Colégio Estadual João Paulo II projeto Político-Pedagógico 2017



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2.3 Atendimento Educacional Especializado ao Sujeito da Educação Especial


Este Projeto Político Pedagógico está sendo pensado como um documento que evidencia a preocupação dos profissionais da educação deste estabelecimento de ensino com a permanência dos estudantes na escola e com sua efetiva participação no processo educacional observando o avanço da aprendizagem ao longo do processo educativo.

Anteriormente a Educação Especial era caracterizada como um “tipo” de educação voltado ao atendimento de pessoas com deficiência, que requerem cuidados clínicos e terapêuticos, em função de suas alterações orgânicas, estruturais ou funcionais, que as impedem de ter uma vida “normal” em sociedade, mas hoje, com aumento das matrículas escolares, houve uma mudança na oferta da Educação Especial no âmbito público e foram criadas as salas de recursos nas escolas regulares para atender a alunos com dificuldades de aprendizagem, deficiências não acentuadas, ou leves e com distúrbios de aprendizagem, para auxiliar o processo de aprendizagem dos estudantes, contamos com duas turmas de sala de recursos multifuncional que atendem de 15 a 20 alunos por turno.

O atendimento realizado na Sala de Recursos tem por finalidade apoiar e complementar pedagogicamente os alunos do ensino fundamental e médio que apresentem dificuldade de aprendizagem que se caracterizam pelas Deficiências Intelectuais (DI), que podem ser compreendidas como uma de compensação do processo de aquisição, assimilação e transformação do conhecimento causado por motivos internos ou externos, ou por Transtornos Funcionais Específico do Desenvolvimento (TFE), que são intrínsecos ao indivíduo devido à disfunção do sistema nervoso central e que se manifesta por dificuldades significativas na aquisição e emprego dos conhecimentos das diferentes áreas (ouvir, falar, ler, escrever, raciocinar ou em habilidades matemáticas) e ainda, pela Deficiência Mental, cujas limitações no funcionamento intelectual são expressas em habilidades de adaptação prática, social e conceitual, como por exemplo, saber cuidar-se, autoconfiança ou interagir socialmente.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 10% da população apresenta algum tipo de deficiência, isso representa 15 milhões de brasileiros dos quais 300 mil estão matriculados, oficialmente, nas redes de ensino regular. Contudo, a inserção desses alunos no sistema regular de ensino expõe a contradição da discussão inserção versos exclusão, pois o sistema educacional como um todo não está preparado para lidar com os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem, pois ainda parte-se muito da ideologização do processo de ensino, nivelando-se os alunos a partir de um modelo, ignorando-se as diferenças e acentuando os obstáculos aos alunos neurologicamente comprometidos.

O desafio da participação e aprendizagem, com qualidade, dos alunos com necessidades educacionais exige, na maioria dos casos dos alunos do colégio, a flexibilização curricular, seja pela adequação de objetivos propostos, na adoção de metodologias alternativas de ensino, no uso de recursos humanos, técnicos e materiais específicos e/ou no redimensionamento do tempo e espaço escolar. Tais adaptações estão sendo o foco da elaboração do plano de trabalho docente, para que os professores, na medida em que preparem suas aulas, já possam pensar como poderão atingir uma boa aprendizagem aos alunos de Sala de Recursos Multifuncional, evitando que esses alunos se envolvam em situações de indisciplina por não compreenderem o conteúdo das disciplinas, o que nem sempre se efetiva, pois muitos outros fatores como rigidez teórica do professor, falta de comprometimento do aluno tanto na sala de aula regular como na SR condições socioeconômicas interferem nos resultados.

Oferecemos também a Sala de Recursos de Altas Habilidades e Superdotação que é destinada aos alunos, que fazem parte dos 3 a 5% das pessoas que, segundo o Ministério da Educação, que desenvolvem características como: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criativo ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para artes, capacidade psicomotora, entre outras.

Atualmente o colégio atende quase vinte alunos na sala de Recursos, Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) e o encaminhamento do aluno é feito nos conselhos de classe pelos professores da classe comum, que é avaliado pelo professor especializado, complementada ou não com laudo psicológico, com base em um roteiro desenvolvido por uma equipe multiprofissional externa e pela equipe do NRE devidamente orientada pela SEED/DEEIN.

O principal objetivo da sala de recursos AH/SD é oportunizar intervenções nas áreas das habilidades e interesses dos alunos, explorando a criatividade, a fim de motivá-los com o enriquecimento curricular, para estimular o pensamento, a reflexão e percepção, onde o aluno busque respostas completas e coerentes, com parcerias estabelecidas pela escola e outras instituições/organizações afins.




2.4 Articulação entre as etapas de ensino


Desde que se implantou o Ensino Fundamental com nove anos na rede Estadual do Paraná, no cumprimento da determinação legal, cabe a nós, professores do Colégio Estadual João Paulo II, nos adequarmos para receber estes alunos, que iniciaram o Ensino Fundamental no ano em que completaram cinco anos de idade contando com a mesma estrutura física, pedagógica e funcional mantidas pelo Estado do Paraná que ao adentrarem a 5ª série com 12 anos. Hoje, com apenas 10 anos, é de extrema importância conhece-los nos aspectos: físicos, psicológicos, intelectuais, sociais e cognitivos.

