David a. Reed



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Mateus

 Mateus 3:11

 [João Batista disse:] "Ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo".

 Segundo o livro da Sociedade Torre de Vigia de 1982, You Can Live Forever in Paradise on Earth, (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra), (p.40), "João, o Batista, disse que Jesus iria batizar no espírito santo, assim como João havia batizado em água. Assim, da mesma maneira que a água não é uma pessoa, o espírito santo também não é uma pessoa" (Mat. 3:11).

 Qual a validade do arrazoado das testemunhas de Jeová contra a personalidade do Espírito Santo? Não é válido de forma alguma! ‑ porque o mesmo "argumento do batismo" poderia ser usado contra a personalidade de Jesus Cristo, que obviamente andou na terra como uma pessoa. Por exemplo, Romanos 6:3 diz: " Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? (grifo acrescentado). "Da mesma forma que a morte não é uma pessoa, Jesus Cristo também não é uma pessoa" ‑ este argumento poderia também ser usado. Gálatas 3:27 diz que:"Porque todos quantos fostes batizados em 

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 Cristo vos revestistes de Cristo". Aqui, o raciocínio poderia ser: "Já que as pessoas podem ser batizadas em Cristo e revestidas de Cristo, ele não pode ser uma pessoa". Estas comparações contestam a personalidade de Cristo? Não! Então o "argumento do batismo" também não contesta a personalidade do Espírito Santo.

(Veja também as considerações sobre o "derramamento" e o "enchimento" com o Espírito Santo em Atos 2:4. Para mais evidências da personalidade e divindade do Espírito Santo, veja também João 16:13; Atos 5:3, 4; Romanos 8.26,27; e I Coríntios 6:19.)



Mateus 6:9

Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.

 As testemunhas de Jeová argumentam que o nome de Deus deve ser santificado, assim elas "provam" que nós devemos usar o nome Jeová, para que as nossas orações sejam ouvidas por Deus. Mas foi isto o que Jesus nos ensinou? Ele começou suas próprias orações com a expressão "Deus Jeová", como fazem as testemunhas de Jeová?

 Absolutamente não! Ao mesmo tempo que se mostrava zeloso na oração para que o nome de Deus fosse santificado ou consagrado (reverenciado como sagrado ou santo), Jesus ensinou os seus discípulos a orar ao "nosso Pai" não a "Deus Jeová". Ele disse: "Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso..."

 Muitas das orações pessoais de Jesus são registradas na Bíblia, e nestas orações ele deu o mesmo exemplo:

Pai, eu te agradeço... (João 11:41, Tradução do Novo Mundo).


 
Aba, Pai, todas as coisas são possíveis... (Mar. 14:36, Tradução do Novo Mundo).
 
Pai, veio a bom... (João 17:1, Tradução do Novo Mundo).

 As testemunhas de Jeová podem objetar dizendo, "Jesus tinha uma relação íntima e especial com o Pai. É por isso que ele não se dirigia a Deus como 'Jeová'". Nós podemos reconhecer que  há  alguma verdade nisto,  mas o propósito de Jesus era levar todos os

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seus discípulos a uma relação íntima e especial com Deus. "Ninguém vem ao Pai senão por mim", Jesus ensinou (João 14:6, Tradução do Novo Mundo). A respeito dos cristãos que chegaram ao Pai através de Cristo, a Bíblia diz "...mas recebestes o espírito de adoção, como filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus" (Rom.8:15,16,Tradução do Novo Mundo).

É óbvio que as palavras de Jesus em Mateus 6:9 definitivamente não ensinam que haja necessidade de se usar o nome Jeová na oração.

 Mateus 14:6‑10

 Festejando‑se, porém, o dia natalício de Herodes... e mandou degolar a João no cárcere.

 Este versículo é freqüentemente citado pelas testemunhas de Jeová em conexão com a proibição de sua organização à celebração de aniversários de nascimento. (Veja as considerações sobre Gênesis 40:20‑22).

 Mateus 24:3,4

 E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram‑se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara‑nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Respondeu‑lhes Jesus: Acautelai‑vos, que ninguém vos engane.

Infelizmente, as testemunhas de Jeová já foram enganadas por alguém, e nós devemos cuidar para que elas não nos enganem. A Sociedade Torre de Vigia também usa a palavra "vinda" em sua Tradução do Novo Mundo, usando esta passagem como base para ensinar seus seguidores que Jesus retornou invisivelmente no ano de 1914, e que ele tem estado presente desde então. Fazendo o quê? Dirigindo a Sociedade Torre de Vigia, naturalmente!

No mesmo contexto, Jesus advertiu contra tal engano: "...hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; ...Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas,  e  farão  grandes  sinais  e  prodígios;  de  modo que,  se   possível   fora, enganariam até os   

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escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis" (v. 11, 23-26).

