Colégio Estadual João Paulo II projeto Político-Pedagógico 2017



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II DIAGNOSTICO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO

MARCO SITUACIONAL

No contexto da sociedade capitalista em que vivemos, percebe-se que inúmeros são os problemas educacionais e o verdadeiro papel da educação formal é motivo de ampla discussão. É importante empreender um esforço coletivo para vencer as barreiras e entraves que inviabilizam a construção de uma escola pública que eduque para o exercício pleno da cidadania e que seja instrumento real de transformação social, espaço onde se aprenda a conviver com e para os outros numa perspectiva social e coletiva contrapondo-se ao atual modelo individualista gerador de desigualdades e exclusão social que impera nas políticas educacionais de inspiração neoliberal.

Enquanto Instituição Pública de Ensino, o Colégio Estadual João Paulo II, atende aos filhos da classe trabalhadora, com pouco acesso a espaços de cultura, lazer e atividades físicas, muitas vezes sendo o colégio o único espaço para ampliar tais acessos. Sendo assim, a comunidade espera muito da Escola, pois os alunos que a frequentam são oriundos de bairros da Cidade Norte ou de comunidades do interior, desse modo, muitos adolescentes quando não estão no colégio são vulneráveis a situações de risco, como prostituição infanto-juvenil, uso de drogas e alguns iniciam cedo no mercado de trabalho, antes mesmo dos 14 anos de idade.

O Marco Situacional é um espaço de grande importância na elaboração do Projeto Político Pedagógico, pois permite ao coletivo do Colégio discutir e refletir sobre o processo educativo em suas múltiplas determinações, buscando elaborar um diagnóstico amplo da instituição de ensino que levará posteriormente ao desenvolvimento de propostas de intervenção que possibilitem a qualidade emancipatória da educação.

Cabe refletirmos nesse momento sobre a realidade socioeconômica e questões de gestão escolar, instâncias colegiadas, ensino e aprendizagem, avaliação, conselho de classe, educação especial, índices de aproveitamento escolar, articulação entre as etapas de ensino, formação continuada, hora atividade, organização do tempo e espaço pedagógico dentre outros aspectos que envolvem o cotidiano escolar.

2.1 Gestão Escolar


O colégio Estadual João Paulo II, enquanto instituição pública de ensino tem como principal função proporcionar aos seus alunos o acesso ao conhecimento científico histórico, artístico, cultural e social pela humanidade, bem como, orientá-los no sentido de poderem utilizar esse conhecimento em seu cotidiano, seja imediatamente, ou em longo prazo, para poderem refletir sobre a sua realidade de modo a agir nela com objetivo de tornar as condições de vida, trabalho e lazer diferentes e melhores a cada dia.

Além dos objetivos gerais da educação nacional, explícitos na LDB 9394/96 o Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual João Paulo II, considera o aluno como um sujeito histórico e socialmente constituído, merecendo especial atenção na formação de sua identidade através do desenvolvimento de atividades educativas e pedagógicas que visem:



  • Formar o aluno para a cidadania emancipatória, consciente de seus deveres e direitos, atuando na coletividade forma democrática;

  • Conduzir os educandos à busca de sua autonomia intelectual, tornando-o capaz de refletir e agir;

  • Desenvolver o senso crítico, sua capacidade de análise, bem como a sensibilidade aos contínuos avanços dos meios de comunicação, da ciência e da tecnologia;

  • Orientar os alunos a fim de traçar seu projeto de vida pela valorização do conhecimento científico e humano;

  • Levar o aluno a respeitar o meio ambiente, como forma de sobrevivência do ser humano orientando e buscando alternativas para sustentabilidade através do uso consciente dos recursos naturais e artificiais;

Transmitir-lhe através da convivência, a prática dos valores fundamentais da moral, da ética e a necessidade da observância das normas de conduta no âmbito da escola e fora dela, para isso contamos com a participação da comunidade escolar através das instâncias colegiadas que auxiliam no processo de gestão.

