Damião Góis D. Emanuel Crônica do Felicíssimo Rei D. Emanuel



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Damião Góis – D. Emanuel
Crônica do Felicíssimo Rei D. Emanuel
Ele divide o livro em quatro crônicas. Escreve que na primeira parte da crônica do rei dom Emanuel não há coisa contrária à doutrina cristã, nem suspeita por tanto imprimir.

Tarroada dos Capítulos da Primeira parte da Crônica.

Cap. 1 - trata-se do falecimento do rei dom João.

Cap. 2 – de como Emanuel foi aclamado e jurado por rei.

Cap. 3 – em que declara a sucessão destes reinos por falecimento do rei João pertencer diretamente ao rei dom Emanuel.

Cap. 4 – do tempo em que o rei dom Emanuel nasceu.

Cap. 5 - da criação que o rei dom Emanuel teve.

Cap. 6 – da casa e estado que dom Emanuel teve depois da morte de que Diogo seu irmão teve.

Cap. 7 – de como o rei foi dalcaçer do fal a Montemôr o novo onde o dom George veio foi ver. (pág. 13)

Cap. 8 – do que fez em Montemor depois dos estados do rei ser juntos.

Cap. 9 – de como o rei como rei confirmou as mercês que o rei dom João fez a hora de sua morte.

Cap. 10 – de como o rei libertou os judeus que ficaram capturados do tempo do rei dom João.

Cap. 11 – de como o rei entendeu em prover os lugares da África.

Cap. 12 – de uma vitória que dom João de Meneses capitão Darzilia houve de Mouros.

Cap. 13 – da vinda dos filhos do Duque de Bragança ao reino.

Cap. 14 -

Cap. 15 – de quem o rei mandou a Roma pela Coroa sobre negócios que tinha com o papa.

Cap. 16 – de como o rei acrescentou as razões dos lugares da África.

Cap. 17 – de como o rei alcançou o papa que os corredadores da ordem de Cristo pudessem casar.

Cap. 18 – de como o rei mandou lançar os Mouros e judeus forar de seus reinos.

Cap. 19 – da embaixada que os reis de Castella mandara ao rei sobre alianças.

Cap. 20 – de como rei mandou tomar os filhos dos judeus que se iam fora desses reinos.

Cap. 21 – do fruto que se fez em tornar os judeus cristãos.

Cap. 22 – de como se começou tratar do casamento do rei com a princesa dona Isabel.

Cap. 23 – de como rei mandou Vasco da Gama por capitão de três navios para prosseguir no descobrimento da Índia.

Cap. 24 – em que se trata do casamento do rei com a princesa dona Isabel.

Cap. 25 – de como o rei aceitou de dar (foraes) novos a (totolos) lugares do reino.

Cap. 26 – de como o rei fez cortes em Lisboa.

Cap. 27 – do que se passou desde o dia que o rei e a rainha partiram Deluas até chegar a Tolledo.

Cap. 28 – de como o rei e a rainha entraram em Tolledo.

Cap. 29 – de como o rei dom Emanuel e a rainha dona Isabel sua mulher foram jurados por príncipes herdeiros de Castella e Leão.

Cap. 30 – de como os reis de Castella e Portugal partiram de Tolledo paa o rei de Aragão.

Cap. 31 – de como o rei libertou a cleresia (cheresia) de não pagar sisas nem dízimas.

Cap. 32 - de como a rainha pariu um filho e morreu do parto dele.

Cap. 33 – da embaixada que o rei mandou ao papa Alexandre.

Cap. 34 – de como o príncipe Miguel foi jurado.

Cap. 35 – do que Vasco da Gama passou em sua viagem até chegar a (autogoada) de família Bras.

Cap. 36 - do que passou Vasco da Gama até chegar a ilha de Moçambique.
Cap. 31 - de como o Xeque Cacoeira, cuidado fez ser os nossos mouros, o ver com Vasco da Gama.

Cap. 32 – do sitio da cidade de Melinde.

Cap. 33 – do que Vasco da Gama fez depois que surgiu (furgio) e do recado que mandou ao rei de Caleur.

Cap. 34 – do que Vasco da Gama passou até chegar a Calecut.

Cap. 35 – de modo que o rei de Calecut é recebido por Vasco da Gama.

Cap. 36 – da crença, seita, cerimônias e costumes gétiios, canaris, bramanas e naires.

Cap. 39 - do que Vasco da Gama passou com o rei da Calecut, a segunda vez que com ele veio. (vio)

Cap. 41- do que Vasco da Gama passou em Anchediua.

Cap. 42 – de como o corpo do rei dom João foi levado da Sé de Sylues, ao convento da batalha.

Cap. 43 – de como o rei casou com a infante Donna Maria, filha dos reis de Castella.

