Fibria celulose s. A



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ANEXO II – PARECER DO CONSELHO FISCAL E RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA ESTATUTÁRIO



FIBRIA CELULOSE S.A.

Companhia Aberta
CNPJ/MF nº 60.643.228/0001-21

NIRE 35.300.022.807
Parecer do Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal da FIBRIA CELULOSE S.A. (“Fibria” ou “Companhia”), em conformidade com as atribuições previstas no art. 163 da Lei 6.404/76, em reunião realizada em 29 de janeiro de 2018 na sede da Companhia, examinou as Demonstrações Financeiras: Individual (controladora) e Consolidada (Fibria e suas controladas) e as notas explicativas integrantes das mesmas, o Relatório Anual da Administração e os demais demonstrativos elaborados pela Companhia, relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2017, bem como as propostas neles contidas, inclusive a proposta de orçamento de capital para o exercício social de 2018. Com base nos exames efetuados e considerando-se ainda o parecer dos auditores independentes, BDO RCS Auditores Independentes SS, datado de 29 de janeiro de 2018, apresentado sem ressalvas, bem como as informações e esclarecimentos prestados por representantes da Companhia no decorrer do exercício, os membros do Conselho Fiscal abaixo assinados concluíram por unanimidade, em consonância com o disposto no art. 163 da Lei 6.404/76, opinar favoravelmente quanto ao encaminhamento dos referidos documentos e propostas para aprovação da Assembleia Geral Ordinária do exercício de 2018.

São Paulo, 29 de janeiro de 2018.

Maurício Aquino Halewicz

Presidente do Conselho

Gilsomar Maia Sebastião

Conselheiro

Domenica Eisenstein Noronha

Conselheira




FIBRIA CELULOSE S.A.

CNPJ/MF nº 60.643.228/0001-21

NIRE 35.300.022.807
Relatório do Comitê de Auditoria Estatutário
Os membros do Comitê de Auditoria Estatutário da Fibria Celulose S.A., no exercício de suas atribuições e responsabilidades legais, conforme previsto no Regimento Interno do próprio comitê, procederam à análise das demonstrações financeiras, acompanhadas do relatório dos auditores independentes e do relatório anual da administração relativo ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017 (“Demonstrações Financeiras Anuais de 2017”). Tomando em conta as informações prestadas pela administração da Companhia e pela BDO RCS Auditores Independentes S/S, bem como a proposta de destinação do resultado do exercício de 2017, considerando que este reflete adequadamente, em todos os aspectos relevantes, as posições patrimonial e financeira da Companhia e de suas controladas, e recomendam, por unanimidade, a aprovação dos documentos pelo Conselho de Administração da Companhia e o seu encaminhamento à Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, nos termos da Lei das Sociedades por Ações.

São Paulo, 29 de janeiro de 2018.

Júlio Sergio de Souza Cardozo

Coordenador do Comitê

José Écio Pereira da Costa Junior

Membro e Especialista Financeiro

Maria Paula Soares Aranha

Membro


ANEXO III – COMENTÁRIOS DOS DIRETORES (Item 10 da Instrução CVM 480/2009)



10.1 - Condições financeiras e patrimoniais gerais
a. Condições financeiras e patrimoniais gerais
A seguir são apresentados os comentários da Diretoria da Companhia correspondentes à análise da condição financeira e patrimonial da Companhia, que contemplam um panorama sobre o desempenho do mercado global para cada um dos exercícios encerrados em 2017, 2016 e 2015 e seus impactos nos resultados da Companhia, bem como uma análise sobre o desempenho da gestão de capital da Companhia e as ações endereçadas nessa gestão ao longo desses exercícios.
Exercício social de 2017
Em 2017, a produção de celulose totalizou 5.642 mil toneladas, um aumento de 12% comparativamente ao ano anterior, em função, principalmente, da entrada em operação da nova linha de produção de celulose em Três Lagoas (Projeto Horizonte 2), cuja produção em 2017 foi de 559 mil toneladas.
O volume de vendas totalizou 6.212 mil toneladas, um aumento de 13% em relação ao ano anterior, justificado, principalmente, pelo início das operações do Projeto Horizonte 2, cujas vendas foram direcionadas substancialmente para o mercado asiático e, pelo efeito de 12 meses do contrato com a Klabin em comparação a 8 meses de 2016 (o início das aquisições de celulose da Klabin pela Fibria se deu em maio de 2016), representando um aumento de 331 mil toneladas em 2017 comparado com 2016. Os estoques encerraram o ano com 48 dias, apenas um dia superior a 2016.
O custo caixa de produção foi R$ 637/tonelada em 2017, 6% inferior a 2016, principalmente pelo menor impacto das paradas programadas para manutenção, maior diluição dos custos fixos como resultado do efeito da entrada em operação de Horizonte 2, o qual também impactou em maior resultado de utilidades (venda de energia).
O resultado financeiro totalizou uma despesa líquida de R$ 783 milhões, comparado à uma receita líquida de R$ 1,6 bilhão em 2016. Essa variação deveu-se, principalmente, ao efeito da variação cambial na parcela do endividamento da companhia atrelada ao dólar (que no período teve uma valorização de 1,5% frente ao real) e um menor resultado positivo da marcação a mercado dos instrumentos financeiros derivativos em 2017 quando comparado com 2016, que foi compensado parcialmente pelo aumento nas despesas de juros dos empréstimos e financiamentos.
Encerramos o ano com uma dívida bruta de R$ 19.299 milhões, como resultado das captações de longo prazo e baixo custo realizadas durante o ano, através das duas emissões de títulos de dívida no mercado internacional (Bonds), em janeiro e novembro de 2017 (Fibria 2027 e Fibria 2025, respectivamente), da distribuição pública de certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs), das liberações de recursos dos contratos com o BNDES e Finnvera e do contrato de pré-pagamento de exportação. A dívida líquida encerrou o ano em R$ 12.331 milhões, o índice de alavancagem medido pela dívida líquida/EBITDA ajustado, em dólares, reduziu de 3,30x para 2,41x e o prazo médio de vencimento das dívidas ficou em 60 meses. A Companhia manteve o Grau de Investimento pelas agências Standard & Poor’s e Fitch ao longo de todo o ciclo de investimento no projeto Horizonte 2, fruto de sua disciplina financeira na gestão da alavancagem, chegando ao final de 2017 com uma sólida posição financeira e com rating BBB-/Estável na S&P e BBB-/Positiva na Fitch.
Como resultado, a Companhia apurou um lucro líquido de R$ 1.092 milhões em 2017, comparado a R$ 1.664 milhões em 2016. O estatuto da Companhia garante um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado, após a constituição da reserva legal e por essa razão, a Administração da Companhia propôs a distribuição de R$ 258 milhões como dividendo mínimo obrigatório, a qual foi submetida à aprovação na Assembleia Geral Ordinária em abril de 2018.
Exercício social de 2016
O volume de vendas de 2016 apresentou um melhor desempenho comparado ao volume de 2015. Esse crescimento, aliado ao cenário de preços depreciados e uma perspectiva de curto prazo mais balanceada do que o previsto, no que diz respeito à entrada de novas capacidades, permitiu à Companhia anunciar três aumentos de preços para a China e um para Europa e América do Norte. Destaca-se também o avanço físico geral do Projeto Horizonte 2, que atingiu 77% em dezembro, acima do previsto.
Em 2016, a produção de celulose totalizou 5.021 mil toneladas, 3% inferior em relação a 2015, em função do retrofit na caldeira de recuperação da fábrica C da Unidade Aracruz e da curva mais lenta para a estabilização após a parada, em linha com o ciclo de adequação das caldeiras ao prazo de 15 meses. Esta curva de aprendizado foi concluída em 2016. O volume de vendas totalizou 5.504 mil toneladas em 2016, 8% superior ao volume de 2016, principalmente pelo efeito do contrato com a Klabin e aumento da demanda. As vendas relativas ao contrato com a Klabin totalizaram 478 mil toneladas. Os estoques de celulose encerraram o ano em 47 dias, 5 dias a menos que em 2015.
O custo caixa de produção de celulose em 2016 foi de R$ 680/tonelada, 10% superior a 2015, principalmente em função de maior impacto das paradas programadas para manutenção, maior custo com transporte de madeira em função do raio médio e menor resultado de utilidades (menor preço de energia), entre outros fatores menores. Ao convertermos o custo caixa para dólar, verifica-se um aumento de 5% (2016: US$ 195/tonelada | 2015: US$ 185/tonelada).
Em 2016, tivemos um resultado financeiro líquido positivo de R$ 1,6 bilhões, comparado a um resultado financeiro líquido negativo de R$ 3,7 bilhões em 2015, principalmente em função do impacto positivo da variação cambial sobre as dívidas denominadas em dólar norte-americano e pelo efeito positivo no resultado de instrumentos financeiros derivativos. A desvalorização de 16,5% do dólar norte-americano frente ao Real colaborou para esse impacto, o qual foi parcialmente compensado pelo aumento nas despesas financeiras.
A Companhia encerrou o ano de 2016 com um endividamento bruto de R$ 16.153 milhões, correspondente a US$ 5 bilhões, resultado das captações de recursos financeiros de longo prazo, a baixo custo, para o Projeto Horizonte 2, além de captações obtidas com a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) para reforço da sua já robusta posição de caixa. A dívida líquida ao final de 2016 foi de R$ 11.435 milhões (US$ 3,5 bilhões), o índice de alavancagem financeira (dívida líquida/EBITDA Ajustado) em dólar foi 3,30x e o prazo médio da dívida total foi de 51 meses. Embora 2016 tenha sido marcado por incertezas mercadológicas e por um ciclo de investimento mais robusto, a Fibria manteve o Grau de Investimento pelas agências Standard & Poor’s, com perspectiva negativa e Fitch, com perspectiva estável, atestando a qualidade do seu risco de crédito.
Como resultado, a Companhia apurou um lucro líquido de R$ 1.664 milhões em 2016, comparado a R$ 357 milhões em 2015. O estatuto da Companhia garante um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado, após a constituição da reserva legal e por essa razão, a Administração da Companhia propôs a distribuição de R$ 393 milhões como dividendo mínimo obrigatório, a ser submetida à aprovação na Assembleia Geral Ordinária em abril de 2017.
Exercício social de 2015
O mercado de celulose, em 2015, superou as expectativas dos agentes, caracterizado por crescimento de demanda acima do esperado e por interrupções de produção não previstas. Esse cenário contribuiu para que as novas ofertas fossem absorvidas pelo mercado, para a implantação de sucessivos aumentos de preço e manutenção de estoques em níveis equilibrados.
Apesar da volatilidade observada principalmente na Ásia, que impactou o PIX/FOEX BHKP e que levou a Fibria a reduzir sua exposição na região, o nível de estoques de fibra curta reportado pelo PPPC (39 dias em dezembro), o crescimento de 7% nas vendas globais de celulose de eucalipto e a limitação da oferta provocada por paradas não programadas de produtores de fibra curta ainda suportam fundamentos positivos de mercado. Em 2015, o fluxo de caixa livre recorrente da Companhia atingiu R$ 2,9 bilhões e o EBITDA R$ 5.337 milhões, 91% maior que o registrado em 2014.
Em março de 2013, a Standard & Poor’s (“S&P”) elevou o rating da Fibria de 'BB/Positivo' para 'BB+' com perspectiva estável. Em setembro de 2013, a Moody’s revisou a perspectiva de estável para positiva. Em fevereiro de 2014, a Fitch elevou o rating da Fibria para ‘BBB-‘, com perspectiva estável, atingindo o status de grau de investimento por essa agência. Em março de 2014 a S&P revisou a perspectiva do rating de crédito da Companhia de estável para positiva. Em abril de 2015, a S&P elevou o rating da Companhia para BBB-, com perspectiva estável e em novembro de 2015, a Moody’s elevou seu rating de Baa3 com perspectiva estável, o que lhe dá o status de uma empresa com Grau de Investimento pelas três agências de rating. S&P, Fitch e Moody’s reafirmaram seus ratings BBB- / classificação estável e Baa3 / estável, respectivamente, para a Fibria. Muito embora (i) a S&P e Fitch tenham rebaixado o rating soberano do Brasil de BBB- para BB +, em setembro de 2015 e dezembro de 2015, respectivamente, (ii) em dezembro de 2015 o rating soberano Baa3 do Brasil atribuído pela Moody’s tenha sido colocado em perspectiva de possível rebaixamento, (iii) em fevereiro de 2016, a S&P tenha rebaixado novamente o rating soberano do Brasil de BB+ para BB com perspectiva negativa, e (iv) também em fevereiro de 2016 a Moody’s tenha rebaixado o rating soberano do país para Ba2, o rating da Fibria foi reafirmado em fevereiro de 2016, pela S&P e Fitch em suas classificações de BBB- /estável e Baa3 /estável, enquanto que a Moody’s rebaixou a classificação de riscos da Companhia para Ba1 com perspectiva negativa.
Conforme divulgado pela Companhia na nota explicativa 16 de suas Demonstrações Financeiras Consolidadas de 31 de dezembro de 2015, em 28 de dezembro de 2015, a Fibria comunicou a seus acionistas e ao mercado em geral que celebrou instrumentos particulares de compra e venda de imóveis com uma de suas acionistas controladoras, Votorantim Industrial S.A. (“Votorantim”), antiga denominação da Votorantim S.A., por meio dos quais (i) a Companhia obrigou-se a vender e a transferir e a Votorantim obrigou-se a comprar e a adquirir imóveis rurais de propriedade da Companhia, totalizando 5.042 hectares, pelo valor de R$ 172 milhões, e (ii) a Votorantim obrigou-se a vender e a transferir e a Companhia obrigou-se a comprar e a adquirir os imóveis rurais de propriedade da Votorantim, totalizando 33.994 hectares, pelo valor de R$ 452 milhões. A Companhia esclareceu que os valores de compra e de venda dos imóveis foram negociados entre as partes com base em avaliações independentes. A operação está alinhada ao objetivo da Fibria de otimizar sua base de ativos de forma a garantir e ampliar a competitividade estrutural de suas atividades florestais.
Em 2015, a produção de celulose da Companhia foi de 5.185 mil toneladas, 2% inferior a 2014, em função em grande parte do menor impacto das paradas programadas para manutenção, as quais foram realizadas, pela primeira vez, após 15 meses de operação, enquanto nos anos anteriores eram realizadas a cada 12 meses. O volume de vendas totalizou 5.118 mil toneladas, 3,5% menor que 2014. Apesar da performance positiva durante a maior parte de 2015, o que permitiu a imposição de três sucessivos aumentos de preço durante o ano, as vendas no último trimestre foram afetadas pela pressão sobre os preços imposta pela China, o que levou a Companhia a reduzir a exposição na Ásia abaixo da média histórica. Os estoques de celulose encerraram o ano em 52 dias, 4 dias a mais que em 2014.
O custo caixa de produção em 2015 foi de R$ 618/t, 19% superior a 2014, em função, majoritariamente, de maiores custos com madeira (R$ 35/t), como resultado principalmente do maior custo logístico (maior raio médio e maior participação de madeira de terceiros), e do efeito câmbio (R$ 28/t). Outros fatores que tiveram impacto no aumento do custo caixa de produção foram o maior impacto das paradas programadas para manutenção e o menor resultado de utilidades. Em dólar norte-americano, a mesma comparação representou uma queda de 16%.
O resultado financeiro totalizou uma despesa líquida de R$ 3,7 bilhões, comparada a uma despesa líquida de R$ 1,6 bilhão em 2014, principalmente pelo efeito da variação cambial na parcela do endividamento da Companhia atrelada ao dólar norte-americano (que no período teve apreciação de 47% frente ao real) que, por sua natureza exportadora, mantém grande parte da sua dívida denominada na moeda norte-americana. Contribuiu ainda para esse resultado o pior resultado de hedge, compensado parcialmente por itens do ativo atrelados ao dólar norte-americano, que geraram uma receita no mesmo período.
Em 2015, o EBITDA ajustado da Fibria foi de R$ 5,3 bilhões (margem de 53%), 91% superior ao registrado no ano anterior. A apreciação do dólar norte-americano frente ao real e o maior preço médio líquido em dólar norte-americano da celulose foram os principais fatores que influenciaram esse desempenho, recorde para o período, parcialmente compensado pelo aumento no CPV Caixa e queda no volume de vendas.
A dívida bruta da Companhia encerrou 2015 em R$ 12.744 milhões, correspondente a US$ 3.264 milhões, que representa um aumento de 4% em dólar norte-americano quando comparado ao saldo de 2014, como resultado das captações ocorridas no período para a execução do Projeto Horizonte 2 (projeto que contempla a ampliação da unidade de Três Lagoas, mediante a construção de uma nova linha de produção de celulose). A Fibria fechou o ano com dívida líquida de R$ 11.015 milhões e um indicador dívida líquida/EBITDA em dólar norte-americano em 1,78x e prazo médio total de dívida de 51 meses.
Como resultado, a Companhia apurou um lucro líquido de R$ 357 milhões em 2015, comparado à R$ 163 milhões em 2014. O estatuto da Companhia garante um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado, após a constituição da reserva legal. Entretanto, em 17 de dezembro de 2015, o Conselho de Administração da Companhia aprovou a proposta de distribuição de dividendos no montante de R$ 300 milhões, sendo R$ 81 milhões a título de dividendo obrigatório e R$ 219 milhões a título de dividendo adicional. Os dividendos propostos foram submetidos e aprovados na Assembleia Geral Ordinária em abril de 2016, cujo pagamento foi realizado no dia 6 de maio de 2016.
Gestão de Capital
A Administração da Companhia monitora o endividamento com base no índice de alavancagem financeira consolidado (dívida líquida dividida pelo lucro antes dos juros, impostos sobre renda incluindo contribuição social sobre o lucro líquido, depreciação e amortização e outros itens, incluindo o ajuste não caixa do valor justo do ativo biológico – “LAJIDA ajustado”). A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos, subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários e o valor justo dos instrumentos financeiros derivativos.
Em 6 de maio de 2011, o Conselho de Administração aprovou a nova política de gestão do endividamento e liquidez da Companhia, que tem como objetivo estabelecer diretrizes para a gestão de endividamento financeiro e liquidez visando a retomada e manutenção do grau de investimento, segundo a classificação das três principais agências de risco, S&P, Moodys e Fitch. Esta classificação possibilita à Companhia diversificar suas fontes de financiamento, acesso permanente a mercados de dívida, redução do custo do endividamento e também a criação de valor para os acionistas. A política é parte dos controles internos e da governança corporativa da Companhia e complementa a “Política de Gestão de Riscos de Mercado”. A área de Governança, Riscos e Compliance possui a prerrogativa de controlar e reportar, de forma independente da Tesouraria, o enquadramento dos indicadores descritos.
A política prevê a relação dívida líquida sobre índice LAJIDA ajustado (EBITDA) dentro do intervalo de 2,0x e 2,5x, podendo, em determinado momento do ciclo de investimento, atingir temporariamente o nível máximo de 3,5x. As decisões estratégicas e de gestão da Companhia não deverão implicar que esta relação exceda 3,5x. Essa relação deve ser calculada com base no último dia de cada trimestre com a divisão da dívida líquida do fechamento do trimestre pelo índice acumulado dos últimos quatro trimestres. Caso os indicadores da política se desenquadrem dos limites estabelecidos, devido ao impacto de fatores exógenos, todos os esforços deverão ser feitos para que os mesmos sejam reenquadrados.
A Companhia deverá manter um saldo mínimo de caixa, equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários, de modo a evitar que a ocorrência de descasamento em seu fluxo de caixa afete sua capacidade de pagamento. Esse saldo mínimo de caixa é definido pela soma do: (i) saldo de caixa mínimo operacional, que reflete o ciclo de conversão operacional de caixa; e (ii) saldo mínimo para cobertura do serviço da dívida, que inclui juros e principal de curto prazo. Adicionalmente, a Administração poderá buscar reforço de caixa, incluindo linhas compromissadas, para atender às métricas de caixa mínimo das agências de rating. O monitoramento da liquidez será feito principalmente pela projeção de fluxo de caixa de 12 meses. A projeção de fluxo de caixa irá considerar testes de stress em fatores riscos exógenos de mercado, como taxa de câmbio, taxa de juros e preço de celulose, além dos fatores endógenos.
A gestão de endividamento financeiro e liquidez deverá ainda considerar os covenants financeiros contratuais, contemplando uma margem de segurança para que os mesmos não sejam excedidos.
A Administração prioriza captações na mesma moeda da sua principal fonte de geração de caixa, buscando dessa forma um hedge natural para o seu fluxo de caixa. Todas as captações deverão estar suportadas por cotações e aprovadas pelas políticas e procedimentos vigentes.
A Tesouraria da Companhia é responsável pela elaboração do plano de contingência que contemple as ações necessárias para solucionar eventual ocorrência desta natureza. Este plano deverá ser submetido ao Comitê de Finanças e devidamente acompanhado pelas instâncias envolvidas.
Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015 eram os seguintes:


(R$ milhões)

2017

2016

2015

Dívida Líquida

12.331

11.435

11.015

EBITDA Ajustado

4.952

3.742

5.337

Dívida Líquida / EBITDA Ajustado

2,49

3,06

2,06

O índice de alavancagem reduziu de 3,06 em 2016 para 2,49 em 2017, principalmente, em virtude do aumento do EBITDA Ajustado no período, impactado, essencialmente, pelo aumento da receita líquida de 2017 comparada à de 2016 em função do aumento no volume vendido e pelo aumento do preço médio líquido em dólar, compensado parcialmente pela queda no câmbio médio de 2017 em comparação a 2016.