2.1.1 Conselho Escolar


O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza consultiva, deliberativa, avaliativa e fiscalizadora sobre a organização e a realização do trabalho pedagógico e administrativo da Instituição escolar em conformidade com as políticas e as diretrizes educacionais da Secretaria de Estado e Educação, Constituição Federal, Constituição Estadual a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar.

É composto por representantes da comunidade escolar e de representantes de movimentos sociais organizados e comprometidos com a educação pública, presentes na comunidade, sendo presidido por seu membro nato, o Diretor (a) do Colégio, de acordo com o Estatuto do Conselho Escolar e a Legislação Vigente.

O Conselho Escolar tem por finalidade efetivar a Gestão Escolar, na forma de colegiado, promovendo a articulação entre os segmentos da comunidade escolar e os setores da escola, constituindo-se no órgão máximo de direção, sendo ele de natureza deliberativa, consultiva e fiscal.

O Conselho Escolar contribui no processo e complementação da gestão democrática, como elemento aglutinador de forças e como corresponsável neste processo, desenvolvendo práticas que fortaleçam a direção; participando ativamente, auxiliando na tomada de decisão, buscando ampliar os horizontes históricos, políticos e culturais em que se encontram as instituições educativas buscando alcançar a cada dia mais autonomia.

Portanto, a gestão do Colégio Estadual João Paulo resulta de um processo eminentemente pedagógico e coletivo que envolve, entre outros, o conhecimento da legislação vigente, a discussão e participação nas formas de escolha de diretor (a) escolar, a implantação e consolidação de mecanismos de participação tais como conselho ou colegiado escolar e grêmios estudantis. Sendo um desafio permanente e cotidiano para o colégio e sua equipe gestora.

2.1.2 APMF (Associação de Pais, Mestres e Funcionários)


A Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), é definida como pessoa jurídica de direito privado, representativa dos pais e profissionais deste Estabelecimento de Ensino, não tendo caráter político partidário, religioso, racial e nem fins lucrativos. Seus representantes são eleitos a cada dois anos, seguem normas próprias do estatuto, não são remunerados e constituem a representatividade de todos os membros da comunidade escolar envolvida no processo educacional, igualmente responsáveis pelo sucesso do desempenho da Escola Pública. Tem como objetivo dar apoio à Direção, primando pelo entrosamento entre pais, alunos, professores, funcionários e toda a comunidade escolar, com atividades sócias educativas, culturais e desportivas.

A APMF geralmente desempenha a função de obter recursos financeiros, através da venda de rifas, em festas, festivais, jogos; bem como, fazendo campanhas e mutirões junto às famílias da comunidade. Isso devido à falta dos recursos financeiros repassados pela mantenedora.

Assim sendo, é de suma importância que se procure transcender esse modelo. Portanto, isto não significa deixar de lado as atividades financeiras, porem, estas precisam deixar de ser exclusivas, passando então a ter como princípios, a corresponsabilidade dos pais na busca da qualidade do ensino. Tendo garantia de uma participação crítica e substantiva na gestão escolar, norteamos nossa ação em três grandes pilares, baseados nos objetivos regimentais da APMF, e cujos resultados destacamos.

a) aprimoramento do processo educacional;

b) integração família-escola- comunidade;

c) assistência ao escolar;



2.1.3 Grêmio estudantil


Desde a década de noventa, a educação vem sofrendo mudanças e cada vez mais os estudantes estão se conscientizando dos desafios e dificuldades que os envolvem diretamente. O Grêmio Estudantil do Colégio Estadual João Paulo II é regido por um estatuto próprio, sendo que sua formação e atuação efetiva é por iniciativa do corpo discente, o qual mantem reuniões e ações contínuas e periódicas ao longo do ano letivo, para discutir, criar e fortalecer ações em que representem os interesses dos estudantes tanto na escola como na comunidade.

Como Instancia Colegiada, o Grêmio Estudantil do colégio tem como função, junto aos estudantes a articulação e a participação em atividades escolares, visando à melhoria da qualidade de ensino. Bem como a atuação em espaços para a prática de esportes e lazer. Sendo um órgão colegiado atua por tempo determinado através da eleição. Seus participantes são apartidários, não possuem fins lucrativos, devendo participar ativamente das diversas instâncias dos movimentos estudantis, atuando nas questões cotidianas fazendo o intermédio nas relações entre os estudantes, a direção e o Conselho Escolar democratizando assim as relações no colégio.

