Escola: eeb miguel Couto



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Encontro23.08.2018
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Categoria: Memórias Literárias

Título: Histórias de minha vida

Escola: EEB Miguel Couto

Diretora: Marcia Kohs Hildebrandt

Professora: Silmara Evangelista da Silva Steinert

Aluno: Thiago Henrique Gabler

Se bem me lembro, quando eu era jovem, minha cidadezinha Schroeder, era um local pacato, lá eu não nasci mas lá sempre vivi.

As pessoas tinham mais conversação, não existiam celulares, computadores e esse tal de Facebook. As pessoas se conversavam mais. Ah! Que saudades daquele tempo!

Nasci em Guaramirim, cidade vizinha de Schoreder, em Santa Catarina.

Estudei minha vida inteira na escola Miguel Couto, que atendia e ainda atende grande parte da comunidade. Voltávamos para casa, era um bom pedaço de chão andado, muitas vezes voltávamos descalços. Éramos seis irmãos, cinco meninas e um menino, uma das meninas já falecida.

Nossa casa era tipicamente alemã, estilo enxaimel. Uma varanda pequena de fachada com um lindo jardim enfeitado com vários tipos de flores. Entrávamos pela porta e chegávamos a um saguão que dava em todos os quartos, cozinhas e salas. Antigamente todos os cômodos da casa eram interligados.

Em casa vivíamos em nove pessoas, eu e meus quatro irmãos, meus pais e meus avós (hoje falecidos).

Podíamos brincar apenas aos domingos, quando chegavam nossos primos, pois nos outros dias da semana trabalhávamos na roça. Brincávamos de casinha, “meu pai matou um porco” e “ovo podre”, entre outras brincadeiras, estas são as que mais me recordo.

Lembro que em dia de chuva, aos domingos não podíamos brincar fora. Certo dia tempestuoso, estávamos brincando no sótão, subíamos por uma escada íngreme, fácil de cairmos. Próximo de casa caiu um raio, ficamos atordoados e saímos aos berros do sótão, quase caindo da escada.

O meio de transporte que tínhamos eram uma tobata e uma carroça puxada por cavalos.

Para consumo próprio, plantávamos arroz, milho, banana, cana-de-açúcar e aipi, fazíamos melado, açúcar mascavo, doce de banana, polvilho de araruta ou de aipim. O aipim ou a araruta eram triturados, lavados e deixados de molho. Descansavam por dois dias, depois expostos ao sol, então utilizávamos garrafas como rolos e estava pronto o polvilho. Criávamos porcos somente para consumo próprio.

Aos quatorze anos de idade, comecei a trabalhar, ganhava meu dinheiro como costureira, pude comprar calçados melhores, pois quando era jovem chegava a ir descalço para a escola.

Aos vinte anos conheci Irio, meu primeiro e único namorado, com o qual tive quatro filhos, o primeiro aos vinte anos, idade com a qual também casei-me com Irio.

Meus filhos deram-me seis netos.

O tempo passou, meus filhos ergueram as paredes de suas próprias casas. Dois moram ao meu lado, e ainda vivo na casa em que eu e Irio construímos juntos e onde criamos nossos filhos.

Irio faleceu há dois anos e hoje ainda trabalho como costureira em uma casa enorme onde criei meus filhos. Tenho duas filhas que trabalham comigo.

Tempo que deixou saudades.



Este é o resumo de minha vida.


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