Estratégia, sempre



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Estratégia, sempre.

Um Homem de idade vivia sozinho em Minnesota. Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado. Seu único filho, que normalmente o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho, reclamando de seu problema:

- "Querido Filho, Estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe sempre adorava flores e esta é a época do plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois estás na prisão. Com amor, Seu Pai".

Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:

- "PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos".

Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera. Esta foi a resposta:

- "Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento."

ESTRATÉGIA É TUDO PARA UM GESTOR... E PARA PROFISSIONAIS COMPETENTES.

Nada como uma boa estratégia, para conseguir coisas que parecem impossíveis. Assim, é importante repensar nas pequenas coisas que muitas vezes, nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas carreiras.

"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."

O Guardião do Mosteiro

Certo dia, num mosteiro zen_budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranquilidade, falou:

Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.

Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá_lo. E disse apenas:

_Aqui está o problema! Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu_se ao centro da sala e ...Zapt!... destruiu tudo, com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

Você é o novo Guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.

Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço _ um lugar indispensável para criar a vida.

Os orientais dizem:

_ Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário primeiro jogar fora o chá para, então, beber o vinho.

Ou seja, para aprender o novo, é essencial desaprender o velho.

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em sua mente. Vai ficar mais fácil ser feliz.

Roberto Shinyashiki

"O pessimista reclama do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas."

Era uma vez uma indústria de calçados aqui no Brasil que, aproveitando-se das políticas de incentivo do governo ao comércio exterior, decidiu desenvolver um projeto de exportação de sapatos para a Índia.

Como se sabe, o consumidor é um dos principais fatores a serem considerados por uma empresa em fase de expansão a novos mercados. Assim, a presidência da empresa decidiu enviar dois de seus principais executivos a dois grandes centros comerciais, Nova Deli e Bophal, para análise do potencial de consumo.

Após alguns dias de pesquisa, um dos executivos enviou um e-mail para a diretoria da empresa no Brasil, relatando suas impressões:

"Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos."

Sem ter conhecimento dos termos da mensagem enviada por seu colega, o segundo executivo encaminhou, poucos dias depois, a seguinte mensagem:

"Senhores, tripliquem o volume exportável previsto em nosso projeto de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos, ainda...".

A Parábola e a Verdade

Uma vez, os discípulos de um rabino, famoso por sua erudição e finura, perguntaram-lhe por que costumava esclarecer a verdade contando uma história.

- Isso eu posso explicar – disse ele – contando uma parábola sobre a própria Parábola:

“Um dia, a Verdade andava visitando os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu nome. E todos que a viam viravam-lhe as costas, de medo ou de vergonha, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

- Verdade, por que estás tão abatida? – perguntou a Parábola.

- Porque sou tão velha e feia que os homens me evitam – replicou a verdade.

- Que disparate! – riu a Parábola – Não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas de minhas roupas e vê o que acontece.

Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda parte onde passava, tornou-se bem-vinda.”

O rabino sorriu:

- Pois a verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada.

A Vida segundo Charles Chaplin

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.

Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para a frente.

Nós devíamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí, viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.

Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.

Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.

Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para o colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta para o útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando.... E termina tudo com um ótimo orgasmo!!!

Não seria perfeito?"

Charles Chaplin

A Canoa

Em um largo Rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, íam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de Leis? Não. -Responde o barqueiro.



E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida! A professora muito social entra na conversa: Seu barqueiro, você sabe ler e escrever? Também não. -Responde o remador. Que pena! - Condói-se a mestra - Você perdeu metade da vida! Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.

O canoeiro preocupado, pergunta: Vocês sabem nadar? Não! - Responderam eles rapidamente. Então é uma pena - Concluiu o barqueiro - Vocês perderam toda a vida!

"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes".

Paulo Freire

Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato. Cada uma delas tem algo diferente para ensinar...

Quem conta um conto aumenta um ponto

Caso 1

Uma jovem foi passear com o seu namorado, quando ouviram uns empregados de uma obra gritar:



- Ô babaca, não vá passear, leva para um lugar escuro e come!!!

O rapaz, muito envergonhado, segue o seu caminho com a namorada e passam por um parque onde estão vários aposentados sentados, que ao vê-los começam a sugerir ao rapaz:

- De mãozinha dada com a gatinha? Você devia é levá-la para um motel, ô viadinho!!!!

O rapaz, cada vez mais envergonhado, decidiu levar a namorada para casa.

- Então até amanhã, meu amor!

A noiva responde-lhe:

- Até amanhã, surdo de merda!!!

