Entrevista a Luís Pedrosa. A crise financeira tem complicado a panorâmica do desporto no mundo actual. Luís Pedrosa é presidente do Clube Futebol de Serzedo, um clube gaiense que alinha na divisão de Honra da af porto



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Encontro09.03.2017
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Entrevista a Luís Pedrosa.

A crise financeira tem complicado a panorâmica do desporto no mundo actual. Luís Pedrosa é presidente do Clube Futebol de Serzedo, um clube gaiense que alinha na divisão de Honra da AF Porto. Na entrevista abaixo, o presidente do CFS revela alguns dados muitíssimo relevantes para a gestão do clube, comenta a panorâmica nacional do futebol, o crescimento do clube ao qual preside e também a situação dos clubes vizinhos.

É sabido que o Serzedo é um clube com muitos anos de história, 79 anos, e que já esteve melhor em alguns aspectos. Como tenciona combater a situação actual do clube?

Não concordo com isso. Desde que conheço o Serzedo, o Serzedo nunca atingiu, futebolisticamente falando, o patamar que tem hoje, em várias situações: situação desportiva, situação financeira e situação social. Noutros aspectos secalhar o Serzedo já esteve melhor, esteve virado para outras modalidades, o voleibol e o hóquei em campo que abandonou há cerca de 25 anos, por aí, e o voleibol há muitos mais anos. Agora a realidade do Serzedo prende-se com o futebol, e sendo o futebol a principal modalidade do clube, posso dizer garantidamente que o Serzedo actualmente está no top desde que existe por esses 3 motivos: primeiro porque nunca o Serzedo atingiu mais que a divisão de honra; segundo porque o clube, não posso dizer que é auto-suficiente mas para lá caminha e está a tentar trabalhar para isso; e socialmente porque é um clube aberto a toda a gente. Toda a gente não só na vertente desportiva como na vertente social, isto no que respeita à formação. E no clube os miúdos que podem estar no clube estão, mas há carências que nós aqui e ali vamos suportando, digamos assim, e o Serzedo nunca teve isso. E há outra realidade que o Serzedo nunca teve: uma escola de futebol e as camadas jovens todas. Por isso, nesse aspecto não concordo muito com isso, porque o Serzedo de hoje nada tem a ver com o Serzedo do passado.



É um clube em crescimento?

Neste momento ainda é, ainda tem mais para crescer.



Nestes tempos isso é um pouco raro de ver nos clubes pequenos.

O Serzedo estava na mó de baixo, era mais fácil o Serzedo crescer do que não o fazer. Só que o crescimento que o Serzedo teve nos últimos 3 ou 4 anos é um contraciclo com o que se passa lá fora. Aliás, no Domingo, depois de falarmos, estava lá aquele senhor que era da Câmara, está ligado ao desporto da Câmara, que veio ver o Serzedo e que me disse que, nestes últimos dois anos foi o clube em Gaia que mais cresceu. Depois temos outros clubes com outra realidade como o Coimbrões e o Candal, mas em termos de formação e de clube propriamente dito, o Serzedo foi o clube que mais cresceu. E ainda poderá crescer mais, está a meio do crescimento.



A imagem que eu tinha do Serzedo mudou. Quando comecei a conviver mais de perto com o clube, deparei-me com uma estrutura organizada, em crescimento, com alguns projectos em construção, como a escola de futebol que o senhor presidente já referiu, e que portanto é um clube em crescimento.

Desde que cheguei ao Serzedo, foi difícil pegar naquilo, porque o Serzedo estava para fechar.



Essa é um pouco a realidade de muitos clubes.

