Enzo Traverso



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4- A partir da publicação deste Anúncio, as 1.ªe 2.ªLinhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres ficam em vias de classificação, de acordo com o n.º 5 do artigo 25.º da Lei n.º107/2001, de 8 de Setembro.” (in Diário da República, 2.ª série, N.º 9, 14 de janeiro de 2013, pp.1838-1871), (v. Anexo 3).

71 “ (…) mesmo que não tivessem sido construídos os fortes, só com a escolha daquelas posições [os defensores] faziam praticamente o sistema.” acho que é justamente a paisagem, o conteúdo histórico, de história contemporânea, que diz muito às pessoas também.” In entrevista com Ana Catarina Sousa.

72 Também importa referir que a par comparticipação da entidade financiadora, o investimento realizado pelos vários parceiros municipais foi grosso modo na ordem de um milhão de euros.

73 Contudo, gostaria ainda de fazer um pequeno enquadramento quanto ao financiamento, porque algumas vicissitudes obrigaram a reajustes em relação ao projeto candidatado e aprovado. Inicialmente, por parte da entidade financiadora, o MFEE- Grants, e na fase de entrega da candidatura, a informação disponível era de que o montante do esforço financeiro para a execução da mesma poderia ir até aos 6 milhões de euros. Neste sentido, escolheram-se, num universo de mais de 150 obras militares, um conjunto aproximado de 30, estabelecendo-se também, entre estas últimas, uma hierarquia, quer quanto ao projeto de intervenção/ musealização, quer também quanto aos tipos de públicos a que se destinavam. Na primeira fase, ainda antes da aprovação da referida candidatura, as ações de intervenção a realizar nas obras selecionadas, quer ao nível da investigação arqueológica, quer ao nível da conservação e restauro, eram mais abrangentes, no sentido de intervencionar todo o imóvel militar. Após a aprovação, o montante financeiro considerado foi na ordem dos dois milhões, o que obrigou a uma readaptação dos projetos individuais, escolhendo-se, dentro das obras militares, as zonas que seriam objeto de intervenção mais profunda.

74 Por exemplo, o Centro de Interpretação da RHLT de Mafra encontra-se instalado no interior do Palácio-Convento de Mafra, que é um dos locais mais visitados ao nível nacional, com um fluxo de público de cariz internacional muito significativo. Seguindo todos eles o mesmo conceito, o Centro de Interpretação da RHLT de Bucelas está integrado no mesmo edifício do Museu do Vinho e da Vinha; o Centro de Interpretação da RHLT do Sobral de Monte Agraço situa-se na Praça Central onde se deu um confronto na 3ª Invasão, instalado num edifício que também agrega o posto de turismo. O mesmo acontece na Arruda dos Vinhos, onde o Centro de Interpretação da RHLT está na zona histórica e associado ao Centro Cultural do Morgado que incorpora o posto de turismo. Outra solução foi encontrada para Vila Franca de Xira, que colocou o seu Centro de Interpretação da RHLT num equipamento modelar no interior do perímetro de uma fortificação, o Forte da Casa, completamente inserido em meio urbano, e cuja valorização já teve em conta a sua particularidade, como aliás mencionei em parágrafos anteriores. Convém salientar que, deste modo, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira dava resposta a uma pretensão já antiga dos habitantes deste bairro e associações locais, que desejavam a recuperação da fortificação que emprestava o seu nome ao próprio bairro. Finalmente, o líder financeiro do projeto da Rota Histórica das Linhas de Torres, o município de Torres Vedras, na impossibilidade que construir um centro de maior dimensão e de raiz dentro do prazo da candidatura, colocou provisoriamente o seu Centro de Interpretação numa parte das instalações do Museu Municipal Leonel Trindade.

75 “(…) Há aqui um síndroma que não conseguiu ser ultrapassado, que é este síndroma administrativo, estas fronteiras artificiais, que existem, da gestão autárquica, que faz com que não haja uma leitura do território enquanto Rota, não existe a leitura de Linhas de Torres enquanto entidade única, mas um somatório de (…) os tais espaços interpretativos, que deveriam funcionar em complemento, e que não funcionam(…são repetitivos e acabam por não ser complementares(…) não convidam o visitante a completar a sua informação, acabam por se fechar em si próprios.” In entrevista com João Seabra Gomes.

