Engenharia florestal



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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA

CAMPUS SÃO GABRIEL

ENGENHARIA FLORESTAL

Acompanhamento das Atividades e Pesquisas realizadas na FEPAGRO – Centro de Pesquisas em Florestas, Santa Maria – RS


RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR

Táscilla Magalhães Loiola

São Gabriel, RS, Brasil

Outubro 2013

TÁSCILLA MAGALHÃES LOIOLA


Acompanhamento das Atividades e Pesquisas realizadas na Fepagro – Centro de Pesquisas em Florestas, Santa Maria – RS

Relatório de estágio curricular apresentado

ao Curso de Graduação em Engenharia

Florestal, da Universidade Federal do

Pampa (UNIPAMPA, SG), como requisito

parcial para obtenção do grau de

Engenheira Florestal.
Orientadora: Prof.ª Dr. Alexandra Augusti Boligon

São Gabriel

2013

TÁSCILLA MAGALÃES LOIOLA


Acompanhamento das Atividades e Pesquisas realizadas na Fepagro – Centro de Pesquisas em Florestas, Santa Maria – RS

Relatório de estágio curricular apresentado

ao Curso de Graduação em Engenharia

Florestal, da Universidade Federal do

Pampa (UNIPAMPA, SG), como requisito

parcial para obtenção do grau de

Engenheira Florestal.

Orientadora: Prof.ª Dr. Alexandra Augusti Boligon


Relatório defendido e aprovado em: 04 de outubro de 2013.

Banca examinadora:


______________________________

Profª. Drª. Alexandra Augusti Boligon

Orientadora

(UNIPAMPA)


______________________________

Prof. Dr. Leandro Homrich Lorentz

(UNIPAMPA)
______________________________

Profª. Drª. Silvane Vestena

(UNIPAMPA)
São Gabriel

2013

AGRADECIMENTOS
Agradeço a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária pela oportunidade de realizar o estágio curricular em uma de suas unidades.

Aos pesquisadores e funcionários do Centro de Pesquisa em Florestas, pela receptividade e disponibilidade durante o estágio, e a todos os ensinamentos repassados.

À minha orientadora Alexandra Augusti Boligon, por sua orientação e dedicação a mim destinada.

À minha família, pelo apoio incondicional e incentivo em todos os momentos.

Meu muito Obrigada!

