Elétrica Básica Samuel Araújo



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Elétrica Básica 

Samuel Araújo 

Instrutor Eletroeletrônica  


Constituição da matéria  

Matéria é tudo aquilo que possui massa e 



ocupa lugar no espaço.  A matéria é 

constituída de moléculas que, por sua vez, 

são formadas de átomos. O átomo é 

constituído de um núcleo e eletrosfera, 

onde encontramos os:  

 Elétrons  



Prótons  

Nêutrons   



 

Portanto, o átomo é formado por:  

Elétron:  É a menor partícula encontrada 



na natureza, com carga negativa. Os 

elétrons estão sempre em movimento em 

suas órbitas ao redor do núcleo.  

Próton:  É a menor partícula encontrada na 



natureza, com carga positiva. Situa-se no 

núcleo do átomo.  

Nêutron: São partículas eletricamente 



neutras, ficando também situadas no 

núcleo do á- tomo, juntamente com os 

prótons.  


Natureza da eletricidade  

Eletricidade é o fluxo de elétrons de átomo 



para átomo em um condutor.  

Para entendê-la, deve-se pensar na menor 



parte da matéria, o átomo . O elemento mais 

simples é o hidrogênio. Como se pode ver, 

seu átomo tem um único elétron em órbita 

ao redor do núcleo, com um próton. Cada 

elemento tem sua própria estrutura atômica, 

porém cada átomo de um mesmo elemento 

tem igual número de prótons e elétrons.  


 

O elemento cobre é muito empregado 

em sistemas elétricos, porque é um bom 

condutor de eletricidade.  

 O átomo de cobre contém 29 prótons e 



29 elétrons.  

Os elétrons estão distribuídos em quatro 



camadas ou anéis.  

Deve-se notar, porém, que existe apenas 



um elétron na última camada (anel 

exterior).  



 

Esse é o segredo de um bom condutor de 

eletricidade. Elementos cujos átomos tem 

menos de quatro elétrons em seus 

respectivos anéis exteriores são geralmente 

denominados ”bons condutores”.  

Elementos cujos átomos têm mais de quatro 



elétrons em seus respectivos anéis exteriores 

são maus condutores. São, por isso, chamados 

de isolantes. Poucos elétrons no anel exterior 

de condutores são mais facilmente 

desalojados de suas órbitas por uma baixa 

voltagem, para criar um fluxo de corrente de 

átomo para átomo.  


Em síntese: 

átomos têm elétrons em órbita ao redor 



de um núcleo com prótons;  

cada átomo contém igual número de 



elétrons e prótons;   

os elétrons ocupam camadas ou anéis, 



nos quais orbitam em volta do núcleo; 

átomos que possuem menos de quatro 



elétrons no seu anel exterior são bons 

condutores de eletricidade (exemplo: 

cobre).  


Já se determinou que os átomos possuem 

partículas chamadas prótons e elétrons. Essas 

partículas tem determinadas cargas: 

 Prótons - cargas positivas (+)  



Elétrons - cargas negativas (-)  

Os prótons, no núcleo, atraem os elétrons, 



mantendo-os em órbita. Desde que a carga 

positiva dos prótons seja igual a carga negativa 

dos elétrons, o átomo é eletricamente neutro.  

Entretanto, essa igualdade de cargas pode ser 



alterada; se elétrons são retirados do átomo, 

este se torna carregado positivamente(+).  



Assim sendo: 

átomos carregados negativamente - maior 



número de elétrons;  

átomos carregados positivamente - 



menor número de elétrons;  

Resumindo:  

elétrons podem ser levados a abandonar 



seus átomos em muitos materiais;  

uma energia advinda, por exemplo, de 



fricção é necessária para causar a fuga dos 

elétrons de seus respectivos átomos;  

 cargas de mesmo sinal se repelem e 



cargas de sinal contrário se atraem. 

O que aconteceria por exemplo se um pedaço 

de fio condutor de cobre fosse submetido a 

uma carga positiva em um extremo e a uma 

carga negativa no outro? 

O fio de cobre contém bilhões de átomos 



com elétrons. Um desses elétrons próximo ao 

pólo positivo seria atraído por essa carga e 

abandonaria seu átomo. Esse átomo se 

tornaria carregado positivamente e atrairia um 

elétron do próximo, que se carregaria 

positivamente e assim por toda a extensão do 

condutor. O resultado integrado é uma 

movimentação (fluxo) de elétrons através do 

condutor entre o pólo negativo (-) e o pólo 

positivo (+).   



Introdução  

Os elétrons mais próximos do núcleo 



tem maior dificuldade de se 

desprenderem de suas órbitas, devido a 

atração exercida pelo núcleo; assim os 

chamamos de elétrons presos.  