Na verdade, os líderes da Sociedade Torre de Vigia afirmam que Cristo está nas "dependências internas" de sua organização. Você deve vir às Testemunhas de Jeová para receber instruções dele. Felizmente, no entanto, há um número de evidências que ajudam uma testemunha de Jeová a perceber que isto não passa de um grande engano.

Primeiramente, há a questão da profecia. A Sociedade Torre de Vigia tem tamanha história de profecias fracassadas que se qualifica para o rótulo de "falso profeta" muitas vezes. (Veja nossas considerações sobre Deut. 18:20-22 para exemplos específicos do que a organização profetizou para os anos de 1914, 1925 e 1975.)

 Há também o fato de que a história delas continua se modificando. Uma coisa é alegar que Cristo retornou invisivelmente em 1914, mas outra é fazer esta alegação depois de passar cinqüenta anos dizendo às pessoas que ele retornou invisivelmente em 1874 - e então mudar de idéia. Ainda assim, a Sociedade Torre de Vigia fez exatamente isso. Quando a revista A Sentinela começou a ser publicada em 1879, seu título original era Zion's Watch Tower and Herald of Christ's Presence (A Sentinela de Sião e Arauto da Presença de Cristo). E, 50 anos depois, no livro Prophecy (A Profecia) de J. F. Rutherford, esta "presença" de Cristo desde 1874 estava sendo proclamada: "A prova escritural [bíblica] é que a segunda presença do Senhor começou em 1874". (p. 65). Agora a Sociedade Torre de Vigia diz que ele retornou em 1914. Assim, elas próprias admitem que agiram como falsos profetas, anunciando a presença de Cristo que não estava aqui, desde 1874 até 1914.

Alegando que Jesus está invisivelmente presente e governando a terra através dos líderes da Sociedade Torre de Vigia, as testemunhas ensinam a seus seguidores que: "No primeiro século, Jerusalém foi lugar de onde foi dada instrução à organização cristã (At. 15:1,2). Mas hoje a orientação vem de Brooklyn, Nova York" (A Sentinela, 01/12/82, p. 23, edição norte-americana). Em vista de tal evidência, no entanto, uma  testemunha  de  Jeová  deveria,  individualmente,  continuar  com  a obediência a esses

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homens que lhe é imposta pelo medo? Ouçamos a resposta das Escrituras: "Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás" (Deut.18:22).

(Veja também as considerações sobre Êxodo 3:15; Deuteronômio 18:20‑22; Isaías 43:10; Mateus 24:14, 24:45.)

 Mateus 24:14

 E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, e m testemunho a todas as nações; e então virá o fim (Tradução do Novo Mundo).

Este versículo é um dos favoritos das testemunhas de Jeová em qualquer situação. Mas elas lêem nele um número de idéias que vão além daquilo que realmente diz. Acreditam que Jesus voltou invisivelmente no ano 1914 e "estabeleceu" o reino de Deus no céu naquela época, com a Sociedade Torre de Vigia como sua organização visível na terra. Assim, para que recebam vida eterna, as pessoas precisam "vir à organização de Jeová para salvação" (A Sentinela, 15/11/81, p.21, edição norte‑americana).

Quando as testemunhas de Jeová pregam seu "evangelho" ou "boas‑novas" do reino, estão, na verdade, pregando a doutrina do retorno invisível de Cristo em 1914. Reconhecem livremente que "as boas‑novas" que pregam não são o mesmo que o evangelho ou boas‑novas, pregadas pelos cristãos através dos séculos. Mas pensam que é maravilhoso que tenham boas‑novas diferentes.

 ... o testemunho do reino das testemunhas de Jeová desde 1914 tem sido algo muito diferente daquilo que os missionários da cristandade têm publicado tanto antes quanto desde 1914. "Diferente" ‑ como assim? ... O que as testemunhas de Jeová têm pregado ao mundo desde 1918 é algo único... a pregação dessas boas‑novas do reino messiânico como tendo sido estabelecido nos céus em 1914... (A Sentinela, 01/10/80, p. 28‑29, edição norte‑americana).

Mas a Bíblia adverte claramente sobre a pregação de outro evangelho:

 No entanto, mesmo que nós ou um anjo do céu vos declarássemos como boas‑novas algo além daquilo que vos declaramos como boas‑novas, seja

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amaldiçoado. Como já dissemos, também digo agora novamente: Quem quer que vos esteja declarando conto boas‑novas algo além daquilo que aceitastes, seja amaldiçoado (Gál.1:8,9, Tradução do Novo Mundo).

