David a. Reed



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João

 João 1:1

No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

 Até por volta de 1950, as testemunhas de Jeová levavam consigo uma cópia da versão mais tradicional da Bíblia (porque ela enfatiza o nome Jeová por todo o Antigo Testamento). Mas enfrentavam o embaraçoso problema de tentar negar a divindade de Cristo, enquanto a Bíblia que tinham em mãos dizia claramente que "o Verbo era Deus". Este problema foi resolvido quando a Sociedade Torre de Vigia publicou sua própria Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

 Agora, quando os cristãos mencionam João 1:1 para as testemunhas de Jeová, elas podem responder, "isto não está na minha Biblia!" Pois podem se dirigir a João 1:1, na sua própria tradução, e ler "...A Palavra era [um] deus". 

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Reduzindo Jesus Cristo a "um deus", as testemunhas o colocam entre os "muitos deuses" e muitos "senhores" de 1 Coríntios 8:5 ‑ no mesmo nível de Satanás, "o deus deste sistema de coisas" (II Cor.4:4, Tradução do Novo Mundo).

   A Sociedade Torre de Vigia apresenta a Tradução do Novo Mundo como o trabalho anônimo da Comissão de Tradução da Bíblia Novo Mundo ‑ e resiste a todos os esforços para identificar os membros da comissão. Dizem que fazem isto para que todo o crédito do trabalho vá para Deus. Mas um observador imparcial logo notará que tal anonimato também protege o tradutor de qualquer culpa pelos erros ou distorções em suas traduções. E evita que os eruditos verifiquem suas credenciais. De fato, aqueles que deixaram a sede administrativa da Sociedade Torre de Vigia nos últimos anos identificaram os supostos membros da comissão, revelando que nenhum deles era perito em hebraico, grego ou aramaico ‑ os idiomas originais dos quais a Bíblia deve ser traduzida.

   Por muitos anos, as Testemunhas de Jeová se basearam na tra-dução de O Novo Testamento (1937) de Johannes Greber, uma vez que Greber também traduziu "...a Palavra era um deus". As publicações da Sociedade Torre de Vigia mencionavam ou citavam Greber para apoiar estas e outras traduções, como se segue: 

Aid to Bible Understanding (Ajuda Para a Compreensão da Bíblia) (1969), p. 1.134 e 1.669. 

Mke Sure of All Things ‑ Hold Fast to What Is Fine (Certi-ficai‑vos de Todas as Coisas ‑ Apegai‑vos ao Bem) (1965), p.489, edição norte‑americana. 

A Sentinela, 15/09/62, página 554 (edição norte‑americana) 

A Sentinela, 15/10/75, página 640 (edição norte‑americana) 

A Sentinela, 15/04/76, página 231 (edição norte‑americana) 

"The Word" ‑ Who Is He? According To John (1962) (O Verbo ‑ Quem É Ele? Segundo João (1962) página 5. 

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Entretanto, depois que as ex‑testemunhas deram considerável publicidade ao fato de que Greber era espírita e que declarava que os espíritos lhe mostravam que palavras usar em suas traduções, A Sentinela (01/04/83) ‑ edição norte‑americana ‑ declarou na página 31: 

Esta tradução foi usada ocasionalmente em apoio à interpretação de Mateus 27: 52,53 e João 1:1, como apresentada na Tradução do Novo Mundo e outras versões bem fundamentadas da Bíblia. Mas como indicado em um prefácio da edição de 1980 de O Novo Testamento por Johannes Greber, este tradutor recorria ao "Mundo Espiritual de Deus" para o esclarecer sobre como deveria traduzir as passagens difíceis. É enunciado que: "Sua esposa, uma médium do Mundo Espiritual de Deus, era freqüentemente o instrumento usado para trazer as respostas corretas dos mensageiros de Deus ao Pastor Greber". A Sentinela considerou impróprio fazer uso de uma tradução que tenha uma descrição tão similar ao espiritismo (Deut.18:10‑22). A sabedoria que forma a base para a explicação do texto acima mencionado na Tradução do Novo Mundo é sólida e por esta razão não depende absolutamente da tradução de Greber para sua consolidação. Nada se perde, portanto, ao parar de usar seu Novo Testamento. 

Desta forma, parecia que a Sociedade só então havia descoberto as conexões espíritas de Greber e imediatamente se arrependia de tê-lo usado como base. Entretanto, isto também foi um engodo ‑ porque a Sociedade Torre de Vigia já sabia das práticas espíritas de Greber desde 1956. A Sentinela, (edição norte‑americana) de 15/02/1956, contém quase uma página inteira escrita para alertar os leitores contra Johannes Greber e sua tradução. Esta se refere ao seu livro intitulado Communication with the Spirit - World: Its Laws and Its Purpose (Comunicação com o Mundo Espiritual: Suas Leis e Seus Propósitos) e declara: "Obviamente os espíritos nos quais o ex‑pastor Greber acredita o ajudaram em suas traduções" (A Sentinela, edição norte‑americana, 15/02/56, p.111). Com exceção do Novo Testamento de Greber e a tradução distorcida da Sociedade Torre de Vigia, outras traduções da Bíblia são quase unânimes em traduzir João 1:1 como "...a Palavra era Deus". E isto condiz com a declaração feita pelo apóstolo Tomé, também encontrada no Evangelho de João, chamando Jesus de "Senhor meu, e Deus meu!" (João 20:28). A Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová ainda chama Jesus de "Deus" em João 20:28 e Isaías9:6.

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De fato, sua Tradução Interlinear do Reino revela que no original grego é dito literalmente que Jesus é "o Deus" (HO THEOS) em João 20:28.

Qualquer um que acredita que o Pai é Deus, enquanto o Filho é "um deus" deveria ler Isaías 43 e 44, onde a palavra inspirada rejeita tal noção: "...antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador ... ...Acaso há outro Deus além de mim? Não, não há Rocha; não conheço nenhuma" (Is. 43:10,11, 44:8, destaques acrescentados)

 (Para informações adicionais sobre a divindade de Cristo e os esforços dos tradutores da Torre de Vigia em esconder isto em sua Bíblia, veja as considerações sobre Gênesis 18‑1,2; Êxodo 3:14; Salmo 110‑1; Isaias 9:6; Daniel 10:13‑21; João 8:57,58; 20:28; e Hebreus 1:6.)

 João 3:3‑7

 Em resposta Jesus disse‑lhe: Digo‑te em toda a verdade: A menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus. ...Vós tendes de nascer de novo (Tradução do Novo Mundo).