A partir de junho de 2012, para fins de análise dos covenants financeiros, incluindo o índice de alavancagem financeira, a moeda de mensuração passou a ser o dólar norte-americano, conforme detalhado na Nota 23 das demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012. Tendo em vista que os índices usados acima para o exercício social findo em 31 de dezembro de 2017 foram mensurados em reais, há diferença entre esse índice e o índice mensurado para fins de análise dos covenants e de alavancagem financeira seguindo as novas premissas adotadas.
Em outubro de 2016, a Companhia concluiu a renegociação dos covenants financeiros requeridos. A renegociação resultou nas seguintes mudanças: o índice mínimo de cobertura do serviço da dívida está suspenso desde o segundo trimestre de 2017 até o final de 2018; o índice máximo de endividamento (dívida líquida sobre LAJIDA ajustado, em dólar norte-americano) aumentou para 7x a partir do segundo trimestre de 2017 até o final de 2017; o índice máximo de endividamento (dívida líquida sobre LAJIDA ajustado, em dólar norte-americano) aumentou para 6x em 2018.
Nenhuma taxa ou comissão foram pagas para esta renegociação.
b. Estrutura de capital
O patrimônio líquido da Companhia, em 31 de dezembro de 2017, era de R$ 14.650 milhões, o que significa um aumento de 6%, ou R$ 832 milhões, em relação ao patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2016, principalmente em função do lucro líquido apurado no exercício encerrado em 2017, no valor consolidado de R$ 1.093 milhões.
O patrimônio líquido da Companhia, em 31 de dezembro de 2016, era de R$ 13.818 milhões, o que significa um aumento de 8%, ou R$ 1.002 milhões, em relação ao patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2015, principalmente em função: (i) da distribuição dos dividendos adicionais propostos em 2015, no valor de R$ 219 milhões e pagos em 6 de maio de 2016, os quais foram aprovados na Assembleia Geral Ordinária de 27 de abril de 2016, (ii) do lucro líquido apurado no exercício encerrado em 2016, no valor consolidado de R$ 1.664 milhões.
Em 31 de dezembro de 2017, o saldo da dívida bruta da Companhia totalizava R$ 19.299 milhões (em comparação ao saldo da dívida bruta de R$ 16.153 milhões em 31 de dezembro de 2016 e de R$ 12.744 milhões em 31 de dezembro de 2015), e a posição de caixa e títulos e valores mobiliários, líquido dos derivativos, era de R$ 6.968 milhões (em comparação com a posição de R$ 4.717 milhões em 31 de dezembro de 2016 e de R$ 1.730 milhões em 31 de dezembro de 2015). Como resultado, a dívida líquida, em 31 de dezembro de 2017, correspondia a R$ 12.331 milhões (em comparação à dívida líquida de R$ 11.435 milhões em 31 de dezembro de 2016 e de R$ 11.015 milhões em 31 de dezembro de 2015). No exercício social findo em 31 de dezembro de 2017, a geração de caixa medida pelo EBITDA ajustado (sigla em inglês para earnings before interest, taxes, depreciation and amortization, ou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, conforme definido na seção 3.2) somou R$ 4.952 milhões (em comparação ao EBITDA ajustado de R$ 3.742 milhões em 2016 e R$ 5.337 milhões em 2015), o que se traduz em um nível de endividamento Dívida Líquida/EBITDA ajustado de 2,49x (em comparação ao nível de endividamento de 3,06x em 2016 e 2,06x em 2015).
O índice de alavancagem reduziu de 3,06 em 2016 para 2,49 em 2017, principalmente, em virtude do aumento do EBITDA Ajustado no período, impactado, essencialmente, pelo aumento da receita líquida de 2017comparada à de 2016 em função do aumento no volume vendido e pelo aumento do preço médio líquido em dólar, compensado parcialmente pela queda no câmbio médio de 2017 em comparação a 2016.
A relação entre capital de terceiros (passivo circulante + passivo não circulante) e capitalização total (capital de terceiros + capital próprio, representado pelo patrimônio líquido) em dezembro de 2017 era de 0,62:1 comparado a 0,60:1 e 0,56:1 em 2016 e 2015, respectivamente.
c. Capacidade de pagamento em relação aos compromissos financeiros assumidos
Os Diretores da Fibria acreditam que o fluxo de caixa operacional, somado às disponibilidades, são suficientes para atender aos compromissos financeiros contratados. Com relação aos compromissos financeiros por empréstimos e financiamentos a serem cumpridos no exercício de 2018, que correspondiam a um valor de R$ 1.693 milhões, a dívida será servida, em grande parte, pelas disponibilidades da Companhia, que, em 31 de dezembro de 2017, eram de R$ 6.833 milhões, correspondentes ao caixa e equivalentes de caixa somados aos investimentos em títulos e valores mobiliários de curto prazo, desconsiderando o valor justo dos derivativos, bem como pelo refinanciamento de algumas dívidas, que podem ser liquidadas antecipadamente ou substituídas por outras com prazos e custos mais atrativos.
Nos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2015, 2016 e 2017, a Companhia cumpriu integralmente seus compromissos financeiros.
Adicionalmente, a Companhia tem como alternativa, para sustentar projetos de expansão e aquisições, a obtenção de linhas de financiamentos de longo prazo. Considerando o cenário atual de mercado, os Diretores da Companhia acreditam que estas linhas de financiamento continuarão disponíveis.
As agências de rating Moody’s, Standard and Poors e Fitch Ratings atribuem as seguintes classificações de risco para a Fibria:


Agência

Rating

Perspectiva

Data

Standard &Poor's

BBB-

Estável

Novembro 17

Fitch Ratings

BBB-

Positivo

Dezembro 17

Moody's

Ba1

Negativa

Junho 17


Plano de Gestão de Endividamento
Para maiores detalhes sobre o Plano de Gestão de Endividamento da Companhia, veja o item 10.1(f) abaixo.
d. Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes utilizadas
A Companhia financia o seu capital de giro, quando necessário, por meio de operações de crédito à exportação nas modalidades de ACCs (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio)/ACEs (Adiantamento sobre Cambiais Entregues) e por meio de operações de forfaiting e descontos de carta de crédito, quando oportuno.
As linhas de crédito à exportação nas modalidades de ACCs/ACEs consistem em financiamentos disponibilizados a custos bastante competitivos para empresas exportadoras. As operações de forfaiting representam o desconto de recebíveis de clientes, onde substancialmente todos os riscos e benefícios associados aos ativos foram transferidos para a contraparte.
Os investimentos mais relevantes em ativos não circulantes de 2017 consistiram (i) na construção da nova fábrica em Três Lagoas (MS), relativo ao Projeto Horizonte 2, (ii) no plantio de florestas e, (iii) na manutenção das unidades produtivas da Companhia, essenciais para a continuidade dos seus negócios. Os referidos investimentos têm sido financiados por fluxo de caixa próprio e através de linhas de crédito bancárias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de longo prazo e de outros financiamentos através de parceiros financeiros locais e estrangeiros, como por exemplo no caso dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), Agência de crédito de exportação da Finlândia (Finnvera) e Export Credit Agencies (ECAs), para o Projeto Horizonte 2.
As linhas de crédito contratadas pela Companhia oferecem condições competitivas, incluindo prazos de pagamentos de principal e juros compatíveis com as atividades e negócios da Companhia, sem comprometer sua capacidade de cumprimento dos compromissos assumidos em tais contratações.
e. Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez
A Diretoria acredita que a geração interna de caixa da Companhia, juntamente com os instrumentos mencionados no item 10.1.d, será suficiente para equacionar satisfatoriamente seus compromissos. Se houver eventuais descasamentos das disponibilidades com os montantes vencendo no curto prazo, a Companhia poderá utilizar as linhas de crédito (revolver) já contratadas ou contratar novas linhas de crédito com instituições financeiras, tanto para linhas de capital de giro quanto para investimentos de manutenção, sendo essas linhas de crédito tratadas caso a caso.

f. Níveis de endividamento e as características de tais dívidas, descrevendo ainda (i) contratos de empréstimo e financiamento relevantes; (ii) outras relações de longo prazo com instituições financeiras; (iii) grau de subordinação entre as dívidas; e (iv) eventuais restrições impostas à companhia em relação a limites de endividamento e contratação de novas dívidas, à distribuição de dividendos, à alienação de controle societário
Níveis de Endividamento
Em 31 de dezembro de 2017
Em 31 de dezembro de 2017, o saldo da dívida bruta da Fibria era de R$ 19.299 milhões, sendo que R$ 1.693 milhões representavam dívidas de curto prazo e R$ 17.606 milhões correspondiam a dívidas de longo prazo. Do total da dívida bruta, 59% estavam indexados em moeda estrangeira considerando os swaps.
A posição de caixa da Fibria, considerando caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários e marcação a mercado da posição dos derivativos circulante e não circulante, em 31 de dezembro de 2017, era de R$ 6.968 milhões (em comparação a R$ 4.717 milhões em 31 de dezembro de 2016). Como resultado, a dívida líquida, em 31 de dezembro de 2017, correspondia a R$ 12.331 milhões (R$11.435 milhões em 31 de dezembro de 2016).
Em 31 de dezembro de 2017, o custo médio total3 da dívida da Fibria medido em dólar foi de 3,4% a.a., composto pelo custo médio da dívida em moeda nacional de 8,2% a.a. e o custo em moeda estrangeira, levando-se em consideração a curva forward da Libor, foi de 4,5% a.a.
As principais operações que a Companhia realizou em 2017 foram as seguintes:
No dia 11 de janeiro de 2017, a Companhia, através de sua subsidiária Fibria Overseas Finance Ltd., concluiu a emissão no mercado internacional de títulos de dívida, o “Green Bond Fibria 2027”, com vencimento para 2027, com taxa de juros fixa de 5,5% a.a., com pagamento semestral, e montante de US$ 700 milhões (equivalentes a R$ 2.247.000). Os recursos foram liberados no dia 17 de janeiro de 2017 e serão utilizados para investimentos em projetos com benefícios ambientais que contribuem para o alcance das metas de longo prazo de sustentabilidade da Companhia. Esta operação está garantida integralmente pela Companhia.
Em janeiro de 2017, houve liberação no montante de R$ 98.504 do total contratado de R$ 831.478 junto ao Banco do Brasil, por meio de sua subsidiária Fibria-MS (incorporada pela Companhia, conforme Nota 1(d)), com taxa de juros de 8,0% a.a., pagamento de principal e juros mensais com início em junho de 2019 e vencimento final em dezembro de 2027. O saldo remanescente de R$ 309.353, deverá ser liberado durante o exercício de 2018.
Em setembro de 2017, a Companhia concluiu a distribuição pública de 941 certificados de recebíveis do agronegócio emitidos pela RB Capital Companhia de Securitização, no montante total de R$ 941 milhões, divididos em duas tranches, sendo a primeira de R$ 757 milhões, com vencimento final de principal em 2022, pagamento de juros semestrais e custo de 97% do CDI e a segunda de R$ 184 milhões, com vencimento final de principal em 2023, pagamento de juros anuais e custo de IPCA + 4,5055% a.a. O recurso foi recebido pela Companhia em 22 de setembro de 2017.
No dia 9 de novembro de 2017, a Companhia, através de sua subsidiária Fibria Overseas Finance Ltd., concluiu a emissão no mercado internacional de títulos de dívida, o “Bond Fibria 2025”, com vencimento para janeiro de 2025, com taxa de juros fixa de 4% a.a., com pagamento semestral, e montante de US$ 600 milhões (equivalentes a R$ 1.970.040). Os recursos foram liberados no dia 14 de novembro de 2017 e serão utilizados para o pagamento antecipado de dívidas da Companhia, que busca melhorar ainda mais a distribuição da amortização de sua dívida ao longo dos anos e alongar seu prazo médio. Esta operação está garantida integralmente pela Companhia.
Em dezembro de 2017, a Companhia, através de sua controlada Fibria International Trade GmbH celebrou um contrato de pré-pagamento de exportação no montante de US$ 700 milhões (equivalentes naquela data a R$ 2.322.740), com pagamento de juros trimestrais de 1,15% ao ano acrescida da LIBOR 3M, condicionada ao atual rating da Companhia, com vencimento em até cinco anos.
Em 2017, foi liberado o montante de US$ 70 milhões (equivalentes a R$ 231.706) do contrato assinado em maio de 2016 pela subsidiária Fibria-MS (incorporada pela Companhia, conforme Nota 1(d)), referentes ao financiamento à importação de equipamentos destinados às instalações da segunda linha de produção de celulose em Três Lagoas (Projeto Horizonte 2), com vencimentos até dezembro de 2025 e taxas de juros indexada à LIBOR semestral + 1,03% a.a. e LIBOR semestral + 1,08% a.a.
Em 2017, houve liberação de recursos do BNDES para Controladora no montante total de R$ 301.271, com prazo de amortização no período de 2017 a 2024, sujeito a juros variando entre TJLP mais 1,86% a.a. a 2,56% a.a. e Selic mais 2,44% a.a. a 2,80% a.a. Os recursos foram destinados a projetos das áreas industrial, florestal e inovação tecnológica.
Em 2017, houve liberação no montante de R$ 523.069 do total contratado de R$ 2.347.524 junto ao BNDES, por meio de sua subsidiária Fibria-MS (incorporada pela Companhia), com vencimento até 2026 e juros de TJLP mais 2,26% a.a. e Selic mais 2,66% a.a. O saldo remanescente será liberado conforme cumpridas as condições de liberações em função das necessidades para a liquidação dos compromissos relacionados ao Projeto Horizonte 2.
Recompras:
Em 2017, a Companhia liquidou antecipadamente, o montante de US$ 1,487 bilhões (equivalentes a R$ 4.899.831) referente ao saldo de contratos de pré-pagamento. Essa liquidação é parte da estratégia da Companhia melhorar seu cronograma de amortização da dívida e alongar o seu prazo médio.
Níveis de Endividamento
Em 31 de dezembro de 2016
Em 31 de dezembro de 2016, o saldo da dívida bruta da Fibria era de R$ 16.153 milhões, sendo que R$ 1.138 milhões representavam dívidas de curto prazo e R$ 15.014 milhões correspondiam a dívidas de longo prazo. Do total da dívida bruta, 63% estavam indexados em moeda estrangeira considerando os swaps.
A posição de caixa da Fibria, considerando caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários e marcação a mercado da posição dos derivativos circulante e não circulante, em 31 de dezembro de 2016, era de R$ 4.717 milhões (em comparação a R$ 1.730 milhões em 31 de dezembro de 2015). Como resultado, a dívida líquida, em 31 de dezembro de 2016, correspondia a R$ 11.435 milhões (R$11.014 milhões em 31 de dezembro de 2015).
Em 31 de dezembro de 2016, o custo médio total4 da dívida da Fibria medido em dólar foi de 3,6% a.a., composto pelo custo médio da dívida em moeda nacional de 10,5% a.a. e o custo em moeda estrangeira, levando-se em consideração a curva forward da Libor, foi de 3,8% a.a.
As principais operações que a Companhia realizou em 2016 foram as seguintes:
Em 2016, a Companhia concluiu quatro operações de distribuição pública de certificados de recebíveis do agronegócio emitidos pela Eco Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio S.A., lastreadas em notas de crédito à exportação emitidas pela Companhia.
A primeira operação no montante total de R$ 1.350 milhões, dividido em duas tranches, sendo a primeira tranche de R$ 880 milhões, com vencimento de principal em 2020, pagamento de juros semestrais e custo de 97% do CDI e a segunda tranche de R$ 470 milhões, com vencimento de principal em 2023, pagamento de juros anuais e custo de IPCA + 5,9844% a.a. O recurso foi recebido pela Companhia em 23 de junho de 2016.
A segunda operação no montante total de R$ 374 milhões com vencimento de principal em 2023, pagamento de juros anuais e custo de IPCA + 5,9844% a.a. O recurso foi recebido pela Companhia em 15 de agosto de 2016.
A terceira operação no montante total de R$ 326 milhões com vencimento de principal em 2020, pagamento de juros semestral e custo de 97% do CDI. O recurso foi recebido em 31 de agosto de 2016.
A quarta operação no montante total de R$ 1.250 milhões, divididos em duas tranches, sendo uma tranche de R$ 756 milhões, com vencimento de principal em 2022, pagamento de juros semestrais e custo de 99% do CDI e a segunda tranche de R$ 494 milhões, com vencimento de principal em 2023, pagamento de juros anuais e custo de IPCA + 6,1346% a.a. O recurso foi recebido pela Companhia em 29 de dezembro de 2016.
Em maio de 2016, a Companhia, através de sua subsidiária Fibria-MS, firmou contrato de limite de crédito de R$ 2.347.524, que será destinado ao financiamento do Projeto Horizonte 2. Até dezembro de 2016, houve liberação no montante de R$ 835.611, com vencimento para 2026 e juros de TJLP mais 2,26% a.a. e Selic mais 2,66% a.a. O saldo remanescente será liberado conforme cumpridas as condições de liberações em função das necessidades para a realização do Projeto.
Em maio de 2016, a Companhia, através de sua subsidiária Fibria-MS, firmou contrato para captação de recursos referentes ao financiamento à importação de equipamentos destinados às instalações da futura unidade de produção de celulose em Três Lagoas (Projeto Horizonte 2). O montante contratado foi dólar americano equivalente à € 383.873 mil com as instituições financeiras BNP Paribas, Finnish Export Credit (FEC), HSBC e Nordea com garantia total da Finnvera (ECA - Export Credit Agency). Em 2016, foi liberado o montante de US$ 354 milhões (equivalentes a R$ 1.188.140) em três tranches, nos montantes de US$ 194 milhões, US$ 136 milhões e US$ 24 milhões, com vencimentos até dezembro de 2025 e taxas de juros indexada à LIBOR semestral + 1,03% a.a. para a primeira tranche e LIBOR semestral + 1,08% a.a. para as demais tranches. Em dezembro de 2016, houve um cancelamento voluntário de dólar americano equivalente à € 4.561 mil por parte da Companhia e o montante ainda não liberado de dólar americano equivalente à € 62.469 mil, será liberado na medida em que os pagamentos aos fornecedores do projeto forem realizados.
Em 31 de dezembro de 2015
Em 31 de dezembro de 2015, o saldo da dívida bruta da Fibria era de R$ 12.744 milhões, sendo que R$ 1.073 milhões representavam dívidas de curto prazo e R$ 11.671 milhões correspondiam a dívidas de longo prazo. Do total da dívida bruta, 90% estavam indexados em moeda estrangeira considerando os swaps.
A posição de caixa da Fibria, considerando caixa e equivalentes de caixa, títulos e valores mobiliários e marcação a mercado da posição dos derivativos circulante e não circulante, em 31 de dezembro de 2015, era de R$ 1.730 milhões (em comparação a R$ 778 milhões em 31 de dezembro de 2014). Como resultado, a dívida líquida, em 31 de dezembro de 2015, correspondia a R$ 11.014 milhões (R$7.549 milhões em 31 de dezembro de 2014).
Em 31 de dezembro de 2015, o custo médio total5 da dívida da Fibria medido em dólar foi de 3,3% a.a., composto pelo custo médio da dívida em moeda nacional de 12,4% a.a. e o custo em moeda estrangeira, levando-se em consideração a curva forward da Libor, foi de 3,8% a.a.
As principais operações que a Companhia realizou em 2015 foram as seguintes:
Em agosto de 2015, a Companhia, através de sua controlada Fibria International Trade GMBH, celebrou um aditamento ao contrato no montante de US$ 400 milhões (equivalentes naquela data a R$ 1.390 milhões). As liberações foram efetuadas em três parcelas: (i) a primeira no montante de US$ 98 milhões, com vencimentos até 2019 e taxa de juros de 1,30% ao ano acima da LIBOR trimestral; (ii) a segunda no montante de US$ 144 milhões, com vencimentos até 2019 e taxa de juros de 1,40% ao ano acima da LIBOR trimestral; (iii) e a terceira no montante de US$ 158 milhões, com vencimento para 2021 e taxa de juros de 1,55% ao ano acima da LIBOR trimestral. Esta linha será destinada ao financiamento do Projeto Horizonte 2.
Em outubro de 2015, a Companhia concluiu a distribuição pública de 675 mil certificados de recebíveis do agronegócio emitidos pela Eco Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio S.A., perfazendo o montante de R$ 675 milhões a uma taxa de 99% do CDI com pagamentos de juros semestrais e vencimento do principal em outubro de 2021. Os recursos levantados serão utilizados na aquisição de bens ou contratação de serviços relacionados ao Projeto Horizonte 2. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio foram lastreados em direitos creditórios do agronegócio cedidos pelo Itaú Unibanco S.A., oriundos de nota de crédito à exportação emitida pela Fibria – MS, com aval da Companhia. O recurso foi recebido pela Companhia em 23 de outubro de 2015.
Cronograma de amortização da dívida


f.(i). Contratos de empréstimo e financiamento relevantes.
Os contratos de empréstimos e financiamentos relevantes da Companhia têm as seguintes características, conforme identificado na nota explicativa nº 23 às demonstrações financeiras padronizadas de 2017, 2016 e 2015.
Financiamentos Bancários


