Fapesp e inpe promovem workshop para discutir relatório do ipcc sobre Riscos de Extremos Climáticos e Desastres nas Américas do Sul e Central



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Encontro29.10.2016
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FAPESP e INPE promovem workshop para discutir relatório do IPCC sobre Riscos de Extremos Climáticos e Desastres nas Américas do Sul e Central

Encontro vai reunir líderes empresariais, acadêmicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil cujas políticas e programas possam ser afetados por eventos climáticos extremos

Nos dias 16 e 17 de agosto, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, vão realizar um workshop para discutir o resultado das avaliações feitas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) no Relatório Especial sobre Gestão dos Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX, na sigla em inglês) nas Américas do Sul e Central. O evento acontece em São Paulo, e é organizado em parceria com o IPCC, o Overseas Development Institute (ODI) e a Climate and Development Knowledge Network (CDKN), ambos do Reino Unido.

Denominado “Gestão dos Riscos dos Extremos Climáticos e Desastres na América Central e na América do Sul - O que podemos aprender com o Relatório Especial do IPCC sobre Extremos - SREX?”, o workshop visa divulgar informações científicas sobre os possíveis impactos de riscos dos extremos climáticos – como ondas de calor, recordes de temperaturas altas e forte precipitação de chuvas – e dos desastres a eles relacionados, bem como as opções disponíveis para o gerenciamento desses impactos, especificamente nas Américas do Sul e Central.

Com o apoio da Agência de Clima e Poluição e do Ministério de Relações Exteriores da Noruega, do CDKN e do IPCC, o workshop tem por objetivo reunir os chamados tomadores de decisão – líderes empresariais, acadêmicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil cujas políticas ou programas possam ser afetados por eventos climáticos extremos.

Durante o encontro serão abordadas questões como exposição e vulnerabilidade no contexto do relatório, com observações sobre extremos climáticos, impactos e perdas, opções de gerenciamento de riscos para a melhoria de práticas atuais e futuras.

Composto por nove capítulos e quatro anexos, o Relatório Especial sobre Gestão dos Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX) do IPCC foi preparado durante dois anos por 220 autores de 62 países, envolvendo os grupos de trabalho I e II do próprio painel do IPCC. Foram recebidos 18.784 comentários de governos, de especialistas e agências internacionais durante as três rodadas de revisão.

O workshop em São Paulo faz parte de uma série de eventos, com caráter de discussão regional, realizados em 2012 em diferentes partes do mundo, com o objetivo de fornecer informação sobre possiveis impactos dos extremos climáticos e desastres por região, além de opções de gerenciamento dos potenciais riscos deles decorrentes, conforme as avaliações do IPCC.

O evento incluirá uma coletiva de imprensa, apresentação do Relatório Especial por seus autores, sessões especiais para discussão sobre a política nacional e regional e um conjunto de mini-workshops, destinados a promover o diálogo e a partilha sobre as implicações do Relatório Especial para as partes interessadas e formuladores de políticas em níveis local, regional e nacional.



Fatores ambientais e sociais

De acordo com informações divulgadas pelo IPCC, as alterações no clima do planeta têm sido responsáveis por padrões de eventos extremos, em diversas partes do mundo. As consequências desses eventos poderiam ser reduzidas, pois vulnerabilidades sociais e exposição a riscos também contribuem para seu impacto, embora nem sempre eventos climáticos levem a desastres.

O SREX é resultado de um esforço multidisciplinar entre os cientistas que estudam os aspectos físicos das mudanças climáticas, e de suas experiências em impactos, adaptação e vulnerabilidade, bem como de peritos em gestão de risco de desastres. Os dados e informações contidos no relatório permitem, portanto, que os formuladores de políticas possam aprofundar as discussões, com base nos resultados e no exame do material em que o IPCC baseia suas avaliações. O relatório identifica as lições aprendidas com a vasta experiência no gerenciamento de riscos de desastres, com foco crescente na adaptação para mudanças climáticas.

O relatório destaca períodos prolongados de altas temperaturas e ondas de calor em diversas regiões do mundo. Indica o provável aumento na frequência de eventos de precipitação intensa ou aumento na proporção do total de chuvas intensas em muitas áreas, em especial nas latitudes elevadas e em regiões tropicais, e no aumento do rigor do inverno nas latitudes médias do Norte do planeta. O documento também aponta para um aumento na duração e intensidade das secas em algumas regiões do mundo, incluindo o Sul da Europa e do Mediterrâneo, Europa Central, América Central e México, além da África Austral e em diferentes áreas da América do Sul.

