações a respeito da natureza do homem, tanto

quanto do mundo em que vivemos, tornam-se

perfeitamente lícitas, agora que já temos a prova

científica da existência dos fatos paranormais.

Os fenômenos paranormais já estão agitando os

filósofos e cientistas, sobretudo os que se

encontram mais ligados à investigação

parapsíquica. Todavia, assinala-se imensas

dificuldades para conciliar-se os Fato-Psi, com as

regras que presidem o desenrolar dos eventos

físicos. Parece tarefa insuperável o enquadramento

dos fenômenos paranormais, dentro do atual quadro

de leis físicas conhecidas. A verificação

experimental das ocorrências parapsicológicas e

sua conseqüente aceitação científica introduzem a

necessidade de uma reformulação em nossos

conceitos gnosiológicos. O quadro das leis físicas

conhecidas sofrer ou modificações ou ampliações no

sentido de englobar as leis que regem os

acontecimentos da área paranormal.

A ciência apóia-se fundamentalmente em alguns

princípios, dentre os quais os mais importantes

são o princípio da causalidade e o da conservação

da massa e da energia

. A precognição é um fato

paranormal bem estabelecido e que aparentemente

contraria o princípio da causalidade (causa e

efeito). O Prof. Pascual Jordan(9) pensa que

devemos de uma vez por todas renunciar a tentativa

de situar, explicar ou descrever os fenômenos

paranormais, dentro da realidade tridimensional

conforme a concebemos especificamente em base dos

nossos estudos de física. Sugere, após

considerações a respeito do conceito que fazemos

acerca do espaço, o reexame da hipótese do Dr.

Zölnner(24), que admite a possibilidade que nosso

espaço físico acha-se embebido em um outro espaço

com número maior de dimensões. É interessante

ressaltar a tendência atual expandir-se para alem

dos limites aceitos e conhecidos

experimentalmente, as fronteiras conceituais da

realidade física, em decorrências das insólitas

ocorrências exibidas pelos fatos paranormais.

Nos simpósio internacional de filosofia ocorrido

entre 20 e 26 de abril de 1954, em Saint Paul de

Vence, França, nada menos que quatorze teses

versaram sobre o problema gnosiológico criados

pelos fenômenos Psi, a maioria delas sugerindo

soluções baseadas em conceitos inortodoxos

bastante audaciosos e avançados.

A QUESTÃO DA SOBREVIVÊNCIA

Outro problema não menos importante vem sendo

insistentemente focalizado pelos parapsicólogos e

filósofos. Trata-se da questão da sobrevivência da

personalidade após a morte do corpo físico. Há

poucos anos o mero enunciado dessa proposição

seria ironicamente acolhido com desdém ou

reprovação. Dentro dos esquemas ortodoxos vigentes

e concernentes á conceituação do ser vivo, a

expressão “sobrevivência após a morte” encerraria

uma profunda e insustentável contradição; um

elementar atentado ao bom senso. Tanto mais

flagrante o absurdo, uma vez que a psicologia que

se desenvolveu a partir do século XIX, reagindo

sobre seu próprio aspecto metafísico impresso por

Aristóteles e os escolásticos, obteve estupendo

sucesso ao estabelecer bases fisiológicas daquelas

funções inicialmente atribuídas à alma. Ao torna-

se materialista, fisiológica, cérebrocentrica, é

inegável que a psicologia alcançou elevado nível

científico, cujos resultados práticos são

admiráveis. Todavia não deve ser esquecido que seu

progresso em solucionar o enigma das funções

superiores da mente foi negativo, uma vez que as

psicologias fundamentadas no fisiologismo viram-se

obrigadas a negar tais funções, reduzindo o homem

psicologicamente, a uma máquina de estímulos e

respostas.

Com isso foi retardada a solução do problema da

natureza do homem que, como já pode antever-se,

diante das descobertas da parapsicologia, não

comporta apenas soluções fisiológicas como até

então pretendiam ingenuamente estabelecer-se.

A retomada de uma posição psicocêntrica, na

psicologia, equivalente ao seu exagerado conceito

cérebrocêntrico, foi obra de vários e notáveis

psicólogos como William James, Theodule Ribot,

Pierre Janet, G. Dumas, J.M Charcot e H. Bernheim.

A partir dos seus trabalhos, a psicologia

patológica, fecundadas pelas filosofias do

inconsciente de Schopenhauer, Carl Gustave Carus e

E. Von Hartman, evoluiu para a psicanálise, graças

aos trabalhos de Freud.

Com C.G.Jung,(10) a psicologia estabeleceu

contato com a parapsicologia, e o problema da

natureza do homem tornou a ser melhor focalizado

pela ciência. Atualmente não só se acolhe, sem

discriminações como também se tem como válido, o

problema correlato da sobrevivência

Alguns setores da pesquisa parapsicológica

estão empenhados na solução do problema da

sobrevivência da personalidade após a morte.

Investigadores sérios, de elevado nível científico

empenham-se neste árduo e difícil campo de

investigações. Nos Estados Unidos há inclusive uma

organização que se dedica exclusivamente a este

gênero de investigações, a “Psychical Research

Foudation’, de Durham, N.C., dirigida pelo Prof.

