Ele Nos Deu Profetas



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Ele Nos Deu Profetas
Lição Três

O Povo do Pacto





Acerca de Third Millennium Ministries
Fundado em 1997, Third Millennium Ministries é uma organização cristã sem fins lucrativos dedicada a prover Educação Bíblica, Grátis, Para o Mundo. Em resposta à crescente necessidade mundial de uma profunda formação bíblica de liderança cristã, estamos desenvolvendo e distribuindo um currículo de seminário focando principalmente líderes cristãos que não tem acesso a materiais de treinamento. Ao criar um currículo de seminário multimídia que é apoiado por doações, fácil de usar e em 5 idiomas (inglês, espanhol, russo, mandarim chinês e árabe), Third Millennium tem desenvolvido um método efetivo e econômico para treinar pastores e líderes cristãos ao redor do mundo. Todas as lições são escritas, desenhadas e produzidas em nossos escritórios, e são similares em estilo e qualidade às do The History Channel. Em 2009 Third Millennium ganhou dois Prêmios Telly por sua destacável produção vídeográfica no Uso de Animação e Educação. Nossos materiais estão disponíveis em DVD, impressos, internet, transmissão de televisão via satélite e produção para rádio e televisão.

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Conteúdo


  1. Introdução 3




  1. Humanidade e o Pacto 4

Preocupações Centrais 5

Adão 5


Noé 6

Dependência dos profetas 5

Pecado das Nações 5

Redenção para as nações 6





  1. Israel e o Pacto 8

Abraão 8

Preocupações Centrais

Dependência dos profetas

Moisés 9


Preocupações Centrais

Dependência dos profetas

Davi 10

Preocupações Centrais



Dependência dos profetas

O Novo Pacto 10

Preocupações Centrais

Dependência dos profetas





  1. Salvação e o Pacto 11

Fora do Pacto 11

Comunidade Visível do Pacto 12

Comunidade Invisível do Pacto 13
V. Conclusão 18

LIÇÃO 3: O POVO DO PACTO
I. INTRODUÇÃO
Estou seguro de que todos já ouviram a antiga piada do pastor que disse: Este trabalho seria grandioso se não fosse pelas pessoas. Dessa mesma forma, são muitas áreas da vida. A vida seria grandiosa se não fosse pelas pessoas com as quais temos que tratar. Mas o fato é que não podemos nos afastar das pessoas. A vida se faz tendo outras pessoas ao nosso redor. Assim foi com os profetas do Antigo Testamento, eles também trataram com pessoas.

Por isso esta lição leva o título: “O povo do Pacto”. Examinaremos 3 conceitos: Primeiro, a humanidade e o Pacto – como os profetas do Antigo Testamento viram uma relação de pacto entre Deus e toda a humanidade; segundo Israel e o Pacto – que papel especial teria o povo de Israel por meio da relação do Pacto; e finalmente, a salvação e a Comunidade do Pacto.

Vejamos primeiro como os profetas entenderam a toda humanidade no pacto com Deus.
II. A HUMANIDADE E O PACTO

Algo que sabemos a respeito das pessoas é que cada uma é diferente da outra. Viemos de diferentes culturas e temos personalidades diferentes, mas sabemos que há certas coisas que são comuns para todas as pessoas. Todos sentimos fome. Todos necessitamos de um amigo. Todos pagamos impostos. Assim, os profetas sabiam que isso era verdade para as pessoas também. Eles entenderam que as diferentes nações da terra foram tratadas de forma diferente pelo Senhor, porque Deus havia escolhido a Israel como seu povo especial. Mas, ao mesmo tempo, os profetas sabiam que Deus também havia entrado num pacto com todas as nações da terra.

Vamos explorar esses pactos universais e como os profetas apresentaram esses pactos às nações da terra.

Ainda que diferentes grupos cristãos, manuseie os pactos de diferentes maneiras é seguro dizer que muitas tradições cristãs, vêem cinco eventos principais do pacto no Antigo Testamento. Esses eventos moldaram significativamente a história da Bíblia. Em cinco tempos diferentes, Deus estabeleceu os pactos entre Ele mesmo e o seu povo por meio de cabeças representativas. Estes representantes foram: Adão, Noé, Abraão, Moisés e Davi.

Os pactos com Adão e Noé, estão separados dos outros porque foram pactos universais. Esses foram pactos estabelecidos entre Deus e toda a humanidade. Não foram para um povo em particular, mas para todas as pessoas. Esses estabeleceram compromissos permanentes entre Deus e cada ser humano. Esses pactos universais proporcionaram aos profetas orientações teológicas importantes, porquanto serviam como emissários do pacto de Deus. Enquanto exploramos esses pactos universais veremos dois assuntos diferentes: Primeiro, quais foram as preocupações centrais desses pactos universais. E segundo, como os profetas dependiam, nos seus ministérios, desses pactos.