 







31 de dezembro de

Modalidade/finalidade

Encargos médios anuais - % (*)

Vencimento

2017

2016

2015

 
















Em moeda estrangeira
















BNDES - Cesta de moedas

6,83

2023

498.535

567.774

731.242

Créditos de exportação (pré-pagamento)

3,28

2022

2.303.908

5.133.143

6.736.844

Eurobonds - VOTO IV

7,75

2020

317.097

311.503

372.133

Eurobonds (emitidos pela Fibria Overseas)

5,25

2027

6.254.418

1.947.446

2.329.773

Créditos de exportação (ACC)













45.123

Agência de fomento (Finnvera)

3,32

2025

1.321.738

1.077.722




 
















Subtotal moeda estrangeira







10.695.696

9.037.588

10.215.115

 
















Em moeda nacional
















BNDES - TJLP

8,41

2026

1.940.532

1.534.606

963.358

BNDES - FIXO

5,92

2022

80.884

114.970

130.205

BNDES - SELIC

7,21

2026

526.031

240.983

26.603

FINAME

2,50

2019

167

2.229

5.462

BNB

10,81

2023

142.418

108.768




CRA

8,60

2023

4.942.654

3.984.844

675.962

Nota de crédito à exportação (NCE)

7,10

2020

398.926

685.884

702.032

Fundo Centro-Oeste (FCO), FDCO, FINEP e outros

7,99

2027

571.255

442.639

25.095

 
















Subtotal moeda nacional







8.602.867

7.114.923

2.528.717

 
















Total geral







19.298.563

16.152.511

12.743.832


(R$ mil)
Em relação aos contratos de empréstimos e financiamentos referidos na tabela acima, destacamos os mais relevantes:
(i) Créditos de exportação (pré-pagamentos)
Em dezembro de 2017, a Companhia, através de sua controlada Fibria International Trade GmbH celebrou um contrato de pré-pagamento de exportação no montante de US$ 700 milhões (equivalentes naquela data a R$ 2.322.740), com pagamento de juros trimestrais de 1,15% ao ano acrescida da LIBOR 3M, condicionada ao atual rating da Companhia, com vencimento em até cinco anos.
Em agosto de 2015, a Companhia, através de sua controlada Fibria International Trade GMBH, celebrou um aditamento ao contrato no montante de US$ 400 milhões (equivalentes naquela data a R$ 1.390 milhões). As liberações foram efetuadas em três parcelas: (i) a primeira no montante de US$ 98 milhões, com vencimentos até 2019 e taxa de juros de 1,30% ao ano acima da LIBOR trimestral; (ii) a segunda no montante de US$ 144 milhões, com vencimentos até 2019 e taxa de juros de 1,40% ao ano acima da LIBOR trimestral; (iii) e a terceira no montante de US$ 158 milhões, com vencimento para 2021 e taxa de juros de 1,55% ao ano acima da LIBOR trimestral. Esta linha será destinada ao financiamento do Projeto Horizonte 2. Em dezembro de 2017, a Companhia liquidou antecipadamente 100% deste contrato.
Em dezembro de 2014, a Companhia firmou um contrato de pré-pagamento de exportação sindicalizado com 11 bancos no montante de US$ 500 milhões (equivalentes naquela data a R$ 1.370 milhões). As liberações foram efetuadas em três tranches, a primeira no montante de US$ 129.750, com vencimentos até 2019 e taxa de juros de 1,30% ao ano acima da LIBOR trimestral, a segunda tranche no montante de US$ 190.625, com vencimentos até 2019 e taxa de juros de 1,40% ao ano acima da LIBOR trimestral e a terceira tranche no montante de US$ 179.625, com vencimentos até 2020 e taxa de juros de 1,55% ao ano acima da LIBOR trimestral. Esta linha foi utilizada para pagar antecipadamente dívidas com custos mais elevados e com prazos menos atrativos. Em dezembro de 2017, a Companhia liquidou antecipadamente 100% deste contrato.
Em março de 2014, a Companhia, através de sua controlada Fibria International Trade GMBH, firmou um contrato de crédito de exportação com quatro bancos estrangeiros, no valor de US$ 200 milhões (equivalentes a R$ 465 milhões na respectiva data) com pagamento de juros trimestrais a taxa de 1,75% ao ano acrescida da LIBOR 3M (podendo diminuir a 1,55% ao ano, em caso da obtenção da condição de Investment Grade) pelo prazo de cinco anos. Em dezembro de 2017, a Companhia liquidou antecipadamente 100% deste contrato.
Em março de 2014, Companhia, através de sua controlada Fibria International Trade GMBH, firmou um contrato de crédito de exportação com o Citibank, no valor de US$ 100 milhões (equivalentes a R$ 232 milhões na respectiva data), com pagamento de juros trimestrais a taxa de 1,625% ao ano acrescida da LIBOR 3M, pelo prazo de cinco anos. Em dezembro de 2017, a Companhia liquidou antecipadamente 100% deste contrato.
Em abril de 2013, a Companhia, através de sua controlada Fibria Trading International KFT, firmou um contrato de crédito de exportação com 3 bancos no montante de US$ 100 milhões (equivalentes a R$ 202 milhões na respectiva data), com vencimento até 2018 e taxa de juros inicial de 1,63% a.a. acima da LIBOR trimestral. Em dezembro de 2017, a Companhia liquidou antecipadamente 100% deste contrato.
Em maio de 2011, a Companhia captou uma linha de pré-pagamento de exportação com 11 bancos estrangeiros, no valor de US$ 300 milhões (equivalentes a R$ 489 milhões nas respectivas datas) com pagamento de juros trimestrais a taxa de 1,80% ao ano acima da LIBOR (podendo diminuir a 1,60% ao ano, em caso da obtenção da condição de Investment Grade) pelo prazo de oito anos. Em dezembro de 2017, a Companhia liquidou antecipadamente 100% deste contrato.
Em março de 2010, a Companhia firmou um Contrato de Crédito de Exportação bilateral no montante de US$ 535 milhões (equivalentes naquela data a R$ 956 milhões) com taxa de juros de 2,95% ao ano acima da LIBOR trimestral e com vencimentos até 2017. Essa linha foi integralmente utilizada para pagar dívidas com custos mais elevados e com prazos menos atrativos. Em abril de 2011, a Companhia liquidou antecipadamente o montante de US$ 100 milhões (equivalentes naquela data a aproximadamente R$ 161 milhões), reduzindo o custo da dívida e obtendo um prazo maior para pagamento do saldo remanescente (de 2013 até 2018, com amortizações trimestrais). Em 2012 a Companhia liquidou antecipadamente o montante de US$ 200 milhões, sem alteração nas demais condições. Durante 2013 a Companhia amortizou US$ 43 milhões. Em 2014, foi amortizado no vencimento o montante de US$ 32 milhões, houve também renegociação do vencimento final do contrato que será em agosto de 2019. Em 2015, foi amortizado no vencimento o montante de US$ 40 milhões. Em 2016, foi amortizado no vencimento o montante de US$ 48 milhões. Em novembro de 2017, a Companhia liquidou antecipadamente 100% deste contrato.
(ii) Empréstimo - VOTO IV (Bonds)
Em junho de 2005, a Votorantim Overseas Trading Operations Limited IV (VOTO IV), controlada em conjunto com a Votorantim Participações, captou no mercado internacional US$ 400 milhões (equivalentes naquela data a R$ 955 milhões) com vencimento em 24 de junho de 2020 e taxa anual de 8,50%. A Companhia recebeu 50% do total captado, ou seja, US$ 200 milhões equivalentes naquela data a R$ 477 milhões. Em 2013 a Companhia amortizou antecipadamente um montante de US$ 42 milhões (equivalentes naquela data a R$ 93 milhões). Essa operação gerou uma despesa no montante de R$ 13 milhões, registrada no resultado financeiro, representada por R$ 12 milhões relativos ao prêmio pago e R$ 1 milhão relativos à amortização proporcional do custo de transação originado na recompra desse Bond.
Durante o ano de 2014, a Companhia recomprou, o montante de US$ 61 milhões (equivalentes a R$ 138 milhões), relativo ao Bond VOTO IV, emitidos pela subsidiária VOTO IV, com vencimento original em junho de 2020. Essa operação gerou uma despesa no montante de R$ 33 milhões, registrada no resultado financeiro, representada por R$ 30 milhões relativos ao prêmio pago aos detentores dos referidos títulos que aderiram à oferta e R$ 3 milhões relativos à amortização proporcional do custo de transação originado na emissão desse Bond. Em 2015, a Companhia recomprou o montante de US$ 0,4 milhões. Como resultado do resgate antecipado, reconhecemos despesas financeiras no valor de US$ 0,07 milhões, dos quais US$ 0,06 milhões relativos ao prémio pago na transação de recompra e US$ 0,01 milhões referente à amortização proporcional dos custos de transação dos títulos. Com esta operação, o saldo de principal em aberto desse Bond passou a ser de US$ 96,4 milhões (equivalente a R$ 319 milhões).
(iii) Empréstimos - Fibria 2024, Fibria 2025 e Fibria 2027 (Bonds)
Green Bond Fibria 2027
No dia 11 de janeiro de 2017, a Companhia, através de sua subsidiária Fibria Overseas Finance Ltd., concluiu a emissão no mercado internacional de títulos de dívida, o “Green Bond Fibria 2027”, com vencimento para 2027, com taxa de juros fixa de 5,5% a.a., com pagamento semestral, e montante de US$ 700 milhões (equivalentes a R$ 2.247.000). Os recursos foram liberados no dia 17 de janeiro de 2017 e serão utilizados para investimentos em projetos com benefícios ambientais que contribuem para o alcance das metas de longo prazo de sustentabilidade da Companhia. Esta operação está garantida integralmente pela Companhia.
Bond Fibria 2025
No dia 9 de novembro de 2017, a Companhia, através de sua subsidiária Fibria Overseas Finance Ltd., concluiu a emissão no mercado internacional de títulos de dívida, o “Bond Fibria 2025”, com vencimento para janeiro de 2025, com taxa de juros fixa de 4% a.a., com pagamento semestral, e montante de US$ 600 milhões (equivalentes a R$ 1.970.040). Os recursos foram liberados no dia 14 de novembro de 2017 e serão utilizados para o pagamento antecipado de dívidas da Companhia, que busca melhorar ainda mais a distribuição da amortização de sua dívida ao longo dos anos e alongar seu prazo médio. Esta operação está garantida integralmente pela Companhia.
Fibria 2024
No dia 7 de maio de 2014, a Companhia, através de sua subsidiária Fibria Overseas Finance Ltd., finalizou a nova emissão de títulos de dívida com vencimento para 2024 (Bond Fibria 2024), à taxa de juros fixa de 5,25% a.a. e montante de US$ 600 milhões (equivalentes a R$ 1.329.840 milhões). Os recursos oriundos da emissão do Bond foram recebidos no dia 12 de maio de 2014 e parte do recurso foi destinado para o pagamento do Bond “Fibria 2021”.
(iv) BNDES
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES tem sido uma importante fonte de financiamento da dívida para as despesas de capital da Companhia.
Em 2017, houve liberação de recursos do BNDES para Controladora no montante total de R$ 301.271, com prazo de amortização no período de 2017 a 2024, sujeito a juros variando entre TJLP mais 1,86% a.a. a 2,56% a.a., e Selic mais 2,44%a.a. a 2,80% a.a. Os recursos foram destinados a projetos das áreas e industrial, florestal e inovação tecnológica.
Em maio de 2016, a Companhia, através de sua subsidiária Fibria-MS, firmou contrato de limite de crédito de R$ 2.347.524, que será destinado ao financiamento do Projeto Horizonte 2. Até dezembro de 2017, houve liberação no montante de R$ 1.358.680, com vencimento para 2026 e juros de TJLP mais 2,26% a.a. e Selic mais 2,66% a.a. O saldo remanescente será liberado conforme cumpridas as condições de liberações em função das necessidades para a realização do Projeto.
Em 31 de dezembro de 2016, a Companhia consolidou proporcionalmente os saldos contábeis de empréstimos e financiamentos da Veracel Celulose S.A., representados por contratos com o BNDES. O montante total de principal é de R$ 123 milhões com prazo de amortização no período de 2018 a 2023, sujeito a juros que variam entre TJLP + 1,8% a 2,0% ao ano e UMBNDES + 1,8% a 2,0% ao ano.
Como principal garantia aos pagamentos destes financiamentos, foram dadas as plantas de celulose localizadas nas unidades de Jacareí – SP, Aracruz – ES, Três Lagoas (MS) e fiança bancária.
(v) Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA)
Em setembro de 2017, a Companhia concluiu a distribuição pública de 941 certificados de recebíveis do agronegócio emitidos pela RB Capital Companhia de Securitização, no montante total de R$ 941 milhões, divididos em duas tranches, sendo a primeira de R$ 757 milhões, com vencimento final de principal em 2022, pagamento de juros semestrais e custo de 97% do CDI e a segunda de R$ 184 milhões, com vencimento final de principal em 2023, pagamento de juros anuais e custo de IPCA + 4,5055% a.a. O recurso foi recebido pela Companhia em 22 de setembro de 2017.
Em 2016, a Companhia concluiu quatro operações de distribuição pública de certificados de recebíveis do agronegócio emitidos pela Eco Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio S.A., lastreadas em notas de crédito à exportação emitidas pela Companhia.
A primeira operação no montante total de R$ 1.350 milhões, divididos em duas tranches, sendo a primeira tranche de R$ 880 milhões, com vencimento de principal em 2020, pagamento de juros semestrais e custo de 97% do CDI e a segunda tranche de R$ 470 milhões, com vencimento de principal em 2023, pagamento de juros anuais e custo de IPCA + 5,9844% a.a. O recurso foi recebido pela Companhia em 23 de junho de 2016.
A segunda operação no montante total de R$ 374 milhões com vencimento de principal em 2023, pagamento de juros anuais e custo de IPCA + 5,9844% a.a. O recurso foi recebido pela Companhia em 15 de agosto de 2016.
A terceira operação no montante total de R$ 326 milhões com vencimento de principal em 2020, pagamento de juros semestral e custo de 97% do CDI. O recurso foi recebido em 31 de agosto de 2016.
A quarta operação no montante total de R$ 1.250 milhões, divididos em duas tranches, sendo uma tranche de R$ 756 milhões, com vencimento de principal em 2022, pagamento de juros semestrais e custo de 99% do CDI e a segunda tranche de R$ 494 milhões, com vencimento de principal em 2023, pagamento de juros anuais e custo de IPCA + 6,1346% a.a. O recurso foi recebido pela Companhia em 29 de dezembro de 2016.
Em outubro de 2015, a Companhia concluiu a distribuição pública de 675 mil certificados de recebíveis do agronegócio emitidos pela Eco Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio S.A., perfazendo o montante de R$ 675 milhões a uma taxa de 99% do CDI com pagamentos de juros semestrais e vencimento do principal em outubro de 2021. Os recursos levantados serão utilizados na aquisição de bens ou contratação de serviços relacionados ao Projeto Horizonte 2. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio foram lastreados em direitos creditórios do agronegócio cedidos pelo Itaú Unibanco S.A., oriundos de nota de crédito à exportação emitida pela recém incorporada Fibria – MS, com aval da Companhia. O recurso foi recebido pela Companhia em 23 de outubro de 2015.
(vi) Nota de Crédito de Exportação (NCE), Nota de Crédito Rural (NCR) e outros
Em junho de 2013, a Companhia contratou uma nota de crédito à exportação no montante de R$ 498 milhões, com vencimento final em 2018 e custo de 105,85% do CDI. Esta operação também está vinculada a um swap com objetivo de troca de moeda real para dólar e alteração da taxa flutuante para fixa, sendo o custo final de 4,19% a.a., acrescido da variação cambial.
Em setembro de 2012, a Companhia captou uma linha de Nota de Crédito à Exportação no valor de R$ 173 milhões com pagamento de juros semestrais a taxa de 100% do CDI e amortização do principal em quatro parcelas anuais que vencem a partir de 2017.Esta operação também está vinculada a um swap com o objetivo de troca de moeda real para dólar e alteração da taxa flutuante para fixa, sendo o custo final de 4,90% a.a, acrescido da variação cambial.
(vii) Crédito de Exportação (Finnvera)
Em maio de 2016, a Companhia, através de sua subsidiária recém incorporada Fibria-MS, firmou contrato para captação de recursos referentes ao financiamento à importação de equipamentos destinados às instalações da futura unidade de produção de celulose em Três Lagoas (Projeto Horizonte 2). O montante contratado foi dólar americano equivalente à € 383.873 mil com as instituições financeiras BNP Paribas, Finnish Export Credit (FEC), HSBC e Nordea com garantia total da Finnvera (ECA - Export Credit Agency). Em dezembro de 2016, houve um cancelamento voluntário de dólar americano equivalente à € 4.561 mil por parte da Companhia e o montante ainda não liberado de dólar americano equivalente à € 0.5 mil, será liberado na medida em que os pagamentos aos fornecedores do projeto forem realizados. Os eventos de default do contrato estão refletidos no item f.(iv) abaixo. Até dezembro de 2017, houve liberação no montante de US$ 424 milhões, com vencimentos até dezembro de 2025 e taxas de juros indexada à LIBOR semestral + 1,03% a.a. e LIBOR semestral + 1,08% a.a.

(viii) Empréstimo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO)
Em setembro de 2016, a Companhia captou R$ 423.621 do total contratado de R$ 831.478 junto ao Banco do Brasil, por meio de sua subsidiária recém incorporada Fibria-MS, com taxa de juros de 8,0% a.a., pagamento de principal e juros mensais com início em junho de 2019 e vencimento final em dezembro de 2027. Em janeiro de 2017, houve liberação no montante de R$ 98.504. O saldo remanescente de R$ 309.353 deverá ser liberado até o final de 2018.
Em dezembro de 2009, a Companhia captou R$ 73 milhões com o Banco do Brasil, por meio de sua subsidiária recém incorporada Fibria-MS, com vencimento final em dezembro de 2017, carência de seis meses, pagamento de principal e juros mensais e taxa de 8,5% ao ano. Em 2017, o contrato foi liquidado no vencimento.
(ix) Financiamento Florestal – Banco do Nordeste (BNB)
Em dezembro de 2016, a Companhia firmou contrato de financiamento florestal com o Banco do Nordeste no montante de R$ 150.427, com taxa de juros de 12,95% a.a. (com desconto de 15% em caso de adimplemento das obrigações contratuais), pagamento de principal e juros no vencimento final, em dezembro de 2023. Até dezembro de 2017, houve a liberação de R$ 130.689 e o saldo remanescente deverá ser liberado até o final de 2018.
f.(ii). Outras relações de longo prazo com instituições financeiras
Com exceção das relações constantes dos contratos acima descritos, a Companhia não mantém outras relações de longo prazo com instituições financeiras de valores relevantes.
f.(iii). Grau de subordinação entre as dívidas
A Fibria possui garantias reais previstas nos contratos de empréstimo junto ao FCO – Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos e parte dos contratos com BNDES.
Os ativos mais relevantes dados em garantia a alguns contratos com o BNDES são as plantas fabris de Jacareí (SP), Aracruz (ES) e Três Lagoas (MS). O valor líquido contábil destes ativos é de R$ 11.589,557 milhões (31 de dezembro de 2016 - R$ 9.881,389 milhões), suficientes para a cobertura dos respectivos empréstimos.
Parte dos contratos com o BNDES possui fiança bancária como garantia.
As demais dívidas da Companhia são da espécie quirografária. A Companhia não possui dívidas com garantia flutuante.
Não existe grau de subordinação contratual entre as dívidas quirografárias da Companhia. As dívidas com garantia real têm preferência sobre outras dívidas da Companhia em caso de falência, até o limite da garantia real constituída. Em caso de concurso de credores, as dívidas com garantia real têm prioridade de recebimento sobre as demais dívidas da Companhia, até o limite do valor do bem gravado.
f.(iv). Eventuais restrições impostas à companhia, em especial, em relação a limites de endividamento e contratação de novas dívidas, à distribuição de dividendos e à alienação de controle societário
Alguns financiamentos da Companhia e suas controladas têm cláusulas que determinam níveis máximos de endividamento e alavancagem, bem como níveis mínimos de cobertura de juros a vencer.
Covenants requeridos
Alguns financiamentos da Companhia e suas controladas têm cláusulas que determinam níveis máximos de endividamento e alavancagem, bem como níveis mínimos de cobertura de juros a vencer.
Em novembro de 2016, a Companhia concluiu a renegociação dos covenants financeiros requeridos. A renegociação resultou nas seguintes mudanças:


  • o índice mínimo de cobertura do serviço da dívida está suspenso a partir do segundo trimestre de 2017 até o final de 2018;




  • o índice máximo de endividamento (dívida líquida sobre LAJIDA ajustado, em dólar norte-americano) aumentou para 7x a partir do segundo trimestre de 2017 até o final de 2017




  • o índice máximo de endividamento (dívida líquida sobre LAJIDA ajustado, em dólar norte-americano) aumentou para 6x em 2018.

