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O PERÍODO DA TRIBULAÇÃO COMPLETA 42 MESES;

A GRANDE TRIBULAÇÃO CHEGA AO 25º DIA

Os Crentes

Rayford Steele - Idade: cerca de 45 anos; ex-capitão aviador do 747 das Linhas

Aéreas Pan-Continental; perdeu esposa e filho no Arrebatamento; ex-piloto do

potentado da Comunidade Global Nicolae Carpathia; membro fundador do

Comando Tribulação; fugitivo internacional; em missão em Mizpe Ramon no

deserto do Neguev, centro da Operaç ão Águia.

Cameron ("Buck") Williams - Idade: pouco mais de 30 anos; ex-articulista

sênior do Semanário Global; ex-editor do Semanário Comunidade Global, de

propriedade de Carpathia; membro fundador do Comando Tribulação; editor da

revista virtual A Verdade; fugitivo; hospedado, com nome falso, no Hotel Rei

Davi, em Jerusalém.

Chloe Steele Williams - Idade: pouco mais de 20 anos; ex-aluna da

Universidade Stanford; perdeu a mãe e o irmão no Arrebatamento; filha de

Rayford; esposa de Buck; mãe de Kenny, um bebê de 15 meses; presidente da

Cooperativa Internac ional de Mercadorias, uma associação secreta composta de

crentes; membro fundador do Comando Tribulação; f ugitiva exilada no Edifício

Strong, em Chicago.

Tsion B en- Judá - Idade: perto de 50 anos; ex-estudioso das doutrinas dos

rabinos e estadista israelense; revelou sua crença em Jesus como o Messias em

um programa de TV levado ao ar internacionalmente, o que provocou o

assassinato de sua esposa e de seus dois filhos adolescentes; fugiu para os

Estados Unidos; professor e líder espiritual do Comando Tribulação; suas

pregações diárias, via Internet, alc ançam mais de 1 bilhão de pessoas; fugitivo

exilado no Edifício Strong, em Chicago.

Dr. Chaim Rosenzweig - Idade: perto de 70 anos; estadista e botânic o

israelense ganhador do Prêmio Nobel; recebeu o título de Homem do Ano pelo

Semanário Global; assassino de Carpathia; hospedado com nome falso no Hotel

Rei Davi, em Jerusalém.

Leah Rose - Idade: perto de 40 anos; ex-enfermeira-chefe do Arthur Young

Memorial Hospital de Palatine, Illinois; enviada pelo Comando Tribulação a Mizpe

Ramon.

Hattie Durham - Idade: pouco mais de 30 anos; ex-c omissária de bordo das



Linhas Aéreas Pan-Continental; ex-assistente pessoal de Carpathia; em missão

do Comando Tribulação em Israel.

Al B. (conhecido como "Albie") - Idade: perto de 50 anos; nasc ido em Al

Basrah, no norte do Kuwait; piloto; trabalhou no mercado negro internacional;

está colaborando com Rayford em Mizpe Ramon.

David Hassid - Idade: cerca de 25 anos; diretor de primeiro escalão da

Comunidade Global; dado como morto em acidente de avião; está a caminho de

Mizpe Ramon.

Mac McCullum - Idade: perto de 60 anos; piloto de Carpathia; dado como morto

em acidente aéreo; está a caminho de Mizpe Ramon.

Ab dullah Smit h - Idade : pouco mais de 30 anos; ex-piloto de aviões de caça

jordanianos; co-piloto do Fênix 216; dado como morto em acidente aéreo; está a

caminho de Mizpe Ramon.

Hannah Palemoon - Idade: perto de 30 anos; enfermeira da Comunidade

Global; dada como morta em ac idente aéreo; está a caminho de Mizpe Ramon.

Ming Toy - Idade: pouco mais de 20 anos; viúva; ex-guarda do Presídio de

Reabilitação Feminina da Bélgica (PRFB); ausentou-se da Comunidade Global

sem permissão; reside no Edifício Strong, em Chicago.

