Escola Estadual de Educação Profissional [eeep] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional



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Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP]
Ensino Médio Integrado à Educação Profissional
SUMÁRIO
Introdução................................................................................................................. 02
Considerações Gerais...............................................................................................03
Análise Preliminar de Riscos - APR ........................................................................ 05
Elementos importantes utilizados numa Inspeção................................................... 08
Tipos de Inspeção.................................................................................................... 10
Exemplo de Check List............................................................................................. 13
Exemplo de Formulários de Inspeção...................................................................... 17
Fases da Inspeção .................................................................................................. 17
Auditorias de Segurança.......................................................................................... 18
NR Comentadas....................................................................................................... 21
Modelo de Questionário de Inspeção de Riscos......................................................29
Roteiro de Inspeção – Check List de uma Olaria.....................................................35
Exercícios de Fixação e Revisão..............................................................................43
Resumindo o Conteúdo Estudado............................................................................53
Texto de Apoio – PPRA / PCMSO............................................................................58
Revendo Definições..................................................................................................74
Mapa de Riscos Ambientais......................................................................................78
Exemplos de PPRA...................................................................................................94
Referências Bibliográficas.......................................................................................137
Técnico em Segurança do Trabalho 
INSPEÇÃO DE RISCOS 

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          INTRODUÇÃO
A segurança do trabalho na empresa atua no esforço conjunto de todos os
interessados: os empregadores, trabalhadores e governo. Nesse aspecto, o gover-
no intervém ao editar leis, decretos e normas regulamentadoras como parâmetros
mínimos que se deve observar nos ambientes de trabalho. Assim, o Técnico de Se-
gurança do Trabalho ao inspecionar os ambientes laborais, deverá observar as si-
tuações que põem em risco a saúde e a integridade física do trabalhador, e verificar
se existem ou não medidas preventivas previstas nas normas regulamentadoras
específicas para cada atividade laboral.
Neste  módulo,  estudaremos  a  Inspeção  de  Riscos,  atividade pela  qual  o
Técnico em Segurança do Trabalho pode identificar, antecipar ou prevenir situa-
ções potenciais de risco que possam levar os trabalhadores a envolverem-se em
acidentes ou doenças profissionais e do trabalho. Fazer Inspeções de Riscos de
modo técnico e profissional é, portanto, um importante atributo para todo profissio-
nal preocupado com a higiene, saúde e integridade física e mental dos trabalhado-
res.
Nessa disciplina, você vai aprender a identificar no ambiente de trabalho o
cumprimento das recomendações técnicas de segurança estabelecidas nas Nor-
mas Regulamentadoras estudadas até o momento, tais como: recomendações re-
ferentes a aberturas no piso ou paredes, armazenamento de materiais, máquinas e
ferramentas, área de circulação, programa de manutenção de máquinas e equipa-
mentos, cuidados no manuseio de produtos químicos e suas embalagens, disposi-
ção do maquinário, limpeza e organização do ambiente de trabalho, riscos quími-
cos, físicos, ergonômicos, biológicos e de acidentes, encontrados no ambiente la-
boral, dimensionamento das instalações de uso comum no local de trabalho, etc.
Curioso! Então vamos começar imediatamente.
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CONSIDERAÇÕES GERAIS
Em um ambiente laboral, você encontrará diversas
situações de risco, desde um piso escorregadio a con-
centrações de substâncias químicas no ar. Nessa primei-
ra abordagem, deverão ser inspecionadas, no ambiente
de trabalho, as condições ambientais em que se encontra
o trabalhador.