Nenhuma taxa ou comissão foram pagas para esta renegociação.


Os covenants financeiros das dívidas da Companhia são calculados com base nos dados financeiros consolidados convertidos para o dólar norte-americano.





Até mar/17 e após 2019

De abr/17 até dez/17

De jan/18 até dez/18

Índice mínimo de cobertura do serviço da dívida

1,0

suspenso

suspenso

Índice máximo de endividamento (dívida líquida sobre LAJIDA ajustado, em dólar norte-americano)

4,5

7,0

6,0

Os covenants acordados nos contratos firmados com os bancos foram cumpridos pela Companhia em 31 de dezembro de 2017, sendo que o indicador de cobertura de serviço da dívida totalizou 6,10 e o indicador de nível de endividamento, medido em dólares, totalizou 2,41.


Estes mesmos contratos incluem como principais eventos de default:


  • não pagamento, em tempo hábil, do principal ou juros devidos;




  • inexatidão de qualquer declaração, garantia ou certificação prestada;




  • inadimplemento cruzado (cross-default) e inadimplemento de julgamento cruzado (cross-judgment default), sujeito a um valor acordado;




  • sujeição a certos períodos de cura em caso de violação de obrigações previstas nos contratos;




  • ocorrência de certos eventos de falência ou insolvência da Companhia, de suas principais subsidiárias ou da Veracel Celulose S.A.




  • desapropriação, confisco ou qualquer outro ato que afete parcela relevante dos ativos da Companhia;




  • vício, invalidade, nulidade, ineficácia ou inexequibilidade do contrato;




  • extinção, rescisão ou anulação do contrato por qualquer motivo ou pessoa;




  • cisão da Companhia sem prévia anuência do credor;




  • qualquer controlador direto ou indireto que não integre o Grupo Votorantim, praticar qualquer ato visando anular, revisar, cancelar ou repudiar por meio judicial ou extrajudicial o contrato;




  • cumprimento de determinadas condições ambientais e sociais relativas ao Projeto Horizonte 2, para o contrato do Finnvera.


g. Limites de utilização dos financiamentos já contratados e percentuais já utilizados


Linha de crédito




Empresa




Valor liberado




Vencimento




Custo




Comissão








































Revolving credit facility




Fibria Celulose S.A.




R$ 1 bilhão




2021




100% do CDI mais 2,5 % a.a.




0,40% a.a.



A Companhia ainda não utilizou essa linha de crédito. Os valores pagos pela Companhia relativos às linhas de créditos não utilizadas até 31 de dezembro de 2017 foram de R$ 9.724 (R$ 8.334 até 31 de dezembro de 2016).


Há, ainda, algumas liberações de reembolsos em financiamentos já contratados junto ao BNDES, que estão pendentes de realização, comprovação física ou financeira pela Companhia. Os percentuais utilizados destes financiamentos contratados encontram-se descritos na letra “e” do item 10.1.f.(i) acima.

h. Alterações significativas em cada item das demonstrações financeiras
A tabela a seguir apresenta os valores consolidados dos balanços patrimoniais dos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015, elaborados de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS).


Ativo (R$ Mil)

2017

AV

AH

2016

AV

AH

2015







(%)

(%)




(%)

(%)




Circulante






















Caixa e equivalentes de caixa

4.051.717

10

52

2.660.073

8

147

1.077.651

Títulos e valores mobiliários

2.619.424

7

29

2.033.159

6

44

1.411.864

Instrumentos financeiros derivativos

124.340

0

-52

256.723

1

858

26.795

Contas a receber de clientes

1.193.157

3

88

634.987

2

-14

742.352

Estoques

2.080.403

5

27

1.638.014

5

4

1.571.146

Impostos a recuperar

272.623

1

89

144.182

0

-69

462.487

Outros ativos

188.497

0

26

149.718

0

-11

168.283




























10.530.161

27

40

7.516.856

22

38

5.460.578

























Não circulante






















Títulos e valores mobiliários

162.254

0

2.753

5.688

0

-92

68.142

Instrumentos financeiros derivativos

323.952

1

34

242.323

1

-11

273.694

Partes relacionadas

9.924

0

2

9.777

0

-17

11.714

Impostos a recuperar

1.868.294

5

9

1.717.901

5

14

1.511.971

Adiantamentos a fornecedores

645.460

2

-3

664.381

2

5

630.562

Depósitos judiciais

180.883

0

-9

198.657

1

2

195.344

Ativos mantidos para a venda




0

-100

598.257

2

0

598.257

Impostos diferidos

752.545

2

-38

1.210.541

4

-50

2.399.213

Outros ativos

119.945

0

8

111.032

0

20

92.714

Investimentos

152.905

0

17

130.388

0

-5

137.771

Ativos biológicos

4.253.008

11

-2

4.351.641

13

6

4.114.998

Imobilizado

15.101.738

39

15

13.107.192

38

39

9.433.386

Intangível

4.592.262

12

0

4.575.694

13

2

4.505.634




























28.163.170

73

5

26.923.472

78

12

23.973.400

























Total do ativo

38.693.331

100

12

34.440.328

100

17

29.433.978



Passivo e patrimônio líquido (R$ Mil)

2017

AV

AH

2016

AV

AH

2015







(%)

(%)




(%)

(%)




Circulante






















Empréstimos e financiamentos

1.692.905

4

49

1.138.287

3

6

1.072.877

Instrumentos financeiros derivativos

151.571

0

-38

245.839

1

-19

302.787

Contas a pagar aos fornecedores

3.110.462

8

67

1.866.831

5

179

668.017

Salários e encargos sociais

201.949

1

20

168.056

0

-2

170.656

Impostos e taxas a recolher

246.388

1

188

85.573

0

-85

564.439

Dividendos a pagar

261.567

1

-34

396.785

1

360

86.288

Demais contas a pagar

124.965

0

3

121.750

0

35

90.235




























5.789.807

15

44

4.023.121

12

36

2.955.299

























Não circulante






















Empréstimos e financiamentos

17.605.658

46

17

15.014.224

44

29

11.670.955

Instrumentos financeiros derivativos

162.519

0

-31

234.795

1

-72

825.663

Impostos diferidos

 

0

-100

409.266

1

51

270.996

Provisão para contingências

165.944

0

-13

189.892

1

15

165.325

Passivos relacionados aos ativos mantidos para venda




0

-100

477.000

1

0

477.000

Demais contas a pagar

319.474

1

16

274.350

1

8

253.420




























18.253.595

47

10

16.599.527

48

21

13.663.359

























Total do passivo

24.043.402

62

17

20.622.648

60

24

16.618.658

























Patrimônio líquido






















Capital social

9.729.006

25

0

9.729.006

28

0

9.729.006

Reserva de capital

13.361

0

18

11.350

0

-27

15.474

Ações em tesouraria

(23.086)

0

122

(10.378)

0

0

(10.378)

Ajuste de avaliação patrimonial

1.608.867

4

1

1.599.640

5

-2

1.639.901

Reservas de lucros

3.249.015

8

34

2.421.456

7

76

1.378.365

























Patrimônio líquido atribuído aos acionistas

14.577.163

38

6

13.751.074

40

8

12.752.368

























Participação de não controladores

72.766

0

9

66.606

0

6

62.952

























Total do patrimônio líquido

14.649.929

38

6

13.817.680

40

8

12.815.320

























Total do passivo e patrimônio líquido

38.693.331

100

12

34.440.328

100

17

29.433.978


Comentários sobre alterações significativas verificáveis na comparação entre os balanços patrimoniais consolidados dos exercícios de 2017 e 2016:
Total do Ativo
O total do ativo consolidado da Companhia em 31 de dezembro de 2017 foi de R$ 38.693.331 mil e de R$ 34.440.328 mil em 31 de dezembro de 2016, representando um aumento de R$ 4.253.003 mil e de 12% em 2017 quando comparado ao mesmo período de 2016, o que pode ser explicado, principalmente, pelas variações nas rubricas comentadas abaixo, considerando os montantes classificados no ativo circulante e não circulante:
Caixa e equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários
O saldo de caixa e equivalentes de caixa e de títulos e valores mobiliários apresentou um aumento de R$ 2.134.475 mil decorrentes, principalmente (i) das captações de dívidas no período, dentre as quais destacamos (a) as dívidas para financiamento do Projeto Horizonte 2, como as liberações dos contratos junto ao BNDES (R$ 523 milhões), à Agência de crédito de exportação da Finlândia (Finnvera) (R$ 232 milhões) e ao Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) (R$ 99 milhões), (b) as emissões dos Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA), no valor de R$ 941 milhões, (c) as duas emissões de títulos da dívida no mercado internacional (Bond) em janeiro e novembro de 2017, no valor total de US$ 1.300 milhões (equivalentes a R$ 4.217 milhões), (d) liberação de recursos de contratos com o BNDES no total de R$ 301 milhões para financiamento de projetos nas áreas industrial, florestal e inovação tecnológica e, (e) celebração de um contrato de pré-pagamento à exportação no montante de US$ 700 milhões (equivalentes a R$ 2.323 milhões); (ii) da liquidação antecipada de contratos de pré-pagamento à exportação no montante de US$ 1,487 bilhões (equivalentes a R$ 4.900 milhões) e; (iii) a aplicação em títulos e valores mobiliários do excedente de caixa gerado nas operações.
Instrumentos financeiros derivativos
O ativo líquido relativo aos instrumentos financeiros derivativos (ativo menos passivo) apresentou um aumento de R$ 116 milhões no ano, devido, principalmente, ao efeito da marcação a mercados dos instrumentos contratados, os quais são impactados pelo movimento do dólar norte-americano frente ao Real. Em 2017, a Companhia reconheceu um ganho líquido com instrumento financeiros derivativos no montante de R$ 237.561 mil.
Contas a receber de clientes
O saldo das contas a receber de clientes apresentou um aumento de R$ 558.170 mil. A variação está relacionada principalmente com o impacto da alta do dólar sobre os saldos a receber das vendas no exterior e com o aumento no volume de vendas em função do início das operações do Projeto Horizonte 2. Em contrapartida, houve um aumento nas operações de forfaiting realizadas em 2017 em comparação com o ano de 2016 (2017: R$ 3.254.015 mil | 2016: R$ 1.812.105 mil). Com relação ao prazo médio de recebimento do mercado externo, a Companhia teve um aumento de 6 dias, passando de 20 dias em dezembro de 2016 para 26 dias em dezembro de 2017; já no mercado interno, houve um aumento de 8 dias, passando de 37 dias em 31 de dezembro de 2016 para 45 dias em 31 de dezembro de 2017.
Estoques
O aumento de R$ 442.389 mil nos estoques está relacionado com os seguintes fatores combinados: (i) início das operações do Projeto Horizonte 2, (ii) compras de celulose oriundas do contrato com a Klabin (ano completo de 2017), (iii) o aumento de 1 dia de estoque, passando de 47 dias em 2016 para 48 dias em 2017, e (iii) efeito da valorização do dólar norte-americano frente ao real.
Impostos a recuperar (curto e longo prazos)
O saldo dos impostos a recuperar de curto e longo prazos apresentou uma redução de R$ 457.996 mil, decorrente, principalmente, do aumento de R$ 162 milhões de Imposto de Renda retido e antecipações de IRPJ e CSLL, do aumento de R$ 116 milhões de créditos relativos ao Programa Reintegra em função do aumento na alíquota do benefício de 0,1% em 2016 para 2% em 2017 e, de um aumento de R$ 20 milhões de créditos de ICMS, líquido da provisão da perda.
Impostos diferidos
O saldo líquido dos impostos diferidos ativos (imposto ativo menos o imposto passivo) apresentou uma queda de R$ 48.730 mil, decorrente, principalmente, do efeito da variação cambial sobre os empréstimos, financiamentos e operações em moeda estrangeira em função da opção da Companhia de tributação da variação cambial pelo regime de caixa, pelo efeito tributário do ajuste do ativo biológico reconhecido no ano, pelo aproveitamento fiscal do ágio não amortizado contabilmente e a redução do imposto diferido sobre prejuízo fiscal e base negativa, que foi compensado parcialmente pelo reconhecimento do efeito da provisão para imposto de renda e contribuição social sobre resultados das subsidiárias do exterior, realização dos impostos diferidos relativos aos custos de reflorestamento (depreciação/exaustão incentivada) em função da opção da Companhia de interromper a antecipação desses custos para fins fiscais e, pelo efeito do cálculo do valor justo do ativo biológico no ano de 2017.
Ativos mantidos para a venda
Em 2017, o saldo dessa conta encontra-se zerado em função do reconhecimento dos efeitos contábeis da baixa dos valores relativos ao Projeto Losango, que se deu após aditamento do compromisso de compra e venda junto à CMPC e transferência contábil das terras e florestas à CMPC, realizado em 31 de março de 2017. Como resultado da baixa dos ativos do Projeto Losango, a Companhia reconheceu um ganho de capital de R$ 62 milhões no resultado do ano.
Ativos imobilizado, biológico e intangível
O saldo do ativo imobilizado sofreu um aumento de R$ 1.994.546 mil, decorrente das seguintes movimentações: (i) depreciação da base de ativos que totalizou R$ 949 milhões; (ii) baixas no valor de R$ 30 milhões e, (iii) adições que totalizaram R$ 2.842 milhões, dentre as quais podemos destacar as adições relativos ao Projeto Horizonte 2.
O saldo dos ativos biológicos registrou uma redução de R$ 98.633 mil, decorrente das seguintes movimentações: (i) cortes efetuados no período, no montante de R$ 1.473 milhões; (ii) adições decorrentes de plantio e reforma, de R$ 1.734 milhões e, (iv) variação negativa na avaliação do valor justo no final do período de reporte, no valor de R$ 326 milhões.
O saldo dos ativos intangíveis não registrou um aumento significativo no período em análise (R$ 16.568 mil), sendo as principais variações decorrentes das amortizações no período de R$ 70 milhões e, (ii) adições de R$ 61 milhões, principalmente relativo às obras em andamento e desenvolvimento e implantação de sistemas.
Total do Passivo
O total do passivo consolidado da Companhia em 31 de dezembro de 2017 foi de R$ 24.043.402 mil e de R$ 20.622.648 mil em 31 de dezembro de 2016, representando um aumento de 17% em 2017, equivalente a R$ 3.420.754 mil, explicados principalmente, pelas variações nas rubricas comentadas abaixo, considerando os montantes classificados no passivo circulante e não circulante:
Empréstimos e financiamentos (curto e longo prazo)
O saldo dos empréstimos e financiamento apresentou um aumento de R$ 3.146.052 mil no ano, em função, principalmente, dos seguintes fatores: (i) captação de empréstimos e financiamentos no montante de R$ 8.657 milhões; (ii) apropriação de juros no valor de R$ 1.106 milhões; (iii) reconhecimento de uma despesa líquida de variação cambial de R$ 233 milhões (devido à desvalorização de 4% do Real frente ao dólar norte-americano no ano) e, (iv) pagamento de juros e principal da dívida no montante de R$ 6.756 milhões.
Contas a pagar aos fornecedores
O saldo a pagar aos fornecedores apresentou um aumento de R$ 1.243.631 mil no ano de 2017, explicado, substancialmente, pelo aumento no volume de contratações de serviços e compra de máquinas e equipamentos em função do Projeto Horizonte 2 com prazos de pagamento para início de 2018 e pelas compras de celulose da Klabin, cujos vencimentos são até 360 dias.
Impostos e taxas a recolher
O saldo dos impostos e taxas a recolher apresentou um aumento de R$ 160.815 mil no ano de 2017, substancialmente devido ao reconhecimento de despesa com IRPJ e CSLL no ano em função do lucro apurado.
Dividendos a pagar
A redução de R$ 135.218 mil no saldo de dividendos a pagar está relacionado (i) ao pagamento em maio de 2017 dos dividendos mínimos obrigatórios declarados relativo ao ano de 2016, no valor de R$ 393.026 mil e, (ii) ao reconhecimento dos dividendos mínimos obrigatórios do ano de 2017, no valor de R$ 257.750 mil, correspondente a 25% do lucro ajustado do exercício.
Passivos relacionados aos ativos mantidos para a venda
A redução do saldo no ano de 2017 à zero, está relacionada ao reconhecimento dos efeitos da baixa contábil dos adiantamentos recebidos da CMPC oriundos do Projeto Losango, conforme mencionado acima quando da explicação sobre a variação do grupo “Ativos mantidos para a venda“, do Ativo.
Patrimônio Líquido
O saldo do patrimônio líquido apresentou um aumento de 6% no ano de 2017, equivalente a R$ 832.249 mil, sendo que as principais movimentações ocorridas no patrimônio líquido durante o exercício estão relacionadas, principalmente: (i) constituição de reserva legal, no valor de R$ 54.263 mil; (ii) destaque dos dividendos mínimos obrigatórios no montante de R$ 257.750 mil e, (iii) destinação do resultado remanescente para a conta de reserva para investimentos, no montante de R$ 773.252 mil.
Comentários sobre alterações significativas verificáveis na comparação entre os balanços patrimoniais consolidados dos exercícios de 2016 e 2015:

Total do Ativo
Os ativos totais consolidados da Companhia sofreram um aumento de 17% em 2016, equivalente a R$ 5.006.350 mil, o que pode ser explicado, principalmente, pelas variações nas rubricas comentadas abaixo, considerando os montantes classificados no ativo circulante e não circulante:
Caixa e equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários
O saldo de caixa e equivalentes de caixa e de títulos e valores mobiliários apresentou um aumento de R$ 2.141.263 mil decorrentes, principalmente (i) das captações de dívidas no período, dentre as quais destacamos as dívidas que serão utilizadas para o financiamento do Projeto Horizonte 2, como as quatro emissões dos Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA), no valor de R$ 3.300 milhões, a captação junto à Agência de crédito de exportação da Finlândia (Finnvera) pela Fibria-MS, no valor de R$ 1.188 milhões, as liberações dos contratos firmados com o BNDES, no valor de R$ 979 milhões e, a captação junto ao Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), no valor de R$ 424 milhões, e (ii) a aplicação em títulos e valores mobiliários do excedente de caixa gerado nas operações.
Instrumentos financeiros derivativos
O ativo líquido relativo aos instrumentos financeiros derivativos (ativo menos passivo) apresentou um aumento de R$ 846 milhões no ano, devido, principalmente, ao efeito da marcação a mercados dos instrumentos contratados, os quais são impactados pelo movimento do dólar norte-americano frente ao Real. Em 2016, a Companhia reconheceu um ganho líquido com instrumento financeiros derivativos no montante de R$ 700.927 mil.
Contas a receber de clientes
O saldo das contas a receber de clientes apresentou uma redução de R$ 107.365 mil. A variação está relacionada principalmente com o impacto da queda do dólar sobre os saldos a receber em das vendas no exterior e com o aumento no volume de operações de forfaiting realizadas em 2016 em comparação com o ano de 2015 (2016: R$ 1.812.105 mil | 2015: R$ 1.788.970 mil). Com relação ao prazo médio de recebimento do mercado externo, a Companhia teve uma redução de 6 dias, passando de 26 dias em dezembro de 2015 para 20 dias em dezembro de 2016; já no mercado interno, houve um aumento de 5 dias, passando de 32 dias em 31 de dezembro de 2015 para 37 dias em 31 de dezembro de 2016.
Estoques
O aumento de R$ 66.868 mil nos estoques está relacionado com os seguintes fatores combinados: (i) as compras de celulose oriundas do contrato com a Klabin (ii) a redução de 5 dias de estoque, passando de 52 dias em 2015 para 47 dias em 2016, e (iii) efeito da desvalorização do dólar norte-americano frente ao real
Impostos diferidos
O saldo líquido dos impostos diferidos ativos (imposto ativo menos o imposto passivo) apresentou uma queda de R$ 1.326.942 mil, decorrente, principalmente, do efeito da variação cambial sobre os empréstimos, financiamentos e operações em moeda estrangeira em função da opção da Companhia de tributação da variação cambial pelo regime de caixa, pelo efeito tributário do ajuste do ativo biológico reconhecido no ano, pelo aproveitamento fiscal do ágio não amortizado contabilmente e o reconhecimento do efeito da provisão para imposto de renda e contribuição social sobre resultados das subsidiárias do exterior.
Ativos imobilizado, biológico e intangível
O saldo do ativo imobilizado sofreu um aumento de R$ 3.673.806 mil, decorrente das seguintes movimentações: (i) depreciação da base de ativos que totalizou R$ 792 milhões; (ii) baixas no valor de R$ 37 milhões e, (iii) adições que totalizaram R$ 4.431 milhões, dentre as quais podemos destacar os adiantamentos relativos ao Projeto Horizonte 2.
O saldo dos ativos biológicos registrou um aumento de R$ 236.643 mil, decorrente das seguintes movimentações: (i) cortes efetuados no período, no montante de R$ 1.087 milhões; (ii) adições decorrentes de plantio e reforma, de R$ 1.538 milhões e, (iv) variação negativa na avaliação do valor justo no final do período de reporte, no valor de R$ 212 milhões.
O saldo dos ativos intangíveis registrou um aumento de R$ 70.060 mil, decorrente das seguintes movimentações: (i) amortizações no período de R$ 67 milhões e, (ii) adições de R$ 119 milhões, principalmente relativo ao reconhecimento do direito de exploração da concessão do Terminal de Macuco, no valor de R$ 115 milhões.
Total do Passivo
Os passivos totais consolidados da Fibria sofreram um aumento de 24% em 2016, equivalente a R$ 4.003.990 mil, explicados principalmente, pelas variações nas rubricas comentadas abaixo, considerando os montantes classificados no passivo circulante e não circulante:
Empréstimos e financiamentos (curto e longo prazo)
O saldo dos empréstimos e financiamento apresentou um aumento de R$ 3.408.679 mil no ano, em função, principalmente, dos seguintes fatores: (i) captação de empréstimos e financiamentos no montante de R$ 7.904 milhões; (ii) apropriação de juros no valor de R$ 717 milhões; (iii) reconhecimento de uma receita líquida de variação cambial de R$ 1.716 milhões (devido à valorização de 16,5% do Real frente ao dólar norte-americano no ano) e, (iv) pagamento de juros e principal da dívida no montante de R$ 3.353 milhões.
Contas a pagar aos fornecedores
O saldo a pagar aos fornecedores apresentou um aumento de R$ 1.198.814 mil no ano de 2016, explicado, substancialmente, pelo aumento no volume de contratações de serviços e compra de máquinas e equipamentos em função do Projeto H2 e pelas compras de celulose da Klabin, com vencimentos em até 360 dias.
Impostos e taxas a recolher
O saldo dos impostos e taxas a recolher apresentou uma redução e R$ 478.866 mil no ano de 2016, substancialmente devido à ausência de reconhecimento de IRPJ e CSLL em função do prejuízo apurado no ano.
Dividendos a pagar
O aumento no saldo de dividendos a pagar de R$ 310.497 mil está relacionado (i) ao pagamento em maio de 2016 do valor de R$ 81.269 mil relativo aos dividendos mínimos apurados em 2015 e, (ii) ao reconhecimento dos dividendos mínimos obrigatórios do ano de 2016, no valor de R$ 393.026 mil, correspondente a 25% do lucro ajustado do exercício.
Patrimônio Líquido
O saldo do patrimônio líquido apresentou uma redução de 8% no ano de 2016, equivalente a R$ 1.002.360 mil, sendo que as principais movimentações ocorridas no patrimônio líquido durante o exercício estão relacionadas, principalmente: (i) à distribuição em maio de 2016, de R$ 218.731 mil, a título de dividendo adicional proposto do exercício de 2015, a partir da aprovação em Assembleia Geral Ordinária realizada em 27 de abril de 2016; (ii) constituição de reserva legal, no valor de R$ 82.743 mil; (iii) destaque dos dividendos mínimos obrigatórios no montante de R$ 393.026 mil e, (iv) destinação do resultado remanescente para a conta de reserva para investimentos, no montante de R$ 1.179.079 mil.
A tabela a seguir apresenta os valores consolidados das demonstrações do resultado dos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015, elaborados de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS).


Demonstração de resultados (R$ Mil)

2017

AV

AH

2016

AV

AH

2015






(%)

(%)




(%)

(%)




























Receita

11.739.153

100

22

9.614.817

100

-5

10.080.667

Custos dos produtos vendidos

(8.248.416)

-70

16

(7.108.346)

-74

21

(5.878.209)

























Lucro bruto

3.490.737

30

39

2.506.471

26

-40

4.202.458

























Despesas com vendas

(547.232)

-5

14

(481.306)

-5

10

(437.253)

Despesas administrativas

(285.707)

-2

4

(275.797)

-3

4

(265.621)

Resultado da equivalência patrimonial

49

0

-107

(751)

0

-291

393

Outras receitas operacionais, líquidas

(339.713)

-3

6

(321.167)

-3

-1.419

24.347




























(1.172.603)

-10

9

(1.079.021)

-11

59

(678.134)

























Resultado antes das receitas e despesas financeiras

2.318.134

20

62

1.427.450

15

-59

3.524.324

























Receitas financeiras

419.429

4

48

282.465

3

27

221.679

Despesas financeiras

(1.162.617)

-10

55

(751.710)

-8

32

(569.793)

Resultado dos instrumentos financeiros derivativos

237.561

2

-66

700.927

7

-184

(830.128)

Variações monetárias e cambiais, líquidas

(277.058)

-2

-120

1.384.535

14

-155

(2.507.023)




























(782.685)

-7

-148

1.616.217

17

-144

(3.685.265)

























Resultado antes do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro (prejuízo)

1.535.449

13

-50

3.043.667

32

-1.991

(160.941)

























Imposto de renda e contribuição social






















Corrente

(315.865)

-3

493

(53.265)

-1

-92

(684.246)

Diferido

(126.240)

-1

-90

(1.326.786)

-14

-210

1.202.172

























Lucro líquido (prejuízo) do exercício

1.093.344

9

-34

1.663.616

17

366

356.985

























Atribuível aos






















Acionistas da Companhia

1.085.265

9

-34

1.654.848

17

384

342.185

Acionistas não controladores

8.079

0

-8

8.768

0

-41

14.800

























Prejuízo do exercício

1.093.344

9

-34

1.663.616

17

366

356.985

























Lucro (prejuízo) básico por ação – em reais

1,96

0

-34

2,99

0

382

0.62

























Lucro (prejuízo) diluído por ação – em reais

1,96

0

-34

2,98

0

381

0.62


Comentários sobre alterações significativas verificáveis na comparação entre as demonstrações de resultado consolidados dos exercícios de 2017 e 2016:
Receita líquida
A receita operacional líquida da Companhia totalizou R$ 11.739.153 mil em 2017, 22% inferior à registrada em 2016. Esse aumento é explicado principalmente pelo aumento de 13% no volume de vendas e 18% de aumento no preço médio líquido em dólar, parcialmente compensado pela redução de 8% no dólar médio no período entre 2016 e 2017.
O volume de vendas de celulose no ano de 2017 atingiu 6,2 milhões de toneladas, 13% superior ao volume comercializado no ano anterior (correspondente a 5,5 milhões), principalmente em função do início das operações de Horizonte 2 e do maior volume de vendas de celulose oriundos do contrato com a Klabin, conforme mencionado anteriormente.
As exportações de celulose representaram 91,2% da receita líquida de vendas de celulose e 89,3% do volume de vendas de celulose em 2017, comparados a 90,5% e 90%, respectivamente, em 2016.
Em 2017, 38,9% da receita líquida de vendas foi representado por vendas à Ásia, 31,5% à Europa e 20,1% à América do Norte, comparado com 31,6%, 36,5% e 21,5%, respectivamente em 2016. Descontos são frequentemente concedidos aos clientes da Companhia localizados na Europa e América do Norte.
Quanto à distribuição de vendas por uso final, o segmento de Papéis Sanitários representou 49% do total das vendas em 2017, seguido por Imprimir e Escrever com 35% e Papéis Especiais com 16%.
Custo dos produtos vendidos
O custo do produto vendido totalizou R$ 8.248.416 mil, um aumento de R$ 1.140.070 mil (equivalente a 16%) em relação a 2016, principalmente em função de (i) um aumento de 21% nos custos variáveis, que passaram de R$ 3.646 milhões em 2016 para R$ 4.411 milhões em 2017 e, (ii) 17% de aumento nas despesas com frete, passando de R$ 922 milhões em 2016 para R$ 1.081 milhões em 2017. O aumento nos custos variáveis e no frete estão relacionadas ao maior volume de vendas em função tanto do início das operações de Horizonte 2 quanto do efeito do aumento das vendas de celulose oriundas do contrato com a Klabin, já que 2017 tivemos um ano inteiro de vendas desse contrato enquanto que em 2016, apenas a partir de maio). Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo impacto do menor efeito de paradas programadas em 2017 comparado à 2016 e do efeito de diluição dos custos fixos como resultado do início das operações de Horizonte 2, o qual também impactou em um maior resultado com utilidades (venda de energia).
O custo caixa de produção do ano foi de R$ 637/tonelada, 6% inferior ao custo caixa de 2016, de R$ 680/tonelada, em grande parte explicado pela redução de R$ 30/tonelada em custos variáveis (principalmente maior resultado de utilidade relativo às vendas de energia), R$ 17/tonelada como efeito de Horizonte 2 e R$ 13/tonelada de menor impacto das paradas programadas de manutenção, que foi parcialmente compensada pelo aumento de R$ 17/tonelada nos preços de químicos e combustível. Excluindo os efeitos das paradas programadas, nosso custo caixa de produção seria R$ 618/tonelada em 2017, comparado à R$ 649/tonelada em 2016.
Lucro bruto
O resultado combinado do aumento das receitas líquidas e aumento do custo dos produtos vendidos justifica um aumento de 39% (ou R$ 984.266 mil) no lucro bruto em 2017 quando comparado ao ano de 2016, com uma margem bruta de 30% em 2017, contra 26% em 2016.
Despesas com vendas
As despesas com vendas totalizaram R$ 547.232 mil, o que representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior (R$ 481.306 mil). O aumento é explicado, principalmente, pelo aumento de 16,8% nas despesas com manuseios de mercadoria, armazenagem e transporte de mercadorias e comissões de vendas, passando de R$ 412 milhões em 2016 para R$ 481 milhões em 2017, como resultado do aumento no volume de vendas. A relação entre despesas de vendas e receita líquida aumentou de 5,0% em 2016 para 4,7% em 2017.
Despesas administrativas
As despesas administrativas tiveram um aumento de 3,6% em 2017, passando de R$ 276 milhões em 2016 para R$ 286 milhões em 2017. Esse aumento deve-se ao aumento de 7% na despesa com benefícios a empregados, que passou R$ 112 milhões em 2017 comparado à uma despesa de R$ 104 milhões em 2016 como resultado do reajuste anual de salários dos nossos colaboradores. A relação entre despesas administrativas e receita líquida reduziu de 2,9% em 2016 para 2,4% em 2017.
Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas
Em 2017, reconhecemos uma despesa líquida de R$ 339.713 mil comparado à R$ 321.167 mil em 2016, principalmente, pelo resultado combinado dos seguintes fatores:


  1. variação de R$ 114 milhões no resultado do valor justo do ativo biológico, passando de uma perda de R$ 212 milhões em 2016 para uma perda de R$ 326 milhões em 2017;




  1. reconhecimento de R$ 62 milhões de ganho de capital com a baixa dos ativos do Projeto Losango;




  1. variação de R$ 52 milhões nas contingências, de um resultado negativo de R$ 23 milhões em 2016 para um resultado positivo de R$ 29 milhões, cujo efeito está relacionado à reversão de R$ 58 milhões de contingências trabalhistas e ao pagamento de R$ 54 milhões em processos no ano, que foi parcialmente compensado pelo reconhecimento de despesa com variação monetária sobre os processos de R$ 40 milhões e o reconhecimento de novos processos;




  1. aumento de R$ 10 milhões nas despesas com os programas de remuneração variável aos empregados, passando de R$ 61 milhões em 2016 para R$ 71 milhões em 2017, em função, principalmente, da valorização no preço das ações da Companhia, cujo resultado impacta na mensuração dos programas de remuneração variável da Diretoria e gerentes gerais.


Resultado Financeiro
O resultado financeiro líquido reduziu cerca de 148%, ou R$ 2.398.902 mil, passando de um resultado financeiro líquido positivo em 2016 de R$ 1.616.217 mil para um resultado financeiro líquido negativo de R$ 782.685 mil em 2017, principalmente, em virtude do impacto da variação cambial sobre as dívidas denominadas em dólar norte-americano, passando de um efeito positivo de R$ 1.716 milhões em 2016 para um efeito negativo de R$ 233 milhões em 2017, devido ao aumento de 1,5% no dólar-norte americano frente ao Real.
O aumento de R$ 411 milhões nas despesas financeiras deve-se principalmente ao aumento da dívida bruta devido às captações realizadas no período.
As reduções de R$ 463 milhões no resultado líquido dos instrumentos financeiros derivativos e de R$ 1.662 milhões nas receitas com variação cambial em 2017 estão relacionadas à desvalorização de 1,5% do Real frente ao dólar norte-americano durante o ano, comparado com uma valorização de 16,5% do Real frente ao dólar norte-americano em 2016.
Imposto de renda e contribuição social
A alíquota do imposto de renda e da contribuição social no Brasil foi de 34% em 2016 e 2015. A Companhia e suas controladas sediadas no Brasil utilizam a sistemática do lucro real. As controladas sediadas no exterior utilizam sistemáticas de apuração dos tributos de acordo com as regras de apuração do país onde se encontram.
A Companhia continua a acreditar nas previsões dos tratados internacionais para evitar a dupla tributação. Porém, como a definição final sobre a sua aplicabilidade está pendente no Supremo Tribunal Federal, atualmente a Companhia tributa o lucro de acordo com a Lei 12.973/14.
A Lei 12.973/14 revogou o artigo 74 da Medida Provisória 2.158/01 e determina que a parcela do ajuste do valor do investimento em controlada, direta ou indireta, domiciliada no exterior equivalente aos lucros por ela auferidos antes do imposto sobre a renda, excetuando a variação cambial, deverá ser computada na determinação do lucro real e na base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido da pessoa jurídica controladora domiciliada no Brasil, ao fim de cada ano. A repatriação desses lucros em anos subsequentes não está sujeita à futura tributação no Brasil. A Companhia reconhece provisões para impostos sobre a renda de subsidiárias no exterior por competência.
A taxa efetiva realizada foi 28,8% em 2017 comparada à 45,3% em 2016.
As principais razões para a diferença entre 2017 e 2016, além do resultado antes dos impostos nos respectivos anos, foram o aumento do efeito fiscal sobre o benefício do Programa Reintegra e o resultado líquido da variação cambial reconhecido como resultado da conversão para a moeda funcional real das subsidiárias no exterior. Como o real não é a moeda utilizada para fins de tributação nestes países, tal efeito não é reconhecido nas subsidiárias do exterior e nunca será objeto de tributação no Brasil. O efeito da variação cambial das subsidiárias no exterior foi um ganho de R$ 53 milhões em 2017 e uma perda de R$ 314 milhões em 2016, refletindo a valorização do real frente às moedas estrangeiras (substancialmente dólar norte-americano e euro).
O desembolso de caixa para pagamento de imposto de renda e contribuição social no exercício totalizou R$ 35.855 mil em 2017, comparado a R$ 106.411 mil em 2016.
Lucro líquido atribuído aos acionistas não controladores
A participação de não controladores foi de R$ 8.768 mil em 2016 para R$ 8.079 mil em 2017.
Lucro Líquido do exercício
Como resultado das considerações acima, o lucro líquido consolidado do ano de 2017 totalizou R$ 1.093.344 mil, em comparação um lucro líquido de R$ 1.663.616 mil em 2016. O lucro líquido do exercício representou 9,3% da receita em 2017 comparado 17% em 2016.
Comentários sobre alterações significativas verificáveis na comparação entre as demonstrações de resultado consolidados dos exercícios de 2016 e 2015:
Receita líquida
A receita operacional líquida da Companhia totalizou R$ 9.614.817 mil em 2016, 5% inferior à registrada em 2015. Essa redução é explicada principalmente pela queda de 15% no preço médio líquido em dólar, parcialmente compensado pelo aumento de 8% no volume de vendas (incluindo as vendas oriundas do contrato com a Klabin) e a valorização de 5% no dólar médio no período entre 2015 e 2016.
O volume de vendas de celulose no ano de 2016 atingiu 5,5 milhões de toneladas, 8% superior ao volume comercializado no ano anterior (correspondente a 5,1 milhões).
As exportações de celulose representaram 90,5% da receita líquida de vendas de celulose e 90% do volume de vendas de celulose em 2016, comparados a 91,8% e 90,3%, respectivamente, em 2015.
A Europa permaneceu com a maior participação na receita por região, representando 36%, seguida por Ásia com 32%, América do Norte com 22% e o Brasil com 10%.
Quanto à distribuição de vendas por uso final, o segmento de Papéis Sanitários representou 48% do total das vendas em 2016, seguido por Imprimir e Escrever com 34% e Papéis Especiais com 18%.
Descontos são frequentemente concedidos aos clientes da Companhia localizados na Europa e América do Norte.
Custo dos produtos vendidos
O custo do produto vendido totalizou R$ 7.108.346 mil, um aumento de R$ 1.230.137 mil (equivalente a 21%) em relação a 2015, principalmente em função de (i) um aumento de 40% nos custos variáveis, que passaram de R$ 2.602 milhões em 2015 para R$ 3.646 milhões em 2016 e, (ii) 17% de aumento nas despesas com benefícios a empregados, passando de R$ 498 milhões em 2015 para R$ 580 milhões em 2016. Os custos variáveis aumentaram essencialmente em função das despesas relativas às compras de celulose oriundas do contrato com a Klabin e, impactos dos aumentos observados no custo caixa de produção devido ao maior raio médio no transporte e maior porção de madeira adquirida de terceiros. O aumento na despesa de benefícios a empregados estão relacionadas aos reajustes anuais dos salários dos empregados.
O custo caixa de produção do ano foi de R$ 680/tonelada, 10% superior ao custo caixa de 2015, de R$ 610/tonelada, em grande parte explicado pelo: (i) aumento de R$ 33/tonelada no custo da madeira (incluindo transporte), R$ 16/tonelada em custos variáveis (principalmente menor resultado de utilidade relativo às vendas de energia), R$ 8/tonelada em custos fixos (materiais e serviços) e R$ 4/tonelada de impacto de variação cambial, os quais foram compensados em R$ 4/tonelada pelo menor custo com as paradas programadas para manutenção. Excluindo os efeitos das paradas programadas, nosso custo caixa de produção seria R$ 649/tonelada em 2016, comparado à R$ 581/tonelada em 2015.
Lucro bruto
O resultado combinado da redução das receitas líquidas e aumento do custo dos produtos vendidos justifica uma queda de 40% (ou R$ 1.695.987 mil) no lucro bruto em 2016 quando comparado ao ano de 2015, com uma margem bruta de 26% em 2016, contra 42% em 2015.
Despesas com vendas
As despesas com vendas totalizaram R$ 481.306 mil, o que representa um aumento de 10% em relação ao ano anterior (R$ 44.053 mil). O aumento é explicado, principalmente, pelo aumento no volume de vendas e apreciação do dólar norte-americano médio no período frente ao real, o qual impactou principalmente as despesas com os terminais. A relação entre despesas de vendas e receita líquida aumentou de 4,3% em 2015 para 5,0% em 2016.
Despesas administrativas
As despesas administrativas somaram R$ 275.797 mil em 2016, praticamente estável em relação ao ano anterior (R$ 265.621 mil). A relação entre despesas administrativas e receita líquida aumentou de 2,6% em 2015 para 2,9% em 2016.
Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas
Em 2016, reconhecemos uma despesa líquida de R$ 321.167 mil comparado à uma receita líquida de R$ 24.347 mil em 2015, principalmente, pelo resultado combinado dos seguintes fatores:


  1. redução de R$ 397 milhões no resultado do valor justo do ativo biológico, passando de um ganho de R$ 185 milhões em 2015 para uma perda de R$ 212 milhões em 2016;




  1. reconhecimento de R$ 31 milhões de perda na alienação de imobilizado em 2016, comparado a um ganho de R$ 135 milhões de perda em 2015, principalmente pelo efeito da venda de 5 mil hectares de terras à Votorantim em 2015;




  1. reconhecimento em 2015 do complemento da provisão para perda de créditos de ICMS de anos anteriores, no valor de R$ 165 milhões. Até setembro de 2015, essa provisão era equivalente a 80% do total no Estado do Espírito Sando; porém, devido à baixa probabilidade de realização desses créditos, o percentual foi aumentado para 100% a partir de outubro de 2015; e




  1. redução de R$ 58 milhões nas despesas com os programas de remuneração variável aos empregados, passando de R$ 119 milhões em 2015 para R$ 61 milhões em 2016, em função, principalmente, da queda no preço das ações da Companhia, cujo resultado impacta na mensuração dos programas de remuneração variável da Diretoria e gerentes gerais.


