David a. Reed



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parte... e se concentra apenas na Bíblia, ainda que tenha se inteirado da Bíblia por 10 anos, nossa experiência mostra que dentro de dois anos ela andará em trevas. Por outro lado, se tivesse lido simples-mente os Estudos das Escrituras com suas referências, e não tivesse lido nenhuma página da Bíblia, estaria na luz ao final dos dois anos.

As testemunhas de Jeová de hoje abandonaram essa opinião, traduzida das palavras do seu fundador Charles Taze Russell, em 1910? Compare aquela citação com este enunciado mais recente publicado por A Sentinela, edição norte‑americana, (01/12/81, p. 27): 

O Deus Jeová também nos deu sua organização visível, seu "escravo fiel e discreto", formada por aqueles que são ungidos pelo espírito para ajudar cristãos em todas as nações a compreender e aplicar a Bíblia da maneira apropriada em suas vidas. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando, nós não alcançaremos progresso na estrada para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia.

A idéia é a mesma! As Escrituras inspiradas sozinhas não fazem uma pessoa "plenamente competente e completamente equipada" (II Tim. 3:17) aos olhos das testemunhas de Jeová.

   O que acontece se uma testemunha de Jeová lê somente a Bíblia, sem os livros e revistas da Sociedade Torre de Vigia? A organização fez uma surpreendente revelação acerca disto, quando declarou o seguinte sobre seus ex‑membros: 

Eles dizem que é suficiente ler a Bíblia exclusivamente, sozinhos ou em pequenos grupos no lar. Mas estranhamente, através de tal "leitura bíblica", têm‑se voltado para doutrinas apóstatas que eram ensinadas nos comentários do clero cristão cem anos atrás... [A Sentinela, 15/08/81, p. 28‑29, edição norte‑americana].

Então, a Sociedade Torre de Vigia, por si mesma, admite que as testemunhas de Jeová que começam a ler só a Bíblia param de acreditar nas doutrinas da Torre de Vigia e retornam às doutrinas ensinadas nas igrejas cristãs. Quem então ensina as dou 

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trinas verdadeiramente fundamentadas na Bíblia? A resposta é óbvia, pela própria declaração da Sociedade. 

Hebreus 1:6 

Mas ao trazer novamente o seu primogênito à terra habitada, ele diz: E todos os anjos de Deus o adorem (Tradução do Novo Mundo, edições de 1953, 1960, 1961 e 1970).

Quando as edições da Bíblia da Sociedade Torre de Vigia citadas acima foram impressas, de algum modo esta referência a Jesus Cristo conseguiu escapar ao corte do censor. Toda outra menção de adorá-lo foi removida da Tradução do Novo Mundo, exceto esta que permaneceu ‑ mas não por muito! Começando com a revisão de 1971, todas as edições futuras foram mudadas para que se leia: "E todos os anjos de Deus o reverenciem". 

O contexto deste versículo é muito significativo. E o capítulo inteiro de Hebreus é devotado a contrastar Jesus Cristo com os anjos ‑ mostrando a superioridade do Filho de Deus sobre a criação angélica. Mas a Sociedade Torre de Vigia ensina que Jesus Cristo é um anjo. Não é de se admirar que eles mudassem o versículo 6 para eliminar a idéia de adorá-lo. 

A raiz grega aqui é proskuneo, a qual pode propriamente ser traduzida por "adoração" ou "reverência", dependendo do contexto e, neste caso, da tendência do tradutor. Convide a testemunha de Jeová a ler em Apocalipse 22:8,9 na sua própria Tradução Interlinear do Reino, onde a mesma palavra proskuneo é usada no grego original. Lá o apóstolo João diz: "Prostrei‑me para adorar [raiz: proskuneo] diante dos pés do anjo... Mas ele me diz: Toma cuidado! Não faças isso! Adora [raiz:proskuneo] a Deus". Pondere com a testemunha de Jeová que a adoração que o anjo recusou, mas disse a João para dar a Deus, é a mesma proskuneo que o Pai ordena que seja dada ao seu Filho Jesus Cristo em Hebreus 1:6. Então, o Filho certamente não é um anjo.

