EducaçÃo no/do campo: histórico de acesso às políticas públicas para o transporte escolar rural no sudeste goiano



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EDUCAÇÃO NO/DO CAMPO: HISTÓRICO DE ACESSO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O TRANSPORTE ESCOLAR RURAL NO SUDESTE GOIANO
EDUCACIÓN EN EL/DEL CAMPO: HISTORIA DE ACCESO A LA POLÍTICA PÚBLICA DE TRANSPORTE ESCOLAR RURAL EN EL SUROESTE GOIANO
Michele Cristina Martins Ramos1

michcmartinsramos@gmail.com

Mestranda no PPGGEO/UFG – Regional Catalão

RESUMO

O presente trabalho diz respeito a problemática da Educação no/do Campo proposta pelos movimentos socioterritoriais e territorializada inclusive nas políticas públicas, tendo como marco o I ENERA. Apresentaremos as ações do Estado através da criação de políticas públicas, no desenvolvimento e efetivação da garantia do acesso ás escolas do campo. Para isso, serão discutidos os principais programas que surgiram após a proposta de Educação consolidada no I ENERA, principalmente os programas executados pelo FNDE, portanto, o PNATE e o Programa Caminho da Escola, bem como os dados referentes à execução destes no Sudoeste Goiano nos últimos dez anos (2005-2015). Por fim, apontaremos algumas especificidades que envolvem a concretização desses programas no caminho do fortalecimento, efetivação e consolidação de uma Educação no campo e para o campo.


RESUMEN

Este trabajo se refiere a los problemas en la Educación en el/del Campo propuesto por los movimientos socio-territoriales y su territorialización en la política pública, y desde el Primero ENERA. Vamos a presentar las acciones del Estado a través de la creación de políticas públicas, en el desarrollo y la realización de la garantía de acceso a las escuelas del campo. Para ello, serán discutidos los principales programas que surgieron después de la propuesta de Educación refundido en el Primero ENERA, especialmente los programas ejecutados por el FNDE, por tanto, el PNATE y el Programa Camino a la Escuela, así como los datos relativos a la aplicación y el alcance en el Suroeste Goiano en los últimos diez años (2005 -2015). Por último, consideramos que algunas características específicas de la aplicación de estos programas en el camino de refuerzo a la realización y la consolidación de la Educación en el campo y para el campo.
INTRODUÇÃO
A Educação brasileira não se constituiu num movimento diferente de uma educação convencionalmente implementada a serviço da manutenção do sistema capitalista, nem a parte das tendências mundiais dos projetos de Educação e a Educação para as populações do campo não ficou isenta da influencia destes processos.

O posicionamento do Estado brasileiro, no que tange a Educação para as populações do campo pode ser identificado desde as primeiras ações na criação de escolas nas áreas rurais (a partir da década de 1920) que ignorava a educação para os camponeses e trabalhadores rurais, já que tinha como prioridade o filho do fazendeiro não o filho do camponês, bem como seus conteúdos, que continham viés ideológico burguês com vistas à manutenção desta classe e do sistema econômico capitalista.

Esse cenário de descompromisso com a Educação para as populações do campo prevaleceu ao longo da história da Educação no Brasil e é nesse sentido que a conjuntura da organização dos camponeses, mais especificamente a organização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, acabou por fortalecer também as bases que configurariam a nova proposta de Educação para o campo.

Essa nova proposta de Educação se consolida ainda mais com o I Encontro Nacional de Educação na Reforma Agrária – ENERA em 1997 e a partir de então vem se construindo nos diferentes territórios e movimentos socioterritoriais camponeses, inclusive na luta pelas políticas públicas.

O presente trabalho tem como objetivo a análise das políticas e programas voltados para o transporte escolar rural executados nos últimos anos e desta forma, tentar compreender os principais desafios do acesso às escolas do campo no Sudeste Goiano, que passa por um cenário de uma onda fechamento das escolas e a implementação de programas para o transporte que acabam por fortalecer o acesso basicamente às escolas da cidade, o PNATE e Caminho da Escola.
O MOVIMENTO DE CONSTRUÇÃO DA NOVA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL
Iniciarmos o presente trabalho pelo processo de gênese e formação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST e, juntamente desse processo, a construção da proposta de Educação do Campo, que como veremos, trata-se de uma proposta construída a partir da demanda da luta, dos camponeses em movimento.

