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Encontro02.08.2017
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A proposta n.º358/2015, agora em votação, refere no n.º 4 do art.º. 3º das Cláusulas Técnicas que o Município prevê que sejam fornecidas, sempre que seja solicitado pelos estabelecimentos de ensino, outros tipos de ementas para além das exemplificadas no Anexo E, referindo entre elas: étnicas, especiais para festividades e vegetarianas.

O PAN considera que o facto de esta possibilidade estar prevista é bastante positivo.

Porém, entendemos que, independentemente da escola o solicitar, a opção vegetariana deve estar disponível diariamente, para que alunos e pais saibam que essa alternativa existe e que facilmente podem a ela aceder.

Esta mesma opção vegetariana, e porque não vegan (sem qualquer produto de origem alimentar), devia igualmente estar considerada no artigo 4º, onde vem referida a composição tipo da ementa diária, no artigo 5º (que expressa as orientações gerais para a elaboração das ementas), e no artigo 8º, que refere a composição da ementa de piquenique, sem ser apresentada uma opção completamente livre de produtos de origem animal.

Comer uma dieta saudável ajuda as crianças e jovens a ficar alerta durante a aula, a lutar contra doenças e a tornarem-se adultos fortes e saudáveis. As crianças e jovens comem metade da comida que precisam por dia na escola, o que torna as escolas um lugar importante para a aprendizagem de hábitos alimentares saudáveis.

Modificar os comportamentos e decisões de consumo é questão- -chave para assegurar uma alimentação saudável, ambientalmente sustentável e geradora de maior potencial de desenvolvimento.

Pela saúde:

O relatório “Um futuro para a Saúde – Todos temos um papel a desempenhar” refere que os portugueses vivem menos anos que outros povos europeus, como os noruegueses, os quais se mantêm quase sem doenças até morrer (por volta dos 80 anos), sendo também bastante claro que o futuro da saúde tem de passar pelo adiar do surgimento das doenças, por forma a reduzir as despesas no sector e mudar o panorama da saúde em Portugal nos próximos 25 anos.

Dados recolhidos pela comissão que elaborou o relatório, revelam que 38% da população portuguesa padece de uma a duas doenças crónicas, 12% de três a quatro e 4% padece de mais de cinco patologias.

Há patologias, como a diabetes 2 (o relatório refere que Portugal tem o mais elevado nível de diabetes da Europa), muito associada a maus hábitos alimentares e falta de exercício físico., que se podem prevenir.

Assim, e considerando que a ciência já comprovou que reduzir o consumo de carne potencia a redução do risco de doenças crónicas como cancro, doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade; e, sabendo-se que as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em Portugal uma alteração da nossa alimentação e estilo de vida pode fazer toda a diferença, e por isso faz todo o sentido que esteja prevista na alimentação escolar a opção vegetariana/vegana, bem como formar/ sensibilizar os agregados para estas questões.

Pelos Animais e pelo Planeta:

As escolhas alimentares dos consumidores serão um dos fatores mais decisivos para a mudança climática e têm impactos sobre o consumo de água e de energia e sobre o uso do solo.

Em 2008 foram criados perto de 68 biliões de animais para consumo, de acordo com a FAO (Food and Agriculture Organization for the United Nations). Peritos estimam que este número irá duplicar em 2050. Destes, quase 70% em regime de pecuária intensiva, que os sujeita a uma crueldade inimaginável.

Tendo em conta o impacto da pecuária intensiva nos gases com efeito de estufa, este valor é de facto muito relevante. A pecuária intensiva é responsável por 18% a 50% (consoante os estudos) das emissões globais de gases causadores do efeito estufa, ao passo que todos os transportes somados geram 13%.

A criação de animais para abate é uma forma ineficiente de produzir alimentos: para cada quilo de proteína animal são necessários de 3 a 10 kg de proteína vegetal (milho, soja etc.).*



Por outro lado, a pesca intensiva compromete seriamente o stock de peixes existente tornando esta prática insustentável. Esta atividade está a devastar os ecossistemas marinhos, prevendo-se que pelo ano 2048 haverá um colapso generalizado dos stocks de peixe atualmente em exploração.

Lisboa, 21 de Julho de 2015


Pessoas - Animais – Natureza

(GM PAN)

Miguel Santos


Pessoas – Animais - Natureza

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