76 Partindo do princípio de que era impossível abarcar todas as estruturas em causa, escolheram-se as mesmas em termos de prioridade, de acordo com vários critérios, já aliás atrás genericamente mencionados: o seu grau de conservação; a sua importância estratégica; a sua proximidade a centros populacionais que pudessem servir de apoio ao visitante e constituir outro tipo de ofertas; a sua acessibilidade; a sua relevância a nível histórico; a sua importância para as comunidades mais próximas; e a sua envolvente paisagística. No conjunto dos seis municípios a Comissão Técnica da PILT procurou que o grupo incorporado na Rota Histórica das Linhas de Torres fosse representativo do Sistema Defensivo no seu conjunto, que englobasse os vários pontos estratégicos militares à altura da sua construção, para que o visitante compreendesse a estratégia defensiva subjacente, e pudesse efetuar leituras de um território cujas características foram fundamentais para a edificação do referido sistema. Assim, as obras intervencionadas foram categorizadas do seguinte modo: aquelas destinadas a públicos que se deslocariam preferencialmente em veículos motorizados, em grupos, o que obviamente implicaria um maior impacto devido ao número elevado de visitantes, e também a garantia de condições mínimas de apoio, com estacionamento e algum mobiliário urbano; outras, onde as ações a desenvolver seriam mínimas, apenas com alguma limpeza e com a colocação de sinalização informativa (é exemplo disso o Reduto da Ajuda Pequeno - Bucelas-Loures), que estando essencialmente inseridas em percursos pedestres e em articulação com um dos outros de primeiro nível, se destinariam a públicos mais específicos. Os restantes foram considerados fortificações “em reserva”, sob observação e monitorização, inicialmente integrados nos PDM municipais, e, no final de 2012, com a abertura de um processo de classificação conjunta a concluir em 2013 englobando todo o Sistema Defensivo como Conjunto de Valor Nacional, aí devidamente integrados, como já foi mencionado neste trabalho. Por outro lado, as obras escolhidas deveriam também proporcionar um combinado de itinerários em rede, abarcando um vasto território a norte da cidade de Lisboa, apoiados em centros de interpretação, onde outro património de interesse pudesse ser incorporado e assim potenciado.

77 “(…) muitas das fortificações estavam situadas em zonas um pouco mais periféricas ou marginais, e o investimento feito é fundamental para regenerar e para integrar essas zonas mais marginais, mais periféricas, e nesse sentido também foi muito importante, como disse, para a valorização do território, para a criação de uma maior coesão territorial e por consequência também social.” In entrevista com Ana Umbelino.

78 Refira-se que houve também durante este período um vasto programa de iniciativas diversificadas, desde espetáculos musicais, a exposições de arte moderna, a provas desportivas, as várias caminhadas (como por exemplo a anual Marcha dos Fortes), as feiras e os festivais gastronómicos temáticos; todas estas diferentes iniciativas estiveram integradas na programação comum da PILT ou incluídas nas atividades promovidas pelos municípios. Todo este conjunto, aqui mencionado, e que está longe de ser exaustivo, possibilita uma oferta de eventos variada e continuada, estratégia essencial para manter o interesse e fidelizar públicos distintos.

79 Com a preocupação de uma visão a médio e longo prazo, a PILT promoveu em 2010 um Workshop realizado em Torres Vedras (VV.AA. (2010b), organizado pela empresa Group ILM – Leading Sustainable Tourism, dirigido essencialmente à Comissão Executiva da PILT, mas com participação de alguns dos técnicos da Comissão Permanente também da mesma estrutura intermunicipal, para se refletir acerca da visão estratégica para a RHLT. Neste encontro foram apresentadas vários exemplos de gestão de património arqueológico e histórico, tanto nacional como internacional, nomeadamente através da representação da instituição que gere a Muralha de Adriano em Inglaterra (ver em apêndice as conclusões estratégicas do Workshop).

  • 80 Para concretizar esse intento, segundo certos especialistas na área do turismo, terá de se obedecer a um conjunto de requisitos-chave. Nessa perspectiva, da indústria de turismo (que não de todo a minha especialidade), as exigências essenciais para este mercado deveriam ser as seguintes (VV.AA. (2010b): Uma visão estratégica a curto, médio e longo prazo, em vários domínios ou áreas que podem progredir a ritmos diferenciados;

  • A necessidade de uma articulação, entre os diferentes agentes turísticos, de uma variada oferta de rotas, tours ou circuitos, para poder atrair diferentes públicos e segmentos de mercado (concretização de pacotes turísticos diferenciados que possam captar o fluxo de turismo internacional de Lisboa e o fluxo de Sintra e Fátima);

  • Um bom sistema de sinalização e informação turística com conteúdos diversos, atrativos e interativos, privilegiando uma vasta gama de experiências;

  • Adequação do produto RHLT, nesta visão de produto turístico, às necessidades da atividade turística, assegurando uma rede de áreas de descanso e de serviços básicos;

  • Fomento de interações locais no sentido de promover uma rede de alojamento, restaurantes, serviços de transporte, e criação de eventos;

  • Manutenção da RHLT com padrões de qualidade (boas condições de apresentação e acessibilidade);

  • Possibilidade de recursos dedicados, financeiros e humanos, para um modelo de gestão sustentável, baseado na cooperação entre os parceiros;

  • Uma estratégia bem definida de marketing, branding e também comercial.




