Dercilio junior verly lopes ewerthon mattos paterlini



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SUMÁRIO




1. INTRODUÇÃO 1

2. OBJETIVOS 2

2.1. OBJETIVO GERAL 2

2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 2

3. REVISÃO DE LITERATURA 3

3.1. ANÁLISE QUANTITATIVA E QUALITATIVA 3

3.2. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 6

3.3. IMPARCIALIDADES NA DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 9

3.4. ÉTICA NA APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 12

3.5. UTILIZAÇÃO DE TABELAS E ILUSTRAÇÕES NA APRESENTAÇÃO DOS DADOS 16

3.5.1. Tabelas 17

3.5.2. Ilustrações 20



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 23

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 24

1. INTRODUÇÃO

Desde os tempos remotos da Filosofia, indagações referentes aos métodos são impostos para ver ou realizar pesquisas científicas. Desde então, as particularidades para ter êxito e alcançar os resultados de uma investigação são diversos, amplos e na maioria das vezes são desenvolvidos pelo âmbito de cada ciência em particular.

Desde o seu nascimento, o homem é curioso e interage com a natureza e os seus objetos ao redor, para ter referências sociais e culturais do meio em que está inserido. Por meio de sensações e ideias, que os seres e os fenômenos lhe transmitem, ele apropria-se do conhecimento e a partir disto elabora representações, independente se conheça ou não o objeto real de estudo. Estas representações são conhecidas como investigações, ou pesquisas científicas (FONSECA, 2002).

No Brasil as investigações, ou pesquisas científicas, cresceram vertiginosamente nos últimos tempos, seja pelos incentivos fiscais na compra de equipamentos e melhores desenvolvimentos em diferentes metodologias, ou seja, pela pressão dos órgãos de financiamento em professores e alunos para alavancar os índices de desenvolvimento do País.

De acordo com Prodanov e Freitas (2013) a pesquisa científica pode ser considerada um processo com pensamentos reflexivos com métodos que requerem tratamentos científicos na constituição do caminho para o conhecimento, solução para um problema levantado no emprego dos métodos.

Dentre os elementos textuais conhecidos, destaca-se o termo “resultados e discussão”. Nesta etapa desenvolvem-se relações embasadas na metodologia, referencial teórico e complementadas com o posicionamento do pesquisador no que tange a análise e tratamento dos dados.


2. OBJETIVOS




2.1. OBJETIVO GERAL

O objetivo geral da presente pesquisa foi investigar sobre a estruturação da análise e discussão de resultados.



2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Foram objetivos específicos desta pesquisa:



  • Apresentar conceitos, definições e técnicas a respeito da análise e discussão de resultados;

  • Informar sobre a correta utilização dos dados em um projeto de pesquisa; e

  • Evidenciar por meio de artigos científicos a imparcialidade da pesquisa.


3. REVISÃO DE LITERATURA




3.1. ANÁLISE QUANTITATIVA E QUALITATIVA

De acordo com Longaray et al. (2003), os dados de uma pesquisa científica podem ser classificados em dois tipos: dados de fontes primárias e de fontes secundárias. Os dados de fontes primárias são obtidos de primeira mão pelo pesquisador, por meio de observação, entrevistas, questionários ou de documentos. Independente da sua natureza, quantitativo ou qualitativo (com tratamento estatístico), deve ser analisado com a visão de resolver o problema proposto. Os dados de fontes secundários são oriundos de livros, periódicos, anais de congressos, teses, dissertações e fontes eletrônicas, e tem por finalidade conceder suporte teórico ao estudo e são citados no referencial teórico. Silva (2010) destaca que na seção de resultados o autor expõe um conhecimento novo e que tal, deve ser repassado de forma simples, clara e de fácil visualização. Esta conjuntura pode ser alcançada com itens, na forma de figuras, gráficos e tabelas.

Segundo Moresi (2003), na etapa de resultados o autor deve interpretar e analisar os dados que tabulou e organizou, devendo atender aos objetivos da pesquisa e para comparar e confrontar dados e provas com o objetivo de aceitar ou rejeitar a hipótese proposta pelo tema.

De acordo com a análise de dados a pesquisa pode ter uma abordagem quantitativa e/ou qualitativa. As abordagens quantitativa e qualitativa são dois métodos diferentes, principalmente, pela forma de como se trata o problema que está sendo estudado, precisando desta maneira, estar adequada à pesquisa (MORETTI, 2008).

A pesquisa qualitativa deve ser usada, de forma grosseira, quando o autor deseja entender, detalhadamente, o porquê do indivíduo fazer determinada atividade.

