Final do século XIX e século XX



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As tendências da moda portuguesa no séc. XX

Portugal é um país pobre, mas a sociedade abastada viaja e importa as tendências das outras capitais, sendo Paris quem dita as tendências da moda.

Por isso, a mulher portuguesa, com mais ou menos contenção, vai seguindo estas tendências, primeiro por importação das senhoras mais ricas, depois por imitação das menos abonadas, que assim vão instruindo as suas costureiras ou elas próprias copiando os novos modelos.

Na moda masculina o fato de três peças, que inclui calças, casaco e colete, impera ao longo de toda a década. A sua conjugação pode variar, tanto se pode usar casaco e calças a condizer com um colete a contrastar, como fazer o contraste com calças diferentes e usar casaco e colete a condizer.

As calças começam por ser apenas vincadas, mas no final da década ficam mais largas e, além do vinco, ganham pregas à frente e uma dobra na bainha.

A grande inovação é o jaquetão de abas compridas substitui o fraque e os colarinhos usados são variados e vão mudando ao longo da década, altos e rígidos, com ou sem as pontas dobradas no início, colarinhos de barbatana de pontas redondas, em meados da década, e colarinhos moles já no final.

As gravatas também foram ganhando cor e no final da década começam a usar-se às riscas, para o traje de dia, acompanhadas por chapéus de palha. Este, e o chapéu de feltro, eram a regra na década de 10, e homem nenhum saía de casa sem a cabeça coberta. Mesmo os das classes operárias usavam boinas ou o chapéu típico da profissão que desempenhassem.

As bengalas e polainas eram outro acessório que o homem bem vestido da década não dispensava, bem como um respeitável bigode e, por vezes, longas patilhas. A compor tudo, claro, não podia faltar o relógio de bolso no colete, e o monóculo para quem tinha falta de vista.

O êxito das polainas é tanto, que chegam ao ponto de ser usadas também pelas senhoras, sobretudo no inverno.

Os sapatos da moda para as senhoras tinham o salto alto e faziam uma curva para dentro. Mais tarde com a popularização do tango, passaram a ter uma ou duas tiras cruzadas a atar por cima do peito do pé. E eram assim usados até pelas que não dançavam.

Em Portugal, nos anos 20, melhor ou pior, os ditames da moda de Paris vão sendo seguidos. Mas com uma sociedade extremamente conservadora, a jovem mulher portuguesa salvo raras excepções das mais ousadas e excêntricas tem o cuidado de escolher as versões menos chocantes do que é moderno.

Mesmo assim o seu novo estilo de vestir acabará sempre por gerar comentários. Nas publicações humorísticas chegam mesmo a aparecer os cartoons hilariantes que têm por tema as confusões originadas pelo look masculino da mulher dos anos 20.

Na década de 30, são as criações dos estilistas da época, bem como os exemplos trazidos pelo cinema e teatro e os imperativos introduzidos pelas contingências da Grande Depressão e do estilo de vida dos anos 30, que dão forma às roupas usadas no quotidiano, mesmo em Portugal.

Apesar do seu isolamento, os portugueses não poderiam ficar imunes a estas correntes, as roupas feitas à medida em costureiras e modistas, seguem os ditames da moda e as instruções das freguesas, que querem modelos iguais aos que vêem nas revistas e no cinema.

Em Lisboa, já da década de 30, existem lojas que oferecem as melhores marcas de roupas, vindas mesmo das casas de Paris.

Mas o Estado corporativo português é muito conservador e católico. Por isso a extravagância e ousadia do vestir ficam reservadas às reduzidas classes mais abastadas.

A maioria da população, que é pobre ou se distribui pelas classes médias e média-baixa, adoptam um vestir mais consentâneo com os valores do Estado Novo, discreto, económico e obedecendo aos ditames do decoro.

Na década de 40, em Portugal, o espírito conservador não permite estes modernismos. Apesar do país não ter participado na guerra, sofre também as suas consequências.

Com o passar do tempo e o fim do racionamento também nas ruas de Lisboa e também nas outras cidades do país a simplicidade dos tempos de guerra começa a dar lugar às roupas estilo new look, sempre contidas, no entanto pelo conservadorismo da sociedade e regime portugueses.

Fiéis aos ditames de Paris, nas passarelas portuguesas desfilam modelos que trazem as modas dos grandes criadores ou por eles inspiradas. São esses que as mulheres das classes mais abastadas vestem e são esses que as mais humildes copiam ou fazem copiar pelas suas costureiras.

Assim não é de admirar que pelas ruas das cidades portuguesas, porque aos campos estas tendências modernas não chegam, as mulheres da década de 50 ganham maior elegância e sofisticação. As silhuetas de cintura fina, vestidos de saias amplas e pernas torneadas pelos saltos altos são comuns. Bem como as de elegantes tailleurs justos e cintados, que ficarão conhecidos como silhueta de ampulheta.