LISTA DE FIGURAS


1 ORGANIZAÇÃO 8

2 INTRODUÇÃO 9

3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 10

3.1 Atividades de rotina 10

3.1.1 Laboratório de cultura de tecidos 10

3.1.2 Laboratório de sementes 11

3.1.3 Coleta de sementes e produção de mudas 14

3.1.4 Casa de vegetação 18

3.2 Acompanhamento das pesquisas em andamento na FEPAGRO Centro de Pesquisas em Florestas 18

3.2.1 Manutenção de hospedeiro alternativo para a criação de parasitoide em laboratório 18

3.2.3 Criação de banco de fungos micorrízicos 24

3.2.4 Estabelecimento de uma coleção, in vitro, de espécies nativas do Bioma Pampa com potencial forrageiro 26

3.2.6 Efeito de Nitrato de Potássio na quebra de dormência de sementes de Schinus molle. 29

3.3 Experimentos e trabalhos desenvolvidos 30

3.3.1 Micorrização de Anadenanthera macrocarpa com esporos de Scleroderma citrinum 30

3.3.2 Entomofauna associada a galhos de Acacia mearnsii cortados por serradores 33

3.3.3 Diversidade de fungos em fragmentos florestais 36

4 CONCLUSÕES 39

39

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 40





SUMÁRIO


2 INTRODUÇÃO 8

3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 9

3.1 Atividades de rotina 9

3.1.1 Laboratório de cultura de tecidos 9

3.1.2 Laboratório de sementes 10

3.1.3 Coleta de sementes e produção de mudas 13

3.1.4 Casa de vegetação 17

3.2 Acompanhamento das pesquisas em andamento na FEPAGRO Centro de Pesquisas em Florestas 17

3.2.1 Manutenção de hospedeiro alternativo para a criação de parasitoide em laboratório 17

3.2.3 Criação de banco de fungos micorrízicos 24

3.2.4 Estabelecimento de uma coleção, in vitro, de espécies nativas do Bioma Pampa com potencial forrageiro 26

3.2.6 Efeito de Nitrato de Potássio na quebra de dormência de sementes de Schinus molle. 29

3.3 Experimentos e trabalhos desenvolvidos 30

3.3.1 Micorrização de Anadenanthera macrocarpa com esporos de Scleroderma citrinum 30

3.3.2 Entomofauna associada a galhos de Acacia mearnsii cortados por serradores 33

3.3.3 Diversidade de fungos em fragmentos florestais 36

4 CONCLUSÕES 39

39


5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 40

O estágio curricular relatado neste trabalho foi realizado no período de 26 de junho de 2013 a 26 de outubro de 2013 na Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária – Centro de pesquisa em florestas (FEPAGRO Florestas), localizado no município de Santa Maria, RS.

A FEPAGRO florestas é uma instituição estadual e está atualmente conveniada à Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) com a finalidade de proporcionar aos acadêmicos a realização de estágios curriculares, entre outras atividades.

A unidade de Santa Maria atua na silvicultura, através da coleta, beneficiamento, análise e armazenamento de sementes florestais, para conservação de um banco de germoplasma ativo de sementes. A produção de mudas é outra atividade importante da instituição e visa às necessidades da FEPAGRO e a comercialização das mudas. Além das atividades silviculturais a FEPAGRO florestas contribui com pesquisas nas áreas de cultura de tecidos, controle biológico de pragas e isolamento de fungos para micorrização e controle biológico aplicado.



2 INTRODUÇÃO

As instituições de pesquisa do Brasil desempenham importante papel no desenvolvimento do país, tanto no sentido econômico quanto no sentido ambiental.

A unidade da FEPAGRO de Santa Maria – RS é o Centro de pesquisa em Florestas, e atua na silvicultura produzindo mudas e sementes, principalmente de espécies nativas, para consumo próprio e também para comercialização. A produção de mudas florestais envolve diversas etapas, iniciando pela escolha de árvores matrizes para a coleta de sementes, beneficiamento e armazenamento, até a semeadura em recipiente e substrato adequado para cada situação. Durante o processo de produção da muda é necessário que a mesma seja acompanhada regularmente até estar pronta para a comercialização.

A FEPAGRO Florestas conta ainda, com um laboratório de cultura de tecidos, onde são realizadas pesquisas voltadas ao controle biológico de pragas e doenças, micropropagação de espécies vegetais, utilização de microorganismos como promotores de crescimento de plantas e diversidade de fungos.

As práticas de controle biológico adotadas para combater pragas e doenças em plantas busca diminuir os impactos ambientais causados pela utilização dos métodos de controle mais tradicionais, que normalmente utilizam substâncias químicas nocivas ao meio ambiente.

No solo encontra-se uma grande variedade de microorganismos que exercem funções importantes, como a associação mutualística com plantas e a participação na ciclagem de nutrientes. Os fungos possuem potencial como promotores de crescimento de plantas e também no controle de doenças causadas por outros fungos.

A cultura de tecidos é utilizada para a multiplicação de material vegetal e possibilita a avaliação de germoplasma, conservação de material genético, aplicação ao melhoramento genético entre outras práticas.

As pesquisas realizadas na FEPAGRO são multidisciplinar, e têm como objetivos contribuir para que os produtores rurais e agricultores possam cada vez mais aderir à metodologias menos nocivas ao meio ambiente, bem como contribuir com novas informações referentes aos recursos naturais e florestais.



3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

3.1 Atividades de rotina

No andamento do estágio, algumas atividades foram realizadas diariamente, nos diferentes setores da FEPAGRO, abrangendo o laboratório de cultura de tecidos, o laboratório de sementes, a casa de vegetação, como também as saídas de campo realizadas pelos funcionários.


3.1.1 Laboratório de cultura de tecidos

A cultura de tecidos baseia-se na teoria da totipotência que consiste na capacidade dos seres vivos de regenerar organismos inteiros, iguais à matriz, a partir de células únicas. É utilizada para a multiplicação de material vegetal, avaliação de germoplasma, esta ferramenta possui alto potencial de aplicação ao melhoramento genético. Para a cultura de tecidos pequenos fragmentos de tecido vivo, chamados explantes, são isolados de uma estrutura vegetal, devidamente desinfetados e cultivados assepticamente por períodos indefinidos em um meio de cultura apropriado (ALVES, et al., 2008).