Os elétrons mais distantes do núcleo 



(última camada) têm maior facilidade de 

se desprenderem de suas órbitas porque 

a atração exercida pelo núcleo é pequena; 

assim recebem o nome de elétrons livres 



Portanto, os elétrons livres se deslocam de 

um átomo para outro de forma 

desordenada, nos materiais condutores.  

Considerando-se que nos terminais do 



material abaixo temos de lado um pólo 

positivo e de outro um pólo negativo, o 

movimento dos elétrons toma um 

determinado sentido, da seguinte maneira:  

 


Os elétrons (-) são atraídos pelo pólo 

positivo e repelidos pelo negativo. Assim, os 

elétrons livres passam a ter um movimento 

ordenado (todos para a mesma direção) 

A este movimento ordenado de elétrons 



damos o nome de CORRENTE ELÉTRICA.  

 

 



Sinais de mesmo nome se repelem.  

 


Sinais de nome diferente se atraem.  

 


Corrente elétrica 

Esse fluxo ou corrente de elétrons 



continuará, enquanto as cargas positivas e 

negativas forem mantidas nos extremos 

do fio (carga de sinal contrário 

atraindose). Isso é fenômeno da 

eletricidade atuando, de onde se conclui: 

eletricidade é o fluxo de elétrons de 

átomo para átomo em um condutor  


TENSÃO ELÉTRICA  

Entretanto para que haja este movimento 



é necessário que alguma força, ou pressão, 

apareça nos terminais deste condutor 

Tensão Elétrica é a força, ou pressão 



elétrica, capaz de movimentar elétrons 

ordenadamente num condutor.  

 


Potencia Elétrica  

Ainda como exemplo, temos a lâmpada 



que, através de um filamento interno, 

transforma a energia elétrica em energia 

luminosa.  

Potência elétrica ou mecânica é a rapidez 



com que se faz trabalho.  

Podemos considerar, para facilitar o 



entendimento, como capacidade de 

produzir trabalho que uma carga possui.  



A potência de uma carga depende de 

outras grandezas, que são: R (resistência) 

e V (tensão aplicada). Uma vez aplicada 

uma tensão à resistência, teremos a 

corrente I.  

Assim, podemos dizer que a potência 



também depende da corrente.  

Temos:  

P = R x I² 



P =  V x I  

P= V² / R 



Nos prenderemos mais à segunda 

equação P=V x I onde:  

 


Unidade de medida da potência 

elétrica  

 unidade de medida da potência elétrica é 



o WATT (W).  

O aparelho de medida da potência 



elétrica é o wattímetro 

RESISTÊNCIA ELÉTRICA  

Resistência Elétrica é a oposição que um 



material oferece à passagem da corrente 

elétrica.  

De um modo geral, os diversos materiais 



variam em termos de ”comportamento 

elétrico”, de acordo com sua estrutura 

atômica.  

Como sabemos, uns apresentam-se como 



condutores e outros como isolantes.  

Os materiais isolantes são os de maior 



resistência elétrica, ou seja:  os que mais se 

opõem à passagem da corrente elétrica.  



Os materiais condutores, apesar de sua boa 

condutividade elétrica, também oferecem 

resistência à passagem da corrente, embora 

em escala bem menor.  

O símbolo utilizado para a sua 



representação é a letra grega ômega (Ω). O 

aparelho destinado a sua medição 

ohmímetro. 

 

 



Duas cargas são alimentadas pela mesma 

tensão, mas são atravessadas por intensidade 

de correntes diferentes. Por quê? 

 

 

 



 

  



O valor da corrente elétrica não depende só 

da tensão aplicada ao circuito, vai depender 

também da carga, onde uma se opõe mais 

que a outra ao deslocamento dos elétrons.  

 


Portanto:  

Resistência elétrica é a oposição que os 



materiais oferecem à passagem da 

corrente elétrica. 

Símbolo da resistência  



O OHM é utilizado como unidade de 

medida de resistência elétrica, sendo 

representado pela letra grega ômega (Ω) 

Exemplo: 320 ohms = 320 Ω  


LEI DE OHM  

Nos circuitos elétricos, os valores da 



tensão, corrente e resistência estão 

proporcionalmente relacionados entre si 

por uma lei fundamental da eletricidade

denominada ”Lei de OHM”.  

A lei OHM determina a seguinte relação: 



”A corrente elétrica num circuito é 

diretamente proporcional à tensão 

aplicada e inversamente proporcional à 

resistência do circuito” 

 


Temos abaixo, um circuito onde os valores 

das três grandezas elétricas . 


 

 

 



 

Podemos observar entretanto, que um 



aumento de valor da tensão elétrica 

aplicada, implicará num aumento da 

corrente, o que pode ser comprovado com 

o aumento do brilho da lâmpada.  