A partir de Fernandes (1994) e Caldart (2004), entendemos que dois fatores foram essenciais para a organização e articulação social, responsável pela transformação do doloroso processo da luta dos camponeses em resistência e na construção dessa luta: trata-se da modernização da agricultura; e do papel fundamental de articulação do qual as CEB’s e CPT, principais influenciadoras da luta pela redemocratização brasileira.

Na década de 1970 inicia-se o processo de modernização agrícola, que pode ser entendido como um momento de grande ruptura com a sequencia de um projeto burguês em curso, visto que trata-se de um processo doloroso para os camponeses, de forte territorialização do capital no campo através do agronegócio, um modelo que visa a manutenção e concentração de terra e renda a partir da utilização do aparato tecnológico no campo, este modelo rompe com o anterior que necessitava de empregabilidade de grande quantidade de mão-de-obra, um modelo marcado pela expulsão de camponeses e trabalhadores do campo brasileiro.

Com a expulsão de camponeses e trabalhadores rurais, principalmente no centro-sul do país, muitos camponeses na intenção de manutenção das condições de reprodução de sua família, foram forçados a acompanhar a expansão da fronteira agrícola e nesse movimento, deslocaram-se para estados como Mato Grosso, Pará e Rondônia. Outros tantos partiram para a cidade com a promessa do emprego na indústria (CALDART, 2004, p.103). A não adaptação dos camponeses nesses novos estados e nova realidade, principalmente porque mesmo nestes estados as condições de reprodução não eram favoráveis, e nos casos dos camponeses que foram para os núcleos urbanos, a crise na indústria na década de 1970 e culminou numa onda de desemprego na área urbana, foram fatores fundamentais para organização e articulação dos camponeses na luta pela terra.

O segundo fator acima evidenciado se trata do trabalho de base das CEB’s e CPT. Com a conjunção da expulsão do campo e da frustração desses dois caminhos impostos para os camponeses e retorno para o estado de origem, juntamente do trabalho de formação realizado pelas Comunidades Eclesiais de Base - CEB’s na organização de um movimento popular de resistência á ditadura militar, resultaram na organização de luta desses camponeses e trabalhadores rurais. As CEB’s se constituíram nesse momento enquanto espaços de resistência popular. Nesse sentido também surge a Comissão Pastoral da Terra – CPT, em Goiânia no ano de 1975, fortalecendo ainda mais a luta dos camponeses (CALDART, 2004, p.105,106).

A concentração de lutas se dava principalmente na região sul do país, principalmente pelo fato de serem os estados com maiores números de famílias, é nesse sentido que iniciam as ocupações de terras, e já em no ano de 1980 os camponeses e trabalhadores de Santa Catarina conquistam a fazenda Burro Branco, no município de Campo Erê (oeste do estado), fruto de uma das maiores ocupações realizadas naquele período principalmente pelo fato de reunir fortes elementos, que Caldart (2004) chama de “fatos desencadeadores ou fatos históricos” (CALDART, 2004, p.109) para a luta, esses fatores seriam uma recente expulsão de 1800 famílias, que ocupavam a reserva indígena de Nonai (RS), além dessa expulsão de grande quantidade de famílias, a autora evidencia uma farsa por parte do próprio estado em relação aos pequenos produtores com o intuito de força-los a saírem da terra, com a invenção de uma possível peste suína africana, na qual s camponeses acabaram por esconder o rebanho. Esses fatores teriam desencadeado a articulação/organização de movimentos como: Movimento de Oposição Sindical; Movimento de Mulheres Agricultoras; Movimento dos Atingidos por Barragem e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (CALDART, 2004, p.111).