Seria apropriado dar ao Filho a mesma honorável adoração que é dada ao Pai? Deixe João 5:23 responder a esta pergunta ‑ "a fim de que todos honrem ao Filho assim como honram ao Pai. Quem

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 Quem  não honrar  ao Filho,  não  honra  ao Pai que o enviou" (Tradução do Novo Mundo).

(Para maiores informações sobre a divindade de Cristo e a legitimidade de adorá-lo, veja as considerações sobre Isaías 9:6; Daniel 10:13‑21, 12:1; João 1:1; 20:28; e outros versículos catalogados no Índice de Assuntos.) 

Apocalipse 

Apocalipse 1:7,8 

Eis que ele vem com as nuvens e todo olho o verá, e aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra baterão em si mesmas de pesar por causa dele. Sim, amém. "Eu sou o Alfa e o Ômega", diz Jeová Deus, "aquele que é, e que era, e que vem, o Todo-poderoso" (Tradução do Novo Mundo).

Se Jesus Cristo é apresentado como "o Alfa e o Ômega" e "o primeiro e o último", enquanto a Tradução do Novo Mundo também diz que Deus Jeová é "o alfa e o ômega" e "o primeiro e o último", as testemunhas de Jeová devem admitir também que Jesus Cristo é o Todo‑Poderoso Deus ‑ ou então ignorar as Escrituras. 

Você pode discutir esses versículos com uma testemunha da seguinte maneira: usando sua própria Tradução do Novo Mundo:

O texto de Apocalipse 1:7,8 citado acima diz que alguém "está vindo". Quem? O versículo 7 diz que alguém que foi "traspassado". Quem foi traspassado quando foi pregado para morrer? Jesus! Mas o versículo 8 diz que o Deus Jeová é quem "está vindo". É possível que existam dois que estão vindo? Não! O versículo 8 refere‑se a "aquele que está vindo". Apocalipse 1:8 diz claramente que o Deus Jeová é o Alfa e o Ômega. Agora note o que ele diz em Apocalipse 22:12,13: "Eis que venho depressa... Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último..." Então, o Deus Jeová está vindo depressa. Mas note a resposta dada a ele quando diz isto novamente: "Sim, venho depressa". "Amém! Vem, Senhor Jesus" (22:20 Tradução do Novo Mundo).

Neste ponto você pode mencionar que Alfa é a primeira letra do alfabeto grego, enquanto ômega é a última. Por esta razão, "o Alfa e o Ômega" significam o mesmo que "o primeiro e o último". 

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Então, novamente referindo‑se à Tradução do Novo Mundo, continue desta forma:

Quem está falando em Apocalipse 2:8? "Estas coisas diz aquele, o primeiro e o último que estava morto e passou a viver [nova-mente]..." Obviamente, é Jesus. Quem Jesus declarou ser quando chamou a si mesmo "o primeiro e o último?" Foi desta maneira que o Deus Todo‑Poderoso se identificou no Antigo Testamento. Jesus sabia que o apóstolo João, autor de Apocalipse, e mais tarde todos os leitores da Bíblia se lembrariam destes versículos: "...eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último. Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra estendeu os céus..." (Is.48:12,13). E "...eu sou o mesmo; antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador" (Is.43:10,11)

Note também que a expressão o primeiro e o último é usada em referência a Deus Jeová em Apocalipse 22:13: "Eu sou o Alfa e o Ômega,o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim." Ainda João também recorda: "... e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último, e o que vive; fui morto, mas eis que estou vivo pelos séculos..." (Apoc. 1:17,18).

Lembre à testemunha de Jeová que ela leu em sua própria Bíblia que o Deus Jeová é aquele que está vindo, aquele que está vindo depressa, o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, e o único salvador. Ela também leu que nosso Salvador Jesus Cristo é aquele que está vindo, aquele que está vindo depressa, o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, e o único Salvador.