2.1. Preocupações Centrais
Adão

O primeiro pacto na Bíblia é o pacto que Deus fez com Adão. Esse pacto é conhecido tradicionalmente como o “pacto de Obras”. Em nossos dias um bom número de teólogos pensa que não deveríamos chamar a este de pacto. O termo “pacto” não é usado em Gênesis 1 a 3, e também vieram muitas provas mais envolvidas nesse pacto feito com Adão. Talvez seja melhor simplesmente se falar disso com um “compromisso” que Deus fez entre ele mesmo e Adão. Mas, nos dias de Adão, Deus estabeleceu certos pilares que permanecem ao longo de toda a história da Bíblia.

Pelo menos três pilares se estabeleceram nos dias de Adão que duraram ao longo de toda a história da Bíblia: Esses pilares são: Responsabilidade Humana, Corrupção Humana e Redenção Humana. Primeiro, Deus ordenou a responsabilidade humana nos dias de Adão. Deus criou a raça humana como sua imagem nesse mundo. E quando Deus falou dos seres humanos em Genesis capítulo 1, versículo 26, ele disse estas palavras:
Façamos o homem a nossa imagem e semelhança....
Todos os homens são imagem de Deus e portanto, e são responsáveis por representar o seu reino nesse mundo. Os seres humanos devem viver de maneira que honrem a Deus em cada parte da terra. Com base nas Escrituras os profetas entenderam que todas as pessoas de cada nação, receberam essa sagrada responsabilidade nos dias de Adão.

Mais ainda, o compromisso com Adão, também estabeleceu que todos os homens sofreram corrupção. Como ilustra toda a história da Bíblia tão claramente, os eventos de Genesis capítulo 3 não foram isolados nas vidas de Adão e Eva. Como o livro de Romanos, no capítulo 5, ensina que pelo pecado de Adão, toda a raça humana se tornou pecadora e está ante o juízo de Deus.

Os profetas não precisavam ir muito longe para ver que as nações haviam se separado do seu Criador e se afastado também das suas responsabilidades como imagem de Deus.

Além disso, o compromisso com Adão estabeleceu uma esperança de redenção para toda a humanidade. Em Genesis capítulo 3, versículo 15, Deus amaldiçoou a maligna serpente que tentou a Adão e a Eva. Ali Ele prometeu que um dia a semente de Eva, feriria a cabeça da serpente. Os profetas do Antigo Testamento entenderam que a vitória eventual sobre o mal e a morte viria a cada nação da terra. Esses pilares básicos de responsabilidade humana, corrupção e redenção estabeleceram as estruturas da interação divina e humana ao longo de toda a história. Estenderam-se a toda a raça humana.

Vamos nos dirigir agora aos assuntos principais do segundo pacto universal feito entre Deus e Noé.
Noé

Dito simplesmente, Deus levou as estruturas do compromisso com Adão, mais adiante e, agregou o aspecto da estabilidade para o universo físico. Depois do dilúvio Deus pôs o seu arco-íris nas nuvens para demonstrar que Ele não castigaria imediatamente aos seres humanos cada vez que pecassem. Ao invés disso, Deus prometeu uma ordem nova, em que Ele seria paciente com nossos pecados. Como declarou em Gênesis capítulo 8, versículo 22:


Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.
Por que Deus fez essa promessa de estabilidade natural? Qual era seu interesse central? Há pelo menos duas razões principais para a estabilidade do universo nos dias de Noé. Em primeiro lugar, Deus estava demonstrando sua paciência com a raça humana. Este propósito se esclarece em Genesis capítulo 8, versículo 21:
E o SENHOR ...disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz.
Este versículo nos diz que Deus reconheceu a depravação total dos seres humanos e determinou ser paciente para conosco ao não destruir o mundo cada vez que pecamos.

Um segundo propósito para a estabilidade da natureza no propósito no pacto com Noé também é evidente. Deus nos deu um mundo ordenado para que possamos cumprir nosso destino humano de servir com a sua imagem. Gênesis capítulo 9, versículo 1, nos diz que, depois do dilúvio, Deus falou a Noé o pai de todas as pessoas e lhe disse essas palavras:


Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra.
Baseando-nos nas palavras que primeiro Deus falou a Adão, em Gênesis capítulo 1, Deus reafirmou, mais uma vez, a responsabilidade de todas as nações de servir como sua imagem. Assim vemos que Deus prometeu ser paciente e de prover um mundo estável para a raça humana de tal maneira que todas as nações da terra lhe servissem como sua imagem.

Os assuntos principais dos primeiros pactos na Bíblia são muito similares. Com adão Deus estabeleceu os pilares da responsabilidade, corrupção e redenção. Com Noé, Ele continuou esses princípios juntamente com a paciência divina e a reafirmação de nosso destino humano como imagem de Deus.

