Felipe silva lima parte I- o conhecimento cientifico



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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS

UnUCSEH- Anápolis

CURSO: ADMINISTRAÇÃO

DISCIPLINA: TÉCNICAS DE PESQUISA

PROFESSORA: CHRISTIAN

DISSERTAÇÃO

FELIPE SILVA LIMA



PARTE I- O CONHECIMENTO CIENTIFICO

Através da leitura do conteúdo colocado a nossa disposição, notamos que existem níveis de conhecimento que são: conhecimento empírico, conhecimento cientifico, conhecimento filosófico, conhecimento teológico.

O conhecimento empírico é o conhecimento que adquirimos no decorrer do dia. É feito por meio de tentativas e erros num agrupamento de idéias. É caracterizada pelo senso comum, pela forma espontânea e direta de entendermos. Essa forma de conhecimento, é adquirida também por experiências que vivemos ou que presenciamos que, diante do fato obtemos conclusões. É uma forma de conhecimento superficial, sensitiva, subjetiva, acrítica e assistemática. O conhecimento empírico é aquele que não precisa ter comprovação científica e esta também não tem importância. O fato é que se sabe e pronto, não precisa ter um motivo de ser.

Conhecimento Científico: Preza pela apuração e constatação. Busca por leis e sistemas, no intuito de explicar de modo racional aquilo que se está observando. Não se contenta com explicações sem provas concretas; seus alicerces estão na metodologia e na racionalidade. Análises são fundamentais no processo de construção e síntese que o permeia, isso, aliado às suas demais características, faz do conhecimento científico quase uma antítese do popular.

Conhecimento Filosófico: Mais ligado à construção de idéias e conceitos. Busca as verdades do mundo por meio da indagação e do debate; do filosofar. Portanto, de certo modo assemelha-se ao conhecimento científico - por valer-se de uma metodologia experimental -, mas dele distancia-se por tratar de questões imensuráveis, metafísicas. A partir da razão do homem, o conhecimento filosófico prioriza seu olhar sobre a condição humana.

Conhecimento Teológico: Conhecimento adquirido a partir da fé teológica é fruto da revelação da divindade. A finalidade do Teólogo é provar a existência de Deus e que os textos Bíblicos foram escritos mediante inspiração Divina, devendo por isso ser realmente aceitos como verdades absolutas e incontestáveis. A fé pode basear-se em experiências espirituais, históricas, arqueológicas e coletivas que lhe dão sustentação.

No segundo capitulo do conteúdo programático vemos os conceitos, leis, teorias e doutrinas.

Conceitos são construções lógicas elaboradas a partir de um determinado sistema de referências. Para ter validade científica, precisam ser operacionais, isto é, precisam ser experimentados por diferentes pesquisadores para que as hipóteses e teorias explicativas sejam confirmadas ou rejeitadas. É a pedra angular para a construção de teorias, assim como as células o são para a existência dos corpos.

Leis são as relações constantes e necessárias que derivam da natureza das coisas. As leis abordadas pela metodologia científica são as leis científicas, que presidem as relações de causa e efeito nos objetos, fatos, processos e fenômenos, e não as leis humanas, divinas ou de outras ordens. Sempre que um objeto, fato, processo ou fenômeno se enquadra em uma lei, ele se comporta conforme o estabelecido por ela.

Teorias são formuladas depois de uma lei ser descoberta e de os conceitos serem testados; são usados para a interpretação e a explicação dos objetos, fatos, processos e fenômenos estudados. Conferem organicidade e unidade ao saber científico. Refletem sempre o estado da arte em determinado momento, e não a verdade propriamente dita.

Doutrinas é um corpus de conhecimentos de natureza ética. Elas não se limitam a explicar os fatos, processos e fenômenos e articulam uma determinada corrente de pensamento. Propõem diretrizes para a ação. Por representar interesses de classes, culturas ou corporações, preconizam certas coisas e proíbem outras.