Se a testemunha tiver dificuldade em chegar à conclusão certa, a saber, que Jesus Cristo é o Deus Todo‑Poderoso, peça que leia Colossenses 2:9: "Porque é nele que mora corporalmente toda a plenitude da qualidade divina", ou, de acordo com a Imprensa Bíblica Brasileira, "porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade".

(Veja também as considerações sobre Gênesis 18:1,2; Êxodo 3:14;Isaías 9:6; e João 1:1.) 

Apocalipse 3:14 

Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.

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Este versículo é um dos favoritos das testemunhas de Jeová, em suas tentativas de "provar" que Jesus Cristo é um simples ser criado, o primeiro anjo que Deus fez. "Veja!", elas dizem. "Jesus é o princípio da criação". Mas deveriam ser cautelosas. Dirão que Deus, o Pai, é quem fala em Apocalipse 21:6 e 22:13, ainda que em ambos os versículos ele chame a si mesmo de "o principio". Portanto, "o princípio" deve significar algo mais que não seja a primeira coisa criada.

Realmente, em cada um destes casos, o texto grego diz arché, uma palavra catalogada no Expository Dictionary of New Testament Words [Dicionário Expositivo das Palavras do Novo Testa-mento] como tendo significados variados, tais como "o princípio", "poder", "magistrado" e "governador". A Bíblia das Testemunhas de Jeová traduz o plural da mesma palavra como "oficiais do governo" em Lucas 12:11. Esta é a raiz das nossas palavras arcebispo e arquiteto, e outras palavras referindo‑se a alguém que é chefe sobre outros. Assim, a Nova Versão Interlinear em Apocalipse 3:14 diz que Cristo é "governante da criação de Deus". Portanto, não existe fundamento algum para que se possa declarar que Apocalipse 3:14 faz de Jesus Cristo um ser criado.

(Veja também Isaías 9:6; João 1:1, 20:28; e outros versículos citados no Índice de Assuntos sobre Jesus Cristo.) 



Apocalipse 7:4 

E ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil, selados de toda tribo dos filhos de Israel (Tradução do Novo Mundo).

A Sociedade Torre de Vigia ensina que a igreja cristã, ou Corpo de Cristo, está limitada ao número literal de 144 mil indivíduos. A reunião dos 144 mil começou em Pentecostes no primeiro século e continuou até o ano de 1935 ‑ quando o número foi completado e a porta foi fechada. Os novos crentes desde 1935 não são parte da congregação dos 144 mil, mas formam uma classe secundária, chamada a "grande multidão" de "outras ovelhas". (Veja as considerações sobre Apoc. 7:9 para maiores informações sobre a "grande multidão" e a data de 1935.) Desde 1935, a maior parte dos restantes dos 144 mil morreu, havendo apenas cerca de nove mil vivos na terra hoje ‑ todos os quais são testemunhas de Jeová. 

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Entre os milhões de testemunhas de Jeová, apenas o remanescente dos 144 mil tem a esperança do céu, e apenas eles podem partilhar da comunhão do pão e do cálice.

Como as muitas ilustrações simbólicas no livro de Apocalipse, existe algum debate, mesmo entre os cristãos verdadeiros, sobre quem os 144 mil podem ser. Nós podemos admitir livremente isto enquanto mostramos à testemunha que a interpretação da Sociedade Torre de Vigia é obviamente errada.

Apocalipse 7:4 diz que os 144 mil são "dos filhos de Israel", mas a Sociedade Torre de Vigia ensina que a congregação cristã está aqui simbolicamente retratada como "Israel espiritual", e que os 144 mil são, portanto, tirados dentre todas as nações. Nós necessitamos apenas de alguns versículos do texto para desacreditar a sua interpretação: "da tribo de Judá, doze mil selados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil selados" (Rev.[Apocalipse] 7:5‑8, Tradução do Novo Mundo). Poderia Israel ser nomeado mais especificamente do que através da enumeração das 12 tribos que formam aquela nação?