Na década de 50, e com a chegada do pronto-a-vestir, em Portugal, no entanto as tradições ainda são o que eram e, por isso, as portuguesas continuam a privilegiar as idas à modista, quando podem, ou fazem elas próprias as suas roupas.

Ao contrário dos ventos revolucionários que sopram pela moda em Londres e Paris em Portugal, as mulheres continuam a optar pela moda”oficial”, a que não choca com as convenções e que traduz a decência e a respeitabilidade.

As saias sobem, descobre-se o joelho mas com contenção, faz-se a apologia da mulher- boneca, de mamas empertigadas e cintura fina, com cabelos muito ripados, em forma de copa redonda, e de expressão delicada e ingénua, acentuada pela maquiagem de batons muito claros e grandes olhos desenhados com risco carregado e longas pestanas postiças.

As saias realmente mini não são bem vistas e mulheres de calças compridas é outra moda que custa a pegar.

Os jeans, ou calças de ganga cuja popularidade começa a crescer a meio da década, não são aceites nem por baixo das batas dos miúdos da escola.

Com o passar dos anos no entanto, a transição para a moda libertadora da mini-saia e dos collants, que põem fim às complicadas lingeries que incluíam meias, cintos de ligas e, muitas vezes, cintas, acaba por vencer já mais no final da década. O mesmo se aplica ao uso das calças compridas e jeans, sobretudo pelas mulheres mais jovens e ousadas. Até o biquíni acaba por conseguir vencer as mentalidades da fechada sociedade portuguesa no final de década de 60.

Mas num país onde a pobreza era muita e profunda, o aumento do poder de compra só consegue tornar as famílias “remediadas”, e o acesso às novas modas é feito à custa de muita poupança ou graças a golpes de sorte, como sorteios e concursos.

Além de que as verdadeiras modernidades das roupas extravagantes e espalhafatosas, não caem bem nem chegam a um Portugal sisudo, fechado sobre si próprio. Por cá apenas se ouve falar dessas tendências mais vanguardistas.

Num país em que os devaneios da moda estavam espartilhados pelos valores da decência impostos por uma sociedade e um regime conservadores, a loja Porfírios foi uma verdadeira “pedrada no charco”.

Inaugurada em Lisboa em 1965, a Porfírios vende roupas para jovens, cujos modelos são decalcados daquilo que é o último grito da moda jovem em Londres e Paris. Finalmente havia em Portugal uma loja onde se encontravam jeans de vários tecidos e feitios, camisas e blusões muito coloridos e estampados, as inevitáveis mini-saias e uma parafernália de acessórios modernos e inovadores, anéis, lenços, cintos, colares, carteiras, bem como isqueiros, pins e posters, que até aí só se encontravam lá por fora.

Além das roupas loucas que vendia, a loja tinha também uma decoração pouco convencional que espantava e atraia a joventude portuguesa, havia duas entradas e no interior, o ambiente era escuro, com as passagens muito estreitas, escadas de caracol, luzes psicadélicas e música anglo-americana a berrar em altifalantes.

Os preços, no entanto, deste pronto-a-vestir “de estilo”, dedicado à juventude, podiam ficar um pouco acima de muitos bolsos portugueses. Por isso, quando havia saldos nos Porfírios, eram dias de loucura e multidões à porta para entrar.

As marcas de jeans de maior sucesso no nosso país são as Lois, Lee e Levi´s e as Staroup.

Tal como os restantes jovens do seu tempo, as gerações portuguesas dos anos 70 também ansiavam pela informalidade do ser e do estar. Mas mais uma vez o país fechado e sisudo que Portugal então era não permitia estas novas modernices e o movimento hippy em Portugal, quer nas roupas quer nos comportamentos, teve apenas uma tímida e contida manifestação.

Com os anos 80 chega também a era da emergência da moda portuguesa, isto é, do aparecimento de estilistas nacionais que lançam criações próprias.

Augustus é um dos estilistas pioneiros em Portugal. Tendo iniciado carreira em Luanda ainda antes do 25 de Abril, abre o seu atelier em Lisboa no final da década de 70. Nos anos 80 torna-se num dos mais distinguidos criadores da moda portuguesa, veste quase todo o jet –set, mas é em 1986 que a sua carreira ganha uma vertente internacional com a apresentação das suas colecções no estrangeiro.

Ana Salazar é outra das pioneiras e uma das mais reconhecidas estilistas portuguesas. Em 1981 lança uma linha de roupa com o seu nome e quatro anos depois abre a sua primeira loja em Paris.