A inspeção de risco é a parte do controle de riscos que consiste em efetuar
vistorias nas áreas e meios de trabalho, com o objetivo de descobrir e corrigir situa-
ções que comprometam a segurança dos trabalhadores. Como sabemos, o aciden-
te é a consequência de diversos fatores que, combinados, favorecem a ocorrência
do mesmo. Assim, a inspeção de risco ou de segurança é uma vistoria técnica feita
nos locais de trabalho, áreas externas e instalações, observando os riscos existen-
tes no ambiente, exemplo: falta de protetores em máquinas, protetores danificados,
funcionando mal ou mal usados, desordem, desarrumação, disposição de materiais
de maneira perigosa, uso de equipamentos de forma insegura, falta ou uso inade-
quado de equipamentos de proteção individual (EPI), falta ou uso inadequado de
equipamentos de proteção coletiva (EPC), etc.
Outro fator importante a ser observado numa inspeção é o estado de conser-
vação  de  materiais  como:   máquinas,  mangueiras,   cabos,  ferramentas,   escadas,
EPI etc., que devido a seu uso frequente leva a desgastes naturais que deterioram
gradualmente, e esta pode ser descoberta antes de causar danos pessoais, materi-
ais e até ao meio ambiente.
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Quando detectamos estes problemas com antecedência, as informações são
repassadas aos responsáveis para manutenção evitando assim acidentes e doen-
ças no ambiente de trabalho. Portanto, a inspeção é um instrumento fundamental
para se obter um retrato qualitativo do ambiente laboral, onde a partir daí podemos
elaborar medidas preventivas e corretivas.
 
É muito importante localizar si-
tuações   que   possam   provocar   aci-
dentes e tomar as medidas prevenci-
onistas necessárias. Por isso, o Pro-
fissional da Segurança do Trabalho e
/ ou o membro da CIPA (Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes)
deve percorrer todo o ambiente para identificar fatores que poderão ser causa de
acidentes. Feito isto, o responsável deve tomar as devidas providências.
A maioria dos acidentes é uma combinação de condições inseguras do am-
biente e atos inseguros dos trabalhadores, por exemplo: se os trabalhadores não fi-
zerem absolutamente nada num local que ofereça risco, eles não serão feridos. Por
outro lado, se um trabalhador fosse executar uma tarefa sem qualquer ferramenta
ou material de segurança, a probabilidade de ocorrer um acidente seria grande.
Logo, todo acidente envolve ações e condições físicas. Assim, o gerenciamento da
segurança deverá enfocar as condições inseguras do ambiente e o comportamento
do trabalhador que irá executar as ações.
As ações dos trabalhadores são influenciadas pelos próprios trabalhadores,
por seus supervisores imediatos, e por toda a alta gerência. Todos exercem um pa-
pel na manutenção da segurança. Para um empreendimento ser seguro, cada uma
das partes deve estar comprometida para prover um ambiente de trabalho que con-
duza a um bom desempenho de segurança.
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Por este motivo todos devem participar das inspeções de risco, seja execu-
tando as inspeções, analisando seus resultados ou promovendo as ações correti-
vas e preventivas para sanar os problemas encontrados.
As inspeções são uma grande fonte de informações que ajudam na determi-
nação de medidas de segurança que previnem os acidentes do trabalho. Quando
bem executadas e envolvendo a todos, as inspeções possibilitam a determinação
de meios preventivos antes da ocorrência de acidentes; permite fixar nos trabalha-
dores  a importância  de  se  ter  segurança  no  trabalho,  encorajando-os a  agirem
como inspetores de segurança; permite consolidar a relação entre trabalhador e
empresa, uma vez em que eles observam o interesse da empresa pela segurança
do trabalho; despertam a confiança na administração e alcança a colaboração de
todos para a prevenção de acidentes.
A inspeção de risco tem como objetivo fazer um levantamento das irregulari-
dades existentes nos postos de trabalho e propor ações para resolver os problemas
que comprometem a segurança e saúde do trabalhador.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR
 
A   Análise   Preliminar   de   Riscos   (APR)
teve seu desenvolvimento inicial na área militar
e é um recurso a ser utilizado pela segurança
do trabalho visando de forma a facilitar a de-
tectar a totalidade dos riscos que envolvem as
várias   operações   na   área   fabril,   detalhar   as
mesmas a um nível que possam ser identifica-
dos os menores problemas, encontrar a forma
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mais eficiente de fazer o trabalho, normatizar os métodos, materiais, ferramentas,
instalações e máquinas.