Cap. 44 – de como o rei determinou passar em África.

Cap. 45 -

Cap. 46 – de como o rei de

Cap. 47 – da armada que o rei mandou em ajuda do venezeanos contra o Turco.

Cap. 48 - do que o conde passou nesta viagem depois que partiu de Mezalquebir.

Cap. 49 – da fundação do Mosteiro de Bethelé e da Torre.

Cap. 50 – da segunda armada de o rei mandou a India, de que foi por capitão Pedro LUREZ (ALVARES) Cabral.

Cap. 51 – do descobrimento da terra de Santa Cruz, a que chama de Brasil.

Cap. 52 – de algumas particularidades da terra de Santa Cruz, costumes da gente de lá.

Cap. 55 – do que Pedro Álvares Cabral passou depois que partiu da terra de Santa Cruz, até chegara Calecut.

Cap. 59 – do que Pedro Álvares Cabral passou em Cochim

Cap. 62 – do nascimento do príncipe dom João.

Cap. 74 – do nascimento da infante Donna Isabel.

Cap. 74 – de como o rei mandou mestres a Congo para ensinarem os daquelas províncias as coisas da nossa fé.


PDF 19 - Prólogo na Crônica do rei Dom Emanuel Fol.1


Ele escreve que muitos grandes autores nos princípios de suas Crônicas trabalharam em louvar a história, da qual tudo o que deixaram foi sempre muito menos que se devia dizer, conforme Góis o tratado não há comparação do que deve ser. Tomar esse trabalho dedica no que ele aparece a V.A. o principal autor de a fama e Glória o rei seu pai (escreve ao príncipe Henrique), saíram em luz e não perecer a lembrança das coisas notáveis que aconteceram aos portugueses por todo o discurso de seu reinado.
PDF. 32 - PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
Em que se trata do falecimento do rei Dom João e declara algumas clausuras de seu testamento.

O tempo que o rei dom João faleceu e exalta a rainha dona Leanor sua mulher em Alcaçer do sal e dom Emanuel Duque de Beja seu irmão com ela, a qual a senhora foi a causa única dele ficar nomeado na sucessão destes reinos, porque a vontade e o desejo do rei dom João foi sempre de deixar o reino a dom George seu filho bastardo. Como a sucessão desses reinos não pertencia diretamente por falecimento do rei dom João, seria do rei dom Emanuel. Damião aborda as genealogias até do tempo que o rei dom Emanuel nasceu e o milagre que Deus então por ele fez. Parece que houve em seu nascimento um mistério. Sua mãe com dores sem poder parir chegando a casa do Senhor e por onde passava a procissão, invocou o venerabile sacramento, lhe puseram o nome Emanuel porque Deus lembrava naquele dia que aprouver dar esse príncipe a vida desse mundo, para seu santo nome ser exaltado e glorificado. Profecia que seria o herdeiro de dom João.

A ama que criou dom Emanuel se retirou tão honesto modo de viver que todas as mulheres que andam metidas nas vaidades e delícias deste mundo, trabalham por imitarem e acabarem no serviço de Deus como ela fez, a qual foi a Castella com dom Emanuel. Mulher de exemplo de virtude e acabou seus dias santamente num Mosteiro de freiras. Góis escreve sobre a casa e o estado que dom Emanuel viveu depois da morte do duque dom Diogo seu irmão. A coroa havia registrado naquele tempo, vinte sete contos, quinhentos e noventa e um mil reais de renda.

Nos escritos percebe-se que a morte do rei é encenada de forma muito dramática, onde outros reinos e pessoas que ocupam cargos importantes referenciam esse momento com sentimento de profunda tristeza, o beijo na mão do rei que falecera pode ser interpretado como uma despedida e uma referência.


PDF. 35/ 36 - DELREI DOM EMANUEL Fol.9 / PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
De como o rei confirmou as mercês que o rei dom João fez à hora de sua morte, e outras particularidades acerca da justiça e oficiais dela. O rei dom João antes que reinasse foi sempre bem Fortunado e todas as coisas lhe sucederam favoráveis, mas depois que reinou teve muito trabalhos, porque os seus negócios forma ruins. Enquanto o rei dom Emanuel em seus negócios foi sempre vigilante e todos os que tivessem privilégios, liberdade e cartas de mercês.

O rei dom Fernando e a rainha dona Isabel lançaram de seus reinos todos os judeus que neles havia, dos quais alguns alumeados do Espírito Santo e outros por não desbaratarem bens que tinham de raiz, fazendo deles maus partidos e vendas, se converteram a fé (católica), e o mesmo fizeram outros, ainda que os pobres por não deixarem sua natural criação, os outros que o Espírito Santo não tocou, nem os bens, nem o amor a pátria constrangeu, tiveram que deixar todas as suas moradas.