Mesmo que estas palavras apareçam em sua própria Bíblia, as testemunhas de Jeová não acreditam que devam nascer de novo. "Isto não se aplica a mim. Diz respeito aos 144 mil ungidos. Eu pertenço à 'grande multidão' que viverá na terra sob o domínio do Reino". Esta é a resposta típica que uma testemunha de- Jeová dará quando alguém lhe perguntar se é nascida de novo. (Veja as considerações sobre João 10:16 e Apocalipse 7:4 e 7:9, para informações a respeito de suas opiniões sobre os 144 mil e a "grande multidão" de "outras ovelhas".) A organização lhes tem especificamente ensinado que "as 'outras ovelhas' não necessitam de tal renascimento, porque sua meta é a vida eterna no paraíso terrestre restaurado, como súditos do Reino" (A Sentinela, edição norte‑americana, 15/02/86, p.14). 

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O primeiro passo é pedir à testemunha para ler com você na própria versão da Torre de Vigia o que a Bíblia realmente diz a respeito de nascer de novo em João 3:3‑15. Destaque que Jesus não permitiu exceções quando diz: "a menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus" (v.3).

Então focalize 1 João 5: 1, onde a Tradução do Novo Mundo diz: "Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus". Pergunte à testemunha de Jeová se a expressão "todo o que crê" deixa alguém de fora. 

A seguir, conduza a testemunha para Gálatas 4:5,6, onde a Bíblia explica que "Cristo veio para que nós, em nossa parte, recebêssemos a adoção como filhos. Ora, visto que sois filhos, Deus enviou o espírito de Seu filho aos nossos corações e ele clama: 'Aba, Pai!"' (Tradução do Novo Mundo). Pergunte‑lhe se foi adotada como um filho de Deus, recebendo pessoalmente o Espírito do Filho de Deus, Jesus Cristo, em seu coração, como é descrito aqui. Em harmonia com a doutrina da Torre de Vigia, ela responderá: "não!".

Finalmente, volte‑se para Romanos 8. Primeiro, dirija a testemunha aos versículos 14‑16, mostrando‑lhe que o capítulo está discutindo o mesmo assunto: receber o "espírito de adoção" e clamar: "Aba, Pai!" ‑ que a testemunha diz não se aplicar a ela. Em seguida recorra a Romanos, início do capítulo 8, e leia com ela os versículos 1‑7, comentando o contraste entre andar na carne e "andar no espírito". Assim você está preparado para chegar ao ponto crucial nos versículos 8‑9: 

De modo que os que estão em harmonia com a carne não podem agradar a Deus. No entanto, vós estais em harmonia, não com a carne, mas com o espírito. Se o espírito de Deus verdadeiramente morar em vós. Mas se alguém não tiver o espírito de Cristo, este não pertence a ele (Tradução do Novo Mundo, grifo acrescentado).

Lembre à testemunha que ela admitiu que não recebeu o espírito de Cristo para habitar em seu coração nascendo de novo pela adoção como filho  de Deus.  À luz dos versículos 8 e 9, por- 

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tanto, poderá chegara qualquer conclusão a não ser a de que não pode agradara Deus, e que não pertence a Cristo? 

Neste ponto você provavelmente deverá reler com ela Romanos 8. Uma vez que a passagem é raramente discutida nos estudos bíblicos em classes no Salão do Reino, a maioria das testemunhas- de Jeová não tem consciência do que a passagem diz. Mas, quando uma testemunha finalmente compreende o seu significado, isso pode ter um efeito devastador. Eu sei muito bem disto ‑ porque, quando finalmente encontrei tais versículos, depois de treze anos na organização Torre de Vigia, eles me abalaram muito. Em pouco tempo eu estava confessando minha necessidade ao Salvador e orando para receber o Espírito de Cristo em meu coração. E ‑ glória a Deus! ‑ ele respondeu à minha oração. 

Não fique, porém, desapontado se a testemunha de Jeová com a qual você está conversando responder com um argumento ao invés de uma oração. No meu próprio caso, eu li Romanos 8 em um período em que várias semanas de exame de alma e intensa leitura da Bíblia já tinham me levado a deixar a organização. Normalmente isso leva um período considerável de tempo ‑ talvez mesmo meses ou anos ‑ para que a informação necessária penetre e produza mudanças na testemunha de Jeová. Plante cuidadosa-mente e regue pacientemente ‑ dessa forma Deus fará crescer! (I Cor. 3:6). 

João 4:23 

Não obstante, vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem (Tradução do Novo Mundo).

As testemunhas de Jeová geralmente usam este versículo em seu trabalho de pregação de porta em porta. Após cumprimentar o chefe da família, elas perguntam: "Quem você adora como Deus? Qual é o nome dele?" Se a resposta dada é "o Senhor", ou "Deus", as testemunhas respondem: "isto é um título. Qual é o nome de Deus?" Muitas pessoas, então, responderão: "Jesus!" Depois do que as testemunhas lerão João 4:23 e então comentarão:

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"Vocês não são adoradores reais, porque vocês estão adorando o Filho. A Bíblia diz aqui que os verdadeiros adoradores adoram o Pai. Você sabe o nome do Pai?" Dessa forma as testemunhas de Jeová procedem à apresentação de seus argumentos padronizados sobre o nome Jeová.

Muitas das atividades de pregação das testemunhas seguem este mesmo tema: negação à divindade de Cristo, enquanto ensinam que apenas o Pai (Jeová) deve ser adorado. Para estabelecer esta doutrina, elas conduzem seus novos estudantes em um estudo dirigido pela Bíblia, cautelosamente evitando passagens como: Isaías 9:6; Mateus 28:9; João 1:1, 8:58,59, 20:28; Colossenses 2:9; Hebreus 1:6;e assim por diante ‑ tudo o que revele a divindade de Cristo e o acerto de prestar adoração a ele.

De fato, os tradutores da Torre de Vigia, ao prepararem A Tradução do Novo Mundo, foram cautelosos em traduzirem proskuneo (adoração, obediência, reverência) de uma maneira muito seletiva. Onde quer que a palavra seja usada como referência ao Pai, elas traduzem como "adoração", mas onde quer que se refira ao Filho, traduzem como "reverência". (Veja as considerações sobre Hebreus 1:6 para maiores detalhes.)

Após concordarem que o Pai deve ser adorado, pergunte à testemunha de Jeová se ela respeita os desejos do Pai em outras questões também. Naturalmente, sua resposta será "Sim!". Então, dirija‑a em sua própria Bíblia para João 5:23, onde é dito que o Pai pede "que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai..." Se a testemunha não dá venerável honra ao Filho, então sua adoração do Pai é vã, porque o mesmo versículo continua dizendo: "Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou."

(Veja também Gênesis 18:1,2; Êxodo 3:14; Salmo 110:1; Isaías 9:6 Daniel 10:13‑21;e Hebreus 1:6.) 

João 6:53 

Da mesma forma, Jesus declarou: Digo‑vos em toda a verdade: a menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos (Tradução do Novo Mundo).