A (APR) é um estudo, durante a
fase de elaboração, desenvolvimento de
um   projeto   ou   sistema   de   produção.
Uma  avaliação  de  riscos  é  um  exame
sistemático de todos os aspectos de tra-
balho, com o objetivo de apurar ao que
poderá causar danos, se é ou não pos-
sível eliminar os perigos, em caso nega-
tivo, que medidas preventivas poderão
ser tomadas para controle.
Ela é usada portanto para uma análise inicial, tendo importância no conheci-
mento de sistemas novos de alta inovação tecnológica e/ou pouco conhecidos, ou
seja, quando a experiência em riscos na sua operação é deficiente. Apesar das ca-
racterísticas de análise inicial, é útil utilizar a APR como uma ferramenta de revisão
geral de segurança em sistemas já operacionais, revelando aspectos que às vezes
passariam despercebidos.
Na NR10 - que trata dos serviços no Sistema elétrico é previsto a aplicação
da APR, quando da execução destes serviços.
Para   profissionais   especializados   na   área   de   inspeção   de   equipamentos
em unidades industriais é fácil entender a importância do seu trabalho, pois, quan-
do não há ocorrência de acidentes durante um bom período de tempo é porque se
está colhendo os frutos do trabalho bem feito da inspeção.
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Entretanto, um outro aspecto a ser observado é que este trabalho pode ge-
rar interferências na produção e custos para a manutenção, e por isso deve ser am-
plamente discutido em todos os setores e seus benefícios amplamente divulgados.
A APR tem uma maior importância no que se refere à determinação de medi-
das de controle e prevenção de riscos, permitindo revisões de projeto em tempo
hábil, com maior segurança, além de definir responsabilidades no que se refere ao
controle de riscos. Para isso deve-se fazer:
 
As exigências do Brasil de hoje são crescentes, tanto pela necessidade da
obtenção de resultados, quanto pela redução dos custos de operação. Temos de
fazer mais e melhor que os padrões anteriores, por um custo cada vez menor. Para
esta equação, só há uma solução: o emprego do conhecimento e tecnologia.
As   revisões   dos   problemas   conhecidos,   nos   permite   a   determinação   de
riscos   que   poderão   estar   presentes   num   sistema   de   operação   que   está   em
desenvolvimento, tomando como base a experiências conhecidas.
Deve-se fazer a revisão da missão a que se destina a APR, atentar para os
objetivos, exigências de desempenho, principais funções e procedimentos, ambien-
tes onde se darão as operações, etc. Enfim, estabelecer os limites de atuação e de-
limitar abrangência dessa missão, o que e quem são os atores envolvidos e como
será desenvolvida.
Determinar os riscos principais, identificando os riscos com potencialidade
para causar lesões diretas e imediatas, perda de função (valor), danos à equipa-
mentos e perda de materiais.
Identificação dos riscos iniciais e quais fatores contribuem para sua ocorrên-
cia, para cada risco principal detectado, os riscos iniciais e contribuintes associa-
dos.
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Revisão dos meios de eliminação ou controle de riscos, criando um levanta-
mento para dos meios passíveis de eliminação e controle de riscos, a fim de esta-
belecer as melhores opções, desde que compatíveis com as exigências do sistema.
Realizar pesquisas de métodos que sejam mais eficientes para a limitação
dos danos gerados caso ocorra perda de controle sobre os riscos.
Indicação de quem será responsável pela execução das ações corretivas
e/ou preventivas, designando também para setor unidade as atividades a desenvol-
ver.
A APR tem grande utilidade, porém, há a necessidade de que haja a verifica-
ção contínua desses fatores de risco, devendo ser complementada por técnicas
mais detalhadas e apuradas. Lembrando que a APR é uma forma de se identificar
possíveis riscos em um empreendimento antes do início de sua operação.