Resultado Financeiro
O resultado financeiro totalizou uma receita líquida de R$ 1.616.217 mil, comparada à uma despesa líquida de R$ 3.685.265 mil em 2015, representando um aumento de 144%, devido:


  1. ao aumento nas despesas financeiras de 32%, passando de R$ 570 milhões em 2015 para R$ 752 milhões em 2016, em função do aumento do endividamento bruto da Companhia devido às captações realizadas em 2016;




  1. ao efeito da variação cambial fruto da desvalorização de 16,5% do dólar norte-americano frente ao real no ano de 2016, onde as receitas líquidas foram de R$ 1.385 milhões em 2016 comparado a uma despesa líquida de R$ 2.057 milhões em 2015; e




  1. ao aumento de R$ 1.531 milhões no resultado positivo com instrumentos financeiros derivativos, passando de uma perda líquida de R$ 830 milhões em 2015 para um ganho líquido de R$ 701 milhões em 2016, devido à desvalorização do dólar norte-americano frente ao real ao longo do ano.


Imposto de renda e contribuição social
A alíquota do imposto de renda e da contribuição social no Brasil foi de 34% em 2016 e 2015. A Companhia e suas controladas sediadas no Brasil utilizam a sistemática do lucro real. As controladas sediadas no exterior utilizam sistemáticas de apuração dos tributos de acordo com as regras de apuração do país onde se encontram.
A Companhia continua a acreditar nas previsões dos tratados internacionais para evitar a dupla tributação. Porém, como a definição final sobre a sua aplicabilidade está pendente no Supremo Tribunal Federal, atualmente a Companhia tributa o lucro de acordo com a Lei 12.973/14.
A Lei 12.973/14 revogou o artigo 74 da Medida Provisória 2.158/01 e determina que a parcela do ajuste do valor do investimento em controlada, direta ou indireta, domiciliada no exterior equivalente aos lucros por ela auferidos antes do imposto sobre a renda, excetuando a variação cambial, deverá ser computada na determinação do lucro real e na base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido da pessoa jurídica controladora domiciliada no Brasil, ao fim de cada ano. A repatriação desses lucros em anos subsequentes não está sujeita à futura tributação no Brasil. A Companhia reconhece provisões para impostos sobre a renda de subsidiárias no exterior por competência.
A taxa efetiva realizada foi 45,3% em 2016 comparada à 321,8% em 2015.
As principais razões para a diferença entre 2016 e 2015, além do resultado antes dos impostos nos respectivos anos, foram a redução do efeito fiscal sobre o benefício do Programa Reintegra e o resultado líquido da variação cambial reconhecido como resultado da conversão para a moeda funcional real das subsidiárias no exterior. Como o real não é a moeda utilizada para fins de tributação nestes países, tal efeito não é reconhecido nas subsidiárias do exterior e nunca será objeto de tributação no Brasil. O efeito da variação cambial das subsidiárias no exterior foi uma perda de R$ 314 milhões em 2016 e um ganho de R$ 458 milhões em 2015, refletindo a valorização do real frente às moedas estrangeiras (substancialmente dólar norte-americano e euro), e
O desembolso de caixa para pagamento de imposto de renda e contribuição social no exercício totalizou R$ 106.411 mil em 2016, comparado a R$ 76.395 mil em 2015.
Lucro líquido atribuído aos acionistas não controladores
A participação de não controladores foi de R$ 14.800 mil em 2015 para R$ 8.768 mil em 2016.
Lucro Líquido do exercício
Como resultado das considerações acima, o lucro líquido consolidado do ano de 2016 totalizou R$ 1.663.616 mil, em comparação um lucro líquido de R$ 356.985 mil em 2015. O lucro líquido do exercício representou 17% da receita em 2016 comparado 4% em 2015.

10.2 - Resultado operacional e financeiro
a. Resultados das operações da Companhia, em especial: (i) descrição de quaisquer componentes importantes da receita (ii) fatores que afetaram materialmente os resultados operacionais
A seguir são apresentados os comentários da Diretoria da Companhia correspondentes à análise dos componentes importantes da receita e fatores que afetaram ou podem afetar materialmente os resultados da Companhia. Nas seções 10.2(b) e 10.2(c), em conjunto, são comentadas as variações e/ou impactos de itens tais como, preços da celulose, taxas de câmbio, inflação, taxa de juros e sazonalidade.
Os resultados das operações para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015 foram influenciados e os resultados das operações continuarão a ser influenciados por diversos fatores, dentre eles:


  • a expansão ou contração da capacidade de produção global dos produtos vendidos pela Companhia e a taxa de crescimento da economia global;




  • flutuações no preço dos produtos no mercado internacional, que são precificados ou usam como referência o dólar norte-americano e que poderiam afetar a receita líquida da Companhia;




  • a taxa de crescimento do PIB brasileiro, que afeta a demanda interna por produtos da Companhia e, consequentemente, o volume de vendas no mercado interno;




  • a taxa de produtividade, que afeta significativamente os custos de produção dos produtos da Companhia e que pode levar ao impairment dos ativos;




  • os resultados das operações das companhias em que a Companhia tem ou teve participação acionária minoritária ou igualitária, como é o caso da Veracel Celulose S.A., e uma parte disso é ou foi consolidado no resultado operacional da Companhia, conforme exigido pelo IFRS;




  • alterações cambiais relativas ao real/dólar norte-americano, incluindo a depreciação do dólar norte-americano médio frente ao Real de 8% em 2017 e a apreciação de 4% em 2016 e 42% em 2015, que afetaram (1) as quantidades expressas em reais da receita líquida, do custo de venda (principalmente químicos e frete) e outras operações, e outros custos que são determinados ou vinculados ao dólar norte-americano e (2) a despesa financeira líquida da Companhia, como resultado das obrigações denominadas em dólar norte-americano, que requerem o pagamento de principal e de juros remuneratórios em dólar norte-americano;




  • o nível de endividamento e a flutuação da taxa básica de juros no Brasil, principalmente a taxa LIBOR, que afeta o custo de pagamento de juros de dívidas da Companhia com taxas denominadas em dólar norte-americano com taxa flutuante, e flutuações da taxa DI, que afeta o custo de pagamento de juros de dívidas com taxas denominadas em real com taxa flutuante;




  • taxa de inflação no Brasil, que foi 2,9% em 2017, 6,3% em 2016 e 10,7% em 2015, conforme medido pelo IPCA, e os efeitos da inflação (ou deflação) nos custos operacionais em reais da Companhia e sua dívida denominada em reais que está indexada à inflação ou contém juros com taxas que são parcialmente ajustadas em relação à inflação; e




  • mudanças nas políticas contábeis e na Lei nº 6.404/76, introduzidas pela Lei 11.638/07 e novos pronunciamentos e normas internacionais de contabilidade.

O quadro a seguir demonstra a origem das receitas relevantes da Companhia nos últimos três anos por tipo de produto final:










Exercício social findo em

31 de dezembro de







2017




2016




2015

Celulose:



















Volumes (em milhares de toneladas)



















Interno




662




551




499

Externo




5.550




4.953




4.619

Total




6.212




5.504




5.118






















Receitas líquidas (em milhões de R$)



















Interno




1.026




905




819

Externo




10.621




8.620




9.169

Subtotal




11.647




9.525




9.988

Serviços portuários




92




90




93

Total




11.739




9.615




10.081






















Preço médio (em R$ por tonelada)




1.875




1.731




1.951























b. Variações das receitas atribuíveis à modificação de preços, taxas de câmbio, inflação, alterações de volumes e introdução de novos produtos e serviços
Este item é informado em conjunto com o item 10.2.c.
c. Impacto da inflação, da variação de preços dos principais insumos e produtos, do câmbio e da taxa de juros no resultado operacional e no resultado financeiro da companhia, quando relevante
A seguir são apresentados os comentários da Diretoria da Companhia correspondentes à análise dos impactos relevantes de itens tais como, preços da celulose, taxas de câmbio, inflação, taxa de juros e sazonalidade no resultado operacional e financeiro da Companhia.
Impacto da Variação de Preços da Celulose
Os preços no mercado internacional de nossos produtos de celulose apresentaram variação significativa, e acreditamos que eles continuarão a variar à luz dos desdobramentos econômicos globais, como o aumento na demanda por celulose na China. Os aumentos significativos dos preços no mercado internacional de nossos produtos e, consequentemente, os preços que podemos cobrar provavelmente aumentarão nossa receita líquida e nossos resultados operacionais na medida em que conseguimos manter nossas margens operacionais e os preços elevados não reduzirem o volume de vendas de nossos produtos.
Por outro lado, as reduções significativas dos preços no mercado internacional de nossos produtos e, consequentemente, os preços que podemos cobrar provavelmente reduzirão nossa receita líquida e nossos resultados operacionais, caso não consigamos aumentar nossas margens operacionais ou esses preços reduzidos não resultem em maior volume de vendas de nossos produtos.
Os preços mundiais de celulose são cíclicos, pois a demanda por papel depende fortemente das condições econômicas em geral e a capacidade de produção se ajusta lentamente às mudanças na demanda. No final do ano de 2015, os preços de referência médios da BEKP na América do Norte, na Europa e na Ásia foram US$890, US$784 e US$641 por tonelada, respectivamente. Em 2016, os preços médios de referência de BEKP na América do Norte, na Europa e na Ásia foram de US$850, US$696 e US$517 por tonelada, respectivamente. A combinação de uma forte demanda global por celulose em todas as regiões e uma inesperada interrupção significativa no fornecimento de celulose criaram um cenário favorável para os preços de celulose durante todo o ano de 2017. Houveram anúncios de aumento de preço em quase todos os meses do ano, resultando em um nível de preço médio anual acima dos anos anteriores. Em 2017, os preços médios de referência de BEKP na América do Norte, na Europa e na Ásia foram de US$998, US$820 e US$640 por tonelada, respectivamente.
Temos relacionamentos de vendas de longo prazo com substancialmente todos os nossos clientes de celulose e de papel nos mercados domésticos e de exportação. Esses contratos preveem em geral a venda de nossa celulose de mercado por preços anunciados por nós a cada mês. Esses preços poderão variar entre as diferentes áreas geográficas onde nossos clientes estão localizados. Os acordos de preços nos termos de nossos contratos de longo prazo são, em geral, consistentes com os preços de nossas outras vendas dentro da mesma região e seguem a tabela de preços de BEKP estabelecida, anunciada pelos principais produtores de celulose do mundo.
Impacto da Variação da Taxa de Câmbio
A condição financeira e resultados das operações da Companhia têm sido, e continuarão sendo, afetados pela taxa de inflação e pela taxa de câmbio do real frente ao dólar norte-americano.
A tabela abaixo mostra o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), valorização (desvalorização) do real contra o dólar norte-americano, cotação cambial média e no final dos períodos indicados abaixo:





2017




2016




2015







Inflação (IPCA)

2,9

%

6,3

%

10,7

%




Valorização (desvalorização) do Dólar x Real 

(8

%)

4

%

42

%




Cotação ao final do período de um ano - U.S.$ 1,00

R$

3,31

R$

3,26

R$

3,90




Média (ponderada diária)(1) da taxa de câmbio - U.S.$ 1,00

R$

3,19

R$

3,48

R$

3,34



(1) A média diária da taxa de câmbio é a soma da taxa de fechamento em cada dia útil dividida pelo número de dias úteis no período.


Os resultados das operações da Companhia e sua condição financeira tem sido, e continuarão sendo, afetados pela taxa de valorização ou desvalorização do real contra o dólar norte-americano, tendo em vista que:


  • parte importante das receitas da Companhia estão denominadas em dólares norte-americanos;




  • parte importante dos custos da Companhia estão denominados em reais;




  • algumas despesas operacionais, como custos de matéria prima e certas outras despesas, são denominadas em ou indexadas ao dólar norte-americano;




  • parte significativa das dívidas da Companhia está denominada em dólares norte-americanos e, portanto, os respectivos pagamentos de principal e juros devem ser realizados em dólares norte-americanos.

A maior parte das vendas de celulose da Companhia são feitas no mercado internacional a preços denominados em dólares norte-americanos. Em geral, a Companhia tenta fixar preços no mercado local que levem em consideração os preços internacionais de celulose e as variações da taxa de câmbio real/dólar norte-americano. Dessa forma, embora a maioria das receitas da Companhia no mercado doméstico seja denominada em reais, praticamente todos os produtos são vendidos a preços que estão baseados no mercado internacional, que são denominados em dólares norte-americanos.


Quando o real se desvaloriza em relação ao dólar norte-americano, assumindo que o preço internacional dos produtos da Companhia continue igual, as receitas líquidas de vendas da Companhia vindas de exportações aumentam e usualmente a Companhia procura aumentar os preços domésticos em reais, o que pode reduzir o volume de vendas no mercado local. Por outro lado, quando o real se valoriza em relação ao dólar norte-americano, assumindo que os preços em dólares norte-americanos se mantenham estáveis, nossas receitas líquidas de vendas diminuem e em geral é diminuído o valor dos preços domésticos em reais, o que pode gerar aumento no volume de vendas no mercado local. Em períodos de alta volatilidade do real x dólar norte-americano, em geral há um intervalo entre o momento em que a Companhia consegue aumentar ou diminuir seus preços em reais para os compradores brasileiros. Esses descasamentos diminuem quando a taxa de câmbio real x dólar norte-americano é menos volátil.
O endividamento consolidado em dólares norte-americanos representava 59% do endividamento da Companhia em 31 de dezembro de 2017 (incluindo swap de moeda) (63% em 31 de dezembro de 2016 e 90% em 31 de dezembro de 2015). Desta forma, quando o real se valoriza em relação ao dólar norte-americano:


  • os custos de juros das dívidas da Companhia denominadas em dólares norte-americanos diminui em reais, e tal diminuição afeta positivamente o resultado das operações da Companhia em reais;




  • o valor de dívidas denominadas em dólares norte-americanos diminui em reais, e o valor total de dívidas da Companhia diminui em reais; e




  • as despesas financeiras líquidas tendem a diminuir como resultado dos ganhos com variação cambial incluídos nos resultados da Companhia.

A depreciação do real contra o dólar norte-americano tem efeito contrário.


Exportações, que permitem à Companhia gerar recebíveis em moedas estrangeiras, tendem a conferir uma proteção natural contra o endividamento da Companhia denominado em dólares norte-americanos, mas estes itens não se equivalem totalmente. Desta forma, a Companhia frequentemente contrata instrumentos derivativos para mitigar os efeitos da flutuação cambial em seu endividamento. Parte significativa do endividamento da Companhia está ligada e é paga principalmente com os recursos decorrentes de exportações. Dívidas denominadas em dólares norte-americanos em geral estão disponíveis a custo mais baixo em comparação com outras fontes de recursos. A Companhia geralmente dá em penhor parte de seus recebíveis de exportação como garantia de suas obrigações, usualmente para cobrir as próximas parcelas de principal e juros. Estes contratos também contêm índices financeiros que devem ser observados pela Companhia, entre outras obrigações.
Impacto do Nível de endividamento e a Variação da Taxa de Juros
Em 31 de dezembro de 2017, o endividamento consolidado da Companhia era de R$ 19.299 milhões (R$ 16.153 milhões em 31 de dezembro de 2016 e R$ 12.744 milhões em 31 de dezembro de 2015). O nível de endividamento da Companhia resulta em despesas financeiras significativas que são refletidas em suas demonstrações de resultado. Resultados financeiros consistem em despesas com pagamento de juros, variação cambial real x dólar norte-americano e outros ativos e passivos denominados em moedas estrangeiras, ganhos e perdas com derivativos e outros itens descritos na Nota Explicativa 33 às demonstrações financeiras da Companhia para o exercício findo em 31 de dezembro de 2017.
Em 2017, a despesa financeira líquida da Companhia totalizou R$ 783 milhões, composto, principalmente, por R$ 967 milhões de juros de empréstimos e financiamentos, R$ 277 milhões de despesa líquida de variação cambial e monetária sobre dívidas e outros ativos e passivos, R$ 342 milhões de receitas de aplicações financeiras e R$ 238 milhões de ganhos com valor justo de instrumentos financeiros derivativos e R$ 119 milhões de despesa de outras obrigações. Em 2016, a receita financeira líquida da Companhia totalizou R$ 1.616 milhões, composto, principalmente, por R$ 1.385 milhões de receita líquida de variação cambial e monetária sobre dívidas e outros ativos e passivos, R$ 701 milhões de ganhos com valor justo de instrumentos financeiros derivativos e, R$ 752 milhões de juros de empréstimos e financiamentos. Em 2015, a Companhia apresentou uma despesa financeira líquida total de R$ 3.685 milhões, que consistiu principalmente de R$ 2.507 milhões de perdas líquidas com variação cambial sobre dívidas e outros ativos e passivos juros sobre empréstimos e financiamentos e R$ 803 milhões de perdas com valor justo de instrumentos financeiros derivativos e R$ 570 milhões de juros de empréstimos e financiamentos.
As agências de rating Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch mantêm um rating da Companhia e de certas dívidas da Companhia. Qualquer rebaixamento de nota de rating no futuro pode resultar no aumento de taxas de juros e outras despesas financeiras relacionadas a empréstimos e instrumentos de dívida e podem afetar adversamente a habilidade da Companhia de obter financiamentos em termos satisfatórios e nos montantes necessários.
Impacto da Sazonalidade
O padrão de sazonalidade do setor de celulose de mercado tem historicamente estado relacionado com o ciclo de produção de papel. A produção mundial de papel normalmente aumenta no final das férias de verão no hemisfério norte, bem como durante os feriados de Natal e Ano Novo. No entanto, tendo em vista alguns fatores específicos, incluindo fechamento e a abertura de novas plantas de produção de papel, mudanças na estrutura de custos do setor e o aumento na demanda global por celulose, a tendência de sazonalidade observada no passado pode sofrer alterações no futuro. No item 7.3(d) é apresentado um maior detalhamento das questões relacionadas à sazonalidade.


