David a. Reed



Baixar 0,54 Mb.
Página2/7
Encontro28.10.2017
Tamanho0,54 Mb.
1   2   3   4   5   6   7

Gênesis

Gênesis 1.1,2

No princípio criou Deus os céus e a terra. Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia; e havia escuridão sobre a superfície da água de profundeza; e a força ativa de Deus movia‑se por cima da superfície das águas. (Tradução do Novo Mundo, grifo acrescentado.)

As testemunhas de Jeová usam este versículo para atacar a fé cristã na questão da personalidade do Espírito Santo. A maioria das traduções do versículo 2 dizem que "o Espírito de Deus pairava sobre as águas". Mas a sociedade Torre de Vigia tem ensinado a seus seguidores que o Espírito Santo é meramente uma força impessoal a serviço de Deus. Para provar isto a seus ouvintes as testemunhas de Jeová citam este versículo segundo a Tradução do Novo Mundo. Esta é uma situação na qual uma testemunha de Jeová não precisa distorcer as Escrituras para encaixar as doutrinas que aprendeu. O versículo vem pré‑distorcido em sua própria Tradução do Novo Mundo. (Veja o capítulo 2.) Em outros textos, a tradução da Torre de Vigia fala do "espírito santo", escrito em minúsculas.

Para responder à alegação da testemunha de Jeová de que o Espírito Santo é uma mera força impessoal, enfatize que a Bíblia repetidamente se refere ao Espírito Santo como tendo atributos pessoais. Por exemplo, mesmo a Tradução do Novo Mundo revela que o Espírito Santo fala (At. 13.2), dá testemunho (João 15.26), fala as coisas que ouve (João 16.13), sente‑se magoado (Is 63.10) e assim por diante.

Para mais considerações sobre o Espírito, veja: João 16.13; Atos 5.3,4; Romanos 8.26,27; I Coríntios 6.19; e o Índice de Assuntos.

 Gênesis 9.4

 Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis (Imprensa Bíblica Braseira).

 Este versículo é o primeiro de muitos versículos das Escrituras que as testemunhas de Jeová usam para advogar a proibição feita a transfusões de sangue. A organização ensina que a transfusão de sangue é o mesmo que comer sangue, porque se assemelha à alimentação intravenosa. De acordo com isso a sociedade Torre de Vigia proíbe transfusões de sangue para os seus seguidores. Uma testemunha de Jeová que aceite transfusão de sangue pode aguardar uma intimação para comparecer perante um Comitê Judicial para ser julgada, a portas fechadas, pela violação "da lei de Deus". A punição, se a pessoa for considerada culpada, é a "desassociação", por meio da qual o indivíduo é evitado pela própria família e amigos, que são proibidos até mesmo de cumprimentar o ofensor.

As testemunhas de Jeová são muito radicais neste assunto. Elas preferem morrer a aceitar uma transfusão para repor o sangue perdido em uma operação ou acidente. E fazem o mesmo com respeito a seus filhos menores. A maioria das testemunhas de Jeová carrega uma plaqueta em suas bolsas ou no pulso, afirmando a sua recusa em receber sangue e instruindo o pessoal médico de emergência a não administrar uma transfusão de sangue se a testemunha de Jeová estiver inconsciente. Esta plaqueta é um documento legal, assinado pela testemunha de Jeová que a carrega e por duas outras pessoas.

As testemunhas de Jeová reconhecem que a sua é a única religião que se posiciona contra a transfusão de sangue, embora não ocorra a elas que este fato é, em si mesmo, a demonstração que a sua doutrina não se baseia realmente na Bíblia. Ninguém mais, que tenta seguir a Bíblia como um guia para sua vida, proíbe a transfusão de sangue ‑ e mesmo a sociedade Torre de Vigia não havia promulgado esta doutrina até 1944.