Além de Santa Catarina, o estado do Paraná também se destacava pelo alto teor de organização popular, inicialmente pelas desapropriações para a construção da Usina de Itaipú, onde nessa organização surgiu da luta o Movimento Justiça e Terra que posteriormente deu quórum para articulação da luta dos camponeses em todo o estado: Movimento dos Agricultores Sem Terra do Sudoeste do Paraná –MASTES; Movimento dos Agricultores Sem Terra do norte do Paraná – MASTEN; Movimento dos Agricultores Sem Terra do Centro-Oeste do Paraná – MASTRO; e Movimento dos Agricultores Sem Terra do Litoral do Paraná – MASTEL), (CALDART, 2004, p.112).

A organização da luta no estado do Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul bem exemplificam o grau de organização dos trabalhadores e camponeses nesse período, movimento este que além do fortalecimento da luta no sul do país deu quórum para a tonificação de outras lutas no país (FERNANDES, 1994) e é nesse sentido que ganharam destaques a organização dos trabalhadores nos estados de São Paulo, com a luta dos posseiros da fazenda Primavera no município de Andradina, culminando na desapropriação da fazenda em julho de 1980 e criação do primeiro assentamento de reforma agrária do estado resultante da luta pela terra, bem como no estado do Mato Grosso do Sul, na organização de trabalhadores, posseiros, arrendatários, ribeirinhos, na ocupação da fazenda Santa Idalina no município de Ivinhema.

É com base nesse cenário que podemos entender o histórico de formação do MST, que se efetiva oficialmente no contexto histórico da década de 1980, quando diversas organizações de camponeses encontravam-se espalhadas por todo o país e, portanto, quando estes compreendem a necessidade de implementar a organização de um movimento único e mais amplo que permitisse superar os problemas do isolamento dessas lutas. Assim, no ano de 1983 é realizado um encontro em Chapecó-SC, onde criam uma Coordenação Regional Provisória (FERNANDES, 1994, p.69).

A partir dessas articulações estabelece-se uma nomenclatura única para o movimento, que passou a denominar-se: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), bem como elaborados os objetivos e tiradas algumas reivindicações do movimento pela legalização das terras ocupadas e prioridades para política agrária nacional aos pequenos produtores (FERNANDES, 1994, p.71).

O processo acima evidenciado é essencial para o entendimento tanto da construção do movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, consequentemente da Educação do Campo, visto que como apontado por Caldart (2004), a demanda pela Educação do Campo tem seu surgimento neste mesmo processo (FERNANDES 1994; CALDART, 2004) e é nesse sentido que entendemos que a Educação do Campo é pensada e construída pelos camponeses organizados na luta pela terra como também pelos movimentos de luta na terra.

Caldart (2004) evidencia o contexto histórico-geográfico em que nasce no MST a demanda pela Educação, em que com grandes quantidades de camponeses e trabalhadores rurais se organizando em diversas regiões do Brasil, camponeses que lutavam pela conquista de terra e trabalho junto de suas famílias (inclusive os filhos), se viam acampados e com as crianças fora da escola, além de entenderem desde essa época, a importância da escola, da Educação na formação dos sujeitos, isso, na década de 1980. É nesse contexto que se dá a formação do Coletivo Nacional de Educação, do movimento, após a identificação (principalmente por parte das mulheres), da demanda com o cuidado e educação das crianças que ali também encontravam-se acampadas, juntamente da proposta de uma Educação diferenciada da convencional, da escola da cidade, com o mesmo currículo. (CALDART, 2004).

Como destacado, o ponto que vem marcar definitivamente a proposta da Educação no/do Campo, bem como levada para o debate com o Estado, ocorre em 1997 com o I ENERA – Encontro Nacional de Educadores da Reforma Agrária, realizado em Brasília com a participação de representantes de diversos órgãos, instituições e academia (MOLINA, 2004). Este evento teve sua segunda edição no ano de 2015 e agora com esta proposta amplamente difundida, fortaleceu ainda mais as bases dos movimentos pela conquista da Educação, da escola. Fernandes e Molina (2004) ainda destacam a adesão de alguns órgãos governamentais pela Educação do campo, a exemplo, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável– CONDRAF, que fortalece o debate junto aos municípios e demais conselhos estaduais.

