Final do século XIX e século XX



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Além disso os vestidos do início da década obrigam ao uso permanente de espartilhos muito justos para garantir a silhueta em “S” (mamas para a frente e rabo para trás).

É precisamente a década de 1910 que marca uma mudança fundamental na moda feminina. O estilista Paul Poiret altera a silhueta da mulher, os seus revolucionários vestidos, estilo tonel, obrigam a cintura a descer (a moda anterior tinha decalcado o estilo directório e subido a cintura dos vestidos para debaixo dos seios) e as saias caem agora a direito, da cintura aos tornozelos, onde apertam.

A Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918) vai obrigar a mudar mais depressa modas e mentalidades. Os homens vão para a guerra, as mulheres têm que os substituir nos campos, nas fábricas e algumas à frente dos negócios, tornando-se mais autónomas.

Os tempos são de contenção, há falta de tudo, até de tecidos. A tendência das saias mais curtas parece vir ao encontro da carência de bens. Uma realidade que vai marcar duas fases distintas ao longo destes dez anos.



Na primeira metade da década de 1910, os trajes são caracterizados pelo luxo dos tecidos, a opulência e as formas elaboradas. Na segunda, as dificuldades da guerra e a nova conjuntura social, obrigam a optar por roupas mais práticas, de linhas direitas, sem adornos, que permitam deitar a mão a qualquer tarefa.

Até na moda dos penteados se constata esta influência. Antes privilegiavam-se os cabelos longos, usados em elaborados penteados por baixo de enormes chapéus. Durante a guerra não há tempo nem dinheiro para os tratar como deve ser. Por isso cortam-se os cabelos por baixo das orelhas que, lisos ou assumindo o seu ondulado natural, se adaptam melhor aos novos chapéus mais pequenos e económicos.

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