PARTE II- MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA

Toda pesquisa deve passar por uma fase preparatória de planejamento devendo-se estabelecer certas diretrizes de ação e fixar-se uma estratégia global. A realização deste trabalho prévio é imprescindível. A ciência se apresenta como um processo de investigação que procura atingir conhecimentos sistematizados e seguros. Para alcançar este objetivo é necessário que se planeje o processo de investigação, isto é, traçar o curso de ação a ser seguido no processo da investigação científica. Não é, porém, necessários que se sigam normas rígidas. A flexibilidade deve ser a característica principal neste planejamento de pesquisa, para que as estratégias previstas não bloqueiem a criatividade e a imaginação crítica do investigador. Afirma-se que não existe método científico estabelecido previamente. Existem critérios gerais orientadores que facilitam o processo de investigação.

As técnicas de pesquisa como observado no conteúdo dado dividi-se em quatro partes, partes essas que são fundamentais para a execução de uma boa pesquisa são elas: observação, descrição, comparação e analise e síntese.

A observação é a etapa inicial da técnica de pesquisa, o pesquisador tem que primeiro observar o possível assunto a ser pesquisado.

Após se realizar a observação deve-se aplicar a descrição procedimento que visa reproduzir o fato para fazer uma boa descrição deve-se primeiro fazer uma boa observação do assunto a ser pesquisado.

Comparação procedimento que visa a separar as propriedades gerais das específicas de dois ou mais termos. São comparáveis objetos, fatos, processos ou fenômenos que tenham propriedades gerais semelhantes. Os resultados desejados da comparação são a generalização e a individualização.

A análise é uma operação mental que consiste na decomposição de um todo em tantas partes quanto possível; a síntese é a reconstituição do todo pela reunião das partes decompostas para análise. Análise e síntese experimentais: operam sobre fatos ou seres concretos; constituem o cerne de toda experiência científica de laboratório. Análise e síntese racionais: operam sobre idéias e verdades mais ou menos gerais.

Formas de pensamento são divididas em quatro tópicos fundamentais são eles: indução, dedução, intuição, inferência.

A indução consiste em afirmar acerca de todos, aquilo que foi possível observar em alguns. Ou seja, através de uma amostra definimos uma teoria genérica, incluindo elementos que não faziam parte dessa amostra/estudo. A indução faz a generalização, isto é, cria proposições universais a partir de proposições particulares. É, portanto, uma forma de raciocínio pouco credível e muito mais susceptível de refutação.

Dedução é toda inferência que parte do universal para o particular (aspecto convergente). Utiliza-se da confrontação de duas proposições para extrair uma conclusão. Note-se que o aspecto geral (universal) pode permitir diversas conclusões para uma mesma premissa. Portanto, o aspecto convergente da dedução advém da identificação de uma característica particular (peculiaridade) do elemento analisado que conduza a um resultado único, distinto das demais conclusões possíveis.

Intuição é um processo por que os humanos passam ás vezes e involuntariamente, para chegar a uma conclusão sobre algo. Na intuição, o raciocínio que se usa para chegar à conclusão é puramente inconsciente, fato que faz muitos acreditarem que a intuição é um processo paranormal ou divino. Seu funcionamento e até mesmo sua existência são um enigma para a ciência. Apesar de já existirem muitas teorias sobre o assunto, nenhuma é dada ainda como definitiva. A intuição leva o sujeito a acreditar com determinação que algo poderá acontecer.

Inferência é aplicada em formato de ferramenta - a Escada da Inferência. Essa teoria foi desenvolvida por Chris Argyris, através de uma pesquisa em 1990, com o título de Ladder of Inference, e mostra que adotamos crenças baseadas em conclusões inferidas do que observamos e nem sempre comprovadas, acrescidas por experiências passadas. Pode ser também algo relacionado à conclusão ou afirmação de algo.



PARTE III- A PESQUISA

Pesquisa atividade voltada para a investigação de problemas teóricos ou práticos por meio do emprego de métodos e técnicas científicas. A pesquisa parte de uma dúvida ou problema e busca sua resposta ou solução.

Os tipos de pesquisa são divididos em:

A pesquisa bibliográfica abrange a leitura, análise e interpretação de livros, periódicos, documentos mimeografados ou xerocopiados, mapas, fotos, manuscritos, etc. Todo material recolhido deve ser submetido a uma triagem, a partir da qual é possível estabelecer um plano de leitura. Trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de anotações e ficha mentos que, eventualmente, poderão servir à fundamentação teórica do estudo. Por tudo isso, deve ser uma rotina tanto na vida profissional de professores e pesquisadores, quanto na dos estudantes. Isso porque a pesquisa bibliográfica tem por objetivo conhecer as diferentes contribuições científicas disponíveis sobre determinado tema. Ela dá suporte a todas as fases de qualquer tipo de pesquisa, uma vez que auxilia na definição do problema, na determinação dos objetivos, na construção de hipóteses, na fundamentação da justificativa da escolha do tema e na elaboração do relatório final.