A maioria das testemunhas de Jeová ignora que a sua liderança, no passado, introduziu outras proibições médicas, mudando de idéia mais tarde. Em 1967, por exemplo, eles proibiram o transplante de órgãos. Os seguidores deveriam preferir a cegueira a aceitar um transplante de córnea, ou morrer a se submeter a um transplante de rim. Mas, depois, em 1980, os líderes reverteram este ensinamento permitindo os transplantes novamente (A Sentinela 15/11/67, p. 702‑704; Despertai! 08/06/68, p. 21; e A Sentinela 15/03/80, p.31, edições norte‑americanas). Além disso, entre os anos 1931 e 1952 as testemunhas de Jeová recusaram aceitar a vacinação para si mesmas e para seus filhos porque a organização ensinava que: "A vacinação é uma violação direta da aliança eterna estabelecida por Deus..." (The Golden Age, 04/ 02/31, p.293).

Embora as testemunhas de Jeová tentem citar as Escrituras para apoiar a sua posição contra a transfusão de sangue, a razão real desta posição é a obediência cega à Sociedade Torre de Vigia. Se a organização suspender esta proibição amanhã, as testemunhas de Jeová aceitarão livremente as transfusões, da mesma forma que fizeram vista grossa quando foi liberada a vacinação em 1952 e permitido o transplante de órgão em 1980. 

(Veja também os comentários sobre Levítico 7.26,27 e Atos 12.28-29.)

 Gênesis 18.1-2

 Yahweh lhe apareceu . ...Tendo levantado os olhos, eis que viu três homens de pé... (A Bíblia de Jerusalém).

As testemunhas de Jeová acreditam que é impossível para o único Deus verdadeiro existir como três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Mas a Bíblia, em Gênesis 18 e 19, mostra Deus aparecendo a Abraão como três homens. Esta narração pode ser usada para ajudar as testemunhas de Jeová a ver que mesmo o impossível (do ponto de vista humano) é possível para Deus. Discuta isto com elas como sugerimos aqui:

Na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas da Sociedade Torre de Vigia, em Gênesis 18.1,2, Deus aparece a Abraão como três homens (os anjos). Abraão se dirige a eles como "Jeová" (v. 3). Quando os três homens respondem, o episódio é descrito alternativamente como "eles" falando (v. 9) e "Jeová" falando (v.13). Quando dois dos três homens se despedem para visitar Ló em Sodoma, Abraão continua a chamar aquele que permaneceu de "Jeová", mas Ló se dirige aos outros dois como "Jeová" (Gn. 18.22‑28, 19.1‑18).

Por si mesma esta consideração não prova a doutrina da Trindade. Mas, pelo menos, demonstra que é possível para Deus se manifestar como três em um. O fato de que este conceito está além do alcance total do intelecto humano não deve fazer com que as testemunhas de Jeová o anulem. Como escreveu o apóstolo Paulo "... agora só podemos ver e compreender um pouquinho a respeito de Deus, como se estivéssemos observando seu reflexo num espelho muito ruim; mas o dia chegará quando o veremos integralmente, face a face. Tudo quanto sei agora é obscuro e confuso, mas depois verei tudo com clareza, tão claramente como Deus está vendo agora mesmo o interior do meu coração" (I Co 13.12, Novo Testamento Vivo).

A argumentação acima pode ajudar a testemunha de Jeová a reconsiderar o conceito de um único Deus em três pessoas. (Veja também Isaías 9.6; João 1.1, 16.13; 1 Coríntios 6.19, 8.6; Colossenses 2.9;e Apocalipse 1.7,8.)

 Gênesis 40.20‑22

 Ao terceiro dia, o dia natalício de Faraó, que este deu um banquete a todos os seus servos. ...Mas ao padeiro‑mor enforcou...

A Sociedade Torre de Vigia proibiu a celebração de aniversários entre seus membros, usando Gênesis 40.20‑22 como um ponto -chave de sua "base bíblica" para esta determinação. Sua idéia é que a palavra aniversário aparece na Bíblia apenas em referência a Faraó do Egito (como mencionado acima) e ao rei Herodes da Galiléia (Mt 14.6 e Mc 6.21). Ambos eram pagãos e decretaram a morte de alguém em conexão com as celebrações. Já que nenhum homem de fé foi mencionado na Bíblia como tendo celebrado seu aniversário, mas apenas homens iníquos, as testemunhas de Jeová dos nossos dias não devem ter permissão para celebrar aniversários ‑ esta é a argumentação usada pela Torre de Vigia.

