Formas Verbais/ Análise Sintática do Período Simples



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Formas Verbais/ Análise Sintática do Período Simples (sujeito e predicado)

CARA A CARA COM QUEM DECIDE. Exame, São Paulo,

ano 75, n. 5, ed. 998, 24 ago. 2011. Caderno Especial Trainee.


  1. (UEG- 2012) Com base no texto acima,

a) identifique o interlocutor do texto citado.

b) Há nesse texto a predominância de verbos no modo imperativo. Qual é o sentido que o uso desse modo verbal dá ao texto?
Não era e não podia o pequeno reino lusitano ser uma potência colonizadora à feição da antiga Grécia. O surto marítimo que enche sua história do século XV não resultara do extravasamento de nenhum excesso de população, mas fora apenas provocado por uma burguesia comercial sedenta de lucros, e que não encontrava no reduzido território pátrio satisfação à sua desmedida ambição. A ascensão do fundador da Casa de Avis ao trono português trouxe esta burguesia para um primeiro plano. Fora ela quem, para se livrar da ameaça castelhana e do poder da nobreza, representado pela Rainha Leonor Teles, cingira o Mestre de Avis com a coroa lusitana. Era ela, portanto, quem devia merecer do novo rei o melhor das suas atenções. Esgotadas as possibilidades do reino com as pródigas dádivas reais, restou apenas o recurso da expansão externa para contentar os insaciáveis companheiros de D. João I.

Caio Prado Júnior, Evolução política do Brasil. Adaptado.




  1. (FUVEST- 2012) No contexto, o verbo “enche” indica

a) habitualidade no passado.

b) simultaneidade em relação ao termo “ascensão”.

c) ideia de atemporalidade.

d) presente histórico.

e) anterioridade temporal em relação a “reino lusitano”.




  1. (UNICAMP 2012) O texto abaixo é parte de uma campanha promovida pela ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas).


Surfamos a Internet, Nadamos em revistas
A Internet empolga. Revistas envolvem.

A Internet agarra. Revistas abraçam.

A Internet é passageira. Revistas são permanentes.

E essas duas mídias estão crescendo.


Um dado que passou quase despercebido em meio ao barulho da Internet foi o fato de que a circulação de revistas aumentou nos últimos cinco anos. Mesmo na era da Internet, o apelo das revistas segue crescendo. Pense nisto: o Google existe há 12 anos. Durante esse período, o número de títulos de revistas no Brasil cresceu 234%. Isso demonstra que uma mídia nova não substitui uma mídia que já existe. Uma mídia estabelecida tem a capacidade de seguir prosperando, ao oferecer uma experiência única.
É por isso que as pessoas não deixam de nadar só porque gostam de surfar.

(Adaptado de Imprensa, n. 267, maio 2011, p. 17.)


a) O verbo surfar pode ser usado como transitivo ou intransitivo. Exemplifique cada um desses usos com enunciados que aparecem no texto da campanha. Indique, justificando, em qual desses usos o verbo assume um sentido necessariamente figurado.

b) Que relação pode ser estabelecida entre o título da campanha e o trecho reproduzido a seguir? Como essa relação é sustentada dentro da campanha?


A Internet empolga. Revistas envolvem.

A Internet agarra. Revistas abraçam.

A Internet é passageira. Revistas são permanentes.

Nelo, querido, não vou chorar a tua morte. Foste em boa hora. Agora eu te entendo, é bem capaz que eu já esteja começando a te compreender.

— Saiba de uma coisa, papai. Eu vou embora.

— Para onde?

O dinheiro que eu receber da Prefeitura, no fim do mês, é para comprar uma passagem. [...]

— Mas para onde você vai?

— Para São Paulo.

Se há uma coisa que não compreendo é isso: por que o velho nunca aceitava uma ideia nossa. Tínhamos que apresentar o fato consumado, para que o admitisse. Mas contrariado.

— Você é igual aos outros. Não gosta daqui — falou zangado, como se tivesse dado um pulo no tempo e de repente tivesse voltado a ser o pai de outros tempos.

— Ninguém gosta daqui. Ninguém tem amor a esta terra.

Ele tinha, eu sabia, todos sabiam.

Passado o sermão, papai amansou a voz. Parecia mais conformado do que aborrecido:

Você faz bem — disse. — Siga o exemplo — Abaixou as vistas, sem completar o que ia dizer.