 Pergunte à testemunha de Jeová, "o apóstolo Paulo ensinou a seus discípulos na Galácia que Cristo retornaria em 1914 e que estabeleceria uma organização visível com sede em Brooklyn, Nova York?" Se não, então, as boas‑novas dos líderes da Torre de Vigia são "algo além" daquilo que os gálatas aceitaram ‑ o que os coloca debaixo da maldição de Deus por ensinar outro evangelho.

(Veja também as considerações sobre Deuteronômio 18:20-22; Mateus 24:3,24:34.)

 Mateus 24:34

 Ern verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram.

 Que geração? Este assunto é um ponto de debate entre os leitores cristãos da Bíblia ‑ mas não entre as testemunhas de Jeová, porque sua organização disse especificamente que "a evidência aponta para a geração de 1914 como a geração sobre a qual Jesus falou. Assim, `esta geração não passará, de forma alguma, até que estas coisas (incluindo o Apocalipse) ocorram' " (A Sentinela, 15/02/86,p.5,edição norte‑americana).

Por muitos anos, cada edição da revista Despertai! tem apresentado sua declaração de intenções na página 2: "Mais importante, esta revista edifica a fé na promessa do Criador de uma nova ordem pacífica e serena antes que a geração que viu os eventos de 1914 pereça." A edição de Despertai!, de 8 de outubro de 1968, definiu essa geração ainda mais precisamente dizendo: "Jesus estava obviamente falando sobre aqueles que eram velhos o bastante para testemunhar com entendimento sobre o que aconteceu ",sugerindo que esses seriam "jovens de 15 anos de idade" (p. 13). Eles disseram com toda segurança que "a `geração' logicamente não se aplicaria a bebês nascidos durante a I Guerra Mundial" (A Sentinela,01/10/78,p.31,edição norte‑americana).

É preciso apenas calcular que alguém que tivesse 15 anos em 1914 estaria com 25 anos em 1924,35 em 1934 ‑ e 85 em 1984 ‑  

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para perceber que a geração da Torre de Vigia "que não passará" estaria quase extinta em meados dos anos 80. A profecia estava quase fracassando. Mas eles não mudaram a profecia, antes os lideres das Testemunhas de Jeová simplesmente estenderam a geração. Ao invés de 15 anos de idade, de quem poderia testemunhar "com entendimento" o que aconteceu em 1914, eles começaram a indicar que a geração seria formada daqueles que "nasceram por aquele tempo" (os mesmos bebês que haviam excluído anteriormente!), dizendo: "Se Jesus usou 'geração' neste sentido e nós a aplicarmos para 1914, então os bebês daquela geração têm hoje 70 anos de idade ou mais" (A Sentinela, 15/05/84, p.5, edição norte‑americana).

OBS do Irmão Brasileiro: Atualmente eles estenderam mais ainda "esta geração" (já é a 2 esticada) dizendo que pode ser qualquer pessoa desta época que esteja vivendo "durante a presença de Cristo" - Eu chamo isso de "saída pela tangente" - uma tirada de corpo da STV - afinal, a "geração" de 1914 - e até os bebês - já estão todos morrendo, e isto seria mais uma profecia falhada (e na verdade É MAIS UMA  PROFECIA FALHADA).

 Cristãos genuínos oram ansiosamente pelo retorno do Senhor. E nós esperamos e espreitamos a sua vinda. Mas aqueles que fazem falsas profecias se encaixam na categoria daqueles acerca dos quais o Senhor nos preveniu dizendo: "porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodigios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mat. 24:24).

(Para obter maiores informações sobre a história centenária da Sociedade Torre de Vigia como falso profeta, veja nossas considerações sobre Deuteronômio 18:20‑22.)

 Mateus 24:45‑4 7

 Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem eu, o seu anjo, designou sobre os seus domésticos para dar‑lhes o alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim. Deveras eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens (Tradução do Novo Mundo).

 Este é um texto‑chave para as testemunhas de Jeová. Elas aplicam uma única interpretação a esta parábola. Ao invés de a entenderem como uma exortação a cada cristão, desafiando‑o a ser um "escravo" fiel e diligente para Cristo, acreditam que a sua organização representa o escravo fiel e discreto, ungido por Deus para prover "alimento espiritual" para os domésticos da fé. Esta interpretação dá à sede da Torre de Vigia uma tremenda autoridade e poder aos olhos das testemunhas de Jeová. 

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Por exemplo, note como A Sentinela, de l° de dezembro de 1981, eleva a organização acima da Biblia e cria um contingente daqueles que ganham a vida eterna seguindo a Sociedade Torre de Vigia:

O Deus Jeová também nos deu sua organização visível, seu "escravo fiel e discreto", formado por aqueles que são ungidos pelo espírito para ajudar cristãos em todas as nações a compreender e aplicar a Bíblia de maneira apropriada em suas vidas. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando, nós não alcançaremos progresso na estra-da para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia (p.27).