As testemunhas podem responder insistindo que a referência aos 12 mil de cada tribo é puramente simbólica. Mas, se isto é verdade, então os doze números simbólicos (12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 = 144.000) devem perfazer um total que também é simbólico. Todavia, as testemunhas acreditam que 144 mil seja um número literal. Desta forma, a interpretação delas é mais uma vez contraditória. 



Apocalipse 7:9 

Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante de trono e diante do cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos (Tradução do Novo Mundo).

A Sociedade Torre de Vigia ensina que no ano de 1935 Deus parou de chamar as pessoas para uma esperança celestial em união  

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com Cristo. Dizem que naquele ano ele começou a reunir a segunda classe de crentes, fora do corpo de Cristo, aqueles cuja esperança seria viver para sempre sobre a terra, na carne. Essa classe de pessoas, afirmam, é a "grande multidão" de Apocalipse 7:9‑17.

Esta é uma das doutrinas mais significativas ensinadas pela Sociedade Torre de Vigia. Ela forma a base da convicção de milhões de testemunhas de Jeová segundo a qual: 

1. Não podem se tornar membros do corpo de Cristo (I Cor. 12:27).

2. Não podem "nascer de novo" (João 3:3).

3. Não podem compartilhar do reino celestial de Cristo (II Tim. 4:18).

4. Não podem receber o batismo do Espírito Santo (I Cor. 12:13).

5. Não são autorizadas a compartilhar da comunhão do pão e do cálice (1 Cor. 1 0:1 6,1 7).

6. Não fazem parte da Nova Aliança mediada por Cristo (Heb. 12:24).

7. Não podem ser completamente justificadas através da fé em Jesus Cristo (Rom. 3:26). 
 

Desta forma, a Sociedade Torre de Vigia usa esta "doutrina de 1935" para privar seus seguidores da relação com Deus descrita no Novo Testamento para todos os crentes.

Onde a Bíblia ensina que a entrada para a congregação cristã seria fechada no ano de 1935, com uma "grande multidão" secundária sendo reunida depois disto? Em nenhum lugar! Os líderes da Torre de Vigia declaram que "esta luz brilhou" ‑ que o presidente da Torre de Vigia, J. F. Rutherford, recebeu uma especial "revelação da verdade divina" ‑ para introduzir esta mudança em 1935. Não podem produzir absolutamente nenhum suporte bíblico para a data de 1935. Ao invés de se voltarem para a Bíblia, eles dizem: 

Estes lampejos da luz profética preparam o terreno para o discurso histórico sobre "A Grande Multidão", pronunciado em 31/05/1935 pelo presidente da Sociedade Torre de Vigia, J. F. Rutherford, na convenção das Testemunhas de Jeová realizada em Washington, Estados Unidos. Que reve-

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lação da graça divina foi esta! (A Sentinela, 01/03/85, p. 14, parágrafo 12, edição norte‑americana).

...a esperança celestial foi mantida, realçada e enfatizada até perto do ano de 1935. Então, "uma luz brilhou" para revelar claramente a identidade da "grande multidão" de Apocalipse 7:9, a ênfase então começou a ser dada na esperança terrena (A Sentinela, 01/02/82, p.28, parágrafo 16, edição norte--americana).

Não existem quaisquer bases bíblicas para este ensinamento. As Escrituras discutem em detalhes a velha promessa divina para os judeus e a nova promessa divina para os cristãos. Mas não faz menção de nenhum terceiro arranjo para reunir uma "grande multidão" com uma esperança terrena depois de 1935.

Além disso, os versículos citados pelas testemunhas em Apocalipse realmente colocam a "grande multidão" como "diante do trono e diante do cordeiro" (7:9, Tradução do Novo Mundo), e "em seu templo" (7:15, Tradução do Novo Mundo) ‑ todos lugares celestiais, e não na terra, como a Sociedade Torre de Vigia ensina.