TORRES, Antônio. Essa Terra. 21. ed. Rio de Janeiro:
Record, 2005, p. 168-169.



  1. (UNEB-BA/ 2012) A alternativa em que, no fragmento, a forma verbal expressa uma ideia de futuro é a

01. “Foste em boa hora.”

02. “é bem capaz que eu já esteja começando a te compreender.”

03. “— O dinheiro que eu receber da Prefeitura [...] é para comprar uma passagem.”

04. “Se há uma coisa que eu não compreendo é isso”.

05. “— Você faz bem”.


Leia o desfecho do conto Livro dos homens, de Ronaldo Correia de Brito.
Bateria palmas na porta da casa, sustentando o cavalo pelas rédeas. As pessoas da família nem perceberiam a sua presença. Recusaria o convite para entrar e se proteger do sol quente. Também agradeceria o copo d'água, oferecido pelo homem que se apressava em vestir a camisa, mal acordado do sono. Vinha de passagem agradecer o que o compadre fizera por ele. Sim, partia agora, não temia o sol. No abraço, quando o puxasse para junto do seu corpo, sacaria o punhal e atravessaria o seu peito, tantas vezes quantas fossem necessárias para cumprir o que estava escrito.

BRITO, Ronaldo Correia de. Livro dos homens. São Paulo: Cosac Naify, 2005. p. 173.




  1. (UFG – 2011) O conto Livro dos homens, da obra homônima de Ronaldo Correia de Brito, apresenta uma especificidade no modo de elaboração de seu desfecho. Tendo em vista o exposto,

a) Que efeito de sentido os verbos no futuro do pretérito produzem no desfecho?

b) Explique a construção da ironia presente no emprego do verbo agradecer.

Considere o poema de Paulo Leminski.


Eu queria tanto

ser um poeta maldito

a massa sofrendo

enquanto eu profundo medito


eu queria tanto

ser um poeta social

rosto queimado

pelo hálito das multidões


em vez

olha eu aqui

pondo sal

nesta sopa rala

que mal vai dar para dois


  1. (UFTM -2010) Nas duas primeiras estrofes, o emprego da forma verbal queria indica que o eu lírico

a) se perturba com seus devaneios.

b) mostra que seu sonho tornou-se realidade.

c) expressa uma situação idealizada.

d) não tem noção da realidade vivida.

e) sofre por agir conforme sonha.




A revolução das Células-tronco

Evanildo da Silveira


“A expectativa hoje é tão grande que, se você diz que vai tratar um paciente com células-tronco, é capaz de ele se curar sozinho.” Embora dita em tom de brincadeira, a frase da bióloga e geneticista Nance Nardi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das maiores especialistas do Brasil em células-tronco (CTs), dá bem a medida da fama e das esperanças em torno dessa nova possibilidade terapêutica. Mas é preciso cautela. Para 5usar um velho clichê: devagar com o andor. O santo não é de barro, é verdade, mas ainda vai demorar a fazer milagres.

Até 1999, quando as CTs foram eleitas pela revista Science o avanço científico do ano, pouca gente sabia do que se tratava. Hoje, elas estão nas páginas dos jornais e, por causa de sua capacidade de se transformar em qualquer tecido do corpo humano, trazem esperanças de recuperação para vários males. Alguns cientistas chegam 10a dizer que sua descoberta é tão revolucionária quanto a da penicilina. Em sua maioria, no entanto, os pesquisadores são mais cautelosos. Embora reconheçam as possibilidades que essas células abrem para a medicina, fazem questão de lembrar que ainda serão necessários muitos anos de estudos e testes até que elas possam ser usadas em tratamentos rotineiros.

Nance, por exemplo, lembra que as únicas CTs usadas hoje na medicina são as da medula óssea, que desde 15os anos 1950 são empregadas no tratamento de doenças do sangue, como leucemias e anemias. “O uso de célulastronco para qualquer outro tipo de doença deve ser considerado ainda em experimentação”, explica. “A maioria dos estudos clínicos continua sendo realizada com pequeno número de pacientes e sem controles adequados. Apenas quando tivermos muitos desses estudos, controlados, realizados em vários centros de pesquisa, é que poderemos comprovar a real eficiência da terapia com células-tronco.”

