Dom Pedro II dados biográficos Nascimento: Rio de Janeiro, 2 de abril de 1825. Morte



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Dom Pedro II - dados biográficos
- Nascimento: Rio de Janeiro, 2 de abril de 1825.

- Morte: Paris, 5 de dezembro de 1891.

- Estado civil: Casado com Teresa Cristina Maria de Bourbon (princesa das Duas Sicílias)

- Estrato Social: Família Real Brasileira, filho do Imperador Dom Pedro I com a Imperatriz Dona Leopoldina. Descendia das principais dinastias europeias: Bragança, Habsburgo, Orleans e Bourbon.

- Formação: Órfão de mãe com apenas um ano e longe do pai – que abdicou ao trono brasileiro devido a pressões internas e para defender o trono português de sua filha, D. Maria da Glória – desde os cinco anos, Dom Pedro II esteve incialmente sob a tutoria de José Bonifácio. Além do tutor, os adultos que mantinham contato mais próximo com o jovem imperador eram: D. Mariana de Werna (futura condensa de Belmonte), camareira-mor, que cuidava do cotidiano de D. Pedro; Paulo Barbosa, que cuidava das finanças e dos rituais que incluíam D. Pedro; e Aureliano Coutinho, uma espécie de professor de política. Seguia uma rígida rotina de estudos que incluíam idiomas, História, Geografia, Aritmética e Ciências. Em 1833, a tutoria de D. Pedro II passou ao Marquês de Itanhaém. Mesmo após o Golpe da Maioridade, que acabou com as regências e fez com que D. Pedro assumisse o trono aos 14 anos, permaneceu, incialmente, mais próximo dos estudos que do governo. Durante a vida adulta a imagem do imperador foi representada como um homem culto, amante dos livros e conhecedor de vários idiomas, inclusive de línguas consideradas mortas.



Atuação política: Recebeu o trono brasileiro com apenas 5 anos, mas se tornou de fato imperador, durante a crise da regência, com o Golpe da Maioridade, fazendo-o ser coroado com apenas 14 anos, pois o jovem imperador representaria uma unidade nacional, diante das intensas disputas internas. O início do seu governo foi marcado por uma atividade mais simbólica do que efetiva. Contudo, logo começou a exercer com intensidade o poder moderador, que permitia que no Brasil o rei “reinasse e governasse”. A partir de fins dos anos de 1840 teve forte atuação no IHGB e, assim, na construção da identidade nacional. Sua atuação também foi importante para construção do cânone romântico. A Guerra do Paraguai (1864-1871) trouxe prejuízo a sua imagem, seja pela duração da guerra, seja pelos relatos de crueldades ocorridas nas batalhas. O Exército se tornou mais poderoso e, na década de 1880, esta instituição foi um dos artífices da República. A partir da década de 1870, realizando três grandes viagens, D. Pedro II foi sendo cada vez mais visto como um imperador distante. Durante a última delas, a Princesa regente, Isabel, assinou a Lei Áurea, que libertou os escravos. A luta contra a escravidão ganhava força sendo, desta maneira, inevitável. A abolição veio se somar a um clima de certa insatisfação de parte das elites, tornando-se a república uma alternativa cada vez mais viável. Em 15 de novembro de 1889, através de uma intervenção militar, a República foi proclamada e a família real foi expulsa do Brasil. Dois anos mais tarde, Dom Pedro II faleceu no exílio.


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