Do III ciclo



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Encontro24.12.2016
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Neste dia foi feita uma festa surpresa pela nossa despedida, o que me deixou muito surpresa porque realmente nem desconfiei de nada. Eles combinaram entre si de levar salgados, doces e refrigerantes. Fiquei muito emocionada com o carinho que recebi deles.

Fotos 58 e 59- Confraternização com a turma.



Após o lanche, fomos para a sala de vídeo para assistirmos ao vídeo “a cor da cultura”.

Fotos 60 e 61- Sala de vídeo para assistir ao vídeo “A cor da Cultura” .



Como encerramento, fizemos a dinâmica da teia no saguão da escola porque avalio que ela colabora para o entendimento do trabalho em equipe.

Fotos 62 e 63- Dinâmica da teia.



E voltando para a sala de aula fizemos a dinâmica que trabalha com as diferenças, onde cada aluno escolhe o nome de um animal e coloca o nome em sua roupa. Em uma roda, sentados em cadeiras, o grupo escolhe alguém que comece, de pé, a dizer uma característica de seu animal, quem tiver a mesma característica no grande grupo corre para trocar de lugar com os demais. Quem ficar de pé, diz uma característica de seu animal, e assim por diante.

Foto 64- dinâmica das características dos animais.

Para encerrarmos, conversamos e fizemos a leitura dos livros:

“Meu amigo Down na rua”, da autora Cláudia Werneck;

“Ninguém é igual a ninguém “o lúdico do conhecimento do ser””, de Regina Otero e Regina Rennó.



E por fim fizemos a leitura do livro “Bulying, o que fazer?” de Ricardo Brown.
Conversamos sobre as diferenças, sobre crianças com necessidades especiais, sobre bulying, se alguém já tinha passado por essa situação. Relataram que já foram chamados de palito de picolé, por ser muito magra, de baleia por ser muito gorda, de vesga por ser vesguinha mesmo e de negro por ser negro. Chegamos à constatação de que ninguém é igual a ninguém e que, acima de tudo, está o respeito pelo outro, o aceitar o outro como ele é, com defeitos e qualidades, com suas características que somente aquela pessoa possui, o que a torna única e respeitável, como cada um de nós.

Fotos 65 e 66- Conversa sobre inclusão e Bullying.




  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao término do estágio aprendi muito como aluna e estagiária, com as dificuldades e com o desafio de abordar temas como racismo, preconceito, discriminação e inclusão, com todo o cuidado, pois não é fácil. As crianças poderiam se sentir ofendidas com algumas colocações e até mesmo as famílias poderiam não gostar dessa abordagem, poderiam enxergar e interpretar de uma maneira diferente as colocações feitas em sala de aula. Entretanto, com as pesquisas e com as assessorias de todas as professoras me senti segura e amparada, sensação de que estava no caminho certo a ser percorrido. Contudo aprendi muito mais com a vivência dentro da sala de aula observando a professora e, principalmente, com os alunos da turma 51 com seus relatos e experiências de seus cotidianos e das famílias que elogiaram esse trabalho, famílias estas que, de alguma forma, estavam presentes na sala de aula durante este período.

Relato de uma mãe de uma aluna da turma 51:

PARABENIZO A ESCOLA POR TER ABORDADO COM TANTO RESPEITO E CARINHO: A HISTÓRIA DOS NOSSOS ANCESTRAIS AFRICANOS, MINHA FILHA. ENQUANTO MÃE E DOUTORA EM HISTÓRIA DA ÁFRICA , PARABENIZO A PROFESSORA SÍLVIA E A TURMA 51 NA APLICABILIDADE DA LEI 10.639/03. GRU 10 EM HISTÓRIA, GAROTADA DA 51, SEMPRE INOVANDO NO CONHECIMENTO, CADA UM EM SEU TEMPO. BJS’’.

Alguns dados de uma Pesquisa recente feita sobre os negros em Porto Alegre e que foi publicada no Jornal Diário Gaúcho, publicada no dia 03/06/2014.

Taxa de homicídio em 2010:

Para cada 100 mil negros 55,03%.

Par cada 100mil brancos 25,89%.

A taxa de analfabetismo de Porto Alegre em 2012 era de 2,27%.

Da população, mas entre os negros chegava 4,43%.

Em 2012 20,24% da população da capital era negra e 35,2% foram vítimas de homicídio.

Taxa de desemprego em 2012 eara de 9,9% entre negros e de 5.7% entre os brancos.


  1. REFLEXÃO E AUTOAVALIAÇÃO

Durante a observação e problematização do tema, os alunos não deram sinais do que queriam aprender, porém, quando houve a escolha do tema, eles ficaram tão interessados nas possibilidades de aprendizagens que logo surgiram ideias referentes a este tema tão polêmico e ao mesmo tempo encantador. Eles já conheciam alguns fatos relacionados ao racismo, pessoas que já o haviam sofrido, através de relatos de familiares e também nas redes sociais.