Relata o problema que o povo judeu nos reinos de Portugal e Castella, alguns judeus tinham que pedir licença para passar nestes reinos e pagar por cabeça para, uma série de perseguições as pessoas. Escreve que o rei dom Emanuel em humildade, liberalidade, clemência e virtude, a nenhum rei cristão foi inferior, libertou os judeus e deu poder de suas pessoas dispor as suas vontade, a maioria deles se converteu a fé do Senhor Jesus Cristo.

Escreve de como o rei entendeu em prover os lugares da África, e deram os dízimos dos tributos, e páreas dos mesmos lugares as Igrejas, e da Embaixada que lhe veio de Castella aqui.


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PDF. 39 – DELREI DOM EMANUEL Fol.11

Da vinda dos filhos do Duque de Bragança ao reino, e da grande liberalidade que o rei com eles usou.


“A mercê que o rei fez a dom Jaime, filho mais velho do Duque dom Fernando de Bragança, não foi de caridade por se passar por ela com descuido, é vem que se diga que foi uma das maiores que imperador, nem rei, nem outro senhor nunca fez de terras patrimoniais, possui das pacificamente, porque nas adquiridas de novo ou que se esperam daqui ter obrigações de partirem liberalmente com aqueles que as ajudarão a ganhar, mãe em estado tão pacífico como o rei dom Emanuel começou a reinar, tais e tamanhas mercês não se acham que se fizessem, nem lembro que se visse, em nenhum dos autores históricos que tenho lido.”

- A grandeza de tal mercê fez fazer muitos vários juízos, as práticas entraram por muitos dias na corte e por todo o reino, mas há o tempo que tudo apaga e faz vir seus discurso e costume aprovado que antes não eram só, fez depois parecer bem tudo o que o rei nesta fizera, e lhe foi atribuído a liberalidade e clemência. Assim nestes reinos, como nos estranhos em terra de cristãos, e de infiéis lhe sucederam ate o tempo de seu falecimento, com muita prosperidade, louvor e honra sua. Que se saiba o grande que o rei tinha aos filhos do Duque dom Fernando e a dom Álvaro, e desejo de vê-los no reino. Cita a carta que o rei enviou a dom Álvaro.


PDF. 40 / 41 - PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA / DELREI DOM EMANUEL Fol.12


– De como o rei fez conde de Portalegre Diodo da Silva de Meneses e do que se nisso passou.

- De como o rei mandou a Roma Pero Corrêa sobre negócios que tinha com o Papa, e para acompanhar o Cardeal de Portugal o George da Costa, até estes reinos.



Cita que dom George da Costa Cardeal de Portugal era um homem que posto nascesse de gente muito baixa, popular e pobre, depois de ser capelão, e mestre tenho a ver seu saber, e industria a ser Cardeal, e teve tanta autoridade em Roma, e nestes reinos assim no consistório dos Papas. Os negócios de Pero Correa levava pelos reinos os quase todos o Cardeal despachou com o Papa, e as bulas, e expedições deles mandou depois ao rei.
- De como o rei acrescentou as rações (razões? Pg. 42) dos lugares da África e de sua embaixada que lhe veio de Veneza e sobre que.

“Havendo o rei o respeito a quanto serviço se faz Deus na guerra da África, com se sustentarem os lugares que nela tinham ganhados os reis seus antecessores, estando ainda em Setuual ordenou por maior segurança (...)”Góis cita uma região da França e o relato do grande amor e afeição que nele achara por todas as coisas que a sua república cumprissem, o que confirmou e renovou nos corações de todos daquela cidade a antiga amizade que há nação Portuguesa antigamente sempre houve.


- De como o rei alcançou do Papa que os comendadores da Ordem de Cristos, e de Avis pudessem casar, e do saimento que mandou fazer em Torres vedras por o rei dom João, e de como fez o primeiro Conde Dalcoutim.

“ Antigamente nesses reinos os comendadores das Ordens de Cristo, e de Avis (Auis?) Não podiam casar, e com este voto entrava nestas religiões, o que então parecia ser necessário, porque os trabalhos do casamento, e obrigações dele, os não estornassem a fazer guerra aos Mouros, que naquele tempo em que se estas ordens de cavalaria fundaram, tinham ocupada a maior parte da Espanha (Hispanha), a qual livre deste açoite e castigo que lhe Deus deu por muito espaço de tempo (...)” Gois aborda a obediência do Papa a Alexandre Sexto ( pg. 43) e da ordem de dom Emanuel para fazer um solene saimento pelo falecimento de dom João.
- De como o rei mandou lançar os Mouros e Judeus fora de seus reinos de senhorios. (dom Emanuel seguiu o exemplo de Castella)

“ Porque uns diziam que o Papa consentia esta gente em todas as terras da Igreja, permitindo-lhes viverem em sua lei e que os mesmo faziam todos os Príncipes, e respublicas de Itália e Hungria, Bohemia e Polônia (...) se perdia de toda a esperança de nenhum se converter, o que muitos deles, o que muitos deles vivendo entre nós, movidos de nossa religião e do bom uso dela se podia esperar que fizessem , e que havia ainda nisso outros inconvenientes (...)”