Na segunda montagem 



 

 

 



 

 

 



Podemos observar que um aumento da 

resistência elétrica do circuito implica na 

diminuição da corrente, o que pode ser 

comprovado pela diminuição do brilho da 

lâmpada. 



Concluímos que a intensidade da corrente 

é inversamente proporcional à resistência, 

desde que o valor da tensão aplicada seja 

mantido constante no circuito.  

 


Fórmula da Lei de OHM  

A Lei de Ohm é expressa pela seguinte 



fórmula:  

V= R x I  



Obtemos da mesma Lei outras duas 

expressões:  

 


Exemplo 

Calcular o valor da corrente elétrica num 



círcuito, onde a tensão mede 10 volts e a 

resistência é de 20 ohms. 

 


 Verificamos que a corrente varia no 

mesmo sentido da variação da tensão. 

“QUANTO MAIOR A TENSAO, MAIOR 



SERÁ A CORRENTE”.  

“QUANTO MENOR A TENSÃO MENOR 



SERÁ A CORRENTE.”  

“QUANTO MAIOR A RESISTÊNCIA, 



MENOR SERÁ A CORRENTE”.  

“QUANTO MENOR A RESISTÊNCIA 



MAIOR SERÁ A CORRENTE”  

 


Portanto:  

A intensidade de corrente varia 



diretamente proporcional a Tensão “V” ou 

inversamente proporcional a Resistência 

“R”.  Assim, escrevemos:  

 

 



EFEITO JOULE  

A Lei de Joule estuda a transformação de 



energia elétrica em calor:  

Sempre que uma corrente elétrica passa 



por um condutor, haverá produção de 

calor, pois os condutores se aquecem 

sempre 

 

 



A potência elétrica absorvida por um 

motor transforma-se em grande parte em 

potência mecânica e em pequena parte em 

calor, por esta razão todas as máquinas 

elétricas se aquecem quando funcionam.  

 


Energia Elétrica  

É a energia”Consumida”. Podemos ainda 



dizer que ela representa o trabalho 

realizado por um aparelho elétrico.  

Na verdade, a energia está presente na 



natureza de várias formas e o que 

fazemos é transformá-la para a produção 

de trabalho 

“Na natureza nada se perde, nada se cria, 



tudo se transforma.”  

 


Veja alguns exemplos de formas de 

energia que encontramos na 

natureza 

 



Solar; •   

Luminosa; •  



Hidráulica; •  

Mecânica; •   



Eólica; •  

Etc 


Exemplo de Transformação de 

Energia  

Uma quantidade de água armazenada 



numa represa possui energia hidráulica 

em potencial, que pode ser transformada 

em energia mecânica, fazendo girar uma 

turbina.a turbina,fazendo girar o gerador, 

estará transformando energia mecânica 

em energia elétrica 



 

A energia elétrica, por sua vez, é levada ao 

consumidor, onde novamente é 

transformada nas mais variadas formas de 

energia: térmica, mecânica, luminosa etc.  

 


A energia elétrica é medida em watt-hora 

(Wh), ou em quilowatt-hora (kWh), ou em 

megawatt-hora (MWh).  

O aparelho que mede energia elétrica é o 



medidor de energia elétrica.  

1kWh = 1.000Wh  



1MWh = 1.000.000Wh  

 


Constituição do medidor.  

Bobina de tensão  



Bobina de corrente  

Disco  


Imã  


Registrador  

Terminais de ligação  



 

A energia elétrica depende da potência 

elétrica da carga (P) e do tempo (t) em que 

a mesma ficou ligada. 

 E(Wh) = P(w) x t(h) 



E(kWh) = P(kw) x t(h) 

Um medidor pode então ser comparado a 



um wattímetro e um relógio agindo 

simultaneamente.  

 

 


 

Associação de resistências  

Uma lâmpada incandescente é, 



basicamente uma resistência. Assim, as 

ligações entre lâmpadas são feitas da 

mesma forma que as ligações entre 

resistências.  

 


Associação em série de resistência  

Numa associação em série de resistências, 



a corrente elétrica que percorre uma 

delas é a mesma que percorre as demais.  

Na associação em série, se houver queima 



de uma das resistências, o circuito todo 

ficará interrompido (aberto) e não haverá 

circulação de corrente elétrica através 

das demais resistências 



 

Comportamento da Tensão e 

Corrente  

Na associação em série, a corrente 



elétrica que percorre as resistências é 

sempre da mesma intensidade, ou seja:  

I = CONSTANTE  



Em contrapartida, haverá sempre uma 

queda de tensão em cada uma das 

resistências associadas. 