De fato, a referência a "uma grande multidão"... clamando em voz alta: devemos a salvação ao nosso Deus..." (7:9,10) é muito semelhante ao teor da outra única menção à "grande multidão" na Tradução do Novo Mundo do livro de Apocalipse. Está no capítulo 19, onde o convite para "dar louvores ao nosso Deus, todos vós os seus escravos, os que o temeis, os pequenos e os grandes" é respondido por "a voz de uma grande multidão" (19:5,6). Ainda as Escrituras dizem especificamente que "uma voz alta de uma grande multidão no céu" (v. 1, Tradução do Novo Mundo).

Uma vez que foi provado que a interpretação da Torre de Vigia estava errada, não é necessário (ou aconselhável) entrar em discussão com as testemunhas de Jeová sobre a verdadeira identidade da "grande multidão". Ao contrário, o fato que a Sociedade os tem ensinado erradamente neste importante ponto deveria ser usado para abrir seus ouvidos para uma apresentação do evangelho real de Cristo.

Comece lendo a oração de Jesus ao Pai em João 17:20‑24 - "Faço solicitação não somente a respeito destes, mas também a  

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respeito daqueles que depositam fé em mim, por intermédio da palavra deles... Pai, quanto ao que me tens dado, quero que onde eu estiver, elas também estejam comigo a fim de que observem minha glória..." (Tradução do Novo Mundo). A oração de Jesus é que todos os seus discípulos presentes e futuros terminem com ele, onde ele está, para contemplarem sua glória. Mostre à testemunha que a oração se aplica a todos os discípulos futuros que viriam a crer em Cristo através das Escrituras deixadas pelos antigos discípulos (v. 20). Diga a elas que, se crerem nele, Jesus desejará que terminem com ele no reino celestial ‑ não importando se se tornaram crentes antes ou depois do ano de 1935.

(Veja também as considerações sobre céu versus terra nos Salmos 37:9, 115:16; e João 10:16; as considerações sobre Mateus 26:27; e um encontro real com as testemunhas de Jeová sobre este assunto em Apocalipse 19:1.) 

Apocalipse 19:1 

Depois destas coisas ouvi o que era como a voz alta de uma grande multidão no céu. (Tradução do Novo Mundo).

A lavagem cerebral da Torre de Vigia é tão poderosa que aqueles que estão sob as palavras dela podem olhar para preto e ver branco ‑ se a Sociedade diz que é branco. Isto não é exagero; foi demonstrado em um encontro que tive com uma senhora, testemunha de Jeová, que bateu à minha porta no verão de 1983. (Ela não fazia idéia de que eu já havia sido membro, senão não teria dito nem uma palavra comigo.) A discussão ocorreu desta, forma:  

David Reed: "Ouvi dizer que vocês acreditam que são parte de uma 'grande  multidão' que receberá vida eterna na terra, ao invés de irem para o céu. Isto é verdade ? Você pode me mostrar a 'grande multidão' na Bíblia" ?

Testemunha de Jeová: "Sim, isto é o que a Bíblia diz. Veja aqui em Apocalipse 7:9 [ Ela leu o versículo discutido acima, em Apocalipse 7:9]. Espero ser parte desta grande multidão que viverá na terra para sempre".                                                                       

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David Reed: "Mas Apocalipse 7:15 coloca a 'grande multidão' diante do trono de Deus no céu, não coloca?"

Testemunha de Jeová: "Bem, o trono de Deus está no céu, mas a grande multidão está na terra. Todas as criaturas estão diante do trono de Deus".

David Reed: "Eu não creio que o versículo mencionaria a localização dela diante de Cristo se quisesse dizer isto em um sentido tão geral. Mas existe um outro local onde Apocalipse fala a respeito da 'grande multidão'. Você poderia ler Apocalipse 19:1 em sua própria Bíblia onde ele posiciona a 'grande multidão'?"

Testemunha de Jeová: Certamente! Ela diz: "Depois destas coisas ouvi o que era como a voz alta de uma grande multidão no céu.

David Reed: "Uma 'grande multidão' onde?"

Testemunha‑de Jeová: "A 'grande multidão' está na terra!"

