Er o livro: dicionario de termos e gentes de minas, de waldemar de almeida barboza; e ver os sites abaixos



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ER O LIVRO: DICIONARIO DE TERMOS E GENTES DE MINAS, DE WALDEMAR DE ALMEIDA BARBOZA; e ver os sites  abaixos:



www.culturamg.gov.br/arquivo/ativperm.html

A heróica e Pioneira Picada de Goiás, construída por nossos avós Rodrigues Gondim:

O chamado Caminho de Goiás ou Picada de Goiás foi uma das Estradas Reais surgidas no Brasil em função da mineração, no século XVIII.

Ver artigo principal: Estrada Real

Foi estabelecido em função da descoberta de ouro no sertão de Goiás, região que, em 1748 seria elevada à condição de capitania.

A sua importância era de tal ordem que, em 1720 a Coroa Portuguesa estipulou a pena de morte para quem abrisse, sem autorização, outros caminhos entre a capitania de Minas Gerais e Goiás, determinações reiteradas em 1733 e 1758.



Os responsáveis pela abertura da “picada” foram Francisco Rodrigues Gondim (1738-1763) e Manuel Rodrigues Gondim, que se radicaram em Itapecerica-MG.

Essa via iniciava-se em Pitangui, em Minas Gerais, permitindo o abastecimento da nova região aurífera, a imigração e o escoamento da sua produção mineral. O troço adiante de Meia Ponte, na estrada para Vila Boa de Goiás, prolongamento da chamada Estrada Real, era calçado. O Caminho de Goiás prolongava-se daí em diante, alcançando Vila Bela da Santíssima Trindade no sertão do Mato Grosso.

No total, o chamado Caminho de Goiás estendia-se por 266 léguas (c. 1.596 quilômetros), separando Vila Boa de Goiás do Rio de Janeiro, e consumindo cerca de três meses de viagem.

Era percorrido por tropas de vinte a cinquenta mulas, cada animal carregado com de sete a oito arrobas nas “bruacas” sob a direção do “arrieiro”, que comandava os “tocadores”. Essas comitivas transportavam, além dos próprios animais e de escravos, itens tão diversos como:

gêneros alimentícios (azeite, farinha de trigo, sal, vinhos);

especiarias (cravo-da-índia, canela, pimenta-do-reino);

unguentos;

tecidos (veludo, cetim, linho, tafetá, chita, baeta, estopa, aniagem, panos da Bretanha e de Hamburgo, cobertores de Castela, linhas de coser, rendas, fitas e galões)

armas, pólvora e chumbo;

ferragens (ferro, implementos agrícolas, fechaduras, peneiras de arame);

louças e vidros;

papéis e tintas (artísticas e de escrever)



http://www.descubraminas.com.br/destinosturisticos/hpg_pagina.asp?id_pagina=1897


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