Expansão populacional 1800 1914  Duplicação da populacional mundial



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Expansão populacional

1800 – 1914  Duplicação da populacional mundial


Explosão demográfica  Europa – crescimento mais rápido e maior




  • Motivos

 Decréscimo da mortalidade (apesar da mortalidade infantil permanecer elevada)
Melhores cuidados de higiene, melhor alimentação, progressos na medicina

      • Higiene

 Nível individual – mudar mais vezes de roupa; utilização de algodão (evita propagação de parasitas).

 Nível público – construção de esgotos e instalações de abastecimento de água potável;

- Utilização de tijolo (em vez de madeira) nas construções - menos incêndios, ratos e doenças.


      • Alimentação

 Maior quantidade (e melhor qualidade) de produtos;

 Melhoria nos transportes  Evita falta de abastecimento e fomes.



      • Medicina

 Novas vacinas e soros (tifo, cólera, raiva, etc.)

 Operações com anestesia;

 Prática de desinfeção e antissepia  Lister inventa o pulverizador para desinfectar feridas.

Maior esperança de vida



    • Taxa de natalidade – Elevada

- Após 1870 decresce  Início do regime demográfico moderno

Natalidade elevada e mortalidade desce.





                • Saldo fisiológico positivo

                • Explosão demográfica europeia

Expansão urbana

 Mais (e maiores) cidades  Maior densidade populacional
Mais visível em países mais industrializados e desenvolvidos


  • Motivos

 Maior crescimento populacional  Maior expansão

 Êxodo rural  Transformações na agricultura e pela industrialização



  • Favorecido pelos transportes;

  • Homens partem para as cidades;

    • Desemprego (mecanização e alargamento dos pastos);

    • Queda dos preços agrícolas;

    • Decadência dos artesanatos rurais.

  • Centros urbanos – pequenos rendeiros e proprietários; jornaleiros; profissionais de modestos ofícios.

  • Cidade atraía porque - mais emprego (fábricas, portos, caminhos de ferro, armazéns ou casas burguesas) e melhores salários.

  • Imigração.

  • Habitante da cidade também queria promoção – Ser bem-sucedido, profissional, social e pessoalmente.

  • Problemas

  • Cidade – sem condições para receber tantas pessoas (falta de sistemas sanitários, redes de distribuição de água potável ou serviços de limpeza das ruas)

  • Bairros – Superpovoados

- População vivia na miséria e promiscuidade.

  • Grandes epidemias (mortalidade infantil elevada)

          • Mães ocupadas com trabalho nas fábricas.

  • Desregramento e delinquência eram frequentes.

  • Prostituição, mendicidade, alcoolismo e criminalidade.

  • Cidade – greves, manifestações e revoluções da classe operária.

Estado repensa, reconstrói e moderniza a cidade.

Novo urbanismo.



Novo urbanismo

  • Paris  Cresce e urbaniza-se em extensão;

  • Incorpora aglomerações vizinhas.

  • EUA  Urbaniza-se em altura (arranha-céus);

 Centro é o local mais cuidado.

    • Bancos, bolsas de valores e comércio, grandes armazéns e mercados, edifícios governamentais e administrativos, gares ferroviárias, teatros, Ópera, museus e cafés;

    • Novos materiais utilizados: fero e vidro.

  • Centros  Zonas verdes arranjadas;

  • Pavimentação

  • Água potável em abundância;

  • Rede de esgotos, saneamento e as condutas de abastecimento de gás;

  • Praças e grandes avenidas interceptadas em ângulo recto;

Para favorecer a iluminação, arejamento, circulação de pessoas, carros e vigilância policial.



  • Grande parte da população vivia em bairros adjacentes.

  • Fim do século XIX  Núcleo das cidades  Superpovoado

Rendas sobem  Falta alojamento

Subúrbios (onde viviam os recém-chegados distribuídos por locais de origem).



  • Subúrbios  Casas monótonas;

  • Ligadas entre si por escadas exteriores, galerias transversais ou varandas de madeira;

  • Não têm o mesmo cuidado ou nível de vida que as cidades.

Migrações Internas e Externas



  • Migrações internas

  • Deslocações sazonais;

  • Deslocações do campo para a cidade.




  • Emigrações

Europa  Mundo  Maior fluxo migratório.

Partidas em massa  Favorecidas pelos transportes marítimos e pela propaganda;

 Governos e sindicatos estimulam emigração para aliviar o mercado de trabalho evitar turbulência social e assegurar salários.


  • Motivos

 Demográficos e económicos

    • Europa densamente povoada;

    • Precária distribuição de recursos;

    • Agricultura pouco compensadora e insuficiente;

    • Desenvolvimento industrial insuficiente;

    • Desemprego causado pela precoce e forte industrialização;

    • Fomes;

    • Países novos  Escassamente povoados  Necessitavam de mão-obra para exploração dos recursos materiais.

 Políticos e religiosos

    • Movimentos revolucionários fracassados;

    • Não concordância com o sistema politica ou religião oficial.

  • Emigração portuguesa

 Forma de escapar à fome e miséria.

 Tentativa de escapar à proletarização.

A sociedade de classes

Liberalismo e civilização industrial  Mudanças sociais

Igualdade perante a lei  Acaba com títulos da nobreza, privilégios derivados do nascimento, etc.

Distinção feita pelo dinheiro, instrução, profissão e cultura, opinião politica, valores e comportamentos.

Propriedade e controlo dos meios de produtivos ou mais lucrativa e prestigiada for a profissão.