Camacho (2014) clareia ainda mais a ideia de Educação no/do campo de acordo com o paradigma da qual se debruça o movimento, por uma Educação “não entendida de maneira ingênua e simplista, mas a partir de seu caráter emancipatório,” (CAMACHO, 2014, p.405), de maneira que fortalecendo as intenções dos camponeses que lutam pela/na possa prezar pela “construção de uma educação crítica e transformadora, entendendo seu movimento histórico e o papel dos agentes sociais essenciais nesse processo (família, comunidade, movimentos sociais)” (CAMACHO, 2014, p.405).

Dessa forma, conseguimos entender que a proposta da Educação no/do Campo, por conter um viés emancipatório que leva em consideração as especificidades desses sujeitos, contribuindo assim para a recriação, resistência e permanência na terra frente às investidas do capital.
O PÓS I ENERA E AS NOVAS POLÍTICAS PARA A GARANTIA DO ACESSO Á ESCOLA: O PNATE E O PROGRAMA CAMINHO DA ESCOLA
Tivemos no Brasil na última década um período interessante no que se refere a estruturação de políticas públicas para diferentes setores. Trataremos das principais ações por parte do Estado no desenvolvimento de políticas públicas, mais exatamente, dos avanços alcançados através das políticas educacionais que visam à garantia e efetivação do direito da Educação para as populações do campo.

No que se refere ao histórico das políticas relacionadas a garantia do acesso a escola no Brasil e em especifico as políticas do transporte escolar rural, possuem um histórico recente no que diz respeito ao planejamento ou implementação desse tipo de política, atraso que é resultado também de uma legislação recente mais consolidada como é a Constituição de 1988. É então a partir da constituição de 1988 que encontramos garantias mais explicitas.

Entendemos que para a consolidação de uma Educação no campo e para o campo, um primeiro aspecto a se tratar perpassa a questão do acesso á escola, portanto, o transporte escolar será tratado como questão de ordem.
O PNATE e o Caminho da Escola no Sudeste Goiano
Entendemos que para a consolidação de uma Educação no campo e para o campo, um primeiro aspecto a se tratar perpassa a questão do acesso á escola, portanto, o transporte escolar será tratado como questão de ordem nesta etapa e, para as nossas análises compreenderemos as especificidades do Sudeste Goiano no que diz respeitos a dois programas do Governo Federal que tratam do transporte escolar rural: O Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e o Programa Caminho da Escola.

Primeiramente faz-se necessário compreendermos minimamente como são executados estes programas. Trata-se de programas realizados na esfera do Governo Federal, fundamentados no âmbito do Ministério da Educação e executados através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. Ao FNDE, como disposto na plataforma oficial do governo, coube o aprimoramento das políticas voltadas para a educação, sendo assim, o órgão visa por meio da gestão, o aprimoramento da execução dessas políticas viabilizando o acesso aos recursos. É, nesse sentido, que se realizou um refinamento nas questões referentes ao acesso dos recursos das políticas educacionais.

A política de transporte escolar foi um dos claros exemplos de aperfeiçoamento do acesso dos municípios, já que um dos programas voltados para o transporte de escolares que tratava do repasse per capta para os estados, municípios e distrito federal, antes de passar por aperfeiçoamento de gestão do FNDE, quando recebia a denominação Programa Nacional de Transporte Escolar – PNTE, se constituía muito mais em jogo político-burocrático, visto que para acessar os recursos tornava-se necessário todo um jogo de acordos políticos. Com a renovação na gestão, institui-se a Lei nº 10.880, de 09/06/2004 de criação do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE). O repasse é realizado diretamente para o município, visando sua execução descentralizada, portanto, dispensando qualquer tipo de convenio, acordo, contrato, etc.

O PNATE quando instituído no ano de 2004 tinha como objetivo o repasse de recursos financeiros para os estudantes do ensino fundamental apenas e a partir da do ano de 2009 com a lei nº 11.947, de junho de 2009, altera-se os artigos 2º e 5º da Lei nº 10.880, de 9 de junho de 2004 - a lei de instituição do PNATE), que se referem, respectivamente, à incorporação de todo o ensino básico público e repasse em parcelas sobre o quantidade de alunos matriculadas nas respectivas modalidades e que residem no campo (quantidade de alunos de acordo com o censo escolar do INEP); e o outro sobre questões concernentes á transparência das aplicações e prestação de contas. A transferência dos recursos é realizada em dez parcelas de fevereiro a dezembro de cada ano e a prestação de contas é realizada ao Conselho deliberativo do FNDE. O PNATE atende ainda aos educandos da Educação de Jovens e Adultos.

