Grandes vultos do espiritismo-i



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18ª AULA

TEMA

GRANDES VULTOS DO ESPIRITISMO-I

PARTE A
O ESPIRITISMO NA EUROPA- SIR WILLIAN CROOKES; CAMILLE FLAMMARION; LÉON DENIS;

GABRlEL DELANE; ERNESTO BOZZANO;

ARTHUR CONAN DOYLE; ALEXANDRE AKSAKOF;

CÉSAR LOMBROSO

Entre os séculos dezoito e dezenove a comunidade científica da Europa teve sua atenção despertada para os ditos fenômenos paranormais. Eventos tais como as mesas girantes e outras formas de manifestações espirituais provocaram questionamentos entre homens de vários campos da ciência. Enquanto a maioria desses estudiosos se embrenhava por hipóteses engenhosamente arquitetadas, sibilinas ou absurdas, e aí estacionava, mantendo mais profundo cepticismo com relação à intervenção dos Espíritos, outros não hesitavam em aceitar as evidências e declarar de público as suas novas convicções.

A seguir, temos um breve resumo da vida desses cientistas que se tornaram os desbravadores do novo campo de pesquisas que se iniciava.

Willian Crookes

Willian Crookes nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 17 de junho de 1832. Mencionado como sendo um dos mais persistentes e corajosos pesquisadores dos fenômenos paranormais, desenvolveu importante trabalho na área da fenomenologia espírita.

As mais notáveis experiências mediúnicas, levadas a efeito por esse ilustre cientista, foram realizadas através da médium Florence Cook, quando obteve as materializações do Espírito que dava o nome de Katie King, fato que abalou o mundo científico da época.

Ele penetrou o campo das investigações com o intuito de desmascarar, de encontrar fraudes, entretanto, quando constatou que os casos eram verídicos, insofismáveis, ele rendeu-se à evidência, curvou-se diante da verdade, tornou-se espírita convicto e afirmou: - "Não digo que isto é possível; digo: isto é real!"

Willian Crookes desencarnou em 04 de abril de 1919, em Londres, Inglaterra.

Camille Flammarion

Camille Flammarion ("Aquele que leva a luz") nasceu em Montigny-le Roy (Alto Mame), na França, no dia 26/02/1842. Ainda jovem e estudante, Flammarion teve o seu primeiro contato com o Espiritismo.

Nessa oportunidade escrevia ele o livro "A Pluralidade dos Mundos Habitados" quando veio a conhecer O Livro dos Espíritos" identificando-se de imediato com a obra. Como as sessões da Sociedade Espírita, fundada por Kardec, eram em parte dedicadas à psicografia, Flammarion iniciou um treinamento, visando desenvolver esta faculdade, e conseguindo, trouxe à luz o trabalho intitulado "Uranografia Geral" assinado por Galileu e que faz parte da obra "A Gênese" de Allan Kardec.

Suas principais obras no campo da Astronomia e do Espiritismo foram: Deus na Natureza - As Casas Mal-Assombradas - Narrações do Infinito - O Fim do Mundo - Sonhos Estelares - Urânia- Estela- O Desconhecido - A morte e seu mistério - Problemas Psíquicos.

Desencarnou na França, a 4 de Junho de 1925.

León Denis

León Denis nasceu em 10 de janeiro de 1846, em Foug, pequena localidade de Toul, na região da Alsácia Lorena. Certa vez, tinha então 18 anos, quando um livro despertou sua atenção: "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec. "Adquiri logo o livro, disse ele, e lhe assimilei o conteúdo.

“Encontrei nele soluções claras, completas, lógicas do problema universal”. É nesse espírito de total entrega que ele atravessa imperturbável, todas as tormentas da existência, sempre firme em posto, escrevendo livros (entre outros títulos: Cristianismo e Espiritismo, Depois da Morte, Espíritos e Médiuns, Joana D' Arc, O Porque da Vida, O Problema do Ser, do Destino e da Dor) e artigos, fazendo palestras, presidindo congressos, sempre esclarecendo, consolando, animando. Sua vida absolutamente coerente com a sua obra lhe vale o título de "Apóstolo do Espiritismo. Apressa-se em concluir o “O Gênio Céltico e o Mundo invisível”, para entregá-lo a seus editores. Não chegaria a vê-lo publicado. Desencarna em na manhã chuvosa de 12 de abril de 1927.

