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ESCOLA CONSTRUTIVA

EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL

NOME:________________________________________ DATA: 27/03/15

ATIVIDADE COMPLEMENTAR nº 3 8º ANO

Antigo Regime.

LUÍS XIV, o Grande, rei da França de 1643 a 1715 (Saint-Germain-en-Laye, 1638 - Versalhes, 1715), filho de Luís XIII e Ana da Áustria. Na ocasião da morte do pai, Luís XIV tinha apenas cinco anos. Sua mãe tornou-se regente e escolheu Mazarin para governar. Seu reinado de 72 anos foi o mais longo da história moderna da Europa. Luís XIV foi um exemplo marcante do monarca absoluto. É tido como o autor da frase "L'Étac c'est moi"(Eu sou o Estado). Essas palavras expressam o espírito de um reinado em que toda a autoridade política estava concentrada nas mãos do rei.

A mãe do rei, Ana da Áustria, atuou como regente até 1661 e o cardeal Mazarin foi o seu primeiro-ministro. Em 1648, chegou ao fim a Guerra dos Trinta Anos. Essa guerra fortaleceu a França e enfraqueceu a Áustria e os Habsburgos. No entanto, como Mazarin era impopular na França, sua política redundou em vários anos de guerra civil, numa revolta chamada Fronda. Por duas vezes Mazarin teve de fugir de Paris, mas finalmente em 1653 conseguiu sufocar a rebelião. O fracasso da revolta fortaleceu a autoridade do rei sobre os nobres.


Quando Mazarin morreu em 1661, Luís declarou que o seu primeiro-ministro seria ele mesmo. Sua educação fora negligenciada, mas ele soube cercar-se de sábios conselheiros. Um de seus primeiros atos foi afastar Fouquet. Colbert, convocado para o controle geral das Finanças (1661), dedicou sua atividade ao restabelecimento da ordem no domínio financeiro e econômico; tomou medidas protecionistas em favor da agricultura, e fomentou o comércio, a indústria, as obras públicas, a marinha; enquanto uma comissão de jurisconsultos elaborava ordenações úteis, Louvoir reorganizava o exército e Vauban fortificava as fronteiras.


Luís incentivou também escritores e artistas, e participou do desenvolvimento da literatura francesa. Os historiadores geralmente se referem ao séc. XVII na França como "o século de Luís XIV".


Luís XIV desejou impor o predomínio francês no exterior. Daí a longa série de guerras que cobriram a França de glória, mas acabaram por esgotá-la: guerra nos Países Baixos contra a Espanha, em nome do direito de devolução, concluída pelo Tratado de Aix-la-Chapelle, que lhe cedeu as Flandres (1668); guerra da Holanda, terminada com a paz de Nijmegen, pela qual Luís XIV adquiriu o Franco-Condado (1678); guerra da Liga de Augsburgo, terminada com o Tratado de Ryswick (1697); guerra da Sucessão da Espanha, terminada com os tratados de Utrecht (1713) e de Rastatt (1714): a França perdia a Acádia, a baía de Hudson e a Terra Nova, mas Filipe V, neto de Luís XIV, conservava a Espanha e suas colônias, o que constituía o objetivo visado pelo rei da França.


Luís casou-se com Maria Teresa da Espanha em 1660, mas suas amantes o influenciaram mais do que ela. Dentre elas, a mais importante foi madame de Maintenon, com quem ele se casou em segredo após a morte de Maria Teresa, em 1683. Madame de Maintenon talvez tenha sido, em parte, responsável pelo tratamento cruel dispensado por Luís aos protestantes franceses, que eram chamados de huguenotes. Durante quase 100 anos eles haviam desfrutado da tolerância religiosa e dos direitos civis concedidos pelo Edito de Nantes. Em 1685, Luís revogou esse edito. O governo perseguiu impiedosamente os huguenotes, procurando fazer com que mudassem de religião. Provavelmente 200 mil huguenotes fugiram do país. A França sofreu com a saída dos huguenotes, pois entre eles encontravam-se muitos dos mais prósperos e laboriosos cidadãos do país. A preocupação com a unidade religiosa gerou conflito com o papado (questão do direito de regalia).


Depois de 1685, o reinado de Luís foi menos brilhante do que nos primeiros anos. Após a morte de Colbert, o país viu-se endividado pelas guerras. Luís construiu um suntuoso palácio em Versalhes, onde ele e sua corte viviam faustosamente, ao passo que a maioria do povo vivia na pobreza. A extravagância da vida da corte agravou os problemas financeiros da França. Luís fez com que os nobres deixassem suas terras e fossem morar em Versalhes. A França tornou-se uma nação de senhores de terras ausentes que não tinham contato com seus arrendatários. Essa situação foi uma das causas da Revolução Francesa. Mesmo assim, durante o reinado de Luís, a França superou todas as outras nações na arte, na literatura, na guerra e na política. Depois da morte de Luís, a influência política da França na Europa diminuiu.

(Fonte: Portal Positivo).

QUESTÃO 01: Descreva os modos monárquicos de governo por meio da hereditariedade e as alianças entre monarquias.

RESP:

Espera-se que o aluno(a) descreva as sucessões de reis dentro de uma mesma dinastia, garantindo assim a continuidade da mesma. Quanto às alianças o(a) aluno(a) deve relacionar as uniões por meio de casamentos que geram o fortalecimento das monarquias.
QUESTÃO 03: Descreva o significa de Absolutismo:


RESP: 

Apesar do absolutismo, enquanto forma de governo, estar presente sob diversas formas em vários países e épocas, este termo refere, geralmente, às monarquias absolutas européias dos séculos XVI, XVII e XVIII. A famosa frase "o Estado sou eu", proferida pelo rei francês Luís XIV, resume bem este regime político, em que uma única pessoa - o rei - exerce o poder de uma forma absoluta, sem quaisquer limites jurídicos ou de qualquer outra natureza.