Agora temos de fazer uma segunda pergunta: como o ministério dos profetas do Antigo Testamento dependia desses pactos Universais?
2.2. Dependência dos Profetas

Teremos que admitir que os profetas do Antigo Testamento não mencionam explicitamente Adão e Eva com freqüência. Em sua maioria, a perspectiva teológica que se derivou dos pactos com Adão e Noé, está implicitamente detrás do que disseram os profetas do Antigo Testamento. Talvez a maneira mais importante dos profetas dependerem desses pactos aparece na atenção que eles deram ás nações gentílicas.

Como os emissários do pacto de Deus, os profetas do Antigo Testamento focaram em grande parte, a sua atenção na nação de Israel, mas também foram emissários às nações do mundo. Como Deus disse a Jeremias, em Jeremias capítulo 1, versículo 5:
Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações.
Freqüentemente, os profetas se dirigiram às nações estrangeiras porque foram emissários dos pactos universais de Adão e Noé.
2.3. Pecado das nações

O assunto profético para as nações foi em duas direções. Primeiro, os profetas geralmente apontavam que os pecados das nações ameaçavam que o juízo de Deus viria contra eles. Por exemplo, o livro inteiro de Obadias se dedica a expor os pecados de Edom e anunciar o juízo divino. Jonas reporta que o profeta ministrou à cidade de Nínive. Naum declarou o juízo de Deus contra a Assíria. Grandes porções de outros livros enfocam a ira do Senhor contra as nações que não eram de Israel. Muitas passagens deixam claro que os profetas criam que todas as pessoas eram pecadoras e, portanto, estavam sujeitas ao juízo de Deus.


2.4. O tema da redenção para as nações

Ainda que o tema do juízo fosse proeminente quando os profetas se dirigiriam às nações, devemos recordar também um segundo tema: o tema da redenção para as nações. Os profetas freqüentemente falaram de um tempo futuro de grandes bênçãos para as nações da terra. Desse ponto de vista o futuro mantinha uma esperança de redenção para cada tribo e língua. O plano de Deus não era que apenas uma nação fosse salva do domínio do pecado e da morte. Ao invés disso, em cumprimento ao desígnio original de Deus para a raça humana, ele sempre pretendeu redimir pessoas de cada nação.

Por essa razão, os profetas não somente olhavam adiante para o dia de grande benção quando Israel seria redimido do Exílio, mas também que muitas pessoas das nações gentílicas participariam dessa grande redenção. Em Isaías capítulo 25, versículo 6 a 7, o profeta anunciou que um dia no futuro:
O SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas... Destruirá neste monte a coberta que envolve todos os povos e o véu que está posto sobre todas as nações.
Em Jeremias capítulo 3, versículo 17, aparece um tema similiar:
Naquele tempo, chamarão a Jerusalém de Trono do SENHOR; nela se reunirão todas as nações em nome do SENHOR e já não andarão segundo a dureza do seu coração maligno.
Muitos profetas anunciaram que chegaria o dia quando alguns dos gentios se arrependeriam de sua rebelião contra Deus. Eles viriam a Israel e encontrariam a salvação do juízo divino. Como cristãos sabemos que essa promessa se cumpre na extensão do Evangelho de Cristo por todo o mundo. Ele estava cumprindo as esperanças positivas que tinham os profetas do Antigo Testamento para todas as nações da terra.

Assim vemos que nos dias de Adão e Noé, Deus fez pactos universais que se estenderam a todas as pessoas. Os profetas do Antigo Testamento chamaram a atenção para as severas violações das nações contra Deus. Mas, também anunciaram que um dia Deus redimiria pessoas de cada tribo e nação da terra.

Já vimos que Deus fez pacto com todas as pessoas em Adão e Noé. Mas, agora vamos dirigir nossa atenção a Israel como o povo especial do pacto de Deus. Que pactos Deus fez com a nação de Israel?
III. ISRAEL E O PACTO
Freqüentemente minha família celebra festas para os estudantes no seminário. Mas, algumas vezes a lista é tão grande que não chamamos a todos eles, mas selecionamos alguns dos estudantes chaves e eles chamam aos outros. Em muitos aspectos é isso que Deus fez com Israel. Eles foram seu “povo chave” e Ele chamou Israel para si mesmo com pactos especiais de tal maneira que Israel poderia ministrar ou chamar todas as pessoas para se encontrar com Deus.

Recordemos que Deus fez 3 pactos principais com Israel. Ele fez pactos com Abraão, Moisés e Davi. Cada um desses pactos prepara Israel de maneiras especiais, não somente para sua própria salvação, mas também para a salvação de todas as famílias da terra. Vejamos primeiro o pacto com Abraão.


3.1. O Pacto com Abraão

O pacto de Deus com Abraão foi especial porque foi o primeiro a identificar a Israel como uma família escolhida para levar a redenção por graça de Deus a todo mundo. Como Israel pode fazer isso? Vivendo um pacto redentivo com o Senhor.