Chang Wong - Idade: 17 anos; irmão de Ming Toy; funcionário recém-admitido

na Comunidade Global; reside na sede da CG, em Nova Babilônia.

Lukas ("Laslos") Miklos - Idade: cerca de 50 anos; magnata do ramo de

mineração de linhito; sua esposa, seu pastor e esposa foram mortos nas

guilhotinas de Nicolae Carpathia; reside em um esconderijo na Gréc ia, Estados

Unidos Carpathianos.

Gustaf Zuckermandel Jr. (conhecido como "Zeke" ou "Z") - Idade: pouc o

mais de 20 anos; falsificador de documentos e especialista em disfarces; seu pai

foi morto na guilhotina; fugitivo exilado no Edifício Strong, em Chicago.

Steve Plank (conhecido como Pinkerton Stephens) - Idade: 50 e poucos

anos; ex-editor do Semanário Global; ex-diretor de relações públicas de

Carpathia; dado como morto no terremoto da ira do Cordeiro; espião trabalhando

nas Forças Pacificadoras da CG.

Rapaz desconhecido - Idade: 15 anos; fugiu do centro da marca da lealdade em

Ptolemaïs, Grécia, com a ajuda de Albie e Buck; paradeiro desconhecido.

Moça desconhecida - Idade: 16 anos; fugiu do centro da marca da lealdade em

Ptolemaïs, Grécia, com a ajuda de Albie e Buck; paradeiro desconhecido.

Os Inimigos

Nicolae Jetty Carpathia - Idade: cerca de 35 anos; ex-presidente da Romênia;

ex-secretário-geral da Organização das Naç ões Unidas; auto-designado

potentado da Comunidade Global; assassinado em Jerusalém; ressuscitou no

palácio da CG, em Nova Babilônia; em visita a Jerusalém.

Leon Fortunato - Idade: pouco mais de 50 anos; ex-supremo comandante da

Comunidade Global e braço direito de Carpathia; recebeu o título de

Reverendíssimo Pai do Carpathianismo e proclamou o potentado como o deus

ressurreto; em visita a Jerusalém, com Carpathia.

PRÓLOGO

Extraído de A Marca



- Devemos cruzar os dedos - disse Mac. - Já vi aqueles Quasis fazerem

coisas impressionantes comandados apenas pelo sistema de computador de

bordo. Mas este vôo é muito longo e pedi que o avião fizesse coisas

interessantes para evitar turbulência.

- Cruz ar os dedos? - disse Hannah. - Só Deus pode fazer tudo dar certo.

Você é o especialista no assunto, capitão McCullum, mas, se aquele avião cair

em algum outro lugar que não seja no f undo do Mediterrâneo, não vai demorar

muito para que alguém desc ubra que não havia ninguém a bordo.

O avião não estava fazendo uma acrobacia em cima do Mediterrâneo.

Não, aquela maravilha da moderna tecnologia, que valia milhões e milhões de

nicks, estava acelerando, com as turbinas quentes e soltando vapor, deixando

para trás uma trilha de fumaça. O avião foi arremessado à praia a pouco mais de

um quilômetro ao sul do local onde a multidão se encontrava.

O Quasi, com seu suposto piloto, co-piloto e dois passageiros, bateu com

força na praia, na posição perpendicular, quase na velocidade do som. Buck teve

a mesma sensação que tomou conta do povo: susto seguido de silênc io. O

zunido dos motores ainda se fazia ouvir, mesmo depois que o avião se

desintegrou e desaparec eu atrás de uma negra coluna de fumaça e de labaredas

de cor alaranjada. Um silêncio sepulcral tomou conta do lugar. Um instante

depois do som do impacto ouviu-se uma explosão ensurdecedora acompanhada

do ronc o e do assobio da fúria do fogo.

Buck caminhou apressado até seu carro e ligou para Rayford.

- O avião está debaixo da areia da praia. Ninguém poderia ter sobrevivido.

Estou voltando para ouvir a voz daquele que clamará no deserto.

