Equipe: Prof. Ms. Marcelo Dias Caridade Prof. Dr. Artur Darezzo Filho Prof. Ms Andréa Cristina Elias Ribeiro Prof. Ms Luiz Roberto Nogueira Prof. Ms Sandro Luiz de Carvalho Neves Prof. Dr. Marcello Gonçalves Rodrigues Rio Claro – 2014



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BACHARALADO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PLENA

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO DE RIO CLARO

Projeto Pedagógico do Curso

Equipe:

Prof. Ms. Marcelo Dias Caridade

Prof. Dr. Artur Darezzo Filho

Prof. Ms Andréa Cristina Elias Ribeiro

Prof. Ms Luiz Roberto Nogueira

Prof. Ms Sandro Luiz de Carvalho Neves

Prof. Dr. Marcello Gonçalves Rodrigues

Rio Claro – 2014
DADOS GERAIS do PROJETO


  1. HABILITAÇÃO: Bacharelado em Engenharia de Produção

  2. Regime escolar: Seriado semestral.

  3. Vagas anuais: 100 (cem) vagas anuais,

  4. Turno de funcionamento: Diurno e noturno.

DIURNO:

Mínimo: 04 anos e 06 meses



Máximo: 09 anos

NOTURNO:

Mínimo: 05 anos



Máximo: 09 anos

  1. Ato de Autorização Portaria MEC 936 de 11 de novembro de 2007



Sumário




1. Introdução 3

1.1. Histórico do ensino da Engenharia de Produção 4

1.2. Histórico do curso de Bacharelado em Engenharia de Produção - Rio Claro 7

2. Concepção do Curso 9

3. Perfil de Formação - Missão 13

3.1.1.Objetivo do Curso 14

3.1.2Perfil do Egresso 15

4. Concepção do Currículo 17

4.1. Distribuição da carga horária 18

4.2. Estrutura do Curso 20

4.3. Grade curricular - Curso Engenharia de Produção - Turno Noturno 21



5. Ementas e Bibliografia Básica 24

5.1. Apresendado no Apêncie 1 24



6. Avaliação do Desempenho do Aluno 24

7. Administração Acadêmica do Curso 25

7.1 Administração Acadêmica 25

7.2 Coordenador do Curso 26

7.3 Corpo Docente 26

27

8. Laboratórios e Instalações 27

8.1 Laboratórios e instalações 27



9. Avaliação Institucional 33

9.1 Auto-Avaliação 35

9.2 Avaliação Externa 37



ANEXOS e APENDICE

APENDICE 1: Ementas e bibliografia


1. Introdução


O foco das organizações industriais desde da Revolução Industrial estava no processo de fabricação de bens com níveis produtividade sempre maiores. Para tal, as técnicas e métodos dos sistemas de produção foram desenvolvidas e incorporados para a otimização da organização do chão-de-fábrica. Com a mecanização das máquinas, as abordagens com a logística de produção, com as técnicas do Taylorismo de otimização do trabalho e com o arranjo físico do Fordismo são desenvolvidas para atender o mercado de escala.

A demanda maior por qualidade dos produtos acirra a necessidade de meios produtivos de massa e a competição entre as empresas. O cliente e suas necessidades tomam um caráter estratégico e diferencial. O advento dos mercados interligados em nível global, além de exigir produtos sem defeitos altera as estratégias de negócios.

Ao acompanhar a demanda histórica pelos processos industriais, o ensino das Ciências da Engenharia abre uma gama de subdivisão de áreas como: Elétrica, Minas, Mecânica, Civil. E mais recente, as subdivisões de Mecatrônica, Alimentos e Produção. ( CUNHA, G.D.C. “Um Panorama Atual da Engenharia da Produção”, 2002 disponível em < http://www.abepro.org.br/arquivos/websites/1/PanoramaAtualEP4.pdf>

A Engenharia de Produção desenvolveu-se em resposta à evolução tecnológica e mercadológica citada anteriormente por meio de desenvolvimento de métodos e técnicas de gestão dos meios produtivos concentrando-se em otimizar os recursos e investimentos. As áreas tradicionais da Engenharia concentraram-se na concepção e manutenção de sistemas técnicos. No Brasil existem dois tipos de cursos na área de Engenharia de Produção: Pleno e Específicos (áreas tradicionais). Os Plenos concentram o projeto pedagógico no estudo da gestão da produção. Já os Específicos, como Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia de Produção Elétrica, etc. alocam a carga horária entre o estudo da gestão e dos sistemas técnicos. A legislação atual considera apenas a Engenharia Produção Plena. Sendo assim, não cabe ao Engenheiro (a) de Produção plena autar nas áreas tradicionais da Engenharia respeitando as diretrizes do sistema CONFEFA-CREA.