81 “(…) acima de tudo é um produto cultural, o turístico é aquilo que nós desejamos em que ele se transforme.” In entrevista com Ana Catarina Sousa.

82 “(…) O conceito de rota é positivo na medida em que nos permite aglutinar uma série de recursos culturais e turísticos. E penso que do ponto de vista da comunicação facilita efetivamente a promoção do que nós estamos a tentar difundir. (…) a mais-valia da palavra rota é essa, é remeter para uma miríade de recursos culturais, naturais, turísticos, e que são facilmente comunicáveis porque a palavra rota condensa tudo isso.” In entrevista com Ana Umbelino.


83 Para dotar a RHLT de uma maior eficiência, estando cientes de tantos desafios, a PILT tem adoptado como referência, com as devidas precauções, o modelo de gestão da Muralha de Adriano, nunca perdendo de vista que a tradição inglesa de abordagem do património, mesmo do ponto de vista jurídico, é muito diferente da nossa. Esta, assim, a ser criada uma associação que englobará entidades públicas, começando pelos seis parceiros municipais desde sempre legados a PILT, mas também incluindo entidades privadas, ou pessoas individuais.

84 “Criaram-se estruturas e agora…falei essencialmente das estruturas físicas, das que estavam, mas não me esqueço das que foram criadas, dos espaços de interpretação, estruturas de retaguarda, de todas as estruturas paralelas que permitem que a Rota possa funcionar, e que se não tiverem um investimento continuado (não só de manutenção, mas também de desenvolvimento) … as estruturas museológicas, ou, neste caso, as estruturas de interpretação, se não gerarem novidade, alguma dinâmica, acabam por claudicar, porque deixam de ser novidade, deixam de ter interesse e começam a ter alguma dificuldade até de justificação para quem está a fazer a sua gestão…” in entrevista com João Seabra Gomes.

85 EEA Grants (Islândia, Liechtenstein e Noruega) Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu.

86 “A importância simbólica que esse sistema teve para o país e para aquele que foi o destino do país. E o facto de efetivamente as populações terem sido envolvidas. Eu penso que há uma carga histórica muito forte (…)” in entrevista com Ana Umbelino.

87 “Olhe, é das actividades da minha vida que mais gozo me deu, além de cantar! (…) foi das coisas que gostei e de que estou a gostar muito. E que me satisfaz muito.” in entrevista com Luiz Saldanha Lopes.

88 “O produto turístico é um conceito técnico da área do turismo. Obviamente que é limitativo em relação ao todo (…) dentro da gíria do vocabulário técnico do turismo, isto chama-se um produto turístico. Não é um termo que seja abrangente de todo o fenómeno das Linhas de Torres, como é óbvio, abrange só esta vertente actual de chamar visitantes.” in entrevista com Luiz Saldanha Lopes.

89 “ (…) é difícil nós elencarmos uma única especialidade como a mais importante, porque aqui o que funcionou foi o todo.” In entrevista com João Pedro Domingues.

90 “A obtenção da classificação efectivamente é o corolário de uma fase, e permite (ou pelo menos assim o espero) que haja aqui uma perpetuação da memória através da proteção” in entrevista com João Seabra Gomes.

91 “Acho que é justamente a paisagem, o conteúdo histórico, de história contemporânea, que diz muito às pessoas.” In entrevista com Ana Catarina Sousa.

92 “Para mim foi a componente da investigação dos sítios em si e restitui-lo para o usufruto de todo o tipo de públicos. Isso é que é a componente que eu acho mais importante.” Afirma na sua entrevista a Graça Nunes, mas é uma opinião quase comum a todos os entrevistados como um dos aspetos fundamentais e parcialmente conseguido.

93 “Acho redutor seria redutor se ela fosse apenas classificada como uma questão histórica, ou patrimonial. É efectivamente uma questão histórica e patrimonial, de preservação do património, ou valorização do património, mas acho que sai muito enriquecida com esta possibilidade, até pelas características naturais da própria rota.