É a realidade de muitos clubes porque há muita gente a liderar os projecto e que se abandonar, os projectos caem por terra. Neste momento quero um dia que quando saia do Serzedo que alguém tome conta do clube. É sinal que o Serzedo é auto-sustentável e se for uma pessoa de bem consegue gerir o clube normalmente. Na sociedade de hoje, na conjuntura económica de hoje se o clube não for um bocadinho auto-suficiente, não vale a pena, e ainda temos de lutar contra a dificuldade de gestão. Agora, como dizia no início, quando tomei conta do clube, aquilo era um “ai nos acuda”. O 1º e 2º anos foram difíceis, mesmo até desportivamente, foi difícil organizar o clube. A partir do 3º ano as coisas começaram a ser mais fáceis. Só que é assim, dizia-me um jornalista na altura que o Serzedo que o clube tinha modificado a imagem, que era um clube bem visto, ao que eu lhe respondi que não era bem assim, que o clube fora da porta era um clube com uma boa imagem, que era um clube organizado, mas dentro da porta era uma organização tremenda. E mesmo hoje, a organização é diferente, é um clube organizado, mas nunca será um clube perfeito. O clube é gerido por um conjunto de pessoas que são todas diferentes e que são pessoas que ainda vivem no meio rural e não conseguem ver um pouco mais à frente. Haverá no clube 3 ou 4 pessoas que conseguem ver mais à frente. Enquanto convivermos com esse género de pessoas haverá sempre dificuldade de gestão. Mas isso é uma questão interna que nós tentamos não transparecer para fora. Mas é normal em todos os clubes, mesmo nos profissionais, há sempre divergências. Só que há umas falhas de gestão. Saem coisas cá para fora que não deveriam sair. É um bocado esse o problema do clube, daí dizer que o clube está organizado, mas não está como se pretende.



Mencionou a gestão do clube. É sabido que nestes tempos há uma grande falta de patrocínios e apoios no desporto em geral. Quão difícil se torna a gestão do clube?

É diária. Uma das coisas que nós queremos é tornar o clube auto-suficiente. Isto é, um conjunto de receitas fixas mensais que cubram parte do orçamento do Serzedo. O orçamento do Serzedo, neste momento, será dos mais baixos da zona. Ronda os 50.000€. Aliás, as contas vão ser apresentadas na 6ª feira e são cerca de 47.000€. Isto numa gestão global de infra-estruturas e despesas correntes do clube, onde se englobam todas as camadas, maioritariamente a parte sénior e as despesas. O futebol juvenil é praticamente auto-sustentável. Para manter as camadas e atrair mais miúdos para o clube nós resolvemos não inflacionar os preços das mensalidade e suportamos tudo o que eram despesas de material e não só. O clube no ano passado gastou cerca de 7.000€ só em material e em pessoal. Nós temos 2 ou 3 receitas fixas que nos rendem apenas 1/3 do orçamento do clube. Em tudo o resto dependemos dos outros. Os subsídios da câmara acabaram há cerca de 3 anos e da junta nunca recebemos apoio financeiro, temos o apoio logístico, pois as instalações são da junta, o que quer dizer que para tudo o resto temos de andar a bater às portas. Temos algumas empresas da freguesia e mesmo fora da freguesia que nos têm apoiado. E isto é diário. Todos os dias temos de fazer ginástica financeira para cobrir as despesas, quer seja através de patrocínios, de formas de angariação de fundos como rifas, sorteios, tudo para compensar o orçamento que nós temos.



Falou de fazer ginástica financeira recorrendo a outros meios que não sejam os patrocínios. Essa era uma das perguntas que eu tinha para lhe fazer. A que outros recursos tem de recorrer para tornar a gestão do clube possível?

Nós em receitas fixas temos cerca de 18.000 a 20.000€. Em patrocínios temos outros 18.000€. O restante, e havendo a derrapagem que há sempre, prende-se com as actividades do clube que rendem dinheiro: jantares, rifas, sorteios. Temos sempre de inventar qualquer coisa que cubra o restante orçamento. E essa tem sido a política. Estamos a trabalhar 2 ou 3 situações para tentar manter a receita líquida acima de metade do orçamento.