Especialistas da academia prepararam um documento de 592 páginas, com base nas mais recentes informações técnicas e científicas, e o submeteram a duas rodadas de revisões, feitas por especialistas e governos. “Há muitas opções atualmente disponíveis que poderiam melhorar a preparação para uma resposta eficaz aos eventos climáticos extremos e catástrofes, e aumentar a recuperação a partir deles”, diz Vicente Barros, vice-presidente do Grupo de Trabalho II.

Jose Marengo, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do INPE, um dos autores do Relatório do IPCC SREX e um dos organizadores do evento, destaca a importância do relatório para as Américas Central e do Sul nas ações dos governos para enfrentar os desastres naturais associados principalmente a chuvas intensas e períodos secos. “O aumento já observado dos extremos de chuva no Sudeste da América do Sul mostra um forte impacto em sistemas naturais e humanos, em áreas urbanas e rurais, incluindo áreas vulneráveis da cidade de São Paulo, que são afetadas pelas intensas chuvas e enchentes, todos os anos”, diz. Esta tendência poderá piorar no futuro, caso não sejam tomadas medidas para a adaptação, pois as projeções mostram uma tendência de aumento nos extremos de chuva em regiões densamente povoadas, como o Estado de São Paulo, entre outros.



Nota dos Editores

Para saber mais sobre o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e sobre o Relatório Especial sobre Gestão dos Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX), consulte o press release do IPCC, “IPCC releases full report on Managing the Risks of Extreme Events and Disasters to Advance Climate Change Adaptation (SREX)”, de 28 de março de 2012, disponível para download em: http://ipcc-wg2.gov/SREX/, e o “IPCC Media Advisory”, de 11 de abril de 2012, disponível para download em:

http://www.ipcc.ch/news_and_events/docs/srex/srex_media_advisory_11.04.2012.pdf.

Sobre a FAPESP

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) é uma das mais importantes agências brasileiras de apoio à pesquisa científica. Criada em 1962, a FAPESP, ao longo dos seus 50 anos, concedeu aproximadamente 105 mil bolsas de pesquisa – da graduação ao pós-doutorado – e mais de 92 mil auxílios para pesquisadores do Estado de São Paulo. O apoio é dado a pesquisas em todas as áreas das ciências, bem como tecnologia, engenharia, artes e humanidades. A FAPESP também apoia pesquisas em áreas consideradas estratégicas para o País, por meio de programas em grandes temas, como biodiversidade, mudanças climáticas e bioenergia. Para saber mais, acesse www.fapesp.br



Sobre o INPE

Criado em 1961, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) deu ao Brasil a capacidade de produzir ciência espacial de qualidade, fazer satélites, monitorar nosso território, ter uma previsão de tempo moderna, entender as mudanças globais e fazer com que o Espaço seja parte da sociedade brasileira. É referência nacional em sensoriamento remoto, meteorologia, ciências espaciais e atmosféricas, engenharia e tecnologia espacial e ciência do sistema terrestre. O INPE mantém o Tupã, um dos supercomputadores mais poderosos do mundo para aplicações meteorológicas, climáticas e ambientais. Como executor de atividades do Programa Espacial Brasileiro, o INPE fomenta a inovação e o fortalecimento do setor aeroespacial no país. Mais informações: www.inpe.br



Gestão dos Riscos dos Extremos Climáticos e Desastres na América Central e na América do Sul - O que podemos aprender com o Relatório Especial do IPCC sobre Extremos - SREX?

Data: 16 e 17 de agosto de 2012

Local: Centro de Convenções Albert Einstein – Auditório Moise Safra

Coletiva de Imprensa: 16 de agosto de 2012 – 12h00 – Auditório Chella Safra

Av. Albert Einstein, 627 – São Paulo-SP

Mais informações sobre o evento, incluindo a programação de palestras, estão disponíveis no site www.fapesp.br/ipccsrex.

O relatório completo e um sumário com os pontos principais do documento estão disponíveis para download no endereço http://ipcc-wg2.gov/SREX/.



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