W. G. Roll, cujos trabalhos são resumidamente

noticiados em um boletim denominado THETA. Mais

interessante ainda é o desenvolvimento das

pesquisas que sugerem a reencarnação. Os

principais cientistas empenhados neste singular

campo de investigação parapsíquica são o Dr. Ian

Stevensson(19), da universidade da Virgínia,

Charlottesville USA, e o Prof. H.N. Banerjee, da

Universidade de Rajasthan,Jaipur, Índia. Estes

cientistas já registraram em diferentes partes do

mundo, alguns milhares de casos de crianças, que

desde de tenra idade, dizem recordar-se de uma ou

mais vidas anteriores, fornecendo informações

precisas a respeito de pessoas e lugares onde

pretendem ter vivido antes. Algumas chegam a

exibir marcas de nascença, semelhantes a escaras

ou cicatrizes, correspondentes a ferimentos que

lhes teriam causado a morte na vida anterior. Tais

estudos são rigorosamente documentados e

elaborados em bases estritamente científicas, sem

tendências religiosas ou doutrinárias qualquer.

Semelhantes descobertas extremamente

importantes e, desde que demonstrada a realidade

da reencarnação, tal fato acarretará incalculáveis

alterações na filosofia, psicologia e mesmo na

biologia. Já estão surgindo os primeiros sinais

dessa possível revolução gnosiológica, pois

inúmeros filósofos e parapsicólogos, levando a

sério essa questão, começaram desde já a ensaiar

novas hipóteses concernentes á natureza do homem e

à sua função no Universo.

A NATUREZA ARCAICA DA FUNÇÃO-PSI E SUA

PROVÁVEL PARTICIPAÇÃO NA EVOLUÇÃO

BIOLÓGICA.

O Professor J. B. Rhine, em sua obra: “O novo

mundo da mente”

(New world of the mind), observa

como fato capital a inconsciência da Função-Psi. A

inconsciência da função paranormal, diz ele,

significa que seu processo deve ser extremamente

primitivo, próximos mesmo aos processos básicos da

vida. Talvez seja anterior às próprias funções

sensoriais. E o Dr. Rhine pergunta se não

estariam, os referidos processos relacionados com

as forças básicas que organizam a vida, com o

padrão de forma e o crescimento dos organismos

complexos, em todo o domínio da natureza vivente.

Existiria, porventura, algo mais ligado à

substância orgânica, desde os primórdios da

implantação da vida, e que serviu de guia na

evolução biológica daquela mesma matéria? Neste

caso, a Função-Psi poderia ser muito bem a

manifestação das propriedades desse “quid”, desde

que houvesse razões para abandonar-se a posição

fisiologista que exige a presença de um sistema

nervoso como condição básica para a existência das

funções paranormais. Alguns eventos registrados

pelos parapsicólogos, particularmente no setor da

psicocinese, parecem dar apóia a aquela suposição.

Assim, o norte-americano Clave Backster e seus

coloboradores (1) observaram que os fatos sugerem

a evidência de uma percepção paranormal,

subjacente em plantas vivas. Tendo adaptado um

eletrodo a um polígrafo na folha de uma planta

(draceana massangeana) Clave Backster e seus

colaboradores verificaram que se processava uma

variação na resistência elétrica do tecido

vegetal, todas as vezes que o operador,

mentalmente, se dispunha a molestar a planta. O

vegetal comportava-se como se dispusesse de uma

percepção primária, captando a intencionalidade

agressiva do experimentador. Não existindo um

cérebro na folha, a Função-Psi manifestada poderia

ocorrer de outra causa mais fundamental ligados

aos processos básicos da vida.

Nos fatos da psicocinesia, verifica-se que a

própria matéria inerte parece obedecer, também, á

intencionalidade do Agente psicocinético. Isso

leva a duas alternativas:

1)= Existe, na matéria mesma, outras propriedades

além das físicas assinaladas até agora, que lhe

conferem a possibilidade da interação com o

pensamento;

2)= Há uma outra categoria de substância não-

física capaz de interações com a matéria,

existindo em espaço próprio, talvez em outras

dimensões, e que, à matéria, lhe emprestaria as

propriedades parapsíquicas.

Na primeira hipótese, as propriedades

paranormais intrínsecas da matéria tê-la-iam

arrastado, inexoravelmente, à escalada evolutiva

da vida. Poderíamos explicar assim porque a

evolução biológica da matéria, além de contrariar

a tendência aos crescentes níveis de entropia,

mostrou-se altamente inteligente, atingindo os

elevados estágios da consciência. Neste caso ter-

se-ia de admitir que também, um princípio

inteligente fazendo parte da matéria e

constituindo mais uma qualidade da substância

física. Como conseqüência, deviria haver uma

resultante cósmica inteligente oriunda da

totalidade da matéria do universo.