Devemos ver primeiro os interesses centrais desse pacto com Abraão e depois estaremos prontos para explorar as maneiras em que os profetas do Antigo Testamento dependeram desse pacto com Abraão.
3.1.1. Preocupações Centrais

Podemos resumir o pacto abraâmico como um em que Deus escolheu uma nação especial. O estabelecimento de Israel como povo escolhido de Deus envolveu duas bênçãos principais de Deus a essa nação. Deus prometeu a Abraão muitos descendentes e uma terra especial. Em Gênesis 15 e 17, o pacto de Deus com Abraão mostrou a Israel a maneira de multiplicar muitos descendentes e de tomar possessão de um pedaço de terra. Esta multiplicação e possessão de uma terra especial devia ser o ponto de partida para estender o reino de Deus por todo o mundo. Daqui em diante os descendentes e a terra de Abraão, tornaram-se o cenário central na história da Bíblia.

Temos visto que Deus prometeu a Abraão muitos descendentes e uma terra especial e agora, devemos perguntar: Como confiavam os profetas do Antigo Testamento nesse pacto com Abraão?
3.1.2. Dependência dos profetas

Vez por outra os profetas do Antigo Testamento se basearam nos princípios do pacto entre Deus e Abraão. A importância que tinha esse pacto se percebe através de todos os profetas. Eles freqüentemente falaram da promessa da terra e da promessa de uma multidão de descendentes. Em Isaías capítulo 41, versículo 8, o profeta se refere a Israel dessa maneira:


Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo”.
No pensamento de Isaías a nação de Israel, em seus dias, era a que tinha direito a herança do pacto com Abraão.

De maneira semelhante Oséias alude ao pacto com Abraão. No capítulo 1, versículo 10 do seu livro, que diz:


Todavia, o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que se não pode medir, nem contar; e acontecerá que, no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.
As alusões, como essa, demonstram que os profetas dependiam grandemente do pacto com Abraão. Quando falavam a respeito de que Deus daria a terra a Seu povo ou que multiplicaria seus descendentes se referiam ao pacto que Deus fez com Abraão. Abraão foi mencionado por nome, somente 7 vezes nos profetas do Antigo Testamento, mas a teologia do pacto de Abraão penetrava seus ministérios.

O pacto com Abraão foi o primeiro com a nação de Israel, mas lhe seguiu um segundo pacto: o pacto com Moisés.


3.2. O pacto com Moisés
Em nossos dias, o pacto com Moisés não tem sido visto positivamente, mas nada pode está mais longe da verdade. O pacto de Moisés tem um papel vital na redenção positiva da raça humana. Mais uma vez devemos dar uma olhada nos interesses centrais do pacto com Moisés e então considerar como os profetas do Antigo Testamento dependeram deste pacto.
3.2.1. Preocupações centrais

O compromisso com Moisés enfoca a Lei de Deus. A lei de Deus proporcionou regulamentos que governavam a vida do pacto em Israel. Este pacto aparece mais explicitamente em Êxodo capítulos 19 a 24, quando o pacto foi iniciado com o livro do Pacto e os dez mandamentos. Também aparecem nos regulamentos de adoração do livro de Levítico. O livro de Deuteronômio registra a renovação do pacto de Israel perto da morte de Moisés. Dito de forma mais simples, o pacto com Moisés enfocou nos regulamentos da vida do pacto. As leis que dirigiriam a bênção e a maldição da parte do Grande Soberano Divino. Como dependeram os profetas do pacto com Moisés?


3.2.2. Dependência dos profetas

Os profetas do Antigo Testamento estavam profundamente endividados com Moisés e sua lei, já que esta proporcionou as normas principais pelas quais os profetas criticaram a nação de Israel. Os profetas fiscalizaram segundo o pacto ao lembrar a Israel de sua responsabilidade de ser fiel à lei de Moisés. Como veremos na lição seguinte há maldições e bênçãos específicas que os profetas anunciaram ao povo de Deus, e estas vieram principalmente do pacto com Moisés.

Quando Isaías queria indicar que as pessoas tinham sido infiéis ao Senhor, apela à Lei de Moisés como modelo de autoridade. Como disse Isaías 4.24:
rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel.
Este tipo de referência a Moisés e à sua Lei aparece inumeráveis vezes nos profetas, porque os profetas do Antigo Testamento foram emissários de Deus para exigir que Israel prestasse contas pela maneira como havia violado o pacto com Moisés.
3.3. O pacto com Davi
O pacto final do Antigo Testamento dado a Israel como nação foi o pacto com Davi. O pacto de Abraão focou nos descendentes e na terra. Moisés deu atenção às leis para viverem na terra. Depois da morte de Moisés, Deus fez um pacto especial com Davi, o rei de Israel. Mais uma vez devemos ver os interesses principais desse pacto e depois ver como os profetas dependeram dele.
3.3.1. Preocupações centrais