 Bem‑aventurados, na verdade, são aqueles que servem lealmente ao lado desta organização que é o "Escravo fiel e discreto", o agente visível de comunicação usado por Deus! Sua escolha é sábia, porque o seu caminho leva ao objetivo precioso da vida eterna... (p. 31).

Talvez eu deva mencionar aqui, como um comentário pessoal, que a declaração acima, especialmente a da página 27, que eleva a organização acima da Biblia, se tornou a "última gota" ‑ a gota que fez transbordar o copo ‑ no meu relacionamento com a Sociedade Torre de Vigia. Foi depois de ler esta declaração que eu levantei a minha voz, questionando os argumentos da organização, publicamente, em encontros nos Salões do Reino e secretamente publicando meu boletim, Comments from the Friends (Comentários dos Amigos), cuja primeira edição trata do texto mencionado acima. (Veja o capitulo 7, "O Testemunho do Autor", para mais detalhes.) Infelizmente, a vasta maioria das testemunhas de Jeová continua condicionada a tal ponto que aplaude este tipo de declaração e, cegamente, segue a Sociedade para onde quer que a conduza.

Originalmente, foi Charles Russell, o fundador e primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia, quem foi visto pessoal e individualmente como "o servo sábio e fiel" de Mateus 24:45. Depois de sua morte houve uma grande divisão dentro da organização, com adeptos do novo presidente, Joseph F. Rutherford, assumindo controle completo, e os membros fiéis ao Pastor Russell saindo para formar outras seitas,  algumas  das  quais  existem  até  

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hoje. Esses grupos russelitas modernos continuam a imprimir os livros do pastor, respeitando‑o como o mensageiro especial de Deus para a igreja. Os seguidores de Rutherford insistem que Russell nunca alegou ser o "servo sábio e fiel", mas que a Sociedade Torre de Vigia como um todo era o instrumento escolhido de Deus.



É muito difícil dissuadir as testemunhas de Jeová de sua crença. Aceitam qualquer coisa que a Sociedade diga porque a Sociedade é o canal de comunicação de Deus, que, por sua vez, elas acreditam ser a única organização religiosa em toda a terra que ensina a verdade ‑ uma conclusão que defendem porque acreditam em qualquer coisa dita pela Sociedade. Embora este seja um argumento circular, ele descreve a maneira de pensar das testemunhas -de Jeová. Em algum momento depois do chamado "estudo da Biblia", ou programa doutrinário, que originalmente traz o indivíduo para a organização, seus argumentos são torcidos e conectados de ponta a ponta, de modo que a testemunha de Jeová pensa em círculos, não numa seqüência linear. Esta é a razão pela qual você pode ir e vir com uma testemunha de Jeová e não chegar a lugar algum. Também poderíamos chamar este processo de lavagem cerebral.

A chave para se quebrar este circulo vicioso é dar ao individuo alguma informação que abale seus pensamentos o suficiente para tirar da sua cabeça as marcas que o fazem andar e pensar desta maneira. Este processo pode ser lento e demorado. Mas pode ser feito.

(Para auxiliá‑lo, veja também o capitulo 6 sobre as técnicas para compartilhar o evangelho).

 Mateus 26:27

 E tornando um cálice, rendeu graças e deu‑lho, dizendo: Bebei dele todos.

 A Sociedade Torre de Vigia tem ensinado aos seus seguidores a não cumprir esta instrução claramente dada por Jesus Cristo. Quando as testemunhas de Jeová promovem a sua celebração de comunhão, que é feita anualmente, o pão e o cálice passam de mão em mão e muito poucos tomam parte deles. (Estatísticas relatadas em A Sentinela, 01/10/86, revelaram que de 7.792.109 pessoas  

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presentes à celebração em 1985, apenas 9.051 participaram. Desta forma, da maior parte das 49.716 congregações das testemunhas de Jeová espalhadas pelo mundo, não houve um único participante.)

Ao não cumprirem as instruções de Jesus "Bebei dele todos", as testemunhas de Jeová estão obedecendo a instruções dadas por seus líderes, que os têm ensinado que os novos crentes desde o ano de 1935 não podem compartilhar da Nova Aliança mediada por Jesus Cristo (Heb. 12:24); "Aqueles que pertencem à classe das 'outras ovelhas' não pertencem à nova aliança e dela não tomam parte" (A Sentinela, 15/02/86, p.15, edição norte‑americana).

 Mas, falando a respeito da aliança redentora representada na comunhão, Jesus disse: "A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos" (João 6:53, Tradução do Novo Mundo). Se as testemunhas se excluem da Nova Aliança, elas se excluem da vida eterna.