Este é um versículo importante para trazer à tona uma discussão com as testemunhas de Jeová. Elas foram instruídas a  

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recusar não apenas a comunhão mas também rejeitar a vida nova que vem para todos os que crêem no sangue derramado e no corpo crucificado de nosso Senhor. Se excluem da nova aliança ratificada pelo sangue de Cristo.

(Para sugestões de como discutir com elas esta questão, veja Mateus 26:27 e Apocalipse 7:9.) 



João 8:58 

Respondeu-lhes Jesus: E m verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.

Para evitar a implicação óbvia referente à divindade de Cristo, os tradutores da Torre de Vigia mudaram as palavras de Jesus em sua tradução onde se lê: "antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido".

(Veja as considerações sobre Êxodo 3:14, onde Deus revelou-se para Moisés como o "EU SOU".) 



João 10:16 

Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me  importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.

Se Jesus estava aqui chamando os crentes gentios do futuro de suas "outras ovelhas", como é comumente compreendido, então ele estava sugerindo para seus discípulos judeus que haveria um tempo quando seu rebanho abrangeria um corpo mundial de crentes de todas as nacionalidades. Mas a Sociedade Torre de Vigia atribui um significado diferente a este texto. Ela contrasta as "outras ovelhas" com o "pequeno rebanho" mencionado em Lucas 12:32, onde o Senhor diz: "Não temas, ó pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino"; o "pequeno rebanho", dizem as testemunhas de Jeová, são 144 mil crentes ungidos com o espírito que compõem o corpo de Cristo e irão para o céu, enquanto as "outras ovelhas" incluem todos os outros crentes - aqueles que receberam vida eterna na terra. A oportunidade de se tornar parte do "pequeno rebanho" terminou no ano de

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1935, como conta sua história; desta forma, hoje mais de 99% das testemunhas de Jeová se consideram parte da classe das "outras ovelhas".

Este problema poderia parecer quase acadêmico, exceto pelo fato de que aqueles que se vêem como as "outras ovelhas" se excluem assim não apenas do paraíso, mas também da nova aliança mediada por Cristo e de tudo o que a Bíblia promete aos membros do corpo de Cristo.

(Para refutar a doutrina de que os cristãos estão divididos nas classes celeste e terrestre, veja as considerações sobre Apocalipse 7:4 [a respeito do "pequeno rebanho" de 144 mil] e Apocalipse 7:9 [a respeito da "grande multidão" das "outras ovelhas"]).

Além da vasta maioria de testemunhas de Jeová, a Sociedade Torre de Vigia também lança todos os crentes pré‑cristãos na classe das "outras ovelhas" com uma esperança terrestre. Desse modo, as testemunhas acreditam que Abraão, Isaque, Jacó, os profetas, e assim por diante, não vão para o paraíso. A melhor resposta a isto é ler o capítulo 11 de Hebreus, o qual se refere a vários crentes pré‑cristãos, homens e mulheres (incluindo os patriarcas e os profetas), e então diz deles que: "eram estrangeiros e peregrinos na terra... Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus... lhes preparou uma cidade" (Heb. 11:13‑16). Que cidade na pátria celestial? Evidentemente, a "cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial" (Heb. 12:22).

(Veja também as considerações sobre Salmos 37:9,11,29,115:16; Mateus 23:43; e Apocalipse 7:9). 

João 14:28 

Se me amásseis, alegrar‑vos‑íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu.

Este é o versículo favorito das testemunhas de Jeová ao argumentarem contra a divindade de Cristo. Elas começam citando "o credo atanasiano" : "Nesta trindade ninguém está antes, ou depois do outro; ninguém é maior ou menor que o outro. Mas todas as três pessoas são co‑eternas e co‑iguais." Então elas lerão as palavras de Jesus que dizem que o Pai é maior do que o Filho, ao contrário de "igual", como diz aquele credo. 

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Não deixe que as testemunhas de Jeová o atraiam para esta armadilha. Lembre‑lhes que Jesus estava falando em uma época em que tinha feito como é mencionado em Filipenses 2:6,7: "O qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou‑se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando‑se em semelhante aos homens." Naturalmente, então, Cristo poderia falar do Pai como sendo "maior que eu". O Filho tinha até mesmo se tornado "menor que os anjos", em função de agir como Salvador dos homens (Heb. 2:9).

(Veja também as considerações sobre Isaías 9:6; João 1:1, 20:28; e Apocalipse 1:7,8.) 



João 16:13 

Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.

A série completa dos versículos de João 16:7‑15 é uma excelente passagem à qual se pode recorrer quando estivermos discutindo sobre o Espírito Santo com as testemunhas de Jeová. As testemunhas de Jeová negam tanto a divindade quanto a personalidade do Espírito Santo, afirmando ao invés disso que "ele" é simplesmente uma "força ativa" impessoal. Mas aqui, Jesus claramente referiu‑se ao Espírito Santo como "Ele" (um pronome pessoal) e descreveu o Espírito como conversando, ouvindo, falando, e assim por diante ‑ atividades de natureza pessoal.

(Veja também Gênesis 1:1,2; Mateus 3:11; Atos 2:4, 5:3,4 e I Coríntios 6:19.) 



João 17:3 

Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo (Tradução do Novo Mundo).

Um dos versículos citados mais freqüentemente pelas testemunhas de Jeová que batem à porta é João 17:3. Elas o usam de duas maneiras diferentes: 

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Primeira, apesar da maioria das traduções apresentarem o grego como "conhecer" a Deus, a versão da Torre de Vigia diz "tomando conhecimento". Isto habilita as testemunhas a usarem este versículo ao oferecerem aos ouvintes "um estudo grátis da Bíblia" para receberem "o conhecimento de Deus". Aqueles que aceitam a oferta são rapidamente desviados da Bíblia para um dos muitos livros publicados pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.

Depois disso, as pessoas que estudam com as testemunhas estão "sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade" (II Tim.3:7). O próprio Jesus Cristo revelou que ele é: "o caminho, e a verdade, e a vida", e que "ninguém vem ao Pai, senão por mim (João 14:6). Os "fatos" que continuam enchendo as mentes das testemunhas nunca suprem a falta de um verdadeiro conhecimento de Jesus, a verdade viva. 

Isto se assemelha à situação de um jovem admirador de um famoso astro do cinema que tenha visto todos os seus filmes, lido todos os volumes de seu material biográfico, e decorado suas paredes com retratos de seu astro. Todavia, todo esse conhecimento nunca poderá chegar ao tipo de relacionamento desfrutado pelo filho adotivo desse astro, que vive em relação íntima com ele. O cristianismo real envolve a adoção por Deus como seu filho, e realmente o vir a conhecê‑lo (veja Gál. 4:5‑9; Rom. 8:14‑39). O "conhecimento" fornecido pela Torre de Vigia nunca pode se igualar a este.