94 No aspeto cultural não tenho dúvida, porque está associado à história, à história da nossa sociedade, com muitos pontos de interesse, social, económico, militar, a vida particular daquelas populações e daquelas gentes, a própria tecnologia da construção da fortificação.” in entrevista com José Berger.

95 Como afirma João Seabra Gomes (…) é portanto ainda um tema que está em cima da mesa, não só em Portugal como em toda a Europa. Acho que ainda há aqui espaço para projectar estas Linhas de Torres e este património único para além do que se fez, e neste momento há material suficiente.”

96 José Berger por exemplo identifica já um conjunto de públicos específicos, ou um nicho ao nível internacional. “Porque é que grupos de estrangeiros vêm ver as Linhas de Torres Vedras? Vêm cá da mesma forma como vão a Waterloo, como vão a Albuera, como vão às Trincheiras da Flandres, como à Linha Maginot, como vão ali às praias do Desembarque da Normandia (…) Portanto há aqui o interesse da recriação e em poder estar nos locais onde se desenrolaram acontecimentos históricos importantes sob o ponto d evista da história militar.

97 “De repente nós que íamos para dar uma colaboração para identificação na nossa área, começamos também a interiorizar o que era o trabalho. E também não me esqueço de tu apontares para a paisagem e dizeres que ali era um ponto de visão, e dizeres – ali claramente vê-se o paiol, a escarpa, a contraescarpa- e eu a olhar…(…) E hoje em dia sempre que tenho amigos levo-os ao forte, falo e farto-me de rir, porque eu claramente vejo as coisas, e eles não vêem nada.” n entrevista com Margarida Pires.

98 “Exactamente, e que não tenha uma aparelhagem conceptual pré-existente não consegue interpretar. É difícil. Porque tens que ter conhecimento de território, ter conhecimento de estratégia, uma série de conhecimentos, de arqueologia, de arquitectura…não é fácil reunir isso tudo. A não ser os especialistas, mas esses não são nosso público-alvo.” In entrevista com Rui Brás.

99 “Agora é a preocupação que deve importar aos municípios que estão envolvidos, porque de fato dar a conhecer os valores é muito importante, mas a manutenção dos mesmos é fundamental. E aqui esperemos que todos os municípios tenham condições para que isso possa acontecer.” In entrevista de João Pedro Domingues. Esta ideia é comum a todos, no mínimo garantir o que já foi realizado é algo que não se pode de modo algum descurar, a queda de uma parte implicará o ruir do todo. Esta ideia é váriaa vezes reforçada e a título de mais um exemplo saliento: “A minha questão é mesmo, e o meu medo é que efetivamene venhamos a ter uma situação tal nestes municípios, por via da situação que atravessamos, que se fique aquém desse compromisso, de cada um manter as suas estruturas em condições (…) in entrevista com Luís Gomes.

100“ (…) informal como órgão decisor que funcionou bem, com um órgão executivo técnico que funcionou bem e com unidades de trabalho ou de projeto que funcionaram quase sempre bem. Isso foi bem montado para fazer a execção de uma candidatura. Acho que neste momento este modelo está esgotado (…) in entrevista com Rui Brás.

101 Ruis Brás salienta: “(…) inclino-me mais trabalhar conceitos relacionados com territórios e destinos, e a associação que estamos a criar ser uma associação mediadora e gestora de um destino, também porque é uma associação sobretudo de entidades públicas, mas que pode ter privados; do que propriamente uma rota. (…) Ou então temos que trabalhar muito bem o conceito de rota, comunica-lo e passar a imagem da singularidade desta rota.

102 “Esse é o grande desafio, esse modelo de gestão, mas não só conseguir capitalizar no exterior interesse público e privado, mas localmente a comunidade tem de estar envolvida. “ in entrevista com Florbela Baptista.

103 Este estabelecimento de parcerias é claro que ultrapassa o âmbito regional e nacional. É necessário dar o salto e começar também a estabelecer uma rede internacional com várias entidades. Hélio Santos na sua entrevista salienta a sua experiência em Albuera: “(…) a felicidade de ter ido a Albuera num ano, e também ter a noção do que é de fato esse evento em Albuera. É de fato uma ambição muito grande.

104 “Basicamente tens de ter as visitors atraction, os eventos associados a isso, ou associáveis a isso, ou tematizáveis, que possam reforçar a identidade da oferta.” In entrevista do Rui Brás.