Quando vissem tempo oportuno abrirem as asas a tirania e debaixo de cor de católicos e cristianismo nos fazerem o mal, dando que pudessem, e sobretudo, o bom conselho era perder a saudade, a todos os proveitos e tributos que se desta gente tiravam, e por o intento em só Deus e na santa fé, porque ele dobraria com suas mercês o que nisto perdesse (...) Aqueles que não quisessem receber a água do batismo e crer o que crê a Igreja Católica Cristã, na qual opinião e parecer foi o tri, sem ter conta com o que se nisso podia, nem com as satisfações que ficavam obrigados fazer, como depois por inteiro fez (...)”

PDF. 45 - DELREI DOM EMANUEL Fol.14
- Da embaixada que os reis de Castela mandaram ao rei sobre alianças.

Góis cita as diferenças que tinham com o rei Charles de França oitavo, o grande Capitão Gonçalo Fernandes.

“Nas progênies do reis e Príncipes, no declarar da quais os cronistas devem ser mui vigilantes, e as devem pintar de tão boas cores, e tão vivas, que por nenhum modo o tempo as possa cegar, nem trazer em dúvida.”


- Cap. XX - De como o rei mandou tomar os filhos aos judeus que se iriam fora do reino, e porque causa não fez o mesmo aos mouros.

“ Cristãos que o rei concedeu com outros privilégios, e aos que não quiseram ser cristãos mandou logo dar embarcação, quitando-lhes o cativeiro em que incorriam, e se passaram todos a terra de mouros (...) Aos judeus aos quais, todo Deus por sua misericórdia permita conhecer o caminho da verdade, por se nela salvarem.”
PDF. 49 - DELREI DOM EMANUEL Fol.16
- Cap. XXI – Do fruto que se fez tornarem os judeus cristãos.

A obra de fazer que os judeus se tornassem cristãos, foi digna de muito louvor.

“ Depois que tiveram nome de cristãos, poderiam tratar muitas coisas, que pelo direito canônico expressamente lhes eram defesas, das quais uma era não arrendarem os dízimos das Igrejas, nem nenhumas novidades, do que se seguia não haver naquele tempo tantas vezes carestia de mantimentos, como houve depois que eles começaram a tratar nisso, fazendo alevantar o preço as novidades da terra (...) “Os cristãos velhos que nesta parte o fazem com menos temor de Deus, e medo das justiças que os novos, com ousadia de nome de cristãos.” Góis retrata a carestia nos alimentos que a Europa encontrava-se, a recuperação do reino com preços honestos como prova da boa ordem e costumes.


PDF. 50 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
De como se começou a tratar o casamento do rei com a Princesa dona Isabel.
PDF 51 / 52 - DELREI DOM EMANUEL Fol.17 / PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

- De como o rei mandou Vasco da Gama por capitão de três navios, por prosseguir no que já era descoberto, até que se podia chegar á Índia.

- “O que fiz por acudir ao erro em que caíram alguns escritores portugueses que trataram desses negócios, dizendo como a nação Portuguesa fora a quem navegando pelo Oceano, primeiro que nenhuma outra ter ao mar da Índia, do qual erro se lhes pode em parte relevar a culpa, por ventura cuidarem, que atribuindo esta glória a sua própria nação (...)”.

PDF. 56 - PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

Cap. XXIII – Em que se trata do casamento do rei com a princesa Isabel, e de como a recebeu em Valença Dalcantara, e da morte do príncipe com João de Castela, e outras particularidades.

“A morte do Príncipe Dom João foi muito sentida e lamentada nos reinos de Castela, por lhes não ficar outra esperança de poder haver herdeiro barão, se não parto da princesa Madama Margarida, que ficara prenha do príncipe dom João, da qual esperança logo dali a poucos dias Deus por seus ocultos mistérios os destituiu, porque Madama Margarida sendo já prenhe pariu a criança morta.”