A segunda forma em que as testemunhas de Jeová usam João 17:3 é para negar a divindade de Cristo. Elas mostram que Jesus chamou o Pai de "o único Deus verdadeiro" e fazem distinção entre "tu, o único Deus verdadeiro" e "aquele que enviaste, Jesus Cristo". É claro, a relação do Pai, Filho e Espírito Santo dentro da trindade é uma questão que até mesmo os cristãos mais ortodoxos podem ver no máximo "como através de um espelho, obscura-mente", enquanto nós desejamos ansiosamente estar com Deus e, só então, vê‑lo "face a face" (I Cor. 13:12).

Mas agora podemos ver claro o suficiente para saber que a Sociedade Torre de Vigia está distorcendo João 17:3.

Se a referência ao Pai como "o único verdadeiro Deus" signi- 

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ficasse a exclusão do Filho da divindade, então o mesmo princípio de interpretação se aplicaria a Judas 4, onde Cristo é chamado "nosso único dono e senhor" (Tradução do Novo Mundo, grifo acrescentado). Isto excluiria o Pai do senhorio e da propriedade. As testemunhas falam ainda do Pai como "o Senhor Jeová", contudo Judas 4 chama Jesus de nosso "único" Senhor. E o Espírito Santo é chamado "Senhor" em II Coríntios 3:17. Obviamente, o uso da palavra único não é exclusiva com referência ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Jesus sendo chamado nosso "único" Senhor não exclui o senhorio do Pai e do Espírito Santo, e o Pai sendo chamado "o único" Deus verdadeiro não exclui o Filho e o Espírito Santo da divindade.

(Veja também as considerações sobre Gênesis 18:1,2; Êxodo 3:14; Salmo 110:1;Isaías 9:6; João 1:1, 20:28; e Apocalipse 1:7,8.) 

João 20:25 

Conseqüentemente, os outros discípulos diziam‑lhe: Temos visto o Senhor! Mas, ele lhes disse: A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha minha mão no seu lado, certamente não acreditarei (Tradução do Novo Mundo).

Os cristãos fazem bem em discutir esta passagem com as testemunhas de Jeová que negam que Jesus morreu em uma cruz.

Negar que Jesus morreu na cruz é uma doutrina básica das testemunhas de Jeová. De fato, as testemunhas consideram qualquer um que acredita na cruz um "falso beato pagão". Ao invés disto, a Sociedade Torre de Vigia ensina que Jesus foi pregado em uma "estaca de tortura" ‑ um poste vertical, como um mastro de bandeira, sem nenhuma trave horizontal. Em qualquer lugar onde a palavra cruz é mencionada, em outras Bíblias, a Tradução do Novo Mundo usa a expressão estaca de tortura.

A ilustração da morte do Senhor em seus livros mostram Jesus com seus braços colocados juntos, logo acima da cabeça, com um único cravo pregando ambas as mãos na estaca. Durante anos, todas as publicações da Sociedade Torre de Vigia descreveram a morte de Jesus desta forma ‑ com um único cravo pregando suas mãos a uma "estaca de tortura". Mas, o que dizem as Escrituras? Era um cravo que pregava as mãos de Jesus acima de sua cabeça,  

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ou  eram dois cravos  que pregavam suas mãos nos finais opostos do travessão da cruz? Em João 20:25, a Bíblia nos diz que o após-tolo Tomé disse o que é relatado no versículo acima. Mesmo na Bíblia da Torre de Vigia, Tomé falou dos "pregos" (plural) nas mãos de Jesus ‑ não um único prego, como nas ilustrações da Torre de Vigia.

Portanto, apesar de os líderes das Testemunhas de Jeová terem retirado a palavra cruz de suas Bíblias, eles se descuidaram em não retirar o segundo cravo das mãos de Jesus ‑ retendo, portanto, a evidência de que ele morreu por crucificação, ao invés de por fixação em estaca de tortura como ensinam. 



João 20:28 

Em resposta Tomé disse‑lhe: Meu Senhor e meu Deus! (Tradução do Novo Mundo).

Sim, este versículo realmente aparece na Bíblia das Testemunhas de Jeová! Talvez mude nas edições futuras, mas, enquanto ainda estiver lá, nós podemos indicá-lo para as testemunhas de Jeová, em nossas conversas a respeito da divindade de Cristo. Tomé, apesar deter duvidado por mais tempo que os outros apóstolos, finalmente veio a aceitar Cristo como Senhor e Deus ‑ não "um deus" como os líderes da Torre de Vigia têm traduzido de forma errônea em João 1:1, mas "Deus", como as palavras de Tomé demonstram.

As testemunhas de Jeová acham este versículo muito difícil de se discutir porque não admitem o simples fato de que ele declara a divindade de Cristo. Tipicamente, elas tentam discuti‑lo de duas maneiras:

Primeiro, a testemunha de Jeová menos instruída pode tentar refutar o versículo dizendo: "Tomé estava apenas exclamando sua surpresa. Se víssemos um amigo retornar da morte, nós, também, diríamos: 'oh! Meu Deus!' em total surpresa. Tomé não quis dizer nada com isso!"

Se uma testemunha usar esta abordagem, nós devemos perguntar-lhe: "Você está dizendo que Tomé estava usando o nome de Deus em vão? Isto seria blasfêmia! Tomé certamente não faria

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isso!"  Então,  mostre‑lhe  que  no  próximo  versículo Jesus comentou o que Tomé havia dito. Se Tomé tivesse dito "Deus" em vão, Jesus certamente o teria repreendido por isso, mas, ao invés, ele reconheceu que Tomé tinha finalmente "acreditado". Acreditado em quê? Que Jesus Cristo é Senhor e Deus! 



Segundo, uma testemunha mais sofisticada seguirá a abordagem sugerida na página 213 do livro da Sociedade Torre de Vigia de 1985, Reasoning from the Scriptures [Raciocínios à Base das Escrituras]. Ela mencionará que o capítulo 20 de João termina dizendo: "estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus..." (v. 31). Para a testemunha de Jeová, o fato de que o Pai é Deus, e que Jesus é o Filho do Pai, automaticamente nega a divindade do Filho. Mas isto não é o que as Escrituras ensinam. (Veja os versículos relacionados abaixo.) A testemunha pode também citar João 20:17, onde Jesus refere‑se ao Pai como "meu Deus", como a tão falada prova de que Jesus não é Deus. Contudo, em Hebreus 1:10, o Pai chama o Filho "Senhor" ‑ obviamente sem colocar em dúvida o fato de que o Pai, também , é "Senhor". 

Visto que as testemunhas de Jeová referem‑se a Jesus como "um deus" em contraste com o Pai, o qual eles chamam "o Deus", você pode levar a testemunha de Jeová a procurar João 20:28 em sua própria Tradução Interlinear do Reino (1985). Palavra por palavra nos textos gregos mostram que Tomé literalmente chamou Jesus "o meu Senhor e o meu Deus!" 