Peça à testemunha de Jeová para lhe mostrar um verso bíblico no qual Jesus estabelece o ano de 1935 como a data na qual deveria se inspirar suas instruções a respeito da comunhão. Não existe tal verso. Ao invés disso, Jesus disse: "Persisti em fazer isto em memória de mim" (Luc. 22:19, Tradução do Novo Mundo).

 (Veja também as considerações sobre Apocalipse 7:9 para mais informação sobre "a doutrina de 1935", e João 10:16 a respeito das "outras ovelhas").

 Marcos

 Marcos 1:8

 Eu vos batizei em água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.

 (Veja as considerações sobre esta mesma citação em Mateus 3:11.)

 Marcos 6:21,25

 ...Herodes no seu aniversário natalício ofereceu um banquete... E tornando logo com pressa à presença do rei, pediu, dizendo: Quero que imediatamente me dês num prato a cabeça de João, o Batista.

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Esta é uma das passagens usadas pelas testemunhas de Jeová para argumentar contra a celebração de aniversários de nascimento. Veja as nossas considerações sobre Gênesis 40:20‑22.



Marcos 12:29

Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel o Senhor nosso Deus é o único Senhor.

 Este é um texto usado pelas testemunhas de Jeová quando apresentam seus argumentos contra a doutrina da Trindade. Enfatizam a declaração que Deus é um. Mas o que não compreendem é que o Novo Testamento revela uma unidade composta por Deus, Jesus e o Espírito Santo.

 Existe uma boa razão pela qual os judeus pré‑cristãos não compreendiam a unidade composta de Deus: porque ela ainda não havia sido revelada. Mas, no caso das testemunhas de Jeová, a verdade revelada nas Escrituras tem sido escondida de seus olhos por seus líderes.

 Faça com que a testemunha saiba que você concorda com ela no fato de que Deus é um. Diga à testemunha de Jeová que você não acredita em três Deuses. Então faça algumas perguntas para estimular a argumentação da testemunha de Jeová sobre este assunto: Pode o único Deus verdadeiro ouvir a diferentes pessoas, que oram ao mesmo tempo? Ele pode falar a mais de uma pessoa ao mesmo tempo, se ele quiser? Ele pode realizar coisas em mais de um lugar ao mesmo tempo?

 Diga à testemunha que você gostaria que ela considerasse uma pergunta hipotética: "Suponha que Deus resolva visitar a terra pessoalmente. Ele teria que deixar os céus para fazer isto? Ou será que ele poderia visitar a terra, permanecendo ainda nos céus para governar o universo?" (A testemunha não desejará responder.) Prossiga dizendo: "Eu não estou pedindo a você que concorde que Deus fez tal coisa. Mas você acredita que ele poderia fazer isto, se ele quisesse?" Sem tentar fazer uma descrição ou definição precisa da Trindade, ajude a testemunha a abrir a sua mente para a possibilidade de que a unidade de Deus pode ser composta. 

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  Então prossiga, procurando e lendo as seguintes passagens com a testemunha‑de‑Jeová: Gênesis 18:1,2; 1 Coríntios 6:19; Colossenses 2:9; e Apocalipse 1:7,8. (Veja as considerações sobre estes versículos.)

 Lucas

 Lucas 3:1 6

 Respondeu João a todos dizendo: Eu, na verdade, vos batizo em água... ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo.

(Veja as considerações a respeito desta mesma declaração em Mateus 3:11.)

 Lucas 16:22‑24, 27 e 28

 Ora, no decorrer do tempo, morreu o mendigo e foi carregado pelos anjos para [a posição] junto ao seio de Abraão. Também, o rico morreu e foi enterrado. E no hades ele ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu Abraão de longe, e Lázaro com ele (na posição junto). Por isso clamou e disse: "Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro mergulhe a ponta do seu dedo em água e refresque a minha língua, porque estou em angústia neste fogo intenso... peço‑te, pai, que o envies à casa de meu pai, pois, tenho cinco irmãos, a fim de que lhes dê um testemunho cabal, para que não cheguem a entrar neste lugar de tormento (Tradução do Novo Mundo).

As testemunhas de Jeová acreditam no ensinamento de sua organização de que o hades é simplesmente a sepultura e que não há existência consciente depois da morte até a futura ressurreição. Mas, já que as palavras de Jesus nos versículos acima real-mente falam de tal existência consciente, a Sociedade Torre de Vigia tem que fazer alguma coisa para negar tais palavras. Assim, elas ponderam que esta narrativa é uma parábola, ou ilustração, e aplicam um significado simbólico para tudo o que acontece nesta história.