Gabriel Delanne

Gabriel Delanne, François-Marie-Gabriel Delanne, nasceu em Paris, em 23 de março de 1857 e mostrou a estreita relação entre a Ciência e a espiritualidade, unindo, através de sua palavra clara e objetiva, a ciência, a filosofia e a moral espírita.

Com apenas 28 anos publicou a sua primeira obra intitulada, O Espiritismo Perante a Ciência, nos idos de 1885, 16 anos após a desencarnação de Allan Kardec e na mesma época que Léon Denis publicou sua primeira brochura O Porquê da Vida, que data de setembro de 1885 - o início da atividade escrita dos dois grandes pioneiros do Espiritismo é, pois, mais ou menos paralelo.

Todas as suas obras se acham hoje entre os grandes clássicos do Espiritismo e o mundo inteiro as conhece: Pesquisa sobre a Mediunidade, A Alma é Imortal, O Espiritismo perante a Ciência, O Fenômeno espírita, A Evolução Anímica, As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos, Os Fantasmas dos Vivos, As Aparições dos Mortos, A Reencarnação, etc.

Desencarna em 15 de fevereiro de 1926.

Ernesto Bozzano

Ernesto Bozzano foi um dos mais eruditos sábios dos últimos tempos. Nascido em Savona, província de Gênova, na Itália, no ano de 1861. Dado o seu inusitado interesse pelo estudo do Espiritismo, em cujo afã dedicou metade de sua profícua existência de 81 anos, mereceu o cognome de "Grande Mestre da Ciência da Alma".

Trabalhando catorze horas diárias, durante cinqüenta e dois anos, elaborou um estudo que se fosse enfeixado num livro de tamanho médio, resultaria num volume de 15.000 páginas. Para colimar seus estudos contou com o concurso valioso de 76 médiuns, tendo ainda deixado nove monografias inconclusas.

A primeira obra por ele publicada, com o fito de sustentar a tese espírita foi a”Hipótese Espírita e a Teoria Científica”, à qual se seguiram outras não menos importantes: Dos Casos de Identificação Espírita, Dos Fenômenos Premonitórios, e A Primeira Manifestação de Voz Direta na Itália. As seguintes obras de Bozzano foram vertidas para o português: “Animismo ou Espiritismo?”, “Pensamento e Vontade”, “Os Enigmas da psicometria”; “Metapsíquica Humana”, “A Crise da Morte”, “Xenoglossia”, “Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte” e “Fenômenos de Transporte”.

Desencarnou em Gênova, no dia 7 de julho de 1943.

Artur Conan Doyle

Artur Conan Doyle nasceu a 22 de maio de 1859, em Picardy Place, Edimburgo, capital da Escócia.

Havendo renunciado ao Catolicismo, que não satisfazia ao seu espírito evoluído, permaneceu materialista. Com o tempo e as experiências, chegou à uma conclusão definitiva e tornou-se um dos mais valorosos divulgadores do espiritismo.

Pela causa da Doutrina Espírita, Conan Doyle deu seu coração, sua fortuna e, por último, sua vida. As suas obras, ou quase todas, foram há pouco tempo publicadas em nosso país - entre elas "História do Espiritismo" e "A Nova Revelação", não só as de aventuras, nas quais Sherlock Holmes, o precursor da polícia técnica, é o herói, como as de História, onde Conan Doyle põe em relevo grande cultura e peculiar maneira de dizer.

Desencarnou no dia 7 de Julho de 1930.

Alexandre Aksakof

Alexandre Aksakof - Filósofo russo e investigador psíquico, de tradicional família da nobreza russa, encarnado no sudoeste de Moscou (Rússia), no dia 27 de Maio de 1832. Na sua mocidade Aksakof já revela acentuadas tendências para investigações a respeito das coisas relacionadas com a alma e o mundo espiritual.

Pode dizer-se que o seu trabalho de propaganda começou em 1855, com a tradução para o russo de todas as obras de Allan Kardec, Hare, Edmonds, R. Dale Owen, William Crookes, Relatorio da “Sociedade Dialética de Londres” e a fundação de periódicos como o Psychische Studien, de Lípsia (Leipzig), uma das melhores revistas com que o Espiritismo hoje conta.

Além de "Animismo e Espiritismo" e ""Um caso de desmaterialização", publica "Étude sur les matérialisations des formes humaines", S. L. 1897, "in" 8, no qual trata da escrita direta, impressão de mãos materializadas, etc."Predvesttniki Spiritizma Zapoledmie 250 Lyet" (precursores do Espiritismo desde 250 anos); "Um monumento de preocupação científica", em russo.