Este curso é direcionado à área da Engenharia de Produção Plena.
A Engenharia de Produção, pela sua vocação de gestão, insere-se na dinâmica de transformação, formando profissionais mais generalistas quanto ao seu objeto de reflexão, porém dotados de um instrumental metodológico e analítico capacitados para resolver problemas da produção, tanto no setor secundário, onde teve sua origem, quanto nos setores primário ou terciário.
A indústria constitui-se, tradicionalmente, no principal local de trabalho do Engenheiro de Produção, porém são crescentes as atuações deste profissional em empresas de consultoria empresarial, de transporte e bancos, com ênfase nos processos de automação e análise financeira de projetos. Na agricultura, sua atuação foi ampliada com a área de Produção Agroindustrial.
No desenvolvimento de suas funções, o(a) Engenheiro(a) de Produção deve ser capaz de atuar em áreas de pesquisa, desenvolvimento, projeto, produção, construção, operações, vendas, gerenciamento. Além disso, o engenheiro deve ser um profissional consciente de seu papel social, político e ético no desempenho de sua atividade. Uma consideração deve ser feita a respeito do trabalho do engenheiro: o desenvolvimento tecnológico não deve ser

motivo para a geração de crises sociais e /ou econômicas. Deve, isso sim, direcionar o trabalho humano para fins mais nobres e menos braçais.




1.1. Histórico do ensino da Engenharia de Produção

A mudança do mercado de trabalho brasileiro na década de 50 com a instalação de indústrias multinacionais norte-americanas que adotam conceitos de Taylor e utilizam nos organogramas departamentos de Tempos e Métodos, Planejamento e Controle da Produção e Controle da qualidade demanda profissionais e cursos específicos de Engenharia de Produção e não adaptações de cursos de engenharia.


No Brasil, a primeira instituição de ensino a abordar a área de Engenharia de Produção foi a Escola Politécnica da USP, pelo professor Ruy Aguiar da Silva Leme, com a criação de um curso especializado em 1957, como opção do curso de Engenharia Mecânica. A primeira turma se formou em 1959 e só em 1961 as disciplinas específicas foram reunidas em um departamento.
No eixo São Paulo-Rio de Janeiro, com a entrada dos primeiros computadores eletrônicos nas empresas, muitos Engenheiros de Produção foram contratados para desempenhar papéis de analistas de sistemas e programadores (devido principalmente à visão holística de empresa), caracterizando um mercado de trabalho peculiar para a profissão.
Nesta época ainda o mercado de capitais e bancos de investimentos passaram a buscar os Engenheiros de Produção pela forte formação em Engenharia Econômica. Em 1965, a Petrobrás inicia os estudos em Pesquisa Operacional visando a aplicações práticas na corporação. Resumindo, observou-se a existência do profissional na indústria de transformação, na indústria de extração, no setor de serviços e no setor de informática. ( PIRATELLI, C.L “A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO NO BRASIL”. In:I Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia,XXXIII, 2005, Campina Grande -PB. Anais.)
Um entrave inicial à implantação do curso foi definir o rótulo a ser atribuído ao mesmo, visto que na época já existiam na FEI, engenheiros mecânicos e químicos que recebiam o título de engenheiros industriais. Acabou-se optando pelo título de Engenharia de Produção. Somente em 1971 surgiu o segundo curso de Engenharia de Produção, na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Na década de 70 surgiram cursos nas seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, São Carlos, São Bernardo do Campo, Piracicaba, Florianópolis e Caxias do Sul.

A primeira regulamentação da Engenharia de Produção foi o Parecer 4807/75 aprovado em 2/12/75 que estabelecia o currículo mínimo com 3.600 horas.