10.3 - Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados e nas demonstrações financeiras
a. Introdução ou alienação de segmento operacional

Não houve introdução ou alienação de segmento operacional nas atividades da Companhia durante o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017.
b. Constituição, aquisição ou alienação de participação societária
(i) Spinnova Oy
Em 6 de julho de 2017, a Companhia celebrou contrato de subscrição por meio do qual adquiriu uma participação minoritária equivalente a 18% do capital total da Spinnova Oy (“Spinnova”), pelo valor total de EUR 5 milhões (equivalentes a R$ 18.633 mil). Conforme acordo de acionistas celebrado, a Companhia terá o direito de indicar um membro do Conselho de Administração da Spinnova.
A Spinnova é uma start-up com foco no desenvolvimento de tecnologias de baixo custo e ambientalmente sustentáveis, para a produção de matérias-primas para a indústria têxtil. Estas tecnologias utilizam fibras de madeira para a produção de fios e filamentos que podem substituir o algodão, a viscose e/ou outros insumos na aplicação em tecidos e não tecidos.
Nessa mesma data, a Companhia assinou um Contrato de Desenvolvimento Conjunto para o desenvolvimento de uma linha de produção piloto para confirmação da viabilidade das tecnologias desenvolvidas pela Spinnova e produção em escala pré-comercial. As partes preveem o estabelecimento de um negócio em conjunto para a produção e comercialização do produto, caso o projeto atinja a fase comercial.
A Administração realizou avaliação dos direitos relativos às ações detidas e concluiu que não possui influência significativa na gestão dessa investida, portanto essa participação acionária não se qualifica como investimentos em coligadas.
Em 31 de dezembro de 2017, a participação da Companhia no capital social da Spinnova era de 18%. O saldo relativo à participação da Companhia foi reconhecido na rubrica “Outros investimentos”, no grupo de Investimentos.
(ii) Projeto Losango
Em 28 de dezembro de 2012, a Companhia e a CMPC Celulose Riograndense S.A. ("CMPC") assinaram um compromisso de compra e venda de todos os ativos do Projeto Losango, que inclui aproximadamente 100 mil hectares (não auditado) de áreas próprias e aproximadamente 39 mil hectares (não auditado) de eucaliptos plantados em áreas próprias e em áreas arrendadas de terceiros, localizados no Estado do Rio Grande do Sul, pelo valor total de R$ 615 milhões.
Em 31 de março de 2017, o compromisso de compra e venda foi aditado para transferir à CMPC, 100% das quotas da empresa Losango-FBR Florestal Ltda. (“Losango-FBR”) (proprietária dos ativos biológicos) e 49% das quotas da empresa Losango-RS Administração e Participações Ltda. (“Losango-RS”) (proprietária dos imóveis rurais - terras), por ocasião das transferências das escrituras dos imóveis (propriedades rurais) e aprovação da operação pelo Conselho de Defesa Nacional – CDN.
Assim, a Companhia recebeu, ainda em 31 de março de 2017, R$ 201.999 mil sendo, (i) R$ 50.000 mil em caixa e (ii) R$ 151.999 mil através de um depósito em conta caução (escrow account), cuja titularidade está em nome da Fibria e que será liberada após a obtenção das aprovações mencionadas abaixo e de outras condições precedentes para a conclusão do Projeto Losango. O valor depositado na escrow account atualizado até 31 de dezembro de 2017 é de R$ 162.254 mil.
A parcela remanescente de 51% do capital da Losango-RS será transferida à CMPC após aprovação pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA e demais órgãos, sem o recebimento de nenhum valor adicional pela Companhia.
A participação de 51% no capital da Losango-RS não é considerada um negócio sob o ponto de vista contábil, uma vez que não atende a definição de negócio conforme estabelecido pelas normas contábeis vigentes e, por essa razão, não apresentamos nenhum valor correspondente em nossos saldos contábeis.
Como resultado da transferência desses ativos à CMPC, a Companhia reconheceu os efeitos contábeis relativos à venda, gerando um ganho de capital que foi reconhecido na rubrica “Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas” na demonstração de resultado, conforme abaixo:











R$ mil







Receita na venda dos investimentos (*)




678.999




(-)

Custo dos investimentos baixados, classificados com ativos mantidos para venda




(598.257

)

(-)

Gastos com a venda (obtenções de licenças, registros dos imóveis e outros)




(19.094

)
















(=)

Ganho de capital antes do imposto de renda e contribuição social




61.648



















(-)

Despesas de imposto de renda e contribuição social – 34%




(20.960

)
















(=)

Ganho de capital, líquido do imposto de renda e contribuição social




40.688



(*) O valor foi recebido da seguinte forma: adiantamentos de R$ 470.000 mil e R$ 7.000 mil em dezembro de 2012 e novembro de 2014, respectivamente e, transferência de R$ 201.999 mil em março de 2017, conforme mencionado acima.


(iii) CelluForce Inc.
Conforme fato relevante divulgado em 18 de novembro de 2016, a Fibria celebrou contrato de subscrição, na mesma data, por meio do qual, sujeita a certas condições, comprometeu-se a subscrever ações preferenciais da CelluForce Inc. ("CelluForce"), uma sociedade privada constituída no Canadá, líder mundial na produção comercial de celulose nanocristalina. A Fibria adquiriu ações preferenciais equivalentes a aproximadamente 8,3% do capital da CelluForce, no valor de CAD$ 5.300.000,00 (cinco milhões e trezentos mil dólares canadenses), equivalente a R$ 13.379 mil naquela data.
Na mesma data, a Companhia também celebrou um acordo de acionistas com demais acionistas da CelluForce no qual foi estipulado o direito de a Companhia indicar um membro do conselho de administração da CelluForce.
A Companhia e a CelluForce celebraram, ainda em 18 de novembro de 2016, um contrato de aliança estratégica segundo o qual a Companhia possui o direito de distribuição exclusiva, na América do Sul, da celulose nanocristalina (CNC) produzida de acordo com a tecnologia da CelluForce. O contrato de aliança estratégica também contém a previsão de que, caso a CelluForce decida estabelecer uma planta para produção de CNC na América do Sul, a Fibria terá o direito de preferência de participar dessa planta por meio de uma joint venture com a CelluForce ou outra estrutura a ser acordada entre as partes.
Em 31 de dezembro de 2017, a participação da Companhia no capital social da CelluForce era de aproximadamente 8,3%. O saldo relativo à participação da Companhia foi reconhecido na rubrica “Outros investimentos”, no grupo de Investimentos.
(iv) Fibria Terminal de Celulose de Santos SPE S.A.
Em 8 de janeiro de 2016, foi constituída a empresa Fibria Terminal de Celulose de Santos SPE S.A. (“Fibria Santos”), subsidiária integral da Companhia, cujo objeto social único e exclusivo é a exploração do arrendamento da área, infraestruturas e instalação portuária pública localizada no Porto de Santos, Arrendamento de Macuco (STS07), para a realização das atividades de movimentação e armazenamento de cargas gerais não acondicionadas em contêineres, nos termos do Contrato de Arrendamento assinado com a União, a partir do Leilão nº 3/2015 promovido pela ANTAQ em dezembro de 2015.
c. Eventos ou Operações Não Usuais
Não ocorreram, no exercício social de 2017, quaisquer eventos ou operações não usuais com relação à Companhia e/ou suas atividades que tenham causado ou se espera venham a causar efeito relevante nas demonstrações financeiras ou resultados da Companhia.

10.4 - Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no relatório do auditor
A seguir são apresentados os comentários dos Diretores da Companhia correspondentes à análise das mudanças significativas nas práticas contábeis e os efeitos destas alterações. A análise dessas alterações foi segregada por exercício e, quando aplicável, os impactos na posição patrimonial e financeira foram apresentados em forma de quadro, no respectivo exercício da adoção. Na seção 10.4(a), os Diretores comentam quais foram as alterações ocorridas nos exercícios e qualificam as matérias objeto destas alterações. Na seção 10.4(b) é apresentada a análise dos Diretores sobre os impactos relevantes destas alterações e os efeitos na posição patrimonial e financeira da Companhia.
a. Mudanças significativas nas práticas contábeis
Durante os exercícios de 2017, 2016 e 2015, a Companhia não realizou qualquer mudança espontânea nas práticas contábeis adotadas para a preparação das suas demonstrações financeiras, exceto conforme mencionado no parágrafo abaixo.
A partir de 2015, as provisões para participação nos resultados e pagamento de bônus, calculadas com base em metas qualitativas e quantitativas definidas pela Administração, passaram a ser contabilizadas no grupo de “outras receitas/despesas operacionais, líquidas” e não mais no grupo de “despesas administrativas”. Devido a isso, as rubricas de “despesas administrativas” e de “outras receitas/despesas operacionais, líquidas” do ano de 2014 foram ajustadas para fins de comparabilidade.
A mudança da contabilização da participação nos resultados e pagamentos de bônus da Diretoria do grupo “despesas administrativas” para o grupo “outras receitas/despesas operacionais, líquidas” deu-se com o objetivo de buscar a padronização quanto ao reconhecimento e apresentação das despesas de participação nos resultados e pagamentos de bônus de todos os empregados da Companhia na demonstração de resultado, uma vez que, anteriormente à essa mudança, havia uma diferenciação no reconhecimento e apresentação das despesas de participação nos resultados e pagamentos de bônus da Diretoria em relação às despesas de participação nos resultados e pagamentos de bônus dos demais executivos e empregados da Companhia na demonstração de resultado.
Até então, as despesas de participação nos resultados e pagamentos de bônus dos demais executivos e empregados eram reconhecidos no grupo “outras receitas/despesas operacionais”, enquanto que as da Diretoria, eram reconhecidos no grupo de “despesas administrativas”. A administração informa, ainda, que a referida alteração (i) não provocou efeitos no resultado final apurado pela Companhia em qualquer indicador financeiro ou em outras métricas não-contábeis, tais como EBITDA, EBITDA Ajustado, Fluxo de Caixa Livre, Cash Value Added (CVA) e covenants financeiros; (ii) não esteve relacionada ao atingimento de qualquer meta financeira e/ou indicador utilizado pela Companhia para apuração da remuneração variável de nenhum executivo ou outros empregados da Companhia, de modo que essa mudança não beneficiou ou penalizou a remuneração variável.
Apresentamos a seguir uma descrição detalhada das alterações nas práticas contábeis ocorridas e seus respectivos impactos e natureza, segregadas por exercício.
Alterações relativas ao exercício de 2017
No exercício de 2017, não ocorreram mudanças significativas nas práticas contábeis. As alterações das normas existentes a seguir foram publicadas e serão obrigatórias para períodos contábeis subsequentes, ou seja, a partir de 1º de janeiro de 2018 ou a partir de 1º de janeiro de 2019. Não houve a adoção antecipada dessas normas por parte da Fibria.


  • IFRS 9 – Instrumentos Financeiros: emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010. O IFRS 9 é o primeiro padrão emitido como parte de um projeto maior para substituir o IAS 39. A principal alteração refere-se aos casos onde o valor justo dos passivos financeiros designados ao valor justo deve ser segregado de forma que a parte relativa ao valor justo correspondente ao risco de crédito da própria entidade seja reconhecida em “Outros resultados abrangentes” e não na demonstração do resultado do exercício. A versão completa do IFRS 9 foi publicada em julho de 2014, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2018.

A Administração avaliou as alterações introduzidas pela norma e concluiu que sua adoção não trará impactos significativos para a Companhia, principalmente em relação à mensuração dos instrumentos financeiros quando comparado com os princípios do IAS 39.


Os principais impactos estão relacionados à classificação dos ativos financeiros. Uma vez que o IFRS 9 alterou as categorias de classificação dos ativos financeiros, eliminando as categorias de mantido até o vencimento, empréstimos e recebíveis e disponível para venda, os ativos financeiros passarão a ser classificados em uma das seguintes categorias: ao custo amortizado (caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes, outros ativos e títulos e valores mobiliários, para os investimentos em títulos da dívida agrária), ao valor justo por meio do resultado abrangente (outros investimentos) ou, ao valor justo por meio do resultado (instrumentos financeiros derivativos, opções de compra de ações e demais títulos e valores mobiliários).
Além disso, alguns aspectos relativos à apresentação e divulgação dos instrumentos financeiros nas demonstrações financeiras deverão sofrer alteração de forma a refletir os novos conceitos introduzidos pelo IFRS 9.


  • IFRS 15 – Receita de contratos com clientes: essa nova norma traz os princípios que uma entidade aplicará para determinar a mensuração da receita e quando ela deverá ser reconhecida. Essa norma entrou em vigor em 1º de janeiro de 2018 e substitui a IAS 11 – Contratos de construção, IAS 18 – Receitas e correspondentes interpretações.

A Administração avaliou os princípios e alterações introduzidas pela nova norma e concluiu que sua adoção não trará impactos para a Companhia em relação à época para o reconhecimento da receita de contratos com clientes, bem como sua mensuração, apresentação e divulgação nas demonstrações financeiras. Os impactos observados estão relacionados à revisão de documentos internos e a criação e/ou alteração de procedimentos, com o objetivo de garantir que os novos contratos com clientes sejam adequadamente avaliados e contabilizados seguindo os conceitos do IFRS 15.




  • IFRS 16 – Leases: emitida em 13 de janeiro de 2016 pelo IASB, essa norma substitui a norma anterior de arrendamento mercantil, IAS 17/CPC 06 (R1) - Operações de Arrendamento Mercantil, e interpretações relacionadas, e estabelece os princípios para o reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação de arrendamentos para ambas as partes de um contrato, ou seja, os clientes (arrendatários) e os fornecedores (arrendadores). Os arrendatários são requeridos a reconhecer um passivo de arrendamento refletindo futuros pagamentos do arrendamento e um "direito de uso de um ativo" para praticamente todos os contratos de arrendamento, com exceção de certos arrendamentos de curto prazo e contratos de ativos de baixo valor. Para os arrendadores, o tratamento contábil permanece praticamente o mesmo, com a classificação dos arrendamentos como arrendamentos operacionais ou arrendamentos financeiros, e a contabilização desses dois tipos de contratos de arrendamento de forma diferente. Essa revisão entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2019.

A avaliação da Companhia dos impactos da nova norma está em andamento. Nossa avaliação está sendo conduzida junto à diversas áreas da Companhia com o objetivo de identificar os contratos de arrendamento existentes, bem como o ambiente de controles internos e sistemas impactados pela adoção da nova norma.


Alterações relativas ao exercício de 2016
No exercício de 2016, não ocorreram mudanças significativas nas práticas contábeis. As alterações das normas existentes publicadas são as mesmas que as publicadas nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2017, acima explicadas.
Alterações relativas ao exercício de 2015
No exercício de 2015, não ocorreram mudanças significativas nas práticas contábeis. Além das alterações das normas existentes que passarão a ser obrigatórias a partir de 1º de janeiro de 2018 ou a partir de 1º de janeiro de 2019, explicadas acima, a IAS 41 passou a ser obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2016 a IAS 41, conforme explicado abaixo.


  • IAS 41 – Agricultura (equivalente ao CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola): essa norma atualmente requer que ativos biológicos relacionados com atividades agrícolas sejam mensurados ao valor justo menos o custo para venda. Ao revisar a norma, o IASB decidiu que as chamadas bearer plants devem ser contabilizadas tal como um ativo imobilizado (IAS 16/CPC 27), ou seja, ao custo menos depreciação ou impairment. Bearer plants são definidas como aquelas usadas para produzir frutos por vários anos, mas a planta em si, depois de madura, não sofre transformações relevantes. O seu único benefício econômico futuro vem da produção agrícola que ela gera. Como exemplo, temos os pés de maçã, laranja e, as videiras. No caso de plantas onde as raízes são mantidas no solo para uma segunda colheita ou corte e no final a raiz em si não é vendida, a sua raiz atende a definição de bearer plant, o que se aplica, portanto, a florestas que têm previsão de mais de um corte em sua gestão. Essa revisão entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2016. A Administração avaliou e concluiu que a revisão da norma não trouxe qualquer impacto sobre a mensuração e a apresentação dos ativos biológicos da Companhia uma vez que os mesmos não se enquadram na definição de bearer plants.


b. Efeitos significativos das alterações em práticas contábeis
Além dos efeitos descritos no item 10.4.a. anterior, não houve outros efeitos significativos das alterações em práticas contábeis realizadas pela Companhia durante os exercícios sociais de 2017, 2016 e 2015.
c. Ressalvas e ênfases presentes no parecer do auditor
Os pareceres dos auditores independentes para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015 não contiveram nenhum tipo de ressalva ou ênfase.

10.5 - Políticas contábeis críticas
Os Diretores da Companhia entendem que os princípios contábeis críticos são importantes para descrever a condição financeira e resultados operacionais da Companhia e exigem que se façam julgamentos difíceis, subjetivos ou complexos, quase sempre devido à necessidade de fazer estimativas sobre o efeito de questões cuja incerteza é inerente. À medida que aumenta o número de variáveis e premissas que afetam a futura resolução possível das incertezas, os julgamentos se tornam ainda mais subjetivos e complexos. Para que possamos entender como a Administração avalia os eventos futuros, incluindo as variáveis e premissas inerentes às estimativas, além da sensibilidade de tais avaliações em relação a circunstâncias variadas, foram identificados os princípios contábeis críticos.
Os princípios contábeis críticos são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. O detalhamento completo das práticas contábeis adotadas pela Companhia foi realizado na nota explicativa nº 3 às demonstrações financeiras do exercício de 2017.
As estimativas contábeis raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício financeiro, estão contempladas a seguir.
Os Diretores da Companhia entendem que as estimativas e premissas contábeis críticas estão relacionadas à avaliação de perda (impairment) estimada do ágio, ativos e passivos discais diferidos, benefícios a empregados, valores justos de derivativos e outros instrumentos financeiros, ativos biológicos, revisão da vida útil e recuperação de propriedades, plantas e equipamentos e ativos e passivos contingentes e obrigações legais, uma vez que essas estimativas contábeis envolvem alto grau de julgamento complexo e subjetivo. Os itens (a) a (i) abaixo detalham os motivos que tornam essas práticas contábeis críticas na avaliação dos Diretores da Companhia.
(a) Avaliação de perda (impairment) estimada do ágio
Anualmente, ou em período menor, quando há alguma alteração nas circunstâncias que acarretariam na redução do valor recuperável das unidades geradoras de caixa (UGCs) para as quais existem ágios registrados, a Companhia realiza testes para eventuais perdas (impairment) no ágio, de acordo com a prática contábil descrita na nota explicativa 2.16. às demonstrações financeiras do exercício de 2017. Os valores recuperáveis das UGCs foram determinados com base em cálculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas. Vide nota explicativa 38(a) às demonstrações financeiras do exercício de 2017.
(b) Ativos e passivos fiscais diferidos
Os ativos e passivos fiscais diferidos são baseados principalmente em diferenças temporárias entre os valores contábeis nas demonstrações financeiras e a base fiscal. Se a Companhia e suas subsidiárias operarem com prejuízo ou não forem capazes de gerar lucro tributável futuro suficiente, ou se houver uma mudança material nas atuais taxas de imposto ou período de tempo no qual as diferenças temporárias subjacentes se tornem tributáveis ou dedutíveis, seria necessário uma reversão de parte significativa do ativo fiscal diferido, podendo resultar em um aumento na taxa efetiva de imposto.
A Companhia apresenta histórico de lucro tributável que vem absorvendo recorrentemente os créditos diferidos ativados. A Administração entende, com base nas projeções de resultado aprovadas pelos níveis apropriados que a realização dos créditos diferidos é provável.

(c) Benefícios a empregados
O valor atual de obrigações do plano de assistência médica depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais e utilizam uma série de premissas. Entre as premissas usadas na determinação do custo (receita) líquido para os saldos das obrigações atuariais, está a taxa de desconto calculada com base nas taxas de retorno oferecidas pelo Governo, sendo estes mantidos na moeda em que os benefícios serão pagos e que têm prazos de vencimento próximos aos prazos das respectivas obrigações do plano de assistência médica.
A provisão de remuneração baseada em ações referente ao Phantom Share Plan está registrada pelo valor justo da opção, o qual é calculado pela Companhia com base no preço de fechamento das ações da Companhia.
O valor justo de cada opção emitida em relação ao Plano de Outorga de Ações é estimado na data da concessão com base no modelo de precificação de opções Black&Scholes.
Quaisquer mudanças nas premissas utilizadas para o cálculo dessas obrigações afetarão o valor contábil na data do balanço.

(d) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros
O valor justo de instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Companhia utiliza seu julgamento para escolher diversos métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço. A Companhia utiliza também seu julgamento para definir os cenários e valores apresentados na análise de sensibilidade.
Quaisquer alterações nas premissas utilizadas para os cálculos envolvendo o valor justo de instrumentos financeiros poderiam afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da Companhia. A análise de sensibilidade dos derivativos e outros instrumentos financeiros da Companhia em 31 de dezembro de 2017 está refletida na nota explicativa 5 às demonstrações financeiras do exercício de 2017.

(e) Ativos biológicos
O cálculo do valor justo dos ativos biológicos leva em consideração diversas premissas com alto grau de julgamento. Quaisquer mudanças nessas premissas utilizadas podem implicar na alteração do resultado do fluxo de caixa descontado e, consequentemente, na valorização ou desvalorização desses ativos.
Seguem abaixo as principais premissas utilizadas pela Administração no cálculo do valor justo dos ativos biológicos e a correlação entre as mudanças nessas premissas e no valor justo dos ativos biológicos:


Premissa utilizadas

Impacto no valor justo dos ativos biológicos




Área de efetivo plantio (hectare)

Aumenta a premissa, aumenta o valor justo




Incremento médio anual (IMA) - m³/hectare

Aumenta a premissa, aumenta o valor justo




Preço líquido médio de venda - reais/m³

Aumenta a premissa, aumenta o valor justo




Remuneração dos ativos próprios que contribuem - %

Aumenta a premissa, diminui o valor justo




Taxa de desconto - %

Aumenta a premissa, diminui o valor justo



Para a premissa denominada “área de efetivo plantio”, considera-se que as florestas imaturas (até dois anos de idade da data do plantio) sejam mantidas a custo histórico, em decorrência do entendimento da Administração de que durante esse período, o custo histórico dos ativos biológicos se aproxima de seu valor justo.


A premissa relativa aos “preços médios líquidos de venda” dos ativos biológicos (medidos em R$/m³) é suportada somente em pesquisas de preços de mercado, com o objetivo de maximizar a utilização de dados externos e independentes para fins da mensuração do valor justo das florestas.
(f) Revisão da vida útil e recuperação de propriedades, plantas e equipamentos
A capacidade de recuperação dos ativos que são utilizados nas atividades da Companhia é avaliada sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos pode não ser recuperável com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contábil destes ativos for superior ao seu valor recuperável, o valor líquido é ajustado e sua vida útil readequada para novos patamares.
Nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015 a Companhia realizou testes de impairment, conforme detalhado na nota explicativa nº 38 às demonstrações financeiras dos exercícios de 2017 e 2016 e na nota explicativa nº 37 às demonstrações financeiras do exercício de 2015.
(g) Ativos e passivos contingentes e obrigações legais
A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis e tributários que se encontram em instâncias diversas. As provisões para contingências, constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matérias envolvidas. A Companhia avalia parte substancial dos processos nos quais é parte envolvida individualmente.