Lembrando-se de que o Grêmio além de ser o órgão máximo de representação dos estudantes, formado apenas por alunos, independente de série e turma em que estudam, defendem os interesses dos estudantes, com finalidades culturais, educacionais, desportivas e sociais, trata de uma oportunidade impar dos jovens arregaçarem as mangas e exercerem um papel atuante na sociedade.

Durante a realização de estágio neste estabelecimento, acadêmicas do curso de pedagogia da instituição de ensino superior, UNIOESTE, campus de Francisco Beltrão perceberam que o Grêmio Estudantil era o “calcanhar de Aquiles” das instâncias colegiadas no colégio e que precisava receber maior atenção para exercer efetivamente sua função junto aos estudantes de forma crítica, então sugeriram a formação um grupo de estudos com o intuito de contribuir para que os jovens participantes desta instância colegiada tivessem clareza das funções do Grêmio Estudantil no ambiente escolar e social. Para tanto, mobilizamos os membros do Grêmio Estudantil e demais alunos que demonstraram interesse e estão participando deste curso de extensão, juntamente com professores da área de ciências humanas do ensino médio, acadêmicos e professores da universidade, tendo como suporte teórico o livro Fundamentos da Escola do Trabalho, de Pistrak, visando o desenvolvimento da liderança estudantil.

2.2 Ensino e Aprendizagem


Neste processo, observando que o cotidiano envolve constantemente o ensino e a aprendizagem num processo contínuo, processo este que acontece por meio da mediação do professor, e se efetiva verdadeiramente quando o sujeito se apropria dos conhecimentos, compreendendo o meio onde estão inseridos. Sendo assim, o conhecimento é, portanto, fruto de uma relação entre o sujeito, neste processo o professor passa a ser o mediador e o conteúdo o objeto do conhecimento desejado.

Tendo como ponto de partida, o planejamento, faz-se necessário romper com as tendências fragmentadas e desarticuladas dando novo significado as suas práticas, e há, no Colégio João Paulo II uma tentativa de caminhar no sentido de romper com as posições pedagógicas cartesianas para rumo a uma pratica pedagógica mais critica e dialética, buscando estabelecer relações necessárias entre as disciplinas que compõem o currículo escolar e a realidade concreta da vivência do aluno, a partir da visão interdisciplinar do conhecimento através do ato reflexivo que se evidencia na prática pedagógica de vários professores.

Assim, enfatizamos a importância do planejamento individual e coletivo que possibilita aos professores refletirem o seu fazer diário com ênfase no que realmente é necessário que os estudantes aprendam, não apenas porque são socialmente desejáveis, ou por que estão no roteiro de estudo de cada série, mas principalmente por ser imprescindível a formação integral dos estudantes.

Busca-se que as dimensões gerais do trabalho pedagógico sejam planejadas e desenvolvidas de forma interdisciplinar perpassando várias as áreas de conhecimento e cuja sistematização deverá ser feita através do plano de trabalho docente individual, que será o norte a ser seguido pelo professor durante o processo de ensino e retomado de acordo com a aprendizagem dos estudantes.

Fazem parte do processo ensino-aprendizagem a ser descrito neste item:

2.2.1 Plano de Trabalho Docente


É amparado legalmente pela Lei 9394/96, art. 13, inciso II, este documento vem sendo elaborado todo ano pelo professor com a intenção de organizar o processo de ensino-aprendizagem. Sendo que o mesmo deve estar em consonância com o PPP e com a legislação vigente para a Educação Nacional. É no PTD que se registra o planejamento, a execução e o resultado. Neste sentido, é a sistematização das decisões tomadas pelo professor.