Vale a pena notar que, como em outros ensinamentos, não se deixa que uma testemunha de Jeová leia individualmente a Bíblia e chegue a esta conclusão. Ao invés disso, a liderança da seita promulga esta interpretação oficial e usa procedimentos disciplinares para impor essa política a todas as testemunhas de Jeová. Por exemplo, um ancião das testemunhas de Jeová de nosso relacionamento em Massachusetts, Estados Unidos, decidiu enviar um cartão de aniversário ao seu filho (que não era testemunha de Jeová), mas a sua esposa relatou o fato aos anciãos locais. Eles, então, o intimaram a comparecer perante um Comitê Judicial a portas fechadas e o submeteram a julgamento por sua ofensa. Este senhor, de 70 anos de idade, os desafiou a mostrarem‑lhe um versículo bíblico que proibisse o envio de cartões de aniversário. Mas o Comitê prosseguiu com o julgamento e o desassociou baseando‑se nas leis da Sociedade Torre de Vigia. Agora, os seus parentes que são testemunhas de Jeová se recusam a recebê-lo em suas casas e as testemunhas de Jeová que o encontram na rua se desviam dele, sem nem mesmo cumprimentá-lo.

Ao refutar a assim chamada base bíblica das Testemunhas de Jeová para proibir a celebração de aniversários, você pode destacar que Faraó e o rei Herodes eram juízes arbitrários e homens violentos; tais monarcas eram acostumados a executar as pessoas em qualquer ocasião e não apenas durante a celebração de seus aniversários. Além disso, uma pessoa que envia um cartão de aniversário, ou pais que fazem um bolo com velas para uma festa infantil dificilmente podem ser acusados de seguir o exemplo daqueles homens assassinos.

Embora a expressão aniversário natalício, propriamente dita, apareça apenas em conexão com Faraó e Herodes na maioria das traduções, a Bíblia contém referência a tais celebrações em famílias devotas a Deus:

Em Jó 1.4, se diz do patriarca da família: "E seus filhos foram e realizaram um banquete na casa de cada um deles no seu próprio dia; e mandavam convidar as suas três irmãs para comerem e beberem com eles" (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, grifo acrescentado). Este "seu próprio dia" refere‑se ao aniversário de cada um, o que se torna claro quando lemos mais adiante: "Foi depois disso que Jó abriu a boca e começou a invocar o mal sobre o seu dia. Jó respondeu então e disse: pereça o dia em que vim a nascer..." (Jó 3.1‑3, Tradução do Novo Mundo, grifo acrescentado). A paráfrase feita pela Bíblia Viva de Jó 1.4,5, expressa esta idéia: "A cada ano, quando os filhos de Jó faziam aniversário, eles convidavam seus irmãos e irmãs para a celebração em suas casas. Nestas ocasiões, eles comiam e bebiam com grande alegria. Quando essas festas de aniversário terminaram..." (Tradução livre).

Até mesmo a tradução da Torre de Vigia revela que o nascimento de João Batista foi celebrado, quando registra sua anunciação feita por um anjo: "E terás alegria e grande regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento" (Lc. 1.14, Tradução do Novo Mundo).

Se o nascimento de João Batista foi uma ocasião de regozijo e se os filhos do fiel Jó celebravam seus aniversários, o fato de que Faraó e Herodes também celebraram seus aniversários não pode ser logicamente usado como base para proibir festas de aniversário entre aqueles que crêem na Bíblia hoje.

 Êxodo

 Êxodo 3.14 

Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.

 Os cristãos universalmente reconhecem que Jesus Cristo estava afirmando ser a Divindade quando ele refere‑se a si mesmo com EU SOU: "Disseram‑lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão? Respondeu‑lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou" (João 8.57,58). Mesmo os inimigos de Jesus compreendiam o que ele estava dizendo. O versículo seguinte nos diz que quando eles ouviram isto, "então pegaram em pedras para lhe atirarem..." (v. 59). Os judeus incrédulos viam esta declaração de Jesus (de ser o EU SOU) como uma blasfêmia, um crime pelo qual eles queriam apedrejá-lo até, a morte.