Foi também fundador e diretor da revista "Revue du Médium" (1873), do periódico "Psychische Studien" (1874) e do semanário "Rébus" (1886).

Desencarnou em São Petersburgo (Leningrado), no dia 4 de Janeiro de 1903.



César Lombroso

César Lombroso nasceu em Verona (Itália) a 6 de Novembro de 1835. É na Universidade de Viena, ao lado de mestres da psiquiatria, que ele afirmou a sua vocação médica, especialmente psiquiátrica, aprofundando-se, desde então, na leitura de livros sobre o assunto.

As experiências testemunhadas e documentadas ao lado da médium de efeitos físicos Eusápia Paladino abalaram definitivamente suas convicções e transformaram-no em um dos maiores defensores da realidade espiritual. A Doutrina Espírita recebia assim mais um atestado de legitimidade científica.

Suas principais sobras são: “Ricerche sui fenomeni ipnotici e spiritice”, com uma edição americana que levou o título: After death - What?”. E “Hipnotismo e Mediunidade”.

Lombroso desencarnou em Turim, aos 19 de Outubro de 1909, com 74 anos incompletos.
BIBLIOGRAFIA:
CROOKES, Willian - Fatos Espíritas;

DOYLE, Sir A. Conan - A nova revelação; História do Espiritismo;

BAUMANRD, Claire - León Denis na intimidade;

LUCE, Gaston - León Denis, vida e obra

BODIEF, P. e REGNAUT, H. - Gabriel Delane, sua vida, apostolado e obra;

AKSAKOF, A - Um caso de desmaterialização; Animismo e Espiritismo;

LOMBROSO, C. - Hipnotismo e mediunidade;

BOZZANO, E. Fenômenos de transporte

CARNEIRO, Victor Ribas - ABC do Espiritismo;

LUCENA, A. S. e GODOY, Paulo A. - Personagens do Espiritismo;

Revista ICESP, ano 4, n º 14, 2° trimestre/200S - autoria Dr. Paulo Toledo Machado)

PARTE B

MISSÃO DOS ESPÍRITAS

Missão: encargo, incumbência, compromisso, dever imposto, contraído, obrigação (Dic. Michaelis)

O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Possui ainda o Espiritismo o mérito de oferecer ao homem não somente a ciência fria dos fatos, mas uma ciência atrelada intimamente com princípios morais que torna essa Doutrina capaz de satisfazer a lógica e a razão, oferecendo ao homem a alavanca precisa para elevar sua inteligência e capacitá-la a grandes realizações.

Com tal gama de recursos em mãos, cabe aos espíritas partirem o quanto antes para o trabalho de divulgação dos princípios da Doutrina que os acolhe, colaborando assim com os desígnios do Criador no que diz respeito à transformação da humanidade.

Mas, transformações não se processam de forma imediata ou sem sacrifício. "Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as exorta incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa. Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai,pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão!" (ESE, Cap. 20, item 4)

O trabalho de divulgação exigirá total comprometimento dos espíritas, visto que muitas vezes seus interesses particulares deverão ser deixados em segundo plano, não raramente seus esforços serão rotulados como fanatismo e será cobrado-lhes a perfeição de atos e pensamentos que estarão longe de possuir. Encontrarão intolerância e incompreensão inclusive entre seus companheiros de fé.

Diante de tantas adversidades, Deus proporcionará a todos que mantiverem a fé nos objetivos viva, a companhia dos companheiros desencarnados que renovarão suas esperanças, apoiarão seus passos para que não vacilem e enviarão a inspiração para que sua palavra seja o reflexo da vontade do Pai.

Finalmente, devem os espíritas manterem atenção para a execução de sua tarefa com maior zelo possível. Aqueles que se iludirem pelo caminho, desdenhando e malbaratando o tesouro que lhes foi conferido, aqueles que se entregarem ao ócio, aos vícios, que relutarem em modificar seus hábitos e convicções e se valerem do Espiritismo somente como uma bela fachada terão a mesma avaliação que teve o servo que enterrou o talento de seu senhor. Os bons espíritas serão reconhecidos "pelos princípios da verdadeira caridade que eles ensinarão e praticarão, pelo número de aflitos a que levem consolo; pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei".



A missão dos espíritas reside no seguinte princípio: Vivenciar a moral do Cristo em todos os seus aspectos e em todos os momentos da vida, amparados pela lógica irrefutável dos ensinamentos dos Espíritos, colaborando assim com o progresso da humanidade.
BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XX, itens 4 E 5.


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