David Reed: "É isto que o versículo diz? Leia‑o de novo."

Testemunha de Jeová: "Ele diz céu, mas a 'grande multidão' está sobre a terra."

David Reed: "Como você pode dizer que a 'grande multidão' está na terra quando a Bíblia diz claramente uma 'grande multidão' no céu?"

Testemunha de Jeová: "Você não compreende. Nós temos homens em nosso escritório central no Brooklyn, Nova York, que explicam a Bíblia para nós. E podem provar que a 'grande multidão' está sobre a terra; e só posso explicar isto assim. Espere apenas um momento".

Nesse ponto ela correu à rua e gritou a outra senhora das testemunhas que estava a poucas casas de distância, para vir ajudá‑la. Essa testemunha me reconheceu como sendo uma ex‑testemunha, e isso pôs fim à conversação. Mas o ponto já tinha sido ilustrado: uma testemunha de Jeová pode olhar a palavra céu na Bíblia mas vê terra em seu lugar, se a organização assim o diz.

À medida que as senhoras se afastavam de minha casa, minha mente relembrou a novela de George Orwell, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro. Eu recordei a assustadora descrição de totalitarismo estabelecido onde todos sabem que "o Grande Irmão (Big Brother) está te  

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observando!" ‑  e  então,  "qualquer coisa que o partido considerar verdade, é verdade", e "dois mais dois é igual a cinco, ao invés de quatro, se o Partido assim o diz". Verdadeiramente, a Sociedade Torre de Vigia impõe a mesma sorte de "duplo pensamento" às testemunhas de Jeová.

Um número de outros paralelos entre as Testemunhas de Jeová e a sociedade imaginária de Mil Novecentos e Oitenta e Quatro são enfatizados no livro de Gary e Heather Botting, The Orwellian World of Jehovah’s Witnesses.(O Mundo Orwelliano das Testemunhas de Jeová), 1984, Imprensa da Universidade de Toronto.

(Para informações adicionais sobre a questão do céu versus terra, veja as considerações sobre João 10:16; e Apocalipse 7:9. Para outros exemplos de lavagem cerebral, veja as considerações sobre Mateus 24:45; 1 Coríntios 1:10; e "O Testemunho do Autor".) 

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História Condensada das  Testemunhas de Jeová 



1879 ‑ Charles Taze Russell começa a publicar a sua revista A Sentinela de Sião e Arauto da Presença de Cristo;

1881 ‑ A Sociedade Torre de Vigia de Sião é formada;

1885 ‑ A Sociedade declara ter 300 colportores distribuindo literatura;

1886 ‑ Russell publica seu livro The Divine Plan ofthe Ages (O Plano Divino das Eras);

1914 ‑ O Armagedom não ocorreu como havia sido profetizado;

1916 ‑ Morre Charles Russell;

1917 ‑ O "Juiz" J. F. Rutherford assume o controle da organização;

1920 ‑ A Sociedade proclama "Milhões dos Que Agora Vivem Jamais Morrerão"! e profetiza que a ressurreição terrena ocorreria em 1925;

1920 ‑ A Sociedade revela que 8.402 voluntários distribuem a literatura da Torre de Vigia;

1925 ‑ A ressurreição terrena de Abraão, Isaque, Jacó, etc., não ocorre como havia sido profetizada;

1927 ‑ A fábrica da Torre de Vigia é construída no Brooklyn, Nova York;

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1930 ‑ É construída em San Diego "Beth Sarim", para acomodar os profetas que logo ressuscitariam; O "Juiz" Rutherford passa a residir ali;

1931 ‑ O nome "Testemunhas de Jeová" é oficialmente adotado;

1935 ‑ A Torre de Vigia começa a reunir a "grande multidão"; e ensina‑lhe a esperança terrena, e a não participar da comunhão;

1938 ‑ As congregações locais das Testemunhas de Jeová põem fim ao governo democrático da igreja; e se submetem à indicação "teocrática" de oficiais para as congregações locais feita pela sede do Brooklyn;