O pacto com Davi focou em edificar ao povo de Deus como um enorme império. O pacto com Davi aparece em 2 Samuel capítulo 7, nos salmos 89 e 132. Essas passagens esclarecem que um aspecto vital do pacto foi o estabelecimento da família de Davi como a dinastia permanente sobre o povo de Deus. A família de Davi certamente teve problemas e fracassos, mas Deus escolheu essa família para ser a dinastia sobre o seu povo para sempre. Os descendentes de Davi estabeleceriam, um dia, um reino de salvação para todo o mundo. É preciso dizer que este pacto oferecia ao povo de Deus um brilhante futuro de vitória e domínio sobre a terra. E ainda como cristãos de hoje seguimos a Jesus como nosso Rei porque ele foi o grande filho de Davi cujo reino nunca terminará.

Agora devemos fazer-nos outra pergunta: Como os profetas dependiam desse pacto com Davi?
3.3.2. Dependência dos profetas

Os profetas do Antigo Testamento freqüentemente se referiam ao pacto com Davi ao ministrar a Israel. E no que concernia aos profetas Deus prometeu que, eventualmente, o reino de Davi seria um reino magnífico a nível mundial. Eles criam nisso com todas as suas forças e predisseram que isso aconteceria algum dia no futuro. Em Amós capítulo 9, versículo 11, o profeta descreve os dias da restauração depois do exílio dessa maneira:


Naquele dia, levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas; e, levantando-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade.
Os profetas muitas vezes falam dessa maneira acerca do pacto Davídico. Esse pacto foi tão importante para eles que mencionam a Davi por nome, trinta e quatro vezes.

Seriamos negligentes se não mencionarmos que os profetas do Antigo Testamento também estavam conscientes de um pacto que, ainda estava por vir. Me refiro aqui ao Novo Pacto com Deus feito através de Cristo. Quais foram os interesses principais deste Novo Pacto?


2.4. O Novo Pacto
2.4.1. Preocupações centrais

O novo pacto pode caracterizar-se por uma palavra: cumprimento. Todas as promessas dadas ao povo de Deus nos pactos anteriores com Abraão, Moisés e Davi, se realizam no período do novo pacto. O povo de Deus seria numeroso e herdaria a terra inteira. A lei de Moisés seria escrita no coração e obedecida a partir do coração. O Filho de Davi reinará no trono para sempre.

Como os profetas foram influenciados por esse novo pacto?
2.4.2. Dependência dos profetas

Os profetas do Antigo Testamento anelavam pelo dia desse grande pacto. Por exemplo, Jeremias falou do Novo Pacto em Jeremias 31.31:


Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.
Jeremias predisse que nos dias depois do exílio de Israel, Deus renovaria seu pacto de maneira dramática.

O profeta Ezequiel falou desse pacto futuro também.No capítulo 34, versículo 25, lemos essas palavras:


Farei com elas aliança de paz e acabarei com as bestas -feras da terra; seguras habitarão no deserto e dormirão nos bosques.
Os profetas ministraram como os emissários de Deus em antecipação do grande final do pacto por vir. Como aprendemos dos profetas, os veremos antecipando esse pacto do Novo Testamento, uma e outra vez.

Os pactos que Deus estabeleceu com Israel guiaram os profetas em tudo o que fizeram. Eles entenderam que Deus tinha um papel especial para a nação de Israel e que os pactos com Abraão, Moisés e Davi e ainda, o Novo Pacto guiaram a Israel nesse papel especial. Assim, quando os profetas ministram ao povo de Deus, eles ministram dentro dos limites desses pactos especiais que Deus fez com seu povo.


Até aqui, nessa lição acerca do povo do pacto, vimos que os profetas serviam como emissários dos pactos de Deus com a humanidade em geral e com Israel.

Todas as pessoas da terra estavam sujeitas aos pactos universais com Adão e Noé, mas os israelitas e os gentios que se converteram a sua fé estavam em pactos muito especiais com Deus. Eles eram separados do resto da humanidade.

Até esse ponto necessitamos ver outro aspecto do povo do pacto. Como os profetas entenderam a salvação na comunidade do Pacto?
IV. SALVAÇÃO E O PACTO
Freqüentemente os cristãos modernos tem dificuldades de entender a salvação no pacto porque fazemos distinções que os profetas não seguiam. Debaixo da influência do reavivamento dividimos a raça humana em dois grupos ordenados: aqueles que são salvos e aqueles que não são salvos, ou os regenerados e os não-regenerados. Agora, não deixemos margem para mal entendidos, essa distinção é muito importante porque as pessoas são uma entre duas coisas: salvas ou não salvas. Mas, ao mesmo tempo, essas não são as categorias em que os profetas do Antigo Testamento pensavam.