A micropropagação é o processo de propagação vegetativa na cultura de tecidos vegetais através de técnicas do cultivo in vitro, tornando-se bastante utilizada no setor agrícola. O cultivo in vitro de plantas segue geralmente o mesmo processo composto pela preparação da planta mãe, iniciação asséptica, multiplicação, alongamento, indução radicular, pré-aclimatação e aclimatação (ZAVATTIERI, 2002; GUERRA e NODARI, 2006; ULISSES et al., 2010).

Na multiplicação in vitro, de acordo com Alves et al. (2008), diferentes fontes de explantes podem ser utilizadas, entre as principais estão: meristemas, ápices caulinares, segmentos nodais e embriões.

Esta técnica de propagação de plantas apresenta como resultado plantas mais uniformes e com crescimento mais rápido, além disso, atingem a maturidade mais rápido em comparação a mudas propagadas por sementes. Existe a viabilidade de se aplicar a micropropagação vegetativa para a propagação de espécies que apresentam dificuldades de propagação por outras vias, para introdução de novos cultivares, propagação de plantas mães ou parentais, eliminação de patogenias como também na conservação e armazenamento de germoplasma. A micropropagação é de grande importância e serve como base para o melhoramento genético vegetal (ZAVATTIERI, 2002).

No laboratório de cultura de tecidos da FEPAGRO foram realizadas atividades referentes às pesquisas de controle biológico de pragas, cultura de tecidos, entre outras. As quais fazem uso de equipamentos presentes no laboratório como, autoclave, câmara de fluxo laminar, balanças, estufas e demais equipamentos do laboratório. O preparo de material para utilização nas práticas das pesquisas, assim como a organização do laboratório, também são atividades que fazem parte da rotina do laboratório e que fizeram parte das atividades de rotina realizadas no estágio.


3.1.2 Laboratório de sementes

Para determinar a qualidade dos lotes de sementes faz-se uso de metodologias padronizadas, baseadas nas regras para análise de sementes que estabelecem especificações padronizadas para os testes de germinação e de vigor a serem realizados (BRASIL, 2009).

As análises referentes às sementes florestais, como análise de pureza, peso de mil sementes e teste de germinação, são realizadas no laboratório de sementes da FEPAGRO. Inicialmente, uma amostra de sementes é retirada do banco de sementes armazenadas em câmara fria (Figura 1), onde se encontram armazenadas.

Figura 1 – Sementes armazenadas em câmara fria na FEPAGRO Florestas. Santa Maria, RS, 2013.




Para a análise de pureza é feita uma primeira pesagem das sementes contidas na amostra, em seguida separa-se as sementes do material inerte para então realizar a segunda pesagem. Com a diferença entre as duas pesagens realiza-se a porcentagem de material inerte existente no lote de sementes observado (Figura 2).


Figura 2 – Preparo das sementes para a análise de pureza de sementes. Santa Maria, RS, 2013.





O peso de mil sementes é realizado para determinar a densidade de semeadura, que está relacionado com a maturidade e qualidade das sementes. Para isso, utilizam-se oito amostras compostas por 100 sementes cada uma, provenientes da fração de sementes puras (Figura 3). Em seguida as amostras são pesadas e o peso de mil sementes é dado pela multiplicação da média das amostras pesadas por 10.


Figura 3 – Amostras utilizadas para determinação do peso de mil sementes. Santa Maria, RS, 2013.


Anteriormente à realização do teste de germinação as sementes são desinfetadas através da imersão em hipoclorito de sódio por cinco minutos. Para a condução do teste, as sementes são semeadas em papel germiteste, com quatro repetições contendo 50 sementes cada uma, variando de acordo com a espécie e dimensão das sementes, sendo armazenadas em caixa gerbox. As amostras permanecem em estufa para serem realizadas as análises da germinação a cada sete dias (Figura 4).


Figura 4 – Etapas do teste de germinação conduzido em caixas Gerbox. Santa Maria, RS, 2013.






As análises das sementes florestais ocorrem com frequência para que tenha conhecimento e controle da qualidade dos lotes de sementes presentes no banco de sementes da FEPAGRO. Assim, lotes com qualidade muito baixa podem ser descartados do armazenamento e lotes de qualidade satisfatória, mantidos.



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