(Veja também Gênesis 18:1,2; Isaías 9:6; Daniel 10:13‑21, 12:1; João 1:1; Apocalipse 1:7,8; e outros versículos pertinentes relacionados no Índice de Assuntos.)

 Atos

 Atos 1:5 

Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias.

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(Veja as considerações sobre Mateus 3:11, que tratam do mesmo assunto.)



Atos 2:4 

Todos eles ficaram cheios do espírito santo (Tradução do Novo Mundo).

O livro da Torre de Vigia de 1982, You Can Live Forever in Paradise on Earth (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra), diz: "'Todos eles ficaram cheios do espírito santo'. (At.2:4). Eles ficaram 'cheios' de uma pessoa? Não, mas ficaram cheios da força ativa de Deus. Portanto, os fatos tornam claro que a trindade não é um ensinamento bíblico... Como o espírito santo poderia ser uma pessoa, sendo que encheu cerca de 120 discípulos ao mesmo tempo?" (p.40‑41). E a nota de rodapé da página 41 pergunta: "Como o derramamento do espírito santo nos seguidores de Jesus prova que ele não é uma pessoa?" 

Estes argumentos das testemunhas não provam nada disso. Se o derramamento do Espírito Santo (At. 2:33, 10:45; e assim por diante) fosse evidência contra sua personalidade, então o apóstolo Paulo também não seria uma pessoa, porque Paulo escreveu acerca de si mesmo: "eu esteja sendo derramado..." (Fil. 2:17, Tradução do Novo Mundo) e: "...já estou sendo derramado..." (11 Tim. 4:6, Tradução do Novo Mundo). Uma vez que o apóstolo Paulo, obvia-mente uma pessoa real, poderia ser mencionado na Bíblia como sendo "derramado", então a mesma expressão dizendo respeito ao Espírito Santo dificilmente poderia ser usada como uma prova contra a personalidade do Espírito.

Da mesma forma, a profecia do Antigo Testamento diz de Jesus Cristo, "fui derramado como água" (Sal. 22:14, Tradução do Novo Mundo). Por esta razão, aplicar os argumentos da Torre de Vigia fariam também dele uma simples força impessoal. Obvia-mente, este argumento é uma ilusão.

Mas, e a respeito do problema dos discípulos serem "cheios" com o Espírito Santo? Ao invés de sustentar o que as testemunhas -de Jeová acreditam, este versículo realmente prova o oposto: a saber, que o Espírito Santo é o próprio Senhor Deus.  Ele é  quem "a    

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tudo  enche  em  todas  as  coisas"  (Ef. 1:23),  "que cumpre tudo em todas as coisas" (Imprensa Bíblica Brasileira). Mesmo a Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová se refere a ele "que em tudo preenche em todas as coisas" em Efésios 1:23. Pergunte à testemunha de Jeová se este "ele" que preenche todos os discípulos não é uma pessoa divina.

A seguir, mostre‑lhe que o Espírito Santo pode falar (At. 13:2), testemunhar (João 15:26), "dizer o que ele ouve" (João 16:13) e "sentir‑se magoado" (Is.63:10, Tradução do Novo Mundo).

Finalmente, peça‑lhe para ler II Coríntios 3:17. A maior parte das traduções deste versículo diz: "o Senhor é o Espírito." A Bíblia da Torre de Vigia diz: "Jeová é o Espírito." Obviamente as Escrituras ensinam que o Espírito Santo é uma pessoa divina ‑ ninguém além do próprio Deus.

(Veja também as considerações sobre Mateus 3:11; João 16:3; Atos 5:3,4; e I Coríntios 6:19.)

Atos 5:3,4

 Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? ...Não mentiste aos homens, mas a Deus.

  Convide uma testemunha de Jeová a ler esta passagem; então pergunte‑lhe para quem Ananias mentiu. Pedro menciona isto duas vezes: ele mentiu para o Espírito Santo; ele mentiu para Deus. Isto revela que o Espírito Santo é uma pessoa ‑ (Como alguém poderia mentir para uma "força"?) ‑ e que esta pessoa é Deus.

Você pode ter que ler esta passagem várias vezes com a testemunha antes que ela comece a compreender estes versículos. As testemunhas de Jeová estão tão acostumadas a pensar no Espírito Santo como "isto" ‑ "força ativa de Jeová" ‑ que suas mentes têm dificuldade até mesmo de cogitar o pensamento do Espírito Santo como uma pessoa.

Uma passagem não será suficiente para convencer a testemunha da personalidade e divindade do Espírito Santo. Veja também nossas considerações sobre João 16:13; Romanos 8:26,27; e I Coríntios 6:19. A testemunha pode ainda fazer objeção à personalidade do Espírito, dizendo que o Espírito Santo pode ser " derrama- 

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do", e que as pessoas podem ser "cheias" e "batizadas" no Espírito Santo. Se tais argumentos forem usados, veja nossas considerações sobre Mateus 3:11 e Atos 2:4.

 Atos 7.59,60

 Apedrejavam, pois, a Estêvão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! E pondo‑se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu...

As testemunhas de Jeová nunca se dirigem a Jesus em oração. Elas foram instruídas que suas orações devem ser dirigidas apenas ao Pai e que devem chamá-lo "Jeová". Se uma testemunha fosse ouvida orando a Jesus, seria julgada por um Comitê Judicial e desassociada, a menos que se arrependesse de seu "pecado".

Mas a passagem das Escrituras mencionada acima mostra claramente Estêvão orando a Jesus Cristo, o Senhor ressurreto. (A Bíblia das Testemunhas de Jeová trocou a palavra "Senhor" no v.60 para "Jeová", mas o v.59 ainda diz "Jesus".)

Uma testemunha pode alegar que Estêvão não estava orando a Jesus; estava simplesmente falando com ele face a face, porque teve uma visão. Neste caso, peça à testemunha de Jeová para ler o contexto. A visão mencionada no versículo 56 tomou lugar quando Estêvão estava em Jerusalém, sendo julgado perante a corte do Sinédrio. Quando disse aos judeus que tivera uma visão de Cristo no céu à direita do Pai, eles se enfureceram. Terminado o julga-mento, arrastaram Estêvão para fora do recinto, conduziram-no pelas ruas da cidade, escoltaram-no por todo o caminho para fora da cidade (v. 57), e então o apedrejaram. Esses acontecimentos, naturalmente, tomaram um considerável espaço de tempo. Não existe indicação de que esta visão se repetiu novamente fora da cidade. No momento de seu apedrejamento, certamente como as Escrituras declaram, estava orando a Jesus. 



Atos 15:28,29

 Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo alem destas coisas necessárias:  Que  vos  abstenhais  das  coisas  sacrificadas  

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aos  ídolos,  e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.

