Guia de bolso para o programa de atençÃo integral à



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GUIA DE BOLSO PARA O

PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL À



CRIANÇA E ADULTO COM ASMA DE FORTALEZA







Um Guia de Bolso para Profissionais da Atenção Primária à Saúde

Atualização 2015





Baseado na Estratégia GINA e nas

Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma SBPT para Tratamento e Prevenção da Asma




Secretaria Municipal de Saúde

AUTORES


Márcia Alcântara de Holanda

Médica pneumologista- coordenação da Comissão de Asma SCPT

Gerardo Ribeiro Macêdo Alves



Farmacêutico-Coordenador e Executor de ações farmacêuticas do PROAICA

Alexssandra Maia Alves



Médica pneumologista pediatra- SMS de Fortaleza

APOIO


Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza

Maria do Perpétuo Socorro Parente Martins


Coordenadoria de Políticas e Organização das Redes de Atenção à Saúde

Maria Imaculada Ferreira da Fonseca


Célula de Atenção às Condições Crônicas

Sandra Solange Leite Campos


Célula de Atenção Primária à Saúde

André Luís Benevides Bonfim


Célula de Atenção Especializada à Saúde

Elisabeth Amaral


Saúde da Criança

Riteméia Mesquita



Sociedade Cearense de Pneumologia e Tisiologia - SCPT

Filadélfia Passos Rodrigues Martins


Agradecimentos

Rafael Stelmach



ÍNDICE



Prefácio ..............................................................................................................................................

04

O que é asma? ...................................................................................................................................

05

Como se faz o diagnóstico de asma? ................................................................................................

05

Que outras doenças podem causar sintomas semelhantes ? ..........................................................

Uma vez suspeitando de Asma qual o próximo passo? ....................................................................



0506

Como tratar a asma? ..........................................................................................................................

06

Como controlar uma crise de Asma? .................................................................................................

07

Como conduzir o tratamento mantendo o controle? ..........................................................................

08

O paciente pode ter alta? ...................................................................................................................

08

Atenção para considerações importantes ..........................................................................................

08

Consulta com equipe saúde da família e NASF..................................................................................

08

Anexo 1 (Classificação da Asma pelo Nível de Controle) ..................................................................

10

Anexo 2 (Tratamento por Etapas) ......................................................................................................

10

Anexo 3 (Técnica Inalatória) ..............................................................................................................

11

Anexo 4 (Tabela de Equivalência de dose do CI) ..............................................................................

11

Anexo 5 (Manejo nas Crianças menores de 5 anos) .........................................................................

11

Anexo 6 (Teste de Controle de Asma - ACT) .....................................................................................

12

Anexo 7 (Medicamentos para Rinite) .................................................................................................

13

Anexo 8 (Limpeza dos Espaçadores) ................................................................................................

13

Referências bibliográficas...................................................................................................................

15







PREFÁCIO

A asma é um grave problema de Saúde Pública. Atinge pessoas de ambos os sexos, em todas as idades. Sua prevalência é elevada e ainda cresce em alguns países, girando em torno de 10% da população, sendo mais acentuada em crianças. Além do mais, a doença representa um fardo muito pesado para o paciente, seus familiares, a sociedade, e o serviço público de saúde. Entretanto é passível de controle.


Foi com a percepção desses fatos e com o intuito de controlar a doença em Fortaleza, que um grupo de profissionais da saúde, originários da Universidade Federal do Ceará (UFC), Sociedade Cearense de Pneumologia e Tisiologia (SCPT) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS), criaram o Programa de Atenção Integral à Criança com Asma de Fortaleza em 1996 (PROAICA).

Algumas cidades brasileiras, inclusive Fortaleza, possuem programas exitosos de controle da asma de vários formatos e extensões.


Embora não tenha sido institucionalizado, o programa manteve-se ativo em algumas unidades de saúde do Município, sempre desenvolvido por profissionais voluntários e comprometidos com o controle dessa doença, até 2013. A partir de então, numa atitude política da Secretária Municipal da Saúde de Fortaleza, o PROAICA criado em 1996, que atendia apenas a crianças, passou a incluir adultos em seu atendimento em todas as Unidades de Atendimento da Cidade. Essa ação deveu-se à capacitação voluntária de 580 profissionais de saúde do Município com relação ao manejo seguro da asma, na Atenção Primária.
Esse manual que ora entregamos a todos os que lidam com a doença na Atenção Primária da SMS foi criado para ser usado sempre que houver a necessidade de dirimir dúvidas ou conferir habilidades no manejo da doença.

É uma honra passar esse produto de um trabalho coletivo para você que deseja cuidar de maneira individualizada de cada asmático que chegue à sua unidade de saúde.


Fortaleza, julho de 2015.

Márcia Alcântara Holanda



O QUE É ASMA?

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores. Clinicamente, é caracterizada por aumento da responsividade brônquica a vários estímulos, com consequente estreitamento dessas vias, dificultando o fluxo aéreo, de modo recorrente e reversível com ou sem medicação.

Os fatores de risco dependem de cada paciente: fatores genéticos, obesidade, depressão e ambiente gerador de alergia. Há também causadores das crises: poeira domiciliar e ocupacional, baratas, fungos e infecções virais, bacterianas, exposição a fumaça de cigarro, produtos químicos voláteis.
COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO DE ASMA?

Pela História clínica:

Falta de ar, tosse, chiado, aperto no peito, principalmente à noite e no início da manhã, causados por: alterações do ambiente, esforços físicos, outros. Criança com crises de dispneia, tosse seca persistente, incomodativa, mesmo sem infecções respiratórias virais.

Os sintomas são episódicos e melhoram com uso de medicações beta-agonista (salbutamol). A história de pais asmáticos e/ou dermatite atópica sugerem o diagnóstico de asma em criancinhas menores de 4 anos.
Pela espirometria
A confirmação do diagnóstico se faz pela espirometria, possível apenas em maiores de seis anos.

Padrão obstrutivo e que, após o broncodilatador mostra aumento do VEF1 de 200 ml e/ou 12% em relação ao pré BD ou 200 ml e 7% em relação ao predito.


DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Que outras doenças podem causar sintomas semelhantes ?

SBPT 2012




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