20A farmacêutica bioquímica Patrícia Pranke, professora de hematologia da Faculdade de Farmácia da UFRGS, também prefere guardar certa reserva. Ela realiza estudos na área de neurociência, mais especificamente na tentativa de reconexão de medula partida. Justamente o caminho para que paraplégicos possam levantar de suas cadeiras de rodas e voltar a andar. Não é de se estranhar, portanto, as esperanças em milagres que esse tipo de estudo gera.

Mas a própria pesquisadora não compartilha dessa crença. Ainda na fase de experiências com cobaias, ela já 25obteve bons resultados em ratos. Mesmo assim, mantém a calma e resume sua posição e a da maioria de seus pares: “Estamos cautelosamente otimistas. Não podia ser diferente diante do que estamos conseguindo. Há dez anos, dizia-se que a reconexão da medula era impossível. Hoje, sabemos que não. Mas também não devemos nos precipitar, porque não se trata de milagre. É ciência, e a ciência é lenta”.

Disponível em: .
Acesso em: 10 nov 2010. Texto modificado.
7) (UFU-2011) Observa-se no texto a alternância de tempos verbais. A esse respeito, faça o que se pede:
a) Explique a razão dessa alternância.

b) Retire do texto dois períodos em que fique evidenciado o efeito de sentido provocado por essa alternância, conforme sua explicação dada em A.


Do amor à pátria
São doces os caminhos que levam de volta à pátria. Não à pátria amada de verdes mares bravios, a mirar em berço esplêndido o esplendor do Cruzeiro do Sul; mas a uma outra mais íntima, pacífica e habitual - uma cuja terra se comeu em criança, uma onde se foi menino ansioso por crescer, uma onde se cresceu em sofrimentos e esperanças plantando canções, amores e filhos ao sabor das estações.

Sim, são doces as rotas que reconduzem um homem à sua pátria e tão mais doces quanto mais ele teve, viu e conheceu outras pátrias de outros homens. Assim eu, ausente pela segunda vez de uma ausência de muitos anos quando, dentro da noite a bordo, os dedos a revirar o dial do ondas-curtas, aguardava o primeiro balbucio de minha pátria como um pai à espera da primeira palavra do seu filho. O coração batia-me como batera um dia, à poesia sonhada, ou como uma outra vez, diante de uns olhos de mulher.

– O senhor tem certeza de que isso é mesmo um ondascurtas?

O camareiro norueguês, grande e tranqüilo, limitou-se a sorrir misteriosamente. Depois, humano, inclinou-se sobre o aparelho, o ouvido atento, e pôs-se a tentar por sua vez. As ondas sonoras iam e vinham verrumando minha angústia.

Onde estava ela, a minha pátria que não vinha falar comigo ali dentro do mar escuro?

E de repente foi uma voz que mal se distinguia, balbuciando bolhas de éter, mas pensei no meio delas distinguir um nome: o nome de Iracema. Não tinha certeza, mas pareceu-me ouvir o nome de Iracema entre os estertores espásmicos do aparelho receptor.

Deus do céu! Seria mesmo o nome de Iracema?

Era sim, porque logo depois chegou a afirmar-se, mas quase imperceptível, como se pronunciado por um gnomo montado em minha orelha. Era o nome de Iracema, da Rádio Iracema, de Fortaleza, a emissora dos lábios de mel, que sai mar afora, enfrentando os espaços oceânicos varridos de vento para trazer a um homem saudoso o primeiro gosto de sua pátria.

Adorável prefixo noturno, nunca te esquecerei! Foste mais uma vez essa coisa primeira tão única como o primeiro amigo, a primeira namorada, o primeiro poema. E a ti eu direi: é possível que o Padre Vieira esteja certo ao dizer que a ausência é, depois da morte, a maior causa da morte do amor. Mas não do amor à terra onde se cresceu e se plantou raízes, à terra a cuja imagem e semelhança se foi feito e onde um dia, num pequeno lote, se espera poder nunca mais esperar.

Agosto de 1953

(Vinicius de Moraes. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José

Aguilar, 1974, p. 597-598)


8) (UNIFOR – 2008) Todos os verbos estão corretamente flexionados na frase:

a) As vozes ouvidas no meio da vastidão do oceano conteram o nervosismo do viajante, que anseiava por voltar à terra natal.

b) Pensando em que perfazeria os caminhos de volta à terra natal, o viajante reviu na imaginação os lugares de sua infância.

c) Para muitos dos que se proporam a deixar o torrão natal por algum tempo, sobreviu a saudade da separação dos familiares.

d) Quem já se deteve a pensar sobre os valores pátrios, não se disporia a permanecer longos anos afastado de sua terra natal.

e) Espera-se que tudo continui da maneira como deixamos nossos bens quando nos ausentamos por um tempo da terra natal.


