Colégio Estadual João Paulo II projeto Político-Pedagógico 2017



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I IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO


O Colégio Estadual João Paulo II Ensino Fundamental e Médio, é mantido pela Secretaria de Educação do Estado do Paraná, está localizado na Região Sudoeste do Estado do Paraná, no município de Francisco Beltrão, na zona norte da cidade, à Rua Francisco Borghesan, Nº 211, Bairro Júpiter e atualmente atende 494 estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

1.1 Localização e dependência administrativa


IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO

Núcleo Regional de Educação: Francisco Beltrão

Município: Francisco Beltrão

Denominação da instituição de ensino: Colégio Estadual João Paulo II – Ensino Fundamental e Médio

Rua: Francisco Borghesan Número: 211 Bairro: Júpiter

Município: Francisco Beltrão CEP: 85606-060

Localização ( x ) urbana ( ) rural

E-mail: fnbjoaopaulo@seed.pr.gov.br Telefone/Fax: (46) 3527 3794

Código da escola: 01744

Código do NRE: 12 - NUCLEO REG. EDUCACAO - FRANCISCO BELTRAO

Código do INEP: 41389344

Ato de Reconhecimento da instituição: RES.AUT. 5060/07

Regimento Escolar nº300/2008 de 10/12/2008

Mantenedora: Governo do Estado do Paraná



1.2 Aspectos históricos da instituição


A Região Sudoeste iniciou o processo de colonização na década de 50 pela organização da estrutura fundiária em pequenas propriedades agrícolas. Somente a partir da década de 70 com o processo de industrialização do país acentuando o êxodo rural, aglomerando um número maior de pessoas ao redor das cidades buscando novas oportunidades de trabalho, com rendas fixas, mensais, diárias, semanais, aconteceu o processo político na busca e incentivo para a industrialização do município proporcionando maior número de empregos para atender a demanda da região.

A região norte do município onde se localiza o bairro Júpiter, foi privilegiada pela sua estrutura geográfica para a instalação de um parque industrial, iniciado com a instalação da empresa Sadia AS no bairro Pinheirinho, na década de 80 e 90, que deu oportunidade de origem a outros bairros, totalizando mais de 30.000 habitantes.

De acordo com formulário socioeconômico respondido pelos alunos, as famílias que aqui se estabeleceram constituem-se da classe trabalhadora, e quase 50% trabalha no próprio bairro, sendo que destas, 44,7% são empregados de indústrias e 4,8% em lojas nas proximidades ou empresas que se instalaram nos bairros adjacentes à escola.

Com o crescimento da demanda estudantil que superlotava a estrutura da única escola da rede estadual da região, o Colégio Estadual Tancredo Neves, no ano de 2005, em avaliação feita pela FUNDEPAR, ficou determinado que a cidade norte seria contemplada com mais uma escola para atender a demanda de estudantes em idade escolar para o Ensino Fundamental. Ainda neste ano, foi realizada a compra do terreno pela Prefeitura, a doação para o Estado e o processo de elaboração dos projetos. Em fevereiro de 2006 a empresa Talento Engenharia, Realeza / PR, iniciou a obra com um prazo de 360 dias para conclusão. O total investido para a construção do Colégio João Paulo II foi de R$ 1.947.425,76 reais.

Concomitantemente, realizou-se uma votação junto à comunidade escolar para escolha do nome do Colégio. Dentre as alternativas propostas, Helena Kolody, Mário Quintana, Ivone Terezinha Junkes, 11 de agosto e João Paulo II, foi escolhido, com maior número de votos, este último.

A primeira Diretora foi a professora Delcir Fátima Rovani Scolari, indicada pelo corpo diretivo do Colégio Estadual Tancredo Neves e do pelo Núcleo Regional de Educação, considerando que o corpo docente e funcional da nova escola partiu daquela. Contudo houve um firme propósito da professora Delcir de gerir a escola recém-instalada com o objetivo de formar sua estrutura legal de funcionamento.

A primeira gestão compreendeu o biênio 2007/2008, sendo que neste período o Colégio funcionou em regime de compartilhamento de estrutura física com o Colégio Estadual Tancredo Neves, pois este passava por reformas e construção de novas salas de aula, o que levou a funcionar provisoriamente nesta condição e com quatro turnos para atender a demanda da comunidade de toda a Cidade Norte.

Outro aspecto importante a considerar, é que neste período a direção do Colégio Estadual Tancredo Neves, na pessoa da professora Maria de Loudes Bertani, se dedicou de forma intensiva no sentido de assegurar o andamento das escolas trabalhando de forma colaborativa para construir o melhor espaço escolar possível, mesmo diante do desafio que foi atender toda a comunidade da região norte da cidade de Francisco Beltrão num espaço insuficiente e inadequado ainda usando outros espaços da comunidade, como em anos anteriores para uma realidade que se configurava na época, cerca de 2500 alunos.

