Das origens ao Barroco na Dança – Século V ao XVIII aula 1 – a origem da dança cênica ocidental



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Das origens ao Barroco na Dança – Século V ao XVIII

Aula 1 – A origem da dança cênica ocidental



  • por meio da arte que o homem expressa suas alegrias, suas tristezas, seus desejos e angústias, construindo os sentidos no ambiente em que vive, comunicando-se com o mundo e com o outro. Trata-se de uma necessidade, já que, com a atividade artística, o ser humano externaliza idéias e pensamentos, seja na música, na literatura, nas artes plásticas e artes cênicas, como o teatro e a dança.



  • na Idade Média, o período situado entre o século V e o século XV, que surge a dança cênica ocidental, aquela realizada especificamente para ser apresentada em cena, no palco. No entanto, é fundamental sabermos que desde o início da civilização o homem dançava, fosse em rituais, religiosos ou não, por prazer ou como um meio de educar o corpo.



Apresentarei a seguir, um breve resumo de diferentes períodos da história da humanidade e a presença da dança nesses momentos para então falar sobre a dança na Idade Média.

A dança na Idade da Pedra

Na época paleolítica, Idade da pedra lascada (do aparecimento do primeiro hominídeo até cerca de 12 a 10 mil anos atrás), quando o homem levava uma vida nômade em busca de alimentos, já existiam desenhos nas paredes das cavernas de figuras realizando movimentos. Imagens que podem ser identificadas como giros, tais como as encontradas nas grutas de Gabillou e de Trois-Frères, na França, e na gruta de Addaura, na Itália.

No período neolítico, Idade da pedra polida (de 26.000 a.C. até 5.000 a.C.), já dominando o cultivo da terra, por isso se fixando no lugar que considerasse mais adequado, o homem continuou a se representar em desenhos. São cenas de danças de roda e em filas, em que seus participantes estão, na maioria das vezes, de mãos dadas.








O homem passou a se retratar não apenas participando dos rituais, mas também como




aquele que, nas danças, representava os mitos e os deuses de então.




A dança na Mesopotâmia e no Egito

Na Mesopotâmia, tida como o berço da civilização, onde atualmente está localizado o Iraque, surgiram as primeiras cidades, resultado do processo de fixação do homem na terra. Os povos que habitaram essa região do sexto milênio a.C até o século I a.C, entre eles os sumérios, os babilônios e os assírios, desenvolveram danças ligadas aos rituais sagrados e também às manifestações do cotidiano, como as danças para fazer chover, as relativas à caça e a dança para o amor. Em fragmentos de artefatos ali encontrados há imagens de mulheres despidas, em fila e de mãos dadas, dançando.


Já os desenhos e esculturas do Egito antigo, além de retratar a prática da dança nos rituais litúrgicos, possuem referências a uma outra qualidade da dança: a recreação. Nesse caso, podem-se ver figuras em posições acrobáticas, como a ponte, na qual o corpo está totalmente arqueado para trás.












A dança na Grécia

Em outras culturas antigas, como na grega, havia a crença de que a dança havia sido inventada pelos deuses. Era percebida, portanto, como um ato sagrado que estava presente em quase todos os momentos da vida social. Na religião, na educação, no teatro e nas festas tradicionais, cada rito possuía passos e movimentos específicos, executados em círculo ou em linha, em grupo, em dupla ou individualmente. A dança também era praticada nas comemorações de um modo geral, como casamentos e nascimentos, em que era apresentada de maneira livre, sem uma seqüência pré-determinada.



O aprendizado da dança ocupava, ao lado da escrita, da música e dos exercícios físicos, um importante papel no processo educativo do povo grego. Possuía, portanto, um duplo valor ligado, por um lado, à religião, e, por outro, à formação física e estética do homem.



Tipos de dança na Grécia antiga

Ao longo da história da Grécia – época arcaica, clássica e helenística (século VII a.C. ao século IV a.C.) existiram diferentes tipos de dança, com distintas finalidades.



A pírrica, ou militar, era ensinada aos meninos, a partir dos cinco anos de idade, para que adquirissem flexibilidade e aprendessem a correta colocação das mãos e dos braços durante uma batalha. Havia também a ierakio, realizada apenas por mulheres, em homenagem a Hera, deusa do casamento e protetora das mulheres casadas; a epilinios, executada nos cultos a Dionísio, deus do vinho e da alegria, da colheita e da fertilidade,








dançada em cima de barris, em que os movimentos imitavam o ato de amassar uvas com




os pés; e a imeneos, a dança do casamento, da qual participavam a noiva, sua mãe e




amigas, feita de movimentos rápidos em uma sucessão de giros e piruetas.





Quando a Grécia foi dominada por Alexandre, o Grande, em fins do século IV a.C., e depois pelo Império Romano, a dança perdeu seu teor religioso e educativo, tornando-se apenas um entretenimento. Essa mudança fez com que fosse relegada a um plano inferior. E aqueles que a executavam passaram a ser vistos como uma classe social mais baixa. Na verdade, no processo de formação, ascensão e queda de Roma como centro de poder político, a dança passou por diferentes fases em termos de aceitação na sociedade e sua participação nos rituais, nas cerimônias e nas festividades públicas e privadas.





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