Sabemos que o plano de trabalho docente (PTD) deve retratar o que o professor pretende ensinar, seus objetivos, como irá desenvolver suas aulas, sendo um retrato do que pensa e do que deve ser feito em sala de aula e, efetivamente, ao ler-se o PTD de alguns professores, tem-se a impressão de estar vendo-o dar a sua aula, demonstrando que esse instrumento alcança sua função de levar o professor a refletir sobre sua prática pedagógica em relação ao conhecimento escolar e à realidade dos estudantes que ensina.

Como forma de organização e facilidade no acompanhamento trimestral do PTD, a equipe pedagógica da escola organizou um modelo, em forma de tabela que é disponibilizado aos professores sempre que necessário, o qual constará de:


  • Nome do Colégio

  • Ano/série e período letivo;

  • Conteúdos estruturantes, básicos e específicos;

  • Objetivos;

  • Encaminhamentos metodológicos;

  • Critérios e instrumentos de avaliação;

  • Adaptação curricular;

  • Referencias bibliográficas.

Da mesma forma, sempre está disponível online em nuvem uma pasta com os PTDs de anos anteriores para consulta e leitura de todos os profissionais do colégio.

      1. 2.2.2 Avaliação da aprendizagem e recuperação paralela


Parte do processo ensino-aprendizagem realizada como forma de acompanhamento da aprendizagem sendo subsídio para a tomada de decisão em relação aos procedimentos que podem levar a avanços no processo de ensino e aprendizagem.

A avaliação está no âmago das contradições do sistema educativo e é de suma importância lançar um novo olhar sobre esta temática, porém, com um enfoque diferente e inquietante que seja capaz de instigar a todos os que vierem a refletir sobre o mesmo, desafiando cada um para a construção de um novo modo de desenvolver a avaliação, questionando-se o que é avaliar? Por que a avaliação marca negativamente? Quem gosta de ser avaliado? Por que temos tanto medo da avaliação?

Basta falar em avaliação que o ambiente já se torna um pouco pesado, tenso. Poucos gostam de ser avaliados. Talvez porque os atos que permearam nossa vida em torno da avaliação sempre serviram para punir, desautorizar ou constranger alguém.

A prática escolar usualmente denominada de avaliação é constituída muito mais de provas e exames do que de avaliação. Esta prática tem origem na escola moderna a partir dos séculos XVI e XVII nas experiências das pedagogias jesuíticas (século XVI), comeniana (século XVII) e lassalista (fins do século XVII e início do século XVIII).

Assim sendo, a prática que conhecemos é herdeira deste período, onde aconteceu à cristalização da sociedade burguesa, marcada pela exclusão e marginalização de grande parte dos sujeitos da sociedade, a prática de provas e exames exclui parte dos alunos porque se baseia no julgamento, enquanto um processo avaliativo diversificado pode incluí-los devido ao fato de proceder por diagnóstico e assim incluir o educando no curso da aprendizagem satisfatória.

Considerando que a avaliação historicamente constituiu-se como uma atividade de controle, que visa selecionar, neste sentido o prazer de aprender desaparece, pois a aprendizagem se resume em notas e provas. O processo, ou o ato de realizar uma avaliação vai, além disto, estando inserido dentro de um ensino integral, onde o professor acompanha o processo desenvolvido pelo educando, auxiliando-o em seu percurso escolar, fundamentando-se no diálogo, reajustando continuamente o processo de ensino de forma a que todos consigam alcançar com sucesso os objetivos definidos, revelando suas potencialidades.

Ao longo do tempo, mediante estudos e discussões, buscamos desmistificar esse processo no ambiente escolar, visando uma avaliação mais processual, busca-se refletir “qual é o critério para chegar à nota?”, estabelecendo como critério fundamental a apropriação individual do conhecimento pelos estudantes, observando o crescimento de cada um em sua trajetória acadêmica.

Podemos afirmar que continuamente estamos avaliando a turma com base em critérios estabelecidos à priori, de conteúdos e expectativas de aprendizagem para determinada série e, poucas vezes consideramos a avaliação do sujeito em seu processo de aprendizagem individual. Desconsiderando que no contexto social atual, o estudante está exposto a uma série de informações e há evidentemente uma grande dificuldade em transformar essas informações em conhecimentos que possam ser mensuráveis através de avaliações internas ou externas.