Uma das melhores maneiras de compreender como eles entendiam a salvação é fazer distinção entre 3 diferentes tipos de pessoas no mundo: primeiro, aqueles que estavam fora da comunidade do pacto de Israel; segundo, aqueles que estavam na comunidade visível do pacto de Israel; e, terceiro aqueles que dentro da comunidade invisível do pacto. Consideremos primeiro a categoria daqueles que estavam fora do pacto


4.1. Fora do Pacto

Na realidade esta é a categoria mais óbvia de pessoas que seguiam os profetas. Essas são pessoas fora do pacto que Deus fez com Israel. Quando Deus escolheu a nação de Israel e lhes deu seus pactos especiais em Moisés, Abraão e Davi, essa eleição de Israel significou que as outras nações da terra não estavam dentro do povo eleito. Com raras exceções de pessoas como Rute e Raabe, os gentios foram separados do povo de Deus e, portanto, estiveram fora desses pactos especiais com a nação.

Como vimos os profetas criam que os gentios estavam atados aos pactos universais com Adão e Noé. As estruturas básicas de juízo e redenção nesses pactos se aplicavam a todas as nações, mas ao mesmo tempo durante os dias do Antigo Testamento, aqueles que estavam fora da comunidade do pacto ou fora da relação de pacto especial de Israel com Deus, essas pessoas foram cortadas da possibilidade da salvação. Seu pecado lhes havia deixado sem esperança no mundo. Paulo falou dessa maneira no livro de Efésios. Em Efésios capítulo 2, versículos 11e 12, ele disse estas palavras:
Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
Esta era a condição das nações gentias durante os dias do Antigo Testamento. Elas estavam fora do pacto e com raras exceções muito distantes da possibilidade da salvação que viria por meio dos pactos com Israel.

A maioria dos cristãos tem um pouco de dificuldade para entender a categoria dos gentios como fora do pacto. Mas, as dificuldades começam a surgir quando nos movemos para falar acerca da segunda categoria de pessoas na perspectiva profética – as pessoas dentro da comunidade visível do pacto de Israel.


4.2. Comunidade visível do Pacto

Quando falamos da comunidade visível do pacto temos em mente todos aqueles nos dias do Antigo Testamento que foram parte da nação de Israel. Essa categoria inclui tantos aos verdadeiros crentes como aqueles que não eram verdadeiros crentes.

Ainda que os protestantes antigos tenham usado termos diferentes do que os profetas usaram, os teólogos protestantes têm descrito a igreja de maneira que fazem paralelo à maneira de pensar do profeta acerca da comunidade do pacto de Israel. Refiro-me aqui à designação tradicional da “igreja visível”. Desafortunadamente, essa terminologia não se usa muito hoje em dia. Assim, precisamos ver o que os protestantes antigos queriam dizer com esse termo da “igreja visível”. A Confissão de Fé de Westminster descreve a igreja visível dessa maneira no capítulo 25, parágrafo 1:
A Igreja visível, que também é católica ou universal, sob o Evangelho (não sendo restrita a uma nação, como antes sob a Lei), consiste de todos aqueles que, pelo mundo inteiro, professam a verdadeira religião, juntamente com seus Filhos; é o Reino do Senhor Jesus Cristo, a casa e família de Deus, fora da qual não há possibilidade de salvação.
Essa descrição da igreja visível nos alerta acerca de dois aspectos da comunidade visível do pacto. Primeiro, a igreja visível inclui mais que crentes verdadeiros. Muitas pessoas que vêm a igreja simplesmente declaram seguir a Cristo, mas esses crentes estão separados do mundo por sua associação com a fé cristã. Tornam-se membros da igreja, todavia não são redimidos eternamente de seus pecados. Segundo, é importante ainda notar os títulos especiais dados à igreja visível. Soa estranho para nossos ouvidos, mas de acordo com a teologia protestante tradicional a igreja mesclada com crentes e não-crentes pode ser chamada corretamente de “Igreja”, “Reino”, “Casa de Deus” e a “família de Deus”.

No vocabulário cristão contemporâneo nós reservamos estes títulos para as pessoas, que cremos, são verdadeiramente regeneradas e aqueles que estão unidos irrevogavelmente ao céu. Mas, de acordo com a teologia tradicional esses termos são títulos gerais que abarcam a todo aquele que está na igreja visível. Sejam ou não verdadeiramente redimidos. Quando lemos os profetas do Antigo Testamento, não é difícil ver que eles pensaram de modo similar acerca da nação visível de Israel.