1938 ‑ A organização revela que 59.047 voluntários distribuem literatura; 69.345 estiveram presentes à comunhão anual; 36.732 participaram;

1942 ‑ Morre J. F. Rutherford; N. H. Knorr se torna presidente;

1943 ‑ N.H. Knorr institui programas de treinamento para mis-sionários estrangeiros e trabalhadores voluntários locais;

1948 ‑ A organização revela que 260.756 distribuem literatura; 376.393 comparecem à comunhão anual; 25.395 participam;

1950 ‑ A Tradução do Novo Mundo é publicada chamando Jesus de "deus", inserindo "Jeová" no Novo Testamento;

1958 ‑ A organização revela que 798.326 distribuem literatura; 1.171.789 comparecem à comunhão anual; 15.037 participam;

1968 ‑ 0 artigo de A Sentinela "Por Que Esperas Ansioso 1975?" profetiza a probabilidade do Armagedom para aquele ano;

1975 ‑ A organização revela que 2.179.256 distribuem literatura; 4.925.643 comparecem à comunhão anual; 10.550 parti-cipam;

1975 ‑ O Armagedom não acontece como havia sido profetizado;

1985 ‑ A organização revela que 3.024.131 distribuem literatura; 7.792.109 comparecem à comunhão anual; 9.051 participam; 

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 Técnicas Para Compartilhar o Evangelho com as  Testemunhas de Jeová 



"Eu estava esperando que a próxima testemunha de Jeová aparecesse à minha porta. Tão logo ela veio, atirei‑lhe um versiculo bíblico após outro. Você deveria tê‑la visto dançar! Então lhe disparei João 1:1 bem no meio dos olhos e a derrubei!" Você conhece alguém que teve um desses encontros com uma testemunha? Se conhece, saiba que ele deve ter vencido a batalha mas perdeu a guerra.

Depois de uma rajada das Escrituras como a descrita acima, a testemunha ferida e sangrando correu de volta ao seu "ancião", para receber dele proteção e conforto. Ele a remendou explicando-lhe os versículos danosos e advertindo‑a a não escutar pessoas "argumentativas" novamente quando estiver pregando de casa em casa. "Não se preocupe", responderá a testemunha de Jeová ferida. "Eu não quero nunca passar por isso novamente".

Este volume contém bastante munição para incrementar o combate espiritual contra a fortaleza da Sociedade Torre de Vigia. Mas se um guerreiro cristão encontrar uma testemunha de Jeová e atacá-la com toda a sua artilharia em uma rápida sucessão de fogo, o resultado provavelmente será desapontador. Uma vez que  mesmo  os  líderes  da  Torre  de  Vigia  sabem  que  a  mente  humana  pode

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absorver apenas uma certa quantidade de informação de cada vez, eles instruem as testemunhas a planejarem um "estudo" de, no mínimo, seis meses com as pessoas que estão tentando converter. Apenas uma testemunha sem experiência bombardearia um ouvinte com um sermão de Adão ao Armagedom na primeira visita. As testemunhas de Jeová estão corretas em sua técnica, e esta é uma razão para o surpreendente crescimento da organização. Assim, nós fazemos bem em aprender com elas - não suas falsas doutrinas, é claro, mas seus métodos eficazes. 

Entretanto, o melhor exemplo para o qual podemos nos voltar para aprendermos técnicas é o nosso Senhor Jesus Cristo. Como Instrutor Mestre, ele usava palavras selecionadas, bem como milagres, para atrair os homens para si próprio. Sendo que ele teve de ensinar alguns novos conceitos impressionantes aos judeus que se tornaram seus discípulos, podemos aprender muito com o seu exemplo em nossos esforços para compartilhar o verdadeiro evangelho com as testemunhas de Jeová.