ELEMENTOS IMPORTANTES UTILIZADOS NA INSPEÇÃO
As inspeções possuem grande importância na prevenção de perdas, deven-
do ser feita em todas as áreas do ambiente de trabalho. Por isso, uma inspeção
para ser bem aproveitada precisa ser planejada, e o primeiro passo é definir o que
se pretende com a inspeção e como fazê-la, para isso precisamos saber:
1º - O que será inspecionado: pode ser todo o ambiente de trabalho ou ape-
nas algum setor específico como o escritório, linha de produção, almoxarifado, etc.
2º   -   Quem   será   o  responsável:   o   técnico,   o   engenheiro,   um   membro   da
CIPA.
3º - O intervalo de tempo entre uma inspeção e outra: de quanto em quanto
tempo ela deverá ser feita, semanalmente, mensalmente, bimestralmente...
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4º - Informações sobre histórico de antecedentes do local analisado: procu-
rar saber se já houve acidentes, quantos, a quanto tempo, qual sua gravidade, em
que setores, porque?
5º - Formulário para registro dos dados coletados: tudo que for observado,
deve ser registrado, pois, servirá para elaboração de medidas preventivas e / ou
corretivas.
PONTOS IMPORTANTES UTILIZADOS NA INSPEÇÃO
Além desses elementos, é necessário que o profissional estabeleça alguns
pontos como prioridades durante a averiguação do ambiente, em razão das infor-
mações disponíveis acerca do local a ser inspecionado, pois, estas também serão
usadas como indicadores de necessidades a serem observadas. São eles:
1º - Acidentes recorrentes no mesmo local e pela mesma causa; quantos
acidentes e em que intervalo de tempo, e se eles ocorreram devido às condições
ou aos atos inseguros.
2º - Em casos onde já houve acidente é importante observar se as correções
foram feitas e quais foram estas: verificar se já foram tomadas as medidas correti -
vas e preventivas, quais foram, se foram empregadas corretamente.
3º - Ocorrência de lesões graves: tipo de lesão, gravidade, e até mesmo óbi-
tos.
4º - Necessidade de desenvolver normas de segurança e treinamento com
funcionários na empresa: verificar se há algum programa de treinamento, qual é
esse programa, de que forma tem sido aplicado, se está sendo eficiente.
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TIPOS DE INSPEÇÃO
Ainda   hoje   verifica-se   na   maioria   das
empresas brasileiras, especialmente as empre-
sas do setor industrial, ainda um certo descaso
para com as condições de trabalho e, conse-
quentemente,   com   a   qualidade   de   vida   dos
seus colaboradores. 
Poucas instituições como algumas empresas multinacionais, e em algumas
grandes empresas nacionais, a saúde e segurança do trabalho está sendo utilizada
como ferramenta para melhorar a eficiência e as condições de trabalho dos funcio-
nários.
Uma prova disso é que em todo o mundo, milhões de trabalhadores se aci-
dentam, adoecem e milhares morrem no exercício do trabalho a cada ano. Segun-
do estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorrem anualmen-
te cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho no mundo, além de aproximada-
mente 160 milhões de casos de doenças ocupacionais. Do total de trabalhadores
mortos, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. Ainda segundo estimativas
da OIT, todos os dias morrem cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doen-
ças ocupacionais.
Segundo o boletim anual Sistema de Referência em Análise e Prevenção de
Acidentes de Trabalho (SIRENA) que é resultado de um convênio entre o Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério da Previdência, em 2010, 846 pesso-
as morreram vítimas de acidente de trabalho no Brasil, e constatou-se 1.944 aci-
dentes ocorridos no ano passado. Ao todo, 2.252 trabalhadores se acidentaram em
horário de serviço no país.