PDF. 58 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
“Nós temos ordenado em nossa fazenda que os casamentos que se agora desembargam, se paguem a dinheiro, sem por de novo tensas por eles, e alguns que ficaram do tempo passado temos propósito de mandá-los pagar o mais cedo que se posso fazer, e assim do tempo do rei meu senhor, e primo que Deus haja tal ordenação ficou em nossa fazenda”.
PDF. 61 - DELREI DOM EMANUEL Fol.22
“O rei chegando a Badajoz vieram muitos senhores, e cavaleiros beijar – lhes a mão, na qual cidade foram recebidos com muitas cerimônias, e levados pelos governadores (...) feita a oração tornaram a cavalgar e dormir”.
PDF. 62 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
“A gloriosa virgem Maria, assim inspirou um dos bons católicos, e religiosos reis que de muito tempo houvera em França (...)”.
PDF. 63 – DELREI DOM EMANUEL Fol.23
Góis escreve sobre o costume de beijar a mão do rei em sinal de respeito e obediência.
PDF. 68 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
“De como o rei libertou a cleresia de não pagar sisas, dízimas, e outros direitos reais, a qual liberdade depois também concedeu a ordem de Cristo”.

- De como a rainha pariu um filho, e morreu do parto dele (Miguel).


PDF. 70 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
“O tempo do pontificado do Papa Alexandre sexto houve na corte de Roma muita soltura de viver, e se dava dissimuladamente licença a todo gênero de viço, de maneira, que grandes pecados se reputavam por veniais, ao que os reis dom Fernando e dom Emanuel, tendo disso certas informações, como bons católicos cristãos quiseram acudir (...) por seus embaixadores mandassem amoestar o Papa, e pedir-lhes como obedientes filhos da Igreja católica, que quisessem por orem, e modo na desuluçam de vida, costumes, e expedição de breves bulas, e outras coisas que se em Corte de Roma tratavam de que toda a Cristandade recebia escândalo (...) muitas vezes o Papa Alexandre sobre estas coisas pedindo lhe de parte dos Reis, que por serviço de Deus quisesse por boa ordem, e regimento na governança do eclesiástico, e nos mais costumes, e viços em que a corte de Roma estava habituada, por falta de castigo e punição, tanto pelas leis humanas, como divinas mereciam”.
PDF. 73 – DELREI DOM EMANUEL Fol.28
As ações de Vasco da Gama

Sobre o que conhecemos como escambo: Vasco da Gama apoiar gente nos bate, trazendo consigo mostra de especiarias, ouro e aljôfar, seda, o que os negros estimaram pouco por não saberem o que era: então lhes mandou dar cascáveis anéis de estanho e outras coisas desta caridade, o que tomaram mui alegres (…) e dali por diante começaram de vir á praia seguramente e dar dos mantimentos que havia na terra, a troco de outras coisas.
PDF. 82 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
Vasco da Gama e todos os da frota deram muitas Graças a Deus de os livrar do perigo que lhes estava aparelhado, e receosos que os mouros viessem de noite aos navios cortar lhes as armas, se vigiavam com mais tento do que os dantes faziam.

- Descrição dos negros nas novas terras das roupas, característica e armas e dos estrangeiros.

PDF. 86 - PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA


Vasco da Gama perguntou a pessoa do rei de Calecur, e modo seu viver, e estado, ao tudo que lhe respondeu como homem prudente, dizendo lhe o rei era bom homem, com tudo vanglorioso, que havia de folgar muito com sua vinda, por vir de tão longe e em nome de um tal rei, como era o rei de Portugal.
PDF. 89 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
“Passando mais adiante pelo pagode, em que havia muitas e diversas imagens pintadas pelas paredes, chegaram a uma capela redonda que estava no meio do corpo dele (…) a que se subia por degraus de pedra, dentro da qual estava encaixada na parede: uma imagem, que por p lugar se escuro não puderam bem ver que imagem era, nem estes homens os quiseram deixar dentro, apontando com o dedo para ela, dizendo Maria, Maria, o qual nome ouvindo o Catual e Naires se lançaram todos de bruços com as mãos por diante, e logo se alevantaram fazendo oração em pé, o que os nossos, parecendo-lhe que devia de ser aquela virgem Maria (...)”
PDF. 90 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

Do modo que o rei Calecut teve em receber Vasco da Gama e de algumas práticas que com ele passou.

- Góis descreve a sala que o rei encontrava-se o as suas vestimentas, “tinha penduradas nas orelhas arrecadas, e nos dedos dos pés e das mãos muitos anéis, e nos braços e pernas manilhas, tudo obrado, pedraria de muito valor (...)” Pg. 91 - O rei mandou dar água as mãos para refrescarem, lavadas as mãos mandou trazer figos com outras frutas da terra, de que todos comeram e beberão.

- O fim da embaixada de Vasco da Gama era querer o que rei dom Emanuel de Portugal, seu senhor, amizade com um tão poderoso, e tão nomeado Rei, como o ele era por todas as partes do mundo e por final disso lhe trazia cartas suas de crença, que lhe presentearia quando o houvesse por bem.