[...] a pesquisa qualitativa é útil como uma ferramenta para determinar o que é importante para o indivíduo e porque é importante, fornecendo o processo a partir do qual questões chaves são identificadas e respondidas, ou seja, o que importa ao individuo. (MORESI, 2003, p. 69).

Para Duarte (2002) a pesquisa qualitativa exige a realização de entrevistas, por muitas vezes longas e entediantes ao participante. Nestes casos a escolha do individuo é de suma importância no que tange à qualidade das informações a partir das quais será possível construir a análise e chegar a compreensão dos resultados. Dias (2000) caracteriza a pesquisa qualitativa como sendo, principalmente, a ausência de medidas numéricas e análises estatísticas, examinando aspectos mais subjetivos do tema proposto, proporcionando um conhecimento subjetivo do individuo a ser estudado e, na prática tal avaliação tem se tornado entrevista de grupo focal.

Na pesquisa qualitativa os métodos buscam explicar o que convém ser realizado e não busca valores e símbolos, pois nesta pesquisa os dados analisados se valem de diferentes abordagens. Segundo Gerhardt e Silveira (2009, p.31) “[...] a pesquisa qualitativa preocupa-se, portanto, com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais.”

Segundo Moretti (2008), a análise quantitativa significa quantificar opiniões, números, dados, coletando informações, bem como o emprego de recurso e técnicas estatísticas, com medidas de posição: média, mediana e moda e medidas de dispersão: variância, desvio padrão e coeficiente de variação.

De acordo com o autor supracitado anteriormente, a pesquisa quantitativa é muito utilizada em pesquisas descritivas, na qual se busca entender a relação entre variáveis, ou seja, causa e efeito.

A pesquisa quantitativa normalmente é apropriada quando há possibilidade de medidas quantificáveis de variáveis e inferências a partir de amostras de uma população. Este tipo de pesquisa utiliza medidas numéricas para testar as hipóteses e temas científicos (DIAS, 2000).

Prodanov e Freitas (2013) destacam que na pesquisa quantitativa deve-se formular hipóteses e classificar a relação entre variáveis para a precisão dos resultados, evitando falhas nos processos de análise e interpretação dos resultados.

Godoy (1995) ao fazer uma introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades, diferencia os dois tipos de pesquisa:

[...] num estudo quantitativo, o pesquisador conduz seu trabalho a partir de um plano estabelecido a priori, com hipóteses claramente especificadas e variáveis operacionalmente desenvolvidas. De maneira adversa, a pesquisa qualitativa não procura enumerar e, ou, medir eventos estudados, envolve a obtenção de dados descritivos sobre pessoas lugares, processos interativos pelo contato direto do pesquisador com a situação estudada. (GODOY, 1995, p. 57).

Flick (2004 citado por LIMA et al., 2012) recomenda a combinação da análise quantitativa e qualitativa para proporcionar maior nível de confiabilidade e validade da pesquisa. No Quadro 1 é listada as principais diferenças entre as pesquisa quantitativas e qualitativas.
Quadro 1. Comparação entre pesquisa quantitativa e qualitativa quando a natureza da comparação


Natureza da comparação

Pesquisa qualitativa

Pesquisa quantitativa

Foco da pesquisa

Qualidade

Quantidade

Raízes filosóficas

Fenomenologia e interação simbólica

Empirismo

Frases associadas

Trabalho de campo e subjetivismo

Experimental e estatístico

Metas de investigação

Entendimento, descrição, descoberta e generalização

Predição, controle, descrição, confirmação e teste de hipótese

Ambiente

Natural e familiar

Artificial, laboratorial

Amostra

Pequena, não representativa.

Ampla

Coleta de dados

Pesquisador como principal instrumento

Instrumentos manipulados (escalas, testes e questionários)

Método de análise

Indutivo (pesquisador)

Dedutivo (método estatístico)

Fonte: Adaptado de Prodanov e Freitas (2013).

Para Fonseca (2002) a utilização da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente. No Quadro 2 consta a comparação entre pesquisa qualitativa e quantitativa.


Quadro 2. Comparação entre pesquisa qualitativa e quantitativa

Aspecto

Pesquisa quantitativa

Pesquisa qualitativa

Enfoque na interpretação do objeto

Menor

Maior

Importância do contexto do objeto pesquisado

Menor

Maior

Proximidade do pesquisador em relação aos fatos observados

Menor

Maior

Alcance do estudo no tempo

Instantâneo

Intervalo maior

Quantidade de fontes de dados

Uma

Várias

Ponto de vista do pesquisador

Externo a organização

Interno a organização

Quadro teórico e hipóteses

Definidas rigorosamente

Menos estruturas

Fonte: Adaptado de Fonseca (2002).