Ao entrar no trânsito das ruas que davam acesso à c idade antiga, Buck foi

tomado por uma emoção estranha. Parec ia que seus companheiros haviam

afundado na areia, dentro daquele avião. Ele sabia que o Quasi Two estava

vazio, mas o final simulado havia sido dramático demais. Ele gostaria de saber

se aquilo representava o fim ou o começo de alguma coisa. Haveria esperança

de a CG estar atarefada demais para fazer uma investigação minuciosa no local?

As possibilidades eram remotas.

Buck sabia que tudo o que ele sofrera em três anos e meio tinha sido um

refresco, comparado ao que viria. Durante todo o caminho de volta, ele

permaneceu em silêncio, orando por seus queridos e pelos membros do

Comando Tribulação. Ele tinha quase certeza de que, possuído por Satanás, o

Anticristo não hesitaria em usar todos os rec ursos disponíveis para esmagar a

rebelião programada para levantar-se contra ele no dia seguinte.

Buck nunca sentira medo, nunca recuara diante de um perigo mortal.

Porém, Nicolae Carpathia era a personificação do diabo, e, no dia seguinte, Buck

estaria na linha de fogo, quando a batalha dos séculos entre o bem e o mal para

ganhar almas de homens e mulheres irromperia dos céus, e o inferno tomaria

conta da terra.

“Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos:

Ide, e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus. Saiu, pois, o

primeiro anjo e derramou a sua taça pela terra, e, aos homens portadores

da marca da besta e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras

malignas e per niciosas.” Apocalipse 16.1-2

UM

Rayford Steele teve um sono agitado e despertou enrolado num cobertor



áspero de lã, com os joelhos encostados no peito e as mãos fechadas sob o

queixo. Ele saltou da cama de lona e pôs a cabeça para fora de seu minúsculo

dormitório improvisado perto de Mizpe Ramon, no deserto do Neguev.

Os raios de sol tinham um brilho sinistro alaranjado. Mas, em breve, eles

se tornariam fortes e amarelos, batendo nas pedras e na areia. Ao meio-dia, a

temperatura ultrapassaria 37°C - outro dia típico dos Estados Unidos

Carpathianos.

Envolvido na missão mais arriscada de sua vida, Rayford deixara seu

destino a c argo de Deus e ao milagre da tecnologia. Não havia como esconder

uma pista de decolagem improvisada no meio do deserto e, muito menos, deixá-

la fora do alc ance das câmeras estratosféricas da Comunidade Global.

Ridiculamente vulneráveis Rayford e seu grupo de pilotos obstinados - que

chegavam a dezenas, vindos de todas as partes do mundo - estavam à mercê do

mais audacioso estratagema que alguém já imaginara.

Seu companheiro na toca do inimigo deixara evidências no banco de

dados da Comunidade Global de que o trabalho em Mizpe Ramon fazia parte do

treinamento da CG. Enquanto o pessoal do Serviço de Segurança e Inteligênc ia

da CG estivesse acreditando na "grande mentira no céu", Rayford e seus

companheiros do Comando Tribulação, agora com um número maior de

membros, continuariam a missão à qual ele deu o nome de Operaç ão Águia. O

nome foi inspirado na profec ia de Apocalipse 12.14: "... e foram dadas à mulher

as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí

onde é sustentada durante um tempo, tempos, e metade de um tempo, fora da

vista da serpente."

O Dr. Tsion Ben-Judá, mentor espiritual do Comando Tribulação, ensinou

que a "mulher" representava o povo escolhido de Deus; as "duas asas"

representavam a terra e o ar; "seu lugar", Petra - a c idade de pedra; "um tempo"

era equivalente a um ano, portanto "um tempo, tempos, e metade de um tempo"

representavam três anos e meio; e a "serpente" representava o Anticristo.

O Comando Tribulação acreditava que o Anticristo e seus lacaios estavam

prestes a atacar os israelenses seguidores de Cristo e que, quando estes

fugissem, Rayford e o grupo de crentes organizado por ele atuariam como

agentes de resgate.