105 Na sua entrevista Graça Nunes chama a atenção para um aspeto importante que deveríamos ter envolvido o Turismo logo no início do processo: “Eu acho que há aqui uma coisa que quanto a mim falha, que não é culpa nossa. Sinto agora, distanciando-me um bocado, que, como é uma rota histórica e turística, teria de ter o Turismo de Portugal a ser envolvido desde o início.”

106 Na sua entrevista Rui Brás considera que o exemplo a seguir quanto ao modelo de gestão para a RHLT é o modelo usado na Muralha de Adriano, evidentemente com as devidas distâncias, pois a sociedade portuguesa tem especificidades e um modelo não se copia e cola: “É um modelo que para mim faz sentido, é um modelo que nos ajuda a saber como se faz e que é possível fazer. (…) E é um modelo que é aberto, qualquer pessoa, inclusivamente no site Hadrian’wall, vai lá e vê como eles fazem (…) Planeiam com os pés no chão a pensar no que estão a fazer e depois seguem o planeamento, obviamente corrigem a trajectória do planeamento, mas também têm esse cuidado e isso é interessante, ao fazerem o plano, eles fazem o plano a quatro ou cinco anos (…) e eu acho que é o nosso farol.”

107 As ilustrações do Apêndice 2 e do Apêndice 3 têm uma numeração própria, independente da usada no corpo da dissertação.

108 As escavações arqueológicas já realizadas no âmbito da PILT permitiram evidenciar certas particularidades de cada uma das fortificações intervencionadas, e até algumas discrepâncias entre a realidade e os projetos feitos em gabinete pelos militares da época.

109 Relembro que este Forte do Alqueidão funcionou como quartel general das operações militares anglo-lusas, pois foi o eixo de penetração escolhido pelo adversário em 1810 na 3ª Invasão Francesa, posição militar onde o general Massena se confrontou com a impossibilidade de ultrapassar as Linhas. Após algum período de espera e de algumas escaramuças em Arruda dos Vinhos e na vila do Sobral, Massena fez o reconhecimento de parte da 1ª Linha Defensiva e concluiu que não tinha meios para atravessar esta barreira defensiva, optando por bater em retirada.

110 Note-se que várias construções existentes na altura foram adaptadas de modo expedito às necessidades militares. É por exemplo o caso dos moinhos, tão típicos da Estremadura. Eles foram por vezes usados como posições militares, como é o caso do Reduto do Moinho em Montachique (Loures) e portanto readaptados para essa função; outros foram utilizados como postos de observação, e outros ainda como paióis, como é o caso dos exemplares existentes no Forte de São Vicente (Torres Vedras).

111 Diário da Républica 2ª Série-Nº9- 14 de janeiro de 2013, Anúncio n.º 12/2013 da Direção-Geral do Património Cultural- “Abertura do procedimento de classificação da 1ª e 2ª Linhas Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa.”

112 A monitorização das obras intervencionadas é fundamental não só para garantir o que já foi realizado, o que implica uma manutenção, mas também verificar os efeitos das intervenções nas estruturas e do público sobre as mesmas dado que se trata na sua maioria de um património frágil.

113 O Comité poderá elaborar nos próximos anos orientações complementares para outros tipos de bens.

114 Este texto foi redigido pelo grupo de peritos em paisagens culturais (La Petite Pierre, França, 24-26 de outubro de 1992) (ver o documento WHC-92/CONF.202/10/Add). O texto foi em seguida aprovado para inclusão nas Orientações pelo Comité do Património Mundial na sua 16ª sessão (Santa Fé, 1992) (ver o documento WHC-92/CONF.202/12).

115 Reunião de peritos sobre «As rotas do património enquanto partes integrantes do nosso património cultural» (Madrid, 24-25 de novembro de 1994) (ver documento WHC-94/CONF.003/INF.13) discutido pelo Comité do Património Mundial na sua 19ª sessão (Berlim, 1995) (ver documento WHC-95/CONF.203/16).

116 The Vimy Declaration for Conservation of Historic Battlefield Terrain was drafted by participants at the First International Workshop on Conservation of Battlefield Terrain, held in Arras, France, on March 1-3, 2000 at the invitation of Veterans Affairs Canada. Participating organizations included Veterans Affairs Canada; Heritage Conservation Program, Real Property Services for Parks Canada, Public Works and Government Services Canada; United States National Park Service; Parks Canada; the National Battlefield Commission of the Department of Canadian Heritage; English Heritage; the Durand Group (United Kingdom); University College London; City of Arras, France; American Battle Monuments Commission; Ministry of Culture and Communication (France); and the Commonwealth War Graves Commission.

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