Visto que grande parte dos clubes a nível nacional se encontra em grandes dificuldades para manter as portas abertas, até mesmo os clubes de 1ª divisão, muitos até já entraram em falência técnica, acredita que o Serzedo, com este crescimento que está a ter, irá conseguir aguentar-se e continuar a somar anos de história no activo?

Acredito que sim, por uma simples razão: primeiro, temos uma boa organização; depois, porque, neste momento, temos um dos melhores projectos de formação juvenil do distrito do Porto, tirando as grandes equipas. No entanto, o futuro do Serzedo passa por uma situação: a construção de novos balneários. Acredito que este projecto é um projecto a realizar dentro deste ano cívil e que será o sustento do Serzedo nos próximos anos. Eu digo isto porque nós hoje em dia, mesmo mantendo os preços das mensalidades já conseguimos ter alguma liquidez no futebol de formação, com a escola de futebol a albergar já 40 alunos, se num futuro próximo, com a ajuda dos balneários, conseguirmos atingir um patamar na ordem dos 100/120 alunos, será uma mais valia para o clube se sustentar. Se até aqui com um orçamento na ordem dos 45000/50000€ conseguimos pôr o clube onde ele está, não é por o clube, eventualmente, gerar mais receita que vamos criar mais despesa. Se fizermos uma gestão controlada do clube, o clube tem pernas para andar nos próximos anos. Agora, como já disse, para o clube andar é preciso a construção dos novos balneários. Estamos apenas à espera do aval da câmara para avançar com a obra, visto que o projecto está pronto.



E conta com o apoio dos associados para conseguir manter as portas do clube abertas, mesmo sabendo que este se encontra perto de se tornar auto-suficiente?

Uma das partes mais complicadas da gestão do clube é mesmo essa, porque neste momento, não sei se será da conjuntura ou não, o Serzedo é o clube de Gaia que menos sócios tem



Estamos a falar de quantos associados?

Cerca de 440. Isto há pouco mais de 2 meses. A média de sócios nos clubes do conselho ronda os 600. Neste momento, o clube tem uma quotização anual a rondar os 10000€, se conseguíssemos duplicar os sozinhos, estaríamos aqui a falar de 20.000€, o que representa mais de 2/3 do orçamento do clube. E é nisso que estamos a trabalhar também, no aumento dos sócios, porque o clube é dos sócios e os sócios é que devem suportá-lo. Uma das políticas que temos implantado é: um bocadinho a cada um. O apelo que tenho feito, em jornais e em todos os meios de comunicação, é o seguinte: se os sócios e os habitantes de Serzedo colaborarem, nem que seja com 2€ mensais, que é a quota mínima do clube e conseguíssemos duplicar os associados, conseguiríamos uma quotização anual na ordem dos 20.000€. O clube há uma dúzia de anos atrás teve 1.000 sócios.



Uma grande queda no número de associados…

Mas isso é fruto das gestões que o clube teve ao longo dos anos. Nós tivemos azar porque no auge desportivo do clube levamos com a crise económica e eu compreendo que seja complicado para muita gente despender de 24€ anuais para dar ao clube. M

as, de facto, estamos a trabalhar nessa situação pois esse é um dos projectos que poderá garantir o futuro do clube.

E como tenciona atrair mais pessoas a serem associadas do serem e a virem ver os jogos do Serzedo?

Não é fácil. Principalmente estamos a trabalhar os pais dos miúdos porque, às vezes não sendo de Serzedo, mas a grande maioria é, não conhecem a realidade do clube e não conheciam a realidade do Serzedo tal e qual como ela é. Esse é um trunfo que nós estamos a pegar para tentar atrair as pessoas a serem associadas do clube. Outra das coisas é trabalharmos o universo de amizades que temos, mas isso não é fácil. Aliás, uma das coisas que mais me entristece nesta terra é esse lado negro das pessoas, que acabam por exigir muito do clube mas que não contribuem nada para o seu crescimento. Actualmente as pessoas estão demasiado exigentes com o clube e quanto maior a sua exigência menor a sua contribuição. Outra das situações que estamos a trabalhar, neste momento, é apresentar o projecto a pessoas que não o conhecem tão bem para elas aderirem ao clube e passarem a mensagem. E passar a mensagem é importante, pois precisamos das pessoas para sobreviver e eu não compreendo como se gasta tanto dinheiro mal gasto noutras coisas e não se pode despender de 2€ para ajudar o clube. Estamos a falar de menos 2 cervejas por mês.



