Complementar fase 3 Grupos alfa, a, b, c



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Instituto de Educação Infantil e Juvenil




Outono, 2016. Londrina, de




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Edição 5 MMXVI

Complementar fase 3

Grupos alfa, a, b, c




Bullying, não
O bullying se caracteriza quando há a intenção de denegrir a imagem e autoestima do outro, quando o objetivo é fazer com que este outro acredite que é menor e que por ser menor, tem menos valor. E como podemos ver, há inúmeras formas de bullying, mas todas apresentam a mesma finalidade e é justamente essa diversidade de formas de se praticar o bullying, o que dificulta sua identificação e o confunde com "brincadeira de mau gosto",

Esta maldade realizada pelas irmãs, em “A Gata Borralheira” se corporifica a partir das humilhações constantes e cada vez mais cruéis às quais a menina é exposta, o que justamente caracterizam o bullying. Bullying ou "vitimização" de um modo geral ocorre quando uma pessoa é atacada ou "vitimizada" quando ele ou ela é exposto, repetidamente a ações negativas partidas de uma ou mais pessoas.



Leia a história original de “A Gata Borralheira”, contada pelos Irmãos Grimm.


O Primeiro Livro a contar a história foi publicado em 1812, na Alemanha. Os Grimm chamaram-lhe “Kinder – und Hausmärchen” e nele incluíram um conto sobre o triunfo da liberdade e do amor sobre a opressão e a maldade, onde a fé e a bondade são personificadas por uma moça que tem os animais e a natureza como interlocutores diretos. 

” …. Era uma vez um homem muito rico e feliz que tinha uma única filha muito suave e bela. Passado um tempo, a sua boa esposa e mãe da menina adoeceu gravemente. Antes de morrer, chamou a filha para perto de si e disse-lhe: “Minha filha, minha menina tão amada,  peço-te que sejas sempre boa e generosa como eu mesma sempre desejei ser. Vou viajar para muito longe, mas quando chegar ao Céu, pedirei a Deus que te acompanhe e velarei sempre pelo teu bem“. Apesar do sofrimento, a menina assim prometeu fazer e todos os dias visitava o lugar do túmulo da Mãe. Era lá que chorava a sua solidão e a saudade.

No Inverno seguinte, aquele lugar silencioso ficou coberto de uma neve tão espessa que só os raios primaveris foram capazes de derretê-la . Por essa altura, o Pai da menina decidiu casar com uma mulher má, invejosa e cruel que tinha duas filhas igualmente más, invejosas e cruéis. Respeitando a vontade da nova esposa, o dono da casa consentiu que a menina passasse a ocupar-se de toda a lida da casa e fosse despojada de todos os seus bens. Todas contentes, as irmãs disseram: “Isso mesmo, vai para a cozinha! É lá o teu lugar“. A madrasta acrescentou: “De hoje em diante, ganharás o teu alimento com o teu próprio trabalho e trajarás como uma simples mendiga”. A boa menina trabalhava intensamente: lavava, esfregava, varria, amassava, costurava, ia buscar água ao poço, carregava com lenha e atendia a todas as exigências da madrasta e suas filhas.  Extenuada e sem aconchego, adormecia diariamente à beira da lareira, bem perto do borralho que lhe enfarruscava as roupas, as mãos e o rosto. Foi assim que as três maldosas começaram a chamar-lhe Gata Borralheira.

Ao fim de alguns meses, o Pai perguntou a todas antes de viajar até ao mercado mais próximo: “- O que desejam que vos traga?” .”Nós queremos vestidos e joias”, responderam as duas enteadas. Gata Borralheira apenas disse: “Meu querido Pai, peço-te que me tragas um ramo florido e viçoso da primeira árvore que cruzares no caminho.” E ele assim fez, satisfazendo todos os desejos.

Enquanto a madrasta e as suas duas invejosas filhas experimentavam as joias e os vestidos novos, a menina correu para junto do túmulo da Mãe levando consigo a pequena ramada. Plantou-a no chão e sobre ela verteu tantas lágrimas que uma jovem avelaneira começou a nascer por entre os torrões de terra. Era uma árvore tão bela que os pássaros vinham pousar nela e cantavam. Sempre que ali voltava, Gata Borralheira era interpelada pela mesma pomba branca que lhe segredava: “Não chores mais, querida menina. Estarei sempre aqui para escutar e realizar os teus desejos”. 

O soberano daquele reino tinha também um único filho em idade de  casar. Resolveu, então, dar uma grande festa convidando todas as jovens e suas famílias para que o Príncipe pudesse escolher livremente a sua noiva. As duas filhas da madrasta gritaram por Gata Borralheira: “Onde estás, Gata Borralheira? Despacha-te, vem imediatamente servir-nos: tens de pentear-nos e arranjar-nos para que possamos ir ao baile!”. Ela assim fez mas começou a chorar baixinho, suplicando: “Por favor, minha madrasta. Deixe-me ir convosco à festa …”. Exasperada, a mazona respondeu maliciosamente: “Sua andrajosa! Mas como irás ao baile vestida de trapos velhos?… Muito bem. Irás se conseguires separar este prato de lentilhas até ao sol pôr“. E, ao dizer isto, atirou as lentilhas para as cinzas da lareira.



Gata Borralheira ficou desolada. Mas correu até alcançar a jovem avelaneira que abraçou enquanto chamava pela Pomba. “Lembras-te, minha branca pomba? Disseste proteger-me e realizar os meus desejos mais queridos. Suplico-te que me ajudes a separar as lentilhas das cinzas”. “Sim, lá irei e sempre te ajudarei“, retorquiu a ave. E assim fez: a Pomba chamou outras pombas que por sua vez trouxeram pardais, pintassilgos, rolas e rolinhas …. Todos debicaram até separarem todas as lentilhas. Radiante, a menina foi então chamar a madrasta: “Oh! Humm … Muito bem. Mas não basta! Terás de arranjar um vestido, sapatos novos e ainda terás de ser mais rápida. Quero as lentilhas separadas e de volta ao prato em menos de um ápice!”, acrescentou a megera voltando a atirá-las às cinzas.