 Maior probabilidade de ascender socialmente;

 Educação esmerada;

 Estilo de vida luxuosa e confortável.

Nascer pobre já não bloqueia ascensão social.

Dois grupos sociais:  Burguesia

 Proletariado

A alta burguesia empresarial e financeira

Poder económico, poder social e poder político  Hegemonia burguesa.

Poder económico  Controlo dos meios de produção e das grandes fontes de riqueza.

Desenvolvimento burguês  Dificultado devido aos países menos industrializados.

Poder político  Consolida poder económico.

Poder social  Através do ensino, imprensa, lançamento de modas  Divulga os seus valores e comportamentos  Influencia a opinião pública.

Classes médias  Medo de voltar ao operariado  Apoiavam alta burguesia por era quem lhes dava emprego.


A formação de uma consciência de classe burguesa

  • Valores e comportamentos

 Imitação da aristocracia

    • Compra de propriedades (sinónimo de respeito);

 Consciência de classe: implica solidariedade e distanciamento para com os mais pobres. Muitas das vezes obriga o estado a governar de acordo os seus interesses.

 Querem imitar a aristocracia mas de forma moderada. Não esbanjam dinheiro (resultado do esforço e trabalho).

 Dão importância: trabalho estudo, poupança, moderação e prudência.

 Família muito importante:



    • Burguês transmite o gosto pelo trabalho, solidariedade entre irmãos e parentes. Honestidade e responsabilidade.

 Para a alta burguesia pobreza era sinónimo de falta de mérito e talento e preguiça.
Proliferação do terciário e incremento das classes médias

Classes médias  Não têm contacto com o trabalho manual;

 Não controlam grandes meios de produção;

 Situam-se entre a alta burguesia e o proletariado;

 Muitos dos seus elementos são populares;

 Ilustram bem a mobilidade social;

 Pequenos empresários da industria,

 Possuidores de algum rendimento.



  • Proliferação do terciário e serviços

 Necessidade de distribuir riqueza  Aumento dos empregos comerciais: patrões grossistas ou retalhistas, transportadores, empregos de loja ou grande armazém e vendedores.

 Profissões liberais: médicos, advogados, farmacêuticos, engenheiros, notários, intelectuais, artistas.

 Pouco cresceram  1870-1880  Valorizadas.

 Tinham um grande saber Cientifico  Autoridade e estatuto.




    • Advogados

 Indispensáveis no contexto da complexidade administrativa empresarial; nos sistemas representativos  Grande parte dos deputados

    • Médicos

 Saúde muito importante  Médicos respeitados

    • Funcionários

 Maior crescimento no sector dos serviços;

 Desenvolvimento das administrações estatais e da burocracia pública e privada.

 No escritório, correios e telégrafo, professores, militares, policias, bombeiros e cobradores.


    • Empregados de escritório (colarinhos-brancos)

 Repartições estatais; grandes firmas industriais; bancos; companhias de seguro.

 Tratavam da correspondência, contabilidade, movimentação de documentos.

 Nem sempre os rendimentos eram suficientes  Grau de instrução, trajo e maneiras  Distinguiam-nos do trabalho fabril (proletariado).


    • Professores

 Profissão de sucesso no final do século XIX;

 Vindos do campo (camponeses na sua maioria);

 Ordenado modesto  Seu saber  Prestígio e consideração na opinião pública;

 Ganharam mais importância  Ensino primário gratuito e obrigatório  Divulgam valores burgueses e patrióticos;

 Sufrágio universal  Novas oportunidades;

 Países industrializados  Papel na vida política é reconhecido.

Conservadorismo das Classes Médias

 Conservadoras;

 Ideias defendidas: ordem; estatuto; convenções; respeito pelas hierarquias.

 Poupança: conforto material e pequenos luxos;

 Respeitabilidade e decência;

 Família – afirmação do poder do homem.

A condição operária

 Revolução industrial  Fábrica

Operariado


    • Fábricas  Máquinas
      Posse de um burguês


 Capital

    • Operariado  Força dos seus braços

 Trabalho  Vende ao empresário em troca de um salário

  • Condições de trabalho

 Adaptação difícil, com sacrifícios e humilhações ao mundo industrial;

 Mão-de-obra não qualificada;

 Local de trabalho  Péssimas condições

 Frio extremo no inverno, calor insuportável no verão; má iluminação; falta de arejamento; demasiado barulho; riscos de acidentes.

 Ausência de vestiários, sanitários e cantinas; quase não tinham horário para refeições; trabalhavam entre 12 a 16 horas sem férias, descanso, feriados; salários de miséria.

 Trabalho e horários  Precários

 Dependentes da lei da oferta e da procura

 Quanto maior for a produção e a venda, maior seria o salário. Quando era o contrário, ou quando a mão-de-obra ultrapassava as necessidades ou quando existia alguma crise cíclica  Desemprego e baixa de salários (quando a industrialização arrancou os salários eram relativamente altos).

 Não existia contratação colectiva, salário mínimo (cada patrão decidia aquilo que deveria pagar), subsídios de desemprego, doença ou velhice.

 Estado liberal permitia o patrão fazer o que quisesse desde que não houve contestações operárias.

 Mulheres e crianças  Indispensáveis

 Salários muito inferiores aos dos homens



    • Crianças

 4-5 Anos;

 Apreciadas pela sua agilidade e pequena estatura (com facilidade conseguiam arranjar coisas em máquinas que um adulto, por ser maior, dificilmente conseguia);

 Se o trabalho baixasse eram chicoteadas.
 Famílias inteiras eram arrastadas para as fábricas.


 operariado  péssimas condições














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