Ele vestiu uma camisa cáqui e uma bermuda e saiu à proc ura de Albie, o

segundo homem na hierarquia. Os ajudantes - recrutados via Internet por Chloe,

filha de Rayford, diretamente da casa secreta em Chicago - haviam concluído a

pista de pouso recentemente. Eles trabalharam em turnos; alguns foram

treinados a preparar roteiros de vôo pelas mesmas pessoas que os selecionaram

e comprovaram ter visto o selo dos crentes nas suas testas, ao passo que outros

cuidavam dos equipamentos pesados ou trabalhavam como operários.

- Aqui, c hefe - disse Albie, ao ver Rayford passando por filas e filas de

helicópteros, jatos e até mesmo aviões monomotores posicionados longe da

pista. - Primeira missão c umprida.

O homenzinho de pela escura, ex-comerciante do mercado negro, cujo

apelido foi dado por ter nascido na cidade de Al Basrah, usava uma farda de

subcomandante da CG, e tinha atrás de si um jovem grandalhão que, c onforme

Rayford imaginou, era da Califórnia.

- George Sebastian - disse o rapaz alto e loiro, estendendo a mão.

- Rayf....

- Eu sei quem o senhor é - disse George. - Acho que todos aqui sabem.

- Espero que ninguém de fora saiba - disse Rayford. - Então, foi você que

Albie escolheu para chefiar os pilotos de helicóptero?

- Bem... ele... hã... pediu que eu me referisse a ele como comandante

Elbaz, mas minha resposta é sim.

- Por que ele foi escolhido? - Rayford perguntou a Albie.

- Tem experiência. É esperto. Sabe manejar helicópteros.

- Por mim, tudo bem. Eu gostaria de ter tempo para c onhecê-lo melhor,

George, mas...

- Quero falar mais um minuto com o senhor, capitão Steele...

Rayford consultou seu relógio e pediu:

- Acompanhe-nos, George.

Eles se dirigiram à extremidade sul da nova pista de decolagem. Rayford

mantinha os olhos e os ouvidos atentos a qualquer inimigo vindo de cima.

- Vou ser rápido, senhor. É que eu gosto de contar a todo mundo como foi

que aquilo aconteceu comigo.

- Aquilo o quê?

- O senhor sabe.

Rayford adorava ouvir essas histórias. Mas havia lugar e tempo para tudo,

mas não ali.

- Não foi nada tão dramático, capitão. Tive um instrutor de helicóptero

chamado Jeremy Murphy, que sempre me falava que Jesus viria para levar os

cristãos para o céu. Eu pensava, é c laro, que ele fosse maluco, e cheguei a

metê-lo em encrenc a dizendo que ele estava fazendo proselitismo no emprego.

Mas ele não desistiu. Era um bom instrutor. Mas eu achava que uma coisa nada

tinha a ver com a outra. Eu adorava a vida, era recém-casado... o senhor sabe

como é.


- Claro.

- Ele me convidou a ir à igreja. Nunca fui. Foi, então, que c hegou o grande

dia. Milhões de pessoas desapareceram no mundo inteiro. Achando-me muito

esperto, tentei ligar para ele a fim de saber se a aula daquele dia estava

cancelada por causa do caos em que tudo se encontrava. Mais tarde, naquela

noite, alguém encontrou as roupas dele em cima de uma cadeira diante do

aparelho de TV.

Rayford parou e analisou o rosto de George. Ele gostaria de ouvir mais,

porém o relógio corria rápido.

- Você não demorou muito para entender, não é verdade?

- Fiquei assustado. Ac hei que tive sorte por não ter morrido. Orei para

lembrar o nome da igreja dele. E lembrei, mas não havia quase ninguém lá.

Encontrei algumas pessoas que sabiam o que estava acontecendo, e elas me

disseram o mesmo que Murphy dizia e oraram por mim. Sou convertido desde

aquela época. Minha esposa também.

- Minha história é muito parec ida com a sua - disse Rayford. - Quando eu

tiver tempo, vou contá-la a você. Mas...

- Senhor - disse o jovem -, preciso de mais um minuto.

- Não quero ser grosseiro, filho, mas...

- Você precisa ouvi-lo capitão - disse Albie.