Na mesma altura brilha também no firmamento da moda portuguesa José Carlos, um estilista que é também cabeleireiro e que, além das suas colecções, cria uma escola de manequins, Show-time, lança uma linha de acessórios próprios e veste algumas das estrelas de televisão. Em 1985 Adelaide Ferreira, ao representar Portugal no Eurofestival da Canção, é eleita pela imprensa internacional como a concorrente mais bem vestida, graças ao maravilhoso modelo branco de José Carlos.

Outros nomes começam a aparecer no horizonte da moda portuguesa, entre os quais, José António Tenente, Manuela Tojal, Eduarda Abbondanza e Mário Matos Ribeiro. Todos criadores que vão surgindo nas feiras e outros eventos de moda da década de 80, como o Manobras de Maio, destinados a divulgar os novos talentos e criações. Nestes eventos começa já a desenhar-se a tendência dos estilistas portugueses para os modelos pós-modernos.

Com a abertura do mercado exterior e a integração europeia as grandes marcas de moda começam também a chegar a Portugal. Marcas como a Benetton, a Marie Claire e a Calvin Klein, mas também as etiquetas da alta-costura como a de Yves Saint Laurent.

Aliás, em Paris, os grandes estilistas continuam a sua prolífica actividade criadora e entre os grandes nomes da década destacam-se Yves Saint Laurent, Nina Ricci, Giorgio Armani, Karl Lagarfield e o hiper-luxuoso Gianne Versace.

De entre os portugueses, nesta época só Ana Salazar vai conseguindo penetrar as rijas muralhas da capital da moda.

Em Portugal as raparigas que não usam perneiras optam pelas botas de cano mole e revirado, que usam por fora das calças. Os rapazes usam botas de biqueira afiada ou das mais redondas de couro (que envelhecem com sebo), com cardas nas solas, que fazem um barulho característico no chão e às vezes até na faísca. E nos tempos de frio ninguém dispensa os kispos, anoraks avantajados que ficarão conhecidos pelo nome desta marca, apenas uma das disponíveis.



Os blusões de cabedal e os de ganga também são indispensáveis, enquanto a moda dos ténis de marca atinge o seu auge. Por isso é ver jovens a poupar para comprar os seus Nike, Adidas e Le Coq Sportif, All-star.

O movimento punk nunca chega verdadeiramente a pegar em Portugal, a sociedade portuguesa dos anos 80 é mais liberal mas há sempre um grau de conservadorismo que vai ficando.

É na década de 90 que começam a aparecer os primeiros rastas portugueses. Mais do que uma moda ou estilo, o rasta, criado no âmbito do movimento Rastafari jacaicano, é sobretudo uma forma de vida com uma filosofia própria. Mas não deixa de implicar uma forma de vestir distintiva que começa a ver-se em Portugal no final dos anos 90.

Assim o estilo rasta é caracterizado pelas longas cordas de cabelo, os dreadlocks popularizados pelo compositor cantor jamaicano Bob Marley, e pelo uso de peças de roupas étnicas, feitas à mão como as boinas em croché), favorecendo os padrões da Jamaica e africanos e as cores vermelha, verde e dourada da bandeira etíope, nação que prezam acima de todas as outras.

Em meados da década de 90, surgem em Portugal os primeiros adeptos do estilo gótico. Descendentes dos punk, os góticos adoptam o preto como cor dominante e um visual alternativo, com os cabelos espetados ou despenteados, pintados de preto ou cores fortes. A maquilhagem é preta e carregada à volta dos olhos e os lábios são pretos, roxos ou vermelhos muito escuros.

Os piercings e correntes, que por vezes vão do nariz às orelhas, bem como os acessórios góticos e medievais, cruzes e outros símbolos, pulseiras de pregos, entre outros compõe o conjunto que recorre sobretudo a calças e blusões de cabedal com pregos, taxas, alfinetes e correntes.

As mulheres usam com frequência corpetes e saias compridas com folhos ou longos vestidos negros, colantes e insinuantes, o veludo, rendas e cabedais são os materiais de eleição, sempre com as eternas botas e adereços de metal.

A década de 90 marca a entrada da moda portuguesa nos circuitos internacionais do meio fashion. O vanguardismo dos estilistas nacionais, bem como a qualidade e aparato

dos desfiles de moda portugueses captam as atenções do estrangeiro.

As manobras de Maio, principal evento de divulgação das criações portuguesasbna década de 80, transformam-se na Moda Lisboa dos anos 90. E no Porto, surge a partir de 95 o Portugal Fashion. Ambos se tornam aguardados eventos anuais por onde passam as criações dos melhores estilistas nacionais.

O prestigio dos desfiles portugueses trás às passerelles portuguesas grandes modelos internacionais, como Claudia Schiffer, Elle McPherson, Eva Herzigova e uma reconhecida modelo que virá a encher as páginas de jornais enquanto primeira-dama francesa, Carla Bruni.

