Colégio de Ensino Infantil, Fundamental e Médio



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Colégio de Ensino Infantil, Fundamental e Médio – A.M.E.

Prof.(a): Maíse Rodrigues Data: ____/____/2017

Aluno(a):__________________________________ nº_____

Atividade de revisão de Língua Portuguesa 9º ano “A”





TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Leia os textos abaixo para responder à(s) questão(ões).


Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade.
“(...) De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo da luta pela sobrevivência. (...)

Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.”


www.culturabrasil.pro.br/seattle1.htm. Acesso em 16/04/2016.

Carta da Terra (excerto)
A Carta da Terra é um documento produzido no final da década de 1990 com a participação de países.
Ela representa um grito de urgência face às ameaças que pesam sobre a biosfera e o projeto planetário humano. Significa também um libelo em favor da esperança de um futuro comum da Terra e Humanidade.”

(Leonardo Boff)


PRINCÍPIOS
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA

(...)
4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.


a) Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.

b) Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apoiem, em longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.


II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
(...)

c) Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.

d) Controlar e erradicar organismos não nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.

e) Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.


6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
a) Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva.

(...)


d) Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.

(...)
Ministério do Meio Ambiente. www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/carta-terra.pdf. Acesso em 20/05/2016.



O Sal da Terra
Anda!

Quero te dizer nenhum segredo

Falo desse chão, da nossa casa

Vem que tá na hora de arrumar


Tempo!

Quero viver mais duzentos anos

Quero não ferir meu semelhante

Nem por isso quero me ferir


Vamos precisar de todo mundo

Pra banir do mundo a opressão

Para construir a vida nova

Vamos precisar de muito amor

A felicidade mora ao lado

E quem não é tolo pode ver


A paz na Terra, amor

O pé na terra

A paz na Terra, amor

O sal da
Terra!

És o mais bonito dos planetas

Tão te maltratando por dinheiro

Tu que és a nave nossa irmã
Canta!

Leva tua vida em harmonia

E nos alimenta com seus frutos

Tu que és do homem, a maçã


Vamos precisar de todo mundo

Um mais um é sempre mais que dois

Pra melhor juntar as nossas forças

É só repartir melhor o pão

Recriar o paraíso agora

Para merecer quem vem depois


Deixa nascer, o amor

Deixa fluir, o amor

Deixa crescer, o amor

Deixa viver, o amor

O sal da terra
GUEDES, Beto. www.mundojovem.com.br/musicas/o-sal-da-terra-beto-guedestransito.

Acesso em 18/04/2016.

1. Considerando que todo texto produzido tem um objetivo comunicativo, isto é, pretende atingir pelo menos um objetivo junto ao(s) leitor(es), analise as afirmativas a seguir.
I. No primeiro texto, a carta do cacique Seattle ao presidente dos Estados Unidos, o principal objetivo do emissor da mensagem é estabelecer críticas ao comportamento discriminatório do Presidente dos Estados Unidos.

II. No segundo, a “Carta da Terra”, o objetivo central é propor aos leitores um conjunto de comportamentos adequados no que se refere à preservação ambiental.

III. No terceiro, “O Sal da Terra” – música de Beto Guedes –, por se tratar de uma canção, o principal objetivo é o de promover divertimento para o público ouvinte.
É correto o que se afirma apenas em

a) I e III.

b) II.

c) I e II.



d) III.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:



Capim-guiné

(Raul Seixas)


Plantei um sítio

No sertão de Piritiba

Dois pés de guataíba

Caju, manga e cajá

Tem abacate, jenipapo

E bananeira

Milho verde, macaxeira

Como diz no Ceará

Com muita raça

Fiz tudo aqui sozinho

Nem um pé de passarinho

Veio a terra semeá

Agora veja

Cumpadi, a safadeza

Cumeçô a marvadeza

Todo bicho vem prá cá

Suçuarana só fez perversidade

Pardal foi pra cidade

Piruá minha saqué

Qué! Qué!

Dona raposa

Só vive na mardade

Me faça a caridade

Se vire e dê no pé

Sagui trepado

No pé da goiabeira

Sariguê na macaxeira

Tem inté tamanduá...

Minhas galinha

Já num fica mais parada

E o galo de madrugada

Tem medo de cantá


(Disponível em: http://letras.mus.br/raul-seixas/90581/. Acesso em 22.10.2013. Adaptado)

2. Sobre o texto, é correto afirmar que

a) o proprietário do sítio contou com a colaboração de amigos e de parentes no cultivo dos alimentos e na criação dos animais.

b) a solidão tornou o eu lírico uma pessoa amargurada que tem dificuldades de conviver em sociedade.

c) o homem se mostra indignado com seus vizinhos pela falta de solidariedade com que foi recebido pela comunidade local.

d) o camponês se sente injustiçado e explorado pelos animais da região que resolveram invadir seu sítio.

e) a tristeza do eu lírico está no fato de ele ter adquirido galinhas ariscas e um galo medroso.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:



Na fazenda
Barulhinho vermelho de cajus

e o riacho passando

nos fundos do quintal...
Dali

se escutavam os ventos com a boca

como um dia ser árvore.
Eu era lutador de jacaré.

As árvores falavam. (...)


(BARROS, Manoel de. Compêndio para uso dos pássaros. 2.ed. São Paulo: Leya, 2010. Adaptado)

3. Capim-guiné


Plantei um sítio

No sertão de Piritiba

Dois pés de guataiba

Caju, manga e cajá

Tem abacate, jenipapo

E bananeira

Milho verde, macaxeira

Como diz no Ceará

Com muita raça

Fiz tudo aqui sozinho

Nem um pé de passarinho

Veio a terra semeá

Agora veja

Cumpadi, a safadeza

Cumeçô a marvadeza

Todo bicho vem prá cá

Suçuarana só fez perversidade

Pardal foi pra cidade

Piruá minha saqué

Qué! Qué!

Dona raposa

Só vive na mardade

Me faça a caridade

Se vire e dê no pé

Sagui trepado

No pé da goiabeira

Sariguê na macaxeira

Tem inté tamanduá...

Minhas galinha

Já num fica mais parada

E o galo de madrugada

Tem medo de cantá


(Disponível em: http://letras.mus.br/raul-seixas/90581/. Acesso em 22.10.2013. Adaptado)
Sobre os versos de Manoel de Barros e a letra da música “Capim-guiné”, de Raul Seixas, é correto afirmar que

a) revelam a vida do homem em contato com a natureza, rodeado pela diversidade da fauna e da flora.

b) apresentam um olhar contemplativo da floresta, assimilando com serenidade os seres à sua volta.

c) manifestam o incômodo e o desconforto causados pela vida no ambiente rústico do campo.

d) contrapõem a vida tranquila no campo à convivência caótica e violenta das cidades grandes.

e) falam dos riscos de quem decide morar na região amazônica rodeado por jacarés e suçuaranas.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Responda à(s) questão(ões) com base na tirinha abaixo.



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