A somatória das várias quedas de tensão 



resultará no valor da tensão fornecida 

pela fonte.  



Resistência Equivalente  

Resistência equivalente de um circuito é a 



resultante que equivale a todas as 

resistências associadas 

Qualquer associação de resistências pode, 



para efeito de cálculo, ser substituída por 

uma resistência equivalente 

 


Associação de resistências  

a. Circuito série  



b. Circuito paralelo  

c. Circuito misto 



Cálculo da Resistência Equivalente  

Associação em série Na associação em 



série, o cálculo é bastante simples: apenas, 

somam-se os valores da resistência. 



Apesar de 3 resistores associados a fonte 

enxerga como carga um único resistor de 

16 ohms, ou seja: o equivalente da 

associação.  

 


Circuito em série  

Desde que você ligue resistências com 



extremidade, elas ficarão ligadas em série 

Exemplo: Vagões de trem  



 

Para que haja corrente nas resistências é 

necessário ligar os terminais restantes a 

uma fonte de tensão 



Medindo as correntes nas resistências 

verificamos que a corrente é a mesma em 

todas as resistências:  

 


Medindo as tensões nas resistências, vamos 

verificar que a tensão da fonte é repartida 

entre as resistências, ou seja, a soma das 

quedas de tensão nas resistências é igual à 

tensão da fonte.  

 


Resistência equivalente  

É uma única resistência que pode ser 



colocada no lugar das outras resistências 

do circuito. Ou seja, submetida à mesma 

tensão permitirá a passagem do mesmo 

valor de corrente.  

 


Conclusão 

Circuito série é aquele em que a corrente 



possui um único caminho a seguir no 

circuito e a tensão da fonte se distribui 

pelas resistências que compõem o 

circuito. Neste tipo de circuito existe a 

interdependência entre as resistências. Se 

uma delas queimar, a corrente não 

circulará mais. 


Associação em Paralelo de 

Resistências  

Neste tipo de associação, circula, através 



de cada resistência, uma determinada 

corrente elétrica que é sempre 

inversamente proporcional ao valor da 

resistência.  

Na associação em paralelo, mesmo que 



ocorra a queima de uma das resistências, 

as demais não sofrerão interrupção na 

sua alimentação 


 

Comportamento da Tensão e 

Corrente  

Na associação em paralelo, a tensão 



aplicada é sempre a mesma nos diversos 

terminais das resistências 

Por outro lado, a corrente se subdivirá 



em número idêntico à quantidade de 

resistências associadas e será de 

intensidade proporcional ao valor de cada 

uma dela 



 

Cálculo da Resistência Equivalente  

Como primeira regra, temos que a 



resistência equivalente é igual ao 

resultado do produto pela soma dos 

respectivos resistores.  

 


Como segunda regra, temos que a 

resistência equivalente é igual a soma 

inversa dos respectivos resistores.  



A primeira regra é a mais simplificada. 

Entretanto, a segunda permite que 

calculemos de uma única vez o equivalente 

de uma associação com mais de dois 

resistores em paralelo.  

Vale ressaltar que em ambos os casos, a 



fonte enxerga um único resistor à sua frente 

de 20 ohms, ou seja: o equivalente da 

associação 


Circuito Paralelo 

Quando se liga resistências lado a lado, 



unindo suas extremidades, elas são ligadas 

em paralelo 

Para esse circuito há mais de um caminho 



para a corrente elétrica.  

 


Medindo as correntes nas resistências, 

verificamos que a corrente é dividida entre 

as resistências, sendo que a soma das 

correntes em cada ramo é igual à corrente 

total do circuito. 

 


Conclusão  

No circuito paralelo, a corrente se divide 



nos ramais, sendo a soma das mesmas é 

igual a corrente total do circuito. A tensão 

é sempre a mesma em todo o circuito. As 

resistências são independentes, ou seja, se 

uma delas queimar, continua passando 

corrente pelas outras.  

Para calcularmos a resistência equivalente 



do circuito paralelo usamos a fórmula. 



Nota: A Resistência equivalente (Re) de um circuito 



paralelo é sempre menor que a menor resistência do 

circuito.  

Circuito misto  

É aquele em que existem resistências, 



tanto em série como em paralelo. 

 


Resolução do circuito acima:  

R1 e R2 estão em série, então: Re1 = R1 



+ R2  

 


 R3 e R4 estão em série, então 

encontramos Re2 onde: Re2 = R3 + R4  


R6 e R7 estão em série, então 

encontramos Re3 onde:  


Re2 e Re3 estão em paralelo, então 

encontramos Re4 


Re1, Re4 e R5 estão em série, então: 



Re=Re1+Re4+R5 Re= 29 Ohms 

 


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