A segundo hipótese teria outras

conseqüências, pois exigiria uma outra forma de

matéria com propriedades algo semelhantes àquelas

que se atribuiriam a uma categoria mental. Haveria

contudo, meios de interação entre essa Psi-Materia

e a matéria física constituinte do universo

sensível. Daqui originar-se-ia a idéia de um Psi-

Campo (“Psi-Field”) imaginados por alguns

parapsicólogos, cujas estruturas à semelhança de

um campo eletromagnético, resultariam em

corpúsculos e átomos de matéria Psi. Da interação

da matéria Psi e a física, nasceria a

possibilidade da vida, assim como da evolução

biológica.

O CAMPO-PSI E A MATÉRIA-PSI

É natural que se indague, agora, qual das duas

hipóteses anunciadas anteriormente está em acordo

com os diversos fatos observados pela investigação

parapsíquica. Parece que a tese da existência de

um campo-Psi e conseqüentemente, de uma outra

categoria de matéria capaz de interação com a

matéria física, é a suposição mais aceitável por

alguns parapsicólogos, cujas opiniões embora

variem na forma de apresentação, fundamenta-se em

um dualismo apenas formal concernentes às duas

categorias materiais. O que se observa no entanto,

é uma tendência para um monismo materialista,

englobando a realidade em um único aspecto, cujos

extremos seriam o físico e o psíquico.

De acordo com essas idéias o espaço físico

seria uma secção de um espaço de ordem superior,

pluridimensional. Do mesmo modo os campos físicos

ocorreriam como particularidades de um campo ainda

mais genérico: O campo-Psi, graças ao qual seria

possível as relações telepáticas interpessoais e

as demais ocorrências paranormais. Se realmente

existir essa outra forma de matéria, à qual

daríamos o nome provisório de Psi-matéria,

deveriam assinalar-se eventos em que entidades Psi

autônomas aparecessem operando fenômenos

registráveis experimentalmente. Há algumas

evidências de que tais fatos já foram assinalados

por cientistas, tanto antigos como modernos.

A extensa lista de fenômenos parapsíquicos que

resistem às explicações normais e que concedem

considerável apoio a favor numa explicação baseada

na admissão da hipótese da existência de um campo

Psi e da Psi-matéria.

Entre as diversas modalidades de fenômenos,

que sugerem evidencia da tese em questão,

apontamos como exemplos as seguintes:

1)= Experiências de desdobramento astral(20) (12)

(7);

2)= Casos de ectoplasmias e aparições de fantasmas

(16) (5) 21);

3)= Casos de polteirgeist (17);

4)= casos que sugerem a reencarnação (19) (2) (3).

Reconhecemos que há ponderáveis razões a

favor de outro gênero de explicação para tais

fatos paranormais. Algumas objeções á hipótese da

existência de entidades-Psi autônomas, intervindo

nos acontecimentos Psi, baseiam-se nas

virtualidades do inconsciente e da própria matéria

(1ºhipótese). Todavia cabe formular, também,

algumas observações a respeito da tese das

possibilidades do inconsciente e que nos parece

oportunas:

1 = Considerando a categoria subjetiva do

inconsciente, este deve ser avaliado, sobretudo

sobre seu aspecto formal e não substancial.

Atribuir-lhe ilimitadas potencialidades objetivas

e, em particular energéticas (no sentido físico),

parece-nos constituir flagrante contradição, senão

um exagero.

2 = Não se verificou, ainda, experimentalmente,

correlação sistemática entre a faculdade de

produção dos fenômenos paranormais ostensivos e

espontâneos por parte de um paciente, e suas

capacidades de ESP e PK testadas em laboratório.

3 = A experiência mostra que a Função-Psi é, por

enquanto, incontrolável, e que a prolongada

manutenção de elevado nível de ESP ou PK é

problemática. De fato, o efeito de declinação é

uma das características mais típicas observadas em

experimentos parapsíquicos, com cartas Zener e

dados de jogar. Isso contraria frontalmente as

explicações baseadas nas propriedades do

inconsciente, quando aplicados a certas

ocorrências de eventos espontâneos. Assim por

exemplo, em casos que sugerem reencarnação, o

conhecimento paranormal de fatos e pessoas mantém-

se em níveis inalterados e muito elevados durante

um tempo inusitadamente longo.

4 = Ainda que se admita a exclusiva intervenção

das funções paranormais, na captação de

recordações conscientes ou inconscientes e até

mesmo da maneira de ser de uma pessoa já falecida

(Retrognição), torna-se difícil admitir que em uma

personificação dramática, o paciente se

assenhoreie da destreza técnica da personalidade

representada. Todavia já se registram casos

indiscutíveis em que pacientes, sem anterior

aprendizado, exibem, quando em transe, as

habilidades de um exímio cirurgião.

No Brasil há o caso do famoso médium José Arigó, e

este não é o único no mundo.

Muitas outras objeções poderiam se catalogadas

aqui, não fosse o inconveniente de estendermos

desnecessariamente este capítulo.

Assim sugerimos, como provisoriamente válida a

tese da existência de uma campo-Psi participando

de uma realidade mais ampla, do qual o campo

electro-magnético e a matéria física seriam casos


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