Há 4 anos foi instalado o relvado sintético por parte da câmara de Gaia. Quão importante foi esse momento para o clube?

Foi o virar da página na realidade do clube. Pelo facto de não termos relvado sintético estávamos abaixo dos outros clubes. Era um grande handicap para nós, visto que grande parte dos clubes em Gaia fornecia condições aos atletas e aos jovens que nós não conseguíamos oferecer. É que para além do mais tínhamos a dificuldade de não termos grande tradição em termos de formação, o que para nós era andar para trás. Eu vim para o Serzedo com o objectivo de colaborar com o clube. Nunca me passou pela cabeça ser presidente do clube. Eu sou secretário da Junta de Freguesia e foi-me pedido para colaborar com o clube, sob a promessa de, volvidos dois anos, se o clube não fechasse, se arrancaria para a instalação do relvado. E a promessa foi cumprida. Eu na altura disse ao presidente da Câmara que era impossível ser presidente do clube, tendo em conta a situação em que este se encontrava. Mas, de facto, a instalação foi deveras importante pois colocou-nos ao mesmo nível dos outros, e, hoje em dia, estamos à frente dos outros clubes, mesmo de clubes que têm grande tradição de camadas jovens e formação. Claro que ainda não obtemos os resultados esperados, mas isso é fruto de 8 anos sem as camadas jovens todas. É necessário ter paciência porque já se sabe que um projecto destes não é do dia para a noite.



O senhor presidente referiu que foi o virar da página. A Câmara de Gaia não instalou o relvado sintético só no Serzedo, também o fez nos restantes clubes do conselho. Lembro-me que a medida foi fortemente criticada, visto a opinião pública considerar que enrelvar campos era dinheiro mal gasto. O senhor presidente considera que esta medida, tendo sido importante como foi para o crescimento do Serzedo, deveria ser levada avante mais vezes, em outras zonas do país, pois só assim o futebol poderá sobreviver?

Eu, tendo em conta a realidade que conheço, considero este investimento um investimento bem feito. Isto porque é uma forma de atrair os jovens à prática desportiva, não só futebol. Por exemplo, as escolas de futebol têm várias actividades lúdicas que vão muito além do futebol. Os miúdos aprendem como se comportar, como agir com os colegas. Isto é, em parte, educar. Agora, isso não seria possível num campo pelado, cheio de pó e lama. Por isso, isto é um investimento que, sendo bem aproveitado pelas pessoas, é uma mais valia para toda a gente. Agora é preciso saber aproveitar. Nós temos sabido aproveitar e uma das coisas que me orgulha é que nós sabemos estimar o campo e as instalações que temos, como dificilmente se vê em Gaia. Com o passar do tempo as condições vão-se degradando nos clubes, mas nós temos trabalhado para manter as coisas equilibradas. Dos relvados do conselho de Gaia o nosso é dos poucos que tem tido manutenção. Se não houver este tipo de estima, os relvado começam-se a degradar. As pessoas enganam-se porque pensam que metem o tapete e ele dura 25 anos, mas não é assim. Com o calor, as placas de borracha começam a afastar-se, o relvado começa a ceder. Nós já tivemos de colocar 12 ou 13 remendos de relva para manter as condições do relvado excelentes.



Relativamente ao plantel sénior, houve algumas mexidas, algumas entradas, nomeadamente de alguns jogadores da formação. Como está neste momento o balneário? Já se pode falar num grupo coeso e que conseguirá atacar os objectivos do Serzedo.