Rayford suspirou.

George apontou para a outra extremidade da pista e informou:

- Eu trouxe amostras da carga que está para chegar assim que a pista ficar

pronta para recebê-Ia.

- Carga?

- Armas.

- Não existem armas à venda.

- Estas não custaram nada, senhor.

- Mesmo assim...

- Nossa base foi treinada para combate - disse George. Quando Carpathia

ordenou que as nações destruíssem 90% de seus armamentos e enviassem os

10% restantes a ele, imagine o que aconteceu.

- Os Estados Unidos contribuíram com o maior número de armas - disse

Rayford.

- Mas nós retivemos uma grande quantidade.

- Quantas você tem?

- Talvez mais do que o senhor necessita. Quer ver as amostras?

Sentado no banco de passageiro da van alugada, David Hassid trabalhava

em seu laptop movido a energia solar. Leah Rose dirigia o veículo. Atrás dela

estavam Hannah Palemoon e Mac McCullum. Abdullah Smith preferiu viajar

deitado no terceiro banco. Eles passaram a noite escondidos atrás de uma rocha,

distante cerca de dois quilômetros e meio da estrada principal, no meio do

caminho entre o Aeroporto da Ressurreição de Amã, na Jordânia, e Mizpe

Ramon.


A última coisa que eles queriam era comprometer a Operação Águia frente

à CG.


David descobriu na Internet que ele, Hannah, Mac e Abdullah ainda

estavam sendo dados como mortos no ac idente aéreo em Tel-Aviv no dia

anterior; mas o pessoal do Serviç o de Segurança e Inteligência estava

vasculhando os escombros.

- Quanto tempo vai levar para eles descobrirem que fugimos? - perguntou

Hannah.


Mac sacudiu a cabeça e comentou:

- Espero que eles imaginem que não sobrou nada de nós. Estou orando

para que encontrem pedaços de sapatos ou outra coisa que convença aquela

gente de que se trata de roupas.

- Não consigo contatar Chang - resmungou David, mais irado do que

deixava transparecer.

- O rapaz deve estar muito ocupado - disse Mac.

- Não por tanto tempo assim. Ele sabe que preciso ter certeza de que está

tudo certo.

- A preoc upação não vai nos levar a lugar algum - disse Mac. - Veja só o

Smitty.

David olhou para trás. Abdullah dormia prof undamente, Hannah e Leah,

que se haviam entrosado rapidamente, estavam planejando montar um centro

móvel de primeiros socorros na pista de decolagem.

- Vamos todos voltar para os Estados Unidos quando a operação terminar

- disse Leah.

- Eu não - disse David, sentindo imediatamente todos os olhares fixos nele,

- Vou para Petra, antes que outras pessoas cheguem lá. Aquele lugar vai

precisar de um centro tecnológico. Chang e eu já instalamos um satélite em

órbita geossíncrona sobre ele. O telefone de David vibrou em seu cinto, e ele o

pegou.

- Ei - disse alguém -, você sabe onde me encontro, porque estou dentro da



programação.

- Você não precisa conversar em código, Buck. Não existe nada mais

seguro do que estes telefones.

- É a força do hábito. Ouça, alguém não c ompareceu ao local c ombinado.

- Diga quem é Buck. Se havia alguma coisa para nos comprometer, isso já

aconteceu.

- Hattie.

- Ela estava com Leah, em Tel-Aviv. Em seguida, deveria...

- Eu sei, David - disse Buck. - Ela deveria encontrar-se comigo na

madrugada de hoje em Jerusalém.

- O velhinho está aí? Ele está bem?

- Morrendo de medo, mas está.

- Diga-lhe que estamos com ele em pensamento.

- Não quero ofendê-lo, David, mas ele sabe disso. O grande problema é

Hattie.

- Ela recebeu um codinome, certo?

- David! Podemos deixar de lado o óbvio e lidar com o problema? Hattie

deveria estar aqui, mas não tenho notícias dela. Não posso sair à procura dela.

Avise a todos que, se alguém souber notícias daquela moça, ela deve ligar para

mim.