Já o Programa Caminho da Escola foi criado através da Resolução nº3, de 28 de março de 2007 com o objetivo de estabelecer as diretrizes para o financiamento através do Banco nacional de Desenvolvimento econômico e Social – BNDES, dos municípios na aquisição do transporte escolar: ônibus zero quilômetro ou embarcações novas. O programa também foi desenvolvido pelo FNDE, que trata das especificações do pregão eletrônico, assim, os veículos podem ser adquiridos de três formas, que vão desde a aquisição por recursos próprios, através de convênio e/ou financiamento junto ao BNDES. Quanto às especificações e adequações técnicas dos veículos a serem adquiridos, são realizadas em parceria com o Inmetro, são veículos padronizados, inclusive quanto as condições de tráfego adequada a zona rural, bem como das condições de acessibilidade.

Para compreender o acesso ao PNATE e Caminho da Escola no Sudeste Goiano, foi imprescindível a realização da identificação dos municípios que compõem a região. O recorte utilizado para análise é a região de planejamento implementada pela Secretaria de Planejamento do Estado de Goiás. A Região Sudeste Goiano tem em sua composição duas Microrregiões Geográficas do IBGE, respectivamente, a Microrregião de Catalão e Pires do Rio, que representam ao todo 22 municípios (ver figura 1).



A partir do Portal da transparência, realizamos o levantamento de dados dos recursos do PNATE que serão repassados por aluno per capta no ano de 2016, lembrando que o repasse é realizado tendo como base a quantidade de alunos do ano anterior, portanto, 2015, como podemos verificar na Tabela 1.

Tabela 1: PNATE – Repasses 2016

PNATE - quantidade de alunos e repasse per capta e total por aluno (2016)

Municípios

Repasse per capta

Total de alunos

Total de recursos por aluno

ANHANGUERA

126,36

6

758,16

CAMPO ALEGRE DE GOIÁS

137,31

158

21.694,98

CATALÃO

132,59

549

72.791,91

CORUMBAÍBA

132,60

243

32.221,80

CRISTIANÓPOLIS

130,23

232

30.213,36

CUMARI

127,87

29

3.708,23

DAVINÓPOLIS

130,85

58

7.589,30

GAMELEIRA DE GOIÁS

137,32

327

44.903,64

GOIANDIRA

127,87

117

14.960,79

IPAMERI

132,60

447

59.272,20

LEOPOLDO BULHÕES

132,60

392

51.979,20

NOVA AURORA

127,87

31

3.963,87

ORIZONA

137,32

675

92.691,00

OUVIDOR

127,93

56

7.164,08

PALMELO

127,87

15

1.918,05

PIRES DO RIO

128,92

223

28.749,16

SANTA CRUZ DE GOIÁS

137,32

205

28.150,60

SÃO MIGUEL DO PASSA QUATRO

132,60

248

32.884,80

SILVÂNIA

137,32

738

101.342,16

TRÊS RANCHOS

127,19

88

11.192,72

URUTAÍ

130,23

110

14.325,30

VIANÓPOLIS

132,60

548

72.664,80

Fonte: Portal da Transparência (2016)

No quadro 1, podemos verificar a quantidade de veículos adquiridos por município no período que compreende 1998 a 2012. Trata-se de aquisição de veículos anterior a instituição do Programa Caminho da Escola, como também de aquisições já realizadas pelo programa, pelos municípios do Sudeste Goiano.