3.2. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

De acordo com Prodanov e Freitas (2013) a apresentação e a análise de dados é a parte mais extensa e visa apresentar os resultados do trabalho. Estes devem ser apresentados seguindo alguns critérios: 1) organizados de acordo com a proposta metodológica; 2) deve-se fazer apenas referência as técnicas e aos métodos conhecidos e não à descrição destes; 3) os resultados devem ser agrupados e ordenados, eventualmente, acompanhados de tabelas, gráficos ou figuras, com valores estatísticos, para dar mais clareza; 4) neste momento que deve realizar as confrontações bibliográficas.

Uma vez manipulados os dados e obtidos os resultados, o passo seguinte é a análise e interpretação dos mesmos. A elaboração da análise é realizada seguindo três vertentes:


  1. Interpretação. Verificação das relações entre as variáveis independente e dependente, a fim de ampliar os conhecimentos sobre o fenômeno.

  2. Explicação. Esclarecimento sobre a origem da variável dependente.

  3. Especificação. Explicitação sobre até que ponto as relações entre as variáveis independentes e dependentes são válidas (MARCONI; LAKATOS, 2003, p. 168).

De acordo com Gil (2002) os processos de análise e interpretação variam significativamente em função do plano de pesquisa e seguem os seguintes passos: a) separação e agrupamentos de dados em categorias; b) codificação: transformação dos dados brutos em símbolos; c) tabulação (manual ou eletrônica): contagem de dados agrupados nas categorias; d) análise estatística: manual (calculadora) ou programas computacionais; e) interpretação dos resultados: confrontamento e contestações.

As pesquisas qualitativas geram enorme volume de dados, que devem ser organizados e compreendidos, requerendo um processo para identificação de dimensões, categorias, tendências, padrões e relações, dando-lhes significados, usando conjunto de técnicas quantitativas (contagem de um fenômeno usando frequência dos dados). Este conjunto de técnicas quantitativas, em pesquisa qualitativa é denominado análise de conteúdo (TEIXEIRA, 2003). A análise de conteúdo pode ser definida como:

[...] um conjunto de técnicas de análise de comunicação visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção destas mensagens. (BARDIN, 1979, p. 42 citado por CAPPELLE; MELLO; GONÇALVES, 2003, p. 3).

Na pesquisa quantitativa geralmente os dados coletados são submetidos à análise estatística, com a ajuda de computadores.

[...] podem-se calcular médias, computar porcentagens, examinar os dados para verificar se possuem significância estatística, podem-se calcular correlações, ou tentar várias formas de análise multivariada, como a regressão múltipla ou a análise fatorial. Estas análises permitem “extrair sentido aos dados”, ou seja, testar hipóteses, comparar os resultados para vários subgrupos, e assim por diante. (ROESCH, 1996, p. 142 citado por TEIXEIRA, 2003, p. 197).

É importante o uso de testes estatísticos em trabalhos científicos para inferir sobre os resultados experimentais. No entanto, para a aplicação correta de tais testes deve-se tomar devidas precauções, que são de fundamental importância para que o pesquisador tenha conhecimento exato dos tipos de fatores, de variáveis respostas, de tratamentos e do delineamento experimental que constituirá o trabalho (PRODANOV; FREITAS, 2013).



Bertoldo et al. (2008) analisaram problemas relacionados com o uso de teste de comparação de médias em artigos científicos na área de fitotecnia, publicados em um periódico da área de Ciências Agrárias, Qualis A em um período compreendido entre 2000 e 2006, totalizando 194 artigos. Para isso, os artigos foram classificados quanto à utilização destes testes em: i) apropriado; ii) parcialmente apropriado; iii) inapropriado. Os autores classificaram 75% destes artigos como inapropriados, os demais 3% como parcialmente inapropriados e 22% apropriados. O referido autor destaca que a dificuldade do pesquisador está relacionada com o desdobramento da interação quando significativa. Na Figura 1 consta a opção para escolha do teste em relação ao tipo de fator.

Figura 1. Opção para melhor escolha do teste em relação ao tipo de fator

Fonte: Bertoldo et al. (2008).
Bertoldo et al. (2007) identificaram erros e acertos com relação a aplicação dos testes de comparação de médias em trabalho científicos, publicados na Revista Brasileira de Agrociência, no período de 1995 a 2005, em 483 trabalhos. Estes foram classificados quanto ao uso dos testes: i) correto; ii) parcialmente correto; iii) incorreto. Em experimento com um fator 71% estavam corretos, sendo que este tipo de análise não tem grandes dificuldades para os pesquisadores. Por outro lado, em análises com mais de um fator 67% dos artigos foram classificados como incorretos. A dificuldade está no desdobramento da interação quando esta é significativa, usando fatores quantitativos.

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