Nesse sentido, o principal entrave ao trabalho do professor é o de superar visões tradicionais de ensino, baseadas em atividades fragmentadas e sem uma função social específica, apesar disso, a grande parte dos professores desta escola tem avançado muito neste processo através de estudos coletivos e relacionando teoria e prática, compreendendo que a avaliação é um ato político-pedagógico que proporciona a mudança. O avanço, a transformação, a aprendizagem, a autonomia e a iniciativa, não apenas a atribuição de notas ou conceitos para reprovar ou aprovar o educando, sem possibilidades de crescimento.

Sob esta perspectiva, busca-se compreender que avaliar deve deixar de significar fazer um julgamento sobre a aprendizagem do aluno, para servir como momento capaz de revelar o que o mesmo sabe. Os caminhos que percorreu para alcançar o conhecimento demonstrado, seu processo de construção de conhecimento, podendo potencializar, revelar suas possibilidades de avanço e suas necessidades para que se supere.

A partir de uma boa compreensão teórica sobre o ato de avaliar, torna-se menos preocupante a atribuição de um peso às avaliações realizadas pelos alunos, pois os pesos das avaliações serão valorados a partir da intenção que se tem em trabalhar determinado conteúdo, contudo, a organização do sistema escolar da rede estadual de ensino no estado do Paraná prevê a transformação da qualidade da aprendizagem dos estudantes em um elemento quantitativo baseado em notas de zero a dez.

Desse modo, de acordo com o Regimento Escolar, a avaliação é realizada em função dos conteúdos, utilizando métodos e instrumentos diversificados e coerentes com as concepções e finalidades educativas de cada área do conhecimento. No Art. 113 define-se que deverão ser realizadas no mínimo duas avaliações com peso 10,0 (dez) por trimestre, e suas respectivas recuperações, priorizando ao aluno a retomada do conteúdo e posteriormente aplicação uma nova avaliação, sempre que houver necessidade de confirmação da apropriação do conhecimento por parte dos alunos. O resultado da avaliação de Recuperação de estudos substituirá a nota obtida pelo aluno, apenas se for maior que a da avaliação original do conteúdo.

Alguns procedimentos para a recuperação são importantes de ser destacados, tais como:


  • Retomada do conteúdo anterior;

  • Atendimento a dúvidas;

  • Orientações sobre avaliações na disciplina;

  • Exercícios adicionais de compreensão;

  • Tarefas de casa com correção e revisão em sala de aula;

  • Qualquer outro expediente que venha a ser criado pelo professor para esta finalidade;

  • Orientações especiais sobre como estudar;

  • Convocação dos pais e do aluno para orientação especial quando, apesar de todos os esforços, as dificuldades do aluno persistirem;

  • Conscientização dos alunos da mudança de paradigma no que se refere à recuperação da nota e da necessidade de estudar desde o início do ano letivo.

A escola auxiliará o aluno em suas dificuldades, não podendo ser responsabilizada por todas as deficiências uma vez que elas podem ser fruto de lacunas de conteúdos em função de transferência e até de falta de estudo e de interesse por parte do aluno.

Com relação ao processo de avaliação que se explicita no colégio, podemos observar que muitos professores estão bem preocupados e procuram trabalhar o que os alunos demonstraram que não dominam retomando, a partir do instrumento de avaliação utilizado, os conteúdos que ficaram em defasagem na aprendizagem dos estudantes, realizando assim uma prática de recuperação de conteúdos, contudo, outros professores apenas aplicam a prova, corrigem, atribuem o valor e mandam o aluno estudar mais, sem fazer bom e correto uso do momento de recuperação para realmente recuperar aquilo que ficou defasado na aprendizagem das turmas, tornando a prática da recuperação como um “passar a prova a limpo” ou “refazer a mesma prova sem nenhuma explicação nova”, essa visão de recuperação banaliza o processo de recuperação com ênfase na nota que é uma nova possibilidade para o estudante aprender, e precisa, na medida do possível ser superado.