Assim sendo a organização didática impõe certos desafios aos professores como: adequar o tempo e o espaço de acordo com as necessidades, com objetivos, metodologias, recursos, avaliações, recuperações e adaptação curricular (quando necessário) e principalmente utilizar de todos os recursos disponíveis na escola para propiciar e desenvolver a aprendizagem. Desta forma, a sala de apoio, a sala de recursos e as atividades extracurriculares são ferramentas importantíssimas para o desenvolvimento destes alunos do Ensino Fundamental fase II.

Ao recebermos os estudantes nos sextos anos, procuramos adaptar o ambiente para que ocorra a familiarização do mesmo neste novo espaço, pois os mesmos são oriundos das escolas municipais dos bairros próximos onde frequentam o Ensino Fundamental Fase I (dos 5 aos 9 anos de idade). Assim buscamos inicialmente elaborar um diagnóstico físico, psicológico, intelectual, social e cognitivo, pois acreditamos que essa fase de transição deve ocorrer de forma gradativa, buscando preservar o caráter infantil da própria idade e buscando avançar em outros aspectos que possibilitam o conhecimento sistematizado, como organização e disciplina de estudo.

Na etapa do Ensino Fundamental Fase II, consideramos importante que o aluno precisa obter condições para que possa avançar para o Ensino Médio com domínio do conhecimento mínimo necessário para esta etapa de ensino, sendo que o principal desafio deste processo é disciplinar o hábito de estudar, pois nesta fase a maioria dos professores encontram-se com os estudantes mais que uma vez por semana, fortalecendo o vínculo e retomando mais enfaticamente conceitos importantes e que precisariam ser estudados em casa, criando um hábito de estudo que poderá fortalecer a aprendizagem no Ensino Médio, quando os estudantes têm apenas duas aulas por semana de cada matéria e que geralmente são ministradas germinadas em apenas um dia da semana, de modo que não houvesse tanta dificuldade de organização para realização de tarefas e estudo em casa e mesmo na sala de aula, teriam melhor aprendizagem.

Pensamos que talvez esse fator seja um dos grandes responsáveis pelos elevados índices de reprovação do 1º ano do Ensino Médio o qual ultrapassa 15%, e ainda, o grande número de alunos que adentram ao mercado de trabalho, o qual absorve o trabalho de estagiário ou menor aprendiz, como forma de redução de custos, para aumentar o lucro das empresas à custa desses alunos que não dão conta de conciliar as duas atividades: estudar e trabalhar.

2.5 Articulação entre diretores, pedagogos, professores e demais profissionais da educação


Sabendo da necessidade da organização do trabalho pedagógico, para o bom desenvolvimento da Instituição de Ensino como um todo, é de suma importância que equipe pedagógica e direção tenham uma dinâmica escolar única, que todos falem a mesma linguagem. Assim sendo, dentro do possível, todas as segundas feiras a direção procura reunir-se com equipe pedagógica, agentes I e agentes II para planejar a semana. Posteriormente é feito uma conversa rápida durante intervalo do lanche com os demais professores. Retomando assim, constantemente, o planejado no plano de ação anual da Semana Pedagógica de Fevereiro.

Buscamos trabalhar em consonância, todos os profissionais da educação, fazendo o melhor, diante dos recursos que possuímos. Sendo que, nos encontros coletivos do inicio do ano e durante os planejamentos que correm no decorrer do ano são alinhavadas as proposições e funções dos profissionais que compõem o quadro funcional da instituição propiciando o diálogo com levantamento de sugestões e de ações para melhorar o processo de ensino e aprendizagem.

A comunicação se dá também através de: e-mail, wattsap, murais, nos intervalos (recreio) e hora Atividade dos professores que são relembrados das principais informações relevantes. Para o bom andamento do processo ensino-aprendizagem.

2.6 Articulação da Instituição de Ensino com os Pais e/ou Responsáveis


Durante o ano letivo, os pais e/ou responsáveis são chamados a participar constantemente da Vida Escolar dos filhos. Uns dos primeiros momentos, durante as primeiras semanas de aula, previstos em Calendário Escolar, são convidados através de Assembleia Geral para informes gerais, apresentação do quadro de funcionários e corpo docente. Também neste momento o regimento interno é retomado e construído coletivamente visando assim um bom andamento tendo clareza que o bom entrosamento entre escola e comunidade escolar enriquecerá o desenvolvimento sócio cognitivo do educando. Assim sendo, o presidente da APMF (Associação de Pais, Professores e Funcionários) faz prestação de contas e apresenta a programação prevista para o ano, buscando sempre a participação da comunidade de modo a envolver os pais e/ou responsáveis para melhor entenderem o processo ensino-aprendizagem.

Também, neste ano letivo, conforme consta no Plano Gestor (Gestão 2016-2019), houve a implantação do Projeto “Escola com Pais”, que consistem em palestras com temas de interesse da comunidade e necessidade dos educandos. Estas atividades são previstas uma a cada trimestre no período da noite, contando sempre com a participação de palestrantes voluntários. Durante o ano de 2016 foram abordados os seguintes temas: “Limites e afetividade na construção do sujeito”, (mês de junho), “Diálogo entre pais e filhos” (em agosto) “Valores Humanos”, (em setembro), e “Como o Educando Aprende” (em novembro). Outro projeto apresentado foi “Enriquecendo Saberes”, onde as temáticas contemporâneas trabalhadas em sala de aula foram abordadas para os pais através dos estudantes; por meio de recursos audiovisuais, músicas, danças, paródia e teatro, tendo como objetivo principal a ampliação do saber sistematizado como parte integrante da educação do sujeitos.



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