O adeus
No oitavo dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares de edifícios; que importa que lá dentro não haja 5ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho?

Entretanto a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a 10atacar. O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar; e assim três, quatro vezes sucessivas.

Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da 15porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro. Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía 20num encantamento constante.

Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha. Nossos 25corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado, de frente para a janela por onde se filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela 30disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”.

Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro: inconscientemente 35compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível, como um lento bailado.

Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me 40lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam?

Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti 45vagamente que aquecia meus sapatos. Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago.

50Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos. O homem fez um grande embrulho de jornal; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação.

55E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre acabara; alguém viera e batera à porta, e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo o 60recibo de uma carta registrada, e quando o telefone bateu foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isso num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há 65muito tempo não os via assim, em plena luz), um olhar de apelo e de tristeza onde entretanto ainda havia uma inútil, resignada esperança.

Rubem Braga

www. releituras. com

9) (UERJ - 2008) Os tempos pretéritos utilizados no texto desempenham diferentes funções na construção do discurso narrativo.

A função do tempo pretérito sublinhado nos fragmentos abaixo encontra-se corretamente definida em:

a) “Alguém vinha e apertava a campainha;” (l. 13) – expressar indeterminação do agente

b) “que horas seriam?” (l. 41) – mostrar simultaneidade de fatos

c) “O homem fez um grande embrulho de jornal;” (l. 51-52) – indicar ação finalizada



d) “alguém viera e batera à porta,” (l. 57-58) – caracterizar ausência de dúvida
Leia a tira abaixo.

(Revista Língua Portuguesa, nº 30, abril de 2008)


10) (UFMS – 2008) Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. O emprego da palavra “cá”, no título da tira, reflete a norma coloquial do português do Brasil.

02. No título da tira, a palavra “se”, nas duas orações, exerce a mesma função sintática.

04. As palavras “cerejinha” e “cervejinha” não podem ser consideradas parônimas.

08. As palavras “cerejinha” e “cervejinha” são homônimas homógrafas.

16. O uso do modo subjuntivo em “nevasse” tem o propósito de indicar uma hipótese de a ação se realizar.
Líquido que não respinga
O segredo para espalhar água num mergulho é a pressão atmosférica. Quando uma gota normalmente cai sobre uma superfície, ela se espalha em uma poça ondulada que se parte em respingos.

Buscando controlar a ação, físicos da Universidade de Chicago liberaram gotas de álcool em uma câmara de vácuo sobre uma superfície de vidro lisa e seca e gravaram os resultados com uma câmera que fotografa 47 mil quadros por segundo.

Com cerca de um sexto da pressão atmosférica normal, o respingo praticamente desapareceu; as gotas simplesmente se dissolviam sem ondulações visíveis.

Os pesquisadores suspeitam que as gotas respingam porque a pressão do gás as desestabiliza. A descoberta, apresentada na reunião de março da Sociedade Americana de Física, poderia ajudar a controlar o respingo em combustíveis e impressoras a tinta.

SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL. São Paulo, n. 38, jul. 2005, p. 20.

11) (UFG – 2006) No texto, além de localizar cronologicamente os acontecimentos, pode-se afirmar, quanto aos tempos verbais, que

a) as formas no passado apontam para a eficácia da experiência científica.

b) as vozes do verbo relacionam as informações sobre a experiência e o seu grau de importância.

c) a marca de gerúndio constitui uma estratégia de polidez voltada para a autoria da pesquisa.

d) a alternância presente/passado distingue os comentários da descrição da experiência.

e) a ocorrência do imperfeito destaca a relevância dos procedimentos experimentais.

Considere o texto abaixo.


Diferente de cidades onde imóveis de frente para o mar são mais valorizados, a escassez de verde faz a vez da vista para o Atlântico em São Paulo. Bairros que fazem fronteira ou que são vizinhos a grandes parques merecem destaque e seduzem por oferecer uma qualidade de vida bastante rara na cidade. Um desses parques, que passou algum tempo despercebido, é o Parque do Piqueri, com uma freqüência relativamente baixa de visitantes e cheio de árvores frondosas, lago e patos, agora vira a bola da vez na região Leste da cidade. [...]