Segundo a Torre de Vigia, Lázaro representa os discípulos de Jesus, e o homem rico os líderes religiosos judeus, a morte de cada um representa uma mudança nas condições de cada um destes grupos aqui na terra, e os tormentos do homem rico representam a   

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maneira pela qual os líderes religiosos judeus ficaram expostos devido aos ensinamentos dos apóstolos. Assim, Jesus não estava falando sobre a condição dos mortos em Lucas 16, segundo a Sociedade Torre de Vigia.

Os cristãos, de maneira geral também, concordaram que a história de Lázaro e o homem rico é mais uma das muitas parábolas de Jesus. Mas se examinarmos as outras parábolas de Jesus concluiremos que todas eram ilustrações baseadas em situações da vida real. Por exemplo, o filho pródigo retornou ao lar depois de esbanjar o seu dinheiro; um homem encontrou um tesouro enterrado num campo, o escondeu, e vendeu tudo o que possuía para comprar aquele campo; o rei que deu uma festa de casamento para seu filho; um senhor de escravos que viajou para o exterior e então voltou para sua casa e seus escravos; o homem que plantou uma vinha, arrendou‑a, mas depois teve dificuldades em receber o que lhe era devido; e assim por diante.

Aquele jovem realmente deixou a sua casa e esbanjou o dinheiro de sua herança, e Jesus usou a familiaridade que sua audiência tinha com tais circunstâncias para fazer ilustrações relacionadas ao reino. As pessoas realmente encontravam tesouros perdidos, davam festas de casamento, deixavam seus escravos encarregados de suas posses, enquanto viajavam, arrendavam vinhas, e assim por diante, e Jesus usou a familiaridade de seus ouvintes com estas coisas para ilustrar coisas espirituais. Assim, se a parábola de Lázaro e o homem rico é como as outras parábolas de Jesus, ele também deve ter usado uma circunstância real para ilustrar coisas espirituais. As pessoas devem realmente ter uma existência consciente depois da morte e algumas delas devem realmente estar "em tormentos", profundamente arrependidas de sua vida pregressa. A despeito do que a parábola ilustra, a história básica, como as outras histórias que Jesus contou, deve ter sido tirada da vida real.

Lembrando o que a Bíblia nos revela a respeito da misericórdia, do amor e da compaixão de Jesus, nós sabemos que Deus não é nenhum monstro cruel e sem sentimentos que tem prazer em atormentar as pessoas. Se nós realmente o conhecemos, compreendemos que ele é mais bondoso e amoroso que nós mesmos. Assim, se nós somos incapazes de conciliar a bondade de Deus com os

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ensinamentos de Jesus a respeito da condição dos mortos, o problema deve estarem nós mesmos, e na nossa compreensão limitada de Deus. Abraão enfrentou um problema similar quando soube que Deus ia fazer chover fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Ele questionou até mesmo perguntando: "Não fará justiça o juiz de toda a terra?" (Gên. 18:25). Assim, uma pessoa que se irrita com os ensinamentos de Jesus deveria seguir o exemplo de Abraão levando a questão a Deus em oração e pedindo sua ajuda para confiar nele completamente, mesmo em questões que estão além do entendimento humano.

Mas a solução não está em negar o que a Bíblia diz. Embora Jesus Cristo tenha sido a pessoa mais bondosa e amorosa que já andou na terra, ele também era quem mais tinha a dizer a respeito das coisas desagradáveis que as pessoas poderiam encontrar depois da morte. Disse, por exemplo:

 Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes (M at. 13:41,42).

 E ele vos responderá: Não sei donde sois; apartai‑vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade. Ali haverá choro e ranger de dentes quando virdes Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora (Luc. 13:27,28).

 Assim será no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e lançá‑los‑ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 13:49,50).

 Ordenou então o rei aos servos: Amarrai‑o de pés e mãos, e lançai‑o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 22:13).

 Virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá‑lo‑á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 24:50,51).

 Virá o senhor desse servo num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os infiéis. O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites... (Luc. 12:46‑48).

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E lançai o escravo imprestável na escuridão lá fora. Ali é onde haverá [seu] choro e ranger de [seus] dentes (Mat. 25:30, Tradução do Novo Mundo) .

... mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! bom seria para esse homem se não houvera nascido. [Nota do autor: Se ele não tivesse nascido, o traidor não existiria. Mas a não‑existência era melhor que a punição que agora está reservada para ele. Desta forma, a Torre de Vigia deve estar errada no seu ensinamento de que a morte de Judas o precipitou na não existência eterna.] (Mat. 26:24).

...melhor te é entrares com um olho no reino de Deus, do que seres com os dois olhos lançado no Geena, onde o seu gusano não morre e o fogo não se extingue (Mar.9:47,48, Tradução do Novo Mundo).