- Ela é muito importante para sua missão aí?

- Não - respondeu Buck -, mas, se não soubermos onde ela está, vamos

nos sentir vulneráveis.

- Pela lista da CG, ela está morta, assim como nós.

- Pode ser que a CG queira que a gente pense que eles acreditaram nisso.

- Aguarde um instante -- disse David, virando-se para Leah. - O que Hattie

deveria fazer depois que vocês duas se separaram?

- Disfarçar-se de israelense, misturar-se no meio do povo em Tel-Aviv,

seguir para Jerusalém, encontrar-se com Buck e ficar de olho para saber se o

pessoal de Carpathia reconheceu Buck ou o Dr. Rosenzweig.

- E depois?

- Ficar incógnita em Jerusalém, até que tudo explodisse lá, e depois voltar

a Tel-Aviv. Alguém da Operação deveria pegá-la e levá-la de volta a Chicago,

enquanto toda a atenção estivesse concentrada em Jerusalém.

David voltou a falar ao telefone:

- Talvez ela tenha ficado assustada demais em Tel-Aviv e não tenha ido

para Jerusalém.

- Ela precisa me dar notíc ias, David. Vou ter de acalmar Chaim aqui por

algum tempo; portanto avise todo mundo, está bem?

Alguns minutos após a meia-noite, horário de Chicago, o Dr. Tsion Ben-

Judá ajoelhou-se diante de sua enorme mesa no Edifício Strong e orou por

Chaim. A confiança do ex-rabino na habilidade de seu ex-mentor de ser um novo

Moisés era tão grande quanto a do próprio Chaim. Apesar de ter aprendido muito

bem as lições, e com rapidez, Rosenzweig partira dos Estados Unidos Norte-

americanos demonstrando visível resistência à missão que lhe fora designada.

A oração de Tsion foi interrompida por um sinal fraco vindo de seu

computador, que só podia ser acionado por um punhado de pessoas ao redor do

mundo que conheciam o código de acesso. Ele se levantou com dificuldade e

examinou a tela.

"Dr. Ben-Judá, espero que o senhor esteja aí", diz ia a mensagem de

Chang Wong, o adolescente que David deixara em seu lugar sede da

Comunidade Global em Nova Babilônia.

"Estou desesperado."

Tsion deu um suspiro e colocou a cadeira no lugar. Sentou-se e começou

a digitar:

"Estou aqui, meu jovem irmão. Sei que você deve estar se sentindo muito

sozinho, mas não se desespere. O Senhor está com você. Ele mandará seus

anjos para cuidarem de você. Você tem muito que fazer como homem-chave,

para todas as atividades do Comando Tribulação no mundo inteiro. Sim, talvez

seja pedir muito de alguém tão jovem, em anos de vida e de fé, mas todos nós

temos de cumprir nossa missão. Diga-me o que posso fazer para animá-lo, a fim

de que você volte ao seu trabalho."

"Eu quero me matar."

"Chang! Você não precisa sentir tanto remorso, a menos que tenha

prejudicado nossa missão de propósito. Se você cometeu algum erro, diga qual

foi, para que possamos dar um jeito. Você tem satélites para manipular e

monitorar. Tem registros para tomar conta, caso o inimigo resolva verificar

nossas operaç ões e nomes falsos. Estamos apenas começando. Portanto, não

desanime. Você é capaz de fazer isso."

A mensagem de Chang prosseguiu:

"Estou em meu quarto, no palácio, com tudo em ordem, da maneira c omo

o Sr. Hassid e eu planejamos. Meus esquemas passam por um sistema tão

complexo que não há condições de eles serem decodificados. Eu poderia dar fim

à minha vida neste momento, sem comprometer o Comando Tribulação."

"Pare com isso, Chang! Nós necessitamos de você. Você precisa estar em

seu posto para ajustar os bancos de dados, dependendo do que vamos

encontrar pela frente. Agora, responda-me rápido, por favor: Qual é o problema?"

"O problema é o espelho, Dr. Ben-Judá! Pensei que poderia superar isso!




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