Fazendo arte na moda e a moda como arte



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Figura 1 - Alessa

(Foto: Marcio Madeira)

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/03/fashion-rio-nao-tera-desfile-da-colecao-verao-2016-em-abril.html

Para PEZZOLO (2009), o vestuário é o modo de expressar a vida e a cultura em diferentes partes do mundo. No início (período paleolítico), o homem cobria seu corpo como forma de proteção, utilizando os mais diferentes tipos de materiais e técnicas de confecção. Posteriormente enxergou nesse ato uma forma de mudar a aparência cotidiana e determinar hierarquias, com os mais diferentes artifícios que depois vieram a ser considerados como obras de arte. A roupa, quando utilizada como fusão entre corpo e cultura, tem diversas funções cujas origens são complexas. Conclui afirmando que “a moda documenta períodos históricos, e, dessa forma, é compreensível que seja influenciada por acontecimento das esferas política, social, cultural, artística, industrial, esportiva e afins.” (PEZZOLO, 2009, pag.17)

Ao pensar na roupa como arte, é-se levado a pensar no corpo transformado em arte por Leonardo da Vinci. No site www.unicamp.br, Alessandro Silva, sobre o corpo humano na arte, explica que:

Houve uma época em que o homem teve que recorrer ao desenho para retratar sua viagem de descoberta rumo ao interior do corpo humano. Os portugueses nem haviam chegado ao Brasil quando Leonardo Da Vinci (1452-1519) começou um dos mais impressionantes levantamentos de anatomia para entender o funcionamento de órgãos, do esqueleto, dos músculos e tendões. Esta é a história pouco conhecida do artista-anatomista italiano – sim, além de pintor, escultor, músico, cientista, arquiteto, engenheiro e inventor, ele também atuou na medicina.



Artistas-anatomistas eram os artistas que acompanhavam os trabalhos dos médicos-anatomistas para melhor retratar a forma humana em esculturas e pinturas do período renascentista. Até o final da Idade Média, o desenho apresentava figuras que deveriam ser adoradas, a exemplo de outras culturas do passado, mas o Renascimento alterou esse caráter e permitiu que os artistas representassem o mundo, segundo a professora Lygia Arcuri Eluf, em entrevista a Alessandro Silva. Além disso, na passagem da era medieval para o Renascimento, os artistas tiveram à sua disposição a descoberta de materiais que ajudaram a modernizar o desenho até então realizado, tais como pedras para litogravuras de diferentes gradações, além da criação de ferramentas de escrita, como penas de metais. “Sem esses materiais, o desenho não aconteceria”, explica a professora, especialista em desenhos e gravuras.


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