Jesus sabia o quanto seus discípulos seriam capazes de absorver a cada vez, e ele não tentava superalimentá-los. Mesmo depois de ter ficado muitos meses com os apóstolos, ele lhes disse: "Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora" (João 16:12). 0 evangelho consiste tanto de alimento "sólido" como de "leite" (Heb. 5:12-14). Se você dá alimento sólido para um bebê muito cedo, ele se sufocará com o alimento e o cuspirá fora. Compreendendo que deve levar muito tempo para que uma testemunha de Jeová desaprenda as falsas doutrinas da Torre de Vigia e re-aprenda a verdade da Bíblia, nós não devemos dar-lhe muito para digerir de cada vez. 

Jesus podia deixar para mais tarde muito do que tinha para dizer, porque sabia que o Espírito Santo continuaria ensinando os discípulos - "Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda verdade" (João 16:13). Nós também deveríamos crer que o Espírito Santo ensinará os novos crentes de hoje, tal como fez no primeiro século. Não precisamos nos responsabilizar em corrigir todas as noções erradas que uma testemunha tem em sua mente. 0 Espírito Santo prosseguirá do ponto onde paramos.

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Além disso, Jesus era um pastor ‑ não um vaqueiro! Ele não conduzia o rebanho atirando e estralando o chicote como fazem os vaqueiros na condução do gado. Ele gentilmente conduzia o rebanho. Jesus chamava e suas ovelhas ouviam sua voz e o seguiam. Nós podemos fazer o mesmo apresentando amavelmente o evangelho da palavra de Deus, confiantes de que as ovelhas irão ouvir e seguir sem que tenhamos que intimidá-las a fazer isso. As testemunhas de Jeová estão habituadas a ouvirem as ameaças de seus anciãos. Nós devemos fazer o contrário.

Note também os métodos e ensinamentos que Jesus usou. Observando rapidamente os quatro Evangelhos você observará que muitas de suas sentenças têm ponto de interrogação no final. Pontos de interrogação têm o formato de anzóis ‑ "?" ‑ e funcionam da mesma forma para fisgar respostas e as colocar para fora da boca das pessoas. Jesus era muito hábil em usar esses anzóis de pescaria. Ao invés de passar informações aos seus ouvintes, ele usava perguntas para extrair respostas deles. Uma pessoa pode fechar seus ouvidos para os fatos que não quer escutar, mas se uma pergunta aguçada a leva a formular uma resposta em sua própria mente, ela não pode escapar da conclusão ‑ porque é a conclusão à qual chegou por si só. 

Por outro lado, se nós fornecemos as respostas, os efeitos podem ser bem diferentes. Por exemplo, nós podemos dizer a uma testemunha de Jeová: "Você tem estado iludida! A organização Torre de Vigia é um falso profeta! Você precisa de salvação!" Mas, se ela não chegou a estas conclusões em sua própria mente, provavelmente ficará ofendida e rejeitará qualquer outra coisa que você tenha a dizer. Portanto, se nós queremos que ela chegue a estas conclusões devemos guiar seus pensamentos nesta direção. Melhor do que comentar: "Olhe o que este versículo diz! Diz que Jesus é Deus!" é pedir a testemunha que leia o versículo em voz alta e então perguntar: "A quem o escritor estava se referindo neste versículo?... O que ele diz a respeito dele?" e assim por diante. A testemunha -de Jeová talvez não dê a resposta correta em voz alta, mas você verá sua expressão facial mudando quando compreender o que você quis dizer.

Empatia é muito importante para que alcancemos esses indiví- 

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uos desencaminhados. Tente imaginar o quanto você gostaria que os outros lhe falassem, se fosse um dos que estivessem desencaminhados. Portanto lembre‑se que "tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei‑lho também vós a eles..." (Mat. 7:12). O apóstolo Paulo demonstrou este tipo de empatia no sermão que apresentou aos atenienses (At. 17:16‑34). As Escrituras nos dizem que: "...revoltava‑se nele o seu espírito, vendo a cidade cheia de ídolos" (v. 16). Mas, ao invés de deixar que esta revolta se tornasse uma fonte de repreensão contra aqueles idólatras, Paulo se conteve e procurou um ponto de identificação para lhes falar. E disse: "Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcional-mente religiosos; porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito:

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