No entanto, as Testemunhas de Jeová ensinam que Jesus Cristo é, realmente, apenas o arcanjo Miguel e que Cristo nunca declarou ser Deus. Assim, para fazer com que as Escrituras estejam de acordo com sua doutrina, elas mudaram o texto de ambos os versículos em sua Bíblia. A Tradução da Torre de Vigia diz: "Isto é o que deve dizer aos filhos de Israel: MOSTRAREI SER enviou- me a vós" (Êx 3.14), Tradução do Novo Mundo, e "Digo‑vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido" (João 8.58, Tradução do Novo Mundo). Assim, na Bíblia das Testemunhas de Jeová, as palavras de Jesus aparecem sem nenhuma conexão com Êxodo 3.14.

Mas você não precisa ser um erudito em grego ou hebraico para provar que a Sociedade Torre de Vigia distorceu estes versículos. A própria Bíblia de estudo das Testemunhas de Jeová prova que Jesus estava declarando ser o EU SOU. Sua grande edição da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências, de 1984, tem uma nota de rodapé em Êxodo 3:14, admitindo que o hebraico fosse traduzido em grego como "Ego iene" ‑ "EU SOU". E a sua Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas de 1985 (Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures) revela que as palavras de Jesus em João 8:58 são as mesmas: "égo eimi" (nota de rodapé), "eu sou" (texto interlinear).



Êxodo 3.15

Deus disse então mais uma vez a Moisés: Isto é o que deves dizer aos filhos de lsrael: Jeová,o Deus de vossos antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó enviou‑me a vós. Este é o meu nome por tempo indefinido e este é o meu memorial por geração após geração (Tradução do Novo Mundo).

    As testemunhas de Jeová usam este versículo para argumentar que eles são os únicos adoradores verdadeiros de Deus, porque são os únicos que ainda chamam a Deus pelo seu nome ‑ Jeová. O versículo acima, eles insistem, é o mandamento de Deus para chamá-lo pelo nome sagrado "por tempo indefinido", ou para sempre. Aos olhos das testemunhas de Jeová, os cristãos que oram a "Deus" ou ao "Senhor" estão na verdade orando a um falso deus, Satanás; o verdadeiro Deus, Jeová, não ouve as orações a menos que elas sejam dirigidas a ele pelo seu nome. Dessa forma, as testemunhas de Jeová sempre usam o nome Jeová em suas orações. De fato, elas freqüentemente repetem o nome Jeová muitas vezes durante a oração, como se Deus pudesse se esquecer de que ele é aquele a quem as orações estão sendo dirigidas, ou como se as testemunhas de Jeová pudessem se esquecer a que Deus estão orando.

Embora suas próprias publicações admitam que "Jeová" é um anglicismo e um erro de tradução e não a correta pronúncia do tetragrama hebraico YHWH, elas insistem em usar a pronúncia "Jeová", ao invés do nome que seria mais correto Yahweh. As testemunhas de Jeová nunca oram a "Yahweh".

A comparação de Êxodo 3.15 com o versículo 14 mostra que o nome Yahweh, ou Jeová, significa: Deus é auto‑existente e eterno. Ele é muito mais que um nome, e conhecê‑lo envolve muito mais do que usar este nome. Jesus mostrou que mais do que um simples nome está envolvido quando disse: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome”? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai--vos de mim, vós que praticais a iniqüidade (Mt 7.22-23, [grifo acrescentado]).

Convide uma testemunha de Jeová a examinar com você as orações de Jesus Cristo. Enfatize que Jesus nunca começou suas orações dizendo "Deus Jeová" como fazem as testemunhas de Jeová. Antes, Jesus começava suas orações dizendo, "Pai..." (Ver Mt 11.25, 26.39‑42; Mc 14.36; Lc 10.21, 22.42, 23.34‑46; João 11.41, 12.27,28, 17.1‑26.) E quando ensinava seus discípulos a orar, Jesus os instruiu a orar dizendo: "Pai nosso..." (Mt 6.9; Lc 11.2). Os cristãos, então, devem ter um relacionamento íntimo com Deus na qualidade de seus filhos que clamam a ele "Aba, Pai!" (Rm. 8.15; Gl 4.6).

A respeito da importância de nomes, o Espírito Santo instruiu Pedro a enfatizar "...em nome de Jesus... porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos" (At. 4.10‑12). Além disso, Jesus é "...o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Fl 2.9‑11).