PDF. 92 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
Os costumes dos gentios Canaris, Bramanas, Naires, e do sítio da terra do Malabar, e cidades de Calecut.

- “Tem templos a que chamam pagodes mui grandes, e bem ornados, com muitas imagens, delas afiguradas como homens e mulheres e outras de diversos modos. Alguns desses pagodes têm rendas, e outros têm antretem desmolas: fundão capelas, e casas de oração, a que deixam rendam por bramanas se manterem, e fazerem sacrifícios, nos quais são grandes cerimônias. Há muitas feitas deles, e tantas ordens de votos diferentes, que seria fazer um grande volume, se as quisesse dizer por extenso, mas como meu ofício seja escrever Crônica, e não costumes de gentes, nem história geral (…)
PDF. 93 - DELREI DOM EMANUEL Fol.38
“Trazem os bramanas três fios lançados ao colo sobraçados de umbrado a o outro, em final da Trindade, que crêem como nós: tem por fé que Deus veio ao mundo e tomou carne humana, por salvação do gênero humano. São pela maior parte dos homens doutores em Filosofia, Matemática, são mui antigos na Índia, porque quando Alexandre foi te a ela, já os havia e eram de tanto tempo atrás que de seu princípio (…) Pg. 94 - “os costumes desta gente do Malabar são vários e tantos que seria longo processo dizer de todos, o que farei somente dos Naires, que são homens nobres”.
PDF. 94 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

Nem o carpinteiro, nem o alfaiate, nem o pinteiro, se um destes vem a ter amizade com mulher que não seja da geração de seu ofício, os mesmos parentes, e amigos dele o matão. E pois já deixa das feitas, idolatrias e costumes do Malabar em geral, razão e que em particular diga da cidade de Calecut (…)”

PDF. 99 / 100 – DELREI DOM EMANUEL Fol.41 / PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

Chegada de Vasco da Gama em Anchediva. “Cidade de Goa, bom cavaleiro e quem mantinha a sua custa muita gente de guerra, e sobretudo estimava muito homens estrangeiros, e lhes dava grandes soldos, e ordenados (…)

PDF. 103 – DELREI DOM EMANUEL Fol.43
Aborda algum milagre de Deus, mas a fonte se encontra um pouco apagada.

Depois do falecimento do rei dom João, que estando ele no convento da Batalha, mandara abrir a sepultura deste glorioso rei, e vira o corpo inteiro do modo arriba dito, e sentira sair de um suavíssimo odor. Partido o rei dom Emanuel deixando o corpo de rei seu pai, e toda a outra companhia (…) todos os religiosos do convento veio receber a tumba um bom pedaço fora do lugar a pé. Depois de o corpo ser na igreja, e lhe fazer todos os ofícios dos defuntos em pontifical, foi sepultado na mesma capela onde jazia enterrada a Rainha dona Isabel sua mãe, filha do Infante dom Pedro.


PDF. 105 – DELREI DOM EMANUEL Fol.44
Escreve sobre um “segredo” real: mandaram cometer secretamente por pessoas religiosas, com a infante Dona Maria sua filha, porque a infante Dona Joana mais velha era já casada com o Dom Phelippe Archedu (…)
PDF. 106 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
A rainha também podia opinar por cartas seu descontentamento ao rei. Aspecto inusitado para o período.
PDF. 116 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
As causas que moveram o rei dom Emanuel a fazer tamanha despesa foi uma grande devoção que tinha em nossa Senhora, a cujo nome dedicou toda esta máquina (…) Pg. 117 “O rei foi sempre muito inclinado as coisas que tocavam a nossa santa fé católica”.

PDF. 119 – DELREI DOM EMANUEL Fol.51


Descrição da chegada na terra de Santa Cruz quem chamou de Brasil, “vira andar gente baça e nua pela praia de cabelo comprido e corrido, com arcos e fechas nas mãos (…)

