Cosmópolis : São Paulo, Resumo do Mundo



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Curiosidade: o bairro dos “cabreiros”


Uma curiosidade sobre a paisagem urbana de São Paulo: nos anos 1930, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma matéria denominada “Leite expresso”, descrevendo os cabreiros que vendiam leite no bairro da Vila Mariana, o “bairro português” da cidade, apresentado em “Os simples”. Pode ser uma proposta interessante a comparação desta imagem com a ilustração de Gomide, mostrada na abertura da reportagem.


 Artes 


Leitura de imagens



Marinha (barcos)

Anita Malfatti

(água forte e ponta seca)

1915-16


  • O professor apresenta a seus alunos a gravura Marinha (barcos), de Anita Malfatti, pertencente ao acervo da Casa Guilherme de Almeida, observando como esta obra adquire características particulares devido ao tipo de material utilizado, como: composição sintética, linhas expressivas, baixo contraste entre luz e sombra, e planos, entre outros.

  • Anita Malfatti realizou esta obra durante um período em que residiu no exterior. O professor pode verificar com os alunos se é possível perceber, nesse seu trabalho, por meio dos recursos que a artista utilizou (cor, planos etc.), quais sentimentos, por meio da técnica, a pintora pretende transmitir e quais sentimentos, efetivamente, são inspirados nos alunos, “leitores” da obra. Em seguida, pode-se explorar com os estudantes os recursos utilizados pela artista para representar, em códigos visuais, esses sentimentos.

  • Anita Malfatti, assim como Victor Brecheret e Di Cavalcanti, por exemplo, são considerados artistas modernistas. Da mesma forma, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, por exemplo, foram escritores modernistas. Sugere-se ao professor a discussão do tema: O que significava ser “moderno” em 1922, ano da famosa Semana de Arte Moderna em São Paulo?


Biografia dos artistas:


Anita Malfatti(1889 – 1964)

Anita Catarina Malfatti nasceu em São Paulo, em 2 de dezembro de 1889, e faleceu na mesma cidade, em 6 de novembro de 1964. Uma das mais representativas artistas do modernismo brasileiro, foi pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora. Devido a uma atrofia congênita na mão e no braço direitos, utilizava a mão esquerda para pintar. Residiu na Alemanha entre 1910 e 1914, e, de 1915 a 1916, em Nova York. Em 1917, tornou-se mais conhecida quando em uma exposição protagonizada por ela recebeu críticas de Monteiro Lobato (1882 – 1948), no artigo “A propósito da exposição Malfatti”, mais tarde transcrito em livro com o título “Paranóia ou mistificação?”. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna expondo 20 trabalhos. Na década de 1930, em São Paulo, integrou a Sociedade Pró-Arte Moderna – SPAM, a Família Artística Paulista – FAP e participou do Salão Revolucionário. 


(Fonte: http://www.itaucultural.org.br)



Antonio Gomide (1895 – 1967) 

 
Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP, em 3 de agosto de 1895, e faleceu em Ubatuba, SP, em 31 de agosto de 1967. Foi pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Mudou-se com a família para a Suíça, em 1913, tendo frequentado a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918. De 1924 a 1926, instalou ateliê em Paris, onde entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com o escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret (1894 – 1955) e com o também escultor, pintor e escritor brasileiro Vicente do Rego Monteiro (1899 – 1970). Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna – Spam e do Clube dos Artistas Modernos – CAM. Entre as décadas de 1930 e 1940 produziu, além de pinturas, afrescos e cartões para vitrais. Suas obras aliam formas abstratas a motivos indígenas ou a composições com paisagens. 

(Fonte: http://www.itaucultural.org.br)

Guilherme de Almeida (1890 – 1969)

Guilherme de Andrade e Almeida nasceu em Campinas, SP, em 24 de julho de 1890, e faleceu na cidade de São Paulo, em 11 de julho de 1969. Foi escritor, tradutor, jornalista e crítico, tendo atuado, ainda, em outras vertentes da arte, como o desenho, a heráldica e o cinema. Sua estreia literária deu-se em 1916, com Mon coeur balance e Leur âme (teatro), peças escritas em colaboração com Oswald de Andrade. Atuou decisivamente na realização da Semana de Arte Moderna, ao lado de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti e Menotti del Picchia, entre outros. Em 1932, Guilherme participou ativamente da Revolução Constitucionalista. Sua obra abarca extensa produção poética, assim como imensa produção em prosa (marcadamente na forma de crônicas e de artigos críticos sobre cinema, publicados em periódicos). Eleito “Príncipe dos Poetas Brasileiros” em 1959, foi membro das Academias Paulista e Brasileira de Letras. Como tradutor, costuma ser lembrado pela excelência de suas realizações. A casa onde o poeta residiu, de 1946 até sua morte, tornou-se, em 1979, o museu biográfico e literário Casa Guilherme de Almeida.



(Fonte: http://www.casaguilhermedealmeida.org.br)
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