Conclusão:

Escute e ponha em prática os conselhos dos consultores externos, pois são pessoas com experiência. E se não fizeres, a tua imagem de gestão empresarial ficará desgastada.

Caso 2


Um réu, condenado a prisão perpétua por assassinato em primeiro grau, consegue fugir ao fim de 25 anos na prisão. Ao fugir, entra numa casa onde dorme um jovem casal. O assassino amarra o homem a uma cadeira e a mulher na cama.

A seguir, encosta o seu rosto ao peito da mulher, levantando-se e saindo do quarto. Imediatamente, arrastando a cadeira, o marido aproxima-se da esposa e diz-lhe:

- Meu amor, este homem não vê uma mulher há anos. Eu o vi beijando o teu peito e já que ele se afastou um pouco, quero pedir que você coopere com ele e faça tudo o que ele pedir. Se ele quiser fazer sexo selvagem contigo, faça e finja que gosta. Por favor. As nossas vidas dependem disso!!! Seja forte, minha linda, eu te amo.

A jovem esposa diz ao marido:

- Querido, estou agradecida que penses assim! Este homem não vê uma mulher há anos, no entanto ele não me beijou o peito. Ele me disse no ouvido que gostou muito de ti e perguntou se guardamos vaselina no banheiro. Seja forte, meu lindo, eu também te amo muito.

Conclusão:

Não estar verdadeiramente informado pode trazer sérios inconvenientes... A informação exata e atualizada é fundamental para ter sucesso num eventual ataque de competência desleal e assim evitar surpresas desagradáveis.

Caso 3


Um rapaz vai a uma farmácia e diz ao farmacêutico:

- Senhor, tem preservativo? A minha namorada convidou-me para jantar esta noite na casa dela.

O farmacêutico dá-lhe o preservativo e o jovem sai da farmácia. Volta porém, de imediato, dizendo:

- Senhor, é melhor dar-me outro, porque a irmã da minha namorada, que é uma gostosona, vive cruzando as pernas na minha frente. Às vezes, até vejo suas entranhas. Acho que também quer algo e, como vou jantar hoje lá na casa delas...

O farmacêutico dá o preservativo e o jovem sai da farmácia. Mais uma vez, volta dizendo:

- Senhor, é melhor dar-me mais um, porque a mãe da minha namorada também é boa pra cacete. A velha, quando a filha não está por perto, vive se insinuando de um jeito que me deixa excitado e, como eu hoje vou jantar lá na casa delas...

Chega a hora do jantar e o rapaz está sentado à mesa com a sua namorada ao lado, a mãe e a irmã em frente. Nesse instante entra o pai da

namorada e senta-se também à mesa. O rapaz abaixa imediatamente a cabeça, une as mãos e começa a rezar:

- Senhor, abençoa estes alimentos, bzzzz, bzzzz, bzzzz... Damos graças por estes alimentos ...

Passa um minuto e o rapaz continua de cabeça baixa rezando:

- Obrigado Senhor por estes dons, bzzz, bzzz, bzzz....

Passam cinco minutos e prossegue:

- Abençoa Senhor! Este pão, bzzz, bzzz, bzzz...

Passam mais de dez minutos e o rapaz continua de cabeça baixa rezando. Todos se entreolham surpreendidos e a namorada diz ao ouvido:

- Meu amor, não sabia que você era tão crente...!!!

- E eu não sabia que o seu pai era farmacêutico!!!

Conclusão:

Não comente os planos estratégicos da empresa com desconhecidos, pois essa inconfidência pode destruir a sua própria organização.

O Elefante acorrentado

Você já observou um elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Que mistério! Por que o elefante não foge?

Há algum anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante de circo não escapa porque foi preso á estaca ainda muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá pra cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

Então, aquele elefante enorme não se solta por que acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

Isso muitas vezes acontece conosco! Vivemos acreditando em um montão de coisas "que não podemos ter", "que não podemos ser", "que não vamos conseguir", simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes, algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos" que "a corrente da estaca" ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos o "sempre foi assim".

Poderia dizer que o fogo para nós seria: a perda de um emprego, doença de alguém próximo sem que tivéssemos dinheiro para fazer o tratamento, ou seja, algo muito grave que nos fizesse sair da zona de conforto.

A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de arrebentar as correntes! Não espere que o seu "circo" pegue fogo para começar a se movimentar. Vá em frente!

Como nasce um paradigma.

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."

Não perca a oportunidade de passar esta história para os amigos, para que, vez por outra, questionem-se porque estão "batendo".

p.s.: "É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito".

Albert Einstein

Uma herança complicada.

"Felizes aqueles que se divertem com problemas que educam a alma e elevam o espírito."