Pg. 120 “a qual o nome Santa Cruz posto que agora chame Brasil, por causa do pau vermelho que dela vem (…)”.
PDF. 121 – DELREI DOM EMANUEL Fol.52
A terra de Santa Cruz, a terra é muito viçosa, muito temperada e de muito bons ares, muito sadia, tanto que a maior parte da gente que morre é de velhice, mais que de doenças (…). A gente desta província são tão bárbaros que nenhuma coisa crêem, nem adoram, nem sabem ler, nem escrever, nem tem igrejas, nem têm imagens de nenhum gênero, ante as quais possam idolatram, nem tem lei, nem peso, nem medida, nem moeda, nem Rei, nem Senhor, obedecem somente aqueles quem nas guerras, quem tem uns com os outros, são mais valentes (…) andam nus e se alguns se cobrem são os nobres, com vestidos que fazem de penas.
PDF. 125 / 127 – DELREI DOM EMANUEL Fol.54 / DELREI DOM EMANUEL Fol.55
Tratam de costumes dos índios e pretensão de conversão desta gente bárbara. As páginas seguintes abordam os primeiros comércios (mantimentos e especiarias) nas regiões dos Mouros, guerras e diplomacias nas “colônias”.
PDF. 140 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
“Dom Jaimes duque de Bragança filho do Duque dom Fernando, foi homem prudente e muito dado a religião, mas desejoso de nela servir a Deus, que não em outro estado (...) aconselhado por frades da ordem de são Francisco de que era e sempre foi muito devoto, determinou ele ir fora do Reino, por em Jerusalém tomar hábito de religião e nele passas todo o discurso de sua vida. E casa de quem lhe sua Alteza fizera mercê pelo que lhe pedia por amor de nosso Senhor Jesus Cristo.”
PDF. 141 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 62
Sobre o nascimento do Príncipe: “Na cidade tamanha tempestade de chuvas, coriscos e trovões que nenhum dos antigos se lembrava de outra tal, por cujo nascimento se fizeram na cidade e no reino muitas festas. E passados dos oito dias do parto, o príncipe foi batizado na capela de são Miguel dos mesmos passos, no que dia se acendeu o fogo neles.
PDF. 144 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA
"O rei de Cananor mandou dizer que eram do Rei de Calecur, que o vinham cometer, que de seu conselho se devia chegar bem a terra, por ele mandar o correr, porque com quatro velas que tinha seria impossível defender a tantas, e há muito que nelas vinha: João da nova esperava em o Senhor Deus haveria deles vitória sem outra ajuda (...) de modo que os inimigos não abalroassem, porque nisto estava toda sua salvação (...) no que se passou todo o dia até quase posto, aquela hora tendo já quatro centos Índios mortos, levantaram os inimigos uma bandeira de paz." Em seguida trata-se da descrição da guerra e porque os inimigos não aceitaram o pedido de paz.
PDF. 145 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 64
"Passado o cabo de Boa Esperança veio ter a uma ilha, a que pôs o nome de Santa Helena, ilha de muito bons ares, posto que pequena, muito proveitosa a toda aos nossos navios que a ela vão ter, pela boa água, frutas e carnes que nela acham, da qual seguindo viagem chegou a Lisboa.” Relato da viagem do rei a negócios e ao mosteiro.
PDF. 146 - PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA PDF. 147 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 65
Trata-se do desejo e vontade do rei era passar na África para pessoalmente fazer guerra aos Mouros. Por conta da primavera aconteceram sucessivas tempestades e logo em seguida problemas econômicos, "o pão começou a ter valia, e pouco a pouco tanta, que não tão somente os pobres, mas os ricos sentiam a carestia, e veio a tanto, que nem por dinheiro se achava trigo, nem pão, legumes (...) comiam desacostumadas, raízes de ruas, coisas de que se depois seguiram muitas doenças mortais, pela qual causa do Rei desta empresa". O rei abre mão da viagem à África para fazer comércio com a Holanda, Flandres, Inglaterra e França a fim de suprir o problema da carestia. No mesmo ano houve uma expedição liderada por Gonçalo Coelho ao Brasil e por conhecerem pouco a terra, trouxeram para o Reino, pau – vermelho (brasil), bogios e papagaios.
PDF. 147 - DELREI DOM EMANUEL Fol. 65

PDF. 148 - PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA



Descobrir novas terras e ser um homem "aventureiro" significa receber honras e prestígio do Reino por tal coragem. Góis escreve que a Banda do Norte (a nova terra descoberta) é similar com a terra de Santa Cruz, terra muito fresca e com muitas árvores grandes, a gente da qual é muito bárbara (...) não são alvos e tão contidos do frio, que há altura se lhes perde com a idade (...) vestem - se de peles de animais, de que na terra há muitas. Vivem em cavernas de rochas, não têm lei, crêem muito em agouros: guarda matrimônio, e são muito ciosos de suas mulheres (...)" Comparação com os reinos da Noruega e Suécia.
PDF. 148 - PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

Góis utiliza a expressão "muito bom cavalheiro, bom cristão, homem de singular exemplo de vida", pode-se fazer uma associação ao Cícero com a história magistra vitae.


PDF. 151 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 67

"A armada que partira de Calecur carregada de especiarias e outras mercadorias para Meca, em que havia muitos romeiros, quem por sua devassem iam visitar o sepulcro do seu profeta Murahmed (...) Mouro vestido em trajes de frade de São Francisco." Acontecimento perto da Prisão de Malares.


