Gaylussac/2013 1ª e 2ª SÉries / ensino médio produçÃo textual profª maria anna gerk proposta 29: Texto 1: Disputa entre índios e produtores rurais expõe diferentes visões sobre uso e valor da terra



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GAYLUSSAC/2013

1ª e 2ª SÉRIES / ENSINO MÉDIO

PRODUÇÃO TEXTUAL

PROFª MARIA ANNA GERK
PROPOSTA 29:


Texto 1:

Disputa entre índios e produtores rurais expõe diferentes visões sobre uso e valor da terra 09/01/2013 Alex Rodrigues

Dourados (MS) – Nos últimos meses de 2012, o conflito entre índios e produtores rurais voltou a ganhar destaque nacional. Principalmente depois de dois episódios ocorridos na Região Centro-Oeste. Primeiro, a divulgação de uma carta escrita por guaranis kaiowás da comunidade Pyelito Kue, no Mato Grosso do Sul, equivocadamente interpretada como uma ameaça de suicídio coletivo. Em seguida, o início do processo de retirada dos não índios da Terra Indígena Marãiwatsédé, no Mato Grosso, homologada pelo Poder Executivo em 1998.

Diante do risco iminente de confrontos, diversos setores voltaram a discutir a questão da disputa de terra, problema que perpassa toda a história brasileira e do continente americano. De um lado, os índios reivindicam o reconhecimento dos territórios que afirmam ter pertencido a seus antepassados, para, assim, poderem produzir o necessário à sua sobrevivência, resgatar seus costumes e preservar sua cultura. De outro, os fazendeiros sustentam que a demarcação de terras vai prejudicar a produção de alimentos sem necessariamente contribuir para melhorar as condições de vida dos índios.

(...)


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-06-06/governo-fara-forum-para-resolver-questao-indigena-em-sidrolandia Acesso em : 18 set. 2013.

Texto 2:


Governo fará fórum para resolver a questão indígena em Sidrolândia

06/06/2013 Marcelo Brandão

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou na noite desta quinta-feira (6) que um fórum deve ser criado para negociar as terras ocupadas por indígenas em Mato Grosso do Sul . No fórum, os representantes dos índios, dos fazendeiros e o governo vão tentar um acordo para o impasse na Fazenda Buritis.

“Pretende-se criar um fórum de negociação em que o governo federal estará presente. Vou propor ao governo estadual, à magistratura e a representantes dos dois lados a possibilidade de debatermos e chegarmos a um acordo sobre como podemos solucionar esse conflito”.

A proposta do governo foi apresentada em uma reunião de três horas, no Ministério da Justiça. (...)O índio terena Antônio Aparecido, que participou do encontro com o governo, aposta no sucesso do fórum. “Para nós é um ponto positivo [a proposta do governo], apesar de várias audiências. Mais uma vez vamos acreditar na Justiça para que possa ser agilizado o mais rápido possível”.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-06-06/governo-fara-forum-para-resolver-questao-indigena-em-sidrolandia Acesso em: 18 set. 2013.
Texto 3:

"O discurso do índio Pataxó durante a missa dos 500 anos do Brasil".

‘Hoje, é esse dia que podia ser um dia de alegria para todos nós. Vocês estão dentro da nossa casa. Estão dentro daquilo que é o coração do nosso povo, que é a terra, onde todos vocês estão pisando. Isso é nossa terra. Onde vocês estão pisando vocês têm que ter respeito porque essa terra pertence a nós. Vocês, quando chegaram aqui, essa terra já era nossa.’

‘São mais de 40 mil anos em que germinaram mais de 990 povos com culturas, com línguas diferentes, mas apenas em 500 anos esses 999 povos foram reduzidos a menos de 220. Mais de 6 milhões de índios foram reduzidos a apenas 350 mil. Quinhentos anos de sofrimento, de massacre, de exclusão, de preconceito, de exploração, de extermínio de nossos parentes, aculturamento, estupro de nossas mulheres, devastação de nossas terras, de nossas matas, que nos tomaram com a invasão. Hoje, querem afirmar a qualquer custo a mentira, a mentira do Descobrimento. Cravando em nossa terra uma cruz de metal, levando o nosso monumento, que seria a resistência dos povos indígenas. Símbolo da nossa resistência e do nosso povo.’

Texto 4:

O processo de demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol é o mais antigo e conturbado da história do Brasil. Os primeiros documentos oficiais que recomendam a sua criação remontam a 1917. (...) A demarcação empacou e brancos se instalaram nas fronteiras dessa área. Em 2005, a reserva foi finalmente demarcada pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva – com um território de 17 mil quilômetros quadrados, quase cinco vezes mais que o previsto inicialmente. Resultado: ela engoliu os brancos que estavam instalados nas bordas do perímetro original. Em sua extensão, há fazendas de arroz que respondem por 6% do PIB de Roraima e abastecem também o Amazonas e o Pará. A reserva abarcou ainda os cânions do Rio Cotingo, apropriados para construção de uma hidrelétrica considerada essencial pelo Governo do Estado, e uma região de fazendas ocupada por brancos desde o século XIX.

COUTINHO, Leonardo. Reserva de insensatez. Veja, São Paulo, 30 abr. 2008. p. 66. (Adaptado).

Texto 5:

“No início do séculoXX, quando o governo brasileiro discutia os marcos das fronteiras com outros países, Joaquim Nabuco, que estudou toda a documentação, comprovou que o Brasil só conservou essas terras porque os índios Makuxi, Ingarikó, Taurepang e Wapixana impediram a entrada de ingleses, franceses, holandeses e espanhóis. “Os peitos dos índios foram as muralhas dos sertões”, escreveu Nabuco.

JORNAL DOS ECONOMISTAS. Reserva Raposa Serra do Sol: Estão querendo tomar a terra dos índios. Entrevista com José Ribamar BessaFreire, etnohistoriador. Disponível em: . Acesso em: 24 set. 2008.

Texto 6:

O general Augusto Heleno, ao criticar a transformação da faixa da fronteira norte do país em terras indígenas afirmou que a política indigenista está completamente dissociada do processo histórico de colonização do nosso país e, por isso, precisa ser revista com urgência. “Não estou contra os órgãos que cuidam disso, quero me associar para que a gente possa rever uma política que não deu certo até hoje. É só ir lá para ver que é lamentável, para não dizer caótica. Eu já visitei como comandante militar da Amazônia algumas comunidades indígenas, inclusive onde não há organização militar. O que constatei é que a grande maioria, para não dizer a totalidade das comunidades, são extremamente carentes do ponto de vista de saúde, de perspectiva de vida, de alimentação”, disse o general.



MENEZES, Maia; TABAK, Flávio. General diz que política indigenista do governo é um caos e alerta para risco à soberania. Reuters O Globo Online. Disponível em: . Acesso em: 24 set. 2008.

Com base na leitura dos textos apresentados e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o seguinte tema: “A questão da terra indígena: como solucionar esse problema nacional?”, apresentando experiência ou proposta de ação social , que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


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