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A   maior   porcentagem   dos   acidentes   aconteceu   no   setor   da   indústria   de
transformação (36%), seguida pela construção civil (30%) e comércio (10%). De
acordo com o boletim, 95,2% dos trabalhadores acidentados possuíam carteira as-
sinada. A faixa etária da maioria atingida está entre 21 e 50 anos (81,5%) e do mai-
or número de acidentes fatais também (78,8%). Os índices também apontaram que
9,9% do total de acidentados era do sexo feminino, o equivalente a 224 trabalhado-
ras, sendo que, 2,8% delas morreram, o que representa 24 trabalhadoras.
De acordo com dados da assessoria do Ministério da Previdência Social -
Cobertura Previdenciária Estimada (Copes), em janeiro deste ano 510 mil trabalha-
dores passaram pela perícia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Neste sentido, a inspeção no local de trabalho é um dos procedimentos mais
importantes em relação à Segurança e  Medicina do Trabalho, por ser uma ferra-
menta importante para identificação e elaboração de métodos de correção e pre-
venção de riscos. Por isto é ideal que os profissionais adotem procedimentos de
inspeção para eliminar riscos de baixo, médio e grande porte, oferecendo aos am-
bientes laborais e aos colaboradores da empresa qualidade e segurança.
Após a inspeção é imprescindível que fique claro cada risco existente, quais
as pessoas que poderão ser afetadas num possível acidente. Assim, será mais fácil
identificar a melhor forma prevenir esse, isto não significa elaborar uma lista com os
nomes das pessoas, mas identificar grupos, como: pessoas que trabalham no al-
moxarifado, no armazém, escritório, segurança, linha de produção, ou transeuntes,
os profissionais de limpeza, os contratantes, etc.
Deve ser prestada especial atenção às questões de gênero e a grupos de
trabalhadores  que  podem  correr   riscos   acrescidos  ou   ter   requisitos   específicos,
como trabalhadores idosos, com algum tipo de deficiência. Em cada caso, é impor-
tante identificar a forma que esses danos poderão assumir, ou seja, o tipo de lesão
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INSPEÇÃO DE RISCOS 
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ou problema de saúde que pode ocorrer, essas observações facilitam a elaboração
de programas de prevenção.

Inspeções de Rotina: é uma atividade que ocorre no dia-a-dia, fre-
quentemente são observados a presença ou não de riscos no ambiente e fica sobre
responsabilidade do pessoal de manutenção, dos membros da CIPA e de chefias
imediatas. 
Exemplo de pontos a serem observados nesse tipo de inspeção:
1.
Remoção de proteção em máquinas;
2.
Falta de organização no setor;
3.
Falta de Uniformização;
4.
Ordem, organização e limpeza;
5.
Uso inadequado de equipamentos de segurança;
6.
Disposição insegura ou inadequada de materiais;
7.
Atos inseguros ou condições inseguras, etc.
É importante que a pessoa responsável por esta atividade utilize um formulá-
rio próprio, e dirigido a cada setor inspecionado, e que os mesmos não fiquem es-
quecidos em suas gavetas pois são fonte de informações para elaboração de medi-
das preventivas de segurança.

Inspeção   Periódica: efetuadas   em   intervalos   regulares   (semanais,
mensais, bimestrais ou trimestrais), e programada com antecedência objetiva apon-
tar riscos previstos como: desgastes, fadigas, esforço e exposição a certas intem-
péries a que são submetidos máquinas, ferramentas (essas inspeções são indica-
das pelo fabricante), instalações, podem incluir a inspeção de toda a fábrica, de um
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departamento, uma seção, certos tipos de operações, determinados equipamentos
e aspectos relativos a higiene, sendo indicado a elaboração de um relatório final.
Pode-se utilizar como método de inspeção o sinal da cruz (em cima, em baixo, di-
reita, esquerda), destacando que sempre será importante a participação dos princi-
pais envolvidos (produção, supervisão, manutenção, líderes, membros da CIPA,
convidados imparciais que são pessoas que não estão acostumadas e com o local.


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