Alegrai‑vos naquele dia e pulai, pois eis que a vossa recompensa é grande nos céus... Mas ai de vós ricos, porque já tendes plenamente a vossa consola-ção. Ai de vós os que agora estais saciados, porque passareis fome. Ai de vós os que agora rides, porque pranteareis e chorareis (Luc.6:23‑25, Tradução do Novo Mundo).

Além disso, eu vos digo, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e depois disso não podem fazer mais nada. Mas eu vos indicarei quem é para temer, temei aquele que, depois de matar, tem autoridade para lançar no Geena. Sim, eu vos digo, temei a Este (Luc. 12:4,5, Tradução do Novo Mundo).

 E na revelação que Jesus fez ao apóstolo João na sua velhice, a mensagem angélica do Senhor diz:

 Se alguém adorar a fera e a sua imagem e receber uma marca na sua testa ou na sua mão, beberá também do vinho da ira de Deus, derramado, não diluído, no copo do seu furor, e será atormentado com fogo e enxofre, à vista dos santos anjos e à vista do cordeiro. E a fumaça do tormento deles acende para todo o sempre, e não tem descanso, dia e noite... (Apoc. [ Revelação] 14:9‑11, Tradução do Novo Mundo).

 Conclua perguntando à testemunha de Jeová: "Se alguém nunca ler uma publicação da Torre de Vigia, mas ler apenas as palavras de Jesus, no que ela acreditaria com respeito a este assunto? Em que os leitores da Bíblia acreditaram por muitos séculos antes que o fundador da Torre de Vigia, 'Pastor' Russell, apresentasse no final dos anos 1800 a sua doutrina da não‑existência do inferno"?

O Senhor usou linguagem figurativa ‑ escuridão, fogo, tormento, exclusão ‑ mas transmitiu  claramente  a  idéia  de  que   

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aqueles que são desobedientes vão encarar algum tipo de desprazer depois da morte, e que Jesus veio como Salvador para resgatar‑nos de tal destino.

 Lucas 22:19

 Tomou também o pão, deu graças, partiu‑o e deu‑lho, dizendo: Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso beneficio. Persiste em fazer isso em memória de mim (Tradução do Novo Mundo).

A Sociedade Torre de Vigia ensina que os novos convertidos desde 1935 não se tornam parte da congregação cristã, o corpo de Cristo, e portanto esses indivíduos "não compartilham dos símbolos" da comunhão (The Truth that Leads to Eternal Life [A Verdade Que Conduz à Vida Eterna], Sociedade Torre de Vigia, 1968, p. 80). Desta forma, mesmo que sua própria Bíblia diga: "persiste em fazer isto", a vasta maioria das testemunhas de Jeová não o faz.

(Para maiores detalhes, veja as considerações sobre Mateus 26:27 e Apocalipse 7:9.)

 Lucas 23:43

 Respondeu‑lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

 Compare o versículo acima com o mesmo versículo na Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová: "E Ele disse: 'Deveras te digo hoje: Estarás comigo no paraíso'".

Você percebe a diferença? Foi uma pequena mudança, mas muito significativa. Os tradutores da Torre de Vigia colocaram dois pontos logo após a palavra "hoje". O que faz com que o advérbio "hoje" passe da segunda parte da sentença para a primeira. Assim, ao invés do advérbio "hoje" identificar o tempo quando o malfeitor arrependido estaria com o Senhor "no paraíso", o texto é simples-mente o tempo quando Jesus estava falando.

Este é mais um caso onde os líderes da Torre de Vigia alteram a Bíblia para que ela se encaixe em suas doutrinas. Ensinam que o homem que se voltou para Jesus na cruz e disse:  "Lembra‑te de

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mim,  quando entrares  no teu reino" (v. 42), não foi estar com o Senhor no paraíso naquele dia. Ao invés disso, afirmam que ele foi aniquilado na morte, e não tem existido em lugar algum pelos últimos dois mil anos, e irá finalmente estar com o Senhor no paraíso durante o milênio. Era muito difícil para as testemunhas -de Jeová ensinar tal doutrina em vista das palavras de Jesus àquele homem agonizante. Assim, quando produziram sua própria Bíblia, elas mudaram estas palavras ‑ ou pelo menos a pontuação, que muda o sentido das palavras.

Se você desafiar uma testemunha a este respeito, ela provavelmente defenderá a mudança lendo a nota de rodapé correspondente ao versículo 43, na edição de 1984 de sua Tradução do Novo Mundo: "Embora o texto grego de Westcott e Hort coloque a vírgula no texto grego antes da palavra hoje, as vírgulas não eram usadas no original grego. Mas para manter a idéia do contexto, nós omitimos a vírgula antes da palavra 'hoje'". No entanto, o que os tradutores da Torre de Vigia deveriam dizer realmente é que "para manter a idéia de sua doutrina" eles alteraram a pontuação.

