Final do século XIX e século XX



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Alguns estilistas regressam. Durante a guerra, cerca de 90 ateliers continuaram abertos em Paris.

A alta-costura fica restrita às mulheres dos comandantes alemães e dos diplomatas em exercício e àquelas que continuam a poder frequentar os salões das grandes casas de Paris, as vedetas francesas e as que enriquecem à custa do mercado negro, a quem a população chama por escárnio as BOF (beurre, oeufs, fromage: manteiga, ovos e queijo). Mulheres com a posição e o dinheiro necessários para lhes ser atribuída uma caderneta especial de racionamento de vestuário, que lhes permite comprar criações de alta-costura por dois ou três mil francos cada vestido.



Com a invasão os soldados alemães esvaziam os armazéns franceses e a potência ocupante ainda requisita a maioria dos produtos necessários ao abastecimento das cidades francesas, sobretudo Paris. À falta de fornecimentos soma-se o racionamento, que limita a quantidade de tecidos que se pode comprar e usar na confecção de roupas. Mesmo assim, a moda francesa sobrevive à guerra. Às restrições impostas, os estilistas e criadores respondem com a inovação, usando produtos e tecidos menos nobres, recorrem às novas fibras e, com o mínimo de material possível, optando por cortes simples e elegantes, apostam na criatividade para iludir a pobreza de meios.

A tendência austera dos tempos de guerra não impede a genialidade de criadores como Cristobál Balenciaga ou Elsa Schiaparelli, que continuam a criar modelos extraordinários.

Há ainda outros estilistas famosos que conseguem continuar a trabalhar na França ocupada, como Jacques Heim, Jeanne Lanvin, Edward Molyneux, Robert Piguet e Lucien Lelong, entre outros. Alguns abrem mesmo novos ateliers em Paris durante a guerra, como Jacques Fath, Nina Ricci e Marcel de Rochas, um dos primeiros a colocar bolsos nas saias.

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