(Veja também as considerações sobre o Salmo 83.18 e Isaías 43.10 neste capítulo.)

 Levítico 7.26-27

 E não deveis comer nenhum sangue em qualquer dos lugares em que morardes, quer seja de ave, quer de animal. Toda alma que comer qualquer sangue, esta alma terá de ser decepada do seu povo (Tradução do Novo Mundo).

 Este texto é freqüentemente citado para apoiar a proibição da Sociedade Torre de Vigia a transfusões de sangue. Embora o versículo proíba especificamente os israelitas de comer sangue de ave ou de animal, as Testemunhas de Jeová ampliam o seu significado para incluir a ministração médica de sangue humano para salvar a vida ‑ um sentido, obviamente, não imaginado por Moisés quando registrou as palavras de Deus. Levítico discorre por muito tempo sobre as ordenanças divinas quanto ao sacrifício de animais pelos sacerdotes judeus, e o sangue era parte importante nestes sacrifícios como um prenúncio do precioso sangue do nosso Salvador, o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo. Qualquer tentativa de ler estes versos como uma legislação profética sobre os prós e contras dos procedimentos médicos modernos ignora totalmente o contexto da passagem.

Quando discutir Levítico 7.26-27 com uma testemunha de Jeová, você pode abordar o fato de que os judeus ortodoxos de hoje, que ainda observam com muito escrúpulo as regras sobre a preparação de alimentos de acordo com as leis judaicas e sobre carne com sangue e como matar os animais que servirão de alimento, não têm nenhuma objeção à transfusão de sangue. Portanto, o texto hebraico original não dá o menor indício da interpretação que a Torre de Vigia lhe atribui.

Se a testemunha de Jeová ainda insistir que deve recusar a trans-fusão de sangue com base em Levítico 7.26,27, o próximo passo seria mostrar‑lhe Levítico 3.17 que diz "... não deveis comer nenhuma gordura nem sangue algum” (Tradução do Novo Mundo). Peça à testemunha de Jeová para lhe explicar por que os líderes da Torre de Vigia ordenam que ela recuse transfusão de sangue, mas permitem que coma gordura. Não estariam simplesmente tirando as palavras do contexto das leis sobre a dieta dos judeus? (Veja também as considerações sobre Gênesis 9.4 e Atos 15.28-29.)

 Deuteronômio 18.20‑22

 No entanto, o profeta que presumir de falar em meu nome alguma palavra que não lhe mandei falar ou que falar em nome de outros deuses, tal profeta terá de morrer. E caso digas no teu coração: 'Como saberemos qual a palavra que Jeová não falou?' quando o profeta falarem nome de Jeová e a palavra não suceder nem se cumprir, esta é a palavra que Jeová não falou. O profeta proferiu‑a presunçosamente. Não deves ficar amedrontado por causa dele (Tradução do Novo Mundo).

 A Sociedade Torre de Vigia se auto‑identifica como "O Profeta", dizendo: "Este ‘profeta’ não era um homem, mas um grupo de homens e mulheres. Era o pequeno grupo de seguidores dos passos de Jesus Cristo, conhecidos naquele tempo como Estudantes Internacionais da Bíblia. Hoje são conhecidos como Testemunhas de Jeová. Eles ainda estão proclamando um aviso..." (A Sentinela 01/04/72, p. 197, edição norte‑americana). E acrescentam: "A menos que nós estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando, não vamos progredir através da estrada para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia" (A Sentinela 01/12/81, p.27, edição norte‑americana). xxxxxxxxxxxxxx

Estas declarações pretensiosas são verdadeiras? A Sociedade Torre de Vigia é realmente o Profeta, o canal de comunicação de Deus? Ou é um falso profeta, que se encaixa na descrição de Deuteronômio 18:20‑22? O teste é simples: 1° passo ‑ sabemos que a organização "falou em nome de Jeová"; 2° passo ‑ precisamos determinar se as profecias realmente ocorreram ou se cumpriram. Vamos examinar os fatos:

Durante a metade de seus cem anos de história, a Sociedade Torre de Vigia ensinou a convicção de seu fundador e primeiro- presidente, Charles Taze Russell, de que a Grande Pirâmide do Egito foi "inspirada" por Deus ‑ tal como a Bíblia (consulte o livro da Torre de Vigia Thy Kingdom Come [Venha o Teu Reino], edição 1903, p. 362). As publicações da Sociedade traduziram polegadas das medidas das pirâmides em anos de calendário, numa tentativa de prever acontecimentos futuros. Dessa forma, predisseram que a Batalha do Armagedom "vai terminar no ano 1914 com a completa destruição do atual governo da terra" (The Time Is at Hand [É Chegada a Hora], edição 1904, p. 101). Obviamente, isto não aconteceu ou se cumpriu.