Fenelom

Poucas horas havia que viajávamos sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registro, na qual meu companheiro Beremiz, com grande talento, pôs em prática as suas habilidades de exímio algebrista.



Encontramos, perto de um antigo caravançará meio abandonado, três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos.

Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos:

- Não pode ser!

- Isto é um roubo!

- Não aceito!

O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.

- Somos irmãos - esclareceu o mais velho - e recebemos, como herança, esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de nosso pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte e ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos e a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha, se a terça parte e a nona parte de 35 também não são exatas?

A solução que transforma um camelo em dois

- É muito simples - atalhou o Homem que Calculava. - Encarrego-me de fazer, com justiça, esta divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que, em boa hora, aqui nos trouxe!

- Neste ponto, procurei intervir na questão:

- Não posso consentir semelhante loucura! Como poderíamos concluir a viagem, se ficássemos sem o camelo?

- Não te preocupes com o resultado, ó bagdali! - replicou-me em voz baixa Beremiz. - Sei muito bem o que estou fazendo. Cede-me o teu camelo e verás, no fim, a que conclusão quero chegar.

Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal que, imediatamente, foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.

- Vou, meus amigos - disse ele, dirigindo-se aos três irmãos - fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora, como vêem, em número de 36.

E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:

- Deverias receber, meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36 e, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão!

E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:

- E tu, Hamed Namir, deverias receber um terço de 35, isto é, 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é, 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.

E disse, por fim, ao mais moço:

- E tu, jovem Harim Namir, segundo a vontade do teu pai, deverias receber uma nona parte de 35, isto é, 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!

E concluiu, com a maior segurança e serenidade:

- Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir - partilha em que todos os três saíram lucrando - couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18 + 12 + 4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois. Um pertence, como sabem, ao bagdali, meu amigo e companheiro; outro toca, por direito, a mim, por ter resolvido, a contento de todos, o complicado problema da herança!

- Sois inteligente, ó Estrangeiro! - exclamou o mais velho dos três irmãos. - Aceitamos a vossa partilha, na certeza de que foi feita com justiça e eqüidade!

E o astucioso Beremiz - o Homem que Calculava - tomou logo posse de um dos mais belos jamales do grupo e disse-me, entregando-me pela rédea o animal que me pertencia:

- Poderás agora, meu amigo, continuar a viagem no teu camelo manso e seguro! Tenho outro, especialmente para mim.

E continuamos nossa jornada para Bagdá.

A explicação

Para o problema dos 35 camelos podemos apresentar uma explicação muito simples.

A metade de um todo, mais a terça parte desse todo, mais um nono desse todo, não é igual ao todo. Veja bem, a soma de um meio, mais um terço e mais um nono resulta em dezessete dezoito avos.

Para completar o todo, falta ainda um dezoito avos desse todo.

O todo, no caso, é a herança dos 35 camelos. Um dezoito avos de 35 é igual a trinta e cinco dezoito avos.

A fração de 35/18 é igual a 117/18.

Conclusão: feita a partilha, de acordo com o testamento, ainda haveria uma sobra de 117/18.

Beremiz, com o artifício empregado, distribuiu os 17/18 pelos três herdeiros e ficou com a parte inteira da fração excedente.

Em alguns autores, encontramos um problema curioso, de origem folclórica, no qual o total de camelos é 17, e não 35. Esse problema dos 17 camelos pode ser lido em centenas de livros de Recreações Matemáticas.

Para o total de 17 camelos, a divisão é feita por meio de um artifício idêntico (o acréscimo de um camelo à herança do xeque), mas a sobra é só do camelo que foi acrescentado. No caso resolvido por Beremiz, o resultado é mais interessante, pois o calculista obtém um pequeno lucro com a sua habilidade.

Se o total fosse de 53 camelos, a divisão da herança , feita do mesmo modo e aplicado o artifício, daria uma sobra de 3 camelos.

Eis os números que podem servir:17, 35, 53, 71, etc.

Texto adaptado de:

TAHAN, Malba. O Homem que calculava - aventuras de um singular calculista persa. Editora Conquista, 1965.

O direito ao palavrão.

(Luiz Fernando Veríssimo)

Os palavrões não nasceram por acaso.

São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.

"Pracaralho", por exemplo.

Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"?

"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.

A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!".

O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade

"Não, absolutamente não!" o substituem.

O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto.

Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em tua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo

"Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".

O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Oswaldo Montenegro.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.

Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD, porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho, porra nenhuma!".

O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos.

Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...

Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em teu eixo. Teus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso"vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!".

Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:

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