Em 1976 a Engenharia de Produção foi definida como habilitação profissional podendo se ligar a qualquer área de engenharia (Resolução 48/76 do C.F.E.). Sua aplicação fica limitada, ao menos teoricamente, a essas grandes áreas da engenharia (Civil, Metalúrgica, Química, Mecânica, Minas e Elétrica), excluindo-se de seu campo de atuação as empresas de serviços, as empresas do setor primário, etc. Antes desta Resolução (48/76), apesar de não obrigatoriedade de vínculo a uma área de Engenharia, a Engenharia de Produção era fortemente voltada à indústria mecânica.
Em 1977, a Resolução 10/77 do C.F.E. torna obrigatório, dentro das Matérias de Formação Profissional Específica, as disciplinas: Controle de Qualidade, Métodos de Pesquisa Operacional, Planejamento e Controle da Produção, Estudo de Tempos e Métodos e Projeto do Produto e da Fábrica. A partir desse conjunto de disciplinas profissionais específicas, da definição do objeto de trabalho de engenheiro de produção e de algumas áreas básicas, os currículos foram definidos, levando-se também em consideração ênfases de interesses de cada instituição, áreas de aplicação, aspectos regionais, etc.
Em 1981 realizou-se na UFSCar o I ENEGEP (Encontro Nacional de Ensino de Graduação de Engenharia de Produção) cujo objetivo era realizar um diagnóstico e levantar propostas que visassem a melhoria do ensino.
A decisão de fazer um Encontro na área de Engenharia de Produção teve por base o fato de que a Engenharia de Produção existia no Brasil desde 1957, e que no final da década de 70 já existiam 12 cursos (entre graduação e pós-graduação), sem que até então tivesse sido realizado algum evento sobre a área.
Desde então, 32 ENEGEPs foram realizados. Cabe salientar que houve uma mudança no enfoque dos encontros: o I ENEGEP foi concebido como um “Encontro Nacional de Ensino de Graduação de Engenharia de Produção”; o II como um “Encontro Nacional de Ensino de Engenharia de Produção”; do III até o XV, a denominação passou a ser “Encontro Nacional de Engenharia de Produção”. Mais do que uma simples mudança de nomes houve uma ampliação do escopo do evento: passou-se a incluir a problemática da pós-graduação e da pesquisa, e a atrair a participação de empresas.

A partir de 1986, o ENEGEP passou a ser uma das atividades organizadas com o apoio da Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO). Essa entidade agrega os profissionais, pesquisadores, estudantes e professores interessados no desenvolvimento da Engenharia de Produção no Brasil.


Pela experiência acumulada, pela multiplicidade de pessoas/instituições participantes dos ENEGEPS, é indiscutível o forte potencial deste fórum em reunir as melhores condições para a discussão da Engenharia de Produção.
A discussão sobre a atuação profissional do engenheiro de produção e a estrutura curricular do curso, que já ocorria desde o Iº. ENEGEP, encampada posteriormente pela ABEPRO; desencadeou o processo que resultou na proposta de criação da grande área de Engenharia de Produção, encaminhada pela ABEPRO e pelos cursos de Engenharia de Produção como contribuição para a elaboração das novas diretrizes curriculares, em atendimento ao Edital 04/97 da SESu/MEC.
No bojo deste processo, seguiu também uma definição da Engenharia de Produção, que vem norteando as estruturas dos atuais cursos: "Compete à Engenharia de Produção o projeto, a implantação, a operação, a melhoria e a manutenção de sistemas produtivos integrados de bens e serviços, envolvendo homens, materiais, tecnologia, informação e energia. Compete ainda especificar, prever e avaliar os resultados obtidos destes sistemas para a sociedade e o meio ambiente, recorrendo a conhecimentos especializados de matemática, física e ciências humanas e sociais, conjuntamente com os princípios e métodos de análise e projeto de engenharia".
Somente em março de 2002 o MEC instituiu as novas diretrizes curriculares nacionais para os cursos de Engenharia pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, através da resolução CNE/CES 11 de11 de março de 2002 (BRASIL, 2002). Com ela, amplo grau de flexibilidade para a confecção do Projeto Pedagógico foi conferido às Instituições de Ensino Superior (IES), uma vez que “caiam” as grandes áreas definidas pela 48/76. O Conselho Nacional de Educação passava a entender como Engenheiro, o profissional que tivesse em sua formação, ummínimo de 30% da carga horária em disciplinas que compõem o conteúdo básico (comum a todas Engenharias) e, um mínimo de 15% da carga em disciplinas que compõe o conteúdoprofissionalizante - no qual estão elencadas as 10 áreas do conhecimento atuais da Engenharia de Produção.
A resolução No. 1010 de 22 de Agosto de 2005 estabelece os Códigos de Atividades Profissionais e o Glossário que define de forma específica as atividades, estabelecidas no Art. 5º da Resolução 1.010, de 2005. A atribuição para o desempenho integral ou parcial das atividades constantes do art. 5º da Resolução nº 1.010, de 2005, será efetuada em conformidade com os critérios estabelecidos no art. 10 e seu parágrafo único, do Anexo III do citado normativo. Deve ser destacado que o Art. 5º da Resolução nº 1.010, de 2005, é aplicável a todos os níveis de formação profissional considerados no seu Artigo 3º, e as Atividades definidas no Glossário deste Anexo abrangem e complementam as estabelecidas para as profissões que integram o Sistema Confea/Crea regidas por legislação específica.
A Resolução no. 1.016 de 25 de Agosto de 2006 altera a redação dos arts. 11, 15 e 19 da Resolução nº 1.007, de 5 de dezembro de 2003, do art. 16 da Resolução nº 1.010, de 22 de agosto de 2005, inclui o anexo III na Resolução nº 1.010, de 2005, e dá outras providências.
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