Ainda determinada a agir como profeta, a Sociedade Torre de Vigia prosseguiu predizendo uma ressurreição terrena no ano de 1925: "Eles serão ressuscitados como homens perfeitos e constituirão os príncipes e governadores da terra segundo a sua promessa... Assim nós podemos confiantemente esperar que 1925 vai marcar o retorno de Abraão, Isaque e Jacó e os fiéis profetas do passado" (Livro da Torre de Vigia Millions Now Living Will Never Die [Milhões que Agora Vivem Jamais Morrerão], edição 1920, p. 89‑90). Isso aconteceu ou se cumpriu? Não! Mais recentemente a organização levou milhões a acreditarem que "o fim" chegaria em 1975. Ela perguntava: "Por Que Espera Ansioso 1975? [“ Why Are You Looking Forward to 1975?"] (título do artigo publicado por A Sentinela, 15/08/68,p.494):

 Devemos presumir com base neste estudo que a batalha do Armagedom terminaria completamente no outono de 1975, e o tão esperado reinado milenar de Cristo começaria então? Possivelmente, mas nós esperamos para ver o

 .. 32 ..

quanto o sétimo período de mil anos da existência do homem coincide com o milênio, que será como um sábado. Se estes dois períodos ocorrerem paralelamente um ao outro quanto ao calendário, não será por mera chance ou acidente, mas segundo os propósitos amorosos e cronológicos de Jeová... Pode ser que ocorra alguma diferença de semanas ou meses, mas não de anos (p. 499).

Certamente agora, semanas, meses e anos suficientes já se passaram para provar que esta profecia a respeito do ano de 1975 não aconteceu ou se confirmou.

As testemunhas de Jeová podem tentar defender a Sociedade Torre de Vigia dizendo que essas profecias eram todas "erros" e que a organização aprendeu com esses erros e não faz mais declarações proféticas sobre quando o fim do mundo vai chegar. Neste caso, peça à testemunha de Jeová que tome nas mãos uma cópia de sua revista Despertai! Mais recente. Na parte interior da capa, onde o índice de assuntos é listado, há uma declaração de propósito explicando porque Despertai! É publicada. Peça à testemunha de Jeová para que leia isso. Na data da publicação deste livro (1986), cada edição dizia que: "Mais importante, esta revista edifica a fé na promessa do Criador de uma Nova Ordem pacífica e serena antes que a geração que viu os eventos de 1914 pereça". (Tradução livre.) Outra profecia! (Veja nossas considerações sobre Mat. 24:34 no próximo capítulo).

Os fatos são irrefutáveis: A Sociedade Torre de Vigia falou como um profeta, em nome de Deus, e o que foi profetizado não se cumpriu. O que isso significa para uma testemunha de Jeová individualmente? Convide uma delas a ler o que a Palavra de Deus fala sobre os falsos profetas ‑ e então pergunte o que Deus quer que ele ou ela faça. A Bíblia contém estas advertências feitas por Jesus Cristo: "Guardai‑vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores". "Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas..." (Mat. 7:15, 24:24). E as severas palavras citadas de Deuteronômio 18:20‑22, além de expressar o juízo de Deus de que o falso profeta "deve morrer" também diz aos ouvintes "não temerás". Ao invés de permanecer fielmente obediente aos líderes da Torre de Vigia, a testemunha de Jeová que reconhece a organização como um falso

.. 33 ..  

profeta deveria deixar de segui-la e começar a seguir o verdadeiro Profeta, Jesus Cristo.


1   2   3   4   5   6   7


©bemvin.org 2016
enviar mensagem

    Página principal