Por exemplo: os primeiros capítulos de Oséias apresentam um notável contraste de termos usados para descrever a comunidade visível do pacto. No capítulo 1, versículos 3 a 9, Oseías anuncia grande maldições que viria sobre o Norte de Israel. O que o faz dar aos seus 3 filhos nomes que prediziam maldições tremendas. Ele colocou o nome de um de Jezreel, lembrando a destruição que aconteceu em Israel nos dias de Jeú. Esse menino simbolizou que Deus estava ameaçando destruir a Israel. Oseías colocou o nome de sua segunda filha de Lo-Ruama, seu nome significa “não amada por Deus”. Nesse contexto amor é um termo que descreve uma positiva relação de benção do pacto entre Deus e seu povo. Essa menina simbolizava que a posição do pacto de Deus, prontamente seria tirada da nação. O terceiro filho de Oséias foi chamado Lo-Ami, ou não é meu povo. Isto simbolizava a ameaça de que Deus desconheceria a seu povo ao retirar as bênçãos de seu pacto com a nação de Israel.

Entretanto, Oséias também deu esperança a aqueles que estavam prestes a cair no juízo de Deus, o exílio. O profeta assegurou à nação de Israel que a restauração da terra se consumaria algum dia. Para comunicar essa esperança Oséias relembrou os nomes terríveis que ele deu a seus filhos mais uma vez. No capítulo 1, versículo 10, ele disse que Jezreel tomaria mais uma vez seu lugar. Mas desta vez ele queria dizer que Deus pelejará contra seu povo, mas que Deus pelejará contra os inimigos de Israel. Mais ainda quando Deus devolver para os israelitas sua terra, ele os chamará agora Ruama, “amado de Deus”. De acordo com o capítulo 2, versículo 1. Naquele dia, aqueles a quem se chama “não é meu povo” se convertem em “Ami”, meu povo.

É importante ver que Oséias fala da comunidade visível do pacto em termos contrastantes. O resto das Escrituras esclarece que Oséias não está falando das pessoas como se tivessem a salvação depois a perdessem, e então, a obtivessem de novo. Essa, ao contrário, é uma linguagem de pacto. Com esses títulos especiais Oséias está anunciando que Deus retirará suas bênçãos do pacto, mas depois, algum dia, renovará Seu pacto e Israel receberá aos bênçãos de Deus outra vez.

Há muitos termos que normalmente reservamos em nosso vocabulário para os verdadeiros crentes que os profetas aplicam a comunidade visível do pacto de Israel. Quando usamos o termo “eleito” ou “escolhido” geralmente nos referimos aos eleitos para a salvação. Mas, os profetas com freqüência não queriam dizer isso. Algumas vezes usamos o termo “eleito” ou “escolhido” para descrever as pessoas que estavam na comunidade visível do pacto sendo elas verdadeiros crentes ou não. Por essa razão em Isaías 14.1 lemos:


Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel.
Note que Isaías disse que Israel será escolhido mais uma vez. Tão forte como soa aos nossos ouvidos o vocabulário dos profetas, as pessoas podem ser escolhidas por Deus, rejeitadas e escolhidas de novo. Isso acontece porque a eleição de Deus no vocabulário profético não é eleição para salvação, mas eleição para a bênção do pacto. Os eleitos são aqueles que estão na comunidade visível do pacto e essa comunidade inclui tanto a crentes como a não-crentes.

No Novo Testamento algumas vezes o termo “eleito” se usa dessa maneira. Quando Jesus disse em João 6.70:


Não vos escolhi eu em número de doze? Contudo, um de vós é diabo.
Jesus fala do chamado de Judas e dos outros apóstolos a uma relação especial de bênção de pacto. Ele não está falando de salvação eterna.

Agora chegamos à terceira categoria com as quais trataram os profetas: a comunidade invisível do pacto.


4.3. Comunidade visível do Pacto

Mais uma vez, a teologia tradicional protestante nos ajuda nessa área. Dentro da igreja visível há um grupo seleto conhecido como a “igreja invisível”. Na linguagem da Confissão de fé de Westminster no capítulo 25, parágrafo 1, a “igreja invisível”


...consiste do número total dos eleitos que já foram, dos que agora são e dos que ainda serão reunidos em um só corpo, sob Cristo, seu Cabeça; ela é a esposa, o corpo, a plenitude daquele que enche tudo em todas as coisas”.
Nessa declaração da Confissão de Fé, se descreve a igreja invisível da perspectiva de Deus. Define-se a partir de uma perspectiva eterna o número completo de seres humanos que virão à fé salvadora, que passarão a eternidade debaixo da bênção de Deus.

A partir dessa descrição da igreja invisível podemos ver pelo menos duas idéias básicas: Primeiro, a igreja invisível está formada unicamente de crentes verdadeiros. Esses verdadeiros crentes estão dentro da igreja visível e já exercem a fé salvadora e como resultado entram na comunidade menor da igreja invisível. Segundo, podemos ver que na igreja invisível tem um destino seguro de salvação. Devido ao fato de que essas pessoas deram seus corações ao serviço de Cristo, sua salvação estará segura até ao fim.

