Final do século XIX e século XX



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Numa altura em que o mundo inteiro explode de cor e texturas, Chanel surpreende com a elegância e a simplicidade do seu conjunto preto, que passará a ser para sempre a sua imagem de marca. O único contraste do conjunto é obtido através de um colar de pérolas com várias voltas.

Chanel distinguir-se-ia também por ser a primeira estilista a adaptar com extrema elegância, as roupas masculinas às mulheres.

O novo corte de cabelo no final da década ainda mais curto que anteriormente, acentua o seu aspecto de jovem rapazinho é o estilo “Lá Garçonne”. O novo corte de cabelo aliás é o ideal para os chapéus da moda, que são agora cingidos à cabeça, estilo sino.

A maquilhagem traz também novas tendências, o baton usa-se vermelho a contrastar com o tom de pele muito branco.

A moda da década de 20 obedece também à tendência sumptuosa e teatral de Paul Poiret e de Paul Poiret, o revolucionário costureiro que na década passada pusera fim ao espartilho, é um dos primeiros a desenhar a nova silhueta longilínea feminina.

Para a acentuar recorre aos novos tecidos, com a musselina de seda ou os crepes ligeiros e transparentes. O cair destes tecidos demasiado esvoaçantes, é assegurada pela aplicação de pérolas ou tiras de pele nas bainhas das mangas e vestidos, ou de bordados ao estilo oriental, tão a seu gosto.

Desta conjugação resultam vestidos simultaneamente vaporosos, mas ricos e sumptuosos, que marcam as criações de Poiret.

A contribuir para a aparência deslumbrante dos vestidos usados pelas senhoras da afluente sociedade dos loucos anos 20 está o aparecimento de novos tecidos.

Além das sedas e cetins, há agora a musselina de seda e os crepes transparentes, que aparecem no mercado em 1921. E a partir de 1926 os costureiros podem ainda contar com os ricos lamés de ouro e prata, que usam profusamente nos vestidos de noite.

Além disso, o progresso da indústria têxtil, com a adopção de máquinas mais modernas e sofisticadas permite o aparecimento de tecidos com padrões inovadores e cores brilhantes que obedecem às tendências da Art Déco ed às influências do modernismo e cubismo trazidas pelas artes plásticas.

O francês Jean Patou é outro estilista que alcança a fama internacional com os seus modelos na década de 20. Mas o seu maior legado será a revolução que criou na roupa desportiva feminina e toilettes de praia.

Pela primeira vez, a mulher surgia com fatos de banho cingidos ao corpo para melhor poder mergulhar e nadar. E quando saía da água, as restantes peças do conjunto davam-lhe uma elegância atlética e bem dentro das linhas da moda da época.

Patou foi o primeiro a pensar que a mulher moderna, que gosta de actividades ao ar livre e de praticar desporto, precisa de roupas específicas para isso. São famosos os seus conjuntos criados para esquiar ou os seus equipamentos de ténis feminino, muito celebrizados nesta década pela maior tenista francesa e do mundo, “ divina” Suzanne Lenglen.

Além destes três estilistas, a década de 20 viu também celebrizarem-se outros grandes nomes como Jeanne Lanvin ou a italiana Elsa Schiparelli.


Com a Grande Depressão dos Estados Unidos, em 1929, e a consequente crise económica mundial, acabam-se os loucos anos 20 e as suas ousadias. Por outro lado é o regresso ao conservadorismo e à defesa dos valores tradicionais, impostos sobretudo pelos muitos governos fascistas e autoritários que sobem ao poder nesta década.

E a moda vai a reboque desta tendência. As saias e vestidos voltam a descer abaixo do joelho, até tocar os calcanhares. Os decotes diminuem à frente mas acentuam-se nas costas e os sapatos vão-se tornando mais práticos até se transformarem quase em botins.

A forma feminina volta a ser valorizada e a mulher volta assumir os seios. As formas passam a ser marcadas de uma forma mais natural.

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