Para tanto, contamos com o apoio de Sala de Recursos Multifuncional e salas de apoio Português e Matemática que auxiliam nesse processo.

2.2.3 Conselho de Classe


O Conselho de Classe que geralmente acontece nas escolas está muito longe de atingir suas reais funções, que é proporcionar uma discussão livre entre os colegas, com a finalidade de buscar soluções para os problemas diagnosticados, pois o que ocorre, muitas vezes, é a simples discussão e a avaliação dos alunos, com poucos questionamentos sobre a prática do professor. Busca-se apenas um referendo que valide a imagem dos alunos e alunas que construíram no decorrer do ano letivo, ignorando-se com frequência o progresso dos alunos insistindo nos aspectos negativos.

O Colégio Joao Paulo II, busca compreender o conselho de Classe como um momento muito mais complexo que a simples retrospectiva do comportamento e notas do aluno no decorrer do período, neste espaço, se tornam possíveis mudanças, ainda que pequenas e gradativas, mas que sigam uma mesma direção. Se expressa aqui, a intencionalidade do ato educativo, que requer competência profissional, reflexão crítica sobre a prática, comprometimento com a aprendizagem do aluno.

Por isso tem por objetivo refletir não apenas sobre a aprendizagem dos alunos a partir das observações e registros, bem como efetivar a expressão dos resultados das avaliações, mas, sobretudo deve oferecer possibilidades de um diagnóstico sobre a evolução do processo educativo do aluno, através da análise de suas manifestações de comportamento com relação à aprendizagem, como resultado de um processo educativo que tem no professor o mediador e principal responsável pelo seu ensino.

Com isso, busca-se tomar como princípios básicos do conselho de classe: a auto avaliação do professor, a auto avaliação da equipe pedagógica, a análise diagnóstica das turmas e a definição e registro das linhas de ação (anexos 02, 03 e 04), pois a falta de critérios objetivos permite que o posicionamento de um professor passe a ser de todo colegiado, mesmo que não expresse o ponto de vista da maioria, fragmentando o trabalho coletivo, uma vez que se respalda em critérios subjetivos.

Assim, o conselho de classe quando resultado de um processo baseado em critérios para tomadas de decisão que permeiam os processos de ensino-aprendizagem, de avaliação, de planejamento da prática pedagógica levam em consideração aspectos qualitativos tais como avanços obtidos na aprendizagem, desempenho do aluno em todas as disciplinas, acompanhamento do aluno no ano seguinte e situações de inclusão e socioeconômicas, que são registradas nas fichas individuais dos estudantes.

Com o acompanhamento de cada estudante individualmente, tanto por professores como pela equipe pedagógica, houve um avanço ao longo dos anos na tentativa de identificar se o aluno apresenta dificuldades conceituais ou cognitivas significativas que dificultem o acompanhamento da série seguinte (dificuldades, distúrbios, transtornos, necessidades educacionais especiais) e a realização de diagnósticos e encaminhamentos de ações realizadas em sala de aula, a adaptação curricular o acompanhamento e registro individual dos avanços obtidos.

Com isso, pudemos observar que à medida que amadurecem, vão avançando na escolarização, os estudantes que frequentam a sala de recursos estão melhorando sua aprendizagem e desenvolvimento escolar, vão se disciplinando de que precisam colaborar com seu processo de aprendizagem com tranquilidade para obter sucesso, de modo que, ao chegar ao ensino médio, alguns alunos considerados com dificuldades de aprendizagem e de sala de recursos conseguem acompanhar o nível de desenvolvimento da turma muito bem.

Partindo desse resultado alcançado com alguns alunos, concluímos pela necessidade constante de superar o Conselho de Classe fechado na figura do professor e buscando envolver toda a comunidade escolar através da realização de três momentos de conselhos, pré-conselho de classe, conselho de classe e pós-conselho de classe sistematizados de tal forma que favoreçam uma participação mais efetiva das partes envolvidas no processo educativo (alunos, professores, equipe pedagógica, direção e famílias).