O planejamento do projeto foi sendo criado de uma maneira natural, com muita leitura e pesquisa relacionada a ele.

Pelo fato da turma ser muito grande, fiquei apreensiva, com medo de chegar o primeiro dia da prática e não saber nem ao menos os nomes dos alunos. Então, pedi ajuda e permissão da professora Renata que me deixou à vontade para observar os dias que fossem necessários para que me sentisse mais segura.

A intencionalidade do projeto foi fazer as abordagens desses assuntos de forma branda para que os alunos tivessem acesso a todos estes conceitos, respeitando a individualidade de cada um, aguçando a sua percepção e curiosidade, direcionando-os à pesquisa, e foi o que aconteceu. Sempre que chegava à sala de aula, durante a prática, relatavam que pesquisaram atrás de notícias novas e conceitos relacionados ao tema da aula anterior.

Teve um grupo no seminário APARTHEID que não se mobilizou para fazer a pesquisa da atividade proposta, mas, entretanto, conversamos sobre a importância do trabalho de cada grupo e, principalmente, sobre a importância da socialização dos mesmos com o restante da turma já que os colegas não haviam pesquisado sobre o Nelson Mandela que teve uma importância fundamental na história da África e do mundo, sendo o maior defensor dos direitos dos negros que nossa história já viu. O grupo justificou a dificuldade de não conseguirem se encontrar e se reunir, sendo este último o maior empecilho para a não realização do mesmo, o que não aconteceu com os outros três grupos que conseguiram se encontrar e fazer o trabalho de forma eficiente e no prazo estipulado.

Eles entenderam e no outro dia trouxeram cartazes com fotos e reportagens relacionadas a Nelson Mandela.

Todas as combinações feitas com a turma foram seguidas. Tive o cuidado para que isso acontecesse, pois percebi que a professora Renata trabalha muito com as combinações feitas com a turma, o que é de grande valia, pois traz muita responsabilidade e autonomia ao grupo.

A avaliação foi feita através de retomadas diárias dos conteúdos abordados e registro no portfólio individual.

Ao observá-los na sala de aula com a professora Renata, fiquei atenta ao modo dela se dirigir ao grupo, sempre com respeito e carinho, falando em tom baixo de voz, sem gritos, sempre dando a oportunidade para se expressarem, sempre que possível. Quem dera que todas as crianças tivessem ao menos uma professora assim na vida, professora que respeita a individualidade de cada um e suas diferenças, conhecendo-os até mesmo através do olhar. Quero me espelhar nessa professora, levando comigo, por toda a vida, essa aprendizagem profissional e, pessoalmente, desejo ter esta postura dentro da sala de aula.

Tive algumas dificuldades em sala de aula por problemas disciplinares porque, algumas vezes, eles eram muito agitados e, de alguma forma, faltavam com o respeito. Sempre procurei intervir, contudo, em alguns momentos, não consegui conte-los, fiz então uma combinação com a professora para que, quando determinados alunos estivessem muito alterados, eles fossem levados até onde ela se encontrava, pois acredito que ela, por ter maior autonomia e conhecimento sobre eles, conseguiria fazer uma intervenção mais adequada do que eu, o que deu certo. Esse retorno e parceria junto com a professora me deu mais segurança para desenvolver as atividades.

REFERÊNCIAS:

Diversidade no Ambiente Escolar: ênfase na educação de crianças de 0 a 10 anos- organizadores- Maria Carmem Silveira Barbosa e Suzana Beatriz Fernandes- Universidade aberta do Brasil – UFRGS/SEAD-2011.

http://pt.slideshare.net/pibidcsoufrgs/mscaras-africanas-16141084 http://www.colegioalmeidajunior.com.br/diaadia/detalhe.asp?id=129&cat_id=31 http://www.pco.org.br/conoticias/negros/lei-afonso-arinos-uma-das-primeiras-sobre-racismo-completa-60-anos/eoes,b.html

http://www.infoescola.com/historia/quilombo-dos-palmares/

http://www.e-biografias.net/princesa_isabel/ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LIM/LIM3353.htm

http://www.afroeducacao.com.br/lei-10-639-03



http://educacao.uol.com.br/biografias/martin-luther-king.jhtm http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/con1988_05.10.1988/art_5_.shtm http://www.suapesquisa.com/biografias/nelson_mandela.htm http://www.ceert.org.br/arquivos/Estatuto-da-Igualdade-Racial-nova-estatura-para-o-Brasil.pdf

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/06/entenda-o-estatuto-da-igualdade-racial.html
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