Dom da Fé a fé heróica de asia bibi



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Encontro13.09.2018
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Dom da Fé

A FÉ HERÓICA DE ASIA BIBI

Jesus preveniu os seus discípulos de que seriam perseguidos, presos e levados aos tribunais perante reis e governadores por serem seus discípulos. “Assim, disse-lhes, tereis ocasião de dar testemunho”. E exorta-os a não se preocuparem com a sua defesa, pois, garante-lhes, “Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários”. Eles seriam entregues até pelos próprios familiares, alguns seriam mortos e muitos odiados, mas nem um só cabelo das suas cabeças se perderia. E conclui, declarando que seriam salvos pela própria constância, isto é, mantendo-se firmes na fidelidade à sua fé (Lc 21, 12-19).

Hoje, continua a haver cristãos vítimas de semelhantes situações de perseguição, prisão e martírio. É o caso da mulher paquistanesa Asia Bibi, presa no seu país desde julho de 2009, acusada de blasfémia e condenada à morte pelos muçulmanos. Há uma campanha internacional em sua defesa. No dia 15 de Dezembro, o seu marido, Ashiq Masih, acompanhado de uma das filhas, irá a Espanha receber um prémio atribuído à sua esposa como “heroína da liberdade”.

Numa entrevista concedida a um jornal italiano, Ashiq afirma: “Como marido de Asia, sinto-me orgulhoso do seu sacrifício”, como também ela “se sente orgulhosa de ser uma prisioneira cristã que enfrenta um castigo por causa da sua fé. Está na esperança de ser libertada. (...) Na verdade temos medo. A nossa vida está confiada a Nosso Senhor Jesus Cristo. Estamos sempre em perigo”.

Por ocasião desta viagem do marido a Madrid, Asia enviou uma carta aos espanhóis, escrita na prisão, no dia 5 de novembro de 2012. Nela apresenta a sua situação de prisioneira: “Condenaram-me a morrer na forca por blasfemar contra o profeta Maomé. Deus sabe que é uma sentença injusta e que o meu único delito, neste grande país que tanto amo, é ser católica”. Depois, diz não saber se a mensagem chegará aos destinatários. Se tal acontecer, pede-lhes que rezem e intercedam por ela.

Em seguida, fala da sua família, o marido e os cinco filhos, que “são uma bênção do Céu”. E só quer “voltar a estar com eles, a ver os seus sorrisos e devolver-lhes a paz. Estão a sofrer por causa de mim, ao ver-me presa e privada de justiça”. E, pior ainda, temem pela sua vida, pois sabem que é firme a condenação à morte. Em continuação, conta a visita de um juiz que foi junto dela para lhe oferecer a possibilidade de revogar a sentença, se ela se convertesse ao islão: “Eu agradeci-lhe de coração a sua boa intenção, porém também lhe disse, com toda a clareza de que sou capaz, que prefiro morrer como cristã do que sair da prisão sendo muçulmana. ‘Fui julgada por ser cristã’, disse ao juiz. ‘Creio em Deus e no seu grande amor. Se você me condenou à morte por amar a Deus, ficarei orgulhosa por sacrificar a minha vida por Ele’, disse-lhe”.

Lembra ainda as duas pessoas que foram mortas por pedirem justiça e liberdade para ela: um muçulmano, que era governador na sua região, o Punjab, e um cristão, que era ministro do governo paquistanês. Diz que reza “a todas as horas para que Deus misericordioso ilumine a mente das nossas autoridades e as suas leis civis restabeleçam a antiga harmonia que sempre reinou no meu grande país entre as pessoas de diferentes religiões. Jesus Nosso Senhor e Salvador nos amou livres e creio que a liberdade de consciência é um dos maiores tesouros que o nosso Criador nos deu e temos que o preservar”. Revela que sentiu “uma grande comoção ao saber que o Santo Padre Bento XVI tinha pedido o meu indulto. Deus me conceda viver para peregrinar até Roma e, se for possível, agradecer-lhe pessoalmente”.

Por fim, volta a falar da sua família e do seu enorme desejo de voltar a reunir-se com ela. Pede a quem tiver conhecimento da carta que “se lembre de que há pessoas no mundo que são perseguidas por causa da sua fé e, se está nas tuas mãos, pede por nós aos Senhor e escreve ao presidente do Paquistão, rogando-lhe que me permita voltar para a minha família”.

A notícia e a publicação da carta por ser encontrado no seguinte endereço da internet: http://www.religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=26390

P. Jorge Guarda



Este artigo pode ser encontrado também no meu blog, no seguinte endereço: http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt


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