   No entanto, já que mencionaram o contexto, pode nos ser útil olharmos o que as demais passagens do livro de Lucas e dos outros três Evangelhos dizem. Jesus usou a expressão "Em verdade vos digo" e "Em verdade te digo", em muitas ocasiões diferentes. De que forma a Comissão de Tradução da Bíblia Novo Mundo traduz esta mesma expressão nos outros lugares em que ela aparece? Para onde foram as vírgulas? 

Existe uma maneira muito simples de descobrir isto. Peça à testemunha de Jeová com quem você está conversando para lhe mostrar um exemplar da Concordância Compreensiva que a Sociedade Torre de Vigia publicou em 1973 para a Tradução do Novo Mundo. Já que a concordância é editada em ordem alfabética, peça à testemunha que procure a expressão "em verdade". Ali você encontrará uma conveniente relação de seis versículos onde o Senhor usou esta mesma expressão no Evangelho de Lucas, assim como uma relação das 71 passagens nas quais ele usa esta expressão nos quatro Evangelhos. Além de citar as referências de capítulo e versículo, a concordância também mostra as palavras  

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que aparecem imediatamente antes e depois da expressão "em verdade" em cada texto. Dê uma olhada na relação: todas as vírgulas estão alinhadas, com exceção de Lucas 23:43. Este é o único versículo que eles pontuaram de maneira diferente, para que possam assim incluir o elemento tempo na primeira metade do versículo ‑ uma prova óbvia de que os tradutores da Torre de Vigia alteraram este versículo para que se encaixe nas doutrinas de sua seita.

(Para mais considerações sobre o que acontece com as pessoas quando morrem, veja o Salmo 146:3,4 e Lucas 16:22‑28. Para exemplos adicionais das distorções na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, veja o nosso capítulo 2, "A Bíblia Que as testemunhas de Jeová Usam", e também as considerações sobre Romanos 14:7‑9;e Hebreus 1:6.)

 Lucas 24:36‑39

 Enquanto ainda falavam destas coisas, ele mesmo estava de pé no meio deles... Mas visto que estavam apavorados, e tinham ficado amedrontados, imaginavam ver um espírito. De modo que lhes disse: Por que estais aflitos, e por que é que se levantam dúvidas nos vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés, que sou eu mesmo, apalpai‑me e vede porque um espírito não tem carne e osso assim como observais que eu tenho (Tradução do Novo Mundo).

Em contraste com as palavras acima, extraídas de sua própria Bíblia, os líderes das Testemunhas de Jeová ensinam que o Cristo ressurreto é um espírito e que: "O corpo humano, ao qual Jesus renunciou para sempre como um sacrifício redentor, foi despojado pelo poder de Deus, mas não pelo fogo do altar do templo de Jerusalém. A carne de um sacrifício é sempre despojada e tirada da existência, e assim não se corrompe" (Livro da Torre de Vigia Things in Which It Is Impossible for God to Lie [Coisas em Que É Impossível Que Deus Minta,], 1965, p. 354). Também dizem que: "Logo após a sua ressurreição, Jesus nem sempre apareceu no mesmo corpo [talvez para reforçar em suas mentes a idéia de que ele era um espírito]" (Livro da Torre de Vigia Reasoning from the Scriptures [Raciocínios a Base das Escrituras] ,1985, p. 335). 

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   Obviamente, a organização das testemunhas de Jeová usando estes argumentos poderia fazer com que acreditássemos o contrário do que dizem as Escrituras a esse respeito. Insiste que o corpo de Cristo não foi ressuscitado, mas destituído, e que ele se tornou um espírito. Se isto fosse verdade, então suas declarações em Lucas 24:36-39 teriam sido mentirosas; e quando ele mostrou aos discípulos as marcas dos pregos em suas mãos e pés, convidando--os a sentir a carne e ossos, teria sido um truque esperto para os enganar.

Além de discutir os pontos acima, você pode também pedir à testemunha de Jeová que leia os versículos onde Jesus tinha predito o que aconteceria com seu corpo: "Em resposta, Jesus disse‑lhes: 'Demoli este templo e em três dias o levantarei'. Os judeus disseram portanto: 'Este templo foi construído em quarenta e seis anos, e tu o levantarás em três dias?' Mas ele estava falando do templo do seu corpo" (João 2:19‑21, Tradução do Novo Mundo).

A testemunha tem uma escolha a fazer ‑ acreditar no que Jesus disse a respeito de sua ressurreição corpórea, ou acreditar no que a Torre de Vigia diz.


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