Em novembro de 2008 aconteceu a primeira eleição direta para a escolha de diretores da então Escola João Paulo II. Foram candidatos o professor Jonir Badia Fernandes e a professora Luci Fátima Lourenci Padilha Chagas, sendo eleita a segunda como diretora para o mandato de três anos (2009-2011).

No ano de 2009, professora Luci Fátima Lourenci Padilha Chagas iniciou sua gestão com o desafio de dirigir a escola pela primeira vez, como um espaço escolar único, mas com características marcantes de empenho e dedicação, a diretora Luci foi estruturando o espaço escolar e mantendo um bom quadro de professores para garantir cada vez mais aos alunos um espaço adequado e qualidade para estudar.



1.3 Caracterização do atendimento na instituição e quantidade de estudantes


Iniciamos as atividades pedagógicas no colégio João Paulo, no ano de 2009, com 350 estudantes em 12 turmas de Ensino Fundamental sendo 8 turmas regulares no período matutino e 4 turmas regulares e ainda 1 Sala de Apoio no período vespertino.

A partir de 2011, houve a implantação gradativa do Ensino Médio, e atualmente, atendemos 486 em 14 turmas de Ensino Fundamental sendo 6 no período matutino e 8 turmas no período vespertino e 161 alunos em 7 turmas de Ensino Médio, 6 pela manhã e 1 à tarde. E ainda duas Salas de Recursos I, uma sala de altas habilidades, duas salas de apoio de língua portuguesa e matemática e 4 turmas de CELEM I e II. Mudando inclusive o nome de Escola para Colégio.



Podemos identificar dos 486 os alunos matriculados, 354 estão no ensino fundamental e também que, em algumas turmas a diferença entre a quantidade de meninos e meninas é bem grande, como podemos perceber no gráfico abaixo:

Fonte: SERE Colégio Estadual João Paulo II


Contudo, a quantidade de meninos e meninas neste nível de ensino é o mesmo: 177 alunos de cada sexo, conforme podemos observar nesta tabela mais detalhada:


TURMA

MENINOS

MENINAS

TOTAL

6ºA

10

16

26

6ºB

16

13

29

6ºC

18

8

26

6ºD

14

12

26

7ºA

11

21

32

7ºB

18

11

29

7ºC

14

13

27

8ºA

11

20

31

8ºB

15

12

27

8ºC

16

12

28

9ºA

12

16

28

9ºB

11

11

22

9ºC

11

12

23

TOTAL

177

177

354

Fonte: SERE Colégio Estadual João Paulo II
Por outro lado, no que se refere ao Ensino Médio, podemos perceber que o número geral de meninas que é cerca de 6% maior que o de meninos, mas no que se refere ao 3º ano, esse percentual sobe para cerca de 12%, de modo que podemos compreender que a permanência das meninas no período diurno é maior que a dos meninos, especialmente pelo fato destes adentrarem ao mercado de trabalho e transferirem para o noturno, ou desistirem de estudar, conforme demonstra na tabela:


TURMA

QUANTIDADE

INICIAL

TRANS/

QUANTIDADE FINAL

SEXO MASCULINO

SEXO FEMININO

ALUNOS

DES/

REM

ALUNOS

PARCIAL

REM/TRANS/

DES

TOTAL

PARCIAL

REM/TRANS/

DES

TOTAL

1ºA

37

10

27

20

7

13

17

3

14

1ºB

36

14

22

19

7

12

17

5

12

2ºA

25

8

17

10

5

5

15

3

12

2ºB

34

15

19

17

6

11

17

9

8

3ºA

36

13

23

15

6

9

21

7

14

3ºB

30

4

26

15

7

8

15

1

14

TOTAL

198

64

134

96

38

58

102

28

74

Fonte: SERE Colégio Estadual João Paulo II
Além da quantidade de maior de meninas em algumas turmas e concluindo o Ensino Médio, temos observado também o empoderamento das estudantes e uma grande necessidade de autoafirmação, inclusive através da agressão física pelas ruas nos entornos da escola, pois como mencionamos no item sobre violência na escola, muitos dos problemas enfrentados pela escola iniciam-se nos bairros, vizinhança e rede social dos estudantes, sobretudo no caso das meninas. Mas também há o aspecto positivo desse empoderamento, onde as meninas desenvolvem grande habilidade de liderança nas turmas e frente a Grêmio Estudantil.

Grande parte desse avanço podemos atribuir ao trabalho da Equipe Multidisciplinar, pois ao estudar e discutir a questão de gênero com os estudantes, os leva a reflexão e mudança de paradigmas sobre o assunto. O mesmo tem ocorrido com as atividades envolvendo raça, cor e etnia, pois estamos em uma comunidade composta por muitos alunos mulatos e pardos, mas que não se declaravam como tal, por não compreenderem os conceitos, mas que já tem mudado suas concepções e participado das atividades relativas a cor, raça e etnia com a compreensão da diferença entre uma e outra. Esse mérito está muito ligado aos trabalhos da Equipe Multidisciplinar, que envolve vários e diferentes profissionais da escola a cada ano, ampliando inclusive a concepção de professores e funcionários.



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