As testernunhas de Jeová usam este versículo, juntamente com regulamentos dietéticos do Antigo Testamento, para sustentar a proibição de sua organização contra transfusão de sangue.

Elas vêem a passagem acima como uma lei de Deus, estendendo a proibição dietética judaica sobre as congregações cristãs futuras. Mas a igreja primitiva tratava esta carta apostólica como uma determinação permanente? Obviamente, a idolatria é permanentemente proibida, mas e a respeito dos outros preceitos mencionados na carta? E a respeito de se oferecer carne aos ídolos? Paulo discutiu este assunto demoradamente em sua Primeira Carta aos Coríntios, indicando que "um ídolo nada é" e que "não somos piores se não comermos, nem melhores se comermos". Ele argumenta contra comer tal carne, quando isto se torne um obstáculo para os novos crentes que apenas recentemente abandonaram a adoração idólatra. (Veja 1 Cor. 8:1‑13.) Mas, geralmente, os cristãos são livres para comer "de tudo quanto se vende no mercado, nada perguntando por causa da consciência" e para comer "de tudo o que puser diante de vós" na casa de incrédulos (I Cor. 10:25‑27).

Desse modo, a parte da carta de Atos 15 que se refere a carnes oferecidas aos ídolos não deve ter sido vista como uma determinação permanente para a igreja. Não existem fundamentos, então, para se afirmar que a declaração acerca do sangue tem força hoje também.

Mas, mesmo que tenha, as Escrituras estão referindo-se a dieta alimentar, e não a transfusão de sangue. Tomar uma regulamentação dietética e estendê-la ao ponto de negar um processo médico para se salvar a vida de um homem à morte é fazer como os judeus fariseus que ficaram furiosos quando Jesus curou um homem no sábado (Luc.6:6‑11).A carta publicada em 8 de dezembro de 1984 na edição do The Concord Monitor (New Hampshire) fala de anciãos das Testemunhas de Jeová interrogando um paciente terminal de câncer em um hospital e desassociando-o em seu leito de morte porque aceitara uma transfusão de sangue. Nós facilmente poderíamos imaginar os fariseus fazendo a mesma coisa ‑ mas agiria Jesus dessa forma? 

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(Veja também as considerações sobre Gênesis 9:4 e Levítico 7:26, 27.) 



Romanos 

Romanos 8:8,9 

... os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

Esta passagem é muito útil para demonstrar às testemunhas de Jeová sua necessidade de nascer de novo como filhos de Deus. Elas esperam agradar a Deus com o trabalho do qual se ocupam. Mas ainda estão na carne, e, portanto, "não podem agradar a Deus", não importando o quanto trabalhem.

(Iniciando com o versículo 1, leia com a testemunha de Jeová todo o capítulo de Romanos 8, especialmente e inclusive o versículo 17. Veja também nossas considerações sobre João 3:3.). 



Romanos 8:26,27 

Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo inter-cede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do Espírito: que ele, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos.

As testemunhas de Jeová raramente encontram esta passagem em seus "estudos bíblicos" pré‑organizados porque seus líderes preferem saltá-la ou ignorá-la. Ela simplesmente não se encaixa em suas concepções do Espírito Santo como uma "coisa" ‑ uma "força ativa" impessoal.

Convide a testemunha de Jeová a ler estes versículos com você, e então faça algumas perguntas: Uma "força" pode fazer inter-cessão por nós? Uma "força" tem mente? A própria Tradução do Novo Mundo das Testemunhas diz que o Espírito "implora" por nós (v.26). Pode uma força impessoal implorar por pessoas?

(Para ajudar a testemunha a meditar mais profundamente sobre a personalidade e divindade do Espírito Santo, convide-a a consi- 

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derar também João 16:13; Atos 5:3,4; e I Coríntios 6:19. [Veja os comentários sobre estes versículos.]) 

Romanos 14:7‑9 

Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Pois se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor. Porque já foi para isto mesmo que Cristo morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.

Este é um excelente exemplo para se demonstrar que a Bíblia das Testemunhas de Jeová é uma tradução distorcida, contendo vários versículos que foram alterados para se encaixarem nas doutrinas da Torre de Vigia.

Como se lê na versão acima, e virtualmente em todas as outras traduções, esta passagem mostra nossa relação com Cristo tanto na vida quanto na morte. O versículo 9 é logicamente ligado ao que o precede nos versículos 7 e 8. Mas, agora, note o quanto os tradutores da Torre de Vigia mudaram o versículo em suas Bíblias: 

Nenhum de nós, de fato, vive somente para si mesmo, e ninguém morre somente para si mesmo; quer vivamos, vivemos para Jeová, quer morramos, morremos para Jeová. Portanto, quer vivamos, quer morramos, pertencemos a Jeová. Pois, para este fim morreu Cristo e passou a viver novamente, para que fosse Senhor tanto sobre os mortos como [sobre] viventes (Rom. 14:7‑9, Tradução do Novo Mundo).

Traduzindo a mesma raiz grega Kyrios como "Jeová" nos versículos 7 e 8,e como "Senhor" no 9, a Torre de Vigia faz com que o versículo 9 não dê seqüência lógica aos anteriores. Lembrando que os líderes das Testemunhas de Jeová ensinam que "Jeová" é o nome de Deus Pai apenas, e que Jesus Cristo é um mero ser criado (um anjo), podemos perceber que eles mudaram totalmente o sentido desta passagem. Em sua tradução, o objeto da discussão, no caso Deus, passa a ser uma de suas criaturas como se lê nos versículos 8 e 9, e portanto o versículo 9 não é mais ligado, logicamente, com o versículo anterior. Você não precisa ser um erudito em grego para ver que alguma coisa está errada com a tradução da Sociedade Torre de Vigia. 

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Na Bíblia das Testemunhas de Jeová, em Romanos 14:7‑9, tem‑se a impressão de que se está falando de duas pessoas diferentes. Ainda, uma rápida consulta na própria Tradução Inter-linear do Reino demonstra que a mesma palavra raiz, Kyrios ("Senhor"), aparece em três versículos. Com o objetivo de ser consistente, a tradução deveria usar "Senhor" por toda a passagem.

Mas por que os tradutores da Sociedade Torre de Vigia não traduziram Kyrios como "Jeová" em todos os três versículos? Porque desta forma se leria: "Nenhum de nós, de fato, vive somente para si mesmo, e ninguém morre somente para si mesmo; quer vivamos, vivemos para Jeová, quer morramos, morremos para Jeová. Portanto, quer vivamos, quer morramos, pertencemos a Jeová. Pois para este fim morreu Cristo e passou a viver novamente, para que fosse Jeová tanto sobre os mortos como sobre os viventes" ‑ um pensamento totalmente inaceitável na teologia da Torre de Vigia!