O apóstolo Paulo apontou para esse tipo de distinção entre a comunidade visível e invisível do pacto mesmo dentro da nação de Israel. Em Romanos capítulo 9, versículos 6 e 7, ele disse estas palavras:
... porque nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos filhos...
A idéia de Paulo é essa: ser um filho físico de Abraão pode lhe introduzir na nação de Israel, mas não é suficiente para trazer salvação. Um verdadeiro filho de Abraão deve ter fé salvadora como Abraão. Por essa razão, podemos falar de um Israel dentro de Israel - um povo invisível redimido por Deus dentro da comunidade visível do povo de Deus.

Essa idéia da igreja invisível é análoga ao pensamento dos profetas do Antigo Testamento. Eles viam a nação de Israel e criam que havia uma comunidade invisível do Pacto. Algumas pessoas dentro da nação de Israel sempre eram fiéis. Eles eram o remanescente fiel porque haviam exercido a fé salvadora. Seus destinos eternos estavam seguros, mesmo quando a nação como um todo passava por tempos de juízo terrível. Essa distinção de um povo redimido dentro da comunidade visível do pacto se faz clara em um bom número de passagens nos profetas.

Várias vezes os profetas distinguiam entre os israelitas que estavam só externamente na comunidade visível do pacto e aqueles que se arrependiam genuinamente e estavam entre os verdadeiros crentes invisíveis, cujos estavam eternamente fixados. Em Jeremias capítulo 4, versículo 4, lemos estas palavras que se dirigiam à nação visível de Judá:
Circuncidai-vos para o SENHOR e tirai os prepúcios do vosso coração, ó homens de Judá e habitantes de Jerusalém, para que a minha indignação não venha a sair como fogo e arda de modo que não haja quem a apague, por causa da malícia das vossas obras.
Quando Jeremias ministrou à nação de Judá, todos os homens de Israel haviam sido circuncidados fisicamente. Eles e suas famílias estavam na comunidade visível do pacto. Entretanto, Jeremias sabia que a maioria dos corações das pessoas de Judá não estava bem com Deus. Assim, os exortou a salvarem-se da ira de Deus ao circuncidar seus corações por meio da fé salvadora.

O profeta Ezequiel também ilustra essa distinção muito claramente. Em Ezequiel capítulo 18, versículo 31, disse isso:


Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel?

Ezequiel pregou a pessoas que eram filhos de Israel, mas isso não necessariamente queria dizer que eram pessoas redimidas. Por essa razão o profeta chama a um profundo e sincero arrependimento de coração.

Cada vez que lemos os profetas do Antigo Testamento, devemos recordar sempre o modo como eles entendiam a salvação em sua relação com o pacto. Está no pacto não era o mesmo que ser redimido ou ser salvo eternamente. Quando os profetas do Antigo Testamento categorizaram as pessoas eles pensaram primeiro nos gentios que estavam fora da nação visível de Israel. Essas pessoas estavam perdidas a menos que viessem a Israel e encontrassem a salvação em seu Deus. Os profetas sabiam que a nação visível de Israel era muito especial aos olhos de Deus. Consistia em todos os filhos de Israel e qualquer gentio que se associava estreitamente com a religião de Israel. Essa comunidade visível do pacto tinha tanto crentes verdadeiros como não crentes, mais ainda assim, era uma comunidade escolhida para desfrutar as bênçãos e as responsabilidades do pacto com Abraão, Moisés e Davi. Esse era o lugar onde o povo encontraria a salvação. Mas ainda uma terceira categoria dominou o pensamento dos profetas. Os profetas sabiam que, dentro da nação de Israel, havia uma comunidade invisível. Essa era um remanescente fiel do povo de Deus, dos fiéis que creram verdadeiramente. E ainda que passassem tempos difíceis e o remanescente estivesse longe de ser perfeito, mesmo assim, eles haviam confiado em Jeová como Abraão, e haviam sido justificados por sua fé unicamente.

Sempre que lermos os profetas devemos ter em mente essas distinções. Aqueles fora do pacto, a nação visível do pacto e o povo invisível do pacto.

Podemos evitar muita confusão e podemos obter tremendas perspectivas das mensagens dos profetas se nunca nos esquecermos dessas três distinções.
V. CONCLUSÃO
Nessa lição tocamos em vários temas relacionados com o modo como os profetas entenderam o povo do pacto. Todo o povo estava unido ao Senhor por meio do pacto por meio de Adão e Noé. Mas, depois Israel teve uma relação especial com Deus devido aos pactos com Abraão, Moisés e Davi, incluso o novo pacto em Cristo.

E notamos também depois, que os profetas fizeram distinções que nós não fazemos com freqüência. Eles pensaram em termos de três tipos de pessoas no mundo. Aqueles que estavam fora do pacto; aqueles que participavam do pacto; e depois aqueles que eram crentes verdadeiros dentro do pacto.

Contanto que recordemos essas distinções e como os profetas entendiam ao povo de Deus estaremos capacitados para entender e aplicar a palavra profética também aos nossos dias.


Ele Nos Deu Profetas, Lição Três © 2011 Third Millennium Ministries

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