É nos anos 90 que pela primeira vez se ouve a designação Top-model, um termo que ficará para o futuro para apontar as modelos mais reconhecidas e solicitadas. Em Portugal Sofia Aparício é a estrela da década.

A veterana Ana Salazar continua a ser a estilista mais reconhecida e a que mais domina as passerelles. Mas os anos 90 trazem a concorrência de respeito de Fátima Lopes cujas criações arrojadas, sensuais e vanguardistas lhe garantem a consagração com melhor estilista no Portugal Fahion de 1995.

No ano seguinte, tal como Ana Salazar, Fátima Lopes abre a sua loja em Paris. Ambas se tornam nas maiores máquinas de divulgação da moda portuguesa. Ao lado das duas estrelas surgem outros estilistas que se juntam aos nomes já consagrados na década anterior. Entre eles estão Nuno Gama, Anabela Baldaque, Maria Gambina ou Luís Buchinho.

Curiosidades
A americana Mary Phelps-Jacobs, em 1914, regista a patente do primeiro soutien de sempre. Sabe-se que já antes havia peças de roupa equivalentes, inclusive de Poiret, mas ela foi a primeira a registar o feito, e, portanto a ficar com os créditos.

Acabou por vender a patente à Warner Brothers por 1550 dólares. Nos 30 anos que se seguiram, este estúdio de cinema irá lucrar 15 milhões de dólares com esta peça de roupa.

Também nos anos 20 a lingerie torna-se mais audaciosa, não apenas pela atitude menos convencional da mulher relativamente ao sexo, mas também porque os novos tecidos permitem o aparecimento de peças extraordinárias, macias, sedosas, com cores atraentes e rendas sedutoras.

Começa nos anos 20 a saga dos gastos avultados da mulher com lingerie.

A partir de 1938 é posta no mercado uma substância chamado nylon, começa a ser usado no fabrico de meias para senhoras.

Em 1946, um ex-engenheiro de automóveis, apresentou na piscina de Molitor, em Paris, uma invenção sua, um fato de banho com duas peças a que deu o nome de uma ilha do Pacífico famosa na época pelos ensaios nucleares ali realizados, Bikini.

Revelando o umbigo, uma parte da anatomia feminina até aí reservada à intimidade, o biquíni (como os portugueses viriam a designá-lo mais tarde) tem o efeito de uma verdadeira explosão atómica. Por isso, serão precisos quase 20 para que possa ser adoptado pela maioria das mulheres.

Conclusão


Depois de ter realizado este trabalho posso dizer que a moda é um fenómeno sem fronteiras e é a primeira manifestação de cultura global. Ela liga-nos ao mundo, a imprensa, a Internet, a televisão, a publicidade, a música o cinema e mais recentemente os jogos de playstation e outros, tem tido uma influencia crucial no fenómeno da moda.

O simples acto de ver montras interfere com aparências individuais e introduz uma profunda mudança nos costumes e na identidade cultural.

Desde o mais remoto tempo que assim aconteceu, com as invasões, as viagens, as migrações traziam costumes, modas, tecidos e outros.

As tribos Celtas e Iberas da antiga Lusitânia lutaram duramente contra uma série de invasores, mas acabaram por sucumbir, primeiro sob os Romanos, depois sob os Muçulmanos. Estes juntamente com influências africanas, deixaram a sua marca no traje e na sociedade. Como resultado disso, o estilo da indumentária portuguesa é semelhante ao de Espanha e Sul da França. As mulheres usam as suas saias curtas e grandes chapéus de feltro com elegância. Não possuem aquela beleza espanhola, mas o seu cabelo abundante e olhos brilhantes dão-lhes um ar de vivacidade.

O extracto social das populações, tal como o clima, e os regimes políticos e a religião condicionaram e influenciaram a moda ao longo dos tempos.

A pintura, o cinema e a dança são também movimentos culturais que influenciaram sobre maneira a moda.

Gostei de fazer este trabalho porque agora entendo mais profundamente este fenómeno.

No final do século XIX havia um só estilo. No início do século e até aos anos 60 do século XX já havia mais tendências. A partir dos anos 70 tudo mudou cada um criou o seu estilo e pela primeira vez os estilistas foram absorvidos e sujeitos à moda que foi criada pela população.

A moda, a ousadia das mulheres e o uso das roupas que mais as favoreçam , irreverência

Na década de 90 aparecem os pearcings e consequentemente as roupas encurtaram para que se visse o umbigo e as costas.

O estilo dread deve-se ao movimento afro-americano mas também o jogo Grand Theft Auto para a Playstation.

A moda é uma forma de arte e uma expressão individual.



Referências:


“A moda” Cristina L. Duarte, Editora Quimera

“Enciclopédia História Do traje”, Albert Racienet
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