De muitas outras maneiras, a Tradução do Novo Mundo distorce versículos para se encaixarem na doutrina da organização. Ao invés de ser chamada a versão da Bíblia da Torre de Vigia, ela deveria ser chamada sua perversão da Bíblia.

(Veja também nosso capítulo 2, "A Bíblia Que as Testemunhas de Jeová Usam".) 

1 Coríntios 

1 Coríntios 1:10 

Rogo‑vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer. 

A Sociedade Torre de Vigia usa este versículo para impor sobre seus seguidores um grau de conformidade quase inacreditável para nós. Mas, ao invés de se irritar com isso, as testemunhas orgulham-se de sua total obediência à Sociedade, como evidência de que são os únicos cristãos verdadeiros, porque só entre elas "todos falam de acordo" e são "unidas na mesma mente e na mesma maneira de pensar" (I Cor. 1:10, Tradução do Novo Mundo).

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São especialmente instruídas a "não aceitar ou ler a literatura religiosa das pessoas que encontram" (A Sentinela, edição norte--americana, 01/05/84, p.31), não dar ouvidos a "críticas contra a organização de Jeová" (A Sentinela, edição norte‑americana, 15/05/84, p. 17) e não proferir palavras "expressando críticas à maneira pela qual os anciãos designados estão lidando com os problemas" (A Sentinela, edição norte‑americana, 15/01/84, p. 16). As testemunhas devem até mesmo "evitar pensamentos independentes... questionando o conselho que é fornecido pela visível organização de Deus", e "lutar contra pensamentos independentes" (A Sentinela, edição norte‑americana, 15/01/83, p. 22, 27).

Mas, quis o apóstolo Paulo, ao escrever aos coríntios, dizer que deveriam não apenas terminar com suas divisões cismáticas, mas também submeter‑se totalmente a alguns líderes humanos, em inquestionável obediência ‑ como robôs sem mente? Dificilmente! Outra carta de Paulo aos romanos revela que existia espaço suficiente para liberdade individual na igreja primitiva: 

Um acha que pode comer de tudo, ao passo que o fraco só come verdura. Quem come não despreze aquele que não come; e aquele que não come não condene aquele que come; porque Deus o acolheu... H á quem faça diferença entre dia e dia e há quem ache todos os dias iguais: cada um siga sua própria convicção (Rom. 14:2‑5, A Bíblia de Jerusalém). 

Como cristãos, nós devemos certamente estar unidos no fundamento de nossa fé, todos unidos em seguir a Cristo como Senhor e tendo-o como nosso Salvador, mas existindo também espaço para diversidade. Poderíamos até mesmo discordar em questões a ponto de exigir uma reunião, sem a presença dos que têm opinião diferente. Por exemplo, seria difícil para aqueles que comem carne e para os vegetarianos compartilhar de um banquete, e aqueles que não observam um "dia santo", em particular, normalmente não participariam do culto com outros que o celebram. Mas tais discordâncias não deveriam permitir que se quebre o elo de amor que nos une como irmãos e irmãs em Cristo. Mesmo que nosso irmão pense de maneira diferente sobre certos assuntos, nós deveríamos acolher "o fraco sem discutir suas opiniões" (Rom. 14:1,  A Bíblia de Jerusalém).  Mostre à  testemunha  de Jeová que isso não é con- 

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formidade, mas amor, que é "o perfeito vínculo de união" (Col. 3:14, Tradução do Novo Mundo).

Ao discutir sobre este problema com a testemunha, você deve admitir livremente que os cristãos lamentam as divisões que infestam a igreja. Algumas dessas divisões são devidas a tradições que se desenvolveram através dos séculos em diferentes localidades devido à separação geográfica e barreiras idiomáticas. Outras são o resultado de diferenças sinceras de opinião entre homens que igual-mente respeitam a Bíblia e aceitam o senhorio de Cristo, mas que chegaram a diferentes conclusões nas áreas sobre o que a Escritura fala ambiguamente ou nada-fala. A solução, entretanto, não repousa sobre alguns líderes de organizações que se levantam e anunciam ao mundo: "Todos devem concordar conosco! Assim nós teremos todos 'uma mente' como verdadeiros cristãos." Esta abordagem foi tentada muitas vezes, e isto leva, apenas, a divisões ainda mais profundas. De fato, existem vários grupos religiosos exclusivistas que se declaram "os únicos cristãos verdadeiros"; a Sociedade Torre de Vigia é apenas uma entre muitas. Encontrar aqueles que concordam com você, e então excluir o resto do mundo, não é a fórmula para a verdadeira unidade cristã.

Sugira também à testemunha que observe uma área na qual a Sociedade Torre de Vigia viola especificamente a admoestação bíblica. A questão dos feriados ou dias santos. Como nós notamos acima, Romanos 14:5,6 dá margem para cristãos individualmente observarem dias especiais que outros cristãos talvez não observem. Ainda assim, as testemunhas de Jeová que ousarem celebrar Natal ou Páscoa ou Dia de Ação de Graças (ou mesmo Dia das Mães!) são imediatamente colocadas em julgamento perante um Comitê Judicial e desassociadas ‑ totalmente separadas dos amigos e da família.

(Para maiores considerações sobre a conformidade das testemunhas de Jeová nas instruções da Sociedade Torre de Vigia, veja Mateus 24:45; e Apocalipse 19:1.) 

1 Coríntios 6:19 

Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuis da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?

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Use a seguinte argumentação quando discutir com uma testemunha de Jeová, a respeito da divindade do Espírito Santo:

Ao lado do templo do verdadeiro Deus na antiga Jerusalém, as Escrituras mencionam muitos outros templos ‑ por exemplo: o templo de Dagom (I Sam. 5:2), o templo de Júpiter (At. 14:13), o templo de Diana (At. 19:35), e assim por diante. Cada um era o templo de alguém, ou do Deus verdadeiro ou de um deus falso. Mas a Bíblia também mostra que o corpo físico de cada cristão individualmente se torna um templo. Templo de quem? Um "templo do Espírito Santo" (I Cor. 6:19).

Não reconhecendo o Espírito Santo como uma pessoa, a saber, o próprio Deus, os seguidores da Torre de Vigia acham impossível de se compreender estes ensinamentos das Escrituras: que Deus se torna personalidade presente dentro de cada crente. Ainda assim, sua própria Tradução Interlinear do Reino, traduzida do grego palavra por palavra, diz: "... o seu corpo habitação divina do espírito santo que está em vós em..." Obviamente, estas palavras indicam que o Espírito Santo é divino e que ele habita nos cristãos.

A promessa deste relacionamento íntimo com Deus foi dada por Jesus quando ele disse: "... Eu pedirei ao Pai e ele dará a vocês outro Consolador, e Este nunca deixará vocês. É o Espírito Santo, o Espírito que conduz a toda verdade" (João 14:16,17, O Novo Testamento Vivo). Ore para que as testemunhas de Jeová venham a conhecer a Deus desta forma íntima.