Quadro 1: Aquisição de veículos escolares

Número de convênios de aquisição de veículos por município (1998-2012)

Municípios

Número de convênios

ANHANGUERA

1

CAMPO ALEGRE DE GOIÁS

1

CATALÃO

1

CORUMBAÍBA

1

CRISTIANÓPOLIS

0

CUMARI

1

DAVINÓPOLIS

1

GAMELEIRA DE GOIÁS

1

GOIANDIRA

1

IPAMERI

1

LEOPOLDO BULHÕES

0

NOVA AURORA

1

ORIZONA

1

OUVIDOR

1

PALMELO

1

PIRES DO RIO

2

SANTA CRUZ DE GOIÁS

1

SÃO MIGUEL DO PASSA QUATRO

1

SILVÂNIA

2

TRÊS RANCHOS

2

URUTAÍ

1

VIANÓPOLIS

0

Fonte: Portal da Transparência (2016)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A título dos encaminhamentos finais do presente trabalho e embasados pela clareza do método que substanciou as análises construídas ao longo do texto, a hipótese inicial referente a escolha do método no caminho do entendimento da construção histórica do MST e a partir deste, a construção da proposta da Educação do Campo pode ser afirmada, e nesse sentido, o decreto 7.352 de 4/11/2010, que garante a Educação do Campo no campo das políticas de governo só reforça o entendimento do grau de fortalecimento dessa proposta popular.

Porém, entendemos que apesar das garantias do Estado, trata-se de uma proposta que ainda muito tem para ser aprimorada, principalmente pelo fato de não se tratar de uma receita de bolo, ou modelo, mas na verdade entendida na emancipação que sua construção coletiva produz, ainda tem muito a percorrer, principalmente na modalidade de ensino básico.

Com relação ao acesso aos programas PNATE e Caminho da escola no Sudeste Goiano, percebemos pelo menos nesta primeira etapa da analise dos dados, a eficiência adquirida após a reestruturação do primeiro, o PNATE. E no que se refere ao programa Caminho da Escola, necessitamos de realização da próxima etapa da pesquisa para esclarecimento de algumas dúvidas sobre a efetivação do acesso dos municípios aos programas. Quanto ao PNATE, entendemos que também necessitamos identificar em campo de que forma estas e realizando o transporte até as escolas e, principalmente identificar o tipo de escola presente na região.
REFERÊNCIAS
ARROYO, Miguel Gonzales e FERNANDES, Bernardo M. A educação básica e o movimento social do campo. In: coleção por uma educação básica do campo. nº 2, Brasília: Fundação Universidade d e Brasília, 1999.

CALDART, Roseli Salete. Pedagogia do Movimento Sem Terra. 3. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2004.

CALDART, Roseli Salete. Educação do campo: notas para uma análise de percurso. In: MOLINA, Mônica Castagna (Org.). Educação do campo e pesquisa II: questões para reflexão. Brasília – DF: MDA/MEC, 2010. p. 103-126. (Série NEAD Debate, 20).

CAMACHO, Rodrigo Simão. Paradigmas em Educação do Campo. 2014. 809 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista/UNESP – campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente, 2014.

FERNANDES, Bernardo Mançano. Espacialização e territorialização da luta pela terra: formação do MST –Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra no estado de São Paulo. Dissertação (mestrado em Geografia) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1994.

FERNANDES, Bernardo M. Movimentos socioterritoriais e movimentos socioespaciais: contribuição teórica para uma leitura geográfica dos movimentos sociais. Revista Nera, Presidente Prudente: ano 8, n. 6, p. 14 –34, jan./jun. 2005.

FERNANDES, Bernardo M. Construindo um estilo de pensamento na Questão Agrária: o debate paradigmático e o conhecimento geográfico. Tese (Livre Docência) - vol.1 -; Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) Departamento de Geografia. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Presidente Prudente, 2013.

FERNANDES, Bernardo Mançano; MOLINA, Mônica Castagna. O campo da educação do campo. In: MOLINA, Mônica Castagna; JESUS, Sonia Meire Santos Azevedo de (Org.). Por uma educação do campo: contribuições para a construção de um projeto de educação do campo. Brasília: Articulação Nacional ―Por Uma Educação do Campo‖, 2004. p. 53-91. (Por Uma Educação do Campo, 5).



MOLINA, Mônica Castagna. Educação do Campo e Pesquisa: questões para reflexão. In: _____ (Org). In: _____. Educação do Campo e Pesquisa: questões para reflexão. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2006. p. 9-15.

1 Orientanda do Mestrado em Geografia pelo Profº Dr. João Cleps Junior



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