PDF. 156 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

"Casar Elcabira (Alcacer) esta situada junto do rio Luco, onde os mouros dizem que edificou Mansor rei e Pontifice de Marrocos, vivem nela muitos homens nobres, e mercadores, e assim letrados, é que se lêem Filosofia e outras artes (...), não tem água se não a do rio, e de cisternas, porque carece de poços e fontes; a terra é muito fértil."


PDF. 157 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 70

Góis descreve todos os detalhes de uma grande batalha entre cristãos e Mouros.


PDF. 159 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 71

Góis escreve que o rei Dom João de Meneses por saber que havia formosas mouras e as guardadas por muitos cavaleiros mouros (homens mais valentes daquelas terras), e ele com desejo de fazer delas serviço à rainha Dona Maria, mandou atacar a aldeia com duzentas lanças, "a noites era escura e tormenta". Os mouros defenderam as mouras o melhor que puderam, houve muitos gritos na aldeia e mortes.


PDF. 163 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 73

Os portugueses em relação aos mouros, “gente tão contraria de nossos costumes e fé”. Por conta de uma batalha, “os mistérios de Deus são grandes e ocultos, logo ali quis executar o castigo que merecia, pela desumanidade e crueza que foi em Cochim, deixando um rei, tanto nosso amigo e seus próprios naturais portugueses em perigo.”


PDF. 164 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

Sobre o parto de Dona Maria, “no nascimento desta princesa houve os mesmos finais e tormentas que no do príncipe Dom João seu irmão.” (acontecidos/ mudanças associadas aos fenômenos da natureza)


PDF. 165 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 74

O rei mandou os mestres irem às províncias de Congo para ensinarem as coisas da fé cristã. “o rei Dom Emanuel era sua natural condição religiosa e em todos seus negócios, a primeira coisa de que sempre tratava, era do serviço de Deus, e doutrina de sua santa fé (...) mandou os mestres ensinar os cantos, entregar muitos livros de doutrina cristã, vestimenta de brocado e seda, cruzes de prata e outras coisas necessárias para o serviço divino (...).” Após as conversões encaminham os moços aos mosteiros e casas de pessoas doutas e religiosas, para que pregue depois em suas terras a fé católica (“obra certo digna de muito louvo”) - Deus sempre guiou as coisas do rei por isso prosperou até a hora de sua morte.
PDF. 171 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 77

PDF. 172 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

"A igreja onde jaz é como as nossas, não tem ou trás imagens de cruzes nos altares (...). Estava nesse tempo em quem lá foi Afonso de Albuquerque tomada coberta de mato, por aquela cidade ser pobre e despovoada: tinha cuidado dela um mouro que se mantinha de esmolas que lhe faziam assim cristãos, como mouros e gentios que ali vão à romaria, porque todos nele devoção, pelos milagres que o Aposto ai faz. Dizem estes cristãos que quando enterraram o corpo deste bem aventurado Apostolo que quiseram cortar o braço para o levarem consigo as suas terras por relíquia, e que em o querendo cortar o recolheu por deixa da terra, sem o ninguém mais nunca ver."

- Comércio/ trocas de mercadorias por pimenta
PDF. 177 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 80

Após o casamento da Dona Beatriz, Góis escreve que esse acontecimento ocasionou: “houve nesses reinos grandes e espantosos terremotos, com que caíra muitos edifícios, de maneira que os homens tomava por partido habitar nos campos, fora de suas casas e longe das montanhas, com medo que assim como as outras caíssem sobre ele.”


PDF. 178 – PRIMEIRA PARTE DA CHRONICA

Durante uma espionagem do rei Dom João aos mouros, eles reconheceram as caravelas dos portugueses porque sabiam que pertenciam aos cristãos (entende-se que os símbolos ajudaram para tal associação, uma cruz talvez), os mouros então começaram a atirar.


PDF. 179 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 81

O rei Dom Emanuel foi sempre muito sagaz, diligente e bem estancado (Góis realiza uma comparação ente o rei Dom João e Emanuel sobre feitos de guerra, sempre tentando deixar o segundo melhor que o primeiro) até na sua morte, como se verá no discurso de toda esta Crônica.


PDF. 187 – DELREI DOM EMANUEL Fol. 85

“Neste combate perderam os inimigos entre queimados e alagados, e morreram duzentos e noventa, e dos nossos por milagre de Deus nenhum, porque em muitos deram piloros nas cabeças, braços, pernas e por todo o corpo se lhes fizeram nojo, passando deles adiante tão furioso que desmanchavam, e quebravam as padejadas em pedaços, no que se claramente viu que Deus era o que pelejava por eles.” Pg. 189 – “esperava em Deus não tão somente vencer o Rei de Calecut, mas ainda o capturar, e o entregar preso.”


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