(Propaganda para o lançamento de um prédio de apartamentos na cidade de São Paulo. In: Folha de S. Paulo, 12/02/2005.)


12) (ITA – 2006) ssinale a opção em que o verbo NÃO é o mais apropriado semanticamente ao contexto:
a) são (“são mais valorizados”).

b) fazem (“fazem fronteira”).

c) merecem (“merecem destaque”).

d) oferecer (“oferecer uma qualidade de vida”).



e) passou (“passou algum tempo”).
13) (UEG – 2011) Leia a tira.

SCHULZ, Charles. Snoopy: como você é azarado, Charlie Brown!. Porto Alegre: LP&M, 2008. p. 114.


a) A fala da personagem no segundo quadro é um exemplo de discurso indireto. Reescreva o período colocando-o em discurso direto, fazendo apenas as adequações estritamente necessárias.

b) Explique a diferença de sentido estabelecida pela substituição da forma verbal “seria” (segundo quadro) pela expressão “pode vir a ser” (terceiro quadro).


14) Leia a tira.

(www.entretenimento.uol.com.br/humor/)


(FGV – 2010) Os espaços das falas devem ser preenchidos, correta e respectivamente, com
a) faria ... fazia ... senso

b) farei ... fará ... censo

c) fizesse ... fez ... senso

d) faço ... faria ... censo

e) fizer ... fará ... senso

15) (UFCG – 2010) Com base no fragmento em destaque, do conto “Ele e suas ideias”, de Lima Barreto, julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F) as assertivas sobre a temática, a pontuação e o sentido das formas gramaticais.


Para levar os dias a destilar ideias, ele tinha que passar as noites a pensar. Creio que dormia pouco: todo ele se encontrava em função de ter ideias. E era pródigo, e era generoso, e era desperdiçado: pensava, tinha ideias e dava aos outros.” (p. 63)
( ) A manifestação do eu-lírico objetiva explicar a origem das ideias do personagem.

( ) As duas ocorrências do uso dos dois pontos demarcam funções semelhantes: ambas servem para explicar o termo que os antecede.

( ) A ação rotineira da personagem é marcada por uma continuidade indefinida, justificada pela alternância do infinitivo e do pretérito imperfeito, presentes no texto.

( ) Os termos “pouco” e “todo” funcionam como pronomes e sugerem oposição de ações entre narrador e personagem.


A sequência correta é:
a) V, F, F, V.

b) V, V, F, F.

c) V, F, V, F.

d) F, F, F, V.

e) F, V, V, F.

Como será a vida daqui a mil annos?

[Publicado na Folha da Manhã, em 7 de janeiro de 1925. A grafia original foi mantida.]


Dentro de mil annos todos os habitantes da terra, homens e mulheres, serão absolutamente calvos. A differença entre o vestir do homem e da mulher será insignificante, vestindo ambos quasi pela mesma forma: uma especie de malha, feita de materiais syntheticos, acobertada por um metal ductil e flexivel, que servirá de antena receptora de mensagens radiotelephonicas e outros usos scientificos da época. O homem não mais perderá um terço da sua existencia dormindo, como actualmente, facto aliás incommodo para os homens de negocios e, especialmente, para os moços.

Ao simples contacto de um botão electrico, a raça humana se alimentará por um tubo conductor de alimentos syntheticos. Esta especie de alimentos artificiaes terá a vantagem de ser adquirida com abundancia, a preços baixos. Não se terá, tambem, necessidade de pensar no inverno, nem nas altas contas de consumo do carvão, porque a esse tempo o calor atmospherico será produzido artificialmente e enviado em derredor do planeta por meio de estações geratrizes, eliminando, entre outras molestias, os catarros e pneumonias, posto que, de primeiro de Janeiro a 31 de Dezembro, a temperatura seja a mesma – 70 gráos Fharenheit.

Um sabio professor inglez, o sr. A. M. Low, referindo-se a estes phenomenos no seu recente e interessante livro "Futuro", afirma: "estas previsões não constituem sonho, pois que se baseam na "curva civilizadora", que demonstra graphicamente a impressionante velocidade com que caminha a sciencia hodierna. Há poucos annos, as communicações sem fio alcançavam poucos metros. Hoje, attingem a lua."