QUESTÃO 03: A frase de Luiz XIV, "L'Etat c'est moi" (O Estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava:

a) a unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma Igreja Francesa (nacional);

b) a superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida;

c) a submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais;

d) a centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos;



e) o desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e o campesinato.

Resp: D
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EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL

NOME:________________________________________ DATA: 27/03/15

ATIVIDADE COMPLEMENTAR nº3 9º ANO

A dominação ocidental






"A Inglaterra tem de cumprir na Índia uma dupla missão: destruidora, por um lado, e regeneradora, por outro. Tem que destruir a velha sociedade asiática e assentar as bases da sociedade ocidental na Ásia.

"Karl Marx - Futuros resultados do domínio britânico na Índia, 1853

Desde a chegada de Vasco da Gama a Calicute em 1498 até a metade do século XVIII, durante os primeiros 250 anos da expansão colonialista sobre a Ásia, os mercadores portugueses, holandeses, franceses e ingleses, estabeleceram-se em modestas feitorias comerciais nas costas da Índia. Nenhum deles tinha recursos financeiros e humanos para empreender a conquista do subcontinente.

Por volta de 1750 a Companhia Inglesa das Índias Orientais (British East Índia Company), determinou-se a ampliar sua influência na região de Bengala, no nordeste da Índia. Explorando as divisões internas dos indianos, “um país”, como disse Marx,“onde não só lutam muçulmanos contra hindus, mas também tribo contra tribo, casta contra casta; uma sociedade cujo entrelaçamento se baseia numa espécie de equilíbrio resultante da repulsão geral e do exclusivismo constitucional de todos os seus membros” , a Índia estava condenada a ser presa fácil dos conquistadores europeus.

Em 1757 o tenente Robert Clive teve uma vitória decisiva na batalha de Plassey (Palãshi), contra o nababo Sirãj-ud-Dawlah, governador de Bengala, fazendo com que a Cia. Inglesa se tornasse um poder hegemônico sobre boa parte da Índia. Nos cem anos que se seguiram, a empresa britânica através de pequenas guerras, acordos com marajás e estimulo a governos locais colaboracionistas (indirect rule), terminou por dominar a quase totalidade do país. O domínio da Cia das Índias durou até a Revolta dos Cipaios (Sepoy Mutim) de 1857-8, quando o controle sobre o Hindustão passou a ser exercido diretamente por funcionários públicos ingleses e não mais pelos agentes da companhia. O antigo sistema de produção artesanal aldeã indiano foi posto abaixo pelos modernos processos de transporte, produção fabril e consumo introduzidos de fora.

Para abalar a propriedade comunal tradicional os ingleses criaram uma nova classe de proprietários rurais os zamindars que possuíam-nas, as terras, em caráter privado e arrendavam-nas aos ryots, os camponeses. Não deixa de ser impressionante, e ao mesmo tempo revelador da fragmentação e atomização da sociedade indiana, o fato dos colonialistas conseguirem a submissão de uma população de quase 400 milhões de indianos com apenas 1500 funcionários do Indian Civil Service.

Graças as suas inúmeras e diversificadas riquezas, a Índia foi considerada a “jóia do império” pelos comerciantes e altos funcionários de Londres, cabendo a Rainha Vitória, depois da dissolução da companhia monopolista tornou-se, a partir de 1858, assumir o título de Imperatriz das Índias, governando-a por meio de um vice-rei com sede em Calcutá.

(Fonte: Portal Positivo).

QUESTÃO 01: A Índia foi dominada principalmente pela Inglaterra, que ali estabeleceu entrepostos em várias cidades litorâneas e no sul do território indiano iniciou a plantação de papoula, da qual era extraído o ópio, que era comercializado na China. Em meados do século XIX, os ingleses possuíam cerca de 200 mil soldados recrutados entre os indianos para a manutenção das colônias, que eram chamados de cipaios. Os cipaios deram nome ao conflito que ocorreu em 1857, entre indianos e ingleses. Quais foram os fatores que desencadearam o conflito?



  1. Desrespeito dos ingleses pelas culturas e tradições indianas.

  2. A perda de poder dos ingleses para o grandioso exército formado pelos cipaios.

  3. Exploração econômica imposta pelos ingleses aos indianos.

  4. Excesso de impostos cobrados pelos ingleses dos indianos.

  5. A imposição da religião indiana aos ingleses que viviam nas colônias localizadas na Índia.

RESP: A e D.

QUESTÃO 02: Uma das fontes de riqueza da Inglaterra na Ásia era a extração do ópio da papoula cultivada no sul da Índia, e a comercialização da substância na China. Porém, o comércio do ópio na China estava preocupando o governo do país, que deu origem à Guerra do Ópio. Sobre esse conflito, é correto afirmar:



  1. A China era contra o comércio do ópio porque a Inglaterra se recusava a pagar impostos sobre o produto.

  2. O governo chinês proibiu o comércio do ópio, porém, a Inglaterra continuou a atividade por meio do contrabando.

  3. A China, ao lançar ao mar um carregamento de ópio da Inglaterra, provocou uma série de ataques dos ingleses ao seu território, dando início à Guerra do Ópio.

  4. De acordo com o Tratado de Nanquim, a China colocaria a ilha de Hong Kong sob o domínio britânico, e pagaria uma grande indenização a eles.

  5. Após a assinatura do Tratado de Nanquim, a Inglaterra devolveu a ilha de Hong Kong aos chineses e regularizou o comércio de ópio.

RESP: B,C e D.


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