Espero bem que sim. Nos últimos 2 ou 3 anos temos tido 2 ou 3 juniores a ocupar o lugar deles no plantel, nas não é fácil para um junior se adaptar a uma divisão como esta e a um plantel desta qualidade. Mas é para isso que estão aqui, para aprender com quem está ao lado e já tem mais experiência. Nos últimos anos, o Serzedo abdicou de ter 3º guarda redes, pois esse lugar está reservado para o guarda-redes dos juniores. Mas isso só pode ser bom porque nos juniores temos guarda-redes com grande qualidade. Mas sim, concordo que temos um bom plantel, com bons jogadores, apenas não temos ainda uma boa equipa. Os jogadores tÊm tido dificuldades em assimilar o esquema de jogo.



Considera este plantel superior ao do ano transacto?

Sim, claramente. O ano passado tínhamos uma boa equipa, bons jogadores e uma boa equipa, mas o plantel era mais limitado, pois tínhamos 13 ou 14 jogadores de bom nível. E a evidente desvantagem nisso é o facto de com os castigos, o treinador ser constantemente obrigado a inventar soluções. Este ano, em todos os lugares da equipa temos 2 jogadores de qualidade, o que torna o plantel mais equilibrado.



Quais são os objectivos do Serzedo para esta época?

O principal objectivo é ficar nos primeiros 5 lugares. Há 3 anos ficamos em 5º, há 2 anos em 2º o que nos deu a subida e o ano passado em 6º. Este ano vamos tentar a subida, uma vez que acaba a 3ª divisão e é uma nova oportunidade para escrevermos uma nova página na história do clube.



De facto, subir à 2ª divisão seria marcar uma nova era no clube. Acredita que essa subida traria muito mais apoios ao clube?

Depende. Isto é um pau de 2 bicos: poderá trazer mais apoios ou então não trazer mais nada do que mais despesa. Trazer mais despesa traz, é certo, pois pagar uma inscrição na AF Porto é bastante mais barato do que pagar uma inscrição na Federação. São 3 a 4 vezes mais. Só que nós temos de olhar aos melhores exemplos. O Coimbrões, que está na 2ª divisão, tem um orçamento igual ao do Serzedo. Isto porque vende o projecto 2ª divisão. Eu olho sempre a este exemplo porque, para o ano, se garantíssemos a subida, eu mantinha este plantel mais barato, uma vez que todos os jogadores querem jogar numa 2ª divisão nacional. E assim, compensava os custos da inscrição com a redução das despesas nos salários e prémios de jogo dos jogadores.



Quais são os objectivos enquanto presidente do clube?

Os meus objectivos são os que eu disse no início: no dia em que o Serzedo tiver uma gestão financeira correta e for auto-suficiente, eu quero deixá-lo a uma pessoa que saiba gerir isso e manter o Serzedo no lugar que merece.



Falou do projecto dos balneário, da escola de futebol, há mais algum projecto que tenha para o Serzedo?

Neste momento não. Mas há um que poderemos implantar depois da construção dos balneários: a abertura do futebol feminino no clube. Já foi falado há 2 ou 3 anos, mas neste momento é impossível porque o futebol feminino responde a certas e determinadas regras que sem os balneários torna-se impossível respeitar. Mas este projecto poderá ser para um futuro próximo.


Em jeito de conclusão, como antevê o futuro do clube?

Se o clube se mantiver nesta perspectiva é um clube com pernas para andar. Mas volto a dizer, os balneários são uma peça muito importante. Pois se o clube não fizer os balneários, começa a inverter a situação que tem agora. Nós temos uma imagem pública boa, se não conseguirmos manter essa imagem, começamos a cair em descrédito e os miúdos começam a fugir, porque é impossível ter 200 miúdos em 2 balneários. Mas tirando essa peça importante, o aumento de sócios e o aumento da escola de futebol são também deveras importantes para o sustento do clube e para o seu crescimento no futuro.



Pedro Morais , turma 5


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