Correndo em direção à avelaneira, Gata Borralheira chamou a sua amiga Pomba. “Onde estás minha branca pomba que prometeste cumprir os meus desejos? A minha madrasta voltou a lançar as lentilhas às cinzas e agora quer que as separe ainda mais rapidamente.” A Pomba respondeu-lhe: “Sim, descansa. Lá irei e sempre te ajudarei.” Agora a Pomba e as suas amigas aves tinham sido ainda mais velozes; mas quando a menina mostrou as lentilhas separadas à malvada, ela gritou: “Agora já estou farta de te aturar! Ficas em casa e pronto!”



Gata Borralheira ficou em casa, desconsolada com a crueldade das três vilãs. Depois de todos terem saído para a festa real, a menina foi em direção à Avelaneira e suplicou: “Árvore, arvorezinha transforma um dos teus ramos no mais belo vestido de baile que possas inventar. E a avelaneira assim fez, para que de duas bagas pudessem surgir dois sapatinhos cor de ouro. Quando entrou na sala, todos ficaram espantados, incluindo a madrasta e suas  filhas que desconheciam a identidade da formosa desconhecida. Quanto ao Príncipe, ficou maravilhado com a sua beleza e dançaram toda a noite. Um pouco antes do final da festa, a menina correu em direção ao bosque e aí se escondeu para devolver os seus sapatinhos e o vestido encantados.

O Príncipe ficou inconsolável por desconhecer o nome da sua donzela e rogou ao Rei que lhe concedesse o privilégio de mais um dia de festa. Na sua casa, Gata Borralheira  esperou ansiosamente a saída da madrasta e das suas filhas e de novo correu em busca da Pomba da Avelaneira, repetindo “- Querida Pomba Branca, minha doce Avelaneira! Suplico-vos que me ajudem a ir de novo ao Baile Real“. A árvore e a ave assim fizeram para que pudesse voltar a ser feliz. Quando o Príncipe a viu chegar ficou radiante, dançando com ela toda a noite. No entanto, ao soar a última badalada da meia-noite, a misteriosa donzela correu até ao bosque para devolver o segundo vestido à Pomba e à Avelaneira. Como o Príncipe consorte a seguia, Gata Borralheira escondeu-se no arvoredo, onde depositou o seu traje de festa, e regressou à casa sem que ninguém suspeitasse de nada.

O Príncipe rogou ao Pai um último dia de festa para que, de novo, reencontrasse a sua bela amada. O Rei consentiu e os convidados regressaram ao palácio. Quando a Pomba e a Avelaneira a viram aproximar, disseram à menina formosa: “Aqui tens um vestido de prata e . Mais estes sapatinhos bordados e esta capa de ouro velado”.  O Príncipe e Gata Borralheira de novo dançaram pela noite dentro, até que as doze badaladas de novo os separaram. Com a pressa em regressar a casa, a jovem menina esquecera afinal um sapatinho dourado na escadaria. O Príncipe pegou nele com ternura e prometeu encontrá-la.

Ao amanhecer do dia seguinte, enviou os seus cavaleiros em busca de todas as jovens do reino, para que experimentassem o sapatinho. Aquela que o calçasse seria a nova rainha. Percorridas todas as casas, restava apenas a de Gata Borralheira. Ao imaginar que uma das suas filhas poderia vir a casar com o Príncipe, a madrasta obrigou-as a calçar o sapatinho. Primeiro a mais velha, depois a mais nova: “Vá, calça o sapatinho que não te arrependerás! Agora dói-te, mas quando fores Rainha logo descansarás!“. Elas assim fizeram, mas de regresso ao palácio, o Príncipe foi alertado por duas pombas brancas: “Príncipe consorte, não te deixes enganar! O sapatinho está tão apertado que ela nem pode andar!”. O Príncipe decidiu entregar a primeira e a segunda filhas da madrasta e assim voltar a sua casa.

Ao cruzar a porta da casa de Gata Borralheira, o jovem ordenou: “Façam que se cumpra o meu preceito com toda a honestidade: existe alguma donzela mais nesta casa? Todas as jovens casadoiras devem experimentar este sapatinho“. O Pai de Gata Borralheira mandou chamá-la e, para espanto de todos, a menina calçou o sapatinho sem qualquer dificuldade. “Oh! Minha doce amada tão misteriosa!” . Dito isto, ambos seguiram para o Palácio encontrando a mesma Pomba no caminho: “Podes continuar, é mesmo com ela que deverás casar”, cantarolou a ave. Aguardando a sua chegada, o Rei mandara preparar uma enorme festa de celebração. Eles casaram e foram felizes para sempre, o que não aconteceu ao Pai, à Madrasta e suas filhas maldosas que foram castigados e expulsos pelos outros habitantes. Quanto à Princesa Gata Borralheira, ela continuou sempre a ser boa,  amando e sendo piedosa. E, sobretudo, visitando a Avelaneira e a Pomba junto ao túmulo da sua Mãe.
PROPOSTA:

Utilize o espaço abaixo e desenhe uma ilustração para a história. Em baixo, escreva uma legenda referente à cena representada por você. Lembre-se de apresentar detalhes e o acabamento (pintura com lápis de cor ou grafite) deve ser realizado com empenho!!


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Legenda: ______________________________________________________________________



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