Conhecimento dos alunos da área da saúde da universidade do sul de santa catarina sobre neoplasia mamária em pequenos animais



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CONHECIMENTO DOS ALUNOS DA ÁREA DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA SOBRE NEOPLASIA MAMÁRIA EM PEQUENOS ANIMAIS.
Luize Freitas Bernhardt1; Luis Augusto da Silva2 (orientador)
INTRODUÇÃO

Descrita primeiramente em 1887, as neoplasias mamárias constituem um importante problema de saúde nos animais de companhia (RUTTEMAN E KURPENSTEYN, 2003). O termo neoplasia se refere a uma mutação genética caracterizada pela proliferação desordenada e persistente de células de qualquer tecido do organismo (KUMAR et al.,2004). Nos canídeos, os tumores mamários representam a segunda neoplasia mais comum, sendo excedida apenas pelas de pele. Segundo Villalobos (2007) a incidência em cães é três vezes maior à encontrada no homem. Em felídeo são a terceira neoplasia mais comum atingindo 10% a 12% (FAN, 2007; LANA ET AL., 2007; MISDROP, 2002; RUTTEMAN & KIRPENSTEIJN, 2003). Os machos também são afetados, mas em menor escala, compreendendo 1% a 5% do total dos tumores (LANA ET AL., 2007). O seguinte trabalho visa avaliar o conhecimento dos alunos da área de saúde da Universidade do Sul de Santa Catarina sobre neoplasias mamárias e ainda a produção de material informativo para conscientização da população a respeito dos fatores predisponentes, tratamento e prevenção à neoplasia mamária em cães e gatos.



Palavras-chave: Neoplasia mamária em cadelas. Neoplasia mamária em gatas. Apresentação clínica.

MÉTODOS

O presente estudo foi realizado na Universidade do Sul de Santa Catarina com 300 alunos da área da saúde, devidamente matriculados nos cursos de Medicina, Fisioterapia, Enfermagem, Biologia e Cosmetologia e Estética. Foi desenvolvido um questionário onde os alunos responderam sobre o número de visitas ao veterinário ao ano, conhecimento da existência de câncer em cães e gatos, sinais clínicos, causas, como saber se o animal apresenta um tumor mamário, como prevenir, as formas de tratamento e se trataria o seu animal de estimação.

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1 Acadêmico de Medicina Veterinária da Unisul.

2 Professor Especialista em Diagnóstico por Imagem E-mail: augustoluisvet@gmail.com

RESULTADO E DISCUSSÃO

Dos 300 alunos entrevistados, 56% são proprietários de cães, 15% são de cães e gatos, 26% não possuem animais de estimação e 3% tem somente gatos. Ao serem questionados se levam os animais a consultas veterinárias, 25% afirmam leva-los duas vezes ao ano, 42% levam seus animais ao veterinário somente quando esta doente, 15% levam ao veterinário apenas uma vez ao ano e 18% não responderam.

Dos alunos, 74% sabiam da ocorrência de tumores em animais, e somente 12% já havia tido um animal com esta afecção. 63% dos entrevistados não sabiam quais os sinais clínicos que o animal pode apresentar, os outros 57% estão divididos em aumento de mamas (35%), nódulos nas mamas (2%), outros motivos (6%), não responderam (1%), presença de secreções (1%) também com 1% encontra-se a presença de odor desagradável, ulceração.

A respeito das causas das neoplasias, 41% dos alunos não sabiam quais as causas desta doença, 15% relacionaram a alimentação e obesidade, 6% a nuliparidade, 34% ao uso de anticoncepcionais, 1% a pseudociese, 1% a fatores genéticos e 2% a outros motivos.

Dos entrevistados, 54% não sabem como diagnosticar o tumor, 27% responderam que para o diagnóstico deve-se palpar as mamas, 14% que o diagnostico era feito ao se observar o tumor, 2% relataram que são por outros métodos e 3% que o diagnóstico é realizado com exames complementares.

Como forma de prevenção, 17% dos entrevistados afirmaram que não se deve aplicar anticoncepcionais nos animais, 67% não sabem como prevenir, 12% responderam que a forma de prevenção é a castração precoce, 2% previnem com o cruzamento da cadela e os outros 2% relatam outros fatores.

Ao serem questionados sobre qual atitude tomariam caso seu animal de estimação fosse diagnosticado com câncer de mama, 74% dos alunos responderam que fariam tudo o que estivesse ao alcance, 18% trataria cirurgicamente, 5% seguiria a orientação do veterinário, 2% não tratariam e 1% realizaria a eutanásia.

CONCLUSÃO

Este trabalho demonstrou que apesar de muitos alunos levarem os seus animais ao Médico Veterinário, falta periocidade no ato, existe uma falta de conhecimento sobre os tumores mamários, além da presença de ideias errôneas a respeito deste tema. A redução significativa do desenvolvimento de tumores mamários quando realizada a OSH precoce, assim como o tratamento realizado nos estágios iniciais da doença, deveriam ser temas sempre abordados pelos clínicos de pequenos animais. É importante o desenvolvimento de uma campanha para o esclarecimento tanto dos Médicos Veterinários, quanto da população em geral para a prevenção e diminuição alta incidência de neoplasias mamárias na rotina clínica.


REFERÊNCIAS

DE NARDI A.B., RODASKI S., ROCHA N.S. & FERNANDES S.C. 2008. Neoplasias mamárias. p.371-383. In: Daleck C.R., De Nardi A.B. & Rodaski S. Oncologia em cães e gatos. Editora Roca, São Paulo.


FERRI, S.T.S. Tumores mamários em fêmeas caninas e felinas: revisão de literatura. A Hora Veterinária, ano 22, n. 131, p. 64-67, 2003.
KUMAR V, Fausto N, Abbas A. Pathologic Basis of Disease. Pennsylvania, Elsevier Health Sciences. 7th edition: p. 288-325, 2004
LANA, S. E., RUTTEMAN, G. R., & WITHROW, S. J. (2007). Tumors of the mammary gland. In S. J. Withrow & D. M. Vail (Eds.), Withrow & MacEwen's Small Animal Clinical Oncology (4th ed., pp. 619-636). St. Louis: Saunders Elsevier.

MISDROP, W. Tumors of the mammary gland. In D. J. Meuten (Ed.), Tumors in



domestic animals (4th ed., pp. 575-606). Iowa: Blackwell Publishing. 2002.
RUTTEMAN, G.R.; KIRPENSTEIJN, J. Tumours of the mammary glands. In: DOBSON, J.M. e LASCELLES, B.D.X. (Eds). BSAVA Manual of Canine and Feline Oncology. 2.ed. Gloucester: British Small Animal Veterinary Association, p.234-242.2003.
VILLALOBOS A. Canine and Feline Geriatric Oncology. Ames. Blackwell Publishing. 1st edition: 89-102. 2007.


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