(Veja também as considerações sobre João 16:13; e Atos 5:3,4.) 



1 Coríntios 8:6 

Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.

"Existe somente um Deus", diz a testemunha de Jeová usando este versículo, "e quem é ele? O Pai! Portanto, Jesus não é Deus". Entretanto, existe uma brecha em sua linha de pensamento. Não a deixe para lá; faça‑a aplicar a mesma linha de raciocínio ao resto do versículo. Desta forma ela terá que dizer "existe somente um Senhor, e quem é ele? Jesus Cristo! Então o Pai não é Senhor". É claro, a testemunha de Jeová não quer chegar a esta conclusão,

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porque sempre fala de Jeová como "Senhor". Mostre‑lhe que não pode haver um sem o outro. Ela não pode fazer com que a primeira metade do versículo exclua Jesus como Deus, sem fazer com que a segunda metade exclua o Pai de ser Senhor.

O fato é que as Escrituras usam os termos Deus e Senhor virtual-mente de modo intercambiável. Os vários falsos deuses são chamados de "deus" e "senhor". O Pai é chamado de "Deus e Senhor" e ao Filho também se aplicam ambos os termos. O apóstolo Tomé se dirigiu a Jesus como "meu Senhor e meu Deus" (João 20:28). Os líderes da Torre de Vigia têm ensinado seus discípulos a verem em 1 Coríntios 8:6 um contraste que não existe.

(Veja também as considerações sobre Isaías 9:6; João 1:1, 17:3, 20:28; e Apocalipse 1:7,8.) 

1 Coríntios 11:3 

Quero, porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo.

As testemunhas de Jeová também usam estes versículos em suas tentativas de negar a divindade de Jesus Cristo. Mas esta passagem não sustenta a doutrina da Torre de Vigia de que Cristo era um anjo criado por Deus. Ela simplesmente mostra a aplicação do princípio da liderança.

Dentro da família humana, a cabeça da mulher é o homem. Isto significa que as mulheres são uma forma de vida inferior ao homem? As mulheres são de alguma forma inferiores aos homens? De maneira alguma! Este é apenas um arranjo de Deus ‑ que alguém aja como cabeça, e ele designou este papel ao homem. Desta forma, dentro da divindade o Pai age como cabeça sem diminuir a total divindade do Filho.

(Veja também nossas considerações sobre Isaías 9:6; João 1:1, 20:28; C olossenses 2:9; e Apocalipse 1:7,8.) 

Colossenses 

Colossenses 1:15 

O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.

 As testemunhas de Jeová citam também este versículo para "provar" que Jesus Cristo não é Deus, mas sim o primeiro anjo que  

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Deus criou. Entretanto, a palavra primogênito na Bíblia quer dizer necessariamente o primeiro que nasceu ou que foi criado? Absolutamente não! O termo é freqüentemente usado nas Escrituras para significar prioridade em importância ou posição, mais que uma ordem de nascimento.

Por exemplo, peça à testemunha para se dirigir ao Salmo 89:27. Este versículo fala a respeito do rei Davi, que era o mais novo, ou o último nascido de Jessé ‑ tão distante quanto poderia estar de ser literalmente primogênito. Mas note o que Deus diz sobre ele no Salmo: "Também, eu mesmo o colocarei como primogénito" (Tradução do Novo Mundo). Claramente, Deus não reverteu a ordem do nascimento de Davi; ele não estava falando a respeito de ordem de nascimento. O que o Salmo quis dizer era que o rei Davi seria elevado em posição, acima dos outros, à posição preeminente.

Para demonstrar que o termo é usado neste sentido quando falando sobre Cristo em Colossenses 1:15, peça à testemunha para olhar o contexto. Indique, particularmente, o versículo 18, o qual identifica Cristo como a "cabeça" e "o primogênito" para que ele tenha "primazia em todas as coisas".

Ainda em Colossenses, você pode comentar a respeito da divindade de Cristo lendo o capítulo 2, versículo 9: "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade."

(Veja as considerações sobre Isaías 9:6; Daniel 10:13‑21, 12:1; João 1:1, 20:28; Apocalipse 1:7,8; e outros versículos relacionados no Índice de Assuntos.) 

Colossenses 2:9 

Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.

Este é um texto que deveria definitivamente ser usado quando compartilhar com uma testemunha de Jeová a respeito das evidências (na forma das Escrituras Sagradas) de que Jesus Cristo é Deus. Ler este versículo em várias traduções pode ser proveitoso: "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Imprensa Bíblica Brasileira). "Porque em Cristo reside tudo de Deus em um corpo humano" (Bíblia Viva).  "Nele toda  a  plenitude da  divindade é residente em forma corpórea" (The Bible in  

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Living English [ A Bíblia em Inglês Vivo], traduzida por Steven T.Byington, publicada pela Sociedade Torre de Vigia, 1972).

A Tradução do Novo Mundo da Torre de Vigia tenta diluir a mensagem deste versículo traduzindo da seguinte forma: "Porque é nele que mora corporalmente toda a plenitude da qualidade divina". Mas a edição de referência (nota de rodapé) e a versão interlinear de sua Bíblia admitem que a palavra grega que traduziram como "qualidade divina" literalmente significa "divindade".

(Veja também as considerações sobre Isaías 9:6;João 1:1;20:28; Apocalipse 1:7,8; e outras referências relacionadas no Índice de Assuntos.) 

II Timóteo 3:16,17 

Toda Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça. A fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra (Tradução do Novo Mundo).

As testemunhas de Jeová concordam enfaticamente com esta passagem. De fato, a citam muito freqüentemente. Mas, na prática, não acreditam realmente no segundo versículo porque não crêem que um homem de Deus seja plenamente competente e completamente equipado, a menos que tenha livros e revistas da organização. A Bíblia sozinha não é o bastante. Nós cristãos também temos revistas cristãs, livros, concordâncias, dicionários bíblicos, e assim por diante. Vemos esta literatura como proveitosa e instrutiva, mas não sentimos necessidade desses suplementos para entender a mensagem do evangelho, receber a graça de Deus, e ganhar a vida eterna. De fato, muitos têm testemunhado que apenas através da leitura da Bíblia encontraram uma relação salvadora com Jesus Cristo.

Por outro lado, as testemunhas acreditam que uma pessoa deve ter a literatura de sua organização para que possa ser salva. Comentando sobre os próprios livros de estudos das Escrituras, A Sentinela, edição norte‑americana (15/09/10, p.298), dizia: 

Ademais, nós não apenas achamos que as pessoas não podem ver o plano divino estudando a Bíblia por si só,  mas  também  que  se alguém  coloca  os  

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Estudos  das  Escrituras  à
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