O tipo de pesquisa que se classifica como "descritiva", tem por premissa buscar a resolução de problemas melhorando as práticas por meio da observação, análise e descrições objetivas, através de entrevistas com peritos para a padronização de técnicas e validação de conteúdo. A pesquisa descritiva usa padrões textuais como, por exemplo, questionários para identificação do conhecimento. O IBGE realiza pesquisas descritivas. A pesquisa descritiva tem por finalidade observar, registrar e analisar os fenônemos sem, entretanto, entrar no mérito de seu conteúdo. Na pesquisa descritiva não há interferência do investigador, que apenas procura perceber, com o necessário cuidado, a freqüência com que o fenômeno acontece. É importante que se faça uma análise completa desses questionários para que se chegue a uma conclusão.

A pesquisa experimental é o método de investigação que envolve a manipulação de tratamentos na tentativa de estabelecer relações de causa-efeito nas variáveis investigadas. A variável independente é manipulada para julgar seu efeito sobre uma variável dependente. A relação de causa-efeito não pode ser estabelecida através de técnicas estatísticas, mas somente pela aplicação de pensamento lógico para experimentos bem delineados. O processo lógico estabelece que nenhuma outra explicação razoável possa existir para as mudanças na variável dependente exceto a manipulação da variável independente.

A pesquisa exploratória é utilizada para realizar um estudo preliminar do principal objetivo da pesquisa que será realizada, ou seja, familiarizar-se com o fenômeno que está sendo investigado, de modo que a pesquisa subseqüente possa ser concebida com uma maior compreensão e precisão. A pesquisa exploratória, que pode ser realizada através de diversas técnicas, geralmente com uma pequena amostra, permite ao pesquisador definir o seu problema de pesquisa e formular a sua hipótese com mais precisão, ela também lhe permite escolher as técnicas mais adequadas para suas pesquisas e decidir sobre as questões que mais necessitam de atenção e investigação detalhada, e pode alertá-lo devido a potenciais dificuldades, as sensibilidades e as áreas de resistência.

Seminário de estudos método utilizado tanto em cursos de formação superior como em reuniões, congressos ou encontros programados por órgãos e instituições diversas.



PARTE IV- ELABORAÇÃO E COMUNICAÇÃO DA PESQUISA

É importante a escolha de um tema Deve-se escolher um tema que seja cientificamente interessante, que possa ser investigado mediante a aplicação de métodos e técnicas científicas, que revele interesse teórico ou prático para a sociedade, que não repita pesquisas já feitas anteriormente, que seja adequado à capacidade e à formação do pesquisador.

Na delimitação do tema micro e macro contextualização. Definição do tempo e do espaço que serão pesquisados. Decomposição do tema (o quanto for possível). Compatibilidade do tema com o quadro histórico e geográfico. Definição do foco da abordagem (histórico, estatístico, psicológico etc.).

Na definição de objetivos gerais: deve-se escrever, em um parágrafo, o que se pretende mapear, identificar, investigar, levantar, construir, provar etc.

Objetivos específicos: devem-se dizer, em linguagem clara e objetiva, as aplicações que se quer dar para o resultado da pesquisa (subsidiar políticas públicas, orientar treinamentos, elaborar material didático.

Na justificativa o pesquisador deve: explicar sua opção pelo tema, argumentar sobre sua motivação e suas qualificações para pesquisar esse tema, apresentar argumentos e dados que demonstrem o interesse científico do tema, explicar sua eventual contribuição para a área de conhecimento.



Cronograma de execução planejamento da pesquisa, com a distribuição das etapas no tempo. Consideração dos prazos do programa ao qual a pesquisa está vinculada. Consideração do tempo necessário para a pesquisa bibliográfica, a análise dos dados e a redação do trabalho final. Planejamento realista do tempo, de acordo com os objetivos da pesquisa, os prazos de que o estudante dispõe e os prazos do programa ao qual está vinculado.


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