O Pré-conselho de Classe será realizado principalmente no 1º trimestre em sala de aula com o professor pedagogo e os alunos voltando sua temática à questão da aprendizagem da turma, e não para a figura do professor (anexo 2), pois o resultado deste conselho retornará para o professor (a) de forma individualizada durante sua hora-atividade e socializada no Conselho de Classe como uma alternativa de promover melhorias no processo de ensino e aprendizagem através da auto avaliação do desempenho docente em relação ao desempenho discente. (anexo 3)

O Conselho de Classe, propriamente dito, previsto no calendário escolar, é realizado com a presença do Diretor (a), Professor (a) Pedagogo(a) responsável pela turma, Professores da Apoio Pedagógico da Escola (Professor Sala de Apoio e Professor Sala de Recursos), Professores da série/turma, representantes de alunos do Grêmio estudantil, funcionários e pais/responsáveis.

Caberá ao Conselho de Classe oportunizar a cada professor a visão global da aprendizagem do aluno e da turma através do confronto das diversas avaliações colhidas, bem como, de outras informações, traçando um perfil da turma. Indicando alunos que possuem dificuldades específicas, analisando as causas do seu rendimento e encaminhando-os ao Apoio Pedagógico, se necessário. Definindo ações para cada turma de acordo com a avaliação realizada pelos professores e alunos.

Será registrado em ata específica onde serão assinalados aspectos específicos de cada aluno tais como: aprendizagem, dificuldades de leitura, interpretação, produção escrita, raciocínio lógico e cálculo, comportamento, participação, realização das tarefas e trabalhos, disciplina de estudo e faltas, ações coletivas e outras observações relevantes ao processo de ensino-aprendizagem. (anexo 04)

O Pós-Conselho será feito em duas etapas. Primeiramente com os alunos, será realizado pelos professores regentes e pedagogos no coletivo da sala de aula e individualmente, onde será estabelecido um paralelo entre o pré-conselho, visão dos alunos sobre o ensino e a aprendizagem e o conselho de classe, visão dos professores sobre o processo de ensino e aprendizagem, visando definir com os alunos as ações que serão tomadas para melhoria da turma.

Num segundo momento de pós-conselho será feita com a entrega de boletins aos pais ou responsáveis, será realizada uma reunião por turma, ou através de plantão pedagógico, onde os professores regentes, equipe pedagógica e direção irão expor para os mesmos a aprendizagem geral da turma e individualmente de cada aluno.

Consideramos que estamos caminhando na direção de um conselho de classe que vai além da análise de notas, e sim, que compreende o processo educativo e a realidade social, econômica e cultural dos estudantes para determinar ações coletivas e individuais a ser tomadas pelos professores e pela direção e equipe pedagógica junto os alunos.

2.2.4 Registros da Prática Pedagógica


O registro das atividades referentes á aprendizagem vem sendo feito pelos docentes para comprovar os meios que foram propiciados ao estudante. Neste ano com a implantação obrigatória do (RCO) - Livro Registro de Classe online, o corpo docente vem enfrentando constantemente dificuldades referentes ao funcionamento do sistema, sendo que o mesmo geralmente se apresenta lento. Isso causa desgaste do profissional da educação, tem perdido muito tempo em função de resolver problemas de operacionalização e deixa de resolver questões didáticas e pedagógicas.

O projeto pedagógico na autonomia construída deve permitir aos professores, alunos, equipe pedagógica, agentes educacionais e diretores estabelecerem uma comunicação dialógica, para propiciar a criação de estruturas metodológicas mais flexíveis para reinventar sempre que for preciso. A confirmação desse contexto só poderá ser dada numa escola autônoma, onde as relações pedagógicas são humanizadas.

Destacamos nesse contexto a importância e a necessidade de cada professor fazer com que o processo de ensino e de aprendizagem possa efetivar-se da melhor forma possível, e isso exige reformulação, renovação constante e mudança de postura didático pedagógica, ou seja, requer um processo de permanente reconstrução da metodologia, planejamento e forma de avaliação.

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