10.6 - Os diretores devem descrever os itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras do emissor, indicando:


  1. Ativos e passivos detidos pelo emissor, direta ou indiretamente, que não aparecem no seu balanço patrimonial (off-balance sheet items):




  1. Arrendamentos mercantis operacionais, ativos e passivos

A Companhia é parte em acordos de arrendamento mercantil operacional, cujos saldos não estão evidenciados no seu balanço patrimonial devido à sua natureza e enquadramento contábil, conforme demonstrado na nota explicativa 21(b) às demonstrações financeiras do exercício social findo em 31 de dezembro de 2017.




  1. carteiras de recebíveis baixadas sobre as quais a entidade mantenha riscos e responsabilidades, indicando respectivos passivos

Os Diretores da Companhia esclarecem que não há carteiras de recebíveis baixadas sobre as quais a entidade mantenha riscos e responsabilidades não evidenciados nos balanços patrimoniais da Companhia no exercício social findo em 31 de dezembro de 2017.




  1. Contratos de futura compra e venda de produtos ou serviços (Take or Pay)

A Companhia possui contratos de longo prazo com fornecedores de celulose, transporte, óleo diesel, produtos químicos e gás natural por um período médio de seis anos, na modalidade Take or Pay, conforme descrito na nota explicativa 28 às demonstrações financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017.




  1. contratos de construção não terminada

Os Diretores da Companhia esclarecem que não há contratos de construção não terminada aplicáveis à Companhia, previstos nos CPC 17, no exercício social findo em 31 de dezembro de 2017.




  1. contratos de recebimentos futuros de financiamentos

Os Diretores da Companhia esclarecem que não há contratos de recebimentos futuros de financiamentos nos balanços patrimoniais da Companhia no exercício social findo em 31 de dezembro de 2017.




  1. outros itens não evidenciados nas demonstrações financeiras

Não existem outros itens não evidenciados nas demonstrações financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017.




10.7 - Em relação a cada um dos itens não evidenciados nas demonstrações financeiras indicados no item 10.6, os diretores devem comentar:
a. como tais itens alteram ou poderão vir a alterar as receitas, as despesas, o resultado operacional, as despesas financeiras ou outros itens das demonstrações financeiras do emissor;
b. natureza e o propósito da operação;
c. natureza e montante das obrigações assumidas e dos direitos gerados em favor do emissor em decorrência da operação.


  1. Acordos de arrendamento mercantil operacional

Os acordos de arrendamento mercantil operacional estão segregados conforme abaixo:


(i) Pagamentos mínimos obrigatórios


  • Arrendamento de terras - a Companhia arrenda áreas com o propósito de realizar o plantio de madeira com base em arrendamentos operacionais de terceiros como uma fonte de matérias-primas para os produtos. Os arrendamentos são geralmente efetuados pelo prazo de até 21 anos. Os pagamentos de arrendamentos, equivalentes a valor de mercado, são efetuados de acordo com cláusula contratual. Esses contratos possuem opção de renovação a valor de mercado.

Os custos desses arrendamentos são classificados inicialmente como custos de formação de florestas, no ativo biológico, e, quando do corte da madeira entre o sexto e sétimo ano, são exauridos junto com os demais custos incorridos na formação do ativo.




  • Transporte marítimo (nacional) - a Companhia possui um contrato de prestação de serviços de transporte marítimo com prazo de 20 anos, encerrando em 2023, com o propósito de garantir a operação do transporte marítimo de cabotagem, mediante a utilização de empurradores e barcaças marítimas para transportar matéria-prima (madeira) do Terminal de Caravelas (BA) ao de Portocel (ES).




  • Transporte marítimo (exportação) - a Companhia possui um contrato com a STX Pan Ocean Co. Ltd. com o propósito de garantir a prestação de serviços de frete marítimo com prazo de 25 anos, encerrando em 2039, para transporte de celulose do Brasil a diversos portos na Europa, América do Norte e Ásia.

Os custos dos contratos de transporte marítimo (nacional e exportação) são reconhecidos no resultado do período em que são incorridos, impactando o custo do produto vendido, como custo variável de produção ou frete, a depender da sua natureza.


Em 31 de dezembro de 2017, os pagamentos mínimos de arrendamentos operacionais futuros, que poderão impactar os resultados da Companhia nos próximos exercícios, eram os seguintes:








em milhares de Reais

Anos




Arrendamento
de terras





Transporte marítimo (nacional

)

Transporte marítimo (exportação






















2018




178.004




78.827




106.090

2019 a 2020




343.792




157.654




212.180

2021 a 2023




427.108




236.481




318.270

Acima de 2024




894.833










1.753.329




























1.843.737




472.962




2.389.869


(ii) Pagamentos contingentes


  • Contratos de parceria florestal - a Companhia firmou em 30 de dezembro de 2013, contratos de parceria florestal e fornecimento de madeira em pé por um prazo de até 24 anos, com pagamentos contingentes através da recompra do volume de madeira em pé que a contraparte tem de direito pela parceria florestal, por um preço em dólar norte-americano definido no contrato e reajustado de acordo com o US-CPI.




  • Uma vez que não existe um volume obrigatório de recompra de madeira pelo contrato de parceria florestal que garanta à contraparte pagamentos mínimos a serem efetuados pela Companhia, não há valores de pagamentos mínimos futuros a serem divulgados, de forma que não é possível demonstrar os valores que poderão impactar os resultados da Companhia nos próximos exercícios.

Os valores pagos nesses contratos de parceria florestal são reconhecidos inicialmente como custos de formação de florestas, no ativo biológico, e são exauridos quando do corte da madeira, entre seis e sete anos.




  1. Contratos de take or pay

A Companhia possui contratos firmou contratos de longo prazo na modalidade Take or Pay com o propósito de fornecimento de celulose, transporte, óleo diesel, produtos químicos e gás natural por um período médio de seis anos. Os contratos preveem cláusulas de rescisão e suspensão de fornecimento por motivos de descumprimento de obrigações essenciais.


Geralmente, a Companhia compra o mínimo acordado contratualmente e por essa razão não existem passivos registrados em 31 de dezembro de 2017. As obrigações contratuais assumidas em 31 de dezembro de 2017 representam R$1.326.090 mil por ano (R$1.387.613 mil em 31 de dezembro de 2016).
Na tabela a seguir são demonstrados os valores que poderão impactar os resultados da Companhia nos próximos exercícios:








Desembolsos previstos por período










Até 1

ano




Entre 2 e 3 anos




De 4 a 5

anos




Mais que 5

anos




Total










(em milhares de reais)




Contratos Take or pay




1.993.590




2.977.110




1.919.842




722.325




7.612.867



Para mais informações referentes aos acordos de arrendamento mercantil operacional e aos contratos de take or pay, ver Notas Explicativas nº 21(b) e 28, respectivamente, das Demonstrações Financeiras do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017.



10.8 - Os diretores devem indicar e comentar os principais elementos do

plano de negócios do emissor, explorando especificamente os seguintes tópicos:


  1. investimentos, incluindo:

  1. descrição quantitativa e qualitativa dos investimentos em andamento e dos investimentos previstos

  2. fontes de financiamento dos investimentos

  3. desinvestimentos relevantes em andamento e desinvestimentos previstos




  1. desde que já divulgada, indicar a aquisição de plantas, equipamentos, patentes ou outros ativos que devam influenciar materialmente a capacidade produtiva da Companhia




  1. novos produtos e serviços, indicando:

  1. descrição das pesquisas em andamento já divulgadas

  2. montantes totais gastos pelo emissor em pesquisas para desenvolvimento de novos produtos ou serviços

  3. projetos em desenvolvimento já divulgados

  4. montantes totais gastos pelo emissor no desenvolvimento de novos produtos ou serviços


a.i. Descrição quantitativa e qualitativa dos investimentos em andamento e dos investimentos previstos
O Capex realizado em 2017 totalizou R$ 4.670 milhões, 26% inferior ao ano de 2016, principalmente, em função da redução nos investimentos industrial e florestal do Projeto Horizonte 2 devido à sua conclusão.
Em 2017, os investimentos de capital da Companhia foram alocados como segue:



Investimentos (R$ milhões)

Expansão Industrial

2.300

Expansão Florestal

238

Subtotal Expansão

2.538

Segurança / Meio Ambiente

48

Renovação de Florestas

1.529

Manutenção / TI / P&D / modernização

478

Subtotal Manutenção

2.055

Compra de terras

18

Projetos logísticos

54

Outros

5

Total Capex

4.670

Para 2018, foram orçados pela Administração da Companhia investimentos de capital no valor de R$ 3.687 milhões, conforme indicado abaixo:




Investimentos (R$ milhões)

Segurança / Meio Ambiente

87

Renovação de Florestas

2.126

Manutenção / TI / P&D / modernização

678

Subtotal Manutenção

2.891

Horizonte 2 (expansão)

444

Logística de Celulose

346

Outros

6

Total Capex

3.687

O investimento tem como objetivo a continuidade operacional da Companhia, com foco na manutenção das florestas e unidades industriais, bem como nos investimentos de expansão a serem feitos nas sociedades subsidiárias, controladas e joint ventures.


O orçamento reflete um menor investimento em CAPEX em relação ao ano de 2017 principalmente em função da conclusão do Projeto Horizonte 2. O valor do Investimento de Capital está sujeito a variáveis que dependem da Companhia, como o cronograma de manutenção das unidades, fluxo de aprovação de projetos, cronograma das obras dos projetos de expansão bem como a outras variáveis não controladas pela Companhia, a exemplo das condições do mercado (inflação, câmbio, fundamentos do mercado, acesso a crédito e outras variáveis macroeconômicas) e negociação com parceiros (prazos, custo de insumos e matérias-primas, etc.).
a.ii. Fontes de financiamento dos investimentos
Os investimentos de 2017 foram realizados com os lucros retidos pela Companhia na Reserva para Investimentos, com recursos próprios e por meio de recursos levantados junto às instituições financeiras.
Os investimentos previstos para 2018 serão realizados, prioritariamente, com os lucros retidos na Reserva para Investimentos e a diferença com recursos próprios da Companhia e recursos de terceiros, por meio de financiamentos oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES ou outras fontes de captação, de acordo com o cenário de mercado e conveniência para a Companhia. Para investimentos de longo prazo, a Companhia utiliza principalmente fontes de financiamento como BNDES, Pré-pagamento de exportação e emissões internacionais.
a.iii. Desinvestimentos relevantes em andamento e desinvestimentos previstos
Na presente data, o único desinvestimento relevante em andamento é a alienação de ativos do Projeto Losango, conforme descrito abaixo.
Projeto Losango
Em 30 de junho de 2011, a Companhia anunciou a intenção de alienar os ativos relacionados ao Projeto Losango, que inclui aproximadamente 100 mil hectares de áreas próprias e aproximadamente 39 mil hectares de eucaliptos plantados em áreas próprias e em áreas arrendadas de terceiros, localizados no estado do Rio Grande do Sul.
Em 10 de setembro de 2012, foi assinado um contrato para compra e venda de todos os ativos do Projeto Losango pelo preço máximo de R$ 615 milhões e, em 28 de dezembro de 2012, a Companhia e a CMPC Celulose Riograndense S.A. ("CMPC") assinaram um compromisso de compra e venda de todos os ativos do Projeto Losango.
Em 31 de março de 2017, o compromisso de compra e venda foi aditado para transferir à CMPC, 100% das quotas da empresa Losango-FBR Florestal Ltda. (“Losango-FBR”) (proprietária dos ativos biológicos) e 49% das quotas da empresa Losango-RS Administração e Participações Ltda. (“Losango-RS”) (proprietária dos imóveis rurais - terras), por ocasião das transferências das escrituras dos imóveis (propriedades rurais) e aprovação da operação pelo Conselho de Defesa Nacional – CDN.
Assim, a Companhia recebeu, ainda em 31 de março de 2017, R$ 201.999 mil sendo, (i) R$ 50.000 mil em caixa e (ii) R$ 151.999 mil através de um depósito em conta caução (escrow account), cuja titularidade está em nome da Fibria e que será liberada após a obtenção das aprovações mencionadas abaixo e de outras condições precedentes para a conclusão do Projeto Losango. O valor depositado na escrow account atualizado até 31 de dezembro de 2017 é de R$ 162.254 mil.
A parcela remanescente de 51% do capital da Losango-RS será transferida à CMPC após aprovação pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA e demais órgãos, sem o recebimento de nenhum valor adicional pela Companhia.
A participação de 51% no capital da Losango-RS não é considerada um negócio sob o ponto de vista contábil, uma vez que não atende a definição de negócio conforme estabelecido pelas normas contábeis vigentes e, por essa razão, não apresentamos nenhum valor correspondente em nossos saldos contábeis.
Como resultado da transferência desses ativos à CMPC, a Companhia reconheceu os efeitos contábeis relativos à venda, gerando um ganho de capital que foi reconhecido na rubrica “Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas” na demonstração de resultado, conforme abaixo:











R$ mil







Receita na venda dos investimentos (*)




678.999




(-)

Custo dos investimentos baixados, classificados com ativos mantidos para venda




(598.257

)

(-)

Gastos com a venda (obtenções de licenças, registros dos imóveis e outros)




(19.094

)
















(=)

Ganho de capital antes do imposto de renda e contribuição social




61.648



















(-)

Despesas de imposto de renda e contribuição social – 34%




(20.960

)
















(=)

Ganho de capital, líquido do imposto de renda e contribuição social




40.688





(*) O valor foi recebido da seguinte forma: adiantamentos de R$ 470.000 mil e R$ 7.000 mil em dezembro de 2012 e novembro de 2014, respectivamente e, transferência de R$ 201.999 mil em março de 2017, conforme mencionado acima.
Não há quaisquer outros desinvestimentos relevantes previstos para o exercício de 2018.
b. Desde que já divulgada, indicar a aquisição de plantas, equipamentos, patentes ou outros ativos que devam influenciar materialmente a capacidade produtiva da companhia
Não aplicável, tendo em vista que a Companhia não adquiriu plantas, equipamentos, patentes ou outros ativos capazes de influenciar materialmente a sua capacidade produtiva.
c. Novos produtos e serviços, indicando:
c.i. Descrição das pesquisas em andamento já divulgadas
Por meio de contínuos investimentos, o Centro de Tecnologia da Fibria desenvolve pesquisas e inovação tecnológica direcionadas a aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de suas florestas, além de desenvolver novos produtos, sempre de forma sustentável. Estes esforços contribuem para a geração de diferencial competitivo no mercado de celulose, e possibilitam a diversificação dos negócios da empresa, sendo executados tanto dentro de nossos laboratórios e áreas experimentais, como em parceria com instituições externas ao redor do mundo. Dada a importância da inovação em sua estratégia, a Fibria tem investido anualmente cerca de 0,7% da sua receita líquida nessa área, incluindo despesas operacionais e de capital.

O Programa de Melhoramento Genético Clássico da Fibria, que tem como objetivo principal propiciar o atingimento das metas de IMACel (toneladas de celulose seca ao ar/hectare/ano) de longo prazo estabelecidas pela organização, manteve seu bom resultado. O potencial médio dos novos clones/compostos clonais recomendados em 2017 para 2018 foi de 11,8 tsa/ha/ano, com a vantagem de menor vulnerabilidade aos riscos de estresses bióticos e abióticos decorrentes das mudanças climáticas.


O programa de biotecnologia também teve resultados relevantes em 2017, com destaque para o aumento da nossa eficiência de geração de novos eventos transgênicos. Adicionalmente, demos sequência às pesquisas visando avaliação do potencial de outras ferramentas biotecnológicas, como a edição de genoma e a poliploidia. A discussão dos aspectos de biossegurança e assuntos regulatórios para o eucalipto geneticamente modificado (EucaGM) também continuou sendo tema importante ao longo de 2017, com ações voltadas tanto para o público interno quanto para o externo.
Durante 2017, a área de pesquisa em manejo florestal analisou amostras de solo e plantas em milhares de hectares, gerando recomendações de adubação para todas as unidades através do “Sistema Integrado de Recomendação de Adubação (SIRA)”, desenvolvido pela própria Fibria, com benefícios significativos em logística, custos e segurança do trabalho. Adicionalmente, novos conhecimentos sobre necessidades nutricionais da cultura do eucalipto foram gerados.
No que se refere ao controle de pragas e doenças, a Fibria implementou ações para aumentar o uso de controle biológico de pragas e a redução do uso de pesticidas. Em 2017, o Laboratório de Proteção Florestal e Recursos Naturais produziu e liberou mais de 10 milhões de inimigos naturais, auxiliando significativamente na estratégia de manejo integrado de pragas. Estes esforços também contribuíram para a manutenção da certificação FSC em todas as unidades da Fibria.
Na área de ecofisiologia, a Fibria vem se aprimorando cada vez mais no entendimento dos efeitos das mudanças climáticas sobre seus plantios. Estes estudos são baseados nos laboratórios a céu aberto implementados ao longo dos últimos anos (Projeto Micro-bacias, Rede de Torres de Fluxo e Rede de Estações Meteorológicas), e permitiram que em 2017 fosse criado um sistema de índices para tomada de decisões no processo silvicultural, baseado em previsões climáticas. Assim, processos como preparo de solo, fertilização e aplicação de pesticidas podem ser planejados de maneira a evitar desperdícios, garantindo a qualidade dos plantios. Estas instalações permitem ainda o monitoramento do ecossistema florestal através de medições das trocas entre floresta e atmosfera (CO2, água e energia). Com isso, possibilita o desenvolvimento de modelos de predição de crescimento e produtividade florestal para diferentes cenários climáticos, além de práticas de manejo de paisagem com foco em serviços ecossistêmicos.
A Companhia aprimorou significativamente, durante 2016 e 2017, a gestão de propriedade intelectual, inteligência competitiva e prospecção tecnológica. No ano de 2017, 4 novas patentes foram aplicadas e foram concedidas 5 patentes em andamento, além de uma cultivar de eucalipto. Em números totais, a Fibria possui atualmente 160 patentes concedidas, 149 patentes depositadas e 25 cultivares protegidas, demonstrando o sucesso de seu processo de inovação.
Na linha de desenvolvimento de novos produtos e processos, a Fibria vem investindo continuamente na busca por tecnologias capazes de agregar valor ao seu negócio atual. Nesta linha, ao longo do ano de 2017, projetos de pesquisa em diversas frentes focaram no uso de nossa biomassa como matéria prima para novos produtos, bem como no uso de fontes atualmente existentes no processo de produção, tais como a lignina. No escopo de projetos que visam o uso alternativo de biomassas, em 2017 avançamos nos conceitos de engenharia relacionados ao processamento de bio-óleo RTP. Também houve evolução significativa no desenvolvimento de aplicações para a lignina e foram iniciados estudos para implantação futura de uma unidade de produção.
Além disso, a Fibria concluiu em 2017 a instalação de sua planta piloto de produção de celulose microfibrilada e produção de papel tissue, abrindo oportunidades para novos desenvolvimentos tanto de produtos baseados em celulose microfibrilada, quanto de novos produtos de celulose para mercados já consolidados, como o de papel tissue.
A Fibria monitora constantemente evoluções tecnológicas que possam ter sinergia com seu negócio atual, e em 2017 adquiriu parte da empresa Spinnova, cuja tecnologia é capaz de processar fibras de madeira para produção de têxteis.
c.ii. Montantes totais gastos pela companhia em pesquisa para desenvolvimento de novos produtos ou serviços
Em 2017, o total de dispêndios realizados pela Companhia em pesquisa e desenvolvimento, que abrange desde o melhoramento de plantas e avanços do manejo florestal até o desenvolvimento de novos produtos, foi de R$ 64 milhões.

c.iii. Projetos em desenvolvimento divulgados
Não há outros projetos em desenvolvimento já divulgados além dos citados no item 10.8.a (i) acima.

c.iv. Montantes totais gastos pela companhia no desenvolvimento de novos produtos e serviços
Em 2017, o total de dispêndios realizados pela Companhia em pesquisa e desenvolvimento, que abrange desde o melhoramento de plantas e avanços do manejo florestal até o desenvolvimento de novos produtos, foi de R$ 64 milhões.

10.9 - Comentar sobre outros fatores que influenciaram de maneira relevante

o desempenho operacional e que não tenham sido identificados ou comentados nos demais itens desta seção
Não há outros fatores que tenham influenciado de maneira relevante o desempenho operacional da Companhia e que não tenham sido identificados ou comentados nos demais itens desta seção, incluindo informações relevantes sobre despesas com publicidade, patrocínios, parcerias e convênios.

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