Curso de pós-graduaçÃo em: Docência do Ensino Superior nome da disciplina: Metodologia do Ensino Superior nome do aluno: Mauricio Antonio Veloso Duarte data: 03/08/2016 enunciado



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CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM: Docência do Ensino Superior

NOME DA DISCIPLINA: Metodologia do Ensino Superior

NOME DO ALUNO: Mauricio Antonio Veloso Duarte

DATA: 03/08/2016



ENUNCIADO
Realize a seguinte atividade:


  • Pesquise na internet ou em uma instituição de ensino superior um plano de curso na sua área de formação e na disciplina que mais gostou ou que pretende um dia lecionar.




  • Analise o referido plano, considerando se ele apresenta os elementos de acordo com as orientações que constam na 4ª unidade, ou seja: dados de identificação; ementa; conteúdo; objetivos; metodologia; técnicas, recursos, avaliação: instrumento e critérios e referências.







  • Informe o link de sua pesquisa ou copie o plano de curso. Não será aceito cópias de outros materiais.

A resposta deverá constar de no mínimo 2 folhas (Sem contar com o Enunciado).



RESPOSTA


Programa de Reestruturação e Expansão da UFRJ . Proposta de Curso de Graduação da

Escola de Belas Artes / UFRJ . Comunicação Visual Design http://assemblycvd.xpg.uol.com.br/PropostaCVD.pdf
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ CENTRO DE LETRAS E ARTES ESCOLA DE BELAS ARTES DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO VISUAL Curso de Graduação em Comunicação Visual Design - CVD http://www.eba.ufrj.br/images/disciplinas/bav105-teorias_do_design_i.pdf
Cursos/ Disciplinas da Escola de Belas Artes da UFRJ . http://www.eba.ufrj.br/index.php/graduacao/cursos
A disciplina Teorias do Design I foi escolhida por mim como alvo da pesquisa porque aprecio muito o tema e, embora não existisse essa disciplina quando da minha jornada acadêmica na graduação de Desenho Industrial – Programação Visual, havia disciplinas equivalentes como por exemplo, História do Desenho Industrial I e Teoria da Informação e Comunicação. O motivo pelo qual não existia essa cadeira no período de 1993 e 1999 quando eu fui estudante, tem explicações no fato de que o campo do design gráfico é muito novo como estudo acadêmico e pelo fato de que ocorreu uma reformulação profunda no curso, tendo inclusive, mudado de designação, passando a se chamar: Comunicação Visual . Design.

O curso Comunicação Visual . Design passou por uma reformulação com vistas a adequação aos novos paradigmas tecno-científicos e sua inserção no campo do projeto e da criação imagética. A natureza dos fenômenos sócio-culturais que permeiam o pós-moderno, o fim da modernidade ou de uma modernidade líquida, ressaltam os valores do pluralismo, da diversidade cultural, da ruptura com paradigmas de normas das instituições tradicionais, do fim das narrativas históricas e do rompimento entre Imagem e o Originário. Os modelos, formatos e suportes de campos unificadores não se aplicam mais. Quando se fala de Design ou de Arte há hoje uma lógica aberta e multiradial.

Passamos à análise propriamente dita do plano de ensino:

Quanto aos Dados de Identificação o plano de ensino da disciplina Teorias do Design I da Escola de Belas Artes da UFRJ, departamento de Comunicação Visual, Curso Comunicação Visual . Design constam:



  1. Nome da Escola (Escola de Belas Artes da UFRJ)

  2. O código do Departamento (BAV 105)

  3. O nome da disciplina (Teorias do Design I)

  4. O número de créditos (2)

  5. A carga horária (T= 2 horas)

Não constam:



  1. Nome do professor

  2. Turma

  3. Semestre ou ano

A ementa vem antes dos objetivos no plano, por isso trato dela primeiramente:

A ementa resume o que a disciplina propõe; “abordagens filosóficas nas questões envolvendo a concepção e o projeto de Design.” A área “projeto de design” é específica e muito singular, existindo inclusive vários títulos como o “O que é e o que nunca foi Design Gráfico” de André Villas-Boas e três disciplinas referentes ao Desenvolvimento de Projeto em Comunicação Visual no curso em três semestres diferentes. Desse modo, estabelecer que se pretende estudar abordagens filosóficas referentes à concepção e projeto de design é suficiente para delimitar um campo muito específico e pertinente para o design gráfico. Os conteúdos procedimentais, talvez merecessem melhor explanação, por exemplo, sobre que tipo de linha filosófica será utilizada: semiótica, fenomenologia, qual? Já os conteúdos atitudinais parecem estar contemplados porque a atitude de solução de um problema é própria tanto da filosofia, per si, quanto da filosofia do design em si mesma.

Quanto ao objetivo, que, como já disse, vem depois no plano de ensino, o documento prevê oferecer instrumentos de análise e crítica sobre a teoria e seus problemas no design, especialmente no âmbito da Comunicação Visual. O repertório teórico para embasamento da prática profissional também é um objetivo. Para mim, parece muito bem estabelecido, de modo, inclusive, a atender pedidos e solicitações das turmas anteriores em anos passados (dos quais eu participei e outros anteriores à minha passagem na UFRJ) de que existissem disciplinas que pudessem embasar a prática profissional do design de modo direto. Envolve ainda estudo da filosofia relacionada ao design, pesquisa altamente relevante nos nossos dias atuais.

As referências básicas e complementares vem a seguir. E estão de acordo com as normas da ABNT. Mesclam títulos propriamente filosóficos como O mundo codificado de Vilém Flusser e específicos de design, como Comunicação Visual . Design e comunicação visual de Bruno Munari, que são adequados ao que se pretende.

Quanto ao Programa: O enunciado do programa reforça que o estudo se baseia especificamente ao campo do design, fato que seria um tanto quanto difícil há 20 ou 30 anos atrás, por ausência ou desconhecimento de bibliografia voltada estritamente ao campo do design e que fossem considerados relevantes por uso anterior na Academia. O seminário é a técnica de ensino escolhida para a compreensão por parte do aluno do conhecimento e suas relações com outras áreas do saber, aplicabilidade na prática, no cotidiano, além de um trabalho final (monografia) ou prova. Boa escolha, a do seminário, própria do ensino superior, embora só se realize efetivamente e eficazmente se adotar uma abordagem crítica e reflexiva com ampla participação e colaboração de todos da turma.

No plano de aula se coloca mais detidamente uma instrumentalização de estrutura das aulas das quais estávamos citando como necessárias: crítica, análise e reflexão. Discorre sobre a apresentação dos conhecimentos teóricos do design e da teoria da comunicação e informação, conforme já citamos também, no início. Ao lado disso, debates e discussões, que são fundamentais para a efetiva formação dos futuros designers. De um modo geral, o plano de aula está bem redigido.

Quanto à metodologia de ensino, o plano se limita a dizer que os exercícios serão solicitados por escrito e que haverá um acompanhamento individualizado. Seria mais produtivo esmiuçar como se dará o seminário e as provas ou monografias (base em leitura e escrita para o trabalho final) do que apenas se referir à metodologia tão resumidamente.

Sobre o suporte ao aluno, explicita o acompanhamento aos trabalhos de forma presencial. E o esclarecimento de dúvidas pela internet ou presencialmente fora do horário da aula, com agendamento. Bastante correto os termos de suporte a meu ver.

Concluindo, o plano de aula abarca diversos aspectos da disciplina e de sua execução de modo sintético, por vezes e de modo um pouco mais detalhado em outras ocasiões. Apresenta as intencionalidades e metodologias de forma satisfatória como um todo, mas sem se deter em muitos sentidos da aula proposta.



Referências bibliográficas:
VILLAS-BOAS, André . O que é e o que nunca foi design gráfico . Rio de Janeiro: 2AB Editora; 2007
VILLAS BOAS, André . Utopia e Disciplina . Rio de Janeiro: Série Design . 2AB Editora; 1998


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