Este novo Julio Verne affirma, em seu livro, que as formigas, como as abelhas, não dormem. E pergunta: – por que não póde fazer o mesmo a humanidade? O somno não é sinão uma fucção physiologica que carrega de energia as cellulas cerebraes. E as experiencias do dr. Crile, e de outros sabios, induzem a possibilidade de fazer-se esta carga artificialmente. A energia vital, que conserva o funccionamento do corpo, é, não há de negar, uma fucção eletrica. Si se pudesse obter um systhema pelo qual o corpo absorvesse essa eletricidade da atmosphera, certo não seria necessario o somno para que se recuperassem as energias dispendidas e se continuasse a viver.

O professor Low acredita na proximidade dessa invenção, que evitaria ao homem, cançado pelo trabalho ou pelo prazer, a necessidade de um somno restaurador, effeito que elle obteria directamente do ether, por intermedio de suas vestes, perfeitamente apparelhadas com um metal conductor e ondas de radio que lhe proporcionariam a parte de energia necessaria para continuar de pé, por mais um dia. Dess'arte, nas farras ou defronte á mesa de trabalho, receber-se-ia, através das vestes, a energia reparadora, sufficiente para que o prazer ou a tarefa continuassem por tempo indefinido, sem o menor cançaço.

Referindo-se á queda do cabello, o professor Low affirma que, dentro de mil annos, a raça humana será absolutamente calva. E attribue estes effeitos aos constantes cortes de cabello, tanto nos homens como as mulheres e aos ajustados chapéos, que farão cahir a cabelleira que herdamos dos monos - doadores liberaes do abundante pêlo que nos cobre da cabeça aos pés, mas que a pressão occasionada pelos vestidos e calçados fará desapparecer totalmente. Affirma ainda o sabio professor que, por essa occasião, o espaço estará crivado de aeronaves, cujo aperfeiçoamento garantirá um minimo de accidentes, constituindo grande commodidade sem ameaça de perigo. E as aeronaves não terão necessidade de motor porque receberão a energia de que carecem do calor solar, concentrado em gigantescas estações receptoras.

O aeroplano de 2.926 será manufaturado de material synthetico, recoberto por uma rêde de fios que, como o nosso systema nervoso, permittirá o controle das forças naturaes, hoje vencidas, em parte, mas que arrastam, constantemente, espaço em fóra, os pesados passaros de aço dos nossos dias. Os relogios soffrerão, egualmente, uma grande transformação: assingnalar com tres e quatro dias de antecedencia as mudanças atmosphericas que se realizarão. Mas, este phenomeno não terá importancia alguma, pois que a luz e o calor solar, transmitidos á distancia por gigantescas estações, estrategicamente collocadas no planeta, não sómente darão uma temperatura fixa e permanente durante o anno, como tambem tornarão habitaveis regiões hoje desoladas, como os polos Norte e Sul, necessidade inadiavel então, em virtude da superpopulação do mundo.

O sabio inglez prevê ainda o desapparecimento dos grande diarios, que serão substituidos por livros, magazines illustrados e revistas especiaes, porque - continua Low, dentro de mil annos, pouco mais ou menos, com o premir de um simples botão electrico, receber-se-ão informações de todas as partes do mundo, o que não impedirá que, ao contacto de outro, se veja na tela-visão, que cada casa possuirá, ao mesmo tempo, uma corrida de cavallos em Belmont-Park, Longchamps ou Paris, ainda que se resida numa villa da America ou da Africa.

Quanto á maternidade, haverá um perfeito controle, não somente para evitar que o planeta se povoe de uma quantidade de gente superior a que póde conter commodamente, como tambem para impedir o nascimento dos feios e aleijões, ainda que este controle tenha que se tornar inusitado, por isso que, mais adeante, a producção se fará em laboratorios, a carga dos homens de sciencia. Desta sorte, obter-se-ão mulheres e homens perfeitos, possuidores de maravilhosos cerebros, pois que, sob a égide dos sabios, a maternidade tornar-se-á profissional, permittindo o cruzamento scientifico cujos resultados serão a transformação das mulheres em Venus e Milo, com braços, e dos homens em super-homens de cerebração superior aos maiores genios que existiram.

Assim diz o sabio professor A. M. Low, que termina o seu interessante e sensacional livro afirmando: "recordae que faz poucos annos que Galileu foi sentenciado a perder a vida ou a negar as leis da gravitação"... É lastimavel que não possamos alcançar essa época!

Disponível em: www.folha.ad.uol.com.br/click.ng. Acesso em: 5 set. 2007. [Adaptado].

16) (UFG – 2008) Escrito em 1925, o texto faz previsões relativas ao ano de 2926. Diferentes formas verbais são utilizadas para representar fatos, acontecimentos e situações nos planos da “certeza” e da “probabilidade”. Que tempos e modos verbais expressam cada um desses planos? Exemplifique-os com frases transcritas do texto.


RECEITA DE MULHER 

As muito feias que me perdoem 

Mas beleza é fundamental. É preciso 

Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso 

Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de 

[haute couture*

Em tudo isso (ou então 

Que a mulher se socialize elegantemente em azul, 

[como na República Popular Chinesa). 

Não há meio-termo possível. É preciso 

Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito 

Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas 

[pousada e que um rosto 

Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no 

[terceiro minuto da aurora. 

Vinicius de Moraes.
17) Tendo em vista o contexto, o modo verbal predominante no excerto e a razão desse uso são: 

a) indicativo; expressar verdades universais. 

b) imperativo; traduzir ordens ou exortações. 

c) subjuntivo; indicar vontade ou desejo. 

d) indicativo; relacionar ações habituais. 

e) subjuntivo; sugerir condições hipotéticas.


A IMAGINAÇÃO
1O processo de trabalho do cientista aproxima-se do processo de trabalho do artista. Ambos desenvolvem um tipo de comportamento denominado “exploratório”, isto é, dedicam-se a “explorar” as possibilidades, “o que poderia ser”, em vez de se deter no que realmente é. Para isso, necessitam da imaginação. Assim, um dos sentidos de criar é imaginar. Imaginar é a capacidade de ver além do imediato, 5 do que é, de criar possibilidades novas. É responder à pergunta: “Se não fosse assim, como poderia ser?”. Se dermos asas à imaginação, se deixarmos de lado o nosso senso crítico e o medo do ridículo, se abandonarmos as amarras lógicas da realidade, veremos que somos capazes de encontrar muitas respostas para a pergunta. Este é o chamado pensamento divergente, que leva a muitas respostas possíveis. É o contrário do pensamento convergente, que leva a uma única resposta, considerada certa. 10 Por exemplo, para a pergunta “Quem descobriu o Brasil?” só há uma resposta certa: Pedro Álvares Cabral. Para a pergunta “Se os portugueses não tivessem descoberto o Brasil, como estaríamos vivendo hoje?”, há inúmeras respostas possíveis. A primeira envolve memória; a segunda, imaginação.

Tanto o artista quanto o cientista têm de ser suficientemente flexíveis para sair do seguro, do conhecido, do imediato, e assumir os riscos ao propor o novo, o possível.

ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires.
A imaginação. In: Filosofando. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1993. p. 338-339.


  1. (UEG) Leia os períodos abaixo.

I - “O processo de trabalho do cientista aproxima-se do processo de trabalho do artista” (ref. 1).

II - “Ambos desenvolvem um tipo de comportamento denominado ‘exploratório’.” (ref. 1).

III - “A primeira envolve memória; a segunda, imaginação” (ref. 10).


Os termos em destaque exercem a mesma função sintática
a) apenas em I e II.

b) apenas em I e III.

c) apenas em II e III.

d) nos três períodos.




  1. Na oração “A primeira envolve memória;”, determine:




  1. O sujeito. Classifique-o.

  2. A predicação da forma verbal “envolve”.

GABARITO
Gab1:

a) O interlocutor é o leitor do texto.

b) O modo imperativo confere ao texto o sentido de sugestão, conselho e ordem.



Gab2: D

Gab3:

a) Os enunciados da campanha que exemplificam os dois usos do verbo surfar como transitivo e intransitivo são, respectivamente, “Surfamos a Internet” e “As pessoas não deixam de nadar só porque gostam de surfar”.

O verbo assume, obrigatoriamente, sentido figurado ou não literal (percorrer rapidamente as diversas páginas disponíveis na rede) no primeiro enunciado, já que, para praticar o surfe, em sentido literal, é necessário que se esteja em meio aquático, na posse de uma prancha e que haja ondas. A interpretação literal, portanto, é incompatível com o complemento “a internet”.

No segundo enunciado, o verbo é usado como intransitivo, em seu sentido literal, de praticar surfe, em oposição a nadar.

b) No título da campanha da ANER (“Surfamos a Internet, nadamos em revista”), o verbo surfar está associado à Internet, uma mídia do momento, nova, que está em seu auge, em um momento de grande evidência. O verbo nadar, em oposição, vem associado às revistas, uma mídia consolidada, já tradicional, que mantém a sua relevância há algumas décadas.

No trecho reproduzido no item b, os predicados associados à Internet (“empolga”, “agarra” e “é passageira”) reforçam os traços de sentido associados ao surfe: intenso e momentâneo, descontínuo ou cíclico como as ondas, sugerindo uma relação de paixão. Os predicados associados às revistas (“envolvem”, “abraçam”, “são permanentes”), por sua vez, reforçam os traços de sentido associados ao ato de nadar: menos intenso, porém mais constante e contínuo, sugerindo uma relação de amor, mais amadurecida.

Portanto, o título da campanha e o trecho reproduzido no item b apresentam as revistas e a Internet como mídias que propõem experiências distintas: esta é um modismo, associado à ideia de intensidade inconstante e instabilidade; a mídia já estabelecida é associada à ideia de persistência, sucesso constante e continuidade. O texto da campanha sustenta essa relação apresentando dados que comprovam o crescente apelo das revistas em plena era da internet: “a circulação de revistas aumentou nos últimos cinco anos” e “o número de títulos de revistas no Brasil cresceu 234%”.

Gab4: 03

Gab5:

a) O efeito de sentido é de hipótese, o que gera a ambiguidade do desfecho.



OU

O desfecho fica em aberto, pois Oliveira pode ou não ter realizado as ações.



OU

O desfecho é de sugestão, pois Oliveira pode ou não ter concretizado as ações.

b) Na ironia, o verbo “agradecer” gera uma expectativa positiva; no entanto, Oliveira planeja matar Targino.

OU

A ironia está em que Oliveira vai matar a personagem Júlio Targino e não lhe agradecer.



OU

A ironia reside no fato de que Oliveira não agradecerá a Júlio Targino por sua liberdade, mas, sim, pretende matá-lo por causa do não pagamento do gado.



Gab6: C

Gab7:

a) A alternância entre os tempos verbais evidencia que o autor do texto, ao mesmo tempo em que marca o momento da enunciação, empregando as formas do presente, distanciase do que é dito, por meio das formas do passado.

b) Resposta pessoal.

Gab8: D

Gab9: C

Gab10: 20

Gab11: D

Gab12: B

Gab13:

a) A professora disse: “Você será a rainha da primavera”.

b) O uso da forma verbal “seria”, aliado ao discurso indireto, sugere um certo grau de certeza a respeito da realização de um evento futuro, ao passo que, usando-se “pode vir a ser”, o grau de certeza diminui, passando-se para o campo da mera possibilidade a efetiva realização do evento futuro.
Gab14: E

Gab15: C

Gab16:

Para expressar o plano da “certeza” são usadas formas verbais no futuro do presente do modo indicativo, como, por exemplo, “Dentro de mil annos todos os habitantes da terra, homens e mulheres, serão absolutamente calvos”; “O aeroplano de 2.926 será manufaturado de material synthetico, recoberto por uma rêde de fios que, como o nosso systema nervoso, permittirá o controle das forças naturaes, hoje vencidas, em parte, mas que arrastam, constantemente, espaço em fóra, os pesados passaros de aço dos nossos dias”.

Para expressar o plano da “probabilidade” são usadas formas verbais no modo subjuntivo e/ou no futuro do pretérito do indicativo, como, por exemplo, “Dess'arte, nas farras ou defronte á mesa de trabalho, receber-se-ia, através das vestes, a energia reparadora, sufficiente para que o prazer ou a tarefa continuassem por tempo indefinido, sem o menor cançaço”; ou como no trecho “O professor Low acredita na proximidade dessa invenção, que evitaria ao homem, cançado pelo trabalho ou pelo prazer, a necessidade de um somno restaurador, effeito que elle obteria directamente do ether, por intermedio de suas vestes, perfeitamente apparelhadas com um metal conductor e ondas de radio que lhe proporcionariam a parte de energia necessaria para continuar de pé, por mais um dia”.

Gab17: B


Gab18:D

Gab19: a